terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E QUATRO.


Dan acordou com fome e fiz sua sopinha de verdura, ele não mamava mais e meu leite já havia secado. Luan deu a sopinha pra ele que se melava todo com o pai que era desengonçando me fazendo ri. Luan me olhava com cara de babão com sorriso nos lábios e Dan pegava tudo que estava na boca colocando pra fora deixando o Luan maluco. 

Dormimos tarde naquele dia, Dan não deu uma trégua, Luan saiu pra dá uma volta com ele de carro pelo condomínio e eu fiquei arrumando minhas coisas para a viagem. Desci pra abri a porta para o Luan que entrou com o Dan dormindo sobre os braços e o colocou no berço. Estava tão cansada que assim que deitei em seus braços dormi embalada a seus carinhos. 

Acordei primeiro que ele e preparei o café da manhã com a ajuda da Maria, enquanto lhe dava instruções pra cuidar do Luan e do Dan. Ela sorria e era uma pessoa maravilhosa, em pouco tempo já nos conhecia perfeitamente e nem precisei falar tanto. Luan apareceu na cozinha sem camisa com Dan que também estava sem camisa e ambos de boné me fazendo sorri. Tomamos café, enquanto conversamos, estava ansiosa pra saber qual caso iria pegar e queria vencer. 

Tomei um banho, coloquei uma roupa social e Luan desceu com minhas coisas, enquanto descia com Dan nos braços. Almoçamos, enquanto a Maria dava a papa do Dan que fazia menos meleira que com Luan e logo fomos para a porta pra nos despedi. Estava mais tranquila de ir e deixá-los sozinhos, mas com o coração pequeno. O Dan chorou quando me viu na porta e eu fui pegá-lo e cheirei ele o fazendo sorrir.

-Mamãe já volta, tá? O entreguei ao Luan e ele me olhava com uma carinha de choro.
-Mamã! Ele estendia os braços pra mim com biquinho.
-Não faz isso pequeno, se não eu choro! Peguei ele, novamente, no colo o abraçando.
-Nã na! Ele apertava meu pescoço me abraçando.
-Mô quando chegar eu ligo, tá? Falei com o Luan, mas olhava para o Dan que sorria pra mim brincando com um colar que eu usava.
-Tá bom amor, se cuida lá!
-Me cuido, sim! Cuida do nosso pequeno, tá? –Entreguei o Dan ao Luan. –Se cuida! Dei um selinho nele.
-Cuido, pode deixar! Ele beijou minha testa.
-Tchau bebê! Olha o papai, pra ele não aprontar, tá? –Segurei na mãozinha do Dan e ele fazia cara de choro. –Mô, coloca a pomadinha dele direito, não dá tudo pra ele comer e olha os horários da comida, tá? Olhei para o Luan.
-Pode deixar meu amor, ai o Well chegou com o carro!
-Mamã! Dan puxava minha blusa.
-Oi Well! –Cumprimentei o Well quando ele pegou minhas malas. –Mamãe já volta, vai ser rápido, prometo! Dei um beijo no Dan e um selinho no Luan.
-Papai tá aqui filho! Luan beijou a cabeça dele que começou a chorar.
 -Oi Manu! Well sorriu pegando minhas malas.
 -Mamãe já volta, é rápido! Entrei no carro vendo o Dan chorar e meu coração apertou.

O Well seguiu para o aeroporto e meu coração ficou ali, com eles; os homens da minha vida. Eu pensava a cada segundo na hora de voltar e abraçar o Dan, novamente, poder pegar ele no colo e sentir o cheirinho dele.

Quando cheguei ao aeroporto o Well me ajudou com as malas e eu me despedi dele, o agradecendo pela força. Fui para a sala de embarque só pensando em como o Dan estava e olhando no relógio pra ver se já era hora de ele comer. Quando eu entrei no avião foquei em meu trabalho, iria resolver tudo, em São Paulo, o mais rápido possível, para voltar para casa, antes mesmo dos dois dias que haviam me dado

-Papá, mamã! Dan jogava o corpo apontando pra porta chorando.
 -Filho o papai tá aqui, a mamãe já volta, calma! O embalava em meus braços.
-Nã, mamã! Ele balançava a cabeça negativamente.
 -Papai não serve? Eu sei que a mamãe é muito melhor, mas ajuda o seu pai, por favor! Pára de chorar só um pouquinho!
-Nã nã na! Ele continuava a balançar a cabeça negativamente ainda chorando.
-Pára filhão, daqui a pouco a mamãe liga! Comecei a cantar baixinho pra ele.
-Papá! Ele apontava pra porta.
-Ela já volta! Quer passear de carro com o papai? –Peguei a chave do carro. –Vamo ver se você fica quietinho! Maria vou dar uma volta com o Dan! Avisei e saí com o Dan indo até o carro.
-Tá certo Seu Luan!

Cheguei em São Paulo e fui direto para o hotel, em um dos carros que o escritório já havia alugado para mim. No hotel me ajeitei e fui tomar banho, estava cansada da viagem. Depois que tomei banho fiz algumas ligações e consegui um jantar com um dos representantes da empresa que defenderia.

Me concentrei nos papeis do caso, lendo-os, durante o resto do dia. Pelo o que eu tinha visto a empresa havia contratado um show tudo correu bem, mas houve uma quebra de contrato quanto ao horário e alguns outros tramites que estavam no contrato, nada muito grave, porém achei falta de profissionalismo da equipe do cantor. 

Fiquei curiosa quanto a saber quem era o cantor, em momento nenhum no processo se falava o nome do cantor. Eu fiquei segura por que sobre shows eu sabia e muito bem. A empresa queria, pelo menos, a metade do contrato: 250 mil reais. Lendo aquelas coisas sobre show, cantor, equipe que ao desmontar as coisas acabou danificando alguns aparelhos do palco, lembrei de casa e não resistir a ligar para o Luan.

Já eram sete da noite e em meia hora iria começar a me arrumar para o jantar, eu queria resolver tudo para voltar para casa no outro dia pela tarde ou noite. Liguei para o celular do Luan, depois de ter conversado com a Maria. Ele não atendeu na primeira ligação, apenas na segunda.

-Oi meu amor! Ele falou com voz de sono.
-Te acordei? Desculpa! Só liguei para avisar que talvez eu resolva tudo antes do que eu pensei e pra saber de vocês!
-Tudo bem, o Dan chorou bastante mais dei uma volta de carro com ele e fui na casa dos meus pais, já dei a papa dele, o banho e ele já capotou!
-E você? To com saudade! Vai ser ruim dormir longe dos meus homens!
-Demais! Dormir nessa cama sem você é torturante!
-Essa aqui é tão fria e não tem o nosso cheirinho... Nossa! Agora eu sei o que é está na sua pele! Sorri.
-Viu como é ruim... ?!
-To vendo! –Sorri. –Dá um beijo no nosso pequeno por mim e se ele acordar de noite troca a frauda dele e põe ele pra dormir com você, com o nosso calor ele fica mais calmo... Ah! Qualquer coisa me liga, tá?
-Tá mamãe, pode deixar!
-Tenho que ir, vou me arrumar pra um jantar... Amo muito vocês!
-Hum... Jantar? Com quem? Homem?
 -Calma! É com o representante da empresa que eu vou defender... Eu consegui um jantar com ele, só iria ver ele amanhã pela tarde. Vou adiantar as coisas pra voltar mais rápido pra casa!
-Tá bom jantar! Luan desligou.
-Mô? 

Respirei fundo, tentando segurar minha raiva pela atitude que o Luan tomou; ele tinha desligado, sem nem ao menos me dá um tempo para explicar. Eu estava fazendo aquilo para voltar mais rápido para casa. Fui me arrumar, não iria insistir em ligar pra ele. Lembrei muitas coisas que ele fazia que envolvia o trabalho que eu tinha que engolir meu ciúme e nunca fiz ceninha com ele.

Me vesti com uma roupa social, fui séria, queria mostrar profissionalismo e queria voltar o quanto antes para casa. O representante chegou e me pareceu ser mais jovem do que eu pensei, com o advogado o acompanhando. Mais um advogado que queria se dar bem; deu pra ver pela cara dele. Começamos a conversar e eu fui entendendo o que eles queriam. Eles queriam que o cantor pagasse pelos prejuízos que ele causou danificando os aparelhos do palco e alguns da estrutura do palco. 

-Ok! Falamos tanto da equipe desse cantor e até agora não falamos seu nome. Quero saber se vai repercutir na mídia, se ele tem grande influência ou se é um cantor ainda no início de carreira!
-Creio que deve já ter ouvido falar do Luan Santana!


CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E TRÊS.


Me sentei em frente a ele e meu coração ficou disparado ao ver o olhar dele sobre mim, sério. Eu não conseguia imaginar o que era e nem o que eu poderia ter feito de errado. Para receber aquela ligação. Olhei pra ele e preferi não falar nada, até por que eu iria me atrapalhar na fala por está muito nervosa. O olhei fixamente e fiquei atenta ao que ele iria começar a falar.

-Então, essa semana, pegamos um caso e eu quero que você a nossa melhor advogada fique com ele!
-Claro! Será um prazer! –Aceitei, prontamente e aliviada. –Posso saber o que se refere esse caso?
-Claro, mais olha... Preciso que você viaje pra São Paulo durante uns dois ou três dias!
-Pra São Paulo? Dois dias? Pensei no Dan.
-Isso! Creio que precise ser no máximo três!
-Tudo, bem! –Respirei fundo pensando em alguma saída para levar o Dan, então lembrei alguns shows do Luan. –Pra quando seria essa viagem?
-Amanhã à tarde!
-Ah! Ok! Só isso? Tive que conter minha tristeza, seria tarde de folga do Luan; ele ficaria em casa.
-Sim! Olha espero que seja muito profissional, esse caso vai precisar!
-Sempre sou senhor! Acho que não é novidade, para o senhor! –Me levantei. –Pego as informações com a secretária?
-Isso mesmo!
-Ok! Licença! Me retirei da sala.

Quando peguei tudo na mão da secretária, eu repirei fundo com o meu coração apertado; eu iria viajar em um período de folga do Luan, os deixando sozinhos durante um dia. Ficar longe deles, principalmente, do Dan seria torturante.
Passei o dia pensando sobre a viagem e quando deu meu horário, o Luan foi me buscar. Sentei no banco de trás do carro e fui calada, observando o Dan brincar na cadeirinha dele. O Luan, por algumas vezes olhou, pelo retrovisor interno, pra mim e eu fingia não ver. Quando chegamos em casa saí do carro, depois de o entregar o Dan e trancar o carro. Olhava para os dois e o Luan me olhava com o Dan no colo, também, me olhando curioso.

-Mô eu preciso conversar com você! Olhei pra ele.
-Estava esperando por isso! Maria, por favor, leva o Dan com você?
-Claro! Licença!
 -Fala! Ele me olhou.
-É que, eu vou ter que viajar! Um caso ai que o juiz me deu... Vou ter que viajar amanhã pela tarde, pra São Paulo! Olhei pra ele e baixei a cabeça.
-Sério isso? Poxa amor, minhas folgas...!
-Sério! Eu não queria... Não queria ficar longe de vocês, acho que nunca pensei isso, mas eu tenho que ir!
-Tudo bem, é seu trabalho. Não se preocupa com o Dan, eu cuido dele e Maria me ajuda!
-Até parece que eu vou ficar tranquila, né? Eu confio em você, mas é que eu nunca desgrudei dele!
-Vai ser difícil meu amor, eu sei, mas são poucos dias e assim como você sempre fez eu vou mantê-la presente entre nós dois!
-Tá! Confio em você! Sorri e o dei um selinho.
-Seus homens vão senti sua falta, promete não demorar? Ele sorriu me aproximando a ele pela cintura.
-E eu vou morrer de saudade dos meus homens, principalmente de cuidar deles. –Sorri encostando minha testa a dele. –Prometo fazer tudo rapidinho!
-Vai amanhã que horas? Ele alisava minha bochecha com carinho me olhando nos olhos.
-Vou depois do almoço! 
-Vou morrer de saudade! Ele sorriu e me beijou.

Jantamos juntos naquele dia, Luan não desgrudava de mim, enquanto o Dan dormia feito um anjo no cercadinho que colocamos na sala sobre nossos olhares. Assistimos a um filme de terror e a todo o momento agarrava o Luan com medo e ele parecia adorar aquilo me apertando pra ele e se aproveitando de mim. 

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E DOIS.


-Foi lindo o casamento!
-Foi sim! O Di estava tão feliz! Sorri terminando de tirar o vestido e pegando a toalha.
-Verdade!
-Nossa! To cansada! Vou tomar banho, tá? Olhei pra ele.
-Tá! Ele deitou na cama folgando a gravata.

Tomei um banho, não muito demorado, e logo saí. Escovei meus dentes e tirei minha maquiagem. Saí do banheiro o vendo, ainda deitado, sobre a cama de olhos fechados. Sorri, tirei a toalha, mordi meu lábio, levemente, e deitei sobre ele.

-Mô tá frio, me esquenta? Sorri beijando o pescoço dele. 
 -Nossa! Esquento sim! 

Aquela noite nós nos amamos de uma forma única e à vontade, estávamos com saudade daquilo. O Luan foi carinhoso tanto nos movimentos, como nos beijos e toques sobre meu corpo. Ele a cada dia que passava deixava seu amor por mim mais claro, o que me fazia à mulher mais feliz e completa do mundo. Aquela noite foi especial, pra nós dois. O Dan nos deixou a vontade, pois dormia feito um anjo e eu mais o Luan nos beijávamos a todo tempo, enquanto sentíamos nosso suor virar apenas um formando o nosso cheiro.

-Te amo, a cada segundo mais! Sussurrei em seu ouvido.
-Te vivo!

No dia seguinte acordei cedo e fui ver o Dan que já estava com os olhos bem abertos, mordendo a mãozinha, babando tudo. Peguei ele e desci pra preparar o café da manhã, pra gente, depois que dei mama ao Dan.

Deixei ele no chão, depois que coloquei um edredom em cima do tapete e uns brinquedinhos pra ele se distrair, enquanto eu o olhava do balcão da cozinha, preparando o café. Vi ele tentar pegar um dos brinquedos e quando fui o ajudar, ele começou a se arrastar com os bracinhos e, logo, engatinhou desengonçado.

Parei vendo aquela cena linda, ele ainda não tinha força o suficiente para se sustentar e acabava caindo batendo a barriguinha no chão, mas ria ao olhar pra mim. Peguei ele no colo, dando beijos em seu pescoço fazendo ele dar a gargalhada gostosa que ele tinha, e subi com um brinquedo na mão.

Cheguei ao quarto e o Luan ainda dormia, sentei na cama e coloquei o Dan, com a barriga pra baixo, sobre ela. Ele ficou observando o pai e engatinhou até o Luan apertando o nariz do pai, e eu ri vendo aquela cena.

-Mô olha quem veio te acordar, engatinhando!
-Oi! Luan abriu os olhos sorrindo e Dan gritou batendo as mãozinhas.
-Ele engatinhou até você! Sorri, com os olhos brilhando.
-Sério? Luan sentou na cama.
-Sério! Ele que apertou seu nariz! Ri.
-Faz para o papai ver filho?! Luan o colocou sentado no chão e Dan fez biquinho alarmando o choro.
-Mô não faz assim, com ele! Peguei o Dan no colo.
-Eu quero ver! O Luan fez bico e Dan estendeu os braços pra ele.
-Põe ele na cama e ver se ele faz! Entreguei o Dan a ele.
-Tá, bom! Luan o colocou ao meu lado e chamou ele que sorriu começando a ir até Luan engatinhando.
-Viu! –Olhei para o Luan. –O chão estava gelado!
-Coisa linda do papai! Luan levantou ele no ar beijando a barriga dele que gargalhava.
-Da mamãe também, tá?! Sorri.
-Claro! Né não filhão? Luan sorriu.
-Acho bom! Sorri para o Dan que mordia a mão, me olhando.

Pela tarde voltamos pra Londrina com seus pais e a Bruna que preferiram dormir no hotel, fomos todo no jatinho e o Dan dormiu a viajem toda no colo do avô que ele tanto amava. Luan assim como o Dan dormiu e ali pude perceber como os dois a cada dia estavam mais parecidos me arrancando um sorriso enorme. 


Chegamos em Londrina e Luan atendeu algumas fãs com o Dan no colo por querer ficar com ele, entrei na van que nos esperava e olhei pela janela o Dan rindo e batendo as mãozinhas com as fãs do Luan que babavam ele e faziam um coro de "Owwwwwn!". Luan voltou entrando na van com a gente e seguimos pra casa, estava muito cansada e precisava descansar. Assim que entramos em casa o Dan começou a chorar apontando pra mim e eu fui amamentá-lo.

Depois que ele amamentou subi com ele pra colocá-lo no berço, ele havia dormido, ou, pelo menos, foi isso que eu pensei. Quando o coloquei no berço ele abriu os olhos fazendo um biquinho de choro levantando os bracinhos para que eu o pegasse. O Luan, logo veio nos ver e o Dan dormiu quando o pai começou a cantar.

Os dias se passaram rápido e tanto eu como o Luan voltamos a trabalhar, ele pra suas turnês e eu para o escritório. O Dan já estava acostumado a ficar com avó e era o maior sacrifício tirá-lo dos braços dela quando ia buscá-lo pra irmos para casa. Dona Marizete fazia todas as vontades do neto e isso já estava me incomodando, cheguei a conversar com o Luan que conversou com sua mãe e ela diminuiu mais de fazer as vontades do Dan. 

Dan completou 8 meses e já falava algumas palavras o que fazia eu e Luan babar ainda mais. Assim que o Lú pegou uma folga maior fomos para o sítio, o Danzinho adorava aquele lugar e ficava quietinho prestando atenção quando o pai pescava, parecia querer aprender e ser um bom pescador que nem o pai futuramente.

Recebi uma ligação urgente do escritório e tivemos que voltar pra casa, Luan me levou lá e depois seguiu pra casa dos pais onde me esperaria ligar pra vir me buscar. Entrei procurando saber o que queriam, e me mandaram entrar na sala do juiz o que fez minhas pernas tremerem. Bati de leve na porta e ao sinal de mandar entrar pedi licença. 

-Sente-se!

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E UM.


-Amei! Sorri e o abracei.
-Tem um tempinho que não saímos assim, só nós dois pra namorar!

Passei meu braço em volta do seu ombro e saímos andando até o local onde costumávamos sentar. O tempo em Salvador estava lindo o que contribuiu para aproveitarmos sem medo. Sentei colocando ela entre minhas pernas e beijei sua bochecha olhando para o mar.

Está com ele ali de novo, depois de muito tempo foi incrível. Realmente há tempo não saíamos só nós dois e nunca mais tínhamos ido até o nosso lugar. Ali nos beijamos pela primeira vez, brigamos, fizemos as pazes, terminamos... Aquele lugar era especial, para nós dois e marcante. 

-Me sinto bem aqui, com você tudo fica perfeito! Sorri.
-Sonhei que você me dava à notícia do nosso segundo filho aqui! Ele me olhou alisando minha bochecha e sorriu.
-Sério? Já? Quer que ele se torne real? Sorri.
-Ainda não, deixa nos sonhos. O Dan tá muito pequenininho! Ainda temos muito pra cuidar dele ainda! –Ele beijou meu pescoço. –Vamos treinando, é gostoso!
-Tá rejeitando o filho Luan Rafael? Sorri.
-Jamais meu amor! Só acho que tudo tem seu tempo!
-Só que esse não quis esperar o tempo...! Peguei a mão dele e coloquei sobre minha barriga.
-Vo... V... Voc... Você... T... Tá... Falando... Sé... Sério? Ele me olhou.
-Calma mô, não enfarta! Ri.
-Iss... Isso é sé... Sério?
-Assim... –Levantei. –Só queria ver sua reação! Ri.
-Ai amor! Luan respirou fundo deitando num espaço que tínhamos ali.
-Calma! Eu amo treinar...! Sorri sentando ao lado dele.

Passamos o dia daquele jeito, juntos no nosso lugar. Brincamos de pega-pega pelo estacionamento e sorrimos para alguns turistas do Brasil ou de fora do país que reconheceram o Luan e pediram fotos. Fomos para a casa do Di, não podíamos demorar por que o Dan tinha que mamar. 

Os dias passaram e o Luan viajou duas vezes para shows, mas voltava sempre, seríamos padrinhos do casamento do Di. Quando o grande dia chegou e a Carol foi nervosa para o salão. A casa ficou movimentada o Di não parava quieto ele estava nervoso e eu fiquei para acalmá-lo e lembrá-lo de tudo.

-Amor, você esqueceu de dá a papa do Dan e eu fiz creme de abacate pra ele, até que gostou! Luan apareceu segurando Dan nos braços que estava com a boca toda melada de creme de abacate.
-O que? Luan você é doido? Eu dei a papinha dele! Olhei para o Luan, assustada.
-Ele disse que tava com fome! Luan riu passando a frauda na boca do Dan que sorriu.
-Amor se der a seu filho comida a cada segundo ele come! Já não sabe?! O creme é muito doce pra ele... Se ele ficar com dor de barriga é você quem vai trocar a frauda!
-Mais ele gostou amor. Não gostou campeão? Dan bateu as mãozinhas sorrindo.
-Claro! Era doce! Luan, antes de fazer alguma coisa, pensa que ele ainda é pequeno e me pergunta, se pode!
-Tá amor, desculpa!
-Tudo bem! Eu tenho que ficar mais esperta para as minhas duas crianças! Ri o dando o selinho e o Dan segurou minha blusa.

Luan voltou a olhar o Dan, enquanto ajudava o Diego que estava uma pilha, parecia uma criança e chegou a pedi pra conversar com o Luan umas 20 vezes. A noite chegou e os pais do Luan chegaram pela tarde. Amarildo conversou com o Di o deixando mais calmo e isso me aliviou bastante. 


Começamos a nos arrumar e antes de tudo ajudei ao Diego com seu terno, ele estava lindo e muito charmoso mais seu nervosismo chegava a ser engraçado. Segui para o quarto que estava com Luan e a mãe dele o ajudava com a gravata. Luan estava perfeito e minha vontade era poder ficar admirando, a sua beleza. Arrumei o Dan com um terno que mandei fazer pra ele, quando terminei de colocar a gravata bem folgadinha Marizete chegou a chorar, Daniel estava uma gracinha com aquele terno e de sapato social.
Depois que o Dan chamou mais atenção do que o próprio noivo, seguimos para a Igreja. Tudo estava lindo e a Marizete ficou com o Dan, por que eu e o Luan ficaríamos no altar e a minha mãe entraria com o Di, na Igreja. Quando soube que o Di tinha pedido a minha mãe para entrar na Igreja com ele fiquei emocionada.


O Di estava muito nervoso e o Luan tentava o acalmar fazendo comentários sobre o que ele estava sentindo, também, quando estava no lugar do Di, me esperando. Quando anunciaram que a Carol havia chegado o Di ficou mais tranquilo e, logo depois, da entrada dos padrinhos, entrou com minha mãe cumprimentando todos os convidados presentes.

O Di estava lindo e o olhar dele era de pura alegria. Me deixei levar pelo momento e me emocionei lembrando o nosso pai e da mãe dele que já não estavam mais entre nós, mas com certeza estavam felizes e orgulhosos, por ele ter se tornado o homem que se tornou.

Quando a Carol apareceu com o seu pai a conduzindo para o altar, todos se levantaram, ao som da marcha nupcial. Ela estava linda e os olhos brilhavam. Achei lindo ao ver que os dois fixaram os olhares e não interromperam por nada. Lembrei o meu casamento e sorri para o Luan; desejava que meu irmão fosse muito feliz como eu e o Lú éramos.

O casamento seguiu tranquilo, a todo momento a Carol deixava lágrimas caírem e o Di secava com o lenço que estava em seu terno. Luan cantou na voz e violão para os noivos e deixou todos que estavam na igreja emocionados, realmente a voz dele era abençoada e qualquer música o tom de sua doce voz iria ficar perfeita. A troca das alianças foi mais lindo ainda, tanto o Diego como a Carol, choraram enquanto se declaravam um para o outro. 

Quando a cerimônia acabou seguimos pra recepção que estava simples mais muito linda. O Di dançou a valsa com a Carol e era lindo a forma que eles se olhavam, demonstravam amor, carinho, respeito e compreensão. Luan e eu decidimos dar uma viagem de lua de mel perfeita pra eles, ainda não tínhamos dado e quando finalmente decidimos presenteá-los com uma viajem pra Nova York a Carol chorou feito criança.

Tivemos que voltar para casa mais cedo por causa do Dan, que já estava muito cansado e dormiu, no meu colo. Como a Carol e o Di, passariam a noite deles em um hotel, no qual as malas deles já estavam lá; foi surpresa do pai dela para eles. Eu e o Luan fomos para a casa deles tranquilos e eu estava radiante pelo Di e por minha amiga.

Chegamos e eu arrumei o Dan para dormir, o colocando em um becinho improvisado que o Di fez questão de arranjar. Fui tirando meu vestido, enquanto o Luan me observava sentado na cama tirando, atrapalhado, o sapato.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA.


Seis meses se passaram e meu casamento com o Luan estava maravilhosamente bem, apesar da correria que era a vida do Luan ele fazia o possível e o impossível pra se torna presente, era um pai e marido maravilhoso. Já estava acostumada com aquela vida e a empregada que tínhamos contratado acabou se tornando uma grande amiga minha. Comecei a trabalhar no escritório e deixava o Dan com a avó que por sinal ele adorava.

Sempre quando eu chegava do escritório eu ia correndo ver o Dan, que quando me via entrar pela porta sorria. Eu e o Luan babávamos o Dan cada dia que passava. 

O Dan estava forte e muito brincalhão, ele amava as brincadeiras que o Luan fazia com ele e eu ficava preocupada por que o Luan jogava o Dan pra cima fazendo meu coração disparar, mas a risada gostosa que o Dan dava depois me fazia respirar aliviada.

Tudo estava indo bem, eu fui para Salvador com o Dan, para ajudar nos últimos preparativos do casamento do Di com a Carol, em quanto o Luan estava em turnê. Ele fez questão que o bicuço fosse nos levar para Salvador. Dois dias antes da cerimônia o Luan chegou e o Dan abriu o sorriso mais lindo ao ver o pai.

-Papá! Todo mundo parou de conversar direcionando o olhar para o Dan que olhou pra todos assustados.
-Ah! Mentira! Daniel seu pai primeiro? Perdi a aposta que fiz com seu tio! Olhei para o Dan e todos riram.
-Repete filhão, repete... Papá! Luan o pegou.
 -Papá! Dan sorri saltando beijo.
-Perdi cem reais, que saco! 
-Ganhei cem reais de graça! Maninha perdeu parceira! O Di riu.
-Ah, Luan! Não acredito! Carol riu olhando pra ele.
-Ah! Deixa meu marido ok?! –Olhei para a Carol. –Mô você tá lindo com essa carinha! Sorri o olhando e o Dan me olhou curioso.
-Maninha quero meus cem reais! 
-Não enche Diego! Joguei uma almofada nele.
-Di, pára! Carol riu.
 -Di! Dan olhou para o Diego batendo as mãozinhas.
-Ah! Daniel você está de castigo! Olhei para o Dan.
-Falou meu nome primeiro que mamã! O Di jogou a almofada de volta.
-Campeão... Fala mamã... Mamã! –Luan brincava com ele que batia as mãozinhas em seu rosto. – Mamã! Ele mordia as mãozinhas dele.
 -Mamã! Ele riu.
-Ah! Fala de novo mamã, de novo! Peguei o Dan do colo do Luan e meus olhos brilhavam.
-Mamã! Ele sorri batendo as mãozinhas.
-É a coisa mais linda, da mãe! Essa coisa gostosa! Beijava o pescoço dele arrancando dele risadas gostosas.
-Amor, vou entrar tá?
-Também vou com você, quero falar com você! Levantei com o Dan no colo, ainda sorrindo das caretas que o tio fazia.

Estávamos na nova casa do Diego, tinha acabado de reformar e estava completamente linda, tanto a decoração como as cores de cada cômodo. Preferimos ficar lá na casa dele, desde que o Di havia marcado a data do casamento minha mãe conheceu um rapaz muito simpático, por sinal, um fazendeiro e com tudo em cima. Seguimos para o quarto onde estávamos hospedados e coloquei o Dan na cercadinha dele onde tinha sua bola que ele começou a brincar dando leves gritinhos.

-Mô é uma coisa muito séria, o que eu quero te falar, que eu descobri nesses cinco dias sem você, aqui do nosso lado! Olhei para o Luan séria.
-O que foi? Ele me olhou.
-Sabe com você longe eu... –Cheguei perto dele. –Sinto uma falta do seu calor! Sussurrei no ouvido dele o fazendo arrepiar.
-Amor, que susto! Ele riu.
-Sabia que você ia ficar assim! Sorri.
-Sabia né? Danadinha! Ele riu me dando selinho.
-Claro! O Dan quando você ligava ficava querendo pegar o celular pra colocar na boca... Acho que os dentinhos dele estam nascendo! Sorri.
-Ele daqui a uns dias tá fazendo um ano! Luan olhou para o Dan que mordia a bolinha.
-É! Ele tá crescendo e o meu coração apertando...!
-Que tal...! –Ele me encostou na parede do nada me assustado. –A gente fabricar outro? Ele mordeu os lábios me olhando.
-Pra quê? Treinar é bom! Sorri.
-Muito bom e a cada dia fica melhor! Ele me beijou.
 -Papá, papá, papá! Dan ficou em pé no cercadinho jogando a bola que estava nas mãos no chão.
-Acho que se depender dele a gente nunca mais treinaria! Ri olhando para o Dan.
-Ai só depende de você! Luan me olhou.
-É? Mais na frente dele não, mô! Sorri mordendo o lábio dele.
-Se arruma ai que já volto! 

Lhe dei um selinho demorado apertando a cintura dela e peguei o Dan que estendeu os braços pra mim sorrindo. Beijei a bochecha dele jogando ele, de leve, no ar, enquanto ele gargalhava e fui na direção do Diego que estava sentado na cadeira de sol conversando com a Carol que tomava um copo de suco tomando sol. 

-Diego, faz um favor imenso pro seu cunhado?!
-Fala! O Diego me olhou.
 -Olha o Dan pra mim? Sorri e o Dan apertou meu nariz.
-Olho! Vai fazer o que com minha irmã? Carol o cara vai treinar outro filho na minha casa e com minha irmã... Luan você não tem noção do perigo mesmo né?! O Diego riu pegando o Dan.
-Que isso cara, vou sair com a Manu! Ri envergonhado e o Dan soltou uma gargalhada gostosa.
-Vai sair? Olha lá! Dan seu pai e sua mãe vão acabar te dando uns dez irmãos desse jeito! O Diego brincou com o Dan e ele sorriu.
-Pára cara! Nada disso! É que tem um tempinho que não saiu só com ela. Eu hein! Cabeça poluída!
-Vai lá! Relaxa que eu cuido do Dan! Né titio? O Dan apertou o nariz do Diego.
-Tá, a gente não demora! Sorri e beijei a bochecha do Dan que sorriu e saí indo em direção do quarto.

Me arrumei como ele havia pedido e quando ele entrou no quarto eu estava colocando uma sapatilha. Olhei pra ele e ele sorriu me olhando, percebi que o Diego iria ficar com o Dan. 

-Vai me levar onde? Perguntei quando terminei de calçar a sapatilha.
-Um lugar onde não vamos a um tempo!

Entrelacei minha mão com a dela e saímos caminhado, entramos no carro que o Diego havia me emprestado e, enquanto ligava o carro coloquei o óculos escuro e o boné. Acelerei olhando-a e sorri ligando o som baixinho, enquanto abria os vidros pra poder receber o ar natural. Durante o caminho não falei muito, ela a todo o momento perguntava mais ao perceber o caminho se calou e apenas sorriu me olhando e alisando meu cabelo e orelha da forma que só ela sabia e eu amava. Chegamos ao nosso lugar, o lugar que nos beijamos e que passamos momentos inesquecíveis. Estacionei descendo do carro e a olhei dando a volta, vindo ao meu encontro.

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E NOVE.


-Luan pára com isso...! Amor pára! Pedia ao Luan que parecia incontrolável.
-Luan, o que...? Rober entrou com Well e segurou o Luan que não parava de bater no Lucas.
-Você tá doido? –Olhei para o Luan e vi a boca dele machucada, e sangrava. –Olha o que você fez Luan! Vi o Lucas caído e parecia está com o nariz quebrado por que sangrava muito.
-Esse cara chegou pra mim e disse que o meu filho não era meu e sim do Gabriel e sabe mais o que ele me falou? Que você antes de termina comigo já tinha transado com o Gabriel e outros homens! Luan gritava e o Rober mais Well tinham dificuldades para segurá-lo.
-O que? –Olhava o Luan, assustada e confusa. –Por que você veio aqui em Lucas? Olhei para o Lucas que levantava com dificuldade.
-A Bia terminou comigo por causa dele!
-Por mim não, por sua própria culpa! Luan se soltou mais logo Well o segurou.
-Quer saber? Bem feito! Não foi culpa do Luan, foi sua culpa! Vem cá o que vocês ganham com isso? E sai da minha casa agora! –Empurrei ele com força e ele caiu. –É melhor você levantar antes que eu termine de quebrar o seu nariz! Olhei pra ele séria.
-Manu deixa, ele. Eu coloco ele pra fora, do condomínio! O Rober apareceu o ajudando a levantar e o puxando.
-Brigado Rober... Well! Os olhei.
-Não foi nada! Luan, mais tarde eu volto! 
-Tá! 

Subi com a mão na boca e fui direto para o banheiro, a dor estava insuportável e sangrava muito, me olhei no espelho e fechei os olhos com força sentindo uma raiva enorme daquele babaca. Peguei a maletinha que tinha na gaveta do banheiro de primeiros socorros e peguei algodão começando a passar devagar.

Me despedi do Well agradecendo e subi para o nosso quarto, antes passei no quarto do Dan para ver se estava tudo bem e expliquei a Bruna o que tinha acontecido. O vi no banheiro cuidando da boca e fui até ele. Não falei nada quando cheguei ao lado dele, apenas peguei o algodão que estava em sua mão, jogando fora pegando outro.

A vi entrando no banheiro calada, e tomou o algodão da minha mão pegando outro, respirei fundo calado, também, e a coloquei na pia pela cintura deixando ela cuidar melhor da minha boca. Fiquei encarando ela, enquanto cuidava da minha boca e toquei em sua mão de leve.

Respirei fundo, quando ele me colocou sobre a pia e comecei a cuidar da sua boca. Quando vi que o sangue estava quase estancando, troquei o algodão, novamente, colocando um remédio para cicatrizar mais rapidamente. 


-Vai arder, tá? O olhei quando ele colocou a mão sobre a minha.
-Tá! Ele colocou a mão sobre minha coxa.

Passei, levemente, o algodão, sobre o canto da sua boca e ele fez careta. Comecei a assoprar, suavemente, o ferimento, enquanto passava o algodão na boca dele.

Quando ela passou o algodão com remédio na minha boca senti uma ardência, fiz uma careta sentindo dor e apertei a coxa dela de leve. Quando ela assoprou fechei meus olhos fazendo biquinho e segurei o sorriso, era bom demais senti os carinhos dela, mesmo ela estando zangada comigo pela atitude que tomei à poucos minutos atrás.

-Pronto! Ainda vai arder um pouco... Mais já vai passar! Voltei minha atenção guardando as coisas dentro da caixinha de primeiros socorros.
-Tá chateada comigo? Mô não tive culpa, ele começou... Desculpa! Ele voltou meu olhar pra ele através do meu queixo.
-Não, só fiquei assustada, só isso! Mais você poderia ter evitado isso se controlasse sua raiva...!
-Desculpa, sei que poderia ter me controlado, mas todas as coisas que ele fez se juntou em uma só, e não aguentei! Ele falava olhando em meus olhos, enquanto colocava meu cabelo atrás da orelha com carinho.
-Tá, eu entendo...! Não sabia que ele tinha te dito aquilo... Eu e a Bia sabíamos que o Lucas ajudava o Gabriel, mas não tudo... Ela me falou que pensou que o Gabriel tinha parado, então continuou com o Lucas. Aliás, ele só é um idiota que o Gabriel controla. A Bia tem pulso firme, com isso ela vai consegue que o Lucas tome jeito...!-Eu não acreditei em nada que ele disse, nada!
-Fez bem... Não aconteceu nada daquilo! –Olhei pra ele e sorri, levemente. –Acho que tá na hora do Dan mamar! Desci da pia, mas ele não saiu da minha frente.
-Você sabe que o Dan tá dormindo, não foge de mim!
-Não to fugindo... Ele tem horário, e você sabe, e outra a Bruna tá presa lá com ele...! Tentei saí mais ele não deixou.
-Manu, eu tô falando sério! Ele me sentou na pia, novamente.
-Tá! O que você quer? Eu estava em casa com uns amigos, tudo bem que a única que importava era Bia... Daí você chega fica todo alterado te dou toda a razão, mas terminar o noivado de uma amiga minha. Até ai tudo bem, por que eu também não concordava muito, mas foi o meu primeiro susto! Depois do nada você quase mata o Lucas lá em baixo enchendo ele de murro ele merecia, mas... Eu to assustada! Luan, eu to estressada, também, ontem o Dan não me deixava nem ir ao banheiro! Juntou tudo, sei lá... To confusa! Olhava ele séria.
-Eu errei em ter feito isso, mas eu fiz o bem pra sua amiga. Quanto ao Dan você tem que ter calma amor, ele é novinho e vai ser assim, ele não entende nada, ainda é um bebê. Não fica assim minha menina, eu vou tá ao seu lado encarando esse momento, lembra? Nós dois prometemos ajudar um ao outro quando casamos e é isso que vou fazer. Vou te ajudar sempre!
-Eu sei que ele é pequeno e sei que você fez o bem pra Bia... É que juntou tudo! Amor desculpa, eu sei que você vai está comigo, mas eu acho que o problema sou eu! Eu ainda to tentando me habituar a essa vida... Mais é muita coisa, e o pior é ficar longe da minha mãe e do Di! Ontem eu só pensava neles...! Baixei minha cabeça.
-Amor, se quiser ir pra Salvador esses dias pode ir!
-Claro...! E o Dan fica com você? Não sabia que já amamentava! –Brinquei e em seguida ri. –Tudo bem! Eu sobrevivo, meu marido vai ficar comigo esses dias! Sorri.
-Eu e o Dan vamos contigo! Ele sorriu alisando meu rosto.
-Ele ainda tá muito novo amor... A pressão da altitude ainda é muito grande pra ele! Eu conversei com a médica e ela disse que não era legal. Mais quando ele estiver com cinco ou seis meses ele podia viajar!
-Chama sua mãe e o Diego pra cá, eles vão amar. Não consigo te ver assim tristinha, parte meu coração!
-Tudo bem! Minha mãe disse que por esses dias vai poder vir o Di ficou de me dar uma resposta. Ele tá enroladão com o casamento! Eu vou ficar bem, mô! Sorri alisando o rosto dele.
-Sei que sente falta da sua família, mas prometo que sempre vou mantê-los perto de você tá? Não fica assim tristinha!
-Eu sei que vai! Sorri o dando um selinho.
-Vem cá! Ele me abraçou forte alisando meu cabelo.
-Te amo! Falei, abraçando-o.
-Eu também te amo muito e ver você sorrindo é o que me faz feliz. Você sabe disso! 

Depois daquele dia eu e o Luan ficamos mais unidos, fomos juntos pro quarto do Dan e depois do Amarildo ter vindo buscar a Bruna ficamos brincando com nosso pequeno. Dan era tão lindo brincando com pai, tinha o mesmo jeitinho dele e era impossível não sorri vendo aquela cena dos dois. Naquele dia saímos os três pra almoçar em um restaurante, o Dan amou tudo e o Luan se divertia com o filho me arrancando sorrisos inesperados. Ele realmente era o homem da minha vida e bastava ele sorri pra me deixar isso claro.