sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA.


Com seus carinhos acabei dormindo, e fiquei por lá mesmo no sofá se acordasse não dormiria mais. Acordei com minha mãe me cutucando, abri meus olhos e como se soubesse de tudo ela apenas me abraçou. Um abraço confortante que me fez deixar a emoção falar mais alto.

Acordei cedo, com o Dan se mexendo, mas ele apenas me olhava, parecia ter perdido o sono. Levantei e fiz tudo como sempre fazia; dei mama ao Dan, o dei banho e fui tomar banho depois que ele dormiu.

No banho demorei, chorei tudo o que, ainda, estava entalado em mim. Me senti sozinha, sem ninguém, eu precisava de um abraço e o Di e minha mãe estavam longe dali. Sentei, no chão do banheiro, debaixo do chuveiro, e abraçando meus joelhos continuei a chorar, a dor aumentou, quando lembrei a minha mãe e do Di.
Tomei café com meus pais mais não conseguia comer nada, estava morrendo de saudades do Dan e precisava vê-lo, conversei algumas coisas com meu pai e logo subi pra tomar um banho. Mil coisas passavam pela minha cabeça ao mesmo tempo, me sentia culpado em deixa-la sozinha, apenas com o Dan. Era minha obrigação protegê-la e estar com ela, depois que havia tirado ela de sua cidade, e de sua mãe e irmão. Me arrumei e após avisar aonde iria entrei no carro acelerando. 

Cheguei em frente ao nosso condomínio e demorei um tempo pra entrar, estava criando coragem de encará-la. Estacionei em frente a nossa casa e desci do carro, peguei a chave no bolso e abri a porta vendo a sala vazia. Olhei a cozinha vendo assim como a sala vazia e subi devagar, ela estava sentada na cadeira de balanço com o Dan cantando uma música minha.

Depois de ter chorado tudo o que eu podia e que não podia, em baixo do chuveiro, saí do banho me enxugando devagar, escovei meus dentes e não sentia nenhuma vontade de comer. Ainda de toalha, não resistir a pegar o Dan e me sentar na poltrona, no quarto dele, e comecei a o embalar. Lembrei uma das músicas do Luan, que ele havia feito pra mim, e comecei a cantar baixinho. O Dan abriu os olhinhos e ficou me olhando quietinho.

Meus olhos encheram de lágrima vendo aquela cena, senti meu coração ficar menor que uma ervilha, permaneci calado durante um tempo só observando e quando a vi chorar olhei para o teto respirado fundo e bati de leve na porta fazendo ela direcionar o olhar pra mim.

-Oi! –Olhei pra ele segurando minhas lágrimas. –Olha filho quem veio te ver, o papai! Olhei para o Dan.
 -Ele tá... Acordado?
-Tá, sim! Olhei para o Luan.
 -Posso pegá-lo?
-Claro, eu aproveito e vou me vestir! Entreguei o Dan a ele e fui para o quarto.

Peguei o Dan no colo devagar e a vi saindo de toalha, ela estava linda, seu corpo e cabelo molhados me deixaram em transe. Olhei para o Dan sorrindo e cheirei sua cabecinha, aquele cheirinho dele me acalmava. Segui até o nosso quarto com ele nos meus braços e fiquei observando a Manu trocar de roupa, quando ela deixou a toalha cair no chão senti cada parte do meu corpo arrepiar. Olhei para o Dan que me observava curioso e sorri descendo pra sala, aquela cena não saia da minha cabeça e minha real vontade era entrar naquele quarto e fazer dela a minha mulher como não fazia há tempos.
Me vesti, coloquei um short jeans, curto, e uma blusa regata que era, um pouco, justa. Penteei meu cabelo e respirando profundamente, desci as escadas o vendo com o Dan. Fui até a cozinha para preparar algo para comer; apesar de não está com fome tinha que me alimentar, por eu está amamentando.

Quando a vi descer deixei que um leve sorriso escapasse, ela estava linda e parecia uma menininha com a roupa que usava. Olhei para o Dan disfarçando e percebi que ela foi pra cozinha, na certa preparar algo pra comer. Continuei na sala com o Dan e sentei no sofá brincando com ele que as vezes sorria quando beijava sua barriga lhe fazendo cócegas.

Comi calada, no balcão da cozinha. O observava com o Dan e imaginava e se fosse assim? Eu e ele separados. Eu não aguentaria. Mais tinha que esperar, tinha que respeitar o tempo que ele pediu, senão estaria forçando demais. Lavei os pratos e fui até a sala.

-Vai viajar hoje, né? Perguntei.
 -É, daqui a pouco!
-Sabe quando volta? É que eu tava pensando em ir pra Salvador, com o Dan...!
-Não acha que ele tá muito novinho pra viajar? Espera mais um tempinho, falei com a Bru e ela vem ficar aqui contigo esse tempinho. Eu não demoro, só são três shows!
-Tá! Não vou discutir... –Baixei os olhos. –Tudo bem, eu fico com a Bruna! Segurei o choro, eu queria ir pra casa.
-Chama sua mãe pra vim pra cá!
-Eu já falei com ela... Por esses dias não vai dá o Di tá todo enrolado com o casamento, dele! Vou subir, tá? O avisei olhando o Dan.
-Tudo bem, eu... Já estou indo. Tenho que viajar!
-Tá! Olhei ele se despedir do Dan e fiquei cheia de esperanças para um possível abraço.
-Te ligo...! Ele me olhou mexendo no cabelo após me entregar o Dan.
-Tudo, bem! Olhei para o Dan e meu coração ficou pequeno, novamente.
 -Se cuida, e cuida dele! Ele beijou minha testa demoradamente.
-Vou, sim! Se cuida, também, e vai com Deus! Sorri, levemente, e respirei fundo.

A olhei mais uma vez com nosso filho em seus braços e saí dali sem olhar pra trás, talvez se fizesse isso não teria coragem de viajar. Entrei no carro e acelerei ao som de Zezé e Luciano. Quando cheguei em casa minha mãe já havia arrumado minhas coisas, almoçamos e logo em seguida me despedi deles seguindo viajem pra mais uma turnê de shows pelo Sul.

CAPÍTULO CENTO E VINTE E NOVE.


Estava no banho e enquanto a água caía sobre meu corpo, deixava a minha preocupação e meu estresse descerem pelo ralo. Fechei meus olhos sentindo a água escorrer por meu corpo, quando sentir ele me abraçar. Sentir o calor do corpo dele me fez arrepiar, respirei fundo e fiquei quieta, queria esperar para ver o que ele iria fazer.

-Há tempo não tomamos banho juntos, né?
-É!
-Não queria atrapalhar seu banho, foi mal! –Ele me soltou saindo do box. –Você vai acabar com nosso casamento, escreve isso ai!
-Vem aqui, vai! –O puxei abraçando forte. –Desculpa!
-O que tá acontecendo com nós dois?
-Não sei...! O olhei triste.
-Não acha melhor a gente dá um tempo?
-Não, não! –O olhei nos olhos. –É o estresse todo de cuidar de uma família. A gente é muito novo e acho que não estávamos prontos para isso. Nós estávamos muito acostumados com nossos pais ao nosso lado e agora a gente que é pai e mãe. Por isso que a gente está desse jeito! Já pensou se nossos pais desistissem também? Talvez a gente não estaria aqui e nossas famílias não fossem o que é hoje... A gente tem que tentar, também, não acha?
-Eu sei, mais quem sabe nos faça bem... ?!
-Não vai me fazer bem e nem ao Dan... Não viu como ele estava comigo e só se acalmou com você?
-Manu... Ele abaixou as vistas.
-Lú, por favor! Alisei o rosto dele.
-Vai ser melhor! Ele se afastou saindo do box pegando uma toalha.
-Amor, não espera! Saí do box, fechando o chuveiro me enrolando na toalha.

Sai do box calado e realmente estava decidido a dar um tempo, estávamos precisando disso pra ter a certeza do que queríamos, que existia amor já sabíamos mais não estávamos dando conta da maioria das coisas. Coloquei a mesma bermuda, e peguei uma mochila começando a arrumar minhas coisas, passaria esse tempo na casa dos meus pais, seria péssimo ficar longe dela e do Dan, mas era necessário.

-Amor, não faz isso, vai! Por favor! Olhava ele arrumar a mochila.

Não a respondi, e nem tive coragem de olhar pra ela, sabia que se isso acontecesse iria ficar, algo me dizia que aquele tempo iria nos fazer bem e até mesmo fazer a ficha cair sobre a responsabilidade que estávamos carregando. Terminei de ajeitar minha mochila e sem olhar pra ela segui para o quarto do Dan pra lhe dá um beijo antes de sair.

-Amor fica, por favor! Não por mim mais pelo Dan... Dorme no quarto de hóspedes, sei lá, mas fica! Te imploro! Não precisa ficar comigo, mas fica com o Dan! Olhei pra ele desesperada na minha última tentativa.
-Se cuida, tá? Ele beijou a minha testa após beijar a testa de Dan e desceu as escadas.

Fiquei o olhando descer as escadas e não tive reação alguma. Olhei para o quarto do Dan e para o nosso e me senti sozinha, foi uma sensação horrível. Entrei no quarto do Dan e deixei lágrimas caírem ao alisar a cabecinha dele. Eu estava tão perdida que não sabia o que fazer.


-O papai vai voltar, tá? Pra te ver, por que a mamãe... Não sei! Chorava e olhava para o Dan.

Entrei no carro jogando a mochila de qualquer jeito e coloquei a cabeça sobre o volante, aquilo que estava sentindo já era uma certeza que eu a amava e não aguentaria viver um dia longe dela. Acelerei o carro com tudo chegando a cantar pneu e segui para a casa dos meus pais. Sabia que meus pais iriam brigar e me dá um sermão enorme por deixá-la sozinha em casa, mas precisávamos desse tempo e sabia que nos faria bem. 


Cheguei em casa calado, desci do carro trancando-o e peguei minha mochila abrindo a porta e dando de cara com a Bruna que me olhou com uma cara de que não estava entendendo minha presença ali. Não lhe disse nada e subi para o meu quarto, tranquei a porta e me joguei na cama, não queria conversar e ver ninguém, aquele momento queria ficar sozinho.

Depois de um tempo chorando calada, sequei minhas lágrimas, grosseiramente, com minhas mãos e carreguei o Dan até nossa cama, para que ele dormisse comigo. Me vesti e colei meu corpo ao do Dan, que se mexeu colocando uma das mãozinhas encostadas a mim.


Passei a noite em claro, não conseguia pensar em nada para se fazer, a penas olhava para o nada, fixamente e me sentia perdida. Preferi pensar que ele estava viajando, para me senti melhor, o que, de certa forma, me confortou, mas não diminuiu minha dor.

Me sentia culpada pela aquela situação e me torturava, quando a isso. Eu só tinha olhos para o Dan e o deixei de lado. Comecei a me xingar por dentro, mas, logo, o Dan se mexeu agoniado, para mamar, e eu o dei mama e depois troquei sua frauda. Senti falta do Luan a cada segundo.

A noite não preguei o olho, estava faltando algo ali perto de mim, senti falta do choro do Dan pela madrugada e fiquei zanzando pela casa procurando algo pra fazer, a Bruna desceu me encontrando e eu acabei conversando com ela sobre o que estava acontecendo, ela não me disse nada até por que não teria o que dizer, apenas me escutou e me deu colo o que foi o suficiente pra me senti mais tranquilo. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E OITO.


A vi saindo do quarto e voltei meu olhar para o nosso pequeno que dormia feito um anjo. O peguei no colo, com cuidado, e quando ele se mexeu ninei ele com carinho beijando sua testa. Queria senti-lo perto de mim, sorri enquanto cantava uma música pra ele e brincava com uma de suas mãozinhas que mesmo dormindo segurou meu dedo. Sentei na poltrona que tinha ali, coloquei o corpo dele sobre minha barriga e peito e fiquei balançando a poltrona devagar. 

-Quando você crescer filho vou te ensinar a jogar bola, a cantar as muié! –Ri. –A tocar violão, mais claro se você quiser... Vou adorar te ensinar as coisas que meu pai me ensinou quando pequeno. Sabe depois que você nasceu muita coisa fez sentindo na minha vida, você e sua mãe são tudo na minha vida, as pessoas pelas quais vivo e quero proteger de todo e qualquer mal que venha atingir vocês. Tô louco pra te ver dar seus primeiros passos, pra ouvi você me chamando de papai dizendo que me ama e que eu sou seu orgulho. Eu lembro quando disse isso ao seu avô, ele se emocionou tanto... –Sorri lembrando. –Você vai gostar dele, seu avô é uma pessoa maravilha, um exemplo de homem. Quero ser que nem ele, sabe?! Um pai de família exemplar, um homem forte e decidido que faz de tudo pelo bem da família. Meu pai é meu herói, meu orgulho e quando você ficar maiorzinho espero que, assim como eu, sinta orgulho desse cara aqui. Eu te amo muito rapaz! Sorri beijando a cabeça dele e respirei fundo, enquanto fazia levemente carinho em suas costas.

Depois de um tempo levantei para ver se o Luan precisava de ajuda. Quando cheguei à porta do quarto do Dan ouvi ele falar algumas coisas para o filho que me fizeram ficar emocionada, então voltei para o nosso quarto e o deixei com o nosso pequeno.

Pela manhã eu acordei, com a claridade do dia invadindo o quarto, percebi que o Luan não havia dormido ao meu lado e sorri. Levantei passei uma água no rosto, escovando os dentes e saí para ver onde o Luan havia dormido. 

Entrei no quarto do Dan vi uma cena linda; o Luan dormia na poltrona com o Dan sobre ele. Sorri e quando ia saindo o Dan se mexeu e quase começou com um choro. Corri e o peguei fiquei com medo de ele cair, o Luan abriu os olhos e me olhou embalar o Dan, mas eu sabia que ele estava com fome.

-Oi amor! Nossa! Dormi aqui com ele! Luan coçava os olhos.
-Foi, dormiu! –Sorri. –Agora dá licença antes que seu filho abra o berreiro aqui com fome... Levanta pra eu sentar e colocar ele pra mamar! Olhei para o Luan.
-Vou tomar um banho! Ele se levantou indo para o nosso quarto.

Assim que o Luan saiu do quarto eu sentei na poltrona e coloquei o Dan para mamar. Ele parecia está com muita fome e isso me deixou feliz, por que na noite anterior ele não quis nada, além de dormir. Eu o observava, enquanto ele apoiava a mãozinha em meu peito, me fazendo sorrir.

Tomei um banho demorado, enquanto passava coisas sem sentido na minha cabeça. Coloquei apenas uma bermuda e sentei na cama mexendo no celular, tinham várias mensagens da minha mãe. Liguei pra ela lhe contando como foi à noite e ela pareceu orgulhosa de eu ter ajudado a Manu a cuida do seu neto. Desci indo na cozinha e peguei um copo de suco sentando no sofá ligando a TV.

Depois que o Dan mamou eu o ajudei a arrotar e tinha que o dar banho. Enquanto eu separava as coisas para o banho o Dan ficava me observando do berço e parecia curioso. Sorri para ele e o Dan fez uma das caretas que o Luan fazia, me fazendo ri.

-Amor! Vem aqui, corre! Cheguei da porta do quarto chamando o Luan.
-Que foi? Ele subiu rápido.
-Olha a cara do Dan. Te lembra alguém? Sorri olhando pra ele.
-Que danadinho! Ele riu.
-Fica aqui, com sua cópia, que eu vou esquentar a água pra ele tomar banho! Ri.
-Vem aqui garotão! Luan o pegou e ele deu um leve sorriso.

Desci sorrindo e fui para a cozinha esquentar a água para o banho do Dan. Enquanto esperava a água esquentar eu enrolei o estômago com uma fruta. Subi e encontrei o Luan brincando com o Dan e por algumas vezes pai e filho sorriam, me fazendo sorrir.

-Mô tira a roupinha dele?! Fui até a banheira para deixar a temperatura certa da água.
-Tiro!
Tirei a roupa dele devagarzinho e beijei a barriga dele que deu um sorrisinho batendo a mão bem de leve sobre meu rosto. Tirei a frauda dele e olhei pra Manuela com a sobrancelha levantada, enquanto ela tentava decifrar meu pensando.

-Puxou ao pai!
-Luan pára com isso! –Ri, pegando o Dan. –Quer ajudar?
-É sério amor! –Ele riu. –Quero!
-Pega a toalhinha dele e vem! Sorri pra ele.

Fui até a banheira e dei banho no Dan rápido, porém com cuidado, ele não podia ficar muito tempo exposto. Olhei para o Luan que observava tudo com muita atenção e sorri. O Dan gostava de tomar banho, não chorava, ficava quietinho. Quando fui tirar ele da banheira o Dan chutou a água molhando eu e o Luan, me fazendo ri.

-É! Faz parte! Ri olhando para o Dan, que nos olhava com uma carinha inocente.
-Com essa carinha nem tem como ficar com raiva! –Luan riu. –O papai ama esse moleque! Luan se aproximou fazendo careta e o Dan repetiu.
-Tá papai! Enrola ele antes que ele alague o quarto! Tirei o Dan da banheira e entreguei ao Luan, que o enrolou na toalha.
-Mô deixa colocar a frauda nele? Luan me olhou deitando o Dan devagarzinho.
-Deixo, mas coloca a pomada da assadura direito, tá? O entreguei a pomada e a frauda, sentando na cama o observando.
-Tá, bom!

Peguei a pomada da mão dela e olhei para o Dan que mordia o brinquedinho dele me olhando como se soubesse que iria fazer merda. Mordi os lábios abrindo a pomada e passei na ponta do dedo começando a passar nas assaduras e nas dobradinhas do braço e do pescoço dele. Abri a frauda tentando entender que lado usar e o Dan parecia zombar da minha cara me encarando. Levantei as perninhas dele colocando a frauda nele e fechei sorrindo, havia, pela primeira vez, conseguido colocar a frauda no Dan.

-Filho vamo dá um brinde para o seu pai? Ele conseguiu colocar sua frauda! –Sorri olhando para o Dan e ele retribuiu o olhar fazendo careta. –Acho que ele não quer que você ganhe brinde não! Ri olhando para o Luan.
-O Dan não gosta de mim...! Luan abaixou a vista.
-Ele te ama, seu besta! É que normalmente quem faz isso sou eu... Pára vai amor! –Puxei o Luan dando nele um selinho e o Dan começou a chorar. –Vem com a mamãe, vem meu amor! Assim que peguei ele no colo ele parou de chorar.
-Isso só pode ser brincadeira! O Luan saiu do quarto.
-Amor, vem cá! Saí do quarto indo atrás do Luan.
-Você viu o que ele acabou de fazer?
-Vi, mas a gente não pode alimentar isso... Nós somos os pais dele e ele vai ter que se acostumar a nos ver juntos! Pára, com isso, vai! Olhei para o Luan e o Dan nos olhava.
 -Filho...! –O Luan se aproximou. –Você ama o papai?

Eu olhei para o Luan e revirei os olhos, não acreditando que ele estava fazendo aquilo. O Dan me olhou e olhou para o pai e continuou o olhando fixamente, parecia esperar o Luan fazer algo.

-Você quer que ele fale que te ama? Olhei para o Luan impaciente.
-Quero!
-Então espera ele crescer ou um milagre, pra ele te falar, agora! Passei por ele e o Dan o olhou curioso e começou a chorar parecendo perceber o que estava acontecendo.

Entrei no nosso quarto me jogando na cama e olhei para o teto, a Manuela tava mudada e isso já estava me incomodando, nem o Dan estava ao meu lado e aquilo estava me deixando magoado. Liguei a TV tentando ver algo interessante e não encontrava nada, e acabei pegando no sono leve.

-Pronto filho, a mamãe tá aqui! Ninava o Dan para acalmá-lo, mas ele não parava de chorar.

Ouvi o Dan chorando desesperadamente na sala e abri meus olhos por inteiro, levantei devagar da cama e desci até a sala vendo a Manu ninando ele que não parava um minuto de chorar. Respirei fundo me aproximando e peguei ele no colo dela beijando sua cabeça.

Quando a vi subi dei um sorrisinho e beijei a mãozinha do Dan que estava sobre meu ombro. Sentei na varanda perto da piscina e fiquei cantando baixinho pra ele. Naquele momento sabia que meu filho me amava e que gostava do meu colo, queria ir conversar com a Manu. Subi as escadas devagar coloquei o Dan no berço com cuidado, beijei sua testa alisando sua bochecha e fui até o nosso quarto. Ouvi o chuveiro aberto e sorri tirando minha bermuda. Entrei em baixo do chuveiro lhe abraçando por trás e beijei seu pescoço.

CAPÍTULO CENTO E VINTE E SETE.


Encostei meu rosto sobre sua testa percebendo que sua temperatura não estava normal e senti meu coração ficar apertado, sabia que aquilo não era normal. Fui com ele até meu quarto e peguei meu celular discando o número da minha mãe, não queria acordar a Manu e preocupá-la caso fosse coisa da minha cabeça. Liguei pra minha mãe e ela atendeu na quarta chamada. 

-Mãe?
-Oi filho! Aconteceu alguma coisa? Marizete atendeu com voz de sono.
-Desculpa te acordar, é que a Manu tá dormindo e o Dan começou a chorar. E quando eu peguei ele no colo percebi que ele tá meio quentinho, e não é a temperatura normal. O que eu faço?
-Filho, calma tá? Pega o termômetro e coloca debaixo do bracinho dele e espera ele apitar, você olha a temperatura. Se estiver com mais de 36,5 você dá o remedinho pra ele. Olha, acho que a Manu guarda tudo na primeira gaveta da cômoda dele. Mais fica calmo tá?
-E que remédio é mãe? Ele tá chorando muito.
-Calma, Lú! Você vai ter que chamar a Manu, filho, pra te ajudar!

Me mexi no sofá e percebi que ele não estava ao meu lado. Ouvi o choro do Dan e contatei que o Luan tinha ido ver o filho. Sentei no sofá e prestei atenção no choro do Dan, não estava normal. Levantei e subi as escadas, rápido, cheguei da porta e vi o Luan o embalando nos braços e falando com alguém no celular.

-Mô o que foi? Cheguei perto.
-Mãe, ela chegou aqui agora, ligo dando notícias. Brigado! –Ele desligou o celular. –Amor pega o termômetro pra mim?
-O que ele tem? Olhei pra ele, enquanto pegava o termômetro. Mesmo com uma vontade enorme de cuidar do Dan, deixei ele fazer.
-Ele tá quentinho, parece que tá com febre!
-Toma! Põe debaixo do bracinho dele! O entreguei o termômetro.

Deitei o Dan na cama, devagarzinho, enquanto fazia carinho nele e coloquei o termômetro em baixo do braço dele esperando dá o tempo que minha mãe havia dito. Quando vi o termômetro apitar tirei do braço dele olhando quanto estava a febre dele e estava 37,4. Olhei pra Manu que estava parada apenas observando e gostei daquela atitude dela, queria mostrar que também sabia cuidar do nosso filho e ela me deu essa chance. Peguei o remédio dele em gotas e confesso que foi um pouco difícil dele abri a boca, mas depois de algumas tentativas consegui e o peguei no colo, novamente, embalando com carinho, enquanto cantava algo pra ele.

O observei atentamente, enquanto ele cuidava do nosso pequeno. Ele era desengonçado para algumas coisas e, confesso que tive que controlar o meu impulso de mãe, para não pegar o Dan dos braços dele.

Era a primeira febre dele e eu, apesar de preocupada, deixei que o Luan o desse o remédio, assim que o termômetro nos indicou a temperatura dele. Depois que ele deu o remédio, o Dan pareceu se incomodar com o gosto e ficou inquieto. O Luan o carregou no colo para acalmá-lo e ninou ele cantando baixinho. O Dan, logo, ficou calmo e começou a brincar com um mordedor que ele segurava. Eu sorri e percebi que o Dan não iria dormir fácil com o pai. Cheguei perto e abracei o Luan observando nosso pequeno, que pareceu me reconhecer e ficou vidrado me olhando.

-Mô, eu sou um bom pai? Ele me olhou ainda ninando o Dan.
-Claro que é! Sorri.
-Ele tá fechando os olhinhos! Ele sorriu cheirando a cabecinha do filho.
-É sim, amor! Observei o jeito dele e sorri. O Dan estava calmo e brigava com os olhos para não fechá-los.

Ninei o Dan durante mais alguns minutos e finalmente parecia que ele havia dormido, verifiquei sua temperatura, mais uma vez, percebendo que a febre havia baixado e o coloquei no berço com carinho enrolando ele e lhe dando um beijo na testa. Ele era tão pequenininho, e enquanto o admirava dormir sabia que tinha o deve de proteger ele e a mãe de tudo e todos. Alisei o rostinho dele com carinho percebendo que ele fazia biquinhos e sorri, ele se parecia realmente comigo e isso me deixou mais bobo do que já era bem antes dele nascer.

Quando o Dan dormiu o Luan o colocou no berço, com cuidado, e o enrolou, dando um beijo em sua testa. O observava de longe, deixei que pai e filho ficassem, um pouco, a sós. Depois me aproximei mais aliviada pela febre do Dan ter passado, e o ajeitei no berço, colocando-o na posição que a pediatra havia me dito.

-Amor, vou para o nosso quarto, tá? O avisei, depois de ter beijado a cabecinha do Dan.
-Tô indo logo, em seguida!

Saí do quarto o deixando sozinho com o Dan e fui para o nosso, sorrindo. Deitei em nossa cama, me enrolando, e pensei em tudo o que havia acontecido. Eu sabia que tinha feito às coisas certas, e eu estava disposta a não falhar, quanto a recuperar o nosso casamento. Acabei pegando no sono, mas o Luan continuava com o filho, decidi o deixar, para ele aproveitar, um pouco mais do filho.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E VINTE E SEIS.


-Ele vai dormir rapidinho... Prometo!
-Tudo bem, vai tranquila, se precisar de ajuda me chama! Ele deitou no sofá.
Subi, um pouco triste, mas disposta a cumprir o que eu prometi. Entrei no quarto do Dan e quando ele me viu diminuiu o choro, mas só parou quando eu o carreguei, no colo. Dei mama pra ele e troquei a frauda dele, em seguida o ninei e ele voltou a dormir. Era difícil, pra mim, deixar o Dan ali, assim, mas ele estava bem e dormia então eu desci e o vi na mesma posição deitado. Me aproximei dele, enquanto ele me olhava.

-Eu disse que iria ser rápido! Agora eu quero colocar outro bebê no colo! Sorri o olhando.
-Ele dormiu?
-Dormiu! Só acordou pra comer e por causa da frauda...! E esse neném, aqui, quer o que? Sorri.
-Carinho! Ele fez bico.
-Só carinho? Sentei ao lado dele, quando ele se ajeitou no sofá.
-Por enquanto é!
-Então, vem cá! Sorri.

Ainda estava chateado com tudo que estava acontecendo, mas se ela havia me pedido uma chance eu a daria, a amava demais pra ficar longe dela e do nosso filho. “E se poderíamos nos ajudar, por que não?”, pensei. Deitei minha cabeça sobre o colo dela fechando os olhos e respirei fundo, estava com medo do nosso casamento não volta a ser como antes, tinha medo de perdê-la, medo de não tê-la mais o que era assustador até em pensar.

Quando ele deitou em meu colo eu senti um alívio por ele ter me dado uma chance. Eu tinha errado e estava disposta a reparar esse erro, não iria desperdiçar a chance que eu recebi. Comecei a fazer carinho nele, enquanto ele permanecia de olhos fechados. Eu o observava com carinho, tinha medo de perdê-lo, sem ele não iria conseguir sozinha. 

-Te amo muito! Beijei a testa dele.
-Eu também te amo muito!
-Quero dormir abraçadinha com você... E, por mim, agente dormia aqui mesmo, no sofá, por que assim a gente ficava mais grudadinho! Sorri.
-Gostei da ideia! Ele sorriu pela primeira vez desde que estávamos separados.
-Mô, seu sorriso tá tão lindo...! Alisei com o dedo a sua boca.
-Ele só é assim quando tô com você!
-Bobo! –Sorri. –Deixa eu deitar ai, vai! Chega pra lá, mô!

Não sabia explicar o que estava sentindo, na verdade sabia; felicidade. Sorri ainda mais quando ela voltou realmente disposta a mudar aquela situação que estava o nosso casamento. Senti seus carinhos novamente era muito bom e meu coração acelerou sentindo seus toques. Me ajeitei no sofá pra que ela deitasse e respirei fundo passando meus braços em volta dela beijando sua testa.

Quando eu deitei meu coração disparou, eu iria sentir o calor dele, novamente. Ele me abraçou, assim que deitei e eu me aproximei e fiquei cheirando ele; o cheiro dele me acalmava e me dava ainda mais vontade de cumpri o que eu prometi.

-É tão bom, está aqui nos seus braços, sentindo seu carinho e seu cheirinho... Sabia? Beijei o pescoço dele.
-Estava com saudade de me sentir seu marido!
-Eu vou voltar a ser sua mulher... Por inteira! O olhei nos olhos, séria.
-Esperei muito por isso!
-E eu to doida por isso... Te dar prazer de novo, ver nosso suor se misturar, sentir seu calor, fazer sua pele arrepiar...! Beijava o pescoço dele o fazendo arrepiar.
-Eu também quero muito te fazer senti prazer, poder alisar cada parte do seu corpo, enquanto faço nosso movimento preferido. Beijar sua boca, sentido você gemer baixinho no pé do meu ouvido...! Ele beijava meu pescoço, enquanto alisava minha coxa.

Meu corpo arrepiou ao sentir ele beijar meu pescoço e alisar minha coxa. Eu estava com saudade dele, com muita saudade. Beijei ele intensamente, não consegui conter, eu precisava sentir aquele gosto que só ele tinha. Era difícil mais eu precisava me conter, ainda estava de resguardo e só poderia fazer amor com ele, dali a uma semana, mas eu precisava beijá-lo.

Respirei o mais fundo que podia, enquanto ainda a beijava, fui deitado meu corpo lentamente sobre o dela e alisei sua coxa, enquanto apertava com força e ao mesmo tempo delicado. A queria pra mim e mesmo sabendo que aquele momento não passaria daquele beijo insistir em fazer uns carinhos a mais. Aquela saudade estava demais e precisava matá-la a qualquer custo.

-Amor,... Pára! Pedi a ele com a voz falha, eu não queria que ele parasse mais eu tinha que contê-lo.
-Por quê? Tá tão bom...! Ele beijava meu pescoço passando a língua e mordeu minha orelha.
-Amor... Pára, por favor! Mesmo meu corpo querendo aquele momento, eu tinha que parar.

Me afastei dela ficando ao seu lado e respirei fundo passando a mão no rosto e fechei meus olhos tentando pensar em outras coisas que não fosse naquilo, já estava ficando maluco com aquela situação. Levantei indo na cozinha e peguei um copo de água colocando gelo e tomei tudo de vez.

Quando ele saiu de cima de mim, eu respirei fundo, eu queria muito, mas tinha que esperar. Senti ele sair do meu lado e fechei meus olhos, imaginei milhões de coisas e quis que o Dan chorasse, naquele instante. Sentei no sofá e o olhei na cozinha, tomar água.

-Desculpa... Espera só mais uma semana, tá? Ou antes disso... Vou na médica daqui a dois dias! O olhava.
-Relaxa, não vou morrer por causa disso!
-Tudo bem...! Deitei no sofá de novo.
-Nem vi o final do filme! Ele se deitou ao meu lado.
-É! Falei de olhos fechados.
-Manu, olha... –Ele me chamou e eu abri os olhos. –Tá tudo bem, eu te entendo. Não precisa ficar assim. Eu posso esperar!
-Relaxa! Eu não vou morrer por causa disso! Ri olhando pra ele.
-Sua besta! Ele riu.
-Eu? O abracei.
-Tem outra aqui comigo? Ele riu novamente me dando um selinho demorado.

Depois de trocarmos carinhos e declarações, eu acabei dormindo, no lugar que eu mais amava; nos braços dele. Eu estava cansada pelo dia que passei cuidando do Dan e eram poucas as noites que ele dormia sem acordar. Queria fazer das nossas noites como aquela, mas cada uma melhor que a outra estava disposta a recuperar todo o tempo perdido.

Fiquei fazendo carinho nela até ela dormir, e quando percebi que já havia acontecido sorri beijando sua testa. Há quando tempo não a olhava dormir em meus braços, estava tudo tão diferente entre nós dois e eu estava disposto a mudar assim como sei que ela também. Nosso amor era mais forte que qualquer coisa nesse mundo e eu sabia que iríamos superar aquela fase com força e cabeça erguida. 


Acabei pegando no sono também, enquanto assistia a um programa, estava num sono leve, e tranquilo quando ouvi o choro do Dan, tentei chamar a Manu mais ela estava em um sono pesado, então preferi deixar ela dormir. A ajeitei no sofá com carinho, e ajeitei meu cabelo, enquanto subia para o quarto do Dan. Abri a porta devagar vendo-o chorar e o peguei no colo fazendo ele se acalmar. 

-Nossa! Filho, você tá quente demais! 

CAPÍTULO CENTO E VINTE E CINCO.


Sonhava com nós dois fazendo amor e sorria vendo as carinhas fofas que ela fazia ao senti prazer, alisava todo seu corpo e beijava a sua boca de uma forma provocante que a fazia se arrepiar. Senti algo gelado na minha bochecha e abri os olhos devagar, pensei que fosse sonho mais quando a vi sorrindo abri meus olhos por completo e sorri.

-Estava sonhando com coisa boa? Tava sorrindo! Sorri.
-Você nem imagina como era bom! Ele se sentou.
-Nossa! Com essa sua cara já imagino! –Ri. –To com saudade, também! Alisei o rosto dele.
-Amor... –Ele se aproximou com voz dengosa. –Vai demorar muito pra isso acontecer?
-Só mais um pouquinho, mô! Prometo... Também sinto falta! Respirei fundo e fiz cara triste.
-Tá bom, vou tomar banho tá?
-Tá! Dei um selinho nele.

Levantei respirando fundo e segui para o banheiro, entrei em baixo do chuveiro ligando o chuveiro no máximo e sacudi a cabeça, parecia loucura aquela situação, mas já estava ficando maluco ao ponto de sonhar com isso. Quando saí do banho não a encontrei mais no quarto, coloquei minha roupa e desci vendo-a amamentando o Dan, que colocava a mãozinha sobre o seio dela. Sorri sentando ao seu lado e beijei a sua testa e depois a cabeça do Dan. 
Os dias se passaram rápido e como estava de folga aproveitei cada segundo com minha esposa e meu filho. Saíamos todos os dias pela manhã, pelo condomínio, para o Dan tomar o sol dele, e ficávamos sempre em baixo de uma árvore perto do lago ninando ele que parecia gostar, pois sempre dormia com o ventinho gostoso que batia. 

Eu e a Manu nos afastamos bastante, pelo menos foi o que percebi, ela dedicava seu dia totalmente ao Dan, e eu tentava acompanhá-la por nossa relação. Sentia falta de seus cuidados comigo, de seus carinhos, dos seus beijos. A última vez que nos beijamos foi no hospital e toda noite quando ia conversar algo com ela, olhava para o lado e percebia que ela já dormia o que me deixava triste. 

Já havia acostumado com o Dan acordando pela madrugada, e eu e Manuela, sempre revezava, por um sempre estar mais cansado que o outro. Fomos ao pediatra do Dan ver se ele estava bem e tudo graças a Deus estava nos conformes, ele estava cheio da saúde e eu mais a Manu ficamos tranquilos quanto a isso.

Os dias passaram e meu lado mãe falava mais alto, sempre estava ao lado do Dan ou com ele no colo. Não me cansava de está com meu filho e cuidar dele. Quando o Luan pegava uma folga longa saíamos de manhã cedo para o Dan pegar sol e eu não cansava de olhar para o meu bebê que estava a cada dia mais lindo.


Entre eu e o Luan estava tudo muito distante. Ele me ajudava a cuidar do nosso filho e eu não tinha nada o que reclamar ele era muito cuidadoso e eu ria quando ele ficava atrapalhado para trocar a frauda do filho. Pela noite eu sempre estava muito cansada, então acabava dormindo rápido, só acordava quando o Dan chorava para dar a ele mamar. Eu sabia que era um momento para que eu e o Luan, conversarmos mais eu não conseguia controlar o sono.

Eu sabia que estava devendo muito ao Luan. Comecei a perceber que nós dois não trocávamos mais carinhos e não nos beijávamos além da bochecha. Eu dava toda a minha atenção ao Dan e todos os carinhos, também, deixando ele de lado. Eu estava começando a me sentir mal.

Em uma noite, depois que dei mama ao Dan e o coloquei para dormir, desci e o vi sentado no sofá concentrado na TV, ele assistia a um filme. Sentei ao lado dele no sofá e fiquei o olhando. Nunca mais eu tinha olhado pra ele direito, ele parecia cansado e estava mais forte; ele tinha se dedicado mais a academia, nas últimas semanas. Continuei o olhando, enquanto ele via o filme.

Aquele clima entre nós dois estava péssimo e isso estava a cada dia me deixando pior. Voltei a fazer meus shows e sempre quando ligava pra lhe falar algo, ela sempre desligava dizendo que o Dan estava chorando ou que estava fome. Entendia que ela queria proteger e cuidar do nosso pequeno, mas estava começando a achar que ela estava exagerando. Nossa relação estava a cada dia pior e estava péssimo por isso. 


Fiquei cinco dia de folgas e segui pra casa, passei o dia na casa dos meus pais e nem havia avisado a ela, também se avisasse ela não iria dar importância. Conversei bastante com minha mãe que me deu vários conselhos e decidi seguir; dar tempo o tempo. Segui pra casa pela noite, e quando entrei a sala estava vazia. Subi para o nosso quarto e ela dormia com o Dan ao seu lado, sorri vendo aquela cena e não resistir de tirar uma foto. Tomei um banho demorado e quando saí do banheiro ela ainda dormia. Preferi não acordá-la e fui dormir no quarto de hospede pelo Dan estar dormindo no meu lugar. 

Em uma dessas noites após jantar sozinho por ela dizer que estar sem fome, liguei a TV fiquei assistindo um filme que estava passando em um canal fechado, era interessante e me concentrei bastante.

-Tá assistindo o que? Olhava pra ele e ele pareceu se assustar.
-Não te vi ai... –Ele me olhou. –Um filme de suspense! Ele voltou a olhar a TV.

Olhei pra ele e respirei fundo, ele tinha toda razão de está frio comigo. Fiquei ao lado dele e parecia que éramos dois estranhos, não trocamos olhares e muito menos um beijo. Olhei pra ele e me aproximei, dei um beijo no pescoço dele o fazendo arrepiar.

-Quer carinho, neném? Sussurrei no ouvido dele, o fazendo permanecer arrepiado.
-O Dan dormiu? Ele se afastou e me olhou.
-Já! Olhei pra ele.
-Manu a gente precisa conversar!
-É! Eu sei...!
-Nossa relação anda muito estranha, parecemos que somos dois estranhos dentro da mesma casa, sendo obrigados a conviver juntos. Nem na mesma cama dormimos mais por que o Dan sempre estar lá dormindo com você. E antes que você pense algo... Eu não estou com ciúmes do meu filho, até por que não tenho motivos!
-Desculpa! É culpa minha eu sei... Deixei você de lado, desculpa! Nem sei o que te dizer... Só que eu também estou me sentindo péssima, com isso. Sinto sua falta todos os dias, mas eu me sinto muito culpada, então... Me desculpa? Olhei pra ele com meu coração apertado.
-Eu quero um tempo! Ele desvio o olhar de mim.
-Mô não faz isso...! Olha, eu prometo que vai melhorar, prometo! Mais não faz isso, eu preciso de você! Virei o rosto dele, pra mim.
-Vai ser melhor assim Manu, apesar de parecer que já estamos dando esse tempo a umas semanas!
-Mais... Não faz isso vai, por favor! To me sentindo péssima! Respirei fundo e baixei a cabeça.
-A gente mudou Manu, tanto eu como você. As coisas não são mais a mesma. Tentei seguir os conselhos da minha mãe de dá tempo ao tempo, mais... Percebi que se deixasse as coisas do jeito que estão só iria piorar, mais. Você só tem olhos para o Dan e não foi só eu que percebi isso. Eu não aguento ficar empurrando uma coisa com a barriga!
-Mô, desculpa! Eu não queria... Prometo que vou recuperar nossa relação, prometo! Me dá uma chance? Olhei pra ele com lágrimas nos olhos.
-Não sei se tem melhora Manuela!
-Não fala isso a gente se ama, claro que tem melhora! Amor, se você me der uma chance eu te mostro que tem melhora. Me dá só uma chance, por favor?!
-Tem certeza? Ele me olhou.
-Claro que eu tenho! Pra começar, vamo fazer alguma coisa amanhã só nós dois? A gente deixa o Dan com seus pais e a gente sai que nem antes...! Alisava o rosto dele.
-Tudo bem!
-Tudo mesmo, neném? Sorri me aproximando dele.
-Tudo!
-Mesmo, mesmo? Alisava a boca dele com a minha, queria dar um beijo nele, pra matar aquela saudade.
-Não provoca... Senti a respiração dele falha.
-Não estou fazendo nada! –Sorri mordendo o lábio dele. –Só quero sentir seu gosto! Dei um selinho nele.
-Ma... Ouvi o choro do Dan e senti o Luan respirar fundo.

Mesmo ouvindo o choro do Dan eu o beijei, levemente, sorrindo. Sabia que não era o suficiente, mas era um bom começo. O olhei por que eu tinha que subir, pra pegar o Dan, e ele me olhou com uma cara triste.


CAPÍTULO CENTO E VINTE E QUATRO.


-Mãe pede pra ela ir embora, por favor! Pedi baixo, para minha mãe.
-Querida, ela esta aqui pra te ajudar!
-Mais não quero ela! Chama outra?
-Mais querida... Tudo bem! Minha mãe concordou ao ver minha cara de desaprovação.
-Brigada! Olhei pra minha mãe.
-Linda, por favor, você pode chamar outra enfermeira? 
-Ah! Tudo bem eu saiu e chamo outra! A enfermeira saiu sem graça e minha mãe me olhou séria.
-Isso não se faz Manuela! Tadinha da menina!
-Tadinha de mim! A senhora precisava ver como o Luan estava olhando pra ela...! Falei irritada.
-Ela não tem culpa, o safado da história foi o Luan!
-Tá mãe que seja...! Cruzei os braços.
-Vem, vamos te arrumar! Ela me ajudou a levantar.
Levantei devagar, por ainda me sentir cansada e algumas dores. Andei com dificuldade e fui até o Luan, sorri ao vê-lo deitado sem jeito naquele sofá que mau cabia ele. Me aproximei e alisei sua perna.

-Mô, acorda! Chamei ele.
-Oi amor! Ele disse ainda de olhos fechados e sua voz mostrava cansaço.
-Levanta! Me ajuda e deixa minha mãe arrumar o Dan, vem!

Abri os olhos com dificuldade e levantei me espreguiçando, estava exausto e mau consegui dormi ali no sofá pelo tamanho. A ajudei no que precisava. A barriga dela, por incrível que pareça, já estava quase em seu tamanho normal. A ajudei a se vestir, e coloquei o cabelo dela trás da orelha, enquanto a olhava nos olhos.

Ele me ajudava, enquanto via nele cansaço, mas olhava sempre pra minha mãe. Ela estava colocando no Dan uma roupinha, quando a outra enfermeira chegou a ajudando. Olhei para o Luan quando ele colocou meu cabelo atrás da minha orelha.

-Tá cansado, né? Alisei o rosto dele.
-Pouquinho! Ele me olhou e era incrível que mesmo cansado ele não tirava esse sorriso encantador dos lábios.
-Quando chegar em casa o senhor vai tomar banho, comer e dormir, tá? Sorri.
-Quem disse? Quero curti minha mulherzinha linda e meu filho! Ele me abraçou beijando meu pescoço.
-É sério mô! Você veio direto de um show, depois de um susto enorme... Quero ver você descansado! Alisava suas costas.
-Tudo bem, já que insiste...! Ele riu me dando um selinho demorado.
-Mãe tudo certinho? Olhei pra ela, de mãos dadas com o Luan.
-Tudo filha! Esta tomadinho banho, e de roupinha cheirosinha! Minha mãe falava, enquanto ninava ele.
-Então, me dá ele aqui! Fui até ele e peguei o Dan, no colo.

Após assinar alguns papeis seguimos para casa. A Manu não desgrudava um segundo do Dan e eu a entendia perfeitamente, sentia vontade de fazer o mesmo que ela. Chegamos em casa e a ajudei com as coisas, Diego levou tudo para o quarto e Manu sentou no sofá pra tirar o manto quente que estava sobre o Dan. Dona Helena preparou algo para que eu comesse e logo depois de falar com a Manu e dá um beijo no Dan fui tomar um banho pra dormir. Estava cansado demais e precisava descansar pra aguentar tudo que estava por vim.

Eu não desgrudei um segundo do nosso filho, queria ficar com ele a todo tempo, para cuidar e protegê-lo. Continuei com ele no colo quando chegamos em casa e o Luan foi comer algo e logo subiu nos dando um beijo. Ele estava cansado eu também mais eu não conseguia desgrudar do Dan, mesmo ele dormindo. 


O Dan, assim que o pai foi descansar, começou a ficar inquieto para mamar. O Di ficou ao meu lado observando o sobrinho e minha mãe me dava algumas dicas sobre amamentação, eu a ouvia com atenção não queria prejudicar meu filho apenas fazer o melhor. Só desgrudei o Dan para tomar banho e comer algo, além de observar minha mãe trocar a frauda dele e dar banho me mostrando o jeito certo de fazer. Fui ao nosso quarto e olhei o Luan dormir. Sorri e me aproximei dele dando um beijo em sua testa.

Assim que subi tomei um banho demorado, deitei na cama apenas de bermuda e não foi difícil pegar no sono, estava muito cansado e se passasse mais uma noite em claro não iria aguentar.

Sentei ao lado dele e o observando dormir alisei seu cabelo e comecei a fazer carinho nele. Eu estava com saudade dele, do calor dele, do cheiro dele. Estava com saudade de ser dele, por completa, de sentir ele me desejar, mas isso iria ter que esperar. Dei um beijo no rostinho dele, amassado no travesseiro.

CAPÍTULO CENTO E VINTE E TRÊS.


-Mô! Te amo muito! Sorri.

A abracei forte escondendo meu rosto sobre seu pescoço e me senti seguro ali sentindo seu calor e cheiro. Deixei que as lágrimas molhassem seu ombro. O medo que aquela cena não se repetisse tomou conta de cada músculo do meu corpo, eu a amava demais pra ter que ficar longe dela. Segurei firme em seu cabelo e respirei fundo tentando me acalmar, mas esta ali com ela era tão reconfortante que a emoção tomou conta de mim.

O abracei forte para que ele pudesse saber que eu sempre estaria com ele, sempre. Deixei que ele extravasasse sua emoção. Senti suas lágrimas molharem meu ombro e comecei a fazer carinho no cabelo dele.

-Tá tudo bem amor! Eu to aqui, você está aqui, passou! Sussurrei e beijei o seu pescoço.
-Desculpa pelo susto! Ele falava abafado por esta ainda com rosto no meu pescoço.
-Tudo bem! O Importante é que você está aqui e não foi culpa sua... Te amo muito!
-Também te amo demais, demais!
-Já ligou para seus pais, avisando que você chegou?
-Já sim! –Ele me olhou. –Posso pegar ele?
-Pode meu amor, claro! Sorri.

Sorri beijando a testa dela e me aproximei de onde o Dan estava dormindo, parecia um anjo de tão lindo. Peguei com cuidado lhe dando um beijo na testa, demoradamente, e fechei meus olhos sentindo o cheirinho dele que era reconfortante para o meu coração. Esta ali com ele me meus braços e vendo a Manu admirando aquela cena era tudo que precisava depois daquele susto. Ninei ele, devagarzinho, enquanto cantava algo pra ele e olhei pra Manu com sorriso nos lábios.

-Pai prendado esse! Sorri o olhando ninar o filho.
-O queixo dele é igual o da Bruninha! Ele sorriu.
-É? Ela disse que ele era todo você e ficou revoltada com isso! Ri.
-E ela queria o que? Ele é meu filho! Ele riu.
-Ela e o Diego disseram que era injusto por que eu carreguei ele nove meses! Sorri.
-E eu coloquei a sementinha! Ele riu beijando a testa do filho.
-É! Isso foi fundamental! Ri.

Ri olhando-a e coloquei o Dan de volta ao seu berço, com cuidado. Beijei a mãozinha dele com carinho após passar de leve sobre meu rosto e beijei novamente sua testa o enrolando com cuidado. Sentei ao lado da Manu beijando sua bochecha e respirei fundo sentindo aquele cheirinho que era nosso.

-Fiquei com medo... Tive um sonho com o bicuço. Acordei assustada e o Dan começou a chorar! Olhei pra ele.
-Nunca tive tanto medo em minha vida!
-Imagino...! Mais passou, esquece! Você está aqui! Alisei o rosto dele e sorri.
-Eu quero um beijo, mas não qualquer beijo! Ele se aproximou de mim alisando meus lábios com os seus.
-Então vai ganhar o beijo! Sorri e mordi o lábio dele, levemente.
-Eu quero! Ele fez bico.
-Então vem cá! Sorri mordi puxando, levemente, o lábio dele pra mim.

Coloquei a mão em sua nuca e a beijei delicadamente, queria ter a certeza de que realmente eu estava ali e que estava tudo bem. Coloquei a mão em sua cintura com carinho e explorava cada canto de sua boca com minha língua, queria matar todo medo que estava dentro de mim sentindo que ela era minha.

Retribuí aquele beijo carinhoso que ele me dava. Alisava a sua nuca e seu rosto, delicadamente. Explorava sua boca com minha língua para poder sentir aquele gosto que só ele tinha e para poder acalmar meu coração: ele estava ao meu lado, nos meus braços.

-Te vivo muito! Falei baixinho.
-Eu também, muito meu amor! Ele beijava meu rosto de olhos fechados.
-Deu vontade de ir pra casa, agora...! Sorri.
-Também! Ele sorriu mordendo meu pescoço.
-Pena que não pode, né? Sorri.
-Amor... Não provoca!
-Tá! Parei! Ri.
-Vamos mudar de assunto, quer assistir TV? Dormi? Ele andava pelo quarto procurando algo.
-Não sei...! Em casa vai ter o Dan pra cuidar, né? Ri.
-Não ri! Ele me olhou com uma carinha fofa.
-Eu não falei nada, só disse que vai ter o Dan pra cuidar. Só isso! Sorri.
-O Diego, cadê ele?
-Sei lá! Disse que ia comer, acho que acabou dormindo em algum lugar! Ri.
-Ah! Ele sorriu sentando ao meu lado.
-Liga pra ele amor? Fiquei preocupada agora! Olhei para o Luan.
-Ligo!

Peguei meu celular ligando para o Diego e ele atendeu dizendo que estava na cantina comendo algo e que logo iria pra casa por saber que eu estava lá com ela. Desliguei o celular olhando-a e sorri me aproximando, novamente. 

-Ele tá comendo na cantina e disse que vai pra casa depois!
-Ah! Bem a cara dele isso, de hoje que come! Ri.
-E você, se alimentou?
-Sim e seu filho guloso também! Sorri.
-Licença, boa noite papais! Uma enfermeira linda por sinal entrou no quarto e tirou toda atenção do Luan só pra ela.
-Que foi? Olhei pra ela olhando séria para o Luan.
-Vim trazer novas fraudas para o meninão! Ela sorriu se abaixando pra pegar algo no armário.
-Pode deixar ai fora mesmo, o pai guarda depois! –Belisquei o braço do Luan. –Obrigada e boa noite! Olhei séria pra ela.
-Ah! Tudo bem! Boa noite! Ela olhou para o Luan sorrindo e saiu fechando a porta.
-Luan Rafael Domingos Santana! Olhei pra ele.
-O quê? Ele me olhou, parecia despertar.
-O quê? O quê? Você ainda me pergunta “o quê”? Eu quero ir pra casa amanhã de manhã e não quero enfermeira nenhuma perto do meu filho e nem de você!
-Mais o médico disse que era pela tard...
-Porra! Que enfermeira gostosa era aquela? Diego entrou olhando pra fora.
-Não interessa! Eu quero ir de manhã! Dê seu jeito! E Diego me poupe dos seus comentários! Olhei pra ele com raiva.
-O que deu nela? –Diego olhou para o Luan e riram. –Rapaz, vou ali torcer meu pé pra aquela gostosa cuida de mim, você viu os peitos dela? Tô indo lá! Diego saiu mancando e Luan riu.
-Tá rindo de que? –Olhei para o Luan com a sobrancelha levantada. –Quer torcer o pé também? Eu torço pra você, não se preocupe!
-Pára de besteira meu amor! –Ele riu me dando um selinho. –A única gostosa aqui é você!
-Tá! Mais eu quero ir embora!
-A gente vai amanhã cedinho, tá? Ele se aproximou.
-Sem nenhuma enfermeira!
-Você que manda!

Depois de ficar fazendo dengo e fazer o Luan me mimar, eu dormir com seus carinhos. Fiquei, um pouco, irritada por aquilo e me senti culpada, também. 


O Luan dormiu em um sofá que tinha no quarto e ficou a olhar o filho e eu. Acordei com a claridade no quarto e a minha mãe ao meu lado observando o neto, enquanto o Luan ainda dormia. Ela tinha ido me buscar como havia prometido. Logo, aquela enfermeira entrou e eu fiquei com raiva.