quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E OITO.


Acordei cedo, com o Dan dando leves tapas na minha barriga e logo meu celular tocou, era a Bia dizendo que já estava vindo para Londrina me ver. Dei mama ao Dan e banho nele, ele estava mais calmo o que me tranquilizou.

Preparei algumas coisas para a Bia e o Lucas; bolo, sucos, pães, patês e separei algumas frutas. Como eles chegariam pela manhã decidi fazer um grande café da manhã, para o Luan também, claro. O Dan ficou no colo da tia, enquanto me observava curioso preparar tudo para o café da manhã. Depois que ajeitei a mesa subi para tomar banho, colocando um vestidinho soltinho e ajeitando meu cabelo, para receber os convidados.

Quando tocaram a campainha eu abri um sorriso, queria abraçar minha amiga e estava me sentindo bem por ela ter conseguido ir me ver. Queria saber sobre o noivado dela com o Lucas e saber como estavam indo as coisas lá em Nova York. Abri a porta a abraçando forte. Ela estava mais bonita, parecia que o relacionamento dela com o Lucas estava, fazendo bem aos dois, por que o Lucas estava mais bonito e estiloso do que da última vez. Abracei os dois e quando meus olhos cruzaram com os dele, eu respirei fundo.

-Oi Gabriel! Fica à vontade! O cumprimentei com um aperto de mão e ele entrou.

A Bia babava o Dan e olhava para o Lucas que a olhava e sorria, pareciam está escondendo algo de mim. Sentamos à mesa e começamos a conversar e eu sorria do sotaque da Bia que estava muito puxado; ela misturava palavras em inglês com as em português.

A Bruna me olhou quando viu o Gabriel e parecia me dizer o que eu não precisava que traduzisse; o Luan iria ficar com muita raiva, mas eu não poderia expulsar ele dali. O Dan não estranhou nenhum deles e riu das caretas que a Bia fazia.

Enquanto eu os servia riamos das brincadeiras do Lucas e do Gabriel a Bruna estava me ajudando. Quando terminamos sentamos na sala e o Gabriel segurou o Dan no colo e eu engoli em seco, não queria o Dan ali, nos braços dele, levantei e fui na direção dele quando vi que o Dan iria chorar.

Cheguei em Londrina e fui direto pra casa no carro com Rober, fomos conversando e rindo sobre as histórias que ele me contava das mulheres que ele andava pegando com o Guto e o Juliano. Quando chegamos em frente ao meu condomínio desci do carro o agradecendo e segui pra casa e a saudade do meu filho e da minha mulher só aumentava. Abri a porta e vi uma cena que fez subir uma raiva nunca sentida dentro de mim, fechei a porta com força e me aproximei. 

-Larga meu filho! Falei firme num tom alto.

Quando o Luan chegou batendo a porta, com força, eu já sabia o que iria acontecer. Ele largou as coisas que ele segurava no chão e eu olhei para a Bruna e a Bia, que retribuíram, me dando forças. Quando ele chegou perto falando firme e em um tom alto, deu para perceber que ele estava com muita raiva. O Dan o olhou e começou a chorar assustado com a reação do pai, peguei o Dan do colo do Gabriel, rapidamente, acompanhada pelo olhar do Luan sobre mim.

-Calma, cara! Só segurei o guri, um pouquinho! O Gabriel ergueu os braços.
-Lú calma, o Dan se assustou! A Bia o olhou.
-Meu filho não é nenhum guri! Que direito você acha que tem pra entrar na minha casa?
-Lú, por favor! Bruna tentava o acalmar e ele colocou ela atrás dele.
-Calma! Só vim com...! O Gabriel começou.
-Lú olha, desculpa! A culpada fui eu, ele veio comigo, nem a Manu sabia, desculpa! A Bia o olhou ficando na frente do Gabriel.
-Luan... Por favor! Olhei pra ele com o Dan mais calmo.
-O que é Manuela? Vai defender? Ele me olhou e a Bruna pegou o Dan subindo pro quarto.
-Não, não estou defendendo! E fala baixo, já basta você ter assustado seu filho! Falei firme com ele.
-Lú você quer a gente vá embora? Mais a Manu não teve culpa, nenhuma! A Bia voltou a falar.
-Luan, cara, olha ele veio com a gente por que ele tava lá em casa, comigo. Os pais dele estão viajando... Achamos que não teria nenhum problema, desculpa! O Lucas ficou ao lado da Bia.
-Vocês não têm medo de eu contar a Manuela as armações de vocês, Lucas e Gabriel?
-Do que você tá falando Luan? Olhei pra ele sem entender.
-Cara, não sei do que você está falando! O Gabriel respondeu.
-Cara doido! Vamos Bia, a gente não é bem vindo aqui! O Lucas puxou a Bia.
-Não! Eu quero saber sobre essa história! Conta Luan! Você começou vai ter que terminar! A Bia falou firme olhando séria para o Lucas.
-Ah, você não contou pra sua noiva Lucas? –Luan o olhou falando num tom irônico. –Pois é, esses dois ai armaram tudo pra me separar da Manuela!
-O que? Como assim Lucas? Vocês são uns merdas mesmo! A Bia pareceu irritada.
-Luan não se mete! Fiquei na frente dele o olhando. Falei baixo e firme para ele.
-Ah, não me meter? Ele disse que o filho era dele Manuela!
-Luan isso é entre eu e você! 
-Amiga sério... Eu to indo para o hotel, desculpa por tudo! A Bia se aproximou.
-Amor pára com isso... Vem aqui! O Lucas segurou o braço dela.
-Lucas depois! 
 -Amiga não precisa se desculpar por nada...! Olhei pra ela.
-Abre teu olho com esse idiota! Luan subiu irritado.

A Bia foi embora depois de me dá um abraço forte se desculpando pelo o que ela causou levando o Gabriel. Ela e o Lucas saíram discutindo e eu subi entrando irritada no nosso quarto vendo ele ajeitar as coisas da mochila.

-Satisfeito com o que fez? Bati a porta do quarto.
-Ah, você tá achando ruim mesmo de eu ter aberto os olhos da sua amiga?
-Não interessa! Ela vai ficar mal, ela ama ele! E se fosse pra ela ficar sabendo que fosse de outro jeito, né? Cruzei os braços.
-Amor, olha pereba que nasceu da minha boca! Ele se aproximou fazendo bico.
-Luan eu to falando, sério com... O que foi isso? Olhei pra boca dele.
-Apareceu ontem a noite na minha boca! Ele falava com voz dengosa.
-Quem foi? Olhei pra ele sorrindo
-Não sei mô, apareceu. Quero carinho, tô cansado!
-Não dá pra falar sério com essa sua carinha, né?! –Dava selinhos nele. –Mais é sério!  A Bia vai ficar muito triste, mô!
-Desculpa, é que fiquei com raiva quando vi o Gabriel segurando nosso anjinho! Ele me fez sentar no colo dele.
-Sim, mas tinha que ter segurado, né? Era entre a gente isso... Isso não foi culpa daquela sua mania de ficar arrancando a pelinha do lábio, não? Olhava a boca dele.
-Vou conversar com ela... Acho que é mô, tá doendo pra caramba!
-Tá feridinho mesmo! Tá ardendo? Dei um selinho nele.
-Seus beijos são os melhores sabia?
-Tá mais você assustou o seu filho... Vai lá ver ele depois você vem aqui pra eu cuidar dessa sua boca e do resto também! Sorri.
-Todo o resto? Ele roçava sua boca na minha.
-De tudinho! Sorri.
-Vou lá e volto, tá? Ele disse me dando um selinho demorado. 

Saí do quarto indo em direção do quarto do Dan e sorri quando o vi brincar com a tia, o peguei no colo beijando a barriga dele e lhe pedi desculpas várias vezes pelo que aconteceu e a Bruna também que parecia ainda um pouco assustada. Pedi pra que ela cuidasse do Dan um pouco e ela riu da minha cara.

Quando ele saiu do quarto e eu fui arrumar a mochila dele e a mala. Separando as roupas sujas das limpas e guardei as coisas dele no banheiro e no guarda roupa, se eu não fizesse aquilo ele iria espalhar tudo pelo chão.

-Amor, a Bubu tá brincando com o Dan! Luan entrou no quarto.
-Ela me ajudou muito ontem, principalmente! Guardava uma blusa dele no guarda roupa.
-Tô mais forte? Ele se aproximou tirando a blusa.
-Tá mais gostoso! Sorri olhando pra ele.
-Quer experimentar esse gostoso não? Ele me abraçou por trás.
-Quero sim, todinho! Virei pra ele.
-Ô meu pai! Ele sorriu e me beijou quando começamos a ouvi a campainha tocar desesperadamente.
-Quem será? Olhei pra ele.
-Não sei, vamos ver?!

Coloquei minha blusa de volta e descemos devagar. Manuela veio logo atrás de mim, parei na escada roubando um selinho dela que riu e terminei de descer a escada. Abri a porta e não tive tempo nem de reagi, recebi um soco de alguém que não consegui compreender, caí no chão sem poder me defender.

-Lucas pára com isso! Fui em direção ao Lucas assustada e o empurrei pra tentar afastá-lo do Luan.
 -Sai dá minha frente Manuela! Ele gritava e parecia irritado.

Olhei quem era e senti a raiva subir por cada pedaço do meu músculo, levantei com a mão na boca e com muito cuidado tirei a Manu do meio indo pra cima dele fazendo assim como ele fez comigo, cair no chão enquanto dava socos nele.

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E SETE.

Após me arrumar seguimos para o local do show que estava lotado, atendi meus fãs e a impressa que me fez várias perguntas sobre a foto postada no dia anterior, no twitter, sobre o primeiro mês de vida do Daniel. Dagmar os interrompeu avisando que estava na hora do show. Subi ao palco elétrico, ver aquela galera ali me esperando e gritando me deixava animado demais. O show foi sucesso total e quando saí do palco sorrindo, enquanto conversava com o prefeito que me dava parabéns pelo espetáculo. 

Seguimos para o hotel e chegando lá tomei um banho depois de ajudar o Rober com os presentes dos meus fãs. Me ajeitei na cama e após comer algo liguei pra Manuela que chamou e não atendeu. Estranhei sentindo uma ponta de nervoso e tentei novamente.

O Dan não parou quieto e estava cheio de vontades, qualquer menção que eu fazia de o deixar, no quarto, ou na nossa cama ele já começava um choro. Com a ajuda da Marizete e da Bruna foi tudo mais fácil de fazer elas me ajudavam, enquanto o Dan não queria desgrudar de mim.



Pela noite a Marizete foi pra casa e a Bruna ficou para me fazer companhia, mas o Dan continuava na mesma inquietude. Dei mama a ele na sala, enquanto a Bruna tomava banho para dormir. Ninava ele com o CD do Luan, mas não adiantava ele não dormia.

Subi para o nosso quarto e comecei a embalar ele em meu colo, vi o meu celular tocar mais eu não queria parar de ninar o Dan que parecia querer dormir. O celular tocou mais uma vez e o Dan começou a chorar.

-Oi amor! Tá meio complicado aqui, desculpa não ter atendido antes! Falava com o Dan ainda inquieto e chorando.
-Tá tudo bem? Por que o Dan estar chorando assim?
-Não sei, ele ficou assim o dia todo! Ele não queria mais ninguém além de mim! Até pra eu comer, tive que ficar com ele no colo...! O Dan ficou me olhando falar mais continuava com o bico de choro.
-Coloca no viva- voz amor!
-Tá! Escuta é o papai! –Coloquei no viva-voz. –Pronto amor!
-Filho, tá ouvindo o papai?

Quando eu coloquei no viva-voz e o Dan ouviu a voz do Luan ele ficou quieto. O coloquei sobre a nossa cama com o celular ao lado e fiquei o olhando observar o celular, ele parecia entender de onde vinha a voz do pai. O Dan fez uns sons com a boca e eu fiquei o olhando babona.

-Pode falar, mô! Sorri.
-Olha filho papai volta pra casa amanhã viu? Cuida da mamãe e não fica dando trabalho pra ela, tá?
-Ele tá tentando pegar o celular mô! Você tinha que ver...! Sorri olhando para a carinha de curioso do Dan.
-Amanhã cedo tô ai, já to morrendo de saudade!
-A gente também, né filho? Fala pra o papai! –Olhei para o Dan e ele me olhou voltando o olhar para o celular e deu um dos seus gritinhos. –Viu? Ele tá com saudade! Sorri.
-Coisa linda do papai!
-Canta pra gente papai? Pedi para o Luan.
-Canto!

Sorri com pedido dela e comecei a cantar baixinho com meus olhos fechados na tentativa de me senti mais próximo a eles dois. Cantei a nossa música, a qual nos descrevia do inicio de tudo; "Te Vivo". Enquanto cantava ouvia uns gritinhos baixinhos do Dan fazendo minha vontade de estar com eles aumentar.

Deitei ao lado do Dan na cama, me enrolando e o enrolando com sua manta. Enquanto ele ouvia o pai cantar fazia alguns barulhinhos com a boca me arrancando sorrisos. Até que ele foi ficando, cada vez mais, calmo e começou a brigar com o sono. Respirei aliviada ao ver aquilo, o Dan dormiria, me fazendo descansar.

-Mô, ele dormiu? Luan perguntou baixinho.
-Tá quase dormindo, mô. Ele tá brigando com o sono!
-Mô alisa um pouco abaixo da sobrancelha dele com a pontinha do dedo mindinho bem devagarzinho!
-Tá, bom! 

Comecei a alisar abaixo da sobrancelha do Dan, como o Luan havia me dito e vi que ele fechou os olhinhos, respirando devagarzinho. O Dan se mexeu para ficar um pouco mais perto de mim, colocando uma das mãozinhas em minha barriga. Sorri olhando ele dormir feito anjo e fazendo biquinhos iguais aos do pai.

-Dormiu! Falei baixinho para o Luan.
-Toda vez que ele ficar assim agitadinho, faz isso!
-Tá! Como você descobriu isso? Sorri falando com ele baixo, já tinha desligado o viva-voz.
-Tinha essa mania quando pequeno. Desconfiei que ele tivesse, também!
-Sabia que tinha coisa sua nisso! Será que o papai pode dar atenção a mamãe, agora? Perguntei dengosa.
-Claro que pode, mas sua vozinha tá tão cansadinha!
-Claro seu filho ficou fazendo manha o dia todo... Esgotou todas as minhas energias! Mais e você, como tá? Comeu direitinho? E o show, foi massa?

Ficamos conversando durante um tempo, ambos estávamos cansados o que não nos fez prolongar a conversa. Ri de algumas coisas que ela me contou sobre o Dan, e ela ria das minhas histórias com meus fãs. Adorava quando ela fazia manha pelo celular, isso me deixava derretido por ela e sorria só de imaginar se eu estivesse ao lado dela podendo lhe dá carinho. Desligamos depois de nos despedi e assim que encostei minha cabeça no travesseiro dormi feito uma pedra. 


Dia seguinte acordei cedo, Roberval me ajudou a arrumar minhas coisas e seguimos para o aeroporto, só teria show dali a cinco dias, depois que a Manu ficou grávida decidi folgar mais minha agenda pra poder curti mais ela e o Dan. Ficaria assim durante os primeiros seis meses dele e depois voltaria com tudo. Fui para o aeroporto e assim que entrei no bicuço ele levantou voou. Estava louco pra chegar e casa e matar a saudade do meu pequeno e da minha mulher.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E SEIS.


Dia seguinte fiz um bolo pra comemorar um mês do Dan, ajudei a o Luan dá banho nele e ríamos da cara feia que o Dan fazia quando o Luan fazia caretas ou algo do tipo. Descemos os três juntos e batemos os "Parabéns" para o Dan. Tiramos algumas fotos e uma delas o Luan postou no twitter. 

"Tá ficando veio. Um mês hoje moçada!" 

A tarde seguimos pra casa dos pais dele, que babaram o Dan durante o rosto do dia. Era lindo ver como ele gostava do avô, se pareciam em tudo, igual ao Luan. Marizete, Bruna e eu pareciam hipnotizada com a cena, era lindo ver, pai, filho e neto juntos, quando olhamos uma pra cara da outra rimos de nos mesmas.

Voltamos para casa com o Dan dormindo, segurando um dos meus dedos. Ele chorou quando entramos em casa, para mamar. Dei mama pra ele e, logo, ele dormiu. E logo, eu e o Luan fomos dormir, também. 

-Amanhã você vai viajar que horas?

-Pela manhã!

-Ah! Por que não mais tarde? –Olhei pra ele. –Mô advinha?! A Bia vai vir pra cá e ela quer ver o Dan, ela disse que está farta de ver ele por foto! Sorri.

-Tenho entrevista pela tarde, amor! –Ele me olhou. –Sério? Que massa!
-Ela vai vir com o Lucas... Queria que você estivesse aqui, mas tudo bem! Dei um selinho nele.
-Estava conversando com meu pai hoje amor, e pensei... Vamos contratar uma empregada? Sei lá... Além de te fazer companhia faz as coisas melhor que aquela diarista!
-Por mim, tudo bem! Mais tem que ser uma de confiança, por causa do Dan... E por favor, uma mais velha...! Ri.
-Vou falar com a diarista que ajuda a mamusca, ela deve conhecer alguém de confiança!
-Tá! Confio em você!
-Vamos dormir agarradinhos? Ele sorriu me abraçando por trás.
-Gostei! Sorri.

A apertei pra mim e dormimos da forma que mais gostávamos, sentindo o calor do outro. O Dan acordou, como sempre, pela madrugada e eu o peguei levando até a Manu que o alimentou e logo em seguida ele dormiu, novamente. Acordei cedo e fui direto para o banheiro tomar um banho, não queria me atrasar e escutar os berros de Dagmar. Saí de toalha e a vi, sentada, ajeitando o cabelo.

Me mexi na cama e percebi que ele não estava ao meu lado. Sentei na cama, ainda de olhos fechados, e ouvi ele fechar o chuveiro. Me espreguicei, devagar, abri meus olhos e passei a mão no cabelo, para ajeitar. O olhei, quando ele saiu do banheiro de cueca e sorri.

-Meu dia começou maravilhoso!

-Bom meu amor! Ele se virou pra mim sorrindo, enquanto ajeitava os fios do cabelo.
-Aliás, perfeito! Vem cá! Dá beijo, aqui! Sorri apontando para a minha boca.
-Um só? Ele se aproximou sorrindo e me deitou na cama vindo por cima.
-Vários! Sorri, passando meus braços por trás do seu pescoço.
-Gostei! Ele sorriu me beijando.

Ele deitou sobre mim e começamos a nos beijar, trocando declarações. Ele brincava entre os beijos, me fazendo ri. Mais, logo, nosso beijo foi ficando mais intenso e tudo foi ficando mais gostoso. Beijava o pescoço dele, sentindo o cheirinho dele, mordendo, levemente, a orelha dele, o fazendo arrepiar, até que o Dan chorou.

-Vou ter que acostumar! Luan saiu de cima de mim respirando fundo.
-Vamos! Sorri levantando e fui pegar o Dan.

Fui ao banheiro, novamente, terminar de ajeitar meu cabelo e coloquei minha roupa que já estava escolhida em um cantinho. Me vesti, coloquei perfume e sentei na cama colocando meu tênis, ela entrou com Dan nos braços e sorriu. Retribuir olhando-a sentar ao meu lado começando a dá de mamar para o Dan que a olhava, enquanto mamava.

-Deixei as coisas lá em cima do balcão pra você comer, desde ontem. Come direitinho, antes de ir, tá? Olhei pra ele.
-Tá bom, a Bia vem que horas?
-Ela disse que mais tarde... Na verdade não sei em que fuso horário ela estava falando! Ri olhando pra o Dan.
-Ah, tá! –Ele riu. –Deixa descer pra comer alguma coisa apesar de estar sem fome! Ele beijou minha testa descendo.

Continuei a amamentar o Dan, quando ele desceu, para comer algo. Coloquei o Dan pra arrotar, enquanto separava as coisas para o banho dele. Desci com o Dan e vi o Luan comer e o Dan fixou o olhar no pai e fez uma careta. Ri olhando a careta do Dan e olhei para o Luan.

-Olha a careta do Dan, te olhando?!
-Que foi filhão? Luan sorriu se aproximando.
-Acho que é a comida... Olha o olhar dele! Ri.
-Te entendo filhão, mamar é bem melhor né? Luan riu tocando no nariz do Dan que sorriu.
-Termina de comer, pra eu esquentar a água dele, vai! Ri olhando para o Luan.
- Me dá ele aqui!

Entreguei o Dan ao Luan e fui esquentar a água e, enquanto a água esquentava parei e fiquei observando o Luan brincar com o Dan e sorria. Peguei uma fruta pra comer, estava morrendo de fome, e fiquei pensando se o Dan não estranharia a ausência do pai, já que o Luan ficou em casa, todos aqueles dias.

-Amor trás ele! Peguei a água e subi.

Subi com o Dan nos braços e a ajudei a dá banho nele, dessa vez, pra minha sorte, ele não nos molhou como sempre fazia. Troquei ele sem a Manuela ajudar e logo ele já estava cheirosinho. Beijei o pescoço dele que riu e sorri beijando a bochecha dele o abraçando, sentiria saudade do nosso pequeno apesar de ser apenas um show.

-Filho, papai, aprendeu direitinho não foi?! Olhei para o Dan e para o Luan e sorri.
-Amor, agora eu tenho que ir! Olhei pra ela fazendo biquinho e o Dan me encarou.
-Quem vem te buscar? Olhei pra ele pegando o Dan.
-O Well e o Rober!
-Então a gente vai levar o papai até o carro, né filho?! Olhei pra o Dan que fez bico.
-Amor eu só volto amanhã tá?
-Tá! Fiz bico que nem o Dan que não parava de olhar para o Luan.
-Dá beijo! –Ele me deu um selinho e ouvimos uma buzina de carro. –Chegaram!
 -Olha a carinha do Dan... To sentindo que ele vai querer uma ligação do pai, hoje! Sorri.
-Eu ligo pra falar com você tá bom campeão?
-Vai com Deus, tá? –Alisei o rosto do Luan. –Quer ver o tio Rober? Olhei pra o Dan.
-Cadê meu afilhado! Roberval entrou tirando o óculos escuro.
-Tá aqui! Sorri para o Rober e o Dan o olhou fazendo careta.
-Ai testinha, meu filho não gosta de homem não! Luan riu.
-Vamos Luan? Well entrou e Dan começou a chorar.
-Ai Well, não assusta ele! Ri ninando o Dan, que foi acalmando.
-Tirando onda comigo Manu?! Ele riu saindo com as coisas do Luan. 
-Amor, deixa eu ir pra Dagmar depois não ficar pegando no meu pé!
-Tá! Vai lá! Dei um selinho nele.
-Se cuida! Tchau filho! Luan beijou a testa do Dan que voltou a fazer o bico.
 -Nossa Senhora! O bico igual ao do pai! Rober comentou rindo.
-Você precisa ver as caretas! Sorri olhando para o Rober.
-Tá crescendo e ficando a copia do Luan, nunca vi!
-Pois é! Sorri.
-Tô indo amor, ainda vou ir me despedi dos meus pais. Beijo! Ele me deu um selinho, beijou a testa do Dan e saiu empurrando o Rober que riu.

Ele saiu e o Dan ficou olhando para a porta com carinha de choro. Fiquei embalando ele nos meus braços e ele foi ficando mais calmo. Eu sabia que ele iria estranhar a ausência do Luan, por que o Luan durante a folga não desgrudava do filho, só desgrudou na noite que nós brigamos e nos três dias fora, mas o Dan pareceu entender. Dessa vez ele estranhou e passou o dia inquieto e eu não pudi desgrudar dele, um segundo, mesmo a Dona Marizete e a Bruna estando com ele. O Dan não queria ninguém, além de mim e quando eu me afastava ele começava a chorar.

Entrei no carro já com coração apertado, não queria desgrudar do meu filho em nenhum minuto. Mais gostava de cantar, subi nos palcos e ver minhas fãs loucas com minhas loucuras. Fui conversando o caminho todo com o Rober e ele me contava sobre a mulher que o Gutão pegou me arrancando gargalhadas. Chegamos ao aeroporto e de lá seguimos pra Cuiabá-MT.

O Dan ficou inquieto o dia inteiro, mesmo a Dona Marizete insistindo para ficar com o Dan para que eu pudesse cuidar, um pouco, de mim, eu não pudi deixar o Dan com ninguém, ele só queria ficar comigo. Pela tarde, ele dormiu, depois de mamar, e eu pudi ficar mais tranquila. A Bia ligou avisando que já estava no Brasil e que na manhã, do dia seguinte, iria nos visitar.


O Dan acordou no começo da noite, com fome ficando inquieto, novamente. Coloquei o CD do Luan para tocar e ele ficou mais calmo, mesmo assim rejeitou o colo da avó e da tia. Fiquei com ele a todo o tempo no colo, até para comer. Estava cansada mais compreendia toda aquela inquietação do meu pequeno, ele estava com saudade do pai.

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E CINCO.


-Acho que ele perdeu o sono! Luan riu beijando meu pescoço e Dan nos olhava curioso.
-É! Puxou ao pai! –Sorri. –Se quiser ir dormir, tudo bem. Eu fico com ele!
-Não, vou ficar grudadinho com vocês! Vamos para o nosso quarto e levamos ele!
-Tá bom! Sorri.

Fomos para o nosso quarto e colocamos o Dan entre nós na nossa cama. Brincamos com ele que sorria olhando pra nós dois. Olhei pra Manu que também me olhou e sorríamos. Meu coração estava cheio de alegria, nosso casamento iria voltar a ser como antes e isso estava me deixando feliz e esperançoso. Beijei a bochecha dela quando percebi que havia dormido e fiquei brincando com Dan que não dormiu tão fácil.

Levantei devagar pegando ele nos braços, e comecei a ninar, foi assim até o sol nascer, sentei na cadeira que tinha no nosso quarto com ele sobre meu peito e fiquei alisando as costinhas dele cantando bem baixinho pra ele adormecer.

Acabei dormindo, sem perceber, estava cansada, porém feliz, com tudo o que estava acontecendo. Acordei de manhã, pela claridade do quarto, por causa do sol. Me espreguicei, devagar, e abri meus olhos vendo uma das cenas que eu amava ver; o Luan dormindo com o Dan sobre o peito, mas o Dan estava mais interessado na pulseira que o pai usava, no braço. 


Levantei e fui até eles, agachei ao lado dos dois. O Dan me olhou curioso, mas logo se voltou para a pulseira que estava no braço do Luan. Sorri e levantei beijando a bochecha do Luan.

-Bom dia, meu amor! Sussurrei dando um selinho nele.
-Ele não dormiu? Luan olhou para o Dan que o olhou também.
-Acho que sua pulseira o distraiu! Sorri.
-Ah! –Ele sorriu beijando a cabeça do filho. –Amanhã ele faz um mês, né?
-Nossa! Que pai esquecido, tá vendo Dan? É sim amor, amanhã! Peguei o Dan no colo que continuou a olhar para o pai.
 -Eu não esqueci, só estava confirmando! Ele riu indo no banheiro e o Dan começou a chorar.
-Ok! Eu acredito! –Olhei o Luan levantar. –Papai já vem filho, calma! Acho que tem gente aqui que não quer desgrudar de você! Embalava o Dan, em meus braços e ele se acalmou, mas não tirou a carinha de choro
.-Oh! Quer o papai é filho? Luan voltou do banheiro sorrindo e o pegou no colo.
-Mô to preocupada com ele. Ele não dormiu e ainda não chorou pra comer! Olhei para o Dan, que me olhava enquanto babava a mão, que chupava.
-O que você acha que pode ser? Luan o olhou e alisou as costinhas dele.
-Não sei...! Ele não chorou, então não está sentindo nada... Será que se eu der mama a ele...! O Dan não me esperou terminar e me olhou e começou a chorar.
-Foi você falar! O Luan me deu ele sorrindo.
-É! Tomara que seja isso...! 

Segurei o Dan e sentei na nossa cama o colocando para mamar. Ele começou a mamar e parecia com fome, colocou uma das mãozinhas sobre o meu peito, me fazendo respirar aliviada. Os olhinhos dele começaram a ficar pesados e ele parecia brigar para não fechá-los. O Dan estava lutando com o sono e por algumas vezes parou de mamar, por causa do sono, me fazendo sorrir.
Sentei ao lado dela observando e alisei o cabelo dela beijando seu ombro e logo em seguida o pescoço. Adorava admirar a cena dela alimentando nosso pequeno, o Dan parecia estar com bastante fome e chegou a segurar o seio dela nos fazendo sorri. Ele lutava contra o sono mais acabou sendo vencido, enquanto mamava. Manu permaneceu como estava e de vez enquanto ele fazia movimentos com a boca puxando mais leite.

-Acho que ele queria o carinho da mãe, pra dormir! Olhei para o Luan, mas não tirei o Dan do peito.
-E eu dou toda razão a ele, seus carinhos são os melhores!
-Besta, te amo! –Dei um selinho no Luan e tentei tirar o Dan do peito, mas ele quase chorou. –É,... Esse menino tá com fome mesmo! Ri.
-Tá mesmo, queria eu pode tá ai no lugar dele! Luan riu beijando meu pescoço.
-Que merda, amor! Pára, com isso! Ri.
-Também te amo! Ele riu.
-Ok! Vai saber colocar a água na banheira? Olhei pra ele sorrindo.
-Mais ele tá dormindo amor! Luan fez cara de pena olhando para o Dan.
-Mais tem que dar banho nele agora amor, se deixar pra mais tarde ele pode ficar resfriado...!
-Tá! Tudo bem!

Desci indo na cozinha e preparei a água do Dan, subi alguns minutos depois e a ajudei a dar banho nele que chorava. Ele estava sonolento e isso me deixou com pena dele. Colocamos a frauda nele uma roupinha fresquinha e logo ele mamou, mais uma vez e dormiu nos braços da Manu. 

Assim que ele dormiu tomamos banho juntos como não fazíamos há muito tempo. Trocamos carinhos, beijos e caricias em meio a sorrisos bobos e apaixonados quando olhávamos um para o outro. Nossos olhares falavam tudo que em palavras não iríamos dizer, naquele momento. Transbordávamos felicidade e não queríamos esconder de ninguém. 

Fizemos o almoço juntos, a cozinha ficou uma bagunça só, Luan era muito desajeitado mais fazia de tudo pra me agradar e eu achava isso fofo lhe dando selinhos quando tínhamos oportunidade. Almoçamos juntos, como há muito tempo, não fazíamos e arrumamos toda nossa bagunça após almoçar. O Dan dormiu a tarde toda o que contribuiu pra que eu e o Luan aproveitássemos aquela tarde de um friosinho gostoso pra namorar. Assistimos a um filme em baixo das cobertas mais Luan não me deixava ver de forma alguma me roubando beijos e fazendo uma de suas brincadeiras.

Tive que interromper o nosso momento por que já estava na hora de ver se o Dan estava com fome ou se a frauda dele não estava suja. Ele me acompanhou e fez uma cara feia quando viu que o Dan tinha feito cocô. Eu ri da cara que ele fez, e troquei a frauda dele. Tivemos que levar o Dan para o quarto conosco por que nem comigo nem com o Luan ele dormiu.

Ficamos brincando com Dan e Luan às vezes parecia uma criança com as palhaçadas que fazia. O Dan por ter dormido a tarde toda demorou bastante pra pegar no sono, dessa vez o Luan dormiu primeiro e eu depois de amamentar o Dan dormi, depois que o coloquei em seu quarto. Fiquei o admirando um tempinho e sorri, estava feliz por meu casamento esta novamente bem e suspirei dando um beijo na testa do meu pequeno que dormia feito um anjo. 



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E QUATRO.


-Mô? Chamei ele.
-Oi! Ele se virou pra mim.
-Deixa eu... Me deixa dormir com você, por favor? Ele me olhava e parecia saber o porquê.
-Deita ai!

Deitei na cama, ao lado dele, e ele nos cobriu, mas não me abraçou. A chuva continuava forte e a cada segundo ficava mais assustada. Virei pra ele, e ele estava de costas pra mim, cheguei mais perto dele, tinha que sentir, pelo menos, o cheiro dele, que me fez recordar mais ainda nossas noites de amor, me fazendo arrepiar.

Nos cobri após ela deitar e virei de costas pra ela fechando meus olhos com força, estar na mesma cama que ela nunca tinha sido tão torturante. Senti ela se aproximar e quando senti o calor do seu corpo minha pele inteira se arrepiou e apertei o cobertor com força. Me virei pra ela juntando todas as minhas forças e sabia que ela estava com medo. Passei meu braço em volta dela que colocou a cabeça sobre meu peito e fechei meus olhos.

Quando ele virou fiquei o olhando, ele passou os braços sobre mim e eu pousei minha cabeça sobre o peito dele, eu estava assustada precisava do abraço dele. Mais confesso que foi difícil por que senti o calor do corpo dele foi, pela primeira vez, torturante. Passei minha mão sobre a sua barriga e fiquei alisando sua perna com meu pé; ele se arrepiou e eu sorri.

-Será que o Dan não tá assustado?
-Não, eu passei por lá e ele dormia feito um anjo... Parece que ele tá zombando de mim, por que eu to morrendo de medo e ele nem aí! Sorri.
-Ele é homem! Ele sorriu.
-É! E ainda bem que corajoso, também! Olhei pra ele.
-Pois é! Deste pequeno!
-É...! Desculpa ter te feito dormir aqui! Sentei na cama o olhando.
-Tudo bem! Ele sorriu pousando o braço sobre a testa.
-Como foi os shows?
-Foram tranquilos. Sempre cheios, graças a Deus!

A gente ficou se olhando parecia que os dois queriam o mesmo, mas nenhum tinha coragem. Deitei ao lado dele, novamente, e segurei a mão dele quando vi outro relâmpago.

-Que muié medrosa! Ele riu.
-É desde pequena, um primo meu ficava me colocando medo...! Olhei pra ele.
-Tem alguma coisa que você quer me dizer?
-Dizer, exatamente não...!

A olhei e mordi meus lábios aquilo já estava se tornando mais que torturante, sentei na cama ainda olhando-a e tirei a coberta de nós dois.

-Que foi? O olhei e meu corpo inteiro arrepiou.

Levantei ela fazendo-a se sentar e a beijei sem dizer nada. Fiz ela sentar em meu colo e alisava suas costas, tirei a parte de cima da camisola dela e comecei a beijar seu pescoço passando a língua e dando leves mordidinhas. A queria e não adiantava mais esconder e nem segurar aquele desejo.

Ele me levantou e eu me encaixei no corpo dele. Ele tirou minha blusa e, enquanto ele beijava meu pescoço meu corpo, inteiro, arrepiou. Eu o queria. Eu queria sentir tudo aquilo de novo. Beijei dele intensamente, e beijava seu pescoço, queria sentir o cheiro dele, que logo iria ser substituído por nosso cheiro.

A deitei com delicadeza e apesar daquele todo desejo entre nós dois, queria fazer tudo devagar para matarmos a saudade com muito prazer. Queria fazer amor com ela. Tirei a parte debaixo da camisola dela e, logo depois, minha bermuda entrando entre suas pernas. A beijei novamente e alisei sua coxa indo até a cintura onde apertei com força. Encaixei nossos corpos formando um só, e sussurrei em seu ouvido mordendo sua orelha.

Quando ele se encaixou a mim meu corpo arrepiou senti que éramos um só. Ele sussurrou em meu ouvido me fazendo sentir ainda mais vontade dele. Ele fazia tudo devagar, par que sentíssemos tudo com mais intensidade e prazer. Estávamos fazendo amor, como sempre fazíamos quando ele voltava de suas viagens.

Fazia leves movimentos, porém muito prazerosos, apertava sua coxa com vontade e lhe beijava com carinho. Nossos corpos estavam quentes e ambos começamos a suar fazendo nosso suor se misturar da forma que gostávamos. Ela gemia baixinho em meu ouvido me deixando ainda mais louco de vontade dela.

Ele fazia movimentos leves, me deixando louca, e sentia nossos corpos suor se misturar, me dava ainda mais prazer. Não resista aos toques dele, ele apertava minha coxa forte, porém delicadamente. Gemia em seu ouvido, baixinho, o fazendo arrepiar. Passava suavemente as minhas unhas sobre suas costas e a cada movimento dele, sobre mim, eu queria mais.

Lhe dei um selinho demorado e sentei devagar trazendo ela comigo, encaixei nosso corpo novamente e a ajudava fazer leves movimentos. Estávamos totalmente suados e o desejo, prazer e amor tomavam conta daquele quarto nos deixando, ainda mais, apaixonados um pelo outro. A beijei na boca novamente alisando suas costas e segurei firme em sua nuca inclinando, um pouco, de sua cabeça pra trás e passei minha língua até chegar em sua boca onde mordi e puxei seu lábio a beijando em seguida.

Quando ele se sentou me levando junto a ele, me encaixei, ainda mais firme, nele. Ele e eu estávamos tomados de tanto desejo, que transparecia em nosso cheiro que inundou todo o quarto. O quarto estava como a gente, sempre, deixava; bagunçado, com nossas roupas espalhadas por todo o chão. E eu amava ver tudo aquilo, de novo.

Passamos a noite assim nos amando sem vontade de sair dali e congelar aquele momento pra sempre. Era maravilhoso tê-la em meus braços entregue a mim, e ter a certeza de que naquele momento ela era só minha. Quando nossos corpos se deram por satisfeitos, deitamos na cama com ela pousando a cabeça sobre meu peito. Beijei sua cabeça respirando acelerado assim com ela e sorri.

-Amor...! –Subi indo até sua orelha. –Faltou uma coisa...! Sussurrei e mordi levemente a orelha dele.
-O que falta? Ele me olhou sorrindo.
-Te amo...! Beijei o pescoço dele.
-Te vivo! Ele me deu vários selinhos, finalizando com um demorado.

Sorria, pra ele, enquanto continuava a dar nele selinhos, por todo o rosto. Estávamos começando de novo e ainda mais apaixonados, isso eu tinha certeza. O Dan começou a chorar e eu ri da cara que o Luan fez.

-Vai você ou eu? Olhei pra ele.
-Os dois! Ele sorriu.
-Tá! 

Levantamos e nos vestimos e fomos abraçados até o quarto do Dan e quando ele nos viu se acalmou. Peguei ele no colo e o Luan continuou abraçado a mim, por trás. Ele cantava baixinho, para o Dan e ele nos observava e parecia não está com sono.

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E TRÊS.


Quando ele me jogou na cama sorri pra ele e, logo, ele estava sobre mim. Tirou a blusa da minha camisola e eu me arrepiei inteira, sentindo ele beijar meu pescoço e boca, mesclando mordidas e sugadas, leves. Quando ele estava beijando minha barriga ouvi o Dan começar a chora, respirei fundo desejando que fosse sonho. Meu corpo queria o dele, nossos corpos se queriam, mas o Dan já chorava muito alto.

-Mô deixa eu ir lá! Minha respiração já estava falha.
-Ele vai parar de chorar... Ele continuava a beijar meu pescoço alisando minha coxa com força.
-Mô ele tá com fome... Ele não vai parar! Eu vou e volto...! Falava baixo em seu ouvido.
-Eu vou pirar! Luan saiu de cima de mim com as mãos no rosto e voz de choro.
-Calma! Cinco minutos... Prometo! Eu também quero muito! Sorri vestindo a minha blusa, saindo do quarto.

Fui ao quarto do Dan e quando o peguei ele se acalmou. Sentei na poltrona e o coloquei para mamar. Olhava o Dan comer e não o culpei. “Mais por que ele não conseguia dormir uma noite, inteira?”, pensei. Eu queria muito ser do Luan, queria matar essa saudade que já estava enlouquecendo, nós dois.

Coloquei o Dan para arrotar, troquei sua frauda e comecei a niná-lo. Ele custou a pegar no sono, quando isso aconteceu voltei para o nosso quarto ouvindo a água do chuveiro cair. 

-Não vai querer mais? Abre a porta do banheiro.
-Esquece! Ele falava com a cabeça encostada sobre o braço que estava apoiado na parede.
-Sério? Que pena! Olha, isso tudo era pra você...! Deixei a minha camisola cair no chão.
-Toma! Ele jogou uma toalha pra me cobri.

Olhei pra ele respirei fundo, não acreditei no que ele tinha acabado de fazer. Me vesti e saí do quarto desci para a cozinha, fui beber água; eu não aguentava mais e eu sabia que ele também não. "Por que o Dan foi acordar?", me perguntei.

Saí do banheiro me secando e me vesti, me olhei no espelho bagunçando meu cabelo e respirei fundo, aquela situação tava insustentável. Olhei algumas coisas no celular e deitei na nossa cama. Estava com saudades dela, de dormir abraçado a ela e a cama tinha o cheirinho dela o que me fez sorri.

Subi depois de ajeitar algumas coisas na sala; estava procurando desculpas para conter minha vontade dele. Subia as escadas e não iria aguentar dormir com ele na mesma cama, sem sentir o calor dele, sem ser dele. Cheguei ao quarto e o vi deitado na cama, e respirei fundo e cruzei os braços me encostando na parede.

-O que você tá fazendo ai, posso saber?
-Esse seria o nosso quarto... A nossa cama? Ele me olhou.
-Me faz um favor, dorme lá no de hóspedes... Aliás fica ai que eu vou! Fui até a cama e peguei meu travesseiro.
-Não, tudo bem eu vou! Ele levantou e saiu fechando a porta.

Deitei na cama de vez, e coloquei meu travesseiro no rosto e comecei a morder o travesseiro. Estava ficando maluca, pensava nele e nas nossas loucuras o tempo todo. Lembrei as nossas noites de amor, do quanto era bom sentir o nosso cheiro na pele dele, nosso suor misturado, a mão dele passando por minha pele, os nossos beijos intensos. Liguei o ar condicionado na menor temperatura e me cobri inteira, pelo fio que sentia.

Entrei no quarto de hospede respirando fundo e me fechei a porta sem trancar, me joguei na cama colocando o braço sobre a testa e fechei os olhos, aquela vontade que estávamos sentindo estava se tornando incontrolável. Deitei de bruços tentando dormi e quando fechava os olhos os nossos momentos juntos vinham em mente me deixando fora de mim.

Enquanto tentava controlar meus pensamentos, que só iam aos nossos momentos. Começou a chover forte fiquei olhando as gotas da chuva, deslizarem sobre o vidro. A chuva foi ficando ainda mais forte e eu fiquei assustada, eu tinha medo de trovões e relâmpagos e ele não estava ao meu lado pra eu me sentir segura.

Começou a chover forte, olhei pela janela e percebi que estava forte e relampejava, olhei para o outro lado amassando meu rosto no travesseiro e respirei fundo, queria fugi dali, saí correndo mais aquela hora e nessa chuva não tinha condições. Deitei novamente de bruços e ajeitei o travesseiro fechando meus olhos.

Quando começou a trovejar e relampejar me cobri inteira, com o lençol, estava assustada. Não iria consegui dormir sem o abraço dele, eu tinha que tentar. Levantei e depois que olhei o Dan, abri a porta do quarto de hóspedes, com cuidado, sem fazer barulho. O vi deitado de bruços e ele estava mais forte, mais bonito, respirei fundo e sentei ao lado dele. Me segurei para não tocar nele, queria muito, mas apenas me aproximei dele.


CAPÍTULO CENTO E TRINTA E DOIS.


Entrei no quarto do Dan e vi se com ele estava tudo bem, ele dormia tranquilo e eu sorri. Me afastei do Dan e lembrei do Luan atrapalhado ao me ver, ri sozinha e saí do quarto. Vi que a porta do quarto de hóspedes estava fechada e por impulso abrir, vendo-o deitado de cabeça pra baixo, sorri.

-Se precisar de alguma coisa, to no quarto, tá? Sempre estarei lá! Encostei a porta saindo de lá sorrindo.

Aquela noite foi complicada pra dormir, rolei na cama durante muito tempo e meus pensamentos eram direcionados a ela. Respirei fundo diversas vezes tentando dormir e mesmo cansado não conseguia. Levantei da cama sem camisa mesmo e fui ao quarto do Dan, ele dormia tranquilamente e parecia um anjo de tão lindo, sorri alisando a mãozinha dele e lhe dei um beijo demorado na testa. Desci até a cozinha e peguei um copo d'água encostando na pia pra beber.

Entrei no quarto me deitei, na cama e meus pensamentos foram nele; estávamos tão perto, mas tão longe. Me enrolei e virei de lado, senti falta do calor dele, sempre dormíamos abraçados. Fechei meus olhos e fui embalada a um sono leve, porém me levou direto a um sonho, que me fez acordar assustada.

Desci pra beber água, minha boca tinha secado pelo susto. Quando cheguei ao final da escada o vi na cozinha, mas continuei do jeito que estava; de camisola, com uma das alças caindo do ombro e aparentava, ainda está assustada. O olhei e fui direto pegar um copo.

Estava bebendo água quando a vi descer e parecia assustada, com algo. A olhei curioso querendo desvendar o que havia acontecido e ela se aproximou pegando um copo sem falar uma palavra. Levantei a sobrancelha e não pude deixar de reparar na alça da sua camisola que deslizava pelo seu braço deixando seu ombro nu. Coloquei o copo na pia e fui pegar algo pra comer. 

-Tá tudo bem? Perguntei, enquanto pegava uma fruta.
 -Tudo! Só um sonho maluco... E você? Colocava água no copo.
-Tudo bem, também!
-Ah! Esqueci de falar, fui na médica esses dias e ela me liberou pra fazer tudo... –Bebi a água. –Achei que ia gostar de saber, já que você disse que se preocupa comigo! To lá no quarto...! Segui para a escada.
-Manu...!
-Oi! Olhei pra trás.
-Quero o divorcio! Decidi brincar pra mantê-la na cozinha.
-O que? Olhei pra ele sem entender e assustada.
-Eu quero me separar!
-Você veio até aqui, pra me dizer isso? Me irritei indo até ele.
-É que... Eu tô apaixonado por outra...! Me segurei para não ri, era bom vê-la com ciúmes.
-Ah! É? Que ótimo! Felicidade para os dois, depois me manda o convite do casamento... Agora só uma pergunta: por que não foi dormir com a... Com ela? Estava irritada e com medo ao mesmo tempo.
 -Por que há uns dias atrás a gente conversou e eu decidi dar um tempo na nossa relação, mas com três dias que passamos distante percebi que minha vida sem ela não faz sentido algum e que de todos os meus acertos na vida o melhor e maior foi ter conquistado ela! Ele me olhou profundamente.
-Ah! Enfim, se você quiser eu assino os papéis...! Ergui uma das sobrancelhas e virei às costas sorrindo.
-Ei! -Ele me abraçou por trás beijando meu pescoço e pôs a mão na minha barriga por dentro da camisola alisando-a. –Você, sabe a quem me refiro não sabe?
-Sei não... Que coisa feia Luan, traindo ela comigo? Me afastei dele, mesmo querendo muito ficar, e segui subindo as escadas. Se ele brincou eu também podia.
-Manu, na boa chega de brincar, não aguento mais!
-Sério? Coincidência...! –Parei no alto da escada. –Olha, mô! A alça da minha camisola tá caindo! Sorri pra ele e entrei no quarto.
 -Amor... Ele entrou no quarto com cara dengosa.
 -Que foi? Olhei fixamente pra ele.
-Vem cá! Ele se aproximou.
-Pra que? Sorri mordendo meu lábio.
-Pra gente fazer amor! Ele me deu uma juntada me puxando pela cintura e me beijou.

Me deixei ser conduzida, foi os lábios dele se encontrarem com os meus que meu corpo inteiro estremeceu. O beijei intensamente, segurando sua nuca, senti o gosto dele, novamente, foi tudo pra mim. Senti um desejo enorme por ele, quando ele me juntou ao corpo dele, segurando firme minha cintura.


-Eu sou sua! Faz de mim o que quiser...! Sussurrei em seu ouvido, mordendo, levemente, sua orelha.

Quando a beijei senti minha pele toda queimar de desejo por ela, apertei firme sua nuca beijando-a com todo desejo e amor que estava dentro de mim e que deixei escondido durante esses dias. Quando ela sussurrou em meu ouvido umas palavras senti minha pele arrepiar me fazendo desejá-la, ainda mais. A beijei novamente com toda vontade e extraia dela todos os gostos possíveis com minha língua, fui andando em direção à cama e tirei a blusa da camisola dela jogando no chão.

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E UM.


Aquele dia foi mais tranquilo, acho que o ver saindo pela porta para ir fazer shows me reconfortava; assim não precisaria mentir para mim mesma. Cuidei do Dan na companhia da Bruna, que babava o sobrinho a todo o momento. Cuidava do Dan e me dedicava a isso a cada segundo, ficava calada e a Bruna me olhava preocupada. Ela me observava e via que eu comia forçadamente, por que eu sabia que estava amamentando o Dan, por que se fosse por mim não faria.

Deixei o Dan na casa dos pais dele quando eu fui à médica ver se estava tudo bem e se ela me liberasse do resguardo. Quando saí da médica, saí feliz, por que eu estava livre para fazer amor com ele, novamente. Me peguei triste por não saber quando isso aconteceria, mas iria fazer de tudo para que isso acontecesse.

Em uma noite, o Luan me ligou e parecia preocupado comigo; a Bruna tinha comentado com ele sobre meu comportamento. Não fiquei animada com sua ligação, por que o interesse dele era o filho.

-Está tudo bem, eu vou ficar viva pelo Dan, não se preocupe! Falei ironicamente.
-Você sabe que me preocupo com você!
-Tá! Foi mal! Como você tá?
-Tô levando! Tô há mais de 20 horas sem dormir!
-Vai dormir! Você tem que se cuidar mais que eu... Não tem ninguém te vigiando não? Sorri.
-Nem tem como, já tô indo pra outra cidade, meu último show, terminando vou direto pra Londrina!
-Ok! Vai vir ver o Dan, só mais tarde, né?
-Vou ir dormi ai, tem problema?
-Não, nenhum! A casa é sua! Vai ser bom...! Sorri, ao saber daquela notícia.
-Então, assim que acabar o show eu sigo pra casa. Se for pra casa dos meus pais eles vão encher de perguntas e tô meio de saco cheio pra isso. Bom... Agora tenho que ir Manu, se cuida viu linda? Beijos!
-Tá! Beijo! Sorri e essa seria uma grande chance pra mim.

Desci e avisei a Bruna que ela poderia ir para casa que o Luan iria chegar depois do show. A agradeci pela ajuda, daqueles dias, e ela foi embora depois de se despedir do sobrinho. Dei mama ao Dan, antes de ele dormir e fui direto para o nosso quarto. Tomei um banho demorado passando o óleo que deixava meu corpo com o cheiro que ele gostava e vesti a camisola que ele gostava de me ver vestida.

Eu não sabia exatamente o que eu iria fazer ao o que estava fazendo, mas algo me dizia para eu me portar daquele jeito e assim eu fiz. Esperar por ele acordada eu não aguentaria, então dormir no nosso quarto. Levantei durante a noite para cuidar do Dan e voltei a dormir, estava com sono.

Assim que desliguei o telefone segui pra van que já me aguardava para seguirmos viagem para a próxima cidade que teria show. Durante o caminho fui conversando com o Roberval sobre algumas fãs e ríamos bastante dos comentários que o Well e o Guto faziam. Quando chegamos ao aeroporto atendi algumas fãs que me esperavam e logo entrei no bicuço, dormi um pouco durante a viajem mais meus pensamentos e sonhos sempre iam de encontro com ela; Manuela. 


Atendi minhas fãs no camarim e a última que entrou chamou bastante atenção dos rapazes da produção, e confesso que a minha também. Era linda, loira e tinha um corpo lindo, mas assim que tirei a foto com ela, o Guto me fez um sinal que me fez ri, ele queria ficar com ela e eu o ajudei falando com a mulher que riu olhando pra ele quando lhe disse. 

O show foi tranquilo e um sucesso total, era bom demais subi ao palco e fazer aquele mar de gente cantar e se emocionar junto comigo. Meus fãs, sem duvida, eram os melhores do mundo e vê-los ali, sempre presentes, em todos os meus shows me deixavam sem palavras. Quando finalmente o show acabou segui para o camarim e atendi a impressa, assim que terminei troquei de roupa e segui pra Londrina. No bicuço dormi pesado, estava muito cansado e meu corpo pedia nada mais que cama. Senti alguém me cutucando e quando abri meus olhos vi o Rober me chamar. 

Peguei meu carro e mesmo cansado arrisquei em ir pra casa dirigindo, não era muito longe dali e isso me deu uma segurança. Entrei no condomínio dando boa noite ao vigia e estacionei pegando minhas coisas. Tranquei o carro e entrei devagar em casa, estava tudo escuro e ela provavelmente dormia. Subi as escadas devagar e a porta do nosso quarto estava entre aberta, entrei com cautela e a vi dormir desenrolada com a camisola que amava e seu cheiro tomando conta de cada parte daquele quarto, sua coxa e barriga estavam à mostra e ao ver aquela cena respirei fundo. Toquei de leve seu rosto e ela se mexeu devagar.

Enquanto dormia senti algo no meu rosto e me mexi, na cama, mas continuei a dormir. Não sabia o que estava acontecendo mais aquela noite meu sono estava, um pouco, mais pesado. Me virei na cama ficando de barriga pra cima e uma das minhas mãos pousou na minha barriga, fazendo minha camisola subir, um pouco, mais. Continuei a sentir algo no meu rosto e reconheci o calor dele, mas permaneci quieta.

-Manu!
 -Hum...! Permaneci de olhos fechados.
-É... Cheguei tá? Tô... Tô indo dormir!
-Quer ajuda lá? Abri os olhos e vi os dele percorrerem todo meu corpo.
-N... Nã... Não... T... Tá tudo bem!
-Mesmo? Não quer comer nada, antes de ir dormir? Me ajeitei na cama.
-É melhor eu ir dormi, boa noite! Ele saiu rápido do quarto deixando a porta aberta.

Controlei minha risada e saí, logo atrás dele para ver o Dan. Vi ele olhar pra trás e tropeçar, em algo, o fazendo esbarrar em um porta retrato, que quebrou. Fui até ele, para ajudá-lo e ele pareceu ainda mais nervoso.

-Que foi? Perguntei.
-Nada não, é... Será que o Dan acordou com esse barulho? Nossa!
-Não sei, mas pelo visto não, por que ele não chorou! Quer ajuda pra limpar? 
-Não, pode ir dormi! Ele falava sem olhar pra mim.
-Tá mais forte... Diga ao Guto que ele está fazendo um ótimo trabalho! –Sorri me aproximando dele, cheirando o seu pescoço. –E cheiroso, também. Já tomou banho, então, né?
-Tomei...! Ele me olhou e senti ele respirando fundo.
-Deixa eu ver o Dan, mas se quiser tomar outro banho ou outro lençol, lá no nosso quarto! Acho que já sabe, onde fica! Me afastei dele sorrindo. 

A olhei se afastar e ela andava de um jeito provocante, engoli em seco sentindo meu coração acelerar de uma forma incrível e sentei de vez no chão passando mão no cabelo. Eu precisava senti o calor dela, precisava saber que ela ainda era minha. Terminei de cantar o vidro e entrei no quarto de hospedes. Fechei a porta sem trancar e tirei minha camisa sentando na cama de cabeça baixa.