quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO OITO.


Ela dormia de lado com uma das mãos sobre a barriga, sorri ao ver aquela cena e não contive a emoção, como ela estava linda com aquele barrigão. Me aproximei devagar deitando por trás dela e beijei sua bochecha colocando minha mão sobre a dela entrelaçando, com carinho. Nunca tinha sentindo nosso filho chutar mais foi colocar a mão na barriga que meu coração acelerou ao senti ele chutar, parecia reconhecer meu toque. Beijei a bochecha dela com carinho e encostei meu rosto sobre o seu fechando meus olhos, a saudade estava enorme e ficar ali perto dela era maravilhoso.

-Mô? Falei sonolenta, ainda de olhos fechados.
-Dorme neném, já tô aqui!
-Tava com saudade! Sorri, ainda com os olhos fechados.
-Eu também, muita!
-Tenho um segredo pra te contar! Abri os olhos e virei, olhando para o teto.
-Nossa! Amor tá enorme! –Ele sorriu beijando minha barriga. –Ele chutou sabia?
-Tá grandona mesmo! –Sorri. –Chutou? Te reconheceu! Esse menino é esperto! Você precisa ver o Diego falando com ele, eu dou risada, parece que ele gosta das perturbações, por que fica chutando toda hora! Ri.
-Comigo foi uma vez só... –Ele fez bico. –Filho chuta para o papai? Ele falava alisando a minha barriga.
-Não fica assim! Ele vai chutar mais, é por que quando eu fico quieta ele dorme também...! Quando eu explicava a ele o nosso filho chutou, onde a mão dele estava.

-Olha chutou de novo! Luan se empolgou sorrindo.
-Viu! Ele sabe que é você, por que eu coloco ele pra ouvir suas músicas, pra ele reconhecer sua voz! Sorri.
-Sua linda! –Ele sorriu me dando selinho. –Mais qual segredo você disse que queria me contar?
-Ah! Eu to mega empolgada para te falar isso, só que eu tava toda enrolada com o casamento, enfim... Eu vou com você pra Londrina! Sorri.
-Sério? Quando? Ele sorriu.
-Quando? A hora que você quiser, até por que eu vou ter que me acostumar com minha nova cidade! Sorri.
-Então, você já volta comigo! Ele sorriu me dando um selinho demorado.
-Amor é sério! Eu fiz um concurso pra ir trabalhar lá e passei! Olhei pra ele.
-Parabéns meu amor! –Ele me abraçou. –Você é meu orgulho!
-Tá! Ok! Fogos de artifício para mim! Mais olha saiba que eu me inscrevi nesse concurso tem muito tempo, desde quando eu nem pensava em te contar sobre nosso filho... Mais tudo bem, eu demorei de contar mesmo, perdeu a graça! Não faz mais diferença, até por que a gente vai casar, né?! Cruzei os braços.
-Tem graça sim, por que sei que esses concursos não são fáceis pra passar! Tomara que nosso pequeno tenha sua inteligência!
-É! Tudo bem! –Fiz bico. –Tomara que ele tenha o seu talento, pra ser bem sucedido, isso sim! Ri.
-Pouquinho dos dois! Ele sorriu beijando minha bochecha.
-Ah! tem outra coisa... E o nome? Olhei pra ele.
-Eu sempre quis Breno...!
-É que, eu... Pensei em Daniel! Olhei pra ele com medo da sua reação.
-O que? Ele me olhou surpreso.
-É amor...! Eu estava pensando em homenagear o Dan, por tudo o que ele fez por mim, por nós! Ele me ensinou muitas coisas... Ele esteve comigo nos momentos mais difíceis e felizes... Eu queria muito que fosse Daniel!
-Tudo bem...
-Mais se você não quiser... Tudo bem!
 -Não, tudo bem! O Dan merece essa homenagem, até por que foi ele que nos fez ficar juntos!
-Sério? Sorri.
-Sério! Ele sorriu alisando minha barriga.
-Te amo, muito! –O abracei forte. –Brigada! Beijei o pescoço dele.

Sorri, enquanto a abraçava, sabia que estava fazendo a coisa certa deixando ela escolher o nome em homenagem ao Daniel, ele merecia pelas coisas maravilhosas que fez na terra, ele me deu mesmo amando a Manuela de presente e por isso serei eternamente grato a ele, fora as outras coisas maravilhosas que ele fez. Se meu filho tivesse o caráter e bom coração que o Dan teve já seria o pai mais bobo do mundo.

Passamos o dia grudadinhos, olhávamos algumas coisas na internet para o casamento e ríamos de alguns comentários bobos dela, o nosso pequeno Daniel chutou mais que o normal naquele dia o que me deixou mais babão ainda. A Manu era uma das grávidas mais lindas que já tinha visto e a beleza dela aumentava a cada mês de gestação que passava. Era incrível como ela conseguia me fazer amá-la mais a cada segundo, não sabia como e onde cabia tanto amor por uma única mulher. A felicidade que estava dentro de mim às vezes dava a sensação de que a qualquer momento iria explodir.

Passar o dia com ele, vendo as coisas para o casamento, foi ótimo. Me empolgava por algumas vezes fazendo comentários que o fazia rir. Ele não tirava a mão da minha barriga e o Daniel, parecia reconhecer o calor dele, por que não parava quieto um instante.

O dia foi tranquilo, a levei pra jantar em um lugar lindo que o Diego me ajudou a encontrar e aproveitei cada segundo com ela. Sentia falta de sua presença 24 horas por dia e quando a tinha do meu lado curtia cada minuto. Andamos um pouco na praia mais não demoramos muito por estar frio. Seguimos pra casa e ficamos conversando com o Diego até tarde, estávamos sem sono e acabamos assistindo a um filme que passava na TV. 

CAPÍTULO CENTO E SETE.


Entre esses meses que se passaram, tive que me virar para estudar para a prova do concurso. Eu fazia de tudo ao mesmo tempo; viajava com o Luan, falava com ele no celular, cuidava do Diego, ajudava minha mãe na casa e ainda cuidava de mim mesma por causa do meu pequeno.

O Diego e minha mãe me deram forças para fazer a prova, senti medo de eles irem contra a minha ideia, principalmente do Diego brigar comigo, mas me surpreendi em vê-lo me apoiar. O Diego às vezes mentia para o Luan, quando o Luan me pegava falando sobre a prova ou chegava em minha casa e me via lendo alguns livros.

No dia da prova eu estava confiante e me senti fazendo o concurso com a Bia, para irmos a Nova York, porém esse me levaria para a apequena Londres, para trabalhar como funcionária pública do estado em um dos tribunais de lá. Quando terminei a prova o Di foi me buscar com a Carol, os dois estavam mais apaixonados que nunca, aproveitei e liguei para a Bia para avisar sobre a prova, ele tinha me pedido. A Bia estava em Nova York e ela e o Lucas eram os melhores da equipe o que estava a deixando feliz.

Depois que fiz a prova do concurso comecei a me dedicar aos preparativos do casamento. Tanto eu como o Luan queríamos algo simples, já estava de seis meses então preferi fazer um vestido lindo e com a minha cara, a Carol e minha mãe me ajudava em todos os detalhes e a Bia mesmo de longe dava seus palpites. Já estava em todas as revistas e sites de fofoca, o anuncio que nosso casamento seria realizado em poucos meses. Estava ansiosa mais mantinha a calma por causa do meu filho.

Quando meu vestido ficou pronto, fui com a Carol, e minha mãe experimentá-lo pela última vez. Quando o coloquei e me olhei no espelho sorri, enquanto alisava minha barriga, tinha ficado do jeitinho que estava imaginando e meus olhos denunciaram minha felicidade. Tanto a Carol como minha mãe, ficaram, assim como eu, emocionadas, o vestido tinha ficado lindo.

-Di, esse ou esse aqui? Mostrava a ele dois modelos do convite para o casamento.
-O da direita... Cara falta um mês para o casamento e você ainda tá escolhendo o convite?
-Não! É que os dois estão na gráfica e eu ainda não decidi qual eu vou usar, mesmo! Ri.
-Ah! O da direita! Ele riu.
-Pronto! Você pega pra mim amanhã? É que eu estou me preparando psicologicamente para dizer, amanhã ao Luan que eu vou morar em Londrina...! Ri.
-Pego! E vem cá Manuela... Você já conversou com ele sobre o nome que você quer colocar no filho de vocês? Ele me olhou sério.
-Sabe que não?! Bem lembrado...! Olhei pra ele pensativa.
-Conversa logo com o cara, por que já ouvi várias vezes ele chamando a criança de Breno! Diego riu.
-É! E eu não gosto! –Respirei fundo. –Calma! Uma coisa de cada vez! Ri.
-Tá bom! Ele riu.
-Di, olha! –Levantei e grudei o vestido na minha barriga. –Tá grandona, né?! Sorri.
-A grávida mais linda que já vi! Ele sorriu beijando minha barriga.
-Tá! Não me iluda! Ri.
-E para de ser chata, senão paro de elogiar!

 Eu e Diego passamos a tarde conversando e rindo, de suas brincadeiras. Ele ficava perguntando coisas para o sobrinho e quando ele chutava significava que ele confirmava as besteiras que o Diego falava.
Durante a noite o Luan me ligou e avisou que chegaria cedo, em Salvador, para me ver. Estava morrendo de saudades dele e queria contar a ele, logo, a novidade e falar a ele sobre o nome do nosso filho. Passei a noite pensando sobre um nome e só o Daniel, vinha na minha cabeça; eu iria fazer uma homenagem ao Dan.

Cheguei cedo em Salvador, estava morrendo de saudades da minha pequena e do nosso filhote, aluguei um carro e após tirar foto e atender alguns fãs que me reconheceram segui pra casa dela. Estava ansioso pra ver como ela estava e de que tamanho sua barriga estava. Peguei um pouco de engarrafamento mais logo cheguei à casa dela, estacionando e pegando minha mochila. Tranquei o carro e toquei a campainha sendo atendido pela mãe dela que abracei forte. Após falar algumas palavras com minha sogra subi ao seu encontro, entrei devagar em seu quarto e ela dormia lindamente. 



CAPÍTULO CENTO E SEIS.


Alisava as costas dela enquanto a ajudava a fazer os movimentos sobre nosso corpo, fiz tudo com muito cuidado e carinho, queria que ela sentisse prazer assim como eu estava sentindo só de tê-la ali em meus braços. Mesclava beijos com mordida em seu pescoço e apertava de leve sua coxa enquanto ela sentia tudo de olhos fechados.

Fazia leves movimentos, sobre o corpo quente e molhado, de suor, dele. Nos beijávamos de uma forma tão intensa que me dava vontade de permanecer ali, com ele, durante horas. Fechava meus olhos, enquanto ele alisava meu corpo, inteiro, para sentir os toques dele. Eu sentia prazer só em pensar que ele me desejava.

Beijar a boca dela me fazia ter várias sensações, adorava seu gosto e por mim passaria o resto da vida ali. Explorava cada milímetro da sua boca com minha língua e sorria ao senti sua pele arrepiar, adorava quando isso acontecia me fazendo arrepiar também. Quando nossos corpos se deram por satisfeitos, continuei beijando-a como sempre fazia, enquanto alisava suas costas, suada.

-Te amo! Sussurrei.
-Te amo muito mais! Ele beijava meu pescoço descendo para o ombro.
-Adoro ser sua! Sussurrei no ouvido dele, mordendo levemente. 
-E eu adoro saber disso! Ele sorriu me dando um selinho demorado.
-É? Sorri.
-É! Ele sorriu.
-Então... Eu sou sua! –Beijei a testa dele. –Sou só sua! –Beijei o nariz dele. –Somente sua! –Beijei o queixo dele. –De mais ninguém, só sua! Dei um selinho nele.
-Também sou somente seu, pra vida toda! Ele me beijou.
-To com fome! Ri.
-Vou pedi algo pra você comer! Ele me deu um selinho demorado pegando telefone.
-Amor eu quero uma torta de chocolate com bastante chocolate... Pede pra mim? Deu desejo! Sorri.
-Peço! Ele sorriu levantando da cama falando algo com a recepção do hotel.

Deitei na cama, me enrolando e a cada vez que eu pensava naquela torta minha boca enchia de água. Olhava ele falar algo com a recepcionista e sorria, ao imaginar nosso filho com a carinha dele, o jeitinho dele... Eu estava mais feliz, por ter conseguido trazer pra perto de mim, as pessoas que eu mais amava.

Fiz o pedido a recepcionista e ao desligar me virei sorrindo pra ela, me sentei na cama lhe dando um selinho e logo em seguida beijei sua testa. Estava feliz por ter nos acertado e não fazia questão de esconder, ela era importante demais pra mim ter que perdê-la e senti que estávamos bem me fazia feliz.

Alguns minutos bateram na porta trazendo nosso pedido, coloquei em cima da mesa aonde sentamos e ela parecia realmente estar com desejo, comia com tanta vontade que até pensei em mandar ela ir com calma pra não passar mal.

-Tá bom isso, cara! Se eu não comesse essa torta, nosso filho iria nascer com cara de bolo! Ri, prestando atenção, ainda na torna.
-Come devagar amor, assim vai fazer mal! Ele riu.
-Tá! Desculpa, foi mal! Ri.
-Não precisa se desculpar! Ele beijou a ponta da minha boca passando levemente a língua.
-Então deixa eu comer, ué! Sorri melando o nariz dele de chocolate.
-Quero beijo com gosto de chocolate! Ele sorriu me dando beijinhos na bochecha.
-Quer? Então, vem cá! Sorri e, depois que melei a boca dele com chocolate, o beijei.
Sorri, enquanto a beijava e brinquei com sua língua sentindo o gosto do chocolate. Queria aproveitar cada segundo ao seu lado que era lindo e inesquecível. Estar ali com minha "família" era uma das sensações mágicas que ela me fazia sentir a cada instante. A Manuela era única em minha vida e poder saber que ela era só minha me fazia me senti o cara mais sortudo do mundo.

Se passou algum tempo e voltamos à mesma rotina. Nos falávamos por telefone e ele sempre queria saber do filho e me dizia para eu me cuidar. Estava tudo correndo certo com minha gravidez e o Luan disse ter gravado o som das batidas do coração do filho, no celular.

O Diego demorou alguns dias, quase um mês no hospital, por que a cirurgia dele ter sido delicada, então ele teve que fazer sessões de fisioterapia na mão e em uma das pernas, que tinham sido atingidos pelas ferragens do carro. Eu o acompanhava em tudo, estava mais presente tanto na vida dele quanto na da minha mãe, e ver os dois satisfeitos com isso me deixava feliz.


CAPÍTULO CENTO E CINCO.


-Como assim Dan? –O olhei sem entender. –Não! Vocês são diferentes, cada um do seu jeito... Não é?
-Não Manu! O Luan e eu somos a mesma pessoa. Você vai entender com o tempo. Repare nas coisas que ele faz pra te agradar e a forma como ele te ama, perceba isso ais poucos e você vai ver o quanto somos parecidos!
-Dan, fica aqui! As lagrimas começaram a cair descontroladamente.
-Eu sempre estou, você só não me ver. Olha para o seu lado... Vou estar sempre por perto!
-Brigada, por tudo o que fez! –Me aproximei dele alisando o rosto dele. –Sinto muito a sua falta! Dei um beijo em sua bochecha.
-Também sinto a sua! Ele sorriu e como um passe de mágica ele sumiu.

Ver ele sumir parecia ter me dado um choque, para a realidade. Senti uma falta enorme de algo, faltava alguém. Meu coração parecia está vazio, tudo tinha perdido o sentido de novo. Mais eu me senti culpada, senti um peso enorme no meu coração; eu estava machucando quem eu amava e me machucava sem perceber. Eu estava sentindo falta, mas não era do Dan era do Luan, tudo o que eu queria era o abraço dele.

-Luan! Gritei e sentei rapidamente na cama, assustada.
-Que foi? –Ele se sentou assustado. –Tá sentindo algo meu amor?

O olhei e o abracei forte, como se fosse esmagá-lo. Fechei meus olhos e as lágrimas começaram a escorrer, eram incontroláveis. Fiquei nos braços dele chorando, em silêncio, enquanto ele parecia preocupado comigo. Fechava meus olhos apertados e o apertava, em meu abraço, cada vez mais.

A abracei e mesmo sem entender a apartei contra mim. Queria que independente do que estivesse acontecendo ela se sentisse protegida em meus braços, era bom tê-la ali depois dela ter me ignorado no hospital me fazendo ter uma tristeza enorme no meu coração.

-Te amo muito, tá?! Me perdoa meu amor, eu não queria ter feito nada que fosse te amachucar! Desfiz o abraço, olhei nos olhos dele e alisei seu rosto, enquanto minhas lágrimas insistiam em cair.
-Eu também te amo muito meu amor, tá tudo bem. Fica calminha! Ele beijou minha testa me abraçando novamente.
-É sério amor! Desculpa, eu preciso que me desculpe! Olhei pra ele, enxugando minhas lágrimas, com minha mão.
-Se isso vai te deixar mais aliviada: eu desculpo minha menina! Eu te amo muito e nada nesse mundo vai me afastar de você, eu movo céus e terras, se preciso for, pra te ver feliz. Nunca esqueça disso!

O olhei e ao ouvir aquelas palavras eu sorri, era o que o Dan me dizia. Meu coração bateu mais forte e eu o abracei, novamente, forte. Entendi pelas palavras dele e pelo jeito que ele me falou o que o Dan queria dizer; eles eram a mesma pessoa, eles tinham nascido pra mim, pra entrarem na minha vida e cuidarem de mim. Não sabia como agradecer a Deus pelos presentes que ele tinha colocado em minha vida. Fechei meus olhos e cheirei o pescoço dele.

-Tá mais calma? Ele alisava meu cabelo.
-To! Do seu lado e em seus braços, sempre estarei! Sorri e beijei o pescoço dele.
-E você e o Di? Fizeram as pazes?
-Fizemos! –Sorri olhando pra ele. –Ele ficou mais bobo que você, quando soube que o sobrinho era menino!
 -E meu campeão, tá bem? Ele sorriu colocando a mão sobre minha barriga.
-Tá! Ele segurou a barra legal! Sorri colocando minha mão sobre a dele.
-Mô queria te pedi desculpas também, por ter ficado te ligando toda hora o que causou essa sua briga com o Diego. Quero que saiba que não tive intenção de fazer isso... Desculpa!
-Não! Tudo bem! Você não tem que pedir desculpa de nada... Você estava preocupado comigo e com seu filho, tudo bem! Alisei seu rosto.
-Prometo me controlar! Ele sorriu beijando a palma da minha mão.
-E quem disse que eu quero que se controle? Sorri.
-Vai que você se enche de mim?!
 -Nunca, nunca, nunca...! Sorria e dava selinhos nele.
-Sua barriguinha tá tão linda meu amor, enquanto você dormia fiquei aqui babando! Ele sorriu.
-Tá grandinha, já! E to doida pra ficar maior! Sorri olhando pra minha barriga.
-Você é a mãe mais linda de todas!
 -Tá! Pára de me iludir! Sorri.
-É a verdade amor!
-Me dá um beijo?
-Um só? Ele sorriu me dando selinho.
-Vários e bem demorados! Sorri.
-Dou! Ele sorriu me beijando.
-Amor?! Olhei pra ele, enquanto, ainda, nos beijávamos.
-Hum...?
-Faz amor comigo? Perguntei dengosa, mordendo, levemente, o lábio dele.
-Mais... Ele me olhou e logo direcionou o olhar pra minha barriga.
-Vai me deixar no desejo? Não pode fazer isso com grávida! Sorri.
-Jamais, vem cá! Ele me puxou com carinho para o seu colo e me beijou.

Sentei no colo dele e sorrindo beijava ele. Sem interromper o beijo, me encaixei nele, o prendendo entre minhas pernas. Alisava a sua nuca, enquanto beijava o pescoço dele e lhe arrancava arrepios. Era muito bom está nos braços dele, de novo, sem me importar com nada; eu queria ser dele e esquecer o mundo em seus braços.


CAPÍTULO CENTO E QUATRO.


-Ele tá bem, mãe! Sorri olhando pra ela.
-Graças a Deus querida! Ela sorria.
-Mãe, se importa de ficar aqui? Eu não to bem, quero descansar! Olhei pra ela.
-Vai pra casa com o Luan querida, eu fico aqui. Não se preocupe!
-Tá! Eu falei com ele que eu ia descansar, mas amanhã cedo to aqui de novo! –Olhei para o Luan. –Vai comigo? Perguntei a ele.
-Vou! Ele beijou a testa da minha mãe e segurou minha mão.

Me despedi da minha mãe e agradeci ao Rober por ter ficado com ela, enquanto eu não chegava. Ele se ofereceu para acompanhar minha mãe e eu achei aquela atitude dele incrível, e o agradeci mais uma vez.

Fomos para o carro dele e eu sentei, após colocar o cinto, encostei minha cabeça no banco e fechei os olhos, alisando minha barriga. Fiquei quieta e calada, apesar de está muito feliz por ter feito as pazes com ele e pelo meu filho, também.

-Vai querer ir para o hotel ou pra sua casa? Ele me olhou enquanto ligava o carro.
-Tanto faz! Falei sem o dar muita atenção, ainda com meus olhos fechados.
-Tá!

Acelerei o carro calado e segurando o máximo que podia a tristeza que estava dentro de mim, enquanto dirigia a olhei várias vezes e ela permanecia da mesma forma, calada e de olhos fechados alisando a barriga. Quando chegamos ao hotel descemos e fomos direto para o quarto. Quando entramos no elevador tentei pegar em sua mão mais ela soltou, logo em seguida, se encostando distante de mim. Respirei fundo e lhe avisei que passaria no quarto da Bruna, mais sem me dá muita atenção entrou no quarto onde estávamos. Falei com Bruna perguntando se ela precisava de algo e logo voltei onde a Manuela estava.

Entrei no quarto sem dar muita atenção ao que ele me falava e fui direto tomar banho. Eu estava muito cansada e precisava ficar quieta, por causa do meu filho. Depois que deitei na cama ele entrou no quarto calado e eu me enrolei na cama, respirando fundo. Fechei meus olhos e senti ele sentar na cama e aprecia tirar o sapato.

Sentei na cama após fechar a porta sem fazer barulho e sentei na cama com cuidado tirando meu sapato, aquele dia realmente havia sido cheio e ela precisava descansar. Entrei no banheiro e tomei um banho demorado, enquanto pesava em tudo que havia acontecido naquele dia, sorri que nem bobo ao lembrar a ultrassom do nosso filho e a sensação maravilhosa que foi de ter ouvido seu coração acelerado bater. Saí de toalha, enrolada na cintura, e logo me vesti deitando na cama, não conseguia dormi então liguei a TV, baixinho pra ver se conseguia me concentrar em algo.

Dormi e me incomodei com uma claridade muito forte, que tinha invadido o quarto. A noite pareceu tão curta, que eu não conseguia acreditar que já havia amanhecido. Abri meus olhos preguiçosamente e um uma pessoa sentada ao meu lado, a claridade ainda me incomodava então não enxergava quem estava ao meu lado.

Eu sabia que não era o Luan, por que aquele jeito e nem os traços eram dele, a luz parecia vir da pessoa. De repente um cheiro de perfume invadiu o ar e eu reconheceria aquele cheiro, em qualquer lugar do mundo. A luz foi se dispersando e a pessoa foi se revelando e, então, confirmei o que eu estava pensando; era o Dan ao meu lado.

Meu coração disparou eu não estava acreditando. Sentei na cama e ele abriu o sorriso dele, foi incrível ver aquele sorriso de novo. Alisei o rosto dele, com medo de que ele escapasse por entre meus dedos, com medo de não consegui tocá-lo, mas não, eu consegui tocá-lo e uma lágrima escorreu dos meus olhos. Ele me olhou nos olhos e me acariciou também, senti o calor dele me fez arrepiar.

-Que saudade de você! Olhava pra ele respirando rapidamente e com o meu coração disparado.
-Também estava com muitas saudades suas!
-É um sonho, não é? –Deixei mais lágrimas caírem. –Não queria que você fosse...!
-Você anda machucando muitas pessoas, e uma delas foi o Diego. Você fez as pazes com ele mais agora esta magoando a pessoa que te ama tanto quanto eu!
-Dan, são tantas coisas acontecendo... Sem você eu perdi o rumo! Milhares de coisas ao mesmo tempo e... É muita coisa na minha cabeça!
-Mais fazendo isso que estar fazendo só vai criar mais problemas Manu, você precisa deles ao seu lado e você sabe disso!
-Eu sei...! Tá chateado comigo? Olha eu... Eu não queria ficar com o Gabriel, mas ele era tão parecido com você...! Lá eu me senti insegura, sem nenhum deles a minha volta que eu acabei me apegando ao Gabriel, por causa disso; ele era muito parecido! E encontrar com ele mexeu comigo...!
-Seu destino tá predestinado com o Luan, ele te ama e está muito triste pelo seu tratamento. Manu você fez as pazes com o Di mais magoou o Luan, o pai do seu filho!
-Eu sei...! Prometo que vou pedir desculpas a ele! Olhei pra ele.
-Manu... –Ele pegou em minha mão me olhando nos olhos. –Eu e o Luan somos a mesma pessoa!

CAPÍTULO CENTO E TRÊS.


-Senhora, esta se sentindo bem? Um enfermeiro se aproximou de mim.
-Tá tudo bem! Saí andando e fui até o encontro da minha mãe, ainda estava muito tonta.
-Amor, vem cá senta aqui! Luan se aproximou de mim e parecia preocupado.
-Me deixa! Sentei na cadeira e coloquei a mão na barriga.
-Filha, toma essa água e fica calma!
-Alguma notícia dele? Tomei um pouco da água.
-Você acha que vai adianta ficar tratando o Luan assim? Ele só quer te ajudar! Minha falava observando o Luan que estava em um canto calado de braços cruzados com a cabeça baixa.
-Eu to cheia de coisa na cabeça! Foi por causa dele que o Di brigou comigo... Eu sei que ele não tem culpa, mas é que eu to mais preocupada com o Di, agora! Olhei para o Luan e baixei as vistas.
-Tudo bem, não falo mais nada. Agora fica calma por causa por causa do teu filho! Um médico se aproximou nos fazendo levantar e olhou pra cada um. 
-Família do paciente Diego Morais?
-Aqui, irmã dele! Fiquei à frente de todo mundo.
-Bom... O paciente se não corre mais risco de vida, a cirurgia foi um sucesso e ele agora estar no quarto!
-Posso ver ele? Olhei para o Doutor, aliviada em saber aquela notícia.
-Claro! Me acompanhe!

Fui guiada pelo médico até o quarto que o Di estava. Eu estava com medo de ele, quando me visse, pedisse para que eu saísse. Meu coração batia disparado e eu estava pensando nas palavras que eu falaria para ele; eu queria mostrar o quanto ele era importante.

O doutor me indicou a porta e eu, depois de respirar fundo me preparando para o que eu iria enfrentar e ver; abri a porta. A porta me revelou um Di vulnerável precisando de cuidados e rodeado de aparelhos, cada um com sua função. Mais ele ainda sustentava aquele olhar forte, ele queria passar que ele estava bem e que ele era forte o suficiente para enfrentar e passar por aquilo.

-Di, você tá bem? Tá sentindo alguma coisa? Falei baixo perto dele, enquanto ele apenas me olhava.
-A Carol, a Carol ela... Ela tá bem? Ele perguntava baixo e com dificuldade de falar.
-Tá, sim! Só quebrou o braço, calma! Quer alguma coisa? Alisava o cabelo dele.
-Por que tá aqui?
-Por que eu quis ficar do seu lado... Senti muito medo, de te perder! Não iria aguentar!
-Eu tô bem, não precisa se preocupar. Pensa no teu filho!
 -Mais eu quero ficar com você...!
-Mais eu não quero, pensasse nisso antes. Agora sai e deixa eu dormi, tô com dor pelo corpo todo!
-Diego, eu não quero te fazer ficar nervoso, mas eu preciso te falar umas coisas. Eu sei que eu não estou te dando atenção, sei que eu errei e muito, mas é que minha vida tá uma confusão, e você sabe disso! Talvez mais que eu mesma, por que você esta vendo tudo de fora... Eu não tinha percebido que eu tinha me fechado em um mundo onde só eu, o Luan e o nosso filho existiam, pra mim era o suficiente te dar bom dia, de almoçar com vocês. Mais depois do que você me disse eu percebi que conviver só não bastava que eu tinha, realmente, errado, que eu tinha deixado vocês em segundo plano. –Respirei fundo olhando nos olhos. –Minha mãe me entendeu, me compreendeu, a gente conversou ela me alertou para algumas coisas, talvez ela não tenha sentido tanto quanto você por que temos uma à outra... Di eu e você criamos uma relação muito forte, você apareceu do nada e se tornou tudo pra mim! Você sentiu mais, você ficou perdido, você agiu daquela maneira por que você só tem a mim! Eu te amo muito, eu nunca te deixaria, nunca te esqueceria, jamais! Por isso eu estou aqui! Eu morri de medo de te perder desde quando eu te vi sair pela porta lá de casa... Eu só falo em você o dia inteiro! O Luan não ocupa o mesmo espaço que você sabe por quê? Por que você é meu irmão!
-Eu perdi todas as pessoas que amo, só tenho você, agora! Ele me olhou e deixou que as lágrimas o dominassem.
-Eu sei! Mais olha, eu vou está com você mesmo que a gente esteja longe, aqui! –Apontei para o peito dele, para o lado onde ficava o coração. –E outra eu quero que meu meninão aqui, brinque muito com o tio e aprenda muitas coisas com ele também! Sorri alisando minha barriga.
-É um menino? Ele sorriu.
-É sim! Vai ensinar ele a jogar futebol e a dar em cima das meninas? Ri.
-Se tiver a beleza do tio então?! Ele riu.
-Ah! Você já tá bem! Tá se achando demais já! Espera que eu vou atrás do médico pra te dar alta...! Ri.
-Era disso que sentia falta...
-Eu também! –Sorri. –Mais o médico disse pra eu falar baixinho e não fazer seu coração disparar demais...! Médico chato, né? Falava baixinho brincando com ele.
-Cadê o Luan?
-Tá lá fora...! Respirei fundo.
-Dona Manuela... –O médico entrou. –A senhora vai ter que sair agora para o paciente poder descansar!
-Tudo bem! –Olhei para o médico e voltei para o Di. –Você vai ficar bem, né? Vê se não apronta! E come tudo direitinho, viu mocinho?! Sorri beijando a mão dele.
-Pode deixar! Se cuida também... E cuida do meu sobrinho e do Luan também!
-Cuido! –Sorri. –Eu vou pra casa descansar, agora que eu sei que você está bem, mas amanhã eu venho te acordar! Pisquei pra ele.
-Tá bom, vai lá!
-Boa noite! Beijei a testa dele.

Saí do quarto mais aliviada, por ter me entendido com ele. Estava mais tranquila. Ele estava bem e o médico disse que a recuperação dele iria demorar, um pouco, mas nada ele tinha para nos assustar ou preocupar. Fui até a sala de espera e sorri pra minha mãe a abraçando forte. No abraço dela senti um alívio muito grande, senti que tinha feito à coisa certa, quanto ao Di, conversar com ele eu deixei claro o quanto ele era importante. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E DOIS.


-Amor o que foi? Cara é essa? Olhei pra ele.
-Quer comer alguma coisa? Ele se sentou ao meu lado alisando minha barriga.
-Luan o que foi? Virei o rosto dele pra mim.
-Amor, por favor, promete ficar calma? Por mim, pelo nosso filho?
-Desse jeito eu vou ficar nervosa! Fala...!
-O Diego... Ele sofreu um acidente de carro, mas olha ele tá bem amor!
-O Diego o que? –Olhei pra ele e meu coração disparou. –Ele tá bem mesmo? Ele tá aonde Luan? Fala logo tudo de uma vez! Pedi a ele com os olhos cheios de lágrimas e eu tremia de medo.
-Calma meu amor, por favor! Ele foi para o hospital, a Bruna não me explicou muito bem... Mais ele esta sendo operado nesse momento!
-Operado? E você diz que ele tá bem? –Levantei da cama, andando de um lado a outro. –Foi culpa minha! Eu sei disso! Se acontecer alguma coisa com o Di... Eu quero ver meu irmão, eu quero ir ao hospital! Olhei para o Luan.
-Manuela, calma! Você não pode ficar assim, nos vamos para o hospital mais pra isso você precisa ficar calma!
-Eu só vou ficar calma quando ver ele, quando eu saber que ele está bem! Me leva lá agora, amor?!
-Levo meu amor, vem!

Quando eu ouvi aquilo do Luan meu coração pareceu pequeno, eu não aguentaria perder outra pessoa que eu amava. Eu estava assustada, parecia que aquele dia iria ser perfeito eu estava doida pra contar a minha mãe e ao Di, talvez fazer as pazes com ele.

O Luan me guiava, segurando minha mão, ele perguntou a Bruna onde o Diego estava e quando ela disse ela me abraçou me falou algumas coisas que eu não consegui compreender, por que meus pensamentos estavam ocupados no Diego. Seguimos para o hospital e meu coração parecia querer saltar pela boca.

Durante o caminho eu tentava me acalmar pelo meu filho, mas eu não conseguia. Onde passávamos eu lembrava o Di, da conversa que a gente tinha tido mais cedo. Lembranças boas passavam em minha cabeça; lembrei quando ele apareceu lá em casa, das nossas risadas, das broncas que ele me dava, do colo, dos carinhos... As lágrimas caíam, a todo o tempo. O Luan me olhava se mostrava preocupado, mas não adiantava ele segurar na minha mão, naquele momento faltava um pedaço de mim e eu estava preocupado com ele.

Quando chegamos, saí do carro rápido e fui ao encontro da minha mãe em uma sala de espera que uma enfermeira nos guiou, ela não tinha informações do Diego o que me deixou nervosa. Assim que vi minha mãe a abracei forte.

-Como ele tá? Alguém falou como foi? A olhei nervosa.
-Tá sendo operado ainda, a Carol... Também estava com ele!
-E ela? Como ela está? Ai meu Deus! Respirava fundo.
-Ela só quebrou o braço, mais nada. Ela estar com a mãe lá dentro, e ela me disse que o Diego parecia transtornado, acho que brigou com alguém, ela tá nervosa não conseguiu falar direito!
-Foi comigo! Ele brigou comigo, ele está chateado comigo... Mãe foi minha culpa! Comecei a chorar.
-Filha calma meu amor, ele vai ficar bem. Você precisa ficar calma, seu filho querida, pensa nele!
-Amor, bebe um pouco de água!
-Eu quero o Diego, não quero água! Eu quero saber como foi... Onde a Cal tá?
-Estar no quarto 234 filha. Quer ir vê-la?
-Quero! Olhei pra ela.
-Quer que eu vá contigo? Luan se aproximou de mim.
-Não! Quero ir sozinha! Não vou precisar de ninguém! O olhei séria.
-Tudo bem...! Ele se afastou.

Olhei pra ele impaciente e fui atrás da Carol. Eu tinha que saber dela como tinha sido, o que ele tinha e o porquê da briga deles. Eu fui procurando o quarto dela e quando achei bati na porta e entrei pedindo licença. Assim que ela me viu ela deixou mais lágrimas caírem. Eu cumprimentei os pais dela, que se mostraram solidários comigo e, logo, eles nos deixaram sozinhas. Fui na direção dela e a abracei forte, ela chorou e me pediu desculpas pelo Di, mas eu não liguei, ela não tinha por que pedir desculpas.

-Amiga eu preciso saber como foi e o por que ele estava daquele jeito! Olhei nos olhos dela.
-Foi tudo muito rápido amiga, ele apareceu lá em casa falando coisa com coisa e minha mãe ficou agoniada demais com a forma que ele estava falando comigo, disse que tinha brigado contigo e que queria alugar um apartamento pra morar junto. Eu disse a ele que precisávamos conversar melhor sobre isso por ser um passo importante mais ele disse que não tinha mais ninguém invés de mim, por que você tinha abandonando ele pra ficar com o Luan e os pais dele havia já falecido. Dai ele me chamou pra dá uma volta e eu aceitei, ele estava estranho e só falava de você, que estava com raiva da suas atitudes, que você tinha esquecido ele, que nunca mais pararam pra conversar e quando ele olhou pra frente um carro que veio do lado dele bateu em nós! –Ela colocou uma das mãos no rosto aumentando o choro. –Foi horrível ver o Diego desmaiado ao meu lado, foi a pior sensação da minha vida, eu o amo demais pra ter que viver sem ele amiga, eu não consigo!

Eu ouvia ela e a cada palavra dela eu me sentia mais culpada; eu tinha errado com ele. Eu ficava imaginando ele daquele jeito e o carro vindo na direção dele, ele desmaiado... Me senti tonta, dei um passo pra trás e olhei em minha volta, eu queria que o Di saísse daquele estado pra eu dizer a ele o quanto ele significava pra mim, eu nunca o deixaria, nunca.

-Amiga ele vai sair dessa, eu prometo, tá?! –Olhei pra ela. –Agora eu preciso sair daqui, por causa do meu filho!

Saí do quarto dela, muito tonta e parei no corredor me encostando à parede deixando as lágrimas escorrerem dos meus olhos. Eu queria o Diego, ali, ao meu lado pra me dizer o que eu tinha que fazer, me dando apoio, mas ele estava em uma sala de cirurgia e meu mundo parecia ter "caído".

CAPÍTULO CENTO E UM.


-Um menino, amor! Sorri com lágrimas nos olhos o olhando.
-Não acredito cara! Meu menino cara! Meu Deus cara! Luan sorria andando por toda sala passando a mão no rosto.

O olhei com os olhos brilhando e sorri, quando ele começou a andar pela sala passando a mão no rosto. Ele estava tão feliz e eu também estava, era uma felicidade sem tamanho. Não cabia em nós dois, era uma parte nossa, era fruto de nosso amor, era nosso filho. Sorri o olhando e fechei meus olhos e lágrimas caíram, lembrei o Dan e repirei profundamente, abrindo, novamente meus olhos.

-Lú vem cá! Calma! Ri o olhando.
-Ainda tem o coraçãozinho papai, calma! A médica sorriu o olhando.

Quando soube do sexo senti uma alegria inexplicável, meu coração parecia que iria pular pela boca e minhas pernas estavam bambas. Ali mesmo, comecei a imaginar ensinando ele jogando bola, brincando de bicicleta, e entre outras coisas que ele iria aprender com o tempo. Saí andando pela sala tentando extravasar aquela minha alegria e ainda não acreditava. Ouvi a Manuela me chamar e me aproximei dela sorrindo, segurei sua mão beijando sua lágrima que caia naquele momento e respirei fundo olhando pra médica.

-Amor, calma! Olhei pra ele sorrindo.

A médica ligou o aparelho para que a gente escutasse as batidas do coração do nosso pequeno. Quando aquele som invadiu aquela sala pareceu para mim música. O coração do meu filho, tão pequeno e frágil era forte e dava pra sentir que ele estava mais que vivo, ele queria viver; ele estava forte e saudável. Minhas lágrimas continuaram escorrendo e eu segurei firme a mão do Luan, que estava ao meu lado todo bobo. O olhei e alisei o seu rosto, sorrindo.

Não sabia o que dizer e nem o que senti ao ouvi aquele som, foi o som mais lindo que já escutei na minha vida. Senti as lágrimas descerem molhando meu rosto e sorri. Era tão acelerado e dava pra perceber como ele era saudável, alisei o cabelo da Manu beijando sua testa logo em seguida e prestei atenção novamente naquele som que fazia meu peito se derreter.

-Vou deixar vocês sozinhos, vou ali gravar pra vocês e já volto! A médica saiu da sala. 
-É lindo né? Olhei pra ele.
-Demais amor, nossa! Ele sorria passando a mão no rosto.
-Sem palavras e nem explicação! –Sorri. –Amor me ajuda alimpar isso na minha barriga?
-Ajudo meu amor!

Comecei a ajudar a tirar aquele gel da sua barriga e quando terminamos lhe dei um selinho demorado, a felicidade que Manuela estava me proporcionando era enorme e a cada dia ela me surpreendia de um jeito. Nosso filho estava bem assim como ela o que me deixava tranquilo e aliviado, pois mesmo longe tentava de todas as formas esta ao seu lado. Seguimos pra sala aonde a médica nos entregou o DVD e nos deu alguns avisos.

Seguimos para o hotel após matar a vontade dela de comer no MC, compramos durante o caminho, estávamos sozinhos e preferimos comprar e indo comendo. Fomos conversando e ainda sentia uma emoção enorme em ter ouvido o coração do meu filho, nunca pensei que fosse tão emocionante e aquele momento iria ficar marcado em mim pra sempre.
Chegamos ao hotel e subimos, enquanto conversamos e combinávamos como seria o quarto do nosso filho, chegamos ao nosso quarto e entramos, ela se sentou na cama e eu tirei a blusa, estava muito calor e ficar com aquela blusa quente estava insuportável. Alguém bateu na porta e eu abri dando de cara com Bruna que parecia assustada com algo.

-Lú, eu preciso falar com você!
-Pode! Que foi piroca? A olhei assustado.
-Vem cá! Ela me puxou me fazendo sair do quarto.
-Que foi? Saí do quarto com ela, parando no corredor.
-Aconteceu uma coisa muito séria e... Eu vou precisar da sua ajuda pra contar a Manuela!
-O que aconteceu Bruna, fala! Você está me assustando!
-O Diego, ele sofreu um acidente de carro!
-Como assim? A Manu... Ela não pode passar por uma emoção forte, assim! Passei a mão no cabelo, preocupado.
 -A mãe dela ligou pedindo pra que a avisasse. Ele esta nesse momento entrando na sala de cirurgia. É grave Lú!
-Meu Deus! Eu vou tentar falar com ela, mas... Eu to com medo de sei lá! Respirei fundo.
-Pedi pra que o Rober fosse ficar com a mãe dela, fiz mal?
-Não, não! É bom uma pessoa ficar com a mãe dela... Eu vou tentar falar pra ela, agora, da melhor forma possível!
-Tá, eu vou para o meu quarto... Qualquer coisa me chama!
-Tá bom! Brigada piroca! Respirei fundo e procurei força para contar a Manu.

Vi a Bruna entrando em seu quarto e passei a mão no rosto, o dia estava tão bem e do nada acontece uma coisa horrível dessa. Entrei no quarto fechando a porta e fechei meus olhos com força ainda de costas pra ela, não saberia como contar e nem como iria começar a falar, senti meu coração apertado e com medo de sua reação.

-Amor o que a Bruna queria? Alguma coisa grave? Falava distraída com a TV.

Senti meu coração ficar menor ainda quando ela me perguntou aquilo, não saberia como contar, e sabia que ela iria ficar nervosa e se sentiria culpada pelo acidade, de certa forma. Ela sentiria a sensação de perder mais uma pessoa que ama e iria fazer mal a ela, continuei de costas pra porta tentando pensar em como falar e respirei o mais fundo que consegui virando e a encarando.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CEM.


-Diego, por favor! Deixei o Luan sozinho e fui até a cozinha.
-Tô indo pra casa de um amigo estudar. E ai Luan?
-Oi Diego! Tudo bem?
 -Não!
-Vai voltar? Olhei pra ele.
-Faz diferença? O Luan tá ai com você!
-Faz, sim! Só o Luan não me completa! Cruzei os braços.
-Não é o que parece... Ele pegava alguns biscoitos na cozinha.
-Ok! Se você não enxerga, então tenta usar a memória que você vau relembrar algumas coisas! Sentei ao lado do Luan, de novo.
-Cuida dela Luan! Diego disse e saiu fechando a porta.
-Ah! Que ódio! –Afundei no sofá. –Nossa! O Diego é cabeça dura que nem meu pai, cara! Que saco! Eu não queria que ele fosse embora, é tudo culpa minha! Amor me ajuda! Comecei a chorar.
-Primeiro você tem que se acalma meu amor, ficar assim não vai adiantar! O Diego tem que lembrar que você não pode passar por esse tipo de emoção. Vem cá!

A abracei beijando sua cabeça e fiquei assim até ela ficar mais calma, fazia carinho em seu cabelo e nas costas cantando baixinho pra ela, tinha medo daquele nervoso fazer mal ao bebê e com calma ela se acertaria com o Diego, dessa vez eu iria conversar com ele e ficaria tudo bem.

O abracei forte, enquanto ele me acalmava cantando pra mim. Eu não queria que o Diego ficasse daquele jeito comigo. Eu tinha errado mais eu não queria ficar longe dele, o Diego era meu porto seguro, quando eu estava precisando de apoio. Ele tinha se tornado uma parte especial de mim, e para a minha casa; ele tinha chegado do nada e se tornado tudo.

-Você acha que ele vai voltar? Olhei para o Luan.
-Volta sim, ele te ama e ama sua mãe também!
-Mais ele tá muito chateado! Acha mesmo?
-Ele tá de cabeça quente, pelo jeito brigou com a Carol, vai passar. Fica tranquila meu amor, vai ficar tudo bem!
-É! Ele brigou com ela... E acabou descontando em mim, mas ele estava certo! Enfim, a gente vai na médica que horas?
-É daqui a duas horas amor, quer descansar um pouquinho? Não vou ficar aqui com você, trouxe uma pessoa comigo!
-Quem? Olhei pra ele erguendo uma das sobrancelhas.
-A Bruna, e o Rober. Calma! Ele riu.
-Ah! Mais ficar aqui é pior, sério!
-Quer ir para o hotel comigo? O Max ta vindo pra cá mais tarde também!
 -Quero...!
 -Então borá!
-Espera, vou pegar minha bolsa! Sorri.

Fui até meu quarto e peguei minha bolsa e o presente que eu comprei para o nosso filho que eu queria mostrar a ele. Desci as escadas sorrindo e parei na frente dele com a camisa do meu time na mão, mas do tamanho para o nosso filho; camisa do Bahia.

-Meu filho vai usar isso não cara, que blusa feia! Ele riu.
-Ah! Vamos ver! Se ele não usar essa também não usa a do "curinthians"! Direitos iguais, ok?! Sorri.
-Meu filho vai ser de um único time, e nem vem com essa roupa feia pra cá, amor sério! Nem pensar!
-Então vai ser de outros, por que se não é do meu "Bahêa", também não vai ser do "curinthians" nem pensar!
-Vamos logo amor, vem!

A puxei pela mão rindo e seguimos para o hotel, durante o caminho fui pensando no médico, estava ansioso pra ouvi o coração do meu filho, e isso me arrancava sorrisos espontâneos, do nada. Chegamos ao hotel e subimos para o meu quarto, liguei pra Bruna avisando da minha chegada e ela passou no nosso quarto dando um abraço forte na Manu.
Ficamos durante um tempo conversando e logo eu e Manuela, seguimos pra clínica onde seria sua ultrassom. Estava mais ansioso que à minutos atrás e acelerei. Quando chegamos lá demoramos um pouco pra ser atendido mais assim que a médica nos chamou senti meu coração acelerar.

Quando fomos para a clínica eu só pensava na carinha que ele faria ao ver o filho pela primeira vez. Escutar o coração do nosso pequeno iria ser uma emoção muito forte, algo que eu não conseguiria explicar jamais. Eu estava nervosa e ansiosa para saber o sexo do nosso filho e escutar o coraçãozinho dele bater forte, apesar de ser tão pequeno.

Entramos no consultório e ao encontrar com a médica eu sorri, ela era minha ginecologista há muito tempo. Me senti segura por ser ela, então isso contribuiu para que a minha ansiedade diminuísse. Ela me perguntou algumas coisas e me deu um pequeno "puxão de orelha". Me pediu para ir me trocar para ela fazer a ultrassom. Voltei já pronta e deitei na cama, enquanto o Luan estava ao meu lado e parecia nervoso.

Enquanto ela trocava de roupa fiz algumas perguntas à médica que me respondeu prontamente e me tirou várias duvidas. Quando a vi voltando já pronta meu coração pareceu acelerar mais ainda, e minha boca ficou totalmente seca. A olhei com sorriso nos lábios e segurei sua mão sabendo que ela sentiria meu nervosismo. Respirei fundo observando a médica passando o gel em sua barriga e senti meus olhos ficarem marejados quando a ultrassom começou.

Quando a médica começou a passar o aparelho de ultrassom em minha barriga senti meu coração bater mais forte. Ela fazia umas caras e bocas analisando cada detalhe e eu não sabia o que ela tanto olhava sem nos dizer nada. Eu e o Luan tentávamos ver algo, mas não conseguíamos. Até que a médica nos olhou sorrindo.

-Querem ouvir o coração ou saber o sexo primeiro? Ela perguntou e eu olhei para o Luan.
-Por mim tanto faz! E você amor? Perguntei a ele.
-É menino não é? Luan abriu um longo sorriso.
-Nossa! Instinto de pai ou viu aqui na tela? A médica sorriu.
-Caraca! Isso é sério? É um menino? Ele mordeu o lábio.
-É sim, papai! Um meninão! Ela nos olhou.