quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E VINTE DOIS.


-Ele tá bem mesmo? Eu quero falar com ele! Lágrimas inundaram meus olhos.
-Ele tá indo direto para o show, já atrasou quatro horas!
-Eu preciso falar com ele! Olhei para o Dan que dormia feito um anjo, e eu tive certeza que o Luan estava bem.
-Fica calma Manu, daqui a pouco você fala com ele!
-Tá, mas eu preciso ouvir a voz dele!
-Agora? Ele deve estar indo pra Macaé!
-Passa uma mensagem pra ele, dizendo que eu quero falar com ele, por favor!
-Tá!

"Luan, a Manu quer falar contigo, tem como cunhado?"

-Pronto, enviei!
-Tá!

Olhei para o Dan e fiquei alisando a cabecinha dele, ele dormia feito um anjo e isso me deixava calma. Meu pensamento estava no Luan, eu precisava ouvir a voz dele e ter certeza que estava, realmente, tudo bem. Eu estava angustiada e tentava não olhar as horas, no celular, por que a cada minuto que passava eu ficava ansiosa por notícias dele. Fiquei observando o Dan dormir.

Assim que o avião pousou senti meu coração aliviado e a minha única reação foi abraçar a Dagmar, Roberval e o Well. Logo depois liguei para os meus pais, e ouvi a voz deles foi reconfortante. Estava com uma vontade enorme de abraçá-los, o susto havia sido muito forte e meu coração ainda pulsava nervoso. Assim que desliguei recebi a mensagem do Diego, queria ouvi a voz da minha menina e assim que entrei na van seguindo para o local do show liguei pra ela.

Estava olhando o Dan segurar meu dedo, com sua mãozinha quando meu celular tocou. Quando eu vi o nome dele no visor, do celular, meu coração bateu aliviado; eu iria ouvir a voz dele. O Dan abriu o olhinho e ficou a me observar, me fazendo sorrir.


-Oi meu amor! Você está bem, né? Atendi.
-A única coisa que queria agora era seu abraço...!
-Eu também, eu também! Mais você tá bem né?
-Apesar do susto, tô sim meu amor!
-Você não sabe o quanto é bom ouvir isso! O Dan tá aqui me olhando! Sorri.
-Queria esta ai com vocês!
-Você vai está meu amor, logo! Olha a gente tá aqui te esperando e vai dá tudo certo tá? Deus está com vocês, assim como, Nossa Senhora... Vem logo!
-Amém meu amor, cheguei ao local do show, tão vaiando!
-As suas fãs vão entender, elas estam ao seu lado!
-Tenho que ir, cuida do nosso pequeno e se cuida. Te amo!
-Tá bom! Se cuida também!

Desliguei e segui para o local do show, estava lotado mais percebi que algumas pessoas estavam indo embora o que me deixou triste. Desci do carro e entrei diretamente no camarim, bebi um pouco de água e fui logo trocar de roupa, já estava atrasado e não poderia atrasar nem mais um minuto. Segui para o palco e quando subi ao som da música vendo aquela multidão me esperando depois de tanto tempo não segurei a emoção, deixei o público cantar e baixei minha cabeça deixando as lágrimas me dominarem.

-O papai tá bem, filho! Sorri olhando para o Dan.

Quando ele desligou eu olhei para o Dan e fiquei rezando agradecendo por ele está bem e para que tudo desse certo no show. Fiquei ali pedindo a Deus pela proteção dele e de toda a equipe, que eles pudessem voltar seguros para casa e para que fizessem mais um show incrível. Eu sabia que as fãs esperariam por ele não só horas mais dias, elas nunca o deixaria, na mão. Então orei por elas também, para que sempre fossem protegidas e que fossem fortes para realizar o sonho delas.

Durante o show expliquei o motivo do atraso e quando falei elas pareciam assustadas com tudo que havia acontecido comigo e compreendeu o atrasado. O show graças a Deus foi um sucesso, meus fãs, como a Manu disse, estavam lá na frente me prestigiando o que me deixou orgulhoso e emocionado. Assim que acabou segui para o camarim e troquei de roupa, rapidamente, queria abraçar minha mulher e ver meu filho o mais rápido possível. Atendi aos fãs depois do show e elas me abraçavam forte como se quisesse me passar força, agradeci a todas e assim que acabou segui para o aeroporto.


Assim que o avião pegou atitude comecei a rezar pra que tudo desse certo e não pegasse nenhuma turbulência. Quando o jato pousou me benzi agradecendo a Deus por ter dado tudo certo e segui para o hospital, onde minha mulher com certeza me aguardava.
Peguei meu carro que estava no estacionamento e segui para o hospital, assim que cheguei estacionei trancando o carro e coloquei a chave no bolso, peguei o elevador indo para o andar que ela estava. Abri a porta do quarto dela devagar e a vi dormindo feito um anjo assim como Dan que estava em seu berço ao lado dela. Me aproximei devagar alisando seu cabelo e senti meus olhos ficarem marejados.

Depois de alguns minutos o Dan acordou para mamar mais uma vez, e em seguida dormiu. O Di o colocou no berço e eu dormi tranquilamente, mas com a cabeça no Luan. Meu sono estava leve, por que eu o esperava. Senti alguém alisar meu cabelo e o cheiro dele me fez abrir os olhos sorrindo. Ver ele ali diante de mim, seguro e bem foi um alívio imenso, uma emoção sem explicação.


CAPÍTULO CENTO E VINTE E UM.


-Amarildo?
-Oi! Amarildo atendeu.
-Sou eu o Anderson! Tentei ligar para o seu celular e ninguém atendeu!
-Ah! Oi Anderson! É que meu celular estava aqui em baixo, por isso não atendi. Mais fala rapaz, o que foi? Aconteceu alguma coisa? 
-Então Amarildo... O Luan estava vindo pra Macaé fazer o show e... No meio do caminho aconteceu uma coisa...!
-Fala Anderson, o que aconteceu com meu filho? Amarildo parecia nervoso.
-Nesse momento o Luan esta passando por uma forte turbulência Amarildo, e acabei de saber que uma das turbinas pararam de funcionar durante uns 30 segundos!
-Nesse momento? O que aconteceu com esse avião Anderson? Não fizeram revisão, não foi? Eu quero meu filho bem!
-Estamos entrando em providencia Amarildo, daqui a pouco ligo com mais notícias! Ele desligou.
-Pai... Eu não tô bem!
-Que foi minha filha? Amarildo virou para a Bruna tentando esconder o medo e a preocupação com o Luan.
-Um aperto no coração,... Sei lá!
-Deve ter sido um pesadelo. Vai para o seu quarto e tenta dormir de novo, vai! Ele olhava pra filha, mas pensava no Luan.
-Tá bom pai, quando vai ao hospital?
-Amanhã pela manhã! Mais a Manu e o Dan voltam pra casa pela tarde, já! Agora vai dormir, vai princesa!
-Tá pai, boa noite! Ela lhe deu um beijo na bochecha e subiu.

Eu estava ainda com o Dan nos braços, enquanto ele segurava firme meu dedo. O Diego tentava ligar para o Luan e só dava na caixa, eu comecei a ficar aflita; algo me dizia que tinha algo errado.

-Diego tenta o Anderson, a Dagmar, o Rober, sei lá! Pelo amor de Deus! Olhei para o Di.
-Fica calma Manuela, se você ficar assim seu leite seca! Vou ligar pro Anderson, aquieta ai! –Ele discou o número de Anderson que atendeu na segunda chamada. –Anderson?
-Oi! O Anderson atendeu.
-Ô cara, aqui é o Diego cunhado do Luan. Então, eu tô tentando falar com ele e não consigo. A Manuela tá aqui agoniada, querendo notícia. Você sabe me informar se ele já chegou em Macaé?
-Cara ele não chegou... Avisa a Manu, com jeito isso que eu vou te dizer agora. Olha, o avião sofreu uma pane e uma das turbinas parou. Parece que eles ficaram no meio de uma nuvem bastante carregada, daquelas de tempestade, e pegaram uma forte turbulência causando a parada de uma das turbinas e uma queda livre de 30 segundos. Mais agora, acabei de receber uma mensagem da Dagmar, o piloto conseguiu permissão para pousar em uma cidade próxima e o Luan está bem!
-Ah, beleza então cara! É... Me liga dando notícias!
-Tá bom! Eu ligo sim! O Anderson desligou.
-Pronto Manu...
-E o Luan? O que o Anderson falou Di? Fala logo! Olhei pra ele aflita.
-O... O avião do Luan sofreu uma pane Manu, a tempestade que eles se meteram chegou a parar uma das turbinas do avião durante uns 30 segundos fazendo o jatinho perder altitude. Mais o Luan já esta bem e eles já receberam permissão pra pousar em São Paulo, estar tudo bem tá?

Ouvia o Diego falar e segurava mais firme o Dan. Meu coração disparou e eu estava certa; tinha algo errado. O Luan quase... Eu nem gostava de pensar nisso. Eu quase perdi mais uma pessoa que eu amava muito, se eu perdesse o Luan eu iria ficar sem rumo.


CAPÍTULO CENTO E VINTE.


Fui com meu pai e Diego registrar o nosso pequeno, estava tão feliz que não cabia dentro de mim. Chegamos ao fórum e, pra minha sorte, só poucas pessoas me reconheceram arrancando delas olhares curiosos. Entrei com meu pai, o Diego preferiu nos aguardar dentro do carro. Levei todos meus documentos com os de Manuela e o registrei. Daniel Brandão Santana. O nosso anjo. 

Voltamos para o hospital e quando cheguei mostrei a todos a certidão de nascimento do Dan fazendo todos babarem, Bruna me avisou que meus amores estavam dormindo, mas, mesmo assim, decidi ir vê-los. Entrei em silêncio no quarto e fiquei observando nosso pequeno dormir, parecia um anjo e fazia biquinhos fofos que e davam vontade de passar a vida ali admirando.

Dormi por está casada na verdade, cochilava por que meus pensamentos estavam todos no Dan, mesmo ele estando ao meu lado eu queria protegê-lo. Senti alguém se aproximar e me assustei abrindo os olhos. Vi o Luan ao lado filho segurando com o dedo a mãozinha do Dan, e eu sorri.

-Já voltou mô? Já registrou o Dan?
-Oi meu amor! Já sim! Ele me olhou ainda segurando a mãozinha do filho.
-A médica falou alguma coisa sobre quando a gente vai pra casa?
-Amanhã pela tarde, ela disse que vocês dois estão ótimos! Ele se sentou na cama me olhando.
-Que bom! Não aguento mais ficar aqui, é muito chato! Cruzei os braços.
-Amor, eu tenho show hoje à noite...!
-Tem? Mais você volta né? Falei dengosa.
-Prometo que vou tentar, não queria deixar vocês aqui, mais a multa pelo cancelamento do show é altíssima! Ele arregalou os olhos.
-Tudo bem, eu entendo! As fãs estam lá te esperando. Vai e volta! Sorri.
-E tem elas ainda, já tem meninas acampando lá desde cedo, não posso fazer isso com elas. Eu volto! Ele sorriu.
-Eu vou ter ir me acostumando... A gente vai ter que se acostumar! Olhei para o Dan.
-Prometo voltar assim que terminar o show. Cuida dele e se cuida tá? Meus pais, a Bruna, sua mãe e o Di estão ai fora!
-Tá bom! Vou ficar com saudade... Ah! Avisa quando chegar e quando terminar, lá!
-Pode deixar! –Ele me deu um selinho demorado e se aproximou do filho. –Papai tá indo mais volta logo tá campeão? Cuida da mamãe, beleza? Papai te ama muito! Ele beijou a testa do Dan sorrindo e me olhou mais uma vez.

O vi saindo do quarto e me senti menos segura. Sabia que ele voltaria, mas era como se levasse com ele uma parte da minha coragem. Olhei para o Dan e me senti mais responsável ainda pela segurança dele, mesmo com tantas pessoas que eu podia confiar eu sentia certa insegurança de deixar o Dan nos braços de quem quer que fosse, a não ser o meu e o do Luan.

O Di entrou no quarto, logo, depois que o Luan tinha ido embora e me olhou com um sorriso nos lábios se aproximou e beijou minha testa. Ele ainda estava bobo com a chegada do sobrinho o fazendo ficar até um pouco atrapalhado.

Saí daquele quarto com meu coração na mão, não queria deixar eles ali sem minha proteção. Segui para sala de espera onde todos conversavam e respirei fundo me aproximando deles. Me despedi de cada um deles e pedi para que cuidassem deles dois mesmo sabendo que não seria a mesma coisa comigo ali. Abracei meus pais, a Bruna, minha sogra a apertei a mão do Diego saindo, logo em seguida, acompanhado do Roberval e Well. Entrei no carro e durante o caminho fui contanto detalhes de como era meu filho, Roberval aproveitava pra tirar sarro da minha cara e me fazia ri algumas vezes. 


Chegamos ao aeroporto e seguimos direto para o jatinho que já estava pronto pra decolar, me sentei na poltrona pegando meu celular e Rober entrou me desconcertando com algo que não havia entendido direito. Quando estávamos no ar sentimos uma forte turbulência e meu coração foi a mil. Por mim se pudesse escolher iria de ônibus para todos meus shows, mas por ser cada um em uma cidade e Estado diferente só me restava essa opção. Ouvi o piloto conversando com o outro e olhei para o Roberval desesperado.

O Di dormiu comigo, enquanto todos foram pra casa, minha mãe foi ajeitar tudo para a minha volta e a chegada do Dan. Ela queria tudo arrumado e queria deixar tudo do jeito mais confortável para nós dois. Acabei cochilando o Diego me passou segurança, mas logo o Dan começou a se mexer e meu corpo já dava sinais de que ele queria comer e foi exatamente o que aconteceu. A enfermeira logo veio e me ajudou a dar mama para o Dan. O Diego, assim como o Luan, observava tudo muito curioso. 


Depois que eu dei mama para o Dan ele adormeceu, novamente, e eu pudi dormir. Dessa vez não foi um sono leve, foi um sono pesado, estava muito cansada. Mais eu tive um sonho estranho; via um acidente de avião. 

-Luan! Acordei assustada, chamando pelo Luan e o Dan se assustou começando a chorar.
-Que foi? Diego se aproximou de mim rápido.
-Liga para o Luan, Diego! Liga pra ele! Olhei para o Di assustada.
-Calma Manuela, seu filho tá chorando! Diego olhava para o Dan que chorava parecendo que sentia algo assim como eu.
-Pega ele pra mim! Mais liga para o Luan, por favor! Olhei para o Dan.
-Tá! Mais fica calma! Diego pegou o Dan que não parava de chorar e me entregou o celular.
-Me dá o Dan, ele não vai parar de chorar com você! –Estendi meus braços para pegar o Dan. –Liga para o Luan, você Di!
-Tá, certo! Ele me entregou o Dan. E assim, que encostei ele sobre meu corpo, aliviou o choro e o olhei para o Diego que tentava ligar para o Luan.
-Pronto meu amor, passou! A mamãe tá aqui! –Olhava para o Dan e ele se acalmou, mas não dormiu. Parecia sentir o mesmo que eu. –E o Luan, Diego?
-Caixa postal Manu! Ele me olhou. 

Quando sentimos que uma das turbinas do avião parou senti meu coração gelar e fechei meus olhos com força apertando a poltrona como se naquele momento pudesse controlar o jato. Não conseguia me mover, apenas colocava toda minha força apertando a poltrona. Ouvi o Roberval falando algo baixinho que não compreendia e também naquele momento pouco me importava. Pedi a Deus que protegesse e que tudo acabasse bem, mas naquele momento o medo já havia dominado por completo. 

Assim que o Anderson soube o que estava ocorrendo, bateu um desespero terrível, ele pegou seu celular totalmente nervoso e ligou para o Amarildo, ninguém atendia, então ele tentou ligar pra casa que foi atendido pelo próprio na quarta chamada. 

CAPÍTULO CENTO E DEZENOVE.

Quando a enfermeira o colocou sobre os braços do Luan, não consegui conter a emoção, mas um medo de que o Luan, sem jeito o machucasse, sem querer, também me dominou. Eu consegui entender, então, todas as vezes que me mãe me falava que eu só entenderia sua preocupação, sua aflição, sua angústia, e seus momentos de estresse quando eu tivesse um filho. E era a pura verdade. Eu queria proteger o Dan de tudo e todos, se eu pudesse afastava qualquer que fosse o perigo que ele corria naquele instante. 

Quando o Luan me olhou uma lágrima caiu dos seus olhos e eu sorri pra ele e o disse que o amava muito. Mais meu corpo começou a demonstrar que o Dan estava com fome e ele foi ficando inquieto nos braços do pai.

-Ele tá ficando com fome papai! A enfermeira o alertou e o Luan pareceu triste.
-Posso levar ele até a minha esposa? 
-Claro! Cuidado! A enfermeira sorriu. 

Levantei devagar segurando firme o Dan, não queria que nada de mal acontecesse com meu filho e muito menos a Manu, era minha família e sentia o dever de protegê-los até o fim. Entreguei com cuidado o Dan a Manu que o pegou devagar e a enfermeira se aproximou lhe mostrando como dá a primeira mama para o nosso pequeno.

Segurei o Dan com cuidado e a enfermeira me ajudou a dar mamar a ele. Eu o observava mamar e cheirava sua cabecinha, ele parecia estar com muita fome. Sorria vendo ele se alimentar e via o olhar do Luan emocionado. Era incrível como o Dan ficava calmo em nosso colo e incrível a ligação mãe e filho. Ele acabou dormindo depois de mamar e a enfermeira me mostrou como alisar as costas dele para ele arrotar. O Luan observava tudo atento o que fazia ele formar caretas lindas. A enfermeira colocou o Dan em uma espécie de berço ao lado da minha cama e saiu, nos deixando sozinhos.

-Doeu pra dá de mamar?
-Não meu amor! Sorri.
-É tão pequenininho! Luan sorriu observando.
-E lindo! É nosso filho! Sorri.
-Amor... –Ele me olhou alisando meu cabelo. –Obrigado!
-Obrigada você por me ajudar a realizar esse sonho de ser mãe, a sentir esse amor...! Olhei nos olhos dele.
-Prometo que vou ser presente na vida de vocês dois, eu te amo muito!
-Eu sei que vai fazer seu melhor! Eu te amo mais! Sorri.
-Será que a mamãe que receber um beijo do papai mais feliz do mundo?
-Claro que a mamãe mais feliz do mundo quer receber muitos beijos do papai mais feliz do mundo! Sorri.

Sorri me aproximando dela e a beijei cariosamente, como se ela fosse algo quebrável. A felicidade que estava dentro de mim parecia que a qualquer momento fosse explodir, meu filho e minha mulher estavam ali cheios de saúde, e bem. Mordi levemente seus lábios recomeçando o beijo e sorri quando finalizamos com vários selinhos.

-Te amo, te amo, te amo, te amo...! Dava selinhos nele.
-Te vivo! Ele me deu um selinho demorado.
-Opa casal! Diego entrou falando baixinho.
-Oi Di! Olha que lindão seu sobrinho! Olhei pra ele sorrindo.
-Luan, seus pais tão lá fora te chamando!
-Ah, tudo bem! Já volto amor! Ele beijou minha testa saindo.
-Cara ele é lindão! Diego falava baixinho pegando na mão do Dan que dormia tranquilamente.
-É sim! Parece com quem? O que você acha?
-O nariz de boi amassado é do Luan! Ele riu.
-Besta! Ri.
-Já viu ele de olhos abertos? Não é zarolho que nem o pai não, né?
-Pára Diego! Não, não é, tá?! E se fosse iria ser lindo que nem o pai! E outra tem tratamento, quando é pequeno, ok?!
-Parei! –Diego riu e respirou fundo tentando se segurar. –Pelo menos a sobrancelha é igual a minha!
-É igual a nossa! Sorri.
-Cunha! Bruna entrou sorrindo.
-Oi meu amor! Sorri a olhando.
-Cadê ele? Ela fechou a porta devagarzinho. 
-Aqui titia chorona! Diego brincou rindo e Bruna se aproximou.
-Ai! Meu Deus! Como ele é lindo! Parece demais com o Luan que saco!
-Nossa! Por que todo mundo é contra parecer com o pai? Olhei pra ela rindo.
-Por que foi você que aguentou o Danzinho na barriga durante nove meses! Diego disse e Bruna concordou.
-Tá! Ele vai crescer gente calma! Ri.
-Meu pai vai ir registrar ele com o Luan, ele tá lá fora todo babão! Bruna riu.
-Ah! Por que não entrou pra ver o Dan?
-Só pode entrar de dois em dois!
-Então vamos sair Bruninha pra eles poderem entrar! O Di a chamou.
-Claro! –A Bruna sorriu. –Cunha eu volto viu?
-Ok! Volta mesmo! Sorri.

Diego beijou minha testa e saiu acompanhado de Bruna fechando a porta, não demorou muito pra Seu Amarildo entrar com Dona Marizete e minha mãe. E era realmente incrível como o Daniel parecia cm o Luan até dormindo, fazia biquinhos e mexia a mão colocando perto da cabeça que nem ele, me fazendo sorrir. Eles não demoraram muito, Amarildo foi com Luan e Diego registrá-lo e Marizete foi em casa com minha mãe, enquanto Bruna ficava comigo no quarto, ela era um amor de menina, me ajudou em tudo que precisava. 


Meu anjinho acordou mais uma vez e mamou e recebeu o mimos da tia que não parava de admirá-lo, sorria observando-a e percebi que ela seria uma ótima mãe assim como tia. Quando o Dan dormiu ela disse que me faria carinho pra dormi e foi o que aconteceu. Estava tão cansada que peguei rapidamente no sono.