sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E DEZOITO.


-Oi mô!
-Luan é a mãe da Manu, sua sogra!
-Ah! Oi sogrinha, desculpa! Aconteceu alguma coisa? Cadê a Manu? Fiquei um pouco mais sério e o Rober me olhou curioso.
-Tem alguém do seu lado? Olha fica calmo, ok? Preciso que fique calmo!
-Tem o Rober, mas... O que aconteceu? Fiquei nervoso e meu coração disparou.
-Teu filho decidiu se antecipar, a Manu esta sentindo as contrações!
-O que? O Daniel vai nascer? Mais não era pra agora! –Sorri. –Cara meu filho vai nascer! Vai nascer testa! Fala lá com o Anderson que eu vou voltar pra casa, hoje!
-Estamos indo para o hospital, já comuniquei a seus pais!
-Ai! Ouvi a Manu gritar.
-Tá! Mais ela tá bem né? Avisa a ela que eu vou pra casa e que eu amo muito ela! Vou fazer de tudo pra o show ser mais cedo... Quero ver meu filho! Sorri.
-Pode deixar Luan, te ligo dando notícias. Tchau! Ela desligou.
-Pronto, mãe! Avisei a família do Luan e tá aqui as coisas do bebê.!
-Pega ela no colo Diego a bolsa estourou. Vamos!
-Cuidado Diego, por favor! –Olhei pra ele. –Mãe e o Luan? Respirava fundo, enquanto o Diego me pegava no colo, com cuidado.
-Vem depois do show querida, calma! Pensa no teu filho agora!

Seguimos para o hospital, com minha mãe falando com a médica. As dores só aumentavam e eu estava sofrendo, apertava forte a mão do Di, que pedia para que eu ficasse calma. 

Quando chegamos ao hospital já me esperavam com uma cadeira de rodas e logo eu fui conduzida para um quarto. Encontrei com os pais dele e a Bruna, no caminho e eu recebi o desejo de “boa sorte” de todos eles e o carinho, também. No quarto a médica, com a ajuda da minha mãe me trocou.

Passei por alguns exames para conferir se o Dan estava bem, se minha pressão estava normal, as batidas do meu coração e a posição do Dan em minha barriga. Quando a médica viu que estava tudo em ordem, minhas dores só pioraram, mais ela dizia que eu tinha que esperar as contrações virem seguidas vezes, mas eu não aguentava mais de dor. Minha mãe não saia do meu lado e eu, simplesmente, apertava, cada vez mais forte a mão dela.

-Manu, vou precisar que faça força quando a contração vier ta bom? É seu filho que tá chegando, força!
-Mais tá doendo muito! Respirava rápido.
-Eu sei que tá doendo querida, mas assim que vier a contração põe força, ok? Assim seu filho vem ao mundo e essa dor acaba! Somente uma forcinha, viu? Vai, respira fundo!
-Vai filha, força querida!
-Tá! 

E assim eu fiz, quando a contração veio mais forte eu fiz força para o Dan sair. Era uma dor insuportável, eu fazia força e a médica apertava em cima da minha barriga para me ajudar. Eu cheguei a suar e implorar para que o Daniel saísse logo. Minha mãe segurava a minha mão e chorava de emoção, enquanto eu chorava de dor e pela força que eu fazia. Respirava rápido e não via a hora do Daniel nascer, logo. 

Quando a médica disse que uma parte da cabecinha dele tinha saído eu fiz ainda mais força para escutar, logo, seu choro. Quando ouvi o choro dele eu respirei aliviada e chorei de emoção. Eu queria segurar ele no colo e proteger ele daquelas pessoas estranhas e do frio que fazia naquela sala. Quando ele saiu, por inteiro, minha mãe sorriu e falou que ele era lindo.

A médica se aproximou de mim com o Daniel no colo e o colocou sobre meu peito, ele ainda chorava muito. Assim que sentiu meu calor ele se acalmou e eu o dei um beijo. Lágrimas de alegria escorriam por meu rosto. Ele era lindo, tinha os traços do Luan e a boquinha carnuda que nem a minha, porém bem desenhada e pequena como a do pai. 

Logo a médica o tirou de mim e eu a olhei assustada. Ela disse que precisavam pesá-lo, medi-lo e fazer pequenos exames antes de se juntar a mim no meu quarto. O Dan era o meu anjo, que tinha chegado para mudar minha vida, nossas vidas, e nos ensinar, também.

Assim que sua mãe desligou o celular senti meu coração pulsar nervoso e feliz, saí espalhando pra todos que meu filho estava chegando ao mundo e recebi vários parabéns por toda parte. Liguei novamente para o Diego mais ninguém atendia para o meu desespero. Avisei ao Anderson sobre a chegada do Dan e lhe disse que seguiria pra Londrina queria ver meu filho e minha esposa o mais rápido que pudesse. 


Segui para o aeroporto com o Roberval que me acompanhava e a todo o momento ele me dava parabéns e sorria dizendo que seria afilhado dele, quando chegamos em Londrina meu coração pulsou forte e algo dentro de mim falava que o Dan havia acabado de chegar ao mundo. Seguimos para o hospital e assim que entrei vi meus pais, o Diego e Bruna, na sala de espera. Me aproximei de todos e parecia assustados. 

-Cadê meu filho e minha mulher?
-O Dan acabou de nascer e a Manu já está indo para o quarto, cara! O Diego o avisou com um sorriso enorme.
-Sé... Sério? Luan sorriu e deixou que seus olhos encheram de lágrimas.
-Sério maninho! A Bruna se aproximou, também emocionada.
-Ah! Luan, que bom você chegou! A Manu já está no quarto! O Daniel é lindo! A mãe dela chegou e parecia ter chorado, estava bastante emocionada.
-Eu quero vê-la, por favor. Pode, né?
-Pode! Vai lá! Ela tá no quarto 402! A mãe dela me avisou sorrindo.

Agradeci a mãe dela e segui para onde ela havia me dito. Meu coração estava emocionado e triste ao mesmo tempo, desde que tinha descoberto sua gravidez combinávamos de eu estar ao seu lado e aconteceu totalmente o contrário. Saí procurando informações da numeração do seu quarto e quando achei um sorriso enorme se formou em meu rosto. Abri a porta devagar vendo-a deitada de olhos fechados, e fechei a porta atrás de mim fazendo ela me olhar e assim como eu sorri. Me aproximei dela beijando a sua testa, logo em seguida, lhe dando um selinho e alisei seu cabelo. 



-Amor, me perdoa não ter chegado a tempo, eu tentei!

Depois que saí da sala de parto me colocaram no quarto. Minha mãe ajudou a me dar banho, junto a uma enfermeira e logo me deitaram na cama. Eu estava muito cansada e precisava descansar, mas só pensava no Dan. Minha mãe saiu para dar notícias minhas e do Dan para todos que me esperavam. 

Quando ela saiu fechei meus olhos e alisei minha barriga, sentindo que faltava um pedaço meu. Me confortei por que eu sabia que logo o Dan chegaria para ele comer, mamar. Ouvi a porta bater e abri os olhos e o ver ali foi incrível. O Luan se aproximou e eu sorri. Quando ele me pediu desculpas eu achei lindo, mas o compreendia.

-Tudo bem, meu amor! Ele daqui a pouco chega, ele é lindo! Meus olhos encheram de lágrimas.
-Doeu muito? Ele fez um biquinho fofo.
-Doeu mais valeu, muito a pena! E outra vou pensar muito antes de ter outro, ok? Ri.
-Nem vem! –Ele riu. –Queria ter acompanhado o parto, juro! Quando recebi a ligação da sua mãe nem acredi...
-Olha quem chegou mamãe! Uma enfermeira entrou sorrindo com o Dan nos braços e eu olhei deixando as lágrimas me dominarem.
-Pega amor, seu filho! Sorri vendo ele emocionado.
-Mais é tão molinho!
-Pode pegar papai, senta aqui que coloco ele sobre seu colo!

Me sentei como a enfermeira mandou e quando ela colocou meu filho sobre meus braços o olhei de olhos fechados quietinho, senti meu coração acelerar de uma forma incrível e naquele momento entendia todos os medos dos meus pais, todos os sermões que, realmente, eles diziam que só entenderiam quando tivesse meu filho. Beijei a testa do Dan, enquanto uma lágrima caia do meu olho e olhei pra Manu que assim como eu estava emocionada. 

O Daniel Brandão Santana era lindo, parecia muito comigo e tinha os traços também da Manu, bem poucos. Talvez tivesse mais com o tempo o que me deixaria bobo, por que ela era linda. A boca dele era igual à dela, porém o desenho era igual ao meu, seus olhos eram da cor do dela com o mesmo formato, mais sua mão gordinha e o nariz eram totalmente igual ao meu o que me deixou ainda mais bobo. Cheirei sua cabeça com carinho e fechei meus olhos ao senti aquele cheirinho bom de bebê, as mãozinhas dele eram macias e a vontade de permanecer ali segurando e protegendo meu filho era enorme.

CAPÍTULO CENTO E DEZESSETE.


Passei a noite zanzando pela casa. Desci comi algo que peguei na geladeira, observei a lua na área da cozinha, arrumei as almofadas no sofá, mas acabei deitada na cama olhando para o teto com saudade dele ao meu lado, me abraçando para dormir, em seus braços. Ele tinha dito que iria fazer de tudo para voltar para casa.

Três dias se passaram e o Luan não voltou pra casa como prometido o que não me fez bem, aquela agonia acabou me fazendo mal, e a falta de notícia dele me deixava preocupada todas as noites quando olhava para o meu lado e não o via, já estava acostumada com sua companhia e aqueles dias sem ele estavam sendo torturantes.

Não conseguia dormir e nem comer pensando nele. Imaginava ele entrando a qualquer hora pela porta de casa, todos os dias, mas não passava de imaginação. Todos já estavam preocupados e até ele mesmo. A mãe dele tinha ligado para o avisar sobre o meu estado e ele ficou preocupado e acabou me ligando. Conversamos por alguns minutos, mas ele não falou o que eu queria ouvir; ele não comentou nada sobre voltar pra casa.

Estava pensando em ir pra Salvador depois de uma passada na médica, para ver se o Dan estava bem, era a primeira ultrassom sem o Luan, o que contribuiu para que minha tristeza aumentasse. Já tinha ligado para minha mãe e estava arrumando minhas coisas. A Bruna me ajudava me olhando preocupada, mas eu tinha a tranquilizado dizendo que em Salvador em ficaria melhor. Depois que terminei com as malas a Bruna me ajudou a colocá-las na sala indo embora, em seguida. Eu subi para tomar banho e me arrumar para seguir viagem.

Pedi para que Dagmar me ajudasse a voltar pra casa. Tanto a Manu como eu, estávamos sofrendo com a distância. Quando o Anderson me disse que poderia voltar pra casa senti meu coração bater novamente de tanta alegria que estava sentindo, arrumei minhas coisas com ajuda de Marla e segui para o aeroporto onde entrei no bicuço que seguiu viajem pra Londrina. 

Cheguei morrendo de saudade dela e do meu filho, peguei meu carro que meu pai trouxe ao meu pedido e acelerei ao seu encontro, cheguei em casa rápido pela pista estar livre e estacionei em frente a nossa casa. Peguei minhas coisas e abri a porta da sala devagar vendo umas malas na sala, senti meu coração quase pular pra fora e senti meu corpo todo dá choques em mim.

Tomava banho depois de ter assistido uma pequena reportagem sobre um dos shows dele, no jornal. Sorri ao vê-lo cantar e brincar com as fãs, senti um pouco de inveja delas, elas estavam mais com ele que eu. Entrei no banho e demorei, um pouco, no banheiro passando o óleo em minha barriga, sentindo o Dan chutar e eu conversava com ele, sorrindo.

Fiquei segundos olhando aquelas malas e minhas pernas pareciam não responder meu comando, tanta coisa passou por minha cabeça que cheguei a ficar tonto. Subi as escadas pensando no por que ela iria me abandonar e um medo me dominou, não iria conseguir viver sem ela e sem nosso filho. Abri a porta do nosso quarto vendo-a passar o óleo na sua barriga.

Sorri conversando com o Dan, enquanto lavava minha mão na pia, para tirar o excesso de óleo da minha mão. Olhei pelo espelho e o vi parado a me olhar parecia assustado. Coloquei o roupão e abri um sorriso olhando pra ele, meu coração disparou e parecia ser um sonho ele, ali, novamente.

- Amor, aquelas malas lá em baixo? É... Me escuta antes de qualquer coisa, por favor!
-Calma! Relaxa! Eu ia pra Salvador, mas não consegui te avisar, pensei em deixar uma mensagem pra você quando estivesse saindo daqui... Só isso! Ri.

Respirei aliviado quase caindo no chão e fui em sua direção a abraçando-a, beijei sua barriga com cuidado e senti o Dan mexer me fazendo sorri, pensei que ela fosse me deixar pela distancia e sorri ao ouvi-la dizendo que iria passar uns dias em Salvador. Me levantei alisando seu rosto e sorri beijando-a, estava com saudade do seu gosto e naquele momento o beijo dela era de tudo que precisava.

-Pensou que eu fosse embora foi? –Sorri. –Passou isso pela minha cabeça, mas seu filho fez birra! Alisei o rosto dele sorrindo.
-Jura que você pensou isso? Ele fez uma carinha triste.
-Claro que não meu amor! –Sorri. –É! Minha vigem pra Salvador, fica pra depois! Vou ficar com o meu marido!
-Não sei viver sem você! Ele me abraçou.

Passamos o dia juntos e não tivemos nem coragem de guardar minhas coisas no nosso quarto. Ficamos grudados matando a saudade que sentíamos. Estar com ele de novo era muito bom.

Os dias se passaram e ele ia sempre pra casa não passava mais que duas noites fora, até por que o ritmo de shows estava diminuindo para ele ficar em casa me acompanhando no último mês de gestação. Minha barriga já estava enorme e eu já não aguentava fazer tanta coisa, na maioria das vezes eu ficava deitada, descansando.
Em uma de suas folgas fomos novamente para o sítio, só que dessa vez toda sua família estava presente o fez ser um churrasco e tanto, com roda de viola e muitas outras coisas. Fiquei sentada recebendo os carinhos das primas dele que babavam o Dan que chutava e os tios do Luan brincava dizendo que ele já era safado reconhecendo os toques de mulheres que nem o pai nos fazendo ri. 

Ficamos no sítio durante dois dias, nunca mais havia me divertido tanto, nadei com o Luan na piscina e relaxei durante aqueles dias, ninguém me deixava fazer nada e agradecia, pois qualquer coisa estava me deixando cansada. Voltamos pra Londrina e Luan ainda tinha um dia de folga o que me deixou feliz, passamos o dia na nossa casinha, agarradinhos da forma que gostávamos. 

No final de semana, enquanto Luan viajava o Di veio com minha mãe me visitar, passaram o final de semana comigo curtindo minha gravidez que já estava nos meses finais. Diego comprou umas roupinhas lindas que me fez babar assim como minha mãe. Ele e a Carol haviam ficado noivos e era nítido sua felicidade, parecia um menino ao ganhar seu brinquedo.

-Maninho tá ficando sério mesmo, casando e tudo! Ri sentando, com dificuldade no sofá devido ao barrigão.
-Nunca pensei que fosse me prender tão cedo! Ele riu.
-É! E eu pensei que nunca veria isso! –Ri. –O Dan tá inquieto demais! Respirei fundo alisando a barriga.
-Isso é saudade do pai, o Luan tá acostumando esse menino mal desde barriga! Minha mãe falou me dando um copo de água.
-Deve ser, mesmo! Sorri, me ajeitando no sofá bebendo um pouco de água.
-O casamento tá bem filha? Minha mãe se sentou ao meu lado alisando minha barriga.
-Tá! Tá tudo ótimo! Sorri fazendo careta pelos chutes que o Dan dava.
-Você tá bem? O Di se aproximou.
-To! O Dan tá chutando muito só isso! Fechei os olhos.
-Quer subir pra descansar? É bom repousar!
-Tudo bem! Acho melhor, mesmo. Mais antes faz um favor? Coloca o CD do Luan pra tocar pra ver se ele fica quieto primeiro. Eu faço isso e funciona na maioria das vezes...! Sorri olhando para o Di.
-Tá bom! Aqui mesmo ou no quarto?
-Aqui mesmo! Fechei os olhos respirando fundo.
-Prontinho! Di colocou o CD do Luan baixinho pra tocar e eu sorri.
-Prontinho filho, fica quietinho! Alisava minha barriga e o Dan parecia se acalmar.
-Tá funcionando? Di perguntou baixinho.
-Tá! Sorri, mas senti uma pequena dor.
-Quando eu digo...! Minha mãe riu.
-Mãe?! –Ri. –Ai! Senti uma pontada.
-Que foi? Diego e ela se aproximaram falando juntos.
-Senti uma pontada! O Dan tá calmo, mas e essa pontada?! Olhei pra minha mãe assustada.
-Respira fundo, e se novamente a pontada acontecer são as contrações!
-Contração? Mais ainda não tá na hora e o Luan não tá aqui! Olhei pra minha mãe assustada.
-Respira fundo querida... Vai!
-Mãe mais não tá na hora e...! Senti uma dor mais forte e fechei os olhos.
-São as contrações! Diego liga para os pais do Luan, depois vai lá em cima pega as coisas do bebê e desce rápido!
-Tá mãe! Ele pegou celular e correu para o quarto, enquanto ligava.
-Filha respira, seu neném tá chegando!
-Mãe tá doendo! –Apertei forte a mão dela. –O Luan, liga pra ele! Respirava fundo.
-Calma, eu vou ligar, calma! –A vi pegando celular discando o número dele e respirei fundo sentindo mais uma contração. –Luan?

Estava gravando uma entrevista e quando terminei estava perturbando o Rober, enquanto voltávamos para o hotel. Enquanto, ria vi meu celular tocar e vi no visor o número dela e sorri.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E DEZESSEIS.


Quando ele me puxou meu corpo arrepiou e eu o beijei intensamente. Ele beijava meu pescoço quando Dan começou a chutar forte, parecia pedir que o Luan se afastasse, mas ele apenas deu leves beijos na minha barriga, subindo até minha boca onde me beijou, mais uma vez, intensamente.

Meu corpo arrepiava a cada toque que ele me dava. Me encaixei no corpo dele e tirei a blusa que ele vestia beijando seu pescoço, depois levantei meus braços para que ele tirasse a minha blusa. Ele tirou minha blusa, delicadamente, sem perder a oportunidade de acariciar meu corpo. O Dan continuava a chutar o que fazia a gente ir com mais calma e sorrir.

Tirei sua blusa com cuidado alisando seu rosto e sorri ao perceber a agitação do Dan. Em alguns minutos já estávamos sem nada e era incrível que mesmo com aquele barrigão ela continuava linda me fazendo desejar ela a cada segundo. Quando ela se encaixou a mim ambos fecharam os olhos sentindo e sorríamos nos olhando.  Comecei a fazer leves movimentos com nosso corpo e mordi os lábios dela puxando pra mim sugando com vontade, teria que extravasar meu desejo de alguma forma que não a machucasse.

Mesmo grávida eu queria muito mais ele, queria muito mais sentir o calor dele. Quando o nossos corpos se ligaram, o olhei nos olhos e sorri fechando meus olhos, suavemente, sentindo o meu desejo por ele aumentar.

Ele começou a me ajudar no movimento do meu corpo, sobre ele, o que me fez gemer, em seu ouvido, de prazer. Ele alisava meu corpo, delicadamente, e apertava minha coxa, enquanto mordia meu lábio. O Dan pareceu se acalmar, mas ainda chutava o que nos fazia sorrir, mas nós nos queríamos muito e os chutes do Dan serviam como alerta para que fossemos devagar.

Quando ouvi ela gemer em meu ouvido minha vontade de tê-la só fez aumentar, senti meu corpo ficar rígido e se arrepiar todo quando ela mordeu minha orelha, apertei a coxa dela com força tentando extravasar aquele prazer. Senti o Dan chutar e sorri tentando ir com mais calma, mais os nossos movimentos estavam intensos e muito gostosos. Mordi o queixo dela beijando-a na boca logo em seguida e fiz com o que os movimentos ficassem mais intensos nos fazendo começar a suar.

Quando eu mordi a orelha dele senti ele se arrepiar e isso pareceu ter dado a ele mais vontade de continuar, eu sorri quando ele mordeu meu queixo e aumentei a intensidade do movimento que eu fazia sobre ele. O Dan chutou e o Luan alisou, mais uma vez a minha barriga. 

O movimento que eu fazia, encaixada a ele, fez com que meu corpo começasse a suar e ele acariciava as minhas costas e apertava minha coxa, me fazendo arrepiar. Beijava seu pescoço e quando senti nosso cheiro nele, sorri.

A beijei delicadamente novamente na boca e mordi seus lábios, enquanto sorria, era tão bom estar ali com ela entregue em meus braços. Beijei sua barriga, enquanto a ajudava com os movimentos e mordi levemente seu pescoço fazendo ela apertar minha nuca com força. Ficamos assim durante minutos, estávamos suados mais não cansados o que nos dava vontade de permanecer ali pra sempre entregue um ao outro.

-Te amo! Sussurrei com a voz falha no seu ouvido.
-Te amo muito mais! Ele sorriu passando a língua em meu pescoço próximo a orelha.

Me arrepiei ao senti a língua dele passar por meu pescoço. Apertei com mais força a nuca dele e beijei o pescoço dele o cheirando, para sentir nosso cheiro misturado que estava em seu corpo. Nosso suor se misturava e isso fazia com que nosso prazer aumentasse. Nossas respirações estavam falhas mais nada nos fazia cansar de desejar um ao outro.

-Acho que o Dan tem ciúmes de mim! Ele riu.
-Ele não tá acostumado...! Sorri.
-Espero que não demore pra ele se acostumar...! Ele riu mordendo meus lábios.
-Eu também espero! Sussurrei em seu ouvido.
-Agora é a vez dele receber carinho! Ele sorriu.
-É? Sorri.
-É! Ele sorriu se aproximando.
A deitei, com carinho, na cama e comecei a alisar e beijar sua barriga, o Dan se mexeu apenas uma vez e pareceu, logo depois, dormir tranquilamente, assim como a mãe que quando olhei dormia lindamente com um sorriso discreto nos lábios. Beijei seu pescoço com cuidado para não acordá-la e deitei ao seu lado, ainda alisando sua barriga e fiquei o resto da noite ali observando-a dormi feito um anjo.

A nossa lua de mel foi perfeita a cada dia estávamos mais apaixonados e quando nos amávamos o mundo parecia não existir. Os dias que passamos naquele lugar foram maravilhosos, bem calmos e era tudo o que estávamos precisando. 

Quando voltamos para Londrina todos nos esperavam e queriam saber como tinha sido tudo. Não demorou, para que o Luan voltasse a fazer shows, mas ele não passava mais que uma noite fora de casa. Estávamos cada vez mais próximos e nos dando bem e o Dan assim como eu ficava com saudade do pai.


Passou um mês e eu já estava com oito meses e ansiosa para que o Dan chegasse. O Luan reorganizou os horários de show dele e os shows acabavam mais cedo para que ele pudesse voltar para casa. Em uma das voltas dele, ele chegou animado e arrumou nossas malas para irmos ao sítio, para passarmos os três dias que ele tinha de folga, lá sozinhos.

Sorria, enquanto ele dirigia empolgado e me contava as coisas que ele pensou quando o Dan nascesse, ele estava a cada dia babão, com o filho. O Dan quando o pai chegava ficava agitado e eu que sofria com os enjoos pela a movimentação do Dan.

Chegamos ao sítio pela tarde e Luan parecia uma criança animada, seguimos para a casa onde ele levou nossas coisas para o quarto e ele me levou para o lago junto com seus objetos de pesca, sentei em baixo de uma árvore que tinha lá na sombra e o observei, enquanto fazia carinho na minha barriga, ele me chamou pra me aproximar e ele começou a conversar com minha barriga "ensinando" ao filho como pescar me arrancando risadas.


Luan me ajudou a fazer um macarrão e fizemos uma bagunça sem fim na cozinha, acabamos nos melando de farinha de trigo e depois que terminamos de preparar o macarrão tomamos banho juntos. Ensinei o Luan passar óleo de amêndoas na minha barriga e ele passava com carinho, enquanto conversava com o filho que respondia em chutes na minha barriga.

Almoçamos em meio a olhares e sorrisos que nem nós dois mesmo compreendíamos. Ele levou os pratos cantando a musica de "Escrava Isaura" me arrancando gargalhadas. Ajudei ele a secar os pratos e seguimos pra sala onde colocamos um filme de comédia romântica pra assistir.

A tarde Luan preparou um piquenique lindo pra nós dois em baixo da árvore enorme que tinha lá no sítio, ele tinha trazido um pouco de tudo, e isso me deixou mais boba que o normal. Ele me sentou entre suas pernas alisando minha barriga e ficamos em silêncio curtindo aquele nosso momento em família.

Aqueles dias passaram voado, quando percebemos já estávamos arrumando nossas coisas pra voltar. Fomos pra casa de seus pais e lá passamos uma tarde linda, a Bruna não parava um minuto de alisar minha barriga e o Dan parecia reconhecer o toque da tia me fazendo sorri.

Luan voltou a viajar e dessa vez ele não poderia voltar todas às vezes, estava se esforçando pra poder consegui uma folga longa e curti o filho quando ele nascer. Sentia saudade e ficava agoniada nas noites que olhava para o meu lado e ele não estava.

Em mais uma das noites sem ele, eu não consegui dormir, estava preocupada com o show e queria esperar ele me ligar e dizer que estava tudo bem. Alisava minha barriga e o Dan parecia ter dormido, estava quieto. Peguei o travesseiro do Luan e o abracei para sentir o cheiro dele que ficava preso na fronha. 


Quando menos esperava recebi uma mensagem sua avisando que o show tinha acabado e que ele estava bem, me desejando boa noite ao final. Não resisti e liguei pra ele.

-Mô? Falei assim que ele atendeu.
-Oi meu amor, não te liguei pensando que já estava dormindo. Tá tudo bem? Quem estar ai contigo?
-Ah! Não consegui dormir, senti sua falta! Tá tudo bem, o Dan tá dormindo! Sorri.
-A Bruna estar ai contigo?
-Tá! Mais ela tá dormindo! E você como tá ai?
-Tô cansadão amor! O show hoje foi lindo aqui, foram mais de 80 mil pessoas!
-Que massa! Então vai descansar mô! Te amo tá? To com saudade! Falei dengosa.
-Também tô com muita saudade, prometo que amanhã faço o possível pra ir te ver!
-Tá, bom! Vida, se cuida tá?
-Se cuida também meu amor, e cuida do nosso pequeno. Te amo muito!

Nos despedimos rápido, Luan tinha acabado de chegar no hotel e ouvi gritaria das fãs que esperavam ele lá. Foi difícil pegar no sono e pra tentar me manter calma coloquei seu DVD, ouvi sua voz me fez adormecer.

Dia seguinte saí com a Bruna pra comprar algumas coisas para o Dan, me animei com ela pela tarde e matei meu desejo de comer na MC. O Luan me ligou durante a tarde, parecia ter acabado de acordar e babei sua voz de soninho. Ele me pediu perdão por não ir poder essa noite pra nossa casa, o show seria em um lugar distante e seria muito complicado se ele voltasse pra Londrina.

Passei mais uma noite acordada escutando seu CD, para que o Dan se acalmasse ao ouvir a voz do pai, por que ele parecia reclamar, também, a falta do pai. Acabei dormindo, mas foi um sono leve, por que acordei com a mensagem que ele me mandou, eu não liguei pra ele queria que ele descansasse.

CAPÍTULO CENTO E QUINZE.


Acordei mais cedo que ela e ajeitei todas as nossas coisas, queria surpreender ela com uma linda bandeja de café da manhã, pedi ajuda de Bruna que foi logo cedo com a Camila uma de minhas primas e me ajudou em cada detalhe. Agradeci a elas que nos desejaram boa sorte e seguiram pra casa, enquanto subi em direção do nosso quarto. Abri a porta com o pé e coloquei a bandeja sobre a cama, me aproximei dela lhe dando um selinho e sorri ao ver ela se mexer com sorriso lindo nos lábios.

-Bom dia mô! Me espreguicei, na cama, abrindo os olhos devagar.
-Bom dia minha neném! Bom dia filho! Ele beijou minha barriga.
-Nossa! Pra mim? –Sentei na cama vendo a bandeja. –Assim vou ficar mau acostumada! Sorri.
-Sim, é pra você! Ele sorriu.
-Te amo! Sorri e o dei um selinho.
-Também te amo muito, mas agora se alimenta direitinho!
-Vou! Mais você já comeu? Peguei uma fruta da bandeja.
-Vou comer aqui com você; bandeja pra três! Ele sorriu colocando suco pra nós dois.
-Tá, bom! Sorri.

Tomamos café da manhã entre sorrisos e brincadeiras que o Luan fazia me arrancando boas risadas. Eu ainda não acreditava que nós dois estávamos ali, em nosso quarto, na nossa cama, casados e esperando nosso filho.

-Melou aqui! Ele sorriu passando a língua em meus lábios.
-Melou mesmo? Sorri.
-Melou sim! Ele sorriu mordendo os lábios.
-Então tá bom! Sorri.
-Dá beijo? Ele fez biquinho.
-Dou! Sorri e o dei um beijo.

A beijei delicadamente, enquanto sorria. Senti o Dan mexer como se pedisse pra me afastar da mãe dele e ri me afastando após dá um selinho demorado nela e um beijo em sua barriga. Peguei um morango dando em sua boca lhe roubando um beijo e passamos a manhã assim, entre beijos, sorrisos e lembranças do nosso casamento. 

Quando terminamos lavamos os pratos juntos, Luan era um bagunceiro e jogava água pela cozinha toda nos fazendo gargalhar parecendo duas crianças. Seguimos para nosso quarto e terminamos de nos arrumar. Ele pegou nossas malas e entramos no carro que Well nos esperava para seguir para o aeroporto. 

Quando chegamos fomos direto para o bicuço, tinha alguns fãs nos desejando felicidade e assim como o Luan agradeci a todos que estavam ali pra nos ver. Entramos no jatinho e sentamos. Luan durante a viajem toda ficou conversando com minha barriga, o que me arrancava sorrisos bobos observando aquela cena linda. Achava lindo ele conversando que nem bobo com o filho e o Dan correspondia com pequenos chutes que dava. Conversamos, durante a viagem sobre o que a gente iria fazer, mas o Luan insistiu que eu tinha que descansar que não era para eu me cansar demais.

Quando chegamos entramos em outro carro que seguiu pra Búzios, não demoramos muito durante o caminho dormi no ombro do Luan que alisava meu cabelo e meu braço. Quando abri meus olhos estava nos braços do Luan sendo levada para o quarto e estava com certa dificuldade de abri os olhos. Ele me colocou com carinho sobre a cama descendo e voltando logo em seguida com nossas malas e eu me sentei na cama sorrindo pra ele que estava terminando de colocar as coisas no cantinho.

-Amor deita aqui comigo? Falei e ele se assustou.
-Te acordei? Desculpa!
-Não! Na verdade quando você me pegou no colo eu já estava acordada! Sorri.
-Mais rapaz, a muié me fazendo de besta! Ele riu sentando ao meu lado.
-Não amor, longe de mim isso! É que seu colo é bom! Sorri.
-É bom? Ele sorriu me dando selinho.
-Muito! Mordi o lábio dele.
-Bom saber isso, vem cá então, deita aqui pra te encher de carinho!
-Agora! Ri.

Me ajeitei com ela que colocou a cabeça em meu colo em cima do travesseiro e fiquei fazendo carinho em seu cabelo, enquanto ouvíamos os pássaros cantar. Aquele lugar era lindo, só que chovia muito em Búzios o que contribuiu pra ficarmos na cama em baixo das cobertas. Alisava sua barriga junto com seu cabelo e sorria quando a olhava. O sorriso dela era encantador, seu rosto parecia ter sido desenhado a mão de um artista muito talentoso, seus olhos eram penetrante e dava vontade de passar a vida ali admirando-os.

Ficamos deitados, enquanto ele me fazia carinho e eu fechava os olhos para senti-los melhor. Ouvia a chuva lá fora e ele sussurrava declarações ao pé do meu ouvido. O Dan estava quieto os carinhos que o Luan dava em minha barriga pareceu ter embalado ele ao sono. Eu alisava a mão dele e sorria o dizendo que amava.

Passamos o dia assim; deitadinhos trocando carinhos. Contratamos uma senhora que morava perto da onde estávamos e ela preparou nosso almoço que estava uma delicia. A Manu estava faminta e eu ria da forma que ela comia sem dá intervalo pra me olhar ou pra falar algo. Após o almoço sentamos na rede que tinha na varanda e ficamos observando o mar, era daquilo que precisávamos; sossego. 

A noite Manu foi tomar um banho e eu como já havia tomado fiquei na cama assistindo TV, passava um programa engraçado e eu ria com as palhaças que o caras faziam imitando algumas pessoas famosas inclusive me imitando.

Tomava um banho relaxante, era incrível como precisávamos daquele clima e ambiente, que nos transmitia calma. Eu estava mais relaxada e aquele banho quente me ajudou ainda mais. Saí do banheiro, já vestida, e o vi rindo com algo que passava na TV, sorri ao vê-lo rindo; a gargalhada dele era gostosa. Fiquei o observando feito boba e o Dan chutou forte, parecia ter acordado com a gargalhada do pai.


-Ai! Daniel! Alisei minha barriga e o Luan me olhou.
-Que foi amor? Sentiu algo? Luan se levantou vindo até mim.
-O Dan chutou forte! Olhei pra ele.
-Vem cá deita aqui!
-Acho que você acordou ele rindo! Sorri indo até ele.
-Prometo fazer silêncio filho, perdoa papai! Ele beijou minha barriga.
-Dan agora chuta o seu pai, por que não foi eu quem te acordou! Ri.
-Quando ele nascer ele me chuta! Luan riu beijando meu pescoço.
-Quando ele nascer você vai babar mais do que agora! Sorri.
-Pode ter certeza, não vou querer desgrudar um segundo de vocês!
-E eu vou amar ter você que nem agora, só pra mim! Sorri.
-Vou adorar mimar você e nosso pequeno, só espero que você não se canse de mim! Ele riu.
-Me cansar de você? Nunca!
-Ótimo! Ele sorriu me dando selinho.
-Sabe quando eu vou me cansar de você? Sorri.
-Quando mô? Ele me olhou sorrindo.
-Quando o frajola pegar o piu-piu! Ri.
-Que declaração linda neném! Ele riu.
-Maravilhosa! Ainda bem que eu não componho música, que ai já viu, né? Ri.
-Ia fazer mais sucesso que eu!
-Oxe! Enorme sucesso, só o chuveiro ia me aplaudir! Ri.
-E eu não conta? Ele riu e me deu um selinho demorado puxando meu lábio pra ele.
-Conta! Claro que conta! E conta também o beijinho e... Mô?! Olhei nos olhos dele mordendo o lábio dele.
-Hum...? Ele me olhou alisando meu rosto.
-Eu quero fazer amor! Sussurrei no ouvido dele.
-Tem certeza? Ele beijava meu pescoço.
-Muita certeza! Mordi a orelha dele.
-Vem cá, então! Ele sorriu.

A puxei para o meu colo, com cuidado, e a beijei delicadamente, estava com vontade dela desde que chegamos em Búzios mais me segurei por ela estar grávida. Alisava suas costas, enquanto beijava seu pescoço e mordia, levemente, arrancando dela arrepios. O Dan se mexeu chutando forte e a comecei a dar leves beijos em sua barriga subindo até sua boca aonde beijei com mais fervor.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E QUATOZE.


Enquanto o padre falava lembrei do nosso primeiro abraço e de como ela havia mudado minha vida em todos os sentidos, senti ela apertando minha mãe procurando forças e a olhei com sorriso nos lábios lhe dando o que ela procurava. Muitas lembranças ficaram vivas naquele momento em meu coração e meu sorriso, enquanto o padre falava escapava involuntariamente. Tínhamos contado a ele um pouco da nossa história e ele falava orgulhoso pela nossa história linda que tivemos. 

Antes das alianças pedi para que me deixassem fazer uma surpresa pra ela e o padre assentiu com a cabeça confirmando meu pedido. Sorri pegando meu violão e sentei em um banquinho que o Rober conseguiu pra mim, a olhei começando a tocar nossa música, a música que contava nossa história e que com certeza nos marcaria pra sempre: "Te Vivo".

Quando ele pegou o violão e começou a tocar a melodia da "Te vivo" meus olhos encheram de lágrimas. Quando ele começou a cantar dava para notar o quanto ele estava emocionado e eu fui tomada por aquela emoção lembrando tudo o que a gente tinha passado.

Lembranças de nós dois me dominaram e eu deixei minha felicidade cair dos meus olhos, em forma de lágrimas. Foi a mais linda interpretação dele da nossa música, era impossível desgrudar os olhos dele e as lembranças do nosso primeiro beijo, de como eu havia o descoberto, do nosso primeiro abraço, de como tudo entre nós tinha sido intenso, me dominaram. 

Nessa hora pude perceber o que, realmente o Dan queria me dizer naquele meu sonho; o Luan e ele eram a mesma pessoa, por que os dois tiveram uma história parecida comigo, mas somente um poderia ficar na terra para cuidar de mim e me fazer feliz. O Dan tinha virado meu anjo, nosso anjo para nos proteger.

Enquanto cantava olhava em seus olhos que explodiam de felicidade através de lágrimas e isso me deixou mais emocionado do que já estava. Quando terminei de cantar a música todos aplaudiram e eu mais uma vez beijei sua testa e suas duas mãos que estavam geladas e tremulas. Nos viramos de frente para o padre novamente que abençoou a aliança e viramos de frente um para o outro.

-Manuela Pontes Brandão, você aceita Luan Rafael Domingos Santana como seu legitimo esposo? Para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Prometendo-lhe ser fiel, o resto de suas vidas, honrando-o em todos os momentos?
 -Sim! Sorri olhando para ele.
 -Luan Rafael Domingos Santana você aceita Manuela Pontes Brandão como sua legitima esposa? Para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Prometendo-lhe ser fiel, o resto de suas vidas, honrando-a em todos os momentos?
 -Sim! Ele Retribuiu o sorriso. 
-Se tem alguém aqui que é contra essa união que fale agora ou calasse para sempre! A igreja se impôs ao silêncio e o padre olhou pra nos dois nos dando a aliança. 
-Manuela Pontes Brandão, eu quero pertencer a você, quero ser seu companheiro, seu amigo, seu amante, na dor e na alegria, na aflição e no ânimo, nas derrotas e nas vitórias, nas trevas e na luz. Para isto, estou disposto a colocar minha experiência de vida ao seu alcance. Quero dar-lhe coragem quando você desanimar, dar-lhe esperança quando você estiver descrente, quero ser sua força e escudo como me compete como homem e mostrar-lhe o caminho sempre que a estrada da vida lhe causar embaraço. Manuela, quero fazer você feliz, muito feliz, todos os dias da minha vida. Conto, para isto, com a luz e a força de Deus!

Sorri olhando-a nos olhos e coloquei a aliança em seu dedo sem desconectar nossos olhos, naquele momento minha ficha estava caindo, eu estava casando com a mulher da minha vida. Beijei sua mão onde coloquei a aliança e respirei fundo sentindo meu coração acelerado.

-Luan Rafael Domingos Santana, quero ser tua força, sua fortaleza. Quero com você dividir todos os momentos tristes e alegres, da minha vida. Você agora é o dono da minha história e eu tenho certeza que irá fazer de mim a mulher mais feliz dessa vida, como eu também vou fazer todos os esforços do mundo para fazer de ti o homem mais feliz do mundo. Eu moverei montanhas se preciso for para poder lhe proporcionar momentos inesquecíveis e para afastar qualquer perigo. Eu e você somos agora um só e pretendo fazer da nossa vida uma linda história de amor, para que possamos fazer nosso filho dormir ao contar-lhe ela! Coloquei a aliança em seu dedo e sorri.

Respirei fundo e soube que ali tudo o que mais quis estava acontecendo; estava feliz ao lado do homem da minha vida, com nosso filho e consequentemente muito feliz, por tudo aquilo está acontecendo.

-Agora o noivo pode beijar a noiva! Todos na igreja sorriram. 


Sorri olhando-a e segurei em suas mãos olhando em seus olhos, beijei sua testa, seu queixo e finalmente a boca, foi um beijo rápido, porém coloquei todos meus sentimentos ali naquele leve toque em seus lábios. Estava transbordando felicidade e sabia que a partir dali ela era minha, apenas minha.

Quando ele se aproximou sorri, ele me deu um beijo leve encostando seus lábios nos meus e eu pude saber o que ele estava sentindo e era o mesmo que eu; felicidade de estarmos concretizando o que sonhávamos, há muito tempo.

Viramos para os convidados que aplaudiam e saímos em baixo de uma chuva de arroz, entramos no carro rindo do que a Ivete comentou e seguimos para o local onde seria nossa festa. Quando chegamos lá percebemos que estava do jeito que queríamos, tudo do nosso jeitinho, bem a nossa cara. Tiramos várias fotos com todos os convidados e fiz questão de postar uma no twitter para os meus fãs que esperavam ansiosos por alguma notícia. 


A festa foi linda e muito animada, conversamos e nos divertimos com nossos amigos, acabei matando a saudade da minha família que morava tão longe de mim. Dancei com a Manu, enquanto todos observavam e o Dan chutou no momento que alisava a barriga dela nos fazendo sorri feito bobo.

Estávamos radiantes e eu depois das fotos fui conversar com todos os convidados com mais calma. Mais levei um puxão de orelha de minha mãe por que eu estava agitada demais. Então sentei em uma mesa com os pais dele e minha mãe, mas logo foi chegando mais gente, para me cumprimentar ou conversar com a gente.


O Luan estava radiante de poder ter toda a família dele reunida, todos moravam longe dele e era complicado para ele viajar para ver todos em Campo Grande. Ele estava de um lado a outro, mas sempre com um sorriso no rosto. Já havia tirado o paletó quando me puxou para dançarmos juntos.

Foi um momento mágico, a nossa dança, por que todos pareceram sumir, enquanto eu olhava nos olhos dele. Parecia que só existia eu e ele ali, na verdade nós três: eu, ele e o Dan que chutou quando sentiu o Luan se aproximar de mim. Dançava com ele e sorria, enquanto nos olhávamos nos olhos, foi incrível. Ele alisou minha barriga e o Dan chutou onde a mão dele estava o que arrancou de nós um sorriso bobo.

Não me importei com quem estava nos observando, a beijei delicadamente segurando em sua nuca, estava com essa vontade desde que a vi entrar na igreja acompanhada do Diego. Sorri durante o beijo e por mim passava a vida assim sentindo o gosto de seus lábios macios no qual me transmitia as melhores sensações do mundo.

Quando ele me beijou eu sorri, estava com tanta vontade daquele beijo, que ele fez contribuir para que eu esquecesse não só quem estava na festa, mais o mundo. Alisei com delicadeza sua nuca e retribuí o carinho que ele havia naquele beijo. 


-Te amo! Sorri mordendo, levemente, o lábio dele puxando pra mim.
-Te vivo! Ele sorriu colando sua testa a minha.
-To muito feliz, sabia? Sorri.
-Foi tudo da forma que você queria?
-Foi tudo perfeito! Não importa da forma que foi, o que importa é que você estava lá me esperando, no altar, e me disse “sim”. E agora está aqui comigo e me disse que me vive! Sorri e o dei um selinho.
-Nunca pensei que iria ser tão feliz, sabia? Você é tudo pra mim!
-E você é meu mundo!

Depois de ficarmos ali dançando juntinhos como se nada mais existisse, ficamos mais alguns minutos conversando com os convidados, percebi a Manu ficar cansada diante do seu semblante e a chamei para seguir para a nossa casa, onde passaríamos a noite e no dia seguinte partiríamos pra nossa lua de mel em Búzios. Seguimos pra casa no meu carro comigo dirigindo, fomos em total silêncio, a Manu alisava a barriga o Dan estava agitado demais e pra tentar acalmá-lo mais rápido pus também a minha mão sobre a dela lhe ajudando no carro.

Estava cansada e o Luan ao perceber, quis me levar pra casa e eu aceitei prontamente. Entramos no carro e o Dan não parava um segundo, desde a Igreja, mas na festa ele tinha piorado. Ele estava muito agitado o que me causou enjoou, tentava acalmá-lo alisando minha barriga mais ele não parava. O Luan colocou a mão alisando a minha barriga e ele diminuiu mais não parou.

-Nossa! Filho pára um pouquinho! Olhei para a minha barriga.
-Ele tá mais feliz que nós dois juntos! Luan riu estacionando o carro em frente a nossa casa.
-É! Mais eu to enjoada! Respirei fundo.
-Vou levar minha mulherzinha no colinho! Ele fez biquinho, saiu do carro e me pegando no colo.
-Luan Rafael, me cola no chão seu maluco! Ri.
-Entrar com pé direito! Ele riu entrando com pé direito na nossa casa e fechou a porta com a bunda me fazendo ri ainda mais.
-Tá! Agora me põe no chão! Sorri.
-Pronto meu amor! Ele sorriu me pondo com cuidado no chão.
-To cansada! Mais a nossa lua de mel vai ser onde? Olhei pra ele.
-Amanhã cedo vamos pra Búzios!
-Sério?
-Sério meu amor! Tá melhor do enjoou?
-O Dan parou um pouquinho! Alisei a barriga.
-Vem, vamos para o nosso quarto. Você tem que descansar!
-To precisando mesmo! –Respirei fundo e segurei na mão dele. –Amor ajuda, antes, a tirar esse sapato? Tá doendo meu pé!
-Senta aqui! Ele me ajudou a sentar no sofá e, com delicadeza, tirou meus sapatos me deixando aliviada.
-Brigada! Tava incomodando demais! Sorri.

Subimos as escadas abraçados, e fomos para o nosso quarto, assim que entramos ele me deu outro beijo carinhoso e sorrimos. Ele me ajudou a tirar o vestido e os enfeites que estavam no meu cabelo. E depois seguimos para o banho. 


Ele me ajudava no banho e aproveitava para roubar beijos. Trocávamos carinhos e o Dan parecia mais calmo. Quando o Luan encostou a mão na minha barriga o Dan chutou e nós sorrimos. Ele me ajudou a secar meu corpo e quando passou a toalha em minha barriga brincou com o Dan o fazendo chutar, novamente. Nos vestimos e deitamos na cama, ele me abraçou e ficamos conversando sobre o casamento, distraídos.

Ficamos assim até os carinhos dele me embalar em um sono maravilhoso, dormi sentindo os carinhos e o calor do Luan era maravilhoso ainda mais depois daquela noite mágica que tivemos, era nossa primeira noite como casados e a felicidade não cabia dentro de mim. 

Quando a vi dormir embalada pelos meus carinhos sorri feito bobo alisando sua barriga, o Dan pareceu dormir também através dos meus carinhos e isso me deixou ainda mais bobo. Olhei aquele quarto e percebi que estava na mesma cama que a minha esposa, era a nossa primeira noite como casados. 

CAPÍTULO CENTO E TREZE.


-Eu entendo o que você fez, mas eu fiquei muito chateada, não pelo o que você me disse, até por que você estava com a cabeça quente. Eu fiquei chateada por você não ter percebido isso antes! Eu queria que você percebesse que esses poucos momentos que a gente tem juntos, são os momentos que você tem pra ficar comigo e acostumar mais ainda o Dan com você... Eu e ele sentimos falta do seu calor!
-Eu sei, eu errei. Desculpa! Ele abaixou a cabeça.
-Então, não fica assim! Eu te desculpo, não tem como resistir a essa sua carinha linda! Sorri o olhando.
-Te amo! Ele me abraçou.
-E a gente te ama, papai! Beijei o pescoço dele, enquanto o abraçava.

Depois que nos entendemos ele não desgrudou mais de mim. Ele e o Diego fizeram as pazes, o Luan pediu desculpa por tudo e disse que estava sendo um idiota, o que contribuiu para o Di ficar zoando ele. Era bom ver eles bem, novamente. 

Ficamos juntos durante todo o dia e aproveitamos cada segundo juntos. O Luan não tirava a mão da minha barriga e conversava com o Dan, a todo o tempo. Ele teve que ir fazer os shows antes do nosso casamento, mas ele fez um esforço a mais e voltava sempre, depois dos shows. Foram três noites ele fazendo aquilo e com o passar dos dias a minha ansiedade para o nosso casamento só aumentava.

Faltavam apenas três dias para o grande dia e eu estava nervosa o que preocupava minha mãe, o Diego e o Luan. Eu ficava pensando nos detalhes, na decoração, no meu vestido... Mais uma coisa eu tinha certeza: eu estava, totalmente, feliz.

Aqueles últimos três dias se passaram devagar, Luan encerrou com os shows e teria duas semanas se folga somente pra nos dois o que me deixou empolgada. Já estava tudo pronto para o grande dia, só faltava chegar. Minha ansiedade estava a mil o que me causava enjoou, mais tentava de todas as formas me controlar. Luan estava mais apegado que nunca a mim e ao nosso pequeno e eu adorava vê-lo daquele jeito dengosinho fazendo carinho em minha barriga. 

Finalmente o dia havia chegado, fui passar o meu dia de noiva em um salão onde faria massagem, tomaria banho de rosas, fazia cabelo, unha, hidratação nos pés, tudo! O Luan preferiu ficar em casa, ajeitando as coisas com o pai, Diego e o restante da família, em sua maioria, a parte masculina, enquanto as mulheres estavam no salão.

Nada conseguia me acalmar, nada conseguia me distrair, massagem nenhuma, banho nenhum, tratamento de pele ou unhas feitas conseguiam me deixar calma. Pelo contrário, a cada etapa a cada coisa que eu fazia era uma forma de eu perceber que a hora estava se aproximando.

Eu não aguentei e liguei para o Luan, ele me tranquilizou avisando que estava tudo bem e brincou me pedindo para não desistir e não o largar no altar, eu ri e continuei o meu dia de rainha. Nossas mães, a Bruna, as tias e primas dele estavam lindas e me diziam a todo tempo que eu estava mais linda que nunca.

Quando finalmente depois de um banho relaxante eu iria vestir meu vestido de noiva e faria minha maquiagem e meu penteado, meu coração parecia querer saltar pela boca. Depois do cabelo pronto, eu preferi prender somente uma parte dele e deixá-lo de lado, caído em um ombro do jeito que o Luan gostava, fui para a maquiagem. Comecei a tremer e por algumas vezes uma lágrima insistia em cair, minha felicidade escorria pelos meus olhos. A maquiadora fez uma maquiagem leve, porém linda e eu me encantei quando me vi refletida no espelho, sorri. 

Minha mãe e a mãe dele me ajudaram a colocar o vestido, e foi o momento mais emocionando eu tive que conter as lágrimas apesar de a maquiagem ser a prova d'água, por que se eu me permitisse chorar não pararia mais. As meninas foram na frente; a Bruna, as primas e as tias dele, minha mãe e a Marizete tiveram que ir depois, mas antes me falaram coisas lindas. Finalmente eu estava pronta e o Diego foi me buscar, no salão; iríamos direto ao encontro de todos e eu iria me casar com o amor da minha vida.

-Nossa, você tá linda! Diego se aproximou de mim sorrindo e parecia emocionado.
-Brigada! Você viu ele? Sorri.
-Vi sim!
-Como ele tá? Por que eu to muito nervosa! Me aproximei do Diego me despedindo de todos no salão.
-Tá até calmo,... Cara, a Ivete tá ai! Ele riu.
-Ivete? Nossa! O Luan comentou que iria convidar ela, mas eu pensei que... Tem um monte de famoso lá, né?
-Só vi a Ivete e o Zezé e Luciano!
-Tá! Ai! To muito nervosa! Segurei firme a mão do Diego!
-Relaxa, tô com você. Vamos!
-Vamos! Sorri.


Entramos no carro e milhares de coisas se passaram na minha cabeça, durante o caminho. Permaneci calada, deixando que minhas lembranças me dominassem. Lembrei o meu pai de como ele estaria muito mais nervoso que eu me levando ao altar, lembrei o sorriso dele e me perguntei o que ele me falaria ao entregar minha mão ao Luan, no altar. Lembrei o Dan e de todos os planos que nós tínhamos feito mais eu sabia que ele estaria a me esperar no coração do Luan.

Segurei a mão do Di com força e sabia que meu pai tinha deixado um presente maravilhoso pra mim; um irmão. Sorri pra ele e lembrei as palavras que o Dan havia me dito: ele sempre estaria comigo. Me senti segura e me acalmei, um pouco. Deixei minha felicidade me preencher e o nosso filho, nosso Dan, se mexeu e eu sorri. Alisei minha barriga e lembrei os nossos planos para o futuro e da nossa vida que estava prestes a mudar e com certeza para muito melhor.

Assim que chegamos eu respirei fundo, vendo o Di sair do carro e me esperar com a mão estendida, saí. Assim que saí fotógrafos começaram com a chuva de fleches, mas eu não liguei. O Di me deu um beijo na testa e segurou firme uma das minhas mãos, enquanto a outra, que segurava o buquê, suava de nervoso.

Olhei mais uma vez para o Di que sorriu e levantei minha cabeça olhando pra frente, lá estava ele no alta me esperando, estava um verdadeiro príncipe de terno e gravata, retribuir o lindo sorriso que ele desenhava nos lábios e comecei a andar no som da marcha nupcial. Olhava para os lados reconhecendo a maioria das pessoas, tinha alguns famosos mais a maioria das pessoas eram da nossa família, sorria e acenava com a cabeça pra eles que pareciam admirado comigo. 


Quando cheguei onde o Luan estava ele desceu um dos degraus com um sorriso lindo nos lábios, o olhei abrindo um sorriso no qual toda minha felicidade estava sendo demonstrada e Diego apertou a mão dele forte pedindo pra que cuidasse de mim. Ele beijou minha barriga, beijou minha testa e entrelaçou meu braço no seu me fazendo dá mais alguns passos até onde o padre nos esperava.

Estava nervoso a sua espera, meu coração estava acelerado e o medo dela travar ou algo acontecer me dominava. Mais mantinha a calma o máximo que podia e com a ajuda do meu pai ia receber os convidados. Tinha muito dos meus amigos que convidei e meus familiares pareciam estar radiantes por mim. 


Quando anunciaram sua chegada meu nervoso só fez aumentar, queria ver como ela estava, e meu sorriso não saia do rosto o que estampava minha felicidade. Organizamos todos os padrinhos e entrelacei meu braço com minha mãe, quando entrei indo em direção ao altar e sorria para todos que estavam ali para nos prestigiar. 

Subi ao altar com minha mãe ao meu lado e quando a porta da igreja se abriu meu sorriso imediatamente abriu junto. Quando a vi entrando acompanhada de seu irmão meu coração acelerou, ela estava linda de vestido de noiva com barrigão da forma que eu imaginava em meus sonhos, parecia uma verdadeira princesa de tão linda. A olhei e ela me olhou na mesma hora fazendo nossos olhares se cruzarem e quando ela chegou perto de mim apertei a mão do Diego e lhe dei um beijo na testa acompanhado de um na barriga lhe trazendo para o altar, logo em seguida.

Quando o padre começou a falar o Dan não parava de se mexer, na barriga, ele parecia saber o que estava acontecendo e estava feliz por isso. O padre falava, dava o sermão e falava coisas lindas sobre o amor puro e verdadeiro que estava sendo esquecido pelo mundo.


Meu nervosismo só aumentava por que eu não via a hora de dizer sim para ele. Todos que nós havíamos convidado estavam ali para prestigiar o nosso dia especial. Vi famosos muito amigos do Luan; Ivete acompanhada por seu marido e filho, o Zezé e o Luciano acompanhados por suas famílias e o Fernando e o Sorocaba, que ajudaram e muito o Luan a chegar onde ele estava. Fiquei feliz em vê-los ali por que todos eles eram bastante ocupados e ver o esforço, não só deles, mas de todos de nos prestigiar foi maravilhoso.

Apertei forte a mão do Luan depois que entreguei meu buquê a minha mãe, sorrindo para ela. Vi todos os padrinhos no altar; o Roberval com a Bruna, o Anderson com a Dagmar, o Diego e a Carol. Sorri para todos eles, enquanto o padre continuava a falar e um fotógrafo e um câmera nos fotografava e filmava.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E DOZE.


Empurrei o Diego com força fazendo ele cair sobre o sofá e saí respirando fundo, aquele clima estava péssimo e estava precisando espairecer antes que ficasse maluco de vez. Entrei ligando carro e acelerei com tudo chegando a cantar pneu, estava com raiva do Diego e de como ele se saia de santo em todas as histórias, queria logo que ele fosse embora ele estava conseguindo ganhar minha ira contra ele.

-Eu não aguento isso não dá mais! Sentei no sofá e respirei fundo alisando minha barriga.

Eu entendia que o Luan estava com ciúmes do Diego, até por que o Diego passava mais tempo comigo do que ele, mas ficar duvidando do quanto eu o fazia presente na vida do filho dele, foi demais. Eu tentava compreender mais eu ficava confusa, eu não sabia o que o Luan queria que eu fizesse mais, eu já tinha me mudado para Londrina, já tinha feito de tudo para que a gente ficasse juntos; eu me esforçava a cada segundo mais. Para a gente ficar junto, por mais tempo, ele tinha que largar o sonho dele, mas eu não iria permitir um absurdo daqueles.

Saí sem rumo de carro não sabia o que pensar, o que falar e como agir. Achei o caminho pra casa dos meus pais mais achei melhor não ir lá, contar a eles sobre o aconteceu eles dariam razão a Manuela. Segui, então, para a casa do Rober, sabia que ele iria me escutar e mesmo não tendo o que falar estaria do meu lado. Estacionei em frente à casa dele e toquei a campainha desespero, queria ficar ali e não voltar tão cedo pra casa tento que encarar aquele clima.

-Fala cara! Que cara é essa? O Roberval abriu a porta.
-Briguei com a Manuela! Entrei sem pedi licença e o olhei.
-Cara a Manu tá grávida, pode se estressar não! O Rober fechou a porta e foi até o Luan.
-Eu sei, perdi o controle! Cara o problema é aquele bosta do irmão dela, o cara fica na cola dela 24 horas por dia, até meu filho já se acostumou com ele!
-Luan ele é irmão dela, vai me dizer que tá com ciúmes dele...?!
-Tô mesmo! Cara você precisa ver como ele fica com a Manuela... Eu deveria estar dando carinho, acompanhado o crescimento do meu filho na gestação, eu! Mais ninguém!
-Cara o que você quer? Você vive viajando, cara é normal que o irmão dela e a mãe dela, que você está esquecendo, cuidarem dela ficarem ao lado dela. E outra, o guri também reconhece a Bruna, seus pais e a Carol, não foi você mesmo que disse? E quer saber a minha opinião?
-Fala!
-Você tá sendo um burro brigando com ela, por que é esse o tempo que você tem pra ficar com ela, cuidar dela e passar um tempo acompanhando o crescimento do seu filho. Cara você é burro mesmo! E eu aposto que a Manu tá lá doida pra você chegar em casa e dar carinho a ela. Aposto o quanto você quiser que ela contou os dias e as horas pra você chegar em casa, por que o irmão dela não é você! O Rober o olhou sério.
-O que eu faço cara? Luan o olhou.
-É você é burro! –O Rober riu. –Volta pra casa pede desculpa a ela e fica com ela, simples!
-Ter que engoli aquele Diego é a pior parte!
-Luan ele não é você, enfia isso na sua cabeça! Não adianta você ficar com esse seu ciúme, por que não vai dar em nada. Isso só vai fazer você brigarem e a Manu vai acabar cansando disso!
-Tá! Já entendi! Tô indo, valeu pela força!
-Você sabe que pode contar com a testa larga aqui, sempre! O Roberval riu.
-Sei sim! Sorri.

Me despedi do Rober após o agradecer, mais uma vez, e segui para o carro onde acelerei indo pra casa, estava com medo do que a Manu iria me dizer e acabarmos brigando outra vez. Acelerei mais, e quando cheguei ao condomínio estacionei o carro em frente a nossa casa. Desci sentindo meu coração ainda mais acelerado e entrei fechando a porta que estava atrás de mim.

Estava no quarto e ouvi o barulho do motor do carro dele e a batida da porta do carro. Ele não tinha demorado muito e, de certa forma, fiquei feliz. Tinha subido para deitar, um pouco, e me acalmar pelo nosso pequeno, não queria prejudicá-lo. Fechei os olhos e tentei esquecer tudo aquilo para me preparar para uma possível briga, entre a gente ou entre ele e o Diego.

Entrei vendo apenas o Diego assistindo TV e parecia bastante concentrado, respirei fundo colocando a chave do carro em cima de uma mesinha e subi as escadas devagar. Não queria mais brigar com ela, pelo nosso relacionamento e por nosso filho. Iríamos casar dali a uma semana e essas brigas não iriam nos fazer bem. Entrei no nosso quarto e a vi deitada de olhos fechados alisando a barriga quietinha.
Ouvi a porta bater e sabia que era ele, mas permaneci do mesmo jeito: quieta e com meus olhos fechados. Já tinha sido um grande passo ele passar pela sala e não ter brigado com o Diego e eu queria evitar qualquer tipo de briga com ele. Então, decidi ficar quieta e esperar pra ver o que ele iria me dizer ou o que ele iria fazer.

A olhei quietinha, daquele jeito e uma vontade enorme de colocar ela em meus braços não me faltou, me sentei na cama ao seu lado e alisei sua barriga com carinho, não gostava de ficar naquele clima com ela, a amava demais pra isso. Beijei sua testa demoradamente e esperei que ela abrisse os olhos pra lhe pedi desculpas pelo que aconteceu.

Senti ele sentar ao meu lado e uma vontade de abraçá-lo me invadiu, mas eu quis esperar eu sabia que ele iria fazer algo. Ele alisou minha barriga e me deu um beijo na testa. Percebi que estava na hora para abrir os olhos. Abri os olhos, devagar, e o olhei, ele estava com uma carinha linda, de arrependimento, mas eu segurei o sorriso que queria se formar em meus lábios; queria ouvir o que ele ia me falar.

-Mô perdoa pelas coisas que te falei, eu... Eu sou um burro em brigar e fazer birra invés de curti os momentos livre com você e o nosso Dan. Eu sou um besta mesmo em achar que você não faz de tudo pra me fazer presente na vida do nosso filho. Eu sei que faz! Me perdoa, não queria te deixar estressada e mal!