terça-feira, 30 de outubro de 2012

CAPÍTULO CINQUENTA E SETE.


Desci as escadas e o vi no sofá, parecia está envergonhado. Sentei ao lado dele e afundei no sofá. Respirei fundo e liguei a TV, mudando de canal. 

-Ou você controla o fogo ou a gente vai ser expulso dessa casa! Ri e olhei pra ele.
-Ela ficou muito brava? Ele me olhou.
-Só disse que não era mais pra gente ultrapassar os limites, se não te proíbe de dormir aqui. E se ela pegar uma coisa pior nem aqui, mais, você pisa! Só isso! Sorri.
-Eu acho que vou para o hotel...! Ele se levantou.
-Não amor! –Levantei e fiquei na frente dele. –Ela disse que podia, mas não em lugares... "públicos" da casa. Ela acha melhor aqui do que em outro lugar...! Entende? Não me deixa aqui, vai! Fiz bico.
-Não quero prejudicar sua relação com sua mãe! Ele mexia no boné.
-Tudo bem! Ela sabe que eu não sou mais nenhuma criança, nem você! Mais ela só reclamou... por que a gente está aqui na sala!
-Você que começou...! Ele riu.
-Tá! Eu tenho culpa, dessa vez! Sorri.
-Minhas malas estão prontas! Diego desceu mexendo no cabelo.
-A Carol não vai? O Luan o olhou.
-Não! Ela vai viajar com a família dela, não se preocupa Luan, eu e Bruna somos amigos. Ao contrário de você não vou ficar agarrando sua irmã pelos quatro cantos da casa! Ele riu e Luan ficou vermelho.
-Já chega, né Diego?! Levei uma bronca daquelas! Olhei pra ele.
-Eu ouvi e sua mãe tem razão, se ela entrasse aqui com alguma vizinha? A porra ia ficar séria! Ele falou sério e se sentou no sofá empurrando Luan.
-Vem cá! Tem como o maninho me esquecer dois minutinhos e parar de ficar espancando o meu namoradinho durante a vidinha dele? Parei na frente do Diego com os braços cruzados.
-Tá bom! Parei! Diego riu.
-Mô, como só vamos à noite pra São Paulo... Vamos descansar um pouco? O Luan me olhou. 
-Hum... Diego riu.
-Vai se fuder Diego! 
-Bom, acho que você que vai fazer isso agora! Eles gargalharam.
-Tá...desisto de vocês dois, sério mesmo! Não vou descansar, não vou fazer nada disso que as mentes poluídas estam pensado. Sabe o que eu vou fazer? Vou fazer uma panela de brigadeiro, comer sozinha, e vou vir sentar aqui e assistir o filme que vai passar, na TV!
-E eu mais meu cunhado vamos dá uma volta por ai de carro!
-Agora é cunhado! Já pensou em ir pro circo ser palhaço? Sorri indo até a cozinha.
-Cara tem umas gata em uma boate aqui perto...! O Diego provocou.
-Luan Rafael Domingos Santana! Falei firme.
-Amor é ele...
-Aqui agora! Olhei séria pra ele.
-Quer coleira também? Diego gargalhou.
-Diego sabe o que eu vou fazer? Vou na loja com a Carol comprar uma pra você também! Lembra, quando ela fez isso com você também? Pra sair daquela festa?! Sorri.
-É diferente, ok? Luan sentou no sofá calado.
-Não é nada! Aliás, aprendi isso com ela! Sorri.
-Vou subir para o meu quarto! Diego fez careta e subiu.
-Saiu correndo foi? Só por que puxei pro seu lado! Ri.
-Não enche! Ele bateu a porta do quarto e eu ri.
-Amor, vou subir, to cansado...
-Tá chateado?
-Deveria esta? Ele me olhou.
-Sei lá! Quer brigadeiro? Sorri.
-Não, vou subir! Ele tirou boné da cabeça e subiu as escadas devagar.

Olhei ele subir as escadas e fiz o brigadeiro. Esperei o brigadeiro esfriar, assistindo o filme. Quando comecei a comer o brigadeiro, parei com a colher na boca pensando. Levantei, desliguei a TV e subi as escadas, até o meu quarto. Entrei no quarto e o vi dormindo, de barriga pra cima, e sorri. Me aproximei, sentei na cama e melei a boca dele com o brigadeiro. Comecei a beijar, limpando sua boca.

Subi as escadas e realmente estava cansado, me deitei na cama devagar e logo cochilei, meu corpo tava exausto e meus olhos pesados. Alguns minutos depois senti alguém passando algo em minha boca e senti o cheiro dela, abri meus olhos e ela melava minha boca com algo logo depois limpando com a boca.

-Tá gostoso, quer? Olhei pra ele sorrindo.
-Você melou minha boca toda! Ele riu limpando o canto da boca, enquanto se sentava na cama.
-Desculpa, amor! Quer que eu limpe? Sorri.
-Quero! Ele sorriu levantando uma de suas sobrancelhas.
-Quer mesmo? Coloquei mais brigadeiro na colher.
-Quero!

Melei a ponta do nariz dele, o queixo e a boca. Beijei a ponta do seu nariz, o queixo e logo subi até sua boca e beijei ele intensamente. Sentei em seu colo, durante o beijo, e fazia carinho em sua nuca, fazendo ele arrepiar.

Sorri entre o beijo e alisei sua coxa quando ela se sentou em meu colo, quando senti seu carinho em minha nuca me arrepiei e respirei fundo ainda beijando-a. Um desejo incontrolável tomou conta de mim e de leve mordi seus lábios, começando a beijar seu pescoço indo para o ombro onde baixei a alça da sua blusa.

Enquanto ele beijava meu ombro, eu beijava seu pescoço, sentindo a pele dele arrepiar. Ele beijando meu ombro e a respiração dele em minha pele me fez arrepiar. Minha pele queimou, quando ele escorreu suas mãos em minhas costas até tirar meu sutiã. Respirei profundamente e sorri, de olhos fechados, quando percebi que eu e ele iríamos nos amar, mais uma vez, durante aquela tarde.

Foi uma tarde prazerosa pra ambos, as caricias foram intensas, os beijos, os toques, cada detalhe era como se a gente fosse se amar a última vez. Quando vi seu corpo soado sobre o meu minha vontade era de prendê-la em meus braços e nunca mais deixar que ela saísse dali do seu lugar; em meus braços. Nossos corpos se deram por satisfeitos e ficamos ali deitados um de frente para o outro apenas nos beijando, queríamos aproveitar cada segundo um ao lado do outro.

-Ainda tem brigadeiro! Ri.
-Se pudesse passava o resto da vida grudado em sua boca! Ele sorriu alisando meus lábios.
-E se eu pudesse passava o resto da vida sentindo seu gosto, que é muito melhor do que qualquer brigadeiro no mundo! Mordi, levemente, seu lábio.
-Promete que nesse período de dois anos não vai me esquecer?
-Claro que não vou! Eu te amo muito, esqueceu? Alisei seu rosto.
-Tenho medo de te perder...
-Não fica, por que não vai! Não importa o que aconteça, lembra sempre que eu te amo e que meu coração só vai sossegar quando te encontrar. Meu corpo só vai se satisfazer com o seu... Olha, eu vou sempre está aqui! Apontei para o seu peito, no lado do coração, e sorri.
-Eu vivo você! Ele sorriu de leve beijando minha testa.
-Vou chegar aqui cantando suas músicas em inglês! Sorri, enquanto fazia carinho em seu rosto.

Fechei meus olhos sentindo seus carinhos e mais uma vez viajei em meus pensamentos, ela iria pra tão longe de mim e por tanto tempo, seria tão complicado, se já ali deitado na mesma cama com ela já sentia saudades imagine quando ela partisse. Beijei a palma de sua mão segurando e entrelaçando a minha logo em seguida.

-Não fica assim...! Eu sei que é longe, que vai ser muito tempo, mas... Nem eu sei o que dizer, também estou assim, sem rumo que nem você. Acho que eu to tentando te consolar, pra tentar me consolar! Eu já to morrendo de saudades, também! Olhei pra ele.
-Ta tudo bem...
-Não tá nada bem...! Não sei nem por que eu fui me inscrever nisso... Se morresse de arrependimento eu já tava morta! Sentei na cama.
-Amor, é seu sonho eu te entendo. Por mais que doa em nós dois vai ser para o seu bem, você tem que pensar em você antes de qualquer coisa e outra... Já somos, de certa forma, acostumados com a distância! Ele sentou beijando meu ombro.
-Tudo bem! Mais você sabe que essa distância é diferente...! –Olhei pra ele. –Vamo parar de pensar nisso... Cancun nos espera, não é mesmo?! Sorri.
-Sim, e onde vamos ficar é lindo! Ele me deu um selinho demorado segurando firme em minha nuca.
-Imaginei! Vi umas fotos de lá e o lugar é paradisíaco! Sorri.
-Também andei pesquisando umas fotos, lugares e descobri cada lugar lindo por lá!
-É...! E tudo vai ficar mais lindo e perfeito com você!
-Com nós dois e o nosso amor! Ele sorriu e me beijou.

Depois de mais algumas palavras carinhosas, deitamos, um de frente ao outro, e trocamos carinhos e sorríamos sem percebermos. Logo, nos abraçamos e ele me embalou com seus carinhos. Dormimos de conchinha e era o melhor lugar do mundo.

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