sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E OITO.


-Precisava te ver Manu, sinto sua falta todos os dias!
-Você é louco! Me esquece! Quer saber? Vou embora, não tenho nada pra fazer aqui! Virei ás costas e comecei a nadar.
-O último beijo! Ele me puxou me beijando.

Quando, finalmente, cheguei ao lugar que batizamos como nosso, saí do carro trancando-o, respirei fundo ao ver aquela paisagem e sorri lembrando dos nossos momentos ali. Andei mais alguns minutos e vi uma cena que nunca iria pensar em vê-la, não conseguia me mexer vendo ela beijando-o com tanta intimidade no mesmo lugar onde demos nosso primeiro beijo. Balancei a cabeça em sinal negativo e segui de volta para o carro.

Entrei e acelerei cantando pneu. Como poderia ser tão idiota em chegar a acreditar que depois de um ano o nosso amor permaneceria. Não era a primeira vez que pega ela beijando ele e o que mais me doeu foi o lugar que ela estava com ele. Cheguei em sua casa, agradecendo ao Diego pelo carro e subi sem da ouvidos ao que ele falava, peguei minha mochila e comecei a arrumar minhas coisas.

Quando ele me beijou eu senti um enjoou muito forte e o empurrei com tanta força que ele se desequilibrou. Saí daquele lugar que era tão incrível pra mim, tão cheio de lembranças boas, com um nó na garganta enorme. Saí correndo para fora daquele lugar e eu tive que vomitar, por que meu corpo rejeitou aquele gosto ruim.

Fui para cara com os pensamentos a mil. Queria chegar em casa e ver o Luan abraçar ele, ficar em seu colo e beijá-lo para tirar aquele beijo ruim de mim. Cheguei em casa abrindo a porta e passando rápido pelo Diego, por que eu estava muito enjoada e tonta com aquela confusão toda. Abri a porta do meu quarto e o vi arrumando algo na mochila, ver aquela cena me fez esquecer todo o meu mal estar.

-Tá fazendo o que? Perguntei assustada.

Não a respondi, continuei arrumando minhas coisas empurrando tudo com força. Fui ao banheiro pegando alguns objetos meus jogando de qualquer jeito, na mochila, e respirei fundo pegando as roupas que estavam espalhadas pelo chão. Em momento nenhum a olhei, se falasse iria me estressar e ela não poderia passar por isso.

-Luan fala! –Cheguei ao lado dele e puxei a mochila que ele arrumava, com raiva, e a segurei. –O que você tem?
-Se despediu direitinho da Bia, né? Ele tomou a mochila da minha mão com raiva.
-Você... Luan eu... Olha ele me enganou! Eu juro! Meu coração disparou ao ouvir ele falar aquilo.
-Dá licença? Eu vou volta pra minha casa, seja feliz com seu "namoradinho”!
-Luan, eu não vou te dá licença nenhuma! –Fechei a porta do quarto. –Me escuta! Ele ligou disse que era um recado da Bia... Mais quando eu cheguei lá ele me agarrou! Eu preciso que você acredite!
-Manuela o mesmo papo de novo? –Ele alterou a voz. –Você acha que sou otário? Pára com isso, não cansa de me fazer de idiota?
-Não estou te fazendo de idiota! –Falei alto. –Você acha que se fosse pra ficar com ele eu desistiria de tudo lá, pra ficar com você? Você acha que eu estragaria a vida dele lá, depois do que ele fez na primeira vez? Luan eu não tenho nada com o Gabriel!
-E poderia ter sido em outro lugar, né? Decidiu fazer as pazes com seu namorado justo no lugar aonde você dizia ser especial pra nós dois!
-Eu não fiz as pazes com ninguém! E fala baixo comigo! –Me irritei. –É especial, pra mim, vai continuar sendo!
-Que gritaria é essa aqui? Diego entrou.
-Nada! Olhei séria pra ele.
-Tem certeza? Ele nos olhou desconfiado. 
-Tô indo nessa! Luan colocou a mochila nas costas saindo do quarto.
-Quer saber? Vai mesmo! Agora nunca mais olha na minha cara! –Empurrei o Diego e fui atrás do Luan. –Nem na minha cara nem na do seu filho! Meu filho não merece ter um pai que desconfia da mãe, não!
-Isso se eu for o pai, né? Não sei o que você aprontou em Nova York!
-O que? É pra ri essa né? –Desci a escada rindo ironicamente. –Olha aqui, você pode pensar tudo de mim, tudo mesmo, mas isso foi demais... Alias, não sei nem por que eu estou me importando com isso, eu tenho minha consciência limpa! Se quiser pede DNA! Agora saiba de uma única coisa: eu sumo no mundo e você e nem seu filho vai saber notícia um o outro! –Vi o Diego descendo, pela escada, e parecia está com raiva. –Tá vendo por que eu deveria continuar calada? Olhei para o Diego.
-Repete o que você falou da minha irmã!
-O que? Não se mete Diego!
-Filho da mãe! Ele deu um murro no rosto do Luan fazendo ele cair.

CAPÍTULO OITENTA E SETE.


Quando ele me respondeu eu gelei, mas logo ele foi se explicando. Ele queria me passar um recado da Bia; ele disse que ela tentou me ligar e que não conseguiu, então pediu a ele e ao Lucas. Depois do recado dado, eu fui me arrumar. A Bia queria me encontrar no Solar do Unhão, ela queria se despedir. Normalmente era lá que nós íamos para conversar e passar o tempo, ela, eu e a Carol, sempre nos divertíamos muito juntas e eu queria recordar tudo com ela. Depois de deixar um recado para o Luan e o Diego, encima da mesa segui para o encontro da Bia.

Me arrumei e fui até lá, fui relembrando de tudo; conversas, sorrisos, fofocas, os tempos da escola. Todos os momentos bons e ruins que compartilhamos juntas. Segui o caminho sorrindo e quando cheguei lá meu sorriso era maior, ainda.

Entrei no Solar e andei até o estacionamento e me assustei. Meu sorriso se desfez eu estava me sentindo uma idiota por ter acreditado naquilo. Nada no mundo descreveria a sensação que eu sentia; eu fiquei com raiva de mim mesma.

-O que você está fazendo aqui Gabriel? Cadê a Bia? Eu sou uma idiota mesmo! Falei com raiva indo na direção dele.

Fui ao shopping disfarçado com o Diego, fomos conversando e ele me mostrava algumas coisas que ainda não conhecia em Salvador. Entramos em uma loja de bebês e após o pedido do Diego fecharam a loja para que pudéssemos ficar mais a vontade. Olhava aqueles sapatinhos tão pequenos e sorria imaginando o nosso pequeno em nossos braços. Comecei a imaginar eu ninando ele, cantando pra ele dormir e acordando pela madrugada para colocar ele pra mamar.

Comprei várias roupinhas e sapatinhos amarelos, vermelhos e brancos. Não sabíamos o sexo, então preferi comprar cores que tanto menino ou menina pudessem usar. Saímos da loja e seguimos para o estacionamento, entramos no carro e seguimos pra casa. A estrada tava livre o que nos fez chegar rápido, entramos escondendo a sacola e fui ao quarto onde achei um bilhete em cima do criado mudo. Peguei com atenção, sentando na cama e comecei a ler.

"Amor fui encontrar com a Bia no nosso cantinho, sabe onde é, né? Acho que ela quer se despedir, ela vai voltar pra Nova York. Prometo não demorar! Te amo! Beijos da Manu"


Li aquele recado sentindo algo estranho dentro de mim, li mais duas vezes e desci procurando pelo Diego, ele estava na sala assistindo TV, enquanto comia uma maça, sentei ao seu lado respirando fundo e apoiei meus braços sobre minha perna tentando me concentrar na TV. Após perceber que isso não iria acontecer olhei pro Diego e lhe pedi a chave do seu carro emprestado.

Coloquei um óculos escuro, uma toca e saí em direção ao carro seguindo para onde ela disse que estava. Durante o caminho pensei que estava sendo grudento demais, mais estava preocupado com ela e só queria ver se ela estava bem.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E SEIS.


Comecei a pegar as coisas para fazer o macarrão que a minha mãe havia me ensinado, estava distraída, concentrada, mas sabia que não iria sair com o mesmo gosto, do mesmo jeito. Olhei para ele e o vi perdido nos pensamentos e sorri.

-Que foi? Tá perdido em que planeta? Ri.
-Pensando na gente ensinando nosso filho a dar os primeiros passos! Ele me olhou.
-Tá! Pára de ser fofo, ok? Ri.
-Sua boba! Ele se levantou me abraçando.
-É sério amor! Não faz essas coisas que eu estou em um momento muito sensível eu vou chorar por tudo! Acho que vou ficar bobona! Sorri.
-Eu te amo tanto! Ele beijou meu pescoço, enquanto alisava minha barriga.
-Eu também e muito!
-Ama muito, muito? Ele beijava meu pescoço.
-Amo, muito mais que o infinito! Sorri.
-Vem cá! Ele me virou pra frente dele e me deu um leve beijo.
-Sabe o que eu pensei e percebi? Sorri sem graça.
-O que?
-Eu acho que é seu perfume mesmo... To enjoada de novo! Desculpa amor, mas eu acho que você vai ter que mudar ou maneirar no perfume!
-Sério amor? Ele se afastou.
-Sério! Desculpa! Sabe eu sempre gostei mais agora... Você entende, né? O olhei sem jeito e me sentindo culpada.
-Tudo bem! Ele sorriu sem graça se sentando novamente.

Me voltei para o macarrão, para que não saísse ruim, mas me sentindo culpada por aquilo não queria que ele pensasse que eu não gostava do cheiro dele. O perfume dele sempre me agradou, mas depois que fiquei grávida o perfume dele pareceu mais forte e enjoado.

Coloquei a mesa para que a gente pudesse comer e o Diego, logo, veio colocando um pouco pra ele no prato que eu tinha colocado para o Luan e com a boca cheia falou ironicamente que estava ruim. Eu coloquei outro prato para o Luan, depois de ter batido no Diego.

-Amor, vem comer! Chamei ele.

Estava com medo dela enjoar, não queria isso. Voltei pra sala, enquanto ela fazia o macarrão e assistia algo na televisão que não compreendia. Respirei fundo indo na cozinha após ver o Diego sair rindo e me sentei em outra cadeira pegando o prato que ela havia colocado pra mim, tentei manter distância, não queria que ela passasse mal pelo meu perfume.

-Amor não fica assim... Por favor! Olhei pra ele.
-Tudo bem amor, é melhor ficar sentado aqui, não quero ver você passando mal!

Sorri e pra fazer ele se sentir melhor, levantei e coloquei minha cadeira perto da dele. Não queria que ele se sentisse mal por aquilo, então cheirei o pescoço dele, respirando bem fundo e o olhei sorrindo.

-Por mim, eu passo mal a vida inteira! Olhei pra ele.
- Fala isso nem brincando muié! Ele sorriu me dando um selinho demorado.
-Por mim eu passo mesmo, por que seu cheirinho sempre me fez bem! Sorri.
-Vamos almoçar! Ele sorriu.

Começamos a almoçar e me perdi novamente em meus pensamentos, dia seguinte iria fazer uma surpresa pra ela e iria pedi ajuda do Diego. Compraria a primeira roupinha do nosso filho e eu sabia que ela iria amar, sorri, enquanto comia e respirei fundo imaginando a carinha dela de boba ao ver uma roupinha tão pequena.

Comi muito, estava morrendo de fome, estava tão concentrada na comida que não falei nada, enquanto ele me olhava e sorria, mas parecia está perdido, mais uma vez, em seu pensamento. Parecia que a fome estava maior e eu não me controlei comendo quase uma barra de chocolate inteira depois.

-Amor, vou dá uma saída com o Diego, tudo bem?
-Tudo bem! Mais tão aprontando alguma coisa? O olhei desconfiada.
-Não, ele só vai me mostra umas coisas!
 -Posso ir... ?
-Não amor, não pode. É coisa de homem!
-Nossa! E o que seria essa "coisa de homem"... Posso saber?
-Não, também não! Ele riu.
-E por que eu deixaria você ir, então? O olhei séria.
-Amor eu não vou demorar!
 -Vamos cara? Diego apareceu colocando a blusa.
-Diego não adianta eu te pedir isso, mas vou tentar... Olha o Luan, tá?
-Ele não é mais criança, vamos Luan!
-Não demoramos! Ele me deu um selinho indo com Diego.
-Tá, né?!

Deitei no sofá tentando imaginar o que eles estavam aprontando, o que eles iriam fazer. Comecei a assistir o filme que estava passando na TV e acabei cochilando. Acordei com o telefone tocando e quando atendi ouvi a voz do Gabriel e me assustei.

-Gabriel? Me assustei.

CAPÍTULO OITENTA CINCO.


Saí de cima dela, com cuidado, e coloquei sua cabeça devagar sobre meu peito, beijei sua cabeça alisando seu braço e fechei meus olhos. Minha vida ia mudar completamente, iria carregar mais uma responsabilidade, mas iria gostar dessa experiência ao lado dela.

-E ai papai? Sorri e beijei seu peito.
-Será que dou conta? Ele alisava meu braço.
-Claro! Eu vou está com você! Sorri.
-Sei lá amor, minha rotina maluca, eu quero ser um pai presente!
-Calma! Tudo vai se encaixar... A gente dá um jeitinho juntos!
-Você não quer vim comigo...
-Não? Quem disse?
-Você! Ele me olhou.
-Eu? Quando...? Ri e sentei na cama, rápido o assustando.
-Lá em baixo a poucos minutos atrás...
-Amor... Sai da frente! Levanta, rápido! Empurrava ele.
 -Que foi? Ele se levantou sem entender.

Levantei correndo para o banheiro, enrolada no lençol. Estava me sentindo muito enjoada e tive que vomitar, mais uma vez, naquele dia. Fiquei alguns instantes no banheiro e, logo depois de lavar a minha boca, saí ainda com a mão na boca.

-Enjoou! Olhei para ele.
-Será que é o meu perfume?
-Não...! Deve ser ainda por causa da viagem, foi muito longa! Sentei na cama.
-Deita amor, descansa!
-É melhor mesmo...! Mais deita aqui comigo também! Falei dengosa.
-Claro! Ele sorriu se deitando ao meu lado.
-Te amo! Sorri e alisei o rosto dele.
-Eu também te amo muito! Ele sorriu me dando um selinho.

Acabei dormindo embalada aos carinhos dele, estava muito cansada por causa da viagem e quando dormi meu enjoou passou. Me virei na cama e não o vi ao meu lado, então levantei preguiçosa e fui tomar um banho. Depois do banho senti muita fome e desci as escadas, vi uma das cenas mais lindas, me fazendo parar na escada e admirar; o Luan falava empolgado, com um sorriso encantador, que se formava em seu rosto, o qual nunca tinha visto. Estava ele e o Diego no sofá da sala, enquanto o Luan parecia bobo o Diego o perturbava e ria.

-Se for menina vou ser ciumento cara, quero nem pensar...!
-Eu também vou ser...! Ainda mais se for bonita que nem a Manu, cara! O Diego ficou sério.
-E se tiver o corpo da Manuela? Biquíni não rola!
-Não mesmo! Só com a gente do lado! 
-Coitada da minha filha! Terminei de descer a escada rindo e fui para a cozinha.
-Coitado de mim! Vou ter que aguentar marmanjo dando em cima da minha muié e agora da minha filha!
-Ok! Não falo mais nada... Di tem aquele chocolate que eu gosto? Deu desejo agora... Vou pedir pra mãe fazer aquele macarrão, maravilhoso dela, que só ela sabe fazer do jeito que eu gosto! Falei pensativa.
-Tem sim, tá ali! –Ele apontou. –E vem cá... Que história é essa de que vai morar em Londrina?
-Eu não disse nada! Ergui minhas mãos.
-Você tá me fazendo de otário Manu! Luan levantou indo pro quarto.
-Ai, o cara tava empolgado!
-Depois quem leva tudo a sério sou eu! –Revirei meus olhos e fui atrás do Luan, depois que rumei uma das almofadas na cara do Diego. –Amor, eu só estava brincando! Entrei no meu quarto.
-Toda hora você diz uma coisa, se decida!
-Eu já me decidi! Falei firme.
-E qual é?
-Era essa a surpresa, mas como você vai ficar irritado... Quer mesmo que eu estrague?
-Não tudo bem, não precisa!
-Se for ficar com essa cara eu conto! Cruzei os braços olhando séria pra ele.
-Essa é a cara que Deus me deu!
-Ok! Luan Rafael! Fique ai com sua cara que Deus te deu, que eu vou comer por que eu tenho que me alimentar e alimentar seu filho! Virei às costas.
-Ei, também tô com fome!
-É mesmo? Legal! Olhei pra ele e ri ironicamente.
-Que coisa! Ele se sentou na cama.
-Que foi? Eu não vou te deixar com fome... Eu deixo um pouquinho pra você! Ri.
-É sério, parece que tem um bebê aqui dentro de mim roncando!
-Vai ficar com essa cara que Deus te deu ai, ou vai vir comer... Chato? Sorri o olhando.
-É, vou descer com você!
-Então, tá! Sorri saindo do quarto.

Desci logo atrás dela calado e me sentei na mesa olhando-a mexer em algo e me perdi em pensamentos. Como seria quando nós dois fossemos nos casar, e como ia ser lindo nós dois na sala ajudando nosso filho a dar os primeiros passos, sorri ali ainda perdido na minha imaginação.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E QUATRO.


-Eu ficava imaginando sua carinha sabia? Chegava a chorar...! Acariciava seu cabelo.
-Sério?
-Sério! Sorri.
-Se for menina vai ser linda que nem a mãe!
-Se for menino vai ser gostoso que nem o pai! Ri.
-Vai mesmo, seduzi que nem eu! Ele riu beijando minha barriga.
-Não dá pra te dar moral, né?! Ri.
-Só concordo com o que você fala!
-Ok! –Ri. –Sim, você ainda não me deu um beijo bem demorado! Sorri.
-Verdade! Ele sorriu me dando um selinho e me beijou.
-Te amo! Mordi o lábio dele, levemente.
-Ama mesmo? Ele beijava meu pescoço, enquanto vagarosamente levantava minha blusa.
-Amo muito! Me arrepiei.
-Muito mesmo? Ele começou a morder de leve dando, leves sugadas.
-Muito!

Sorri subindo do pescoço até o queixo dela e novamente a beijei, meu corpo pedia pelo dela mais confesso que estava assustado com essa nossa nova etapa, não sabia como lidar e isso estava me deixando tenso. A beijava mais parei de fazer os carinhos, não queria forçar a barra.

Eu o beijei, mas percebi que ele estava inseguro. Percebi que ele queria tanto quanto eu e o ajudei, intensifiquei o beijo e o acariciei. Eu queria sentir ele e não iria deixar que o medo tomasse conta dele.

-A gente pode fazer amor... Relaxa! Sussurrei em seu ouvido, mordendo, levemente.
-E se machucar o bebê?
-Ele tá protegidinho, bebê!

Sorri e mesmo com medo fui fazendo as coisas devagar até mesmo pra senti cada toque. Estávamos com saudade um do outro e isso só nos fez querer ainda mais um ao outro. Beijei novamente sua boca, enquanto levantava sua blusa com carinho, alisava sua cintura e sorri entre o beijo alisando delicadamente sua barriga.

Sorri quando ele voltou a me beijar e o ajudei a tirar minha blusa, logo depois eu tirei a sua. Ele me acariciava, devagar, e isso fazia com que meu coração disparasse e meu corpo gritasse pelo dele. Ele acariciou minha barriga e sorrimos, logo o dei um beijo mais intenso.

Tirei seu short com cuidando beijando sua coxa e joguei no chão, enquanto me ajeitava entre suas pernas voltando a beijar sua boca. Alisava cada milímetro do seu corpo, enquanto a beijava e podia senti sua pele arrepiar. Tirei minha bermuda jogando também ao chão e com cuidado já estamos sem nada. Queria fazer leves movimentos para que pudéssemos sentir tudo com muito amor e prazer o que aconteceu quando nossos corpos começaram a virar apenas um.


Eu o beijei ainda mais intensamente quando ele colocou o corpo dele sobre o meu. Sentir o calor dele foi um combustível a mais para eu querer ser dele ainda mais. Ele fazia movimentos leves para que sentíssemos tudo com mais intensidade e para que gravássemos em nossas lembranças.

Apertava sua coxa, enquanto fazia movimentos prazerosos, nossos corpos estavam tão quentes que começava a suar fazendo nosso suor virar um só. Era maravilhoso estar ali com ela, entregue em meus braços, dizendo que me ama, e que era minha, somente minha. Fechei meus olhos, enquanto beijava seu pescoço e mordia fazendo nosso prazer aumentar ainda mais.

Enquanto nosso suor se misturava eu me arrepiava e fechava meus olhos para que eu sentisse com mais prazer cada movimento do seu corpo. Eu beijava seu pescoço e lhe dizia palavras de carinho, enquanto gemia, o fazendo arrepiar.

Nos amamos durante toda aquela tarde em seu quarto. Nossos corpos estavam com saudade um do outro e isso era claro a cada vez que nos arrepiávamos. Aquele quarto continha nosso cheiro e isso só nos deixava, ainda mais apaixonados. Quando nos demos por satisfeito ficamos trocando leves beijos, enquanto ainda fazia movimentos, leves, sobre seu corpo.

Meu quarto estava todo bagunçado, como sempre deixávamos. Nossos corpos suados e mesmo cansados, ainda nos queríamos. Eu apertava forte o lençol da cama, enquanto ele ainda fazia leves movimentos sobre mim. Nossas respirações estavam falhas e mesmo sem fôlego, nos queríamos a cada segundo mais.

-Você é tudo pra mim! Ele sussurrou em meu ouvido.
-E você é meu mundo! Minha voz falhava.

CAPÍTULO OITENTA E TRÊS.


-Que foi amor? Tá tudo bem?
-Não! To tonta e enjoada! Fechei os olhos, respirando fundo.
-Vem cá! 

A ajudei sentar no sofá devagar e fui rápido na cozinha pegar um copo de água pra ela, me sentei ao seu lado lhe entregando e enquanto ela bebia alisava seu cabelo com carinho, senti meu coração ficar pequeno de preocupação e sabia que estando ao lado dela ajudaria muito.

-Não fica preocupado, amor! É normal! Sorri alisando o rosto dele.
-Você tava tendo acompanhamento médico, lá?
-Tava indo ao médico... Mais queria chegar aqui pra ir até minha médica!
-Amor, vem comigo pra Londrina, eu não quero te deixar aqui!
-Mô, aqui é minha casa...! Me entende, eu fiquei muito tempo longe daqui! E outra, não quero atrapalhar, lá! Falei dengosa.
-Você não atrapalha, pelo contrário! Meus pais vão ficar radiantes com a notícia a Bruna nem se fala. Eu não quero ficar longe de você e do nosso filho! Ele alisava meu rosto fazendo uma carinha de cachorro sem dono.
-Ai, meu Deus! Não faz essa carinha! –Sorri alisando o rosto dele. –Depois a gente conversa sobre isso, pode ser? Me ajuda a ir para meu quarto? Quero deitar pra ver se o enjoo e a tontura passam!
-Tudo bem! Ele torceu a boca para o lado.

Levantei a pegando no colo com cuidado e subi as escadas, devagar, pra não deixar ela enjoada, ela ria me pedindo que a colocasse no chão mais não a obedeci. Entramos em seu quarto e a coloquei na cama com delicadeza, voltei pra pegar suas coisas que estavam na sala e entrei no quarto encostando a porta.

-Que foi? Cansou? Sorri quando o vi encostando à porta.
-Que nada, tô forte e cada dia mais gostoso! Ele riu sentando ao meu lado.
-Que bom, assim vai carregar o filho e eu vou descansar! Ri.
-Carrego com maior prazer! –Ele sorriu beijando meu ombro. –Vi o Diego saindo, ele foi aonde?
-Curioso! –Ri. –Foi se acertar com a Carol!
-Ah! Amor, posso tirar a blusa? Tá meio calor! Ele sorriu sem jeito.
-Pode! Olhei pra ele deitando na cama.

Levantei devagar indo até minha mochila e tirei a toca que estava usando, junto com minha blusa, dobrei colocando em cima da minha mochila e baguncei o cabelo virando pra ela que estava deitada me observando, e sorri ainda mexendo no cabelo.

O observei tirar a camisa e vi que ele estava mais forte, novamente, e seus músculos estavam definidos, principalmente seu braço. Quando ele terminou e guardar as coisas dentro da mala e virou, de frente pra mim ajeitando o cabelo, mordi o lábio e sorri. O Luan estava...

-Gostoso! Sorri olhando pra ele.
-Tô é? Ele disse colocando um pouco da língua para o lado de fora me olhando de uma forma sedutora.
-Esta, sim! Vem cá! Estendi a mão pra ele.
-Tá tudo bem? Ele alisou minha barriga.
-Tudo bem! Não se preocupa! Sorri.
-Já dá pra perceber a barriguinha mô!
-Já? Mais não tem nada, não amor! -Sorri. -A médica me disse isso. É melhor a gente ir junto né?!
-Quando você vai? Já dá pra escutar o coraçãozinho dele ou dela?
-Dá, sim! –Sorri. –Mais eu não quis escutar ainda por que... Você não estava comigo. Me senti meio culpada!
-Você iria me contar?
-Não sei... Eu queria e ao mesmo tempo não. Eu estava confusa!
-Você tava errando, eu sou o pai tenho direitos!
-É, eu sei! Mais eu estava com medo de te prejudicar em algo! Fiz cara triste.
-Isso não vai acontecer, não tem nada a ver minha vida pessoal com minha carreira. Cada qual é qual!
-Eu sei, mas acaba influenciando! Eu estava confusa, mesmo!
-No fundo eu te entendo!
-Que bom ouvir isso de você! Sorri.
-Sei que sua intenção era boa, mais... Não mente mais pra mim, não é a primeira vez! Ele me olhou sério.
-Tá! Desculpa! Mais surpresa pode? Sorri.
-Depende da surpresa...!
-Prometo que vai gostar! Sorri.
-Vindo de você tenho certeza que sim!
-Então... Aguarde! Sorri e lhe dei um selinho.

Sorri olhando-a nos olhos e alisei seu rosto com carinho, ela estava mais linda do que da última vez que a vi. Lhe dei outro selinho demorado e levantei sua blusa, devagar, dando um beijo em sua barriga, minha família iria ficar feliz em saber da novidade. Coloquei minha cabeça sobre a sua barriga e fechei meus olhos.  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E DOIS.


Assim que levantei e ajudei minha mãe a organizar a cozinha, com ela me dando conselhos e me falando o que tinha acontecido, da relação dela e do Diego, ouvi a campainha tocar e eu fui atender.

Quando abri a porta sorri ao vê-lo ali, em pé na minha frente. Meu coração disparou e eu o abracei com força, só faltava ele para completar aquele dia que estava sendo perfeito; tinha encontrado com todos que eu amava, mas faltava ele e naquele instante não faltava mais. Cheirei seu pescoço e senti o cheiro dele foi um alívio. Me afastei dele por senti ele frio e desfiz meu sorriso.

-Que foi? Olhei pra ele.
-A gente precisa conversar, pode ser?
-Pode! Entra! Acenei para o Well ele retribuiu com um aceno com a cabeça e quando o Luan entrou eu fechei a porta.
-Oi Dona Helena! Luan abraçou minha mãe.
 -Oi meu querido, quanto tempo!
-Verdade, correria danada! Ele sorriu.
 -Bom, vou deixa vocês a sós, licença! Minha mãe sorriu subindo pro seu quarto e Luan se virou me olhando.
-O que foi? Olhei pra ele.
-Vem cá! Ele se sentou me puxando pra sentar ao seu lado e me olhou nos olhos.
-Fala, Luan! Que coisa! Tá me deixando nervosa! Olhei pra ele séria.
-Eu vou ser pai, não vou? Ele me olhou e colocou a mão sobre minha barriga.
-Luan eu... –Levantei. –Você tá com muita vontade disso né?! Tá ficando até maluco! Forcei uma risada.
-Manu eu vi os exames! Não sei quem mandou mais eu vi! E por que insiste dizer que não? Aqui, olha! Ele estendeu o envelope pra mim.
-Gabriel...! Peguei o envelope da mão do Luan.
-Vai continuar mentindo pra mim? Luan me olhou sério.
-Ok! Foi o Gabriel que mandou pra você. Ele e o Lucas... pra ele se vingar de mim!
-Respirei fundo. –Só não te contei antes por que eu não queria que meu filho atrapalhasse sua carreira e fiquei com medo de você se sentir obrigado a ficar comigo por isso... E outra, vão dizer que eu só fiquei grávida por causa do seu dinheiro e outras coisas...!
-Eu tinha o direito de saber Manu, é meu filho e eu nunca pensaria uma coisa dessa sobre você! Você nunca vai prejudicar minha carreira, muito pelo contrário, e o que as pessoas vão dizer pouco me importa! A minha vida pessoal não diz respeito a ninguém além de mim! Eu te amo e você não precisava de uma gravidez pra eu ficar com você, eu queria você de volta a qualquer custo, sabe por quê? –Ele se aproximou de mim alisando meu cabelo. –Por que eu não sei mais viver sem você!
-Eu fui idiota, eu sei! É que eu fiquei insegura, só isso! Desculpa!
-Se esse envelope não chegasse em minha mão, você não iria me contar, né?
-O Diego iria acabar te contando ou me convencendo a isso...!
-Então... Tem algo que eu não sei e você queira me contar?
-Tem!
-Então fala!
-Te amo! Sorri.
-Eu também te amo muito! Ele sorriu e se ajoelhou diante de mim me abraçando pela cintura, enquanto colocava o ouvindo sobre minha barriga.
-Pára com isso Luan! Eu vou chorar, sério! Alisei o cabelo dele.
-Shiu! Quero escutar o coração dele!
-Besta, não ouvi assim! Ri.

Me levantei e ainda não acreditava no que estava acontecendo, estava com ela ali diante de mim, e esperando um filho meu. A abracei forte beijando seu pescoço e senti seu cheiro, novamente, me fez delirar e esquecer tudo que já havia acontecido entre nós dois que nos fez sofrer. Me afastei do abraço alisando seu rosto e sorri, um sorriso sincero no qual queria que ela enxergasse minha felicidade.

Ver ele daquele jeito bobo me fez ficar emocionada e me fez perceber o quanto ele estava feliz. Quando ele se ajoelhou todo bobo para tentar escutar o filho meus olhos encheram de lágrimas que no abraço, forte, que ele me deu as lágrimas escorreram. Está com ele daquele jeito, feliz, me contagiava. Pudi perceber em seu olhar e no sorriso que me deu, ao desfazer o abraço, que ele estava feliz e ele estando feliz eu também ficava. Ter um filho do homem que ama era uma sensação inexplicável.

Alisei seu rosto durante minutos, enquanto a olhava nos olhos, sentia falta de tudo nela, principalmente de poder olhar em seus olhos e mostrei, com meus olhos, que nunca mentem. Lhe dei um selinho demorado e a beijei, senti o gosto dela era a melhor sensação da minha vida após aquela notícia. Coloquei minha mão em sua cintura à puxando, um pouco, pra mim com cuidado e deixei o beijo mais carinhoso. Estava com tanta saudade da minha pequena que cada gesto pra mim era precioso.

Deixei que ele me falasse tudo o que ele estava sentindo e me permiti falar, também. Não precisávamos de palavras e sim decifrar tudo em nossos olhos. Ele me puxou mais pra perto dele me dando um beijo delicado, me fazendo querer ser dele, de novo. Eu queria matar a saudade dele, mas uma tontura veio e o enjoou, também, me fazendo ficar mole e eu me afastei dele.

Ela correspondeu o beijo com carinho, sorri enquanto a beijava e fiquei feliz de poder estar ali com ela, sentindo que novamente ela era minha sem nenhuma distância pra impedi. Senti ela estranha, meio mole em meus braços e do nada ela se afastou me deixando preocupado. 

CAPÍTULO OITENTA E UM.


Revisava as minhas malas, enquanto flava com o Diego, que fazia brincadeiras ao me contar sobre o nervosismo do Luan. Conferi toda a minha bagagem, por que eu iria viajar pela manhã bem cedo, não via a hora de chegar em Salvador e comer um acarajé, uma moqueca; comer o tempero baiano e o da minha mãe.

Dormi, mas estranhei o Luan não ter me ligado aquela noite. Foi difícil dormir por minha ansiedade, junto a da Bia, nos juntamos no meu quarto e viramos a noite relembrando momentos e falando coisas que faríamos, assim que chegássemos em Salvador.

Finalmente, o dia nasceu e eu não demorei a me arrumar, assim como a Bia. Descemos rápido e o táxi já nos esperava para irmos. Depois que a Bia deu um longo beijo no Lucas, fomos para o aeroporto. Não demorou para pegarmos o voou, direto, para Salvador. Durante a viagem dormir e quando menos esperei a Bia me acordou sorrindo.

Ao chegar ao aeroporto e pegar nossas malas colocando-as no carrinho, vi o Diego e minha mãe a minha espera e meu coração bateu forte. Saí correndo e abracei o Diego forte.

-Maninho que saudade! Que saudade que eu tive do seu colo, dos seus conselhos, de suas brincadeiras... Do seu jeito chato! Te amo, tanto! Apertava ele.
-Meu Deus que saudades dessa chata! Ele me apertava ainda mais me sacudindo para os lados.
-Ai! Diego não faz isso que vai misturar seu sobrinho aqui dentro! –Sorri vendo a cara de surpresa dele e de minha mãe a abraçando. –Mãe que saudade! Te amo, tanto! Senti falta de tudo que vinha de você, que tinha o seu jeito, da sua fala, das suas broncas... De você! A abracei forte.
-Vamos pra casa que eu quero saber dessa história de sobrinho, direito! Diego pegou o carrinho com minhas malas.
-Ok! Sorri e me despedi da Bia, depois de falar com seus pais que choravam, junto a ela.

Fomos para casa e eu vim contando várias coisas que vi e que aprendi. Eu me confundia com algumas palavras em português, por ter falado, por muito tempo o Inglês, só não me atrapalhava tanto por manter contato direto com a Bia e uma turma que falava português, nas horas vagas.

Chegamos em casa e ao abrir a porta e sentir o cheiro da comida da minha mãe e olhar ao redor e poder lembrar de tudo o que aquela casa já havia presenciado, me fez derramar lágrimas de alegria; eu final mente podia falar que estava em casa.

-Ponto! O que vocês querem saber? Perguntei depois que eu comi.
-Que história é essa de sobrinho? Diego me perguntou comendo uma maçã.
-Vou contar...! –Me ajeitei na cadeira e contei tudo a eles que faziam cara de que iriam me dar uma bronca. –Foi isso! Mais antes de me falarem alguma coisa, eu ainda não contei ao Luan...!
-Mãe, dá um tempinho pra mim e a Manu? Diego olhou para minha mãe que saiu fechando a porta.
-Que bom te ouvir você chamando minha mãe de mãe, também! Sorri o olhando.
-A gente construiu uma relação muito boa de conviver, mas o assunto agora é outro. Vem cá mocinha... Você não acha que o Luan tem o direito de saber desse filho, não?
-Não quero atrapalhar a carreira dele com essa bomba, que a imprensa vai aproveitar para se deliciar...! Não quero que ele fique comigo, por causa disso! Falei, a última frase, baixo.
-Você só pode tá brincando comigo! –Ele riu. –Manuela pelo amor de Deus! O Luan é apaixonado por você, esse cara me ligava todos os dias pra ter a certeza de que o avisaria da sua chegada, e pára com essa loucura de atrapalhar carreira dele, isso é mais uma loucura, o Luan vai amar saber que vai ser pai de um filho seu! E você não vai criar essa criança sozinha! Ou você fala ou eu mesmo falo!
-Di não é loucura...! Cara aconteceu tanta coisa, que você não sabe, tantas coisas que me fizeram crescer que... Não conta a ele, por favor! Olhei pra ele.
-Eu não concordo com essa sua decisão, não mesmo! Mais vou te apoia, e ficar do seu lado!
-Brigada! Mais posso te falar uma coisa? Sorri.
-Claro, o que?
-Estava morrendo de saudades dessas nossas conversas e... Do seu colo maninho! Nossa! Perdi a conta do tanto que eu chorei lá procurando seu colo...! Sorri alisando o rosto dele.
-Eu também senti tanto sua falta, terminei com a Carol mês passado e quase pegava o primeiro voou pra ir receber seus carinhos. Que bom você voltou! Ele sorriu, mais percebi tristeza em seu olhar.
-Terminou com ela? Por quê? Segurei sua mão.
-Errei com ela maninha, fiz a maior cena em frente ao trabalho dela por ciúmes. Mais poxa! Um cara que trabalha com ela que ele diz ser amigo dela. Dava em cima na cara dura sabe? E eu... Acabei explodindo!
-Di se você ama ela, não vai ser um ciúme bobo que vai acabar com isso! Olha, se ela te ama, ela não liga pra nenhum outro cara. Pra ela nenhum outro cara vai fazer sentido ou completar, sabe? Vai atrás dela... É muito ruim ficar longe de quem a gente gosta, vai por mim! Sorri.
-Eu vou! Se importa em ficar, um pouco, sem meu colo? Ele riu, pareceu animado.
-Não! Vai ser por uma boa causa! –Sorri. –Mais volta, logo, e com um sorrisão nesse rosto! Vai atrás dela logo!
-Tô indo! Ele beijou minha testa pegando a chave do carro e saiu correndo.

Não liguei pra ela um dia antes dela vir, queria falar com ela pessoalmente, ainda não entendia por que ela estava escondendo de mim à gravidez, e não queria pensar na possibilidade de ser de outro homem. Arrumei minha mochila com tudo que precisava e após avisa meus pais sobre o que estava acontecendo eles me deram apoio de ir atrás dela e esclarecer essa história.

Pousei em Salvador pela tarde e graças ao meu disfarce não fui reconhecido. Well pegou o carro e seguimos para sua casa, apesar do nervosismo de reencontrá-la estava chateado sem entender, realmente, o que tinha acontecido. Quando estava em frente a sua casa vi o Diego saindo e me senti aliviado, de certa forma, por ele não estar lá. Saí do carro deixando minhas coisas lá dentro e toquei a campainha.