sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CAPÍTULO DEZESSEIS.


-Eu não quero ser um peso na sua vida...!
-Não vai! Não fala assim! –O olhei e segurei suas mãos. –Vou ficar com você, ao seu lado...! Por que não me disse antes? É câncer onde? É muito grave?
-A leucemia que adquirir é a leucemia aguda, é caracterizada pelo crescimento rápido de células imaturas do sangue. A progressão e acumulo de células malignas que invadem a circulação periférica e outros órgãos é muito rápida. E...
-E o que, Dan? O olhei suplicando, com o olhar, para ouvir outra resposta.
-Ela obtém um tratamento mais é pra manter o máximo de tempo possível a pessoa viva, ela é incurável! Ele abaixou a cabeça.

Ao ouvir a resposta dele não tive nenhuma reação. Sentia minhas lágrimas caírem, por meu rosto indo de encontro ao chão. Me senti uma inútil, mais uma vez, diante daquela doença. Eu iria perder outra pessoa por causa dessa, maldita doença, e eu não sabia se suportaria outra dor daquela. 


Parecia que meus pensamentos se resumiam a uma só pessoa; o Luan. Lembrei dele por que sabia que a voz dele iria me acalmar, iria me trazer forças, novamente. Eu queria me trancar em meu quarto e esquecer do universo ouvindo o CD dele. Olhei para o Daniel e parecia que metade de mim iria junto com ele.

-Eu... Eu to com muito medo. –Ele confessou chorando. –Mais tenho que ser forte por você e meus pais, eu não queria que fosse assim, tinha planos para o futuro com você, sonhei várias vezes em todos neles e não sabia que teria que ser assim, me perdoa, me perdoa!
-Eu também sonhei, e juro que eu queria casar com você e viver com você anos e anos de nossas vidas! Você não tem culpa de nada, não precisa pedir perdão! O olhei.
-Não quero te prender a mim Manu...! Ele respirou fundo.
-Mais eu quero ficar ao seu lado, te dando apoio...!
-Tem certeza? Ele me olhou e parecia ter medo da minha resposta.
-Tenho, mas você... O que você quer? O olhei nos olhos.
-Quero ficar do seu lado...! Ele alisou meu rosto com carinho.
-Então, vamos ficar juntos! Sorri e beijei sua mão.

Ele me abraçou e parecia aliviado com minha resposta, apesar de saber de tudo não conseguia ficar longe dele, o amava demais pra isso. Preferi o tratar como sempre, talvez isso o deixasse melhor. Voltamos pra aula e ficamos o tempo todo de mãos dadas, mesmo quando não sabia da sua doença gostava de ficar grudadinha nele.

Conversei com ele sobre o show do Luan e ele amou a ideia, pareceu animado e eu amei vendo ele assim, tinha dias que não o via daquele jeito. Liguei para o Luan avisando e ele ficou mais animado que eu e o Dan, juntos, ainda não havia contando a ele sobre o que estava acontecendo, mais quando tivesse uma oportunidade desabafaria com ele.

Dia seguinte arrumamos nossas coisas e seguimos para o Recife, era um lugar lindo e o céu azul estava perfeito com poucas nuvens. Seguimos para o hotel e o Dan foi descansar, ele estava dormindo bastante ultimamente. Desci após ficar observando ele dormindo e me sentei na aérea da piscina lendo uma revista enquanto tomava água de coco, quando vi alguém topando meu sol. 

-Manuzinha?
-Lú! Sorri levantando e o abraçando, precisava daquele abraço.
-Que saudades de você! Ele falava enquanto me sacudia levemente para os lados.
-Também estava! Sorri.
-Como tá linda...! –Ele disse desfazendo o abraço. –Cadê o famoso Daniel?
-Brigada! –Sorri. –O Dan tá lá em cima descansando! Baixei a cabeça, sentando, novamente.
-Conheço o tom dessa voz... O que aconteceu? Ele se sentou ao meu lado tirando o óculos escuro.
-É que ele descobriu o que tem e... Não é muito bom, tá sendo barra demais pra todo mundo, sabe?! Ele tá com leucemia... e é muito grave! Meus olhos encheram de lágrimas.
-Nossa Manu...! Sei como você deve estar com medo, perdi minha avó pelo mesmo motivo. Mais ele vai ficar bem, você vai ver! Ele segurou em minha mão e alisou.
-Lú é degenerativo... Ele tá no tratamento pra conseguir, só, mais algum tempo de vida! –Deixei as lágrimas caírem. –Mais eu prometi a ele ficar do lado dele, e é isso que eu vou fazer!
-Sinto muito Manu! Ele me abraçou.
-Oi! O Dan se aproximou de óculos escuros.
-Ah! Oi amor! –Enxuguei as lágrimas discretamente. –Então, Lú esse é o famoso Daniel! Sorri, ficando ao lado do Dan.
-Famoso? Dan riu.
-Se vacilar mais que eu, essa muié só fala de você! –Luan estendeu a mão. –Prazer Daniel!
-Prazer é meu Luan! Ele apertou a mão do Luan no cumprimento.
-Famoso sim! E, pra mim, mais que o Luan! –Sorri. –Os dois significam muito pra mim, mas cada um ao seu jeito e seu motivo!
-Somos importantes cara! Luan riu passando o braço em volta do ombro de Dan que também foi contagiado.
-Muito! E ver vocês juntos, meu coração não aguenta! Brinquei.
-Oia, aguenta o coração muié! Luan sorriu.
-Brigado pelo convite Luan! Dan o olhou.
-Nada cara, tava querendo conhecer o cara que faz minha amiga-fã tão feliz!
-Também queria muito conhecer você, afinal de contas você é ídolo da Manu!

Depois das apresentações sentamos e ficamos conversando durante, um bom tempo. Demos risada e o Dan aparentava está melhor, ele se cansou muito durante a viagem, mesmo sendo de avião, pra ele era difícil devido a altura e a pressão. Tomamos suco e o Rober logo se juntou a nós, aumentando nosso assunto e os motivos para as nossas risadas.

Passamos a tarde conversando sobre tudo, Luan tinha história que não acabava mais e isso nos divertia, o Dan parecia não acreditar nas loucuras que as fãs faziam pelo Luan e me perguntava se seria capaz de fazer o mesmo. Rober contava umas piadas tão sem graça que mesmo assim acabávamos rindo da sua cara a espera de alguma reação nossa. Foi uma trade agradável, agradeci a Deus por tudo aquilo estar acontecendo e ao Luan. O Dan estava animado e também contava algumas piadas. 

CAPÍTULO QUINZE.


Eu o amava mais que tudo e achava incrível como esse sentimento crescia a cada segundo mais, tê-lo como amigo e namorado era tudo de melhor nessa vida. Amava estar com ele e não aguentava ficar muito tempo longe, me sentia protegida ao seu lado e apesar do pouco tempo de namoro parecia que namorávamos a mais de dez anos pelo grau da nossa intimidade. Como o amava daquela forma decidi me entregar a ele de corpo e alma fazendo ele ser meu primeiro homem e em momento nenhum me arrependi daquela decisão, a cada toque dele me fazia o amar mais e ter a certeza de que tinha sido feita pra ele e ele pra mim.
Naquela mesma noite do jantar, ele havia passado mal, fiquei preocupada, por que ele sempre teve uma saúde boa, o sentei no sofá com cuidado e lhe dei um copo com água, estava pálido e tremia um pouco.

Algum tempo se passou e eu continuei os meus estudos e meu namoro com o Dan estava, cada vez mais, forte e sério. O fã clube, cada vez mais, era reconhecido pelas fãs de Salvador e havia crescido, ficava fã dele a cada dia.

O Luan me ligava e conversávamos sobre o que estava acontecendo em nossas vidas, passávamos muito tempo ao celular, era bom saber dele sobre ele e ser sua amiga, a cada dia, ele confiava mais em mim. O que me preocupava era o Dan, não pelo seu ciúme, mas por sua saúde. Estava constante ver ele passar mal e eu estava preocupada. Ele era teimoso e não ia para o médico, como eu pedia e as meninas, a Bia e a Carol, também estavam preocupadas.


-Você precisa ir ao médico, amor! Ontem sua mãe falou que passou mal de novo! Reclamava, mais uma vez, com ele.
-É uma bobagem amor, deve ser uma gripe! Ele alisava minha perna com carinho.
-Não é bobagem! Isso tem um tempo já! Nossa! Como você é teimoso Daniel! Cruzei os braços.
-O Luan andou te ligando esses últimos dias, né? Ele mudou de assunto.
-Não muda de assunto! O Luan não é importante, agora!
-Prometo ir no médico amor, ainda essa semana. Pronto! Ele sorriu e beijou minha bochecha.
-Ótimo! Agora não enrola, e vai logo! O olhei.
-Prometo amorzinho, agora dá beijinho!

Sorri e o beijei, o amava demais pra não ficar preocupada e com medo do que poderia acontecer com ele. Ficamos boa parte da tarde juntos e aproveitamos pra estudar e passar a matéria da prova do dia seguinte. O observava estudando e sentia tanto medo de perdê-lo, não suportaria. De todos os namoros que tive com o Dan foi o mais intenso, o que mais amei e me envolvi. Ele parecia estar mais fraco, mais escondia isso de mim.

Pela noite ele foi embora depois de jantar comigo e minha mãe, entrei no meu quarto e abracei meu urso que ele me deu e batizamos de "Rafael". Senti meu celular vibrar e vi o nome do Luan no visor o que me deixou aliviada, estava precisando conversar com alguém, e ele, naquele momento era a melhor pessoa.

-Oi Manuzinha, que vozinha é essa?
-Oi Lú! Que bom que você ligou, tava precisando falar com alguém! Sentei na cama, ainda abraçada com o urso.
-Que aconteceu? Ele pareceu preocupado.
-É o Dan, eu to preocupada com ele. É que ele tá parecendo doente e fraco, eu estou preocupada!
-E ele já foi ao médico?
-Não sei, ele não me fala nada! Eu estou com medo, do que possa ser!
-Fica calma, não deve ser nada! Ficar angustiada desse jeito não vai ajudar nem a você e nem a ele!
-É! Você tem razão... E eu te enchendo com meus problemas, sou chata né? –Sorri enxugando minhas lágrimas, que caíram silenciosamente. –Como você está?
-Não me importo, eu amo te ajudar e você sabe disso! Amigos não só são pra momentos bons e sim os difíceis também. Pode desabafar Manuzinha. Eu tô bem, mais ficaria melhor vendo você bem também!
-E você, sempre, cavalheiro, né? Mais não se preocupa, deve ser coisa da minha cabeça, mesmo! Levantei indo até a janela, vendo a lua que estava linda, em meio as estrelas.
-Me preocupo com você... Tô com saudade e quero só ver quando vou te encontrar de novo?
-Também to! Estava lembrando com as meninas, do fã clube, do nosso primeiro abraço, da minha viagem sabe? Foi bom, a gente riu um pouco!... Eu gosto do seu abraço, me sinto bem! Sorri.
-Também gosto do seu abraço... Muito! Que tal você e o Dan vim para o show de depois da manhã? Vai ser ai pertinho, em Recife!
-Por mim, tudo bem! Vai ser massa! Vou falar com ele! Sorri.
-Fale com ele sim, dai nos encontramos!

Fiquei durante uns 40 minutos falando com o Luan, gostava disso. Ouvi a voz dele era confortante pra mim, suas palavras vinham na hora certa e da forma que precisava. Apesar de conversamos mais pelo celular, ele já parecia me conhecer bastante. Tinha noite que só riamos no telefone parecendo duas crianças e eu amava aquele jeito dengoso dele.

Dia seguinte fui cedo pra faculdade, o Dan estava estranho demais, distante e pensativo. Várias vezes que fui falar com ele parecia se assustar, então preferi deixar ele quieto e prestar atenção nas aulas. Na hora do intervalo ele disse que iria ao banheiro e demorou bastante pra voltar, se sentou ao meu lado e estava pálido.

-Você está bem? Você está pálido! Dan o que foi? O olhei preocupada.
-Tô bem amor! Ele respirou fundo e olhou pra cima fechando e abrindo os olhos rapidamente.
-Não está! Pára de mentir e me diz o que você tem! Não me esconde, por favor!
-Eu vou ao médico hoje, prometo! Ele beijou minha mão.
-Eu não acredito que não foi inda! Você sabe o que tem, não sabe?
-Não amor, não sei!
-E por que eu tenho certeza que está mentindo, pra mim?
-Vem cá! Ele me puxou para o lugar mais reservado sentando de frente pra mim e me olhou com os olhos cheios de lágrimas.
-O que é? É grave não é? Meus olhos encheram de lágrimas.
-Manu... –Ele respirou fundo e se aproximou de mim. –Eu descobri que tenho leucemia!
-O que? –O olhei e deixei lágrimas caírem. –Mais tem tratamento, pode até curar... Dan me diz que você vai se tratar, por favor amor! Me diz! Alisei seu rosto.
-Eu vou começar, não vou desistir, mais tá difícil!
-E por que não me falou? Eu vou com você, fico do seu lado! Eu te amo, muito! O abracei forte.

O amava demais para me ver sem ele. Eu estava com medo do que poderia ser, mas, agora, meu medo tinha aumentado. Perder ele seria uma dor insuportável; perder outra pessoa que eu amava levado pelo câncer, novamente, seria uma dor sem explicação.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CAPÍTULO QUATORZE.


- Numero do meu celular!
-Nossa! Me senti importante agora! –Sorri e o abracei. –Fica bem tá?
-Você também, manda beijo pra galera do Fã Clube de Salvador! Ele me apertou mais no abraço.
-Mando! Elas vão ficar bobas, com isso! –Sorri desfazendo o abraço. –Tchau Rober! O abracei.
-Manu, então... Cuidado com esse número! Roberval sorriu desfazendo o abraço e apontou para o papel em minha mão.
-Relaxa! Eu sei o quanto é segredo! Nem o Papa, acho, teria se ele pedisse! Ri.
-Ótimo! Rober riu.
 -Vai lá Luan falar com as meninas, só falta isso pra elas poderem irem embora! Dagmar se aproximou.
-Vou voltar pra lá então! Me afastei voltando para o hall, onde as meninas estavam.

Segui logo atrás dela com a Dagmar e o Roberval atrás de mim, abracei todas as meninas que estavam emocionadas, tirei mais foto com algumas e dei autografo pra todas elas junto com meu CD. Amava receber aquele carinho delas e naquele momento estava precisando daquilo, estava me sentindo sozinho e isso acabava me deixando extremamente carente o que me deixava bobo diante de tanto carinho dos meus fãs. A olhei enquanto tirava uma foto e percebi que ela sorria conversando com o Rober, sorri olhando aquela cena e me virei pra outra foto.

Conversava com o Rober, enquanto esperava ele atender as meninas, para irmos embora. Ria com algumas brincadeiras minhas e do Rober, com as meninas para elas se acalmarem e o olhei. Era maravilhoso ver o brilho no olhar dele, ao dar atenção às fãs. Isso mostrava o quanto ele gostava do carinho que ele recebia e o quanto ele era grato por isso. Dava para ver nitidamente, em seu olhar, que ele não fazia aquilo por obrigação e sim por gostar, o que me fazia o admirar, ainda mais.

Terminei de atender as fãs e Dagmar me deu um copo com água, todas organizaram uma fila e começaram a entrar na van, não sabia o que se passava na minha cabeça mais tinha certeza que aquilo iria passar, estava carente e pra acabar com essas bobagens que passava na minha cabeça, ficaria com alguém o mais rápido possível.

-Tchau! E se cuida mesmo, em?! Sorri passando por ele e segurei, de leve, a sua mão.
-Você também vai com Deus! Ele sorriu.
-Amém! Sorri e entrei na van.

Entrei na van com as meninas e fomos conversando durante todo percurso, marcávamos de fazer uma reunião pelas redes sociais no qual só estivesse nós pra poder relembrar daquela noite mágica. Chegando ao aeroporto nos despedimos e Junior colocou cada um em seu avião. Seguir pra Salvador carregando as lembranças daquela noite mágica e o do sorriso dele guardado dentro de mim, lembrei do bilhete que ele havia me dado, peguei minha bolsa e o abri com cuidado. Continha um anel de coco e um recado.

"Oi, Manuzinha! Espero que você tenha gostado de tudo que fizemos por vocês nossos fãs. Obrigado por tudo que você fez pelo meu abraço e espero de verdade ter sido da forma que você sempre sonhou. Não se esquece desse branquelo chato, vocês são muito importante pra mim. Meu número esta logo ai em baixo, e pode esperar por que eu vou te liga! Não quero perder contato contigo, você é muito especial e ter uma amiga-fã dessa ao meu lado, é mais tudo que preciso. Do seu ídolo, Luan Santana."


Sorri ao ler o bilhete, por várias vezes, anotei seu número no meu celular. Parecia ser tudo um sonho, ainda não estava acreditando, estava louca para contar tudo para o Dan, ele estava muito feliz por eu ter conseguido realizar aquele sonho e comemorar com ele, iria ser incrível.

Cheguei em Salvador ainda com sorriso bobo nos lábios, peguei minha mala e o vi parado na minha espera, larguei minhas coisas com cuidado no chão e o abracei apertado, o amava tanto e cada dia esse sentimento crescia, tudo absolutamente tudo que me aconteceu até hoje relativo ao Luan devia a minha fé e ao Dan que me dava todas as forças precisa e nunca me deixava desistir.

-Que saudade dessa menina! Ele falou entre os selinhos que me dava.
-Que saudade de você meu amor! Tenho tanta coisa pra te contar! Sorri.
-Ah, é? O Luan é bonitão né? Ele riu pegando minha mala e entrelaçando sua mão a minha indo em direção do seu carro.
-Ele é, mas eu prefiro meu namorado, que é meu, só meu! Sorri o olhando.
-Assim fico mais apaixonado! –Ele sorriu me abraçando e me dando um beijo na bochecha.  Entramos dentro do carro e ele deu a partida.

–Me conta amor, como foi?

Disparei a falar, cada detalhe, lhe contei tudo a ele com um sorriso nos lábios. Ele parecia feliz por mim e isso me fazia o amar mais e mais.


-Foi perfeito! Sorri quando terminei.
-Coisa boa meu amor, to tão feliz que você conseguiu realizar seus sonhos, depois de tanto lutar. Isso só mostra que nunca podemos desistir dos nossos sonhos! Ele me olhou e alisou meu cabelo indo para o rosto com carinho.
-Tudo graças ao seu apoio e minha fé, que tudo aconteceu! Sorri alisando seu rosto.
-Faria tudo de novo, é muito bom ver esse sorriso ai estampado no seu rosto!
-Te amo, muito!
-Eu também, muito, muito e muito! Ele me deu um selinho quando o sinal fechou.

Chegamos em casa e abracei forte a minha mãe que me esperava ansiosa pelas novidades. Acabei chamando o Dan pra ficar aquela noite comigo, queria dormi abraçadinho com ele e no dia seguinte não teria aula o que me deixava alegre. Jantamos em meio as risadas e descontração, contava tudo com detalhes a minha mãe e o Dan não se importava nem um pingo de escutar tudo de novo. Ele era um fofo, não sentia ciúmes nenhum do Luan e sempre me dava forças em relação aos meus sonhos de fã. 

CAPÍTULO TREZE.


Fui para o quarto e, sem fazer barulho, para não acordar a menina que dividia o quarto comigo, entrei sorrindo. Tomei banho e deitei na cama, não foi difícil dormir, lembrei de todo aquele dia e as lembranças me embalaram para sonhos lindos, nos quais, eu e o Luan éramos muito amigos.
Acordei mais cedo que todas as meninas e, depois de tomar banho, arrumar minha mala, para ir embora, desci para o restaurante. Cheguei cumprimentando, todos os funcionários, e quando eu fui sentar em uma mesa, para comer, o vi quieto, com o olhar longe, levantei indo em sua direção.

-Bom dia! Sorri e o assustei.
-Oi Manu, bom dia! Ele sorriu.
-Por que você tá assim? Posso sentar? Sorri.
-Claro, senta! Desculpa! –Ele se ajeitou na cadeira. –Assim como?
-Tudo bem! –Sorri e sentei. –Assim, meio pra baixo!
-Saudades da minha família! Ele deu um sorriso amarelo e abaixou as vistas brincando com guardanapo.
-Deve ser ruim, por isso... Ficar longe de quem a gente ama é ruim! Mais você vai ter uma folga, logo, então você vai matar a saudade! –Sorri. –Pensa só nesse dia que você se alegrar! Peguei na mão dele e ele me olhou.
-Brigado pelas palavras! –Ele sorriu segurando firme na minha mão. –Passei a noite pensando nas coisas que você me disse ontem que já fez pra me ver. Admiro sua força!
-Ah! Brigada! Fiquei sem graça.
-Licença... –Roberval se aproximou. –Luan, aqui seu café!
-Valeu testinha! Ele riu com Roberval.
-Oi Rober! Sorri.
-Oi, Manuela né? Ele olhou desconfiado pro Luan que abaixou a cabeça.
-É, sim! Ah! Desculpa pela resposta que eu te dei naquele dia... Depois fiquei sem graça! O olhei.
-Ah, tudo bem! O fora foi no Luan mesmo! Ele riu e Luan se engasgou com a bebida.
-Ah! Foi mesmo esqueci! Ri e fiz a gargalhada do Rober aumentar.
-Gostei de você, sério! Adoro gente bem humorada! Ele riu batendo na testa do Luan que parecia sem graça.
-Também gostei de você... Aliás, de todos, são todos muito atenciosos com a gente! Sorri.
-Não vai tomar café?
-Vou! Agora que o Luan tem companhia, por que ele estava aqui pra baixo. Vou deixar vocês à vontade! Levantei.
-Manu... Antes de ir não esquece de vim se despedir! Luan me olhou.
-Pode deixar que não esqueço! Sorri piscando pra ele e me afastei para ir tomar café.

A olhei se afastar e respirei fundo, ela me fazia bem e ter ela ao meu lado como amiga seria maravilhoso. Ela me entendia e me dava forças, parecia me conhecer perfeitamente.

-Pegou cara? Rober sentou sorrindo.
-Não, que isso Testa?! Ela tem namorado e gosta dele demais, cara! O olhei sério.
-Pareciam íntimos conversando, de mãos dadas e tudo!
-É que ontem a gente veio jantar, como pedido de desculpas, e a gente se deu bem, mas como amigos! Amigos mesmo!
-Você amigo de uma mulher linda feito ela? Luan, pára! Rober riu.
-É de se estranhar... Mais ela é uma muié comprometida e eu não quero ser o culpado de nada! Eu acho que nem se eu quisesse ou tentasse algo eu conseguiria alguma coisa!
-Verdade, só iria afastar dela de você. Mais você ficou mexido por ela?!
-Ela me faz bem! Não sei o que é, mas ela me faz me sentir mais à vontade, sabe?
-Cara, você tá na dela? Rober me olhou sério.
-Não sei cara! Mais eu quero ela perto de mim! Falei pensativo.
- Luan... Sério pensa bem antes de qualquer coisa, ela é uma boa menina, e tem namorado que por sinal parece ama-lo bastante. Cuidado!
-Relaxa, cara! Eu sei disso, por isso, quero ela como amiga! Sorri.
-Ver se não se apaixonada!
-Ela é linda, inteligente, gente boa, engraçada...é difícil não apaixonar, mas tem um defeito; é de outro cara! Ri.
-Você esqueceu do fiel, por que cara... Ela te deu um fora bonito! Rober riu.
-Verdade! Mais ela tá mais pra apaixonada mesmo! E ela faz Direito... Ela é muito correta! Eu chamei pra ela vir ver o show de hoje, com a gente, ela disse que não viria, mas não por que não queria e, sim, por que não achava justo com as outras meninas!
-Ela é uma menina maravilhosa, você... Não tá gostando dela, tá? Rober o olhou curioso.
-Acho que não! Sei lá!
-Tá, Luan esquece isso, por favor!
-Esqueci! –Ergui os braços como se estivesse me rendendo. –To com fome! Esse trem tá bom demais cara! Comia o que o Rober trouxe.

Tomei café com as meninas enquanto lembrávamos da noite anterior e riamos demais das piadas que rolava pela mesa, todas já tinha se tornado amigas e já trocado contatos. Subimos juntas com o Junior responsável por nos e de lá seguimos para o hall do hotel aonde começamos a nos despedi.

Quando notei que todas estavam distraídas, eu o procurei e o vi rindo, com o Rober, no mesmo lugar. Me afastei, devagar, para que nenhuma notasse, e fui até ele sorrindo.


-Vim me despedir! Eu disse que não esqueceria! –Sorri. –Mais eu acho legal, você ir lá, falar com elas também! Apontei para as meninas no hall do hotel.
-E vou! Ele sorriu se levantando e tirou algo do bolso.
-Ah! Então, tudo bem! Sorri.

Peguei em sua mão com o olhar curioso do Roberval sobre nós dois e coloquei um pedaço de papel embrulhado, beijei com cuidado olhando em seus olhos e soltei fechando devagar sem tirar meu sorriso dos lábios. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CAPÍTULO DOZE.


- Como assim? Perguntei curioso.

Contei a ele tudo o que eu havia passado, durante o tempo que eu era sua fã. Me empolguei contanto tudo e sorria sem perceber. Ele me observava atento, parecia interessado e, às vezes, fazia caras como se não estivesse acreditando no que eu havia passado.


-... Por isso que esse foi o único que deu certo, mas valeu muito a pena! Terminei de contar a ele e sorri.
-Caramba cara, quanta coisa que você passou. E o que seu namorado acha disso tudo?
-Ele me apoia, sabe meus motivos. A gente era muito amigo antes de sermos namorados, então ele entende! E isso é o mais legal! Sorri.
-Namoram há muito tempo?
-Há alguns meses, mas parecem anos! Nos conhecemos muito bem!
-Queria muito poder ter alguém do meu lado que gostasse realmente de quem eu sou. –Ele abaixou as vistas. –Às vezes me sinto muito só, sabe? Não tô reclamando da minha vida, eu amo o que faço e as pessoas que estão ao meu redor, graças a Deus tem mais pessoas boas ao meu lado que ruins. Mais é que às vezes a falta de uma pessoa sempre ao seu lado dói sabe? Queria uma mulher que pudesse namorar firme, que se dedicasse a mim, e me enchesse de carinho! Ele falava de vista baixa enquanto brincava com pedaço de guardanapo.
-Mais você vai encontrar... Vou te contar uma coisa; eu também esperava alguém pra ficar comigo, alguém legal que gostasse de mim. Me decepcionei várias vezes, com pessoas erradas, tinha até desistido. Até que no momento certo, na hora certa eu encontrei o Dan... Moral da história: esse alguém chega na hora certa, é só ter paciência! Nasceu de sete meses Luan? Brinquei e sorri.

A olhei e sorri, estava me sentindo a vontade conversando com ela e não precisava fazer muito esforço pra tirar um sorriso meu. Ela ama seu namorado e aquilo estava bem claro pra mim, não fiquei triste e sim feliz em saber que ainda existia pessoaa que se amam de verdade.

-É que a vida que levo fica complicado uma mulher aceitar certas coisas, e eu compreendo. Já fiquei e fico com várias mulheres mais nenhuma tampa o vazio que estar aqui dentro. É bom saber que ainda existe amor no mundo, seu namorado é um cara de sorte!
-Mais um dia uma menina vai completar esse vazio aceitando a sua vida corrida... Brigada! Sorri sem graça.
-Ainda não sei seu nome!
-Manuela, prazer! Estendi minha mão.
-Luan Rafael, prazer é todo meu! Ele sorriu e beijou minha mão.

Sorri sem graça, e pousei minha mão no meu colo, novamente. O olhei, ainda, sem graça e o garçom se aproximou com nossa comida. 

-Nossa! Parece está bom! Sorri olhando o prato.
-Parece mesmo! Ele sorriu.

Jantamos em meio a uma conversa descontraída, o Luan se mostrou uma pessoa de bom coração, daria um ótimo amigo além de ídolo, claro. Conversamos durante todo jantar e ele me arrancava boas risadas me contando de suas aventuras nas viagens em turnê.  Escolhemos uma sobremesa leve e continuamos a conversa, Luan tinha muita história pra contar, parecia uma criança contando como era ir pela primeira vez a um parque de diversões. Estava adorando ele me contar tudo aquilo, percebi que não sabia nada sobre ele, ou pelo menos sabia um pouco diante daquelas coisas.

-Tá gostando do jantar? Ele perguntou quebrando o silêncio.
-Está ótimo! Sorri.
-O Rober me passou seu numero, será... Que posso ligar quando puder? Gostei tanto de conversar com você!
-Pode... Pode ser! Eu também, adorei! Sorri, sem acreditar no que eu escutei.
- Será que seu namorado não vai ficar com ciúmes? Sei lá... Não quero ser motivo de brigas!
-Não, tudo bem! Ele me dá muita força, quanto a você, então eu acho que ele não vai se importar, fica tranquilo!
-Que bom... Quero te fazer um convite!
-Nossa! Qual?
-Quero que vá no show comigo amanhã!
-Amanhã? É que amanhã eu e as meninas vamos embora com a produção! Respondi, um pouco, sem graça.
-A produção trabalha pra mim esqueceu? Ele sorriu.
-É que eu pensei que seria, meio, injusto com as meninas sabe? Elas indo e eu ficando, com você, pra assistir mais um show...!

Sorri olhando-a, ela era uma menina especial, pensava em suas amigas e parecia preocupada com elas. Não havia conhecido uma pessoa desse tipo.

-Tudo bem então!
-Não quero que pense que eu não queira... Eu queria muito, mas é que eu acho que é injusto, mesmo, com elas. E eu odeio injustiça, iria me sentir mal!
-Faz faculdade de direito? Ele me olhou ainda com sorriso nos lábios.
-Faço... Não é difícil de perceber, né? Ri.
-Você fala que nem uma! Ele riu.
-É! Comecei tem pouco tempo!
-Oi, desculpa incomodar gente... –Junior se aproximou. –É que a Manuela tem que voltar pra dormir com as outras meninas!
-Ah... Você quer voltar agora Manuzinha? Luan me olhou.
-Então...é aquilo que eu falei da injustiça! –Pisquei pra ele. –Quero um abraço! Levantei.
-Tá bom! Ele sorriu mais parecia triste, se levantou e me abraçou apertado.
-Adorei tudo! Pode ficar tranquilo, não estou chateada! Fica com Deus e se cuida! –Beijei a bochecha dele. –Pode me ligar, quando quiser! Sorri.
-Não some! Ele disse com uma voz dengosa e colocou meu cabelo pra trás da orelha.
-Não vou! Sorri sem jeito.
-Brigado por todo carinho, tá? Ele sorriu e beijou minha testa.
-Vamos Manu? Junior me olhou.
-Não precisa agradecer! –Sorri e me virei para o Júnior. –Vamos!
-Vem! Junior me puxou e eu fui com ele.


CAPÍTULO ONZE.


-Cara ela me deu uma resposta que eu me surpreendi! Ela tem namorado e disse que esse tipo de menina... Você não vai encontrar no meio das suas fãs!
-Ela disse isso? Luan arregalou os olhos.
-Disse cara!
-Caramba cara, decepcionei uma fã! Ele se sentou no sofá.
-Cara nem eu esperava uma resposta dessas. Mais era de se esperar, eu tinha que ter visto... E, em parte, eu concordo com ela, cara!
-Eu tenho que pedi desculpa a ela! Nossa cara, to me sentindo péssimo, só falta o namorado dela estar aqui também!
-Ela me deu o número dela, cara!
-Mais ligar agora, nem rola! Tenho que subir no palco. Guarda o número que quando descer e chegarmos ao hotel eu ligo pra ela!

Me ajeitei pra subir ao palco e como eu amava estava lá as minhas fãs, meus amorzinhos gritando por mim. Saí cumprimentando todas enquanto cantava e sorria pra cada uma delas. Sabia que estavam ali pra mim ver e me prestigiar e isso me deixava imensamente feliz, elas me passavam uma energia maravilhosa e a cada música elas ficavam mais emocionadas. Na hora da garota chocolate a vi dançando e achei que como pedido de desculpas deveria chamar ela, mais ao perceber o que eu iria fazer ela se afastou e eu chamei outra menina.

No final do show sumi em meio aos fogos e desci para o camarim, troquei de blusa coloquei um casaco e segui para o hotel após atender algumas fãs na saída do camarim. Chegando ao hotel desci conversando com o Roberval, ainda estava com a consciência pensada e só melhoraria depois que ligasse pra ela. Quando andava pelo hall do hotel a vi sentada conversando pelo celular, parei em sua frente e sentei ao seu lado assustando-a totalmente.

Me assustei com a presença dele, estava contando como havia sido tudo no camarim, para o Dan e quando ele sentou ao meu lado perdia voz e assustada desliguei, sem querer, a ligação. Não sabia que ele estava naquele mesmo hotel.

-Oi, desculpa não queria te assustar! Ele sorriu.
-Oi...! Falei sem graça o olhando.
-Tava... Falando com seu namorado?
-Estava... Por quê? O olhei sem entender.
-Nada, é... Queria te pedi desculpas pelo o engano que aconteceu, estou me sentindo mal por ter te confundido com as mulheres que costumo ficar!
-Ah! Tudo bem! Levantei.
-Não quero que fique chateada, por favor! Ele se levantou ficando de frente pra mim.
-Não vou, não se preocupe! Estou até feliz por você ter percebido que suas fãs são diferentes das que você pega! É... Deixa eu ir! Tentei passar mais ele não deixou, o olhei.
-Janta comigo? Como pedido de desculpas, sério! Tô me sentindo culpado e não quero que fique chateada!
-Jantar com você? Não, tudo bem! Eu não estou chateada, não se preocupe! Me assustei com o convite dele. Tentei passar por ele e , novamente, ele não deixou.
-É só um jantar, prometo!
-Ok! Mais antes eu vou ligar para o meu namorado para me desculpar. Você me assustou e o deixei falando sozinho! 
-Cla... Claro!

Me afastei dele e liguei para o Dan o explicando o por que de eu ter desligado, sem querer, a ligação. O Luan me observava sem graça e parecia, visivelmente, arrependido pelo o que tinha feito. Me aproximei dele, quando desliguei o celular; o Dan tinha me entendido e disso que era para eu ir falar com ele. Não contei ao Dan sobre o que havia acontecido.

-Vamos?
-Agora, sim! Ele começou a andar e eu fui ao seu lado, sem me aproximar muito.

Sentei de frente pra ela e a olhei, ela era bem mais linda do havia imaginado e visto no camarim, seus olhos eram meio esverdeado bem escuro, seu cabelo longo e preto, e sua pele era branca. Ainda não tinha visto seu sorriso e estava curioso pra isso.

O olhei e fiquei sem graça ao ver seu olhar curioso passar por mim, me senti envergonhada e peguei o cardápio, escondendo, um pouco, meu rosto.

Fizemos o pedido e tentei deixar aquele jantar descontraído, queria lhe mostrar que era uma boa pessoa e lhe passar uma impressão diferente do que ela havia constatado. A olhei e sorri.

-É minha fã desde quando?
-Há um ano! O olhei.
-Que legal! Ele sorriu.
-É...! E você, como anda? Perguntei com um sorriso discreto.
-Meio cansado, estou á 24 horas sem dormir, mais por vocês sou capaz até de ficar mais tempo. É o primeiro show meu que você veio?

Sorri ao ouvi a resposta dele e percebi como ele estava querendo desfazer o que tinha feito. 


-É o primeiro que dá certo! Permaneci com o sorriso.

Vi o sorriso dela e sorri mais ainda, ela era linda sorrindo daquele jeito tímido, parecia que o nervoso não tomava mais conta dela, a fala dela era mansa e o seu jeito menina- mulher era muito lindo. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

CAPÍTULO DEZ.


Os dias se passaram rápido, as provas da faculdade tomaram conta da minha cabeça, Dan me ajudava e tirava algumas duvidas minhas, adorava a companhia dele e sempre quando estava ao meu lado pegava as coisas com mais facilidade.

Estava no twitter do Fã Clube quando soube de uma promoção que teria no Rio, quem mais conseguisse divulgar a nova música do trabalho dele, ganharia passagem, camarim e entrada VIP no show do Luan, não acreditava e algo me falava pra me escrever. Contei a Jéssica e ela me deu a maior força. Me inscrevi com coração cheio de fé, não queria ter esperança mais era impossível, quando percebi já era em vão. Mandei o e-mail pra central confirmando minha participação e as meninas se mostraram amiga me ajudando a divulgar.

No dia do resultado estava uma pilha de nervos, não consegui me concentrar nem na faculdade e nem no trabalho, Dan tentava de todas as formas me acalmar mais era em vão, algo dentro de mim gritava dizendo que dessa vez daria certo. Cheguei em casa e fui direto ligar o notebook, entrei no twitter da central de fãs e não acreditei quando vi meu nome ali estampando.

Logo quando eu vi aquilo, meu coração disparou, mas no fundo eu sabia que dessa vez iria dar certo. Contei a todos, que vibraram com a minha conquista. Mesmo que encontrasse um obstáculo em meu caminho faria de tudo para que desse certo, eu iria enfrentar tudo.

Os dias passaram e só contribuíram para que minha ansiedade aumentasse. No dia da viagem as meninas, minha mãe e o Dan me deixaram no aeroporto e tudo o que eu pensava era no encontro com ele. Durante a viagem eu não consegui segurar meu pensamento, nem minha ansiedade que só fazia crescer. Quando cheguei algumas pessoas da produção dele me esperavam e está com eles já era a confirmação de que eu estava perto do meu sonho.

Me levaram para o hotel, junto com as outras meninas que tinham ganhado a promoção, também. Todas nós estávamos ansiosas e só esperávamos a hora de encontrá-lo. As horas pareciam se arrastar, e então resolvemos contar, uma para outra, o que já tínhamos enfrentado pelo Luan, todas tinham passado dificuldades e muitas, até, maiores que as minhas, mas no final todas estavam realizadas, naquele dia.
Quando a hora de ir para o show chegou começamos a nos arrumar, iríamos em uma van junto com a produção dele e iríamos ficar em um local VIP, com um tratamento especial. Chegamos no local e meu coração estava disparado, minhas pernas tremiam e minha boca estava seca, nem toda água do mundo funcionaria, naquele instante.

Chegamos tiramos fotos e pediram que a gente esperasse, o Luan já estava no local e recebia a imprensa. Ele havia chegado mais cedo para nos atender melhor e a imprensa, também. Os minutos passavam e só de pensar que ele estava atrás de uma porta a me esperar, a nos esperar, era confortante. Pela primeira vez eu estava segura que tudo daria certo, sem nada a me atrapalhar, então olhei para cima e agradeci a Deus por tudo. Peguei meu celular e mandei mensagem para as meninas e o Dan, avisando que eu estava a passos dele; à passos do camarim.

A fila do camarim, começou a andar, eu era uma das últimas, mas eu não ligava, só lembrava do abraço que eu iria dar nele. As meninas, junto a mim, ficaram menos agitadas, já que o nervosismo não nos permitia fazer nada, a não ser pensar nele e no abraço dele. Finalmente, só faltava uma menina a minha frente, estavam entrando uma em uma, e os segundos não passavam.

Quando o segurança dele abriu a porta, eu não acreditei, parecia que eu estava em um dos meus sonhos. Ele estava diante de mim, a me esperar no camarim, com aquele jeitinho dele, encantador, lindo. Ele era mais alto do eu havia imaginado, mas o olhar e a sua feição eram mais encantadoras do que nas fotos e nos vídeos. Eu não tinha reação só o olhava, parecia que eu estava em estado de choque. Até que o Roberval, seu secretário, me pediu a minha câmera e me deu um, pequeno, empurrão para que eu fosse até ele, que me olhava de um jeito curioso, ajeitando o cabelo.

-Oi lindona! Ele falou e abriu um sorriso no qual me desmontou.
-Oi amor! Foi involuntário, eu não me controlava. Estava tremendo e a emoção me dominava.
-Vem cá, me dá um abraço!

Me aproximei dele e o dei um abraço forte, segurei minhas lágrimas. O cheiro dele era forte e gostoso, eu respirei fundo para guardar o cheiro dele em minha memória. No abraço que eu senti que era verdade tudo o que eu estava vivendo.

-Obrigado pelo carinho, viu? Ele falou baixinho meu ouvido e alisava meu cabelo.
-Te amo! Falei para ele.
-Também meu amorzinho! Ele beijou minha testa e olhou para o seu secretário.
-É... Vamos tirar a foto? Roberval nos olhou sorrindo.

Eu o abracei e ele fez o mesmo, fizemos pose e tiramos a foto, eu estava muito feliz, meu coração ainda estava disparado e o fleche da máquina pareceu me acordar, de vez, para perceber que meu momento estava acontecendo.

-Espero que goste do show! Ele sorriu.
-Claro que vou! Sorri o abraçando, novamente.
-Linda, temos que ir! Roberval segurou meu braço.
-Tá! O olhei uma última vez e ele sorriu pra mim.

O Roberval me guiava até a saída do camarim e meu coração ficava mais calmo, talvez por eu ter realizado meu sonho, mas mesmo assim eu me senti mais forte para seguir como sua fã e enfrentar coisas piores.

-Você pode me passar o número do seu celular? O secretario dele me parou no caminho.
-O que? O olhei me assustando com o seu pedido.
-É, o numero do seu celular e depois quero te fazer um convite!
-Que convite? Perguntei pra ele, assim que passei meu número.
-O Luan gostou muito de você e quer muito te ver depois do show, você... Pode voltar pra esse mesmo local quando acabar o show? Venho te buscar!
-Desculpa, mas não! Tenho namorado e o amo muito! Diz a ele que meninas desse tipo, não são fãs dele, como eu e todas essas que entraram no camarim hoje! Virei as costas e me juntei as meninas que aguardavam para ir assistir ao show na área VIP.

Roberval ficou surpreendido com aquela resposta e respirou fundo me olhando ir ficar com as meninas, ele voltou rindo para o camarim e olhou para o Luan que se ajeitava em frente ao espelho.

-E ai... Falou com ela?
-Falei cara, mas...
-Mais o que testa? Fala! Ela vai ir depois do show me encontrar?

CAPÍTULO NOVE.


-Vai com cuidado e quando chegar lá me liga!
-Pode deixar amor, aviso sim! Obrigada, mais uma vez!
-Já disse que não precisa agradecer, aproveita!
-Pode deixar!
-Daqui a pouco ligo para o meu amigo e vejo se ele já esta com a pulseira do camarim!
-Eu te amo! Ele me olhou surpreso, nunca havia lhe dito aquelas palavras e ele me abraçou forte.
-Também te amo, muito! Se cuida!
-Tá bom! Lhe dei um selinho demorado e seguir.

Quando entrei no avião senti um frio enorme na barriga, estava indo ao encontro com meu ídolo, à pessoa que depois de tantos traumas havia me feito sorrir, já podia senti o abraço dele e o seu cheiro, respirei fundo com sorriso nos lábios e vi pela janela o avião pegar atitude.

Cheguei depois de três longas horas dentro do avião, desci e já percebi a mudança de clima, coloquei um casaco e peguei um táxi lhe passando o endereço do hotel aonde Dan havia reservado pra mim. Enquanto seguia para o hotel olhava um pouco da cidade pela janela do carro, era enorme e tinha muitos prédios espalhados por todo lugar. O transito era da forma que mostrava nas novelas e raramente vi paisagem verde.

Cheguei ao hotel e depois de combinar o horário com o mesmo taxista para o show subi para o quarto que o Dan havia reservado pra mim. Sentei na cama e liguei pra ele que estava feliz por mim, conversamos durante alguns minutos mais logo desliguei, tive que ir me arrumar. Coloquei um short jeans escuro, uma blusa soltinha, sapatilha e fiz uma trança de lado no meu cabelo, usei uma maquiagem leve, por suar e provavelmente a maquiagem sairia. Peguei dinheiro, o ingresso, meu celular e descei esperando o mesmo taxista veio me buscar.

Quando ele buzinou entrei no carro e seguimos para o local do show, estava nervosa e minhas mãos soavam. Um trânsito horrível se formou por conta do show e um medo bateu em mim, olhava por segundos para o relógio e respirei fundo tentando me acalmar.

Quando percebi que aquele engarrafamento não iria acabar tão cedo, desci do carro dando o dinheiro do rapaz e saí andando, sabia que seria mais rápido que ficar ali parada. Andava rápido e em meio aos carros, muitos buzinavam e até mesmo me xingavam. Mais não ligava, estava correndo atrás do meu sonho e isso em deixava orgulhosa de mim mesma ao lembrar as últimas palavras do meu pai. Quando estava próxima ao local do show senti alguém pegar bruscamente no meu ombro e me empurrar numa parede.

-Passa tudo patricinha, anda! Um homem branco usando capuz me parou e falava baixo olhando pros lados.
-Moço pelo amor de Deus, eu não sou daqui, não conheço quase nada, só vim no show do meu ídolo, não tenho nada de valor aqui!
-Não te perguntei, da onde você veio e o que estar fazendo aqui, me passa tudo que você tem, anda antes que atire!

Comecei a tirar minha pulseira, meus anéis, e lhe dei meu celular, ele pegou minha bolsa com força e pegou todo dinheiro que tinha dentro, alisou meu rosto com a arma e sorriu pra mim enquanto me empresava mais na parede me fazendo chorar. Um medo tomou conta de mim e meu corpo começou a tremer, minhas pernas estavam bambas e ali pedi a Deus que mandasse um anjo pra me salvar.

-Você até que é bonitinha...!
-Moço, por favor, me solta! Supliquei.

Ele viu algo se aproximando e saiu correndo com medo, peguei minha bolsa que apenas tinha minha identidade e me sentei ali mesmo no chão chorando, estava assustada, com medo e meu corpo todo tremia, ele havia levando com ele, mais uma vez, meu sonho de conhecer o Luan. Uma forte chuva começou a cair e me levantei rápido e segui pra entrada do camarim, talvez o amigo do Dan poderia me ajudar, fiquei ali durante alguns minutos em baixo da chuva mesmo. Quando vi uma van chegando, senti meu coração pulsar forte e segurei numa barra de ferro que tinha ali perto. A porta se abriu e então vi meu anjo do cabelo arrepiado, de blusa quadriculada e sapato colorido, um sorriso enorme se abriu em meus lábios e ele desceu acompanhado de seu segurança que segurava um guarda chuva.

-Luan! Gritei na esperança de que me ouvisse.

Descia da van e chovia muito, Wellington meu segurança segurava um guarda chuva pra me proteger e quando estava seguindo para o local do camarim ouvi alguém me gritar, me virei pra direção da voz e vi uma menina, estava completamente molhada e seus olhos brilhavam mesmo estando um pouco escuro, sorri lhe dando um tchau e soltei um beijo.

-Sai da chuva muié! Sorri pra ela e entrei no camarim acompanhado dos meus seguranças.

Ele me olhou, e falou comigo, mesmo que não tenha abraçado ele aquele olhar e fala fizeram valer a pena tudo que havia acontecido, olhei para o céu e sorri enquanto sentia meu coração pulsar forte a cada vez que ouvia a voz dele soar perfeitamente em meus ouvidos. Olhei pra minha bolsa e lembrei do que havia acontecido, o ladrão havia levado até meu ingresso e todo meu dinheiro, não sabia como iria voltar para o hotel. Cheguei em um orelhão próximo dali e liguei para o Dan que ficou assustado ao contar a história.
Ele me mandou ter calma e em alguns minutos seu amigo veio me buscar. Fui à delegacia dá queixa do assalto e de lá fui para o hotel, cheguei no hotel arrasada, liguei o chuveiro e lá fiquei durante minutos deixando aquela água me tirar toda essa “má” sorte.

Acordei cedo no dia seguinte cedo e a única coisa que queria era apenas lembrar o sorriso dele e das poucas palavras que me disse. Arrumei minhas coisas e o amigo do Dan novamente me ajudou. Ele fez questão de me colocar no avião e de lá segui viagem de volta pra Salvador, queria o abraço do meu namorado, era tudo que eu mais precisava. Assim que o avião aterrissou o vi a minha espera, larguei todas as minhas coisas no chão e lhe abracei forte.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

CAPÍTULO OITO.


-Sempre fui desde primeiro dia apaixonado por você! Ele me olhava nos olhos alisando meu cabelo.
-Por que não me contou antes? Alisava seu rosto.
-Medo de você dizer não, e depois que apareceu o Luan me deu mais medo ainda!
-Seu bobo! –Sorri e lhe dei um selinho. –O Luan é só meu ídolo!
-Fica comigo?
-Fico! Ele sorriu me abraçando e logo depois nos beijamos novamente, estar com ele ali em seus braços foi uma sensação maravilhosa.

Dia seguinte acordei cedo parecendo que havia dormido dez minutos, tomei um banho e me arrumei pra faculdade. Desci e vi minha mãe preparando nosso café, sentei ao seu lado após lhe dá um beijo na bochecha e ela me olhou curiosa.

-Que carinha é essa?
-Que cara? A olhei disfarçando mais logo sorri.
-O que aconteceu que você tá com essa carinha de felicidade?
-Mãe... Eu e o Dan, estamos juntos!
-Ah, meu amor que coisa boa! –Ela sorriu levantando e me deu um abraço apertado. –Sempre torci por vocês dois, fico feliz!
-Obrigada mãe, também estou muito feliz!
-Tô vendo, os olhinhos brilham que é uma beleza! Rimos.

Tomamos café rindo e lhe contei por alto como tudo aconteceu, ela pareceu interessada e disse que sempre soube que um dia isso iria acontecer. Senti meu celular vibrar e vi que era o Dan, atendi prontamente e ele disse que passaria em minha casa pra me buscar, escovei os dentes e desci com minha mochila, me despedi da minha mãe e fui pra frente de casa avistando o carro dele, logo em seguida. Entrei sorrindo e ele me deu um selinho demorado.

Os dias se passaram tão rápido que nem havíamos percebido, eu e Dan estávamos ótimos e não tínhamos pressa pra nada, estávamos indo devagar pra não correr o risco de alguém sair magoado nessa história. Numa manhã completaríamos um mês que ficávamos, ele nesse dia não pôde ir me buscar e eu fui sozinha pra faculdade, sentei no mesmo lugar de sempre e abri meu caderno revisando algo. O professor entrou e eu olhei para o relógio percebendo que ele estava atrasado, comecei a anotar as coisas no meu caderno quando ouvi sua voz pedindo licença ao professor. Levantei minha cabeça e não acreditei quando o vi em pé na porta com um buquê de rosas em enorme nas mãos.

Percebi todos os olhares direcionados a mim e eu levantei ainda sem acreditar naquilo, coloquei meu lápis em cima do caderno e fui a sua direção lhe abraçando. Nos soltamos e ele me entregou o buquê enquanto me olhava nos olhos.

-Estamos ficando há um mês e acho que chegou a hora de te pedi em namoro, né? Então... –Ele coçou a garganta me fazendo ri e pegou em minha mão. –Você aceita ser minha namorada?
-Claro que aceito! Lhe dei um selinho demorado e o abracei ouvindo todos da sala inclusive o professor nos aplaudindo.

Quando deu um intervalo seguimos em direção do pátio no lugar de sempre e me sentei em seu colo, as meninas se sentaram logo, em seguida, e pareciam emocionadas com a surpresa, ri da cara de bobas delas e elas me abraçaram assim como o Dan. Não havia esquecido o Luan em nenhum momento, pelo contrario, todos os dias antes de dormi era sua voz que escutava, acompanhava suas notícias pelo seu site e pelo Fã Clube, o Dan não tinha nenhum tipo de ciúmes dele e até todos os dias me perguntavam sobre aonde ele teria show naquele dia o que me deixava mais boba por ele.

Depois do trabalho fui pra casa, tomei um banho e coloquei um vestido de renda preto, uma sandália de salto alto creme e caprichei na maquiagem, penteei meu cabelo e me olhei no espelho gostando totalmente do que vi. Desci e minha mãe sorriu ao me ver.

Não demorou muito para o Dan chegar e seguimos para o restaurante, era lindo e bastante sofisticado, nos sentamos um de frente para o outro e fizemos o pedido, enquanto esperávamos Dan pegou em minha mão me olhando e sorriu.

-Tenho um presente pra você!
-Sério? O olhei surpresa.
-Sério, toma! Ele me entregou um envelope e eu o olhei.
-Que isso?
-Abre!

Abri devagar e comecei a ler, era uma passagem de avião pra São Paulo e logo abaixo um ingresso do show de Luan, um dos mais esperados pelas fãs de Sampa, o olhei ainda sem acreditar e ele sorriu pra mim balançando os ombros.

-Meu Deus! Dan...!
-Gostou?
-Não sei o que dizer! Meu Deus...!
-Quero que você aproveite cada segundo e finalmente consiga vê-lo!
-Mais e você? Não vai comigo?
-Não, esse momento é só seu! Ele beijou minha mão.
-Obrigada meu amor, nem sei o que dizer!
-Me chama de amor de novo que tá ótimo! Ele sorriu e eu lhe dei um selinho chamando-o de amor por várias vezes.

Acordei com alguém beijando meu rosto e sorri ao ver o Dan ali, me sentei na cama abraçando-o forte e lhe agradeci mais uma vez por tudo que ele tem feito por mim. Tomei um banho e logo desci, o Dan já havia descido com minhas coisas e me despedi da minha mãe com um longo abraço, entrei no carro com o Dan e seguimos para o aeroporto.

CAPÍTULO SETE.


- Moço, boa noite! Eu fui uma das meninas sorteadas para o camarim e...
- Sinto muito querida, as meninas já entraram e o Luan esta atendendo nesse momento, não podemos mais autorizar a entrada de ninguém!
- Moço, por favor, eu não sou daqui vim de Salvador, o carro do meu amigo quebrou e eu caminhei durante três horas a pé e encontrei uma carona pra chegar mais rápido, me ajuda, por favor, sou muito fã do Luan! Falava em meio ao choro e ele me olhou com pena.
- Vou ver o que passo fazer por você! –Ele saiu e não demorou muito pra que ele voltasse. – Queria muito te ajudar, mas infelizmente não pode mais entrar, o atendimento acabou!
- Tudo bem, mesmo assim obrigado por ter tentado me ajudar! Dei um sorriso amarelo e vi algumas meninas saírem do camarim chorando, e se abraçavam e comemoravam admirando suas fotos com o Luan. Abaixei a cabeça com minhas lágrimas caído

Entreguei o ingresso ao segurança e entrei o show não demorou muito pra começar, quando mesmo de longe o vi entrar no palco fiquei em silencio, queria grava sua voz em mim de qualquer maneira. Assisti ao show pelo telão, não consegui vê-lo, as pessoas empurravam demais. Quando acabou liguei para o Dan que disse esta a caminho. Saí do local do show e me sentei encostando a uma parede, e acabei cochilando.

-Manuzinha! Senti alguém me chamar enquanto alisava meu rosto.
-Oi! Respondi, depois que me assustei quando ouvi alguém me chamar.
-Conseguiu?
-Não Dan! O respondi, quando o reconheci e o abracei forte.
-Sinto muito! –Ele alisou minhas costas. –Vem, vamos voltar pra casa, você precisa descansar!
-Vamos! Levantei com sua ajuda.

Durante o caminho fui calada, não consegui dormi ao contrário das meninas que dormiram feito pedras, olhei para o Dan que sorriu e pegou minha mão beijando enquanto prestava atenção no caminho. Coloquei minha cabeça sobre seu ombro e fechei meus olhos, ele me envolveu sobre seus braços e beijou minha cabeça. Chegamos em Salvador pela manhã bem cedo, Dan deixou as meninas em casa e por pedido meu ele me levou pra casa dele, o cansaço tinha me vencido e acabei cochilando, ele me pegou no colo sem que eu percebesse e me pôs sobre sua cama, tirou meu sapato, e beijou minha testa enquanto me enrolava. 

O dia do meu aniversário chegou e escolhi uma comemoração mais simples, eu mesmo quis preparar o almoço e fui logo cedo ao supermercado com minha mãe comprar o necessário, ríamos muito por acharem que éramos irmãs. Seguimos pra casa e com a sua ajuda, fiz uma deliciosa lasanha, Dan me ligou avisando da sua chegada e assim que todos chegaram fomos almoçar. Foi um dos melhores almoços que tivemos, Dan me olhava de um jeito diferente e eu retribuía o olhar sorrindo, ele era incrível, um amigo maravilhoso, mais dentro de mim confesso, era balançada por ele, nunca desde que nos conhecemos o vi se envolvendo com alguém. Pela noite ele me chamou pra dá uma volta em um dos meus lugares favoritos em Salvador (Cristo – Barra) seguimos em seu carro e ele me olhava com sorriso nos lábios enquanto alisava de leve meu cabelo.

- Chegamos! Ele sorriu saindo do carro e pegou seu violão no banco de trás.
-Que lua linda! Saí do carro olhando o céu e ele passou o braço em volta do meu ombro me conduzindo.

Subimos um morrinho e sentamos de frente um para o outro, a lua estava linda e estava próximo ao mar, o que deu uma beleza sem fim aquele lugar. O olhei tirar a capa do violão e ele me olhou abrindo um sorriso lindo pra mim, ele estava diferente, mais bonito, não sabia explicar. Ele me olhou nos olhos e começou a tocar uma melodia conhecida, uma música da Claudia Leitte.

“Tava satisfeito em te ter como amigo mais o que será que aconteceu comigo? Aonde foi que eu errei? Ás vezes me pergunto se eu não entendi errado grande amizade como estar apaixonado se for só isso logo vai passar mas quando toca o telefone será você o que estiver fazendo eu paro de fazer se fica muito tempo sem me ligar arranjo uma desculpa pra te procurar que tolo, mas eu não consigo evitar. Porque eu só vivo pensando em você e é sem querer você não sai da minha cabeça mais eu só vivo acordado a sonhar imaginar nós dois. Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível será? Hoje eu pedi tanto em oração que as portas do seu coração se abrissem pra eu te conquistar mas que seja feita a vontade de Deus e se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração. Eu faço tudo pra chamar sua atenção de vez enquanto eu meto os pés pelas mãos engulo a seco o ciúme quando outro apaixonado quer tirar de mim sua atenção coração apaixonado é bobo sorriso seu ele derrete todo o teu charme, teu olhar, tua fala mansa me faz delirar mas quanta coisa aconteceu e foi dita qualquer mínimo detalhe era pista coisas que ficaram para trás coisas que você nem lembra mais mas eu guardo tudo aqui no meu peito tanto tempo estudando teu jeito tanto tempo esperando uma chance sonho tanto com esse romance que tolo, mas eu não consigo evitar...”

Nunca tinha ouvido cantar, só tocar uma vez em seu aniversário para todos da família, a voz dele era linda e aquela letra da música soou perfeitamente em meus ouvidos, abracei meus joelhos e o olhava com sorriso bobo nos lábios, encostei meu queixo sobre eles e respirei fundo, Dan era o garoto dos sonhos de qualquer menina e naquele momento pensei que daríamos certo como namorados assim como damos em ser amigos. Ele parou de cantar e me olhou formando um sorriso incrível em seu rosto, colocou o violão do seu lado e fez uma careta me fazendo ri.

-Você nunca cantou pra mim! Lhe disse quebrando o silêncio.
-Vergonha!
- Por quê? Franzi a testa.
-Competi com Luan Santana não é fácil! Rimos.
-Bobo!
-Gostou da música?
-É linda! Sorri e ele sentou ao meu lado.
-Desde da primeira vez que nos cumprimentamos naquela faculdade tive uma certeza...
-Qual? O olhei envergonhada.
-Que você era uma pessoa maravilhosa...
-E se você se enganasse? Ri.
-Impossível, amaria seus defeitos da mesma maneira, tinha me apaixonado por você assim que olhei em seus olhos! Ele me olhou e sorriu.

O olhei depois de ficar um silêncio insuportável entre nós dois e coloquei minha cabeça sobre seu ombro, ele passou o braço em volta de mim e me apertou pra si, fechei meus olhos e sorri discretamente, também gostava dele mais talvez por medo de estragar nossa amizade escondi esse sentimento dentro de mim. Ficamos ali abraçados durante um bom tempo e quando nos afastamos ele olhou em meus olhos alisando meu rosto e eu sorri fazendo ele retribuir. Ele beijou minha testa, a ponta do meu nariz, minhas duas bochechas, meu queixo e me deu um selinho demorado esperando minha reação. Quando percebeu que ainda estava de olhos fechados ele me beijou... Um beijo delicado, os lábios dele eram gelados e muito bom de beijar. Nos afastamos depois de alguns minutos e colocamos a testa.