quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CAPÍTULO SESSENTA.


Andávamos de mãos dadas e eu olhava a água bater em nossos pés. Eu estava muito feliz em está naquele lugar com ele, em está com ele me fazendo perceber o quanto ele me amava, mas o ruim era saber que eu iria viajar e ficar longe dele, por dois anos. Olhei pra ele e sorri.

-Amor quer brincar? Ri.
-Depende, de quer? Ele me olhou e riu.

Olhei pra ele e ri. Soltei a mão dele e andei um pouco mais rápido. Comecei a andar de costas, virada pra ele e ele me olhava sem entender. Tirei meu chinelo, deixando ele na areia e me aproximei dele e toquei no peito dele.


-Tá com você! Saí correndo pela areia.

 Não entendi o que ela queria quando fez aquilo, mais quando ela correu já tinha entendido do que ela queria brincar e ri. Tirei o chinelo colocando ao lado do dela e corri atrás dela que escapava dos meus braços toda hora, ria sem parar dela e quando a peguei sai correndo dela rindo também. A trança que estava no cabelo dela acabou se desfazendo e quando a vi correndo em minha direção parei, ela era tão linda, aquele sorriso, o jeito de moleca, apenas sorri e deixei que ela me tocasse.

-Ah! Amor acabou a brincadeira, chato! Parei na frente dele respirando rápido, tinha cansado de correr.
-Desculpa... Ele sorriu alisando meu rosto.
-Ai! Cansei! Ri.

A puxei pela mão devagar e peguei nossos chinelos na mão, chegamos na tenda que mandei montar e lhe abracei por trás, era incrível como conseguia ama-la cada minuto mais. Enquanto, caminhávamos em direção a tenda lhe falava coisas ao pé do ouvindo e sorriamos. A maneira dela me tratar, me amar, e me fazer senti especial era única e era isso que me fazia senti o cara mais sortudo do mundo. 


Chegamos na tenda que tinha pouca luminosidade, porém dava um ar romântico. Ela ficou parada olhando aquela cena e eu apenas sorri admirando, aqueles olhinhos brilhando, era muito prazeroso vê-la feliz daquele jeito e se fosse preciso faria de tudo pra ela nunca tirar aquele sorriso do rosto, nem que pra isso tivesse que sacrificar minha própria felicidade.

-Tá! Me avisa se quiser me matar de amor, que eu me preparo! Ri.
-Eu disse que essa noite tudo ia se torna inesquecível, acostumo levar minhas coisas a sério!
-To vendo! –Sorri. –Mais não precisava, nada disso. Só você sorrir que torna tudo perfeito! Alisei o rosto dele e o dei um selinho.
-Eu gosto de ir além... –Ele sorriu me dando outro selinho. –Vem, quero te mostrar uma coisa! 

A guiei até a tenda e sentamos de frente um para o outro, ela parecia não entender o que eu iria fazer, sorri pra ela e peguei meu violão pondo sobre o colo, a olhei no fundo dos olhos e comecei bem devagar tocar uma canção na qual ela foi dona de cada palavra, cada melodia. A musica resumia tudo que aconteceu e o que estava pra acontecer. 

"Quando me sinto só te faço mais presente. Eu fecho os meus olhos e enxergo a gente. Em questão de segundos voo pra outro mundo, outra constelação. Não dá para explicar ao ver você chegando qual a sensação. A gente não precisa tá colado pra tá junto. Nossos corpos se conversam por horas e horas. Sem palavras tão dizendo, a todo instante, um pro outro o quanto se adoram. Eu não preciso te olhar pra te ter em meu mundo. Porque aonde quer que eu vá você está em tudo. Tudo, tudo que eu preciso. Te vivo..."

Enquant,o cantava fechava meus olhos, queria que ela sentisse que a fiz com meu coração, que a fiz com meu amor que sinto por ela e a cada dia que passa cresce mais. Senti algo molhando minha calça, enquanto cantava e senti que todo meu amor por ela que estava ali demonstrando através da música havia explodido e transbordado pelos olhos.

Aquela música foi cantada com a mesma emoção, talvez maior, do que a que eu ouvi ele cantando na varanda do hotel, em São Paulo.
Fiquei observando ele, e ele estava lindo. Cada palavra demonstrava o seu amor; o nosso amor. Eu sabia que ele queria que eu sentisse que ele tinha feito àquela canção para nós dois. Todas as palavras daquela música expressavam exatamente o que sentíamos.

Quando estávamos longe um do outro eu o fazia presente, fechando os meus olhos, lembrando tudo o que nós tínhamos vivido; enxergava a gente, juntos. Em questão de segundos eu ia, definitivamente, para outro mundo. Quando estávamos perto de nos encontrar, eu contava as horas, os segundos e os minutos, quase não conseguia dormir, tudo o que eu pensava era nele. Quando ele chegava era impossível descrever a sensação.

Não precisávamos está juntos, por que aonde quer que eu fosse eu lembrava ele, ele se fazia presente a cada segundo. Quando nos amávamos não precisávamos de palavras apenas nossos corpos se amavam, se completavam, era uma coisa inexplicável. Tudo vivíamos intensamente, vivíamos uma ao outro; acho que aquela frase era o melhor resumo para o que sentíamos; "te vivo", era mais forte do que o eu "te amo".

Quando terminei de cantar abri meus olhos após respirar fundo, meu coração estava acelerado e parecia que a qualquer momento iria parar de bater, meus olhos encontraram com os dela e sorri timidamente, apoiei meu braço sobre o violão e a encarei. 


-Gostou da música?
-Não!
-Não? Senti a expressão dele mudar.
-Vivi ela! Sorri.

Sorri ao ouvi essa palavra dela e com cuidado coloquei meu violão ao meu lado, me aproximei dela, devagar, e alisei seu rosto, ela fechou os olhos devagar sentindo meus carinhos e com muito cuidado a beijei, colocando meu amor todo através daquele beijo no qual selava mais uma vez nosso amor.

Ao senti os lábios dele nos meus, imediatamente meu corpo arrepiou e, em seguida, seu gosto inundou meu paladar, que ao reconhecer fez com que meu corpo pedisse o dele, no mesmo instante.
Ajoelhei, mas fiz com que o beijo não fosse interrompido. Sentei encaixada no corpo dele e ele sorriu, ainda me beijando. Ele alisava minhas costas e eu queria que aquela noite nunca acabasse; queria que fosse eterna.

Alisava as costas dela e não queria de forma alguma parar com aquele beijo, era bom demais senti o gosto dela. Quando ela sentou em meu colo sorri, enquanto a beijava, algo me dizia que aquela noite iria marca nos dois pra sempre, mesmo com a distância o tempo longe. 


Ela tirou delicadamente uma das blusas que eu estava usando e a ajudei sem para um segundo o nosso beijo que estava calmo, delicado e envolvido com muito sentimento. Parei o beijo por alguns minutos e comecei a beijar seu ombro, enquanto abaixava a alça de seu vestido, ela me observava, enquanto alisava a minha nuca e retribui o olhar com um sorriso nos lábios, lhe dei um selinho e com sua ajuda tirei seu vestido.

O ajudei a tirar meu vestido, conduzindo sua mão, com a minha. O fiz tocar todo meu corpo, enquanto sorria ao olhá-lo. Ele me deu um selinho e eu sorri. Quando, finalmente, tirei meu vestido ele começou a beijar meu corpo, inclinando seu corpo, por cima do seu, ficando sobre mim. Meu corpo não parava de arrepiar, em nenhum segundo.

Comecei delicadamente a beijar seu pescoço onde seu perfume me deixou totalmente embriagado. Mesclava beijos com mordidinhas e sorria ao senti seu corpo correspondendo o meu através de arrepios. Me ajoelhei devagar, enquanto ela estava deitada e tirei minha outra blusa jogando no chão, deitei, novamente, com delicadeza sobre o dela e a beijei com toda vontade que tinha dela, queria que tudo fosse bem devagar para que ambos sentissem cada toque.

Enquanto, ele deixava o beijo intenso eu alisava suas costas, com minhas unhas, suavemente. Ele começou a beijar meu pescoço eu beijava seu ombro e fechei meus olhos pedindo que acontecesse algo, para que tudo desse errado na minha viagem, para que fosse um engano aquilo tudo, por que viver sem ele, ao meu lado, seria insuportável.

Ali diante daquele céu cheio de estrelas e uma lua linda na qual iluminava aquela imensidão a amei e tudo que estava ali presente pôde ser testemunha do nosso amor e do quanto ele era grande. Fizemos tudo devagar, queríamos sentir os toques, os beijos, as caricias, as declarações, tudo que tínhamos direito. 

CAPÍTULO CINQUENTA E NOVE.


Meus olhos encheram de lágrimas e eu não quis ir até ele, ver ele cantar ou perguntar se estava tudo bem, por que eu sabia que não estava. Deitei de lado, na cama, me encolhendo e não pudi evitar que as lágrimas escorressem dos meus olhos. Chorei calada, baixo; não tinha nada mais o que fazer, somente aproveitar aquela oportunidade que havia surgido e esperar os dias passarem para voltar para os braços dele, novamente.

Após alguns minutos sai da varanda e coloquei o violão em cima da cama, deitei devagar pra não acordá-la. Ela estava de lado e parecia ter se mexido na cama, a enrolei com carinho, lhe dei um beijo na bochecha e colei meu rosto com ela lhe abraçando forte, queria poder senti ela durante aquela noite. 


Acordamos cedo e tomamos banho, nos arrumamos e descemos pro restaurante do hotel onde todos já estavam reunidos, sentamos e tomamos café, Luan estava calado e colocou a cabeça no ombro da mãe, que lhe mimava tentando fazer ele comer. Quando todos terminaram de tomar café seguimos para o aeroporto onde não demorou muito de estarmos dentro do avião. Luan sentou no meio entre eu e Bruna, ele segurou na mão de ambas e dormiu com muita facilidade. 

Durante a viajem acabei dormindo também e quando percebemos já estávamos pousando, chegamos ao aeroporto totalmente confuso com o fuso horário e seguimos para o hotel que era lindo, a vista era para o mar cristalino e o quarto onde eu e Luan ficaríamos era perfeito, parecia quarto de boneca. Luan se jogou na cama já de olhos fechados e quando toquei em seu cabelo ele parecia que dormia pesado. Tirei seu sapato, e o enrolei devagar, fiquei alisando seu cabelo e beijando sua face, era bom ficar admirando meu menino dormi feito um anjo, era desse tipo de coisa que queria lembrar quando estivesse longe dele.

 Deitei de frente pra ele, ainda alisando seu rosto, não percebi mais fechei os olhos e dormir. Quando dormir tive um sonho que parecia nosso filme todos, misturavam-se todos os nossos momentos juntos e marcantes, talvez uma forma de meu subconsciente e meu coração me mostrarem o quanto eu teria que ser forte. Mais uma cena nesse sonho pareceu tão real que cheguei a me assustar; ele segurou a minha mão e sorriu, e nos seus olhos eu pude ver o quanto ele me amava e que não sairia do meu lado.


Com o susto da cena, abri meus olhos e o olhei, ele ainda dormia. Já era noite e a viagem de longas horas, dentro do avião, nos deixou cansados. Senti que ele segurava a minha mão, ele tinha entrelaçado nossas mãos e segurava com força, sorri ao ver aquilo e levei sua mão até minha boca a beijando, levemente.

Acordei com o sol batendo de leve em meu rosto, abri os olhos com dificuldade e ela estava ao meu lado dormindo feito um anjo, sorri beijando a ponta de sua boca e levantei devagar, me espreguiçando na varanda onde a paisagem parecia uma pintura de quadro. Tomei um banho demorado e vesti uma bermuda, um chinelo e coloquei a blusa por cima do ombro, fui até a cama e a acordei cobrindo ela de beijos. 


Quando saí do banho seguimos pra tomar café, toda sua família estava lá, inclusive o Di e minha mãe. Rimos do Max fazendo piada com o Diego, eram pior que o Luan e o Diego juntos. Conversava algumas coisas sobre moda com Bruna que estava animada. Luan comia que nem criança, se sujava todo e sua mãe o ajudava me arrancando boas risadas. 

Seguimos todos para a praia, era um lugar lindo, nunca tinha visto tamanha beleza e naquele momento lembrei que a tempos atrás o Luan era apenas meu ídolo e que já tinha passado por poucas e boas por um abraço, e agora lá estava eu namorando com ele e reunida com toda sua família em Cancún. 

Luan me colocou nas costas brincando de cavalinho e acabamos no mar parecendo duas crianças jogando água um no outro. Almoçamos em alto estilo, o lugar era lindo e a culinária era bastante diferente e gostosa. 

Depois do almoço seguimos pra um parque aquático, nunca havia me divertido tanto em minha vida, Luan parecia uma criança na piscina, e a todo tempo perturbava Bruna que ria da cara dele. Ele era lindo molhado, seu cabelo, seu corpo, fiquei admirando aquela cena mais logo ele me pegou no colo caindo na piscina comigo me fazendo ri. 

Luan era impossível, ele queria brincar com todo mundo, sobrou até pra sua mãe, e o pai. Rimos demais durante aquela tarde, e parecia que as horas passaram voando. Seguimos novamente para o hotel e tomamos banho juntos trocando caricias e beijos. Saímos abraçados comentando sobre a tarde maravilhosa que tivemos e nos arrumamos, Luan estava misterioso quanto para onde ele me levaria e eu preferi deixar ele fazer surpresa. 

Vesti um vestido soltinho florido, uma havaiana do tom do vestido, uma maquiagem leve e fiz uma trança jogando pro lado colocando uma flor pequena como enfeite. Saí do banheiro e Luan me olhou dos pés a cabeça com sorriso bobo nos lábios, ele também estava lindo. Usava uma bermuda branca, uma blusa azul e uma quadriculada por cima, seu cabelo lindo como sempre e ele assim como eu usava chinelinho. Saímos de mãos dadas e um carro com motorista parou pra nos dois, entramos e Luan me levou pra onde ele disse que teríamos uma noite inesquecível.

-Pra onde vamos? A curiosidade acabou me vencendo.
-Espera e guarda essa curiosidade só mais um pouquinho, tá neném? Ele sorriu alisando minha bochecha.
-Tá bom, bebê! Sorri.

Durante o caminho ela se mostrou curiosa olhando a paisagem pela janela, sorri alisando seu cabelo, e ela finalmente tranquilizou colocando a cabeça sobre meu peito, ela estava linda, na verdade parecia uma boneca de tão linda e sabia que aquela noite seria a mais linda de todas que já tivemos. 


Quando chegamos descemos do carro devagar e eu tampei seus olhos com as mãos sorrindo, ela reclamava por estar fazendo isso mais sabia que depois ela esqueceria de tudo aquilo. Andamos um pouco e a ajudava no caminho, quando finalmente chegamos aonde pretendia, tirei a mão dos olhos dela e a abracei por trás sorrindo.

Quando ele tirou as mãos dos meus olhos e eu vi o que era eu não acreditei. Estávamos em uma praia, que parecia deserta. Na areia ele pediu que colocassem uma mesa, com dois lugares, e ao redor dela fez um coração, com velas, que estavam na areia. Era lindo e parecia um conto de fadas.

-Nossa! Olhei o que ele tinha preparado e eu não acreditei.
-Gostou? Ele sorriu ficando ao meu lado.
-Amei! Sorri.
-Vem, vamos curti por que essa noite, é nossa! Ele sorriu entrelaçando sua mão a minha me guiando. 

Puxei a cadeira pra que ela pudesse sentar e sentei logo em seguida de frente pra ela, pra ser sincero; a beleza daquele lugar não era nada perto dela, quando ela chegou naquele lugar o brilho dos seus olhos tiravam, qualquer beleza, incluído em tudo que havia preparado. A olhei e o sorriso que estava desenhado em seus lábios me fez ver que ela havia gostado de tudo e me senti feliz por isso.

-Amor você não existe, sério! Sorri olhando pra ele.
-Existo ué, olha eu aqui! Ele riu beijando minha mão.
-Besta! Você entendeu! –Olhei nos olhos dele. –Te amo, muito!
-Também te amo muito minha pequena!
-Aqui é lindo, né?! Que nem você! Sorri alisando seu rosto.
-Nada disso, sabe... Eu planejei todo esse jantar hoje pela manhã enquanto você dormia e... Eu pensei que aqui fosse lindo mais me enganei!
-Não é? Eu achei, muito lindo! Por que você não achou mô? Olhei pra ele.
-Por que quando vi o brilhinho nos seus olhos tudo aqui se tornou pequeno diante de você! Ele sorriu beijando minha mão enquanto me olhava nos olhos.
-Te amo, te amo e te amo! Sorri.
-Amo mais!

Entre muitas declarações e beijos, nós jantamos uma comida que ele disse que fez questão de escolher. Uma comida leve, salmão grelhado com um tempero diferente, porém maravilhoso. Sorríamos a todo instante e, as vezes, parávamos e nos olhávamos para guardarmos cada detalhe daquela noite, que, para mim, serviria de combustível para eu passar por aquele estágio e voltar com tudo para os braços dele.

-Um brinde a nós dois! Ele levantou a taça sorrindo.
-Um brinde a nós e ao nosso amor, que vai nos mostrar que é mais forte que qualquer distância e tempo... Que vai nos manter unidos! Sorri brindando com ele.

Tomamos nossa bebida olhando nos olhos um do outro enquanto sorríamos. Após terminamos a refeição fomos pra sobremesa que por sinal era maravilhoso assim como tudo estava sendo. Quando finalmente terminamos, Luan se levantou estendendo a mão pra mim e fomos caminhando pela praia em silêncio, apenas sentindo o vento bater de leve no nosso rosto e a água batendo de leve em nossos pés.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CAPÍTULO CINQUENTA E OITO.


Acordamos já pela tarde, ver a carinha de sono do Luan era a coisa mais fofa do mundo. Tomamos banho juntos e depois começamos a nos vesti, iríamos viajar após o jantar e estávamos muito ansiosos por isso. Descemos já com as malas e colocamos ao lado das de Diego e de minha mãe que já nos esperavam na cozinha. Durante o jantar Luan fazia palhaçadas com Diego arrancando gargalhadas minhas e de minha mãe, quando aqueles dois se juntavam pareciam duas crianças.

Após limpar a cozinha ajudei ao Di e minha mãe a trancar toda casa. Pegamos as coisas e seguimos no carro que o Luan havia alugado, seu segurança estava com ele e foi guiando o carro enquanto Diego ia na frente e minha mãe atrás conosco. Chegamos uma hora mais cedo no aeroporto, mais as horas passaram voando e logo já estávamos fazendo o check-in, Luan tirou foto e autografou pra algumas pessoas que pediram. 

Entramos no avião e eu fiquei na janela, estava ansiosa pra conhecer Cancun e aproveitar cada detalhe ao lado do Luan, com certeza essa viajem seria inesquecível e iríamos aproveitar tudo. Quando percebi Luan estava com a cabeça sobre meu ombro dormindo feito um anjo, sorri admirando aquela cena e sabia que sentiria falta de fazer isso todas as manhã quando estávamos juntos.

Durante a viagem o Luan dormiu e eu fiquei fazendo carinho em sua mão. Quando o avião pousou acordei ele, com carinho, e ele acordou com a carinha mais linda do mundo. Descemos do avião e fomos direto para o hotel que os pais dele estavam, hospedados. 


O Luan e o Diego chegaram brincando no hall do hotel e eu ria, mas o Luan estava com sono ainda, então o Diego estava se aproveitando disso. Enquanto assinávamos os papeis para a liberação dos cartões, a sua mãe desceu e ele a abraçou com força. Logo, nossas mães estavam conversando e eu estava com medo do que minha mãe podia contar a dele.

-Cunha! Bruna se aproximou de mim e me abraçou.
-Oi meu amor! Sorri.
-Ansiosa pra viajem? Ela sorriu cumprimentando o Diego jogando cabelo para o lado.
-Muito! Já até to imaginando! Sorri.
-Tá linda com esse vestido Bruninha! Diego rodou ela que riu.
-Sua cara também vai ficar linda com o murro que vou te dar! Luan se aproximou e Bruna abraçou Luan rindo.
-Por que vocês insistem em me deixar sem paciência? Olhei para os dois.
-Ele tá dando em cima da minha irmã!
-Eu elogiei...!
-Calado Luan! Amarildo apareceu me abraçando e Luan abraçou Bruna colocando rosto no pescoço dela.
-Oi sogrinho! O cumprimentei.
-Oi minha nora linda! Ele sorriu beijando minha testa.
-Cunha comprei cada roupa linda pra viajar...
-Eu também estou nesse ritmo! Sorri e olhei para o Luan que baixou a cabeça.
-Vocês brigaram? Ela disse baixinho só que eu escutasse.
-Não! São outras coisas...! Respondi.
-Bom... Eu vou deitar que amanhã acordamos cedo! Vamos Bruna! –Amarildo a chamou. –Boa noite pra todos! Ele subiu com Marizete, Bruna e minha mãe.
-Vai querer subir amor? Olhei para o Luan.
-Vamos! Ele segurou minha mão e subimos.

Subimos na companhia do Di que não parava de perturbar a gente. Até que chegamos ao andar dos quartos e nos separamos, dele. Entramos no quarto e eu vi que haviam colocado as nossas malas em um canto. O Luan pegou o celular e ficou distraído por alguns segundos. Eu o observei e ele ficava lindo concentrado, surgia um biquinho lindo em seus lábios e eu sorri. Fiquei parado ao lado das malas o observando, sem perceber, ele estava sentado na cama e quando percebeu que eu estava, ainda, perto da porta me olhou e parecia não entender.

-Que foi amor?
-Hã? Despertei do meu mundo.
-Aconteceu alguma coisa? Ficou ai parada me olhando! Ele guardou o celular e tirou a blusa.
-Não! Viajei aqui! Tava pensando em umas coisas! –Me aproximei dele. –Tava guardando cada detalhe seu...! Sorri o abraçando por trás.
-Quero te mostra uma coisa, mais acho que não agora! Ele se virou de frente pra mim mexendo no meu nariz de leve.
-Ah! Vai me deixar curiosa? O olhei sorrindo.
-Você vai gostar, só quero que saiba que nesse meu novo CD três musicas são dedicadas a você!
-Pra mim? Sorri.
-Uma você já sabe qual é! Que cantei na sua formatura e as outras duas com o tempo você descobre...!
-Tá bom, então... Nem um trechinho? Fiz bico.
-Não! –Ele sorriu me dando um selinho demorado. –Vem, vamos dormi agarradinhos, amanhã acordamos cedo pra viajar!
-Tá! Fazer o que, se meu namorado é feio e não vai cantar a música pra mim?! Fiz manha.
-Não faz dengo que você sabe que não resisto! Ele me abraçou pela cintura.
-Não é dengo... É que meu namorado é feio mesmo, o feio mais lindo que existe! –Dei um selinho nele. –Te amo! Sorri.
-Te amo muito mais! Agora vem cá, vou te colocar pra dormi! Ele me puxou pela mão me deitando na cama.

Deitei pousando minha cabeça sobre seu peito e fechei meus olhos respirando fundo, a melhor coisa da vida era poder estar ali em seus braços ouvindo seu coração bater calmo. Fui embalada a um sono maravilhoso sentindo seus carinhos e ouvindo sua voz cantando baixinho pra mim. 


Assim que percebi que ela havia dormido, levantei colocando a cabeça dela devagar no travesseiro e me levantei indo na varanda do hotel, olhei pra lua e ela estava linda, enorme e iluminava as ruas e as pessoas que andavam nela. Um casal me chamou atenção, eram bastante idosos e eles estavam sentados num banco de mãos dadas olhando as pessoas andar, sorri ao ver aquela cena e respirei fundo; será que eu e a Manu vai chegar na velhice juntos?, pensei. 

Voltei pra cama mais não consegui dormi, então peguei meu violão um lápis e pedaço de papel voltando pra varanda, coloquei violão sobre o colo devagar e olhando pra lua procurei palavras pra colocar pra fora tudo que estava sentindo. Comecei a tocar devagarzinho e as letras vinham devagar na minha cabeça... 

"Não era o momento certo de não me querer por perto e me descartar de vez da sua vida confesso, juro, eu não queria nem sempre o melhor caminho é o que não tem espinhos e fugir assim não é uma saída se você já tá decidida. Se a gente lembra um do outro quando lê um livro ou quando escuta uma música que é tema de nós dois eu sei que vai chorar depois. Você perdeu a chance de ficar calada disse tantas coisas mas não disse nada e em silêncio o seu coração pude escutar te implorando, me pedindo pra ficar..."

Senti vontade de mudar de posição, ao dormir. Abri meus olhos e ouvi ele cantando. Sentei na cama e percebi que sua voz vinha da varanda, decidi ficar na cama e escutar a canção que ele parecia ter feito, agora. 


Ele cantava com tanta emoção que as palavras daquela canção transmitiam, exatamente, o que estávamos passando, naquele momento. Não era, realmente, o momento certo para eu ter tomado aquela decisão, logo quando estávamos encaminhando para uma situação mais estável da nossa relação. Tinha que confessar; eu não queria. Mais eu já estava decidida a continuar no meu sonho, não poderia voltar atrás.

Seria difícil para nós dois, eu sabia que cada lugar que eu fosse, cada mínimo detalhe do meu dia; se eu lesse um livro ou uma música que eu escutasse eu sei que eu iria chorar depois, com saudades dele. Isso aconteceria com nós dois. 

Eu sabia que cada palavra que saísse ou que estava saindo de minha boca, para nos consolar, não diziam nada; não faziam sentido algum. Meu coração gritava para que eu ficasse, para que ficássemos juntos e eu sabia, e tive comprovação, quando ouvi aquela canção.

Enquanto cantava fechava meus olhos e lembrava dos momentos que já tínhamos passado, de quando nos conhecemos naquele camarim, do jantar que tivemos e de sua amizade que recebi. Lembrei de cada momento que vivemos juntos e minha voz embaçou querendo ceder pro choro mais segurei, meu coração gritava pra pedi que ficasse, mais não poderia, era o sonho dela, o momento dela realizar tudo pro seu futuro e a única opção que me restava era poder ficar e torce que ela voltasse o mais rápido possível pro lugar aonde ela deveria estar e nunca sair; Meus braços.

CAPÍTULO CINQUENTA E SETE.


Desci as escadas e o vi no sofá, parecia está envergonhado. Sentei ao lado dele e afundei no sofá. Respirei fundo e liguei a TV, mudando de canal. 

-Ou você controla o fogo ou a gente vai ser expulso dessa casa! Ri e olhei pra ele.
-Ela ficou muito brava? Ele me olhou.
-Só disse que não era mais pra gente ultrapassar os limites, se não te proíbe de dormir aqui. E se ela pegar uma coisa pior nem aqui, mais, você pisa! Só isso! Sorri.
-Eu acho que vou para o hotel...! Ele se levantou.
-Não amor! –Levantei e fiquei na frente dele. –Ela disse que podia, mas não em lugares... "públicos" da casa. Ela acha melhor aqui do que em outro lugar...! Entende? Não me deixa aqui, vai! Fiz bico.
-Não quero prejudicar sua relação com sua mãe! Ele mexia no boné.
-Tudo bem! Ela sabe que eu não sou mais nenhuma criança, nem você! Mais ela só reclamou... por que a gente está aqui na sala!
-Você que começou...! Ele riu.
-Tá! Eu tenho culpa, dessa vez! Sorri.
-Minhas malas estão prontas! Diego desceu mexendo no cabelo.
-A Carol não vai? O Luan o olhou.
-Não! Ela vai viajar com a família dela, não se preocupa Luan, eu e Bruna somos amigos. Ao contrário de você não vou ficar agarrando sua irmã pelos quatro cantos da casa! Ele riu e Luan ficou vermelho.
-Já chega, né Diego?! Levei uma bronca daquelas! Olhei pra ele.
-Eu ouvi e sua mãe tem razão, se ela entrasse aqui com alguma vizinha? A porra ia ficar séria! Ele falou sério e se sentou no sofá empurrando Luan.
-Vem cá! Tem como o maninho me esquecer dois minutinhos e parar de ficar espancando o meu namoradinho durante a vidinha dele? Parei na frente do Diego com os braços cruzados.
-Tá bom! Parei! Diego riu.
-Mô, como só vamos à noite pra São Paulo... Vamos descansar um pouco? O Luan me olhou. 
-Hum... Diego riu.
-Vai se fuder Diego! 
-Bom, acho que você que vai fazer isso agora! Eles gargalharam.
-Tá...desisto de vocês dois, sério mesmo! Não vou descansar, não vou fazer nada disso que as mentes poluídas estam pensado. Sabe o que eu vou fazer? Vou fazer uma panela de brigadeiro, comer sozinha, e vou vir sentar aqui e assistir o filme que vai passar, na TV!
-E eu mais meu cunhado vamos dá uma volta por ai de carro!
-Agora é cunhado! Já pensou em ir pro circo ser palhaço? Sorri indo até a cozinha.
-Cara tem umas gata em uma boate aqui perto...! O Diego provocou.
-Luan Rafael Domingos Santana! Falei firme.
-Amor é ele...
-Aqui agora! Olhei séria pra ele.
-Quer coleira também? Diego gargalhou.
-Diego sabe o que eu vou fazer? Vou na loja com a Carol comprar uma pra você também! Lembra, quando ela fez isso com você também? Pra sair daquela festa?! Sorri.
-É diferente, ok? Luan sentou no sofá calado.
-Não é nada! Aliás, aprendi isso com ela! Sorri.
-Vou subir para o meu quarto! Diego fez careta e subiu.
-Saiu correndo foi? Só por que puxei pro seu lado! Ri.
-Não enche! Ele bateu a porta do quarto e eu ri.
-Amor, vou subir, to cansado...
-Tá chateado?
-Deveria esta? Ele me olhou.
-Sei lá! Quer brigadeiro? Sorri.
-Não, vou subir! Ele tirou boné da cabeça e subiu as escadas devagar.

Olhei ele subir as escadas e fiz o brigadeiro. Esperei o brigadeiro esfriar, assistindo o filme. Quando comecei a comer o brigadeiro, parei com a colher na boca pensando. Levantei, desliguei a TV e subi as escadas, até o meu quarto. Entrei no quarto e o vi dormindo, de barriga pra cima, e sorri. Me aproximei, sentei na cama e melei a boca dele com o brigadeiro. Comecei a beijar, limpando sua boca.

Subi as escadas e realmente estava cansado, me deitei na cama devagar e logo cochilei, meu corpo tava exausto e meus olhos pesados. Alguns minutos depois senti alguém passando algo em minha boca e senti o cheiro dela, abri meus olhos e ela melava minha boca com algo logo depois limpando com a boca.

-Tá gostoso, quer? Olhei pra ele sorrindo.
-Você melou minha boca toda! Ele riu limpando o canto da boca, enquanto se sentava na cama.
-Desculpa, amor! Quer que eu limpe? Sorri.
-Quero! Ele sorriu levantando uma de suas sobrancelhas.
-Quer mesmo? Coloquei mais brigadeiro na colher.
-Quero!

Melei a ponta do nariz dele, o queixo e a boca. Beijei a ponta do seu nariz, o queixo e logo subi até sua boca e beijei ele intensamente. Sentei em seu colo, durante o beijo, e fazia carinho em sua nuca, fazendo ele arrepiar.

Sorri entre o beijo e alisei sua coxa quando ela se sentou em meu colo, quando senti seu carinho em minha nuca me arrepiei e respirei fundo ainda beijando-a. Um desejo incontrolável tomou conta de mim e de leve mordi seus lábios, começando a beijar seu pescoço indo para o ombro onde baixei a alça da sua blusa.

Enquanto ele beijava meu ombro, eu beijava seu pescoço, sentindo a pele dele arrepiar. Ele beijando meu ombro e a respiração dele em minha pele me fez arrepiar. Minha pele queimou, quando ele escorreu suas mãos em minhas costas até tirar meu sutiã. Respirei profundamente e sorri, de olhos fechados, quando percebi que eu e ele iríamos nos amar, mais uma vez, durante aquela tarde.

Foi uma tarde prazerosa pra ambos, as caricias foram intensas, os beijos, os toques, cada detalhe era como se a gente fosse se amar a última vez. Quando vi seu corpo soado sobre o meu minha vontade era de prendê-la em meus braços e nunca mais deixar que ela saísse dali do seu lugar; em meus braços. Nossos corpos se deram por satisfeitos e ficamos ali deitados um de frente para o outro apenas nos beijando, queríamos aproveitar cada segundo um ao lado do outro.

-Ainda tem brigadeiro! Ri.
-Se pudesse passava o resto da vida grudado em sua boca! Ele sorriu alisando meus lábios.
-E se eu pudesse passava o resto da vida sentindo seu gosto, que é muito melhor do que qualquer brigadeiro no mundo! Mordi, levemente, seu lábio.
-Promete que nesse período de dois anos não vai me esquecer?
-Claro que não vou! Eu te amo muito, esqueceu? Alisei seu rosto.
-Tenho medo de te perder...
-Não fica, por que não vai! Não importa o que aconteça, lembra sempre que eu te amo e que meu coração só vai sossegar quando te encontrar. Meu corpo só vai se satisfazer com o seu... Olha, eu vou sempre está aqui! Apontei para o seu peito, no lado do coração, e sorri.
-Eu vivo você! Ele sorriu de leve beijando minha testa.
-Vou chegar aqui cantando suas músicas em inglês! Sorri, enquanto fazia carinho em seu rosto.

Fechei meus olhos sentindo seus carinhos e mais uma vez viajei em meus pensamentos, ela iria pra tão longe de mim e por tanto tempo, seria tão complicado, se já ali deitado na mesma cama com ela já sentia saudades imagine quando ela partisse. Beijei a palma de sua mão segurando e entrelaçando a minha logo em seguida.

-Não fica assim...! Eu sei que é longe, que vai ser muito tempo, mas... Nem eu sei o que dizer, também estou assim, sem rumo que nem você. Acho que eu to tentando te consolar, pra tentar me consolar! Eu já to morrendo de saudades, também! Olhei pra ele.
-Ta tudo bem...
-Não tá nada bem...! Não sei nem por que eu fui me inscrever nisso... Se morresse de arrependimento eu já tava morta! Sentei na cama.
-Amor, é seu sonho eu te entendo. Por mais que doa em nós dois vai ser para o seu bem, você tem que pensar em você antes de qualquer coisa e outra... Já somos, de certa forma, acostumados com a distância! Ele sentou beijando meu ombro.
-Tudo bem! Mais você sabe que essa distância é diferente...! –Olhei pra ele. –Vamo parar de pensar nisso... Cancun nos espera, não é mesmo?! Sorri.
-Sim, e onde vamos ficar é lindo! Ele me deu um selinho demorado segurando firme em minha nuca.
-Imaginei! Vi umas fotos de lá e o lugar é paradisíaco! Sorri.
-Também andei pesquisando umas fotos, lugares e descobri cada lugar lindo por lá!
-É...! E tudo vai ficar mais lindo e perfeito com você!
-Com nós dois e o nosso amor! Ele sorriu e me beijou.

Depois de mais algumas palavras carinhosas, deitamos, um de frente ao outro, e trocamos carinhos e sorríamos sem percebermos. Logo, nos abraçamos e ele me embalou com seus carinhos. Dormimos de conchinha e era o melhor lugar do mundo.