quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E QUATRO.


-Bom eu vou pegar algo pra beber, me acompanha Diego? O Rober comentou.
-Claro, vamos nessa! 
-E você princesa? Rober sorriu.
-Haram! Ela foi para os braços do Rober e se afastaram.
-Então... Como você tá? Olhei pra ele, tentando esconder o que o meu coração gritava pra eu demonstrar.
-Tô... Tô levando e... Você? Percebi sua boca tremendo o que só fez meu nervosismo aumentar.
-Também...! Olhei pra ele e olhei em volta, tentando disfarçar meu nervosismo.
-Então... Quer beber alguma coisa?
-Pode ser...! Se não for incomodar, claro! Olhei pra ele.
-Vou... Pegar!
Saí mexendo no cabelo e respirei fundo fechando e abrindo os olhos rapidamente, entrei no banheiro molhando a nuca e saí indo no bar pra pegar a bebida que ela gostava, ainda lembrava esses detalhes. Me aproximei, novamente, da mesa e sentei ao seu lado colocando a bebida sobre a mesa. 
-Aqui esta!
-Obrigada! Sorri pra ele.

Quando bebi, percebi que ele havia pegado a minha bebida favorita. Sorri, discretamente. Ele lembrava, ainda, de detalhes meus, dos meus jeitos e do meu gosto.

-Não foi nada! Ele sorriu dando um gole na bebida dele.
-A Bruna está linda! Comentei, enquanto via a Bruna sorrindo com as primas.

Não a respondi, estava olhando fixamente pra ela, estava um pouco mais magra o que não a tornou menos bonita, seus cabelos estavam um pouco mais longos, sua pele um pouco mais morena e seu sorriso... Ah, o sorriso continuava o mais lindo de todo o planeta. 


-Você também, tá muito linda! A olhava fixamente.
-O que? Olhei pra ele, sem acreditar no que ele disse.
-Você... Tá linda!
-Brigada! Falei sem graça, bebendo um pouco da bebida.
-E ai... É... Tá namorando? Ele me olhou e seu olhar continua medo da minha resposta.
-To! Sorri.
-Ah, é... Ah, qu... Que le... Legal!
-Com os livros! Ri.
- Ah... Ele se jogou de vez na cadeira respirando fundo e deu um longo gole na cerveja.
-Se assustou por quê? Olhei fixamente pra ele.
-Por que ainda te amo e não aguentaria te ver nos braços de outro cara que não fosse eu! Ele falou sem olhar pra mim.

O olhei assustada, não esperava aquela resposta dele. Mesmo fazendo manha, não me olhando ouvir isso, sair da sua boca, fez com que meu coração quase saltasse pela boca. Cheguei um pouco, mais perto, a minha cadeira dele e sorri o olhando.


-Percebi pela bebida que você pegou, pra mim!
-Que bom que acertei! Ele sorriu me olhando.
-É! Acertou! Mais sabe de uma coisa?
-O que? Ele colocou a bebida sobre a mesa e me encarou.
-Eu gosto de outro sabor! Sabe qual é?
-Acho que lembro, será que posso arriscar? Ele se aproximou alisando meu cabelo.
-Pode! Sorri.

Sorri passando meu nariz no dela segurei em sua nuca e aproximei mais minha cadeira da dela, meu coração estava acelerado e ainda não acreditava que estava ali de frente pra ela e ela me amando assim como a amava. 


-Que ótimo ver vocês dois juntos, precisamos conversar sobre como vamos assumir o fim do relacionamento de vocês! –Dagmar se aproximou do nada com um papel nas mãos e eu respirei o mais fundo possível me afastando devagar da Manu. -É... Atrapalhei algo? Ela nos olhou sem graça.
-Não... Vou ter que sair? Olhei pra ela.
-Pelo contrario, precisamos combinar juntos sobre como vamos assumir essa bomba! Ela sentou à mesa conosco.
-Dag, será que eu posso te pedir um favor? Olhei pra ela.
-Claro, e qual é? Ela me olhou e Luan permanecia quieto de cabeça baixa passando a ponta do dedo na borda da lata da cerveja.
-Deixa a gente sozinhos cinco minutinhos? E outra, esse assunto é chato demais pra tratar em um aniversário, não acha? O Luan levantou a cabeça me olhando, pareceu gostar, e muito, do que ouviu.
-Tudo bem, desculpa! Ela se levantou saindo.
-Ela é chata! Ri olhando pra ele.
-Verdade! Ele riu assim como eu.
-Esse assunto é chato, também, né?!
-Manu... Você... Não vai se senti incomodada em... Na verdade a pergunta é... Você vai querer mesmo jogar na mídia o fim do nosso namoro? Ele me olhou.
-Vai ser estranho, por que eu nunca me senti separada de você! O olhei e senti o meu rosto queimar de vergonha.
-Mesmo longe eu podia te sentir todo o tempo comigo. Porque você é uma parte de mim, é a pessoa que me completa a mulher que amo!
-Interessante... Eu também me senti assim! A gente tem alguma ligação forte, né? Sorri, apertando seu nariz.
-Somos ligados por telepatia! Ele sorriu.
-Deve ser, mas eu prefiro dizer que é pelo amor, mesmo! Concorda amor? Sorri e vi os olhos dele brilharem ao me ouvir o chamar de "amor".
-Eu... –Ele beijou minha testa. –Amo... –Ele beijou cada lado da minha bochecha. –Você! Ele segurou firme minha nuca e me beijou.
Quando ele me beijou, senti um arrepio percorrer meu corpo, era como se meu corpo tivesse revivido. Meu corpo ficou mais quente, meu coração bateu mais forte, meus sentidos ficaram apurados... Eu não queria sair daquele momento nunca mais. Retribui o beijo, alisando sua nuca. 

-Te amo! Mordi o lábio dele, levemente.
-Você é minha e não vou deixar mais você sair assim da minha vida!
-Então me sequestra! Ri.
-Vem! Ele segurou pela minha mão e quando levantamos nos batemos de frente com Diego e os pais do Luan que olharam diretamente pra nossas mãos.
-Oi! Cumprimentei eles sem graça.
-Olha, eles tão ficando! Max chegou por trás rindo.
-Ficando ou... Namorando? Marizete perguntou olhando fixamente pra mim me fazendo ficar sem graça. 
-Namorando, a gente nunca deixou de se amar mãe, em momento nenhum deixamos de pensar um no outro, esse tempo só nos mostrou o quão sincero nosso sentimento é! E por uma parte foi bom por que dai quando sentimos que estamos perdendo a pessoa que amamos aprendemos a dar a valor as mínimas coisas!
-É bem assim! –Sorri olhando para o Luan. –É hora de nos arriscarmos mais!
-Pelo menos não assumiram o final do relacionamento pra mídia!
-E mesmo que assumisse ninguém teria nada a ver com minha vida pessoal Max!

Depois da resposta que ele deu no Max, ele me levou até o estacionamento da boate, onde estava sendo o aniversário da Bruna. Quando chegamos perto do carro dele, ele olhou todo o local, sorriu pra mim e mordeu os lábios. Ele me encostou ao carro e juntou nossos corpos.


-Eu estava morrendo de saudades de você! O olhei nos olhos.
-Por que não respondeu minhas mensagens? Só queria saber se você estava bem! Ele falava baixinho, enquanto passava o nariz de leve no meu pescoço.
-Por que eu tive medo de forçar algo, de me machucar, não sei ao certo! Alisava sua nuca.
-Senti saudade desse cheio! Ele continuava a passar o nariz com carinho, seu hálito fresco bateu no meu pescoço me fazendo arrepiar apertando a blusa dele.
-E eu do seu! Mordi, levemente, sua orelha.

Sorri ao senti ela morder minha orelha e segurei firme sua nuca esfregando meu rosto no dela, fechei meus olhos sentindo aquela pele macia na minha e imediatamente meu coração reconheceu aquele toque acelerando parecendo que pararia a qualquer momento. A olhei nos olhos alisando seus lábios com os meus e senti tanto eu como ela queimar de desejo. Minha respiração ficou acelerada e enquanto respirava senti também a sua respiração tão acelerada quanto a minha, colei minha testa na dela e na mesma hora abrimos os olhos nos encarando. 


-Amor é pouco diante do que sinto por você!
-Me dá um beijo, vai, seu bobo! Meu bobinho, lindo! Sorri e o dei um selinho.

CAPÍTULO QUARENTA E TRÊS.


-Oi Diego! Baixei o vidro depois de ter respirado fundo e secado as lágrimas.
-O que... O que aconteceu? Por que a Manuela entrou daquele jeito? Vocês brigaram?
-A gente... terminou! A palavra quase não saiu, mas quando a pronunciei pareceu que meu coração tinha perdido a vontade de bater.
-Mais... Vocês dois se gostam tanto... Tá afim de outra é isso?
-Não cara, nada disso! Olha deixa eu ir, pergunta a ela o por que, tudo bem?
-Você vai ficar bem? Quer ajuda?
-Ficar bem eu não vou... Quero ficar sozinho! Mais brigadão, pela força!
-Tudo bem! Mais qualquer coisa me liga, não sai por ai dirigindo nesse estado, ainda mais sozinho!
-Relaxa! Sorri sem jeito e dei a partida no carro.

Segui pelo caminho com lágrimas, que eram incontroláveis, escorrendo por meu rosto. Tentava pensar em outra coisa, nos shows, nas fãs, mas ela dominava meus pensamentos e minhas lembranças. As palavras que ela havia me dito ecoavam, perfeitamente, em minha mente. Cheguei ao hotel peguei minhas coisas e depois que eu fiz uma ligação, fui direto para o aeroporto, queria o colo da minha mãe.

Diego colocou as mãos no bolso da bermuda observando o carro do Luan ficar pequeno diante da distância e balançou a cabeça negativamente, entrou na casa fechando a porta atrás dele e subiu as escadas devagar, entrou em meu quarto sem bater e sentou na beira da cama alisando meus pés.

-Que susto Di! Sequei as lágrimas no travesseiro, olhando pra ele.
-O que aconteceu?
-Terminamos...! Lágrimas voltaram a cair.
-Ele me disse, saiu daqui mal. Mais o que aconteceu pra vocês colocarem, um ponto final nisso tudo?
-Nossas vidas são tão diferentes! Sentei abraçando meus joelhos.
-Os opostos se atraem, talvez se a vida de vocês fossem igual não teria essa magia que existe entre os dois. Manu, você o ama e ele também te ama e isso é nítido no olhar de ambos, pra quê sofrer longe um do outro? Você chorando aqui e ele lá, me diz... Vai adianta algo além de fazer vocês sofrerem?
-Mais... Vai continuar desse jeito; eu aqui e ele lá! Não vai adiantar...! Eu não posso largar tudo, Di! Só amor não basta, o papai cansou de me dizer isso!
-Eu sei disso, mas tinha várias outras opções a ser escolhidas e você se decidiu pela pior! Manu já parou pra pensar que você foi egoísta e só pensou em você? Nunca pensei em minha vida ver o Luan Santana chorar. Mais por outro lado você está certa, nunca largue sua faculdade sua vida pra viver a de outra pessoa!
-Ele me falou isso também; egoísta. Mais é minha vida meus sonhos não dá pra largar, assim, do nada e de uma hora pra outra! Ás vezes é preciso agir com lógica não com emoção!
-Eu não vou me meter na sua decisão, só quero que saiba que vou estar sempre ao seu lado para o que der e vier! Ele sorriu beijando minha testa.
-Brigada! O abracei apertado.

Fiquei o resto da noite trancada no meu quarto, queria ficar sozinha deixando a dor me dominar. Abracei meu travesseiro fechando meus olhos e deixei que as lembranças de nós me invadisse me fazendo chorar a cada vez que vinha o sorriso dele em minha cabeça. 


As semanas se passaram rápido e pra todos eu e Luan ainda namorávamos, o que me deixava de certa forma sem graça quando me perguntavam dele. Recebi um telefonema de Dagmar umas duas semanas depois me pedindo que não respondesse pergunta alguma de jornalistas e que demoraria um tempo pra assumir que o meu namoro com o Luan havia chegado ao fim. Aceitei por não ter outra opção, não queria prejudicar a imagem do Luan e não custava nada pra mim, continuar com meu status daquela forma. 

Um mês havia se passado e a dor era a mesma, porém ainda maior quando se juntou com a saudade que estava dele. Só via notícias suas pela internet, e televisão. Estava no meu quarto quando meu celular tocava insistentemente, levantei da cama colocando meu livro do lado e recebi uma ligação inesperada. Era Bruna do outro lado da linha me convidado para o seu aniversário de dali a uma semana, resistir muito antes de lhe responder um "Sim" mais era impossível negar algo a ela que com seu jeitinho conseguiu fazer que eu confirmasse minha presença junto com o Diego.

Já estava perto do aniversário da Bruna e meu coração batia mais forte, a cada vez que eu pensava ou lembrava nisso. Eu saí com as meninas para que eu escolhesse o vestido que eu iria. Durante, esse dia, percebi meu coração bater forte, de um jeito que nunca mais havia batido.


Finalmente chegou o grande dia e eu e o Diego viajamos pela tarde para Londrina. Durante a viagem fui nervosa e pensando em nosso reencontro depois de quase um mês e meio separados, estava com medo do que poderia acontecer. 

Quando pousamos fomos para o hotel e as horas pareceram voar, e eu queria que elas se arrastassem, devagar. Me arrumei do jeito que eu havia combinado com a Carol e a Bia, em Salvador, semanas antes do aniversário. Desci para me encontrar com o Di que estava lindo, vestido com um paletó, calça jeans escura, tênis de lona e uma blusa social de manga. Depois de me elogiar, muito, fomos até o local da festa.

Quando chegamos, vi algumas fãs na porta, passei por elas dei tchauzinho, para elas, e entrei. Assim que a Bruna me viu veio em minha direção me dando um forte abraço. Ela estava logo na entrada do local, ao lado de dentro, esperando os convidados chegarem, para tirar a foto para o álbum. Ela cumprimentou o Di, e tiramos a foto.

Falei, um pouco com seus pais, e, logo, vi o Roberval e acabamos conversando e ele arrancou de nós risada. Até que o Diego, no meio da conversa, me chamou atenção para um local, não muito afastado, de onde nós estávamos. O Luan brincava com uma menina, que parecia uma princesa, prendendo toda a minha atenção.

-É a Raissa, filha do Marreta! O Rober me avisou, quando percebeu que eu fixei o olhar neles.
-Ela é uma gracinha! Diego bebeu um gole da cerveja.
-É! Ela é linda...! Sorri, sem jeito.
-Não vai lá falar com ele? Roberval me olhou.
-Não sei...! Olhei pra ele.
-Vai lá maninha! Diego me chamou atenção.
-É que ele tá lá brincando com ela... Deixa ele lá!
-Oi tio! Raíssa se aproximou de Roberval sorrindo.
-Oi princesa! –O Roberval se abaixou, para ficar na mesma altura que ela. –Conhece a Manu?
-Não, mas ela é bonita! Ela sorriu colocando as mãozinhas sobre a boca.
-Brigada linda! Olhei pra ela, sorrindo.
-Você tava brincando com o chato do Luan foi? O Rober brincou.
-Não fala assim do tio Luan, eu amo ele! Ela fez bico inclinando a cabeça para o lado.
-Rober não faz isso! –Agachei ficando ao lado dela. –Quem é chato é ele né? Apontei pra o Rober rindo.
-Haram! Você é amiga do Tio Luan? Ela me olhou e mexeu no meu cabelo devagar com a mãozinha aberta.
-Sou! –Sorri. –E você tão linda assim, o tio Luan não se apaixonou ainda?
-Não, ele disse que o coração dele já tem dona!
-Ah! É? E ele falou quem era ou ele disse que era segredo? Meu coração bateu forte, mas disfarcei com a brincadeira.
-O nome dela é... Poxa que legal é igual o seu nome! Ela me olhou com os olhos arregalados e sorriu.
-Nossa! Sorri para disfarçar o nervosismo.
-Raíssa me abandonou! Luan se aproximou fazendo biquinho.
-Oi Lulu! Ela abraçou a perna dele.

Levantei ao perceber sua aproximação e meu coração parecia saltar pela boca, quando ficamos de frente, um para o outro. Nossos olhares se fixaram, mas eu dei um passo pra trás, ficando ao lado do Diego. Eu estava nervosa e as lembranças de nós dois me dominaram. 


-Oi Luan! Falei olhando pra ele.
-Oi Manu! Ele sorriu pegando Raíssa no colo.
-E ai cara? O Diego o cumprimentou.

Desviei meu olhar dela tentando disfarçar meu nervosismo e coração acelerado e apertei a mão do Diego em forma de cumprimento, sorri pra ele mais sabia que ele havia percebido que minha mão suava. 


-Que bom que vocês vieram!
-O jeito da Bruna nos convenceu...! Comentei, sem querer, as palavras fugiram.
-Lulu, ela é bonita não é? Raíssa sorriu.
-É sim, muito bonita! Ele me olhou profundamente.

Corei envergonhada com o olhar dele sobre mim, dei um sorriso meio sem jeito. Procurei o apoio do Diego mais ele me empurrou, de leve, para que eu ficasse próxima ao Luan e a Raíssa, que nos olhava curiosa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E DOIS.


Uma semana se passou e ainda a conversa com sua mãe estava na minha cabeça, tive uma folga com cinco dias livres e fui pra Londrina. Passei à tarde com meus pais e minha irmã mais pela noite meus pensamentos ficaram direcionados a ela. Nossa vida estava corrida e ligar tudo isso estava se tornado complicado, lembrei nossas noites de amor, dos nossos momentos juntos, de tudo que já tínhamos passado juntos deixando escapar um sorriso nos meus lábios. 

Dia seguinte acordei pela tarde e segui pra Salvador, meu coração estava apertado e estava nervoso. Fiquei de pegar ela no trabalho após combinar com o Diego, cheguei lá e ainda faltavam uns dez minutos pra ela sair. Quando a vi saindo da empresa buzinei diversas vezes e ela veio na direção do carro, abri o vidro e a olhei.

-Oi! Sorri.
-Oi, entra ai! Ele destravou o carro.
-E ai? Entrei no carro, colocando o cinto.

Não disse nada, liguei o som pra não ficar um silêncio constrangedor e segui para o nosso lugar, onde nos beijamos pela primeira vez. Sei que estávamos precisando conversar, e o clima não estava nada bom entre nós dois. Tinha um pedido em minha mente pra lhe pedi e por mais difícil que fosse dela acatar, ainda tinha esperança. Chegamos lá e descemos do carro, fomos andando e sentamos no mesmo lugar de frente um para o outro.

-Por que aqui? –O olhei sem entender. –Pensei que fossemos,... Enfim, diz ai!
-Queria me desculpa por ter ficado ligando pra você durante a madrugada e acabei te prejudicando na faculdade!
-Relaxa! Entendo! Sorri, de canto de boca.
-Você teria coragem de larga tudo e vim comigo? Ele me olhou e parecia nervoso.
-O que? Me assustei com o pedido dele.
-Teria? Faculdade, trabalho... Tudo! Pra vim junto comigo?!
-Tem noção do que você está me pedindo?
-Tenho! Manu eu te amo e quero você do meu lado, ficar longe de você é torturante demais!
-Pra mim, também! Mais Luan... Eu não sei, sei lá! Eu tenho meus sonhos também...!
-Eu te ajudo, você pode fazer faculdade a distância amor, vou tá do seu lado sempre!
-Não é a mesma coisa! Luan nenhuma faculdade a distância tem a mesma qualidade da minha! Eu quero terminar a minha faculdade... Quero seguir minha vida, aqui, por enquanto...!
-Você não pensa em nós dois?
-Penso, mas...! Eu to confusa com tudo isso. Eu pensei esses tempos e... Eu não sei! Entre eu e você é tudo diferente!

Senti meu coração dá um solavanco e a olhei, enquanto engolia seco, já entendendo o que ela queria dizer e respirei o mais fundo que podia. 


-O que você quer dizer com isso?
-Não sei... Mais tá ruim do jeito que tá! Falei, um pouco, confusa.
-Eu tento te ligar sempre que posso, me desdobro de todas as formas que posso e você ainda acha que tá ruim?
-Luan me entende! Tá ruim por que nós queremos coisas diferentes, nossas vidas seguem caminhos diferentes! Eu queria você ao meu lado todo o tempo... Uma ligação não é nada comparado a sua presença, a estarmos juntos, como agora!
-Mais você sabia desde começo que seria assim cara...
-Eu sei, mas antes era diferente... Minha faculdade começou a cobrar, a exigir mais de mim e viver sem sua companhia, te vendo só por TV ou pelo computador, é horrível...!
-Você quer... Quer termina é isso?
-Eu não queria, mas... Eu to confusa!

Não acreditei quando ouvi aquelas palavras de sua boca, olhei para o mar indignado sem querer acreditar que aquilo que estava acontecendo era mesmo real. Levantei depois de alguns segundos e saí andando em direção ao carro, estava tudo acabado, havia perdido a mulher que amo e nunca tinha sentindo dor igual antes.

-Luan...! Fui atrás dele.
-Você já percebeu o quanto tá sendo egoísta pensando só em você? Ele me olhou com os olhos um pouco avermelhados.
-Eu... Olha pra mim, ver se eu to feliz com isso! Luan pensa; nossas vidas são diferentes! Eu posso até está sendo egoísta, mas... Eu to exigindo demais de você, quando eu peço pra você entender que eu também tenho sonhos e pra respeitar isso, assim como eu respeito e entendo o seu?
-Você podia viver eles ao meu lado!
-Não dá pra eu largar tudo...! Respirei fundo.
-Eu já entendi, não precisa falar mais nada. Espero que você encontre um cara com o Dan, que possa estar do seu lado a todo tempo, podendo sair pelas ruas de mãos dadas, ir ao cinema, te levar a faculdade, trabalho... Desculpas se não pude ser esse namorado dos sonhos, eu juro Manuela, juro que tentei de todas as maneiras possíveis te fazer sorri a todo tempo, mais como você mesmo disse... Nossas vidas são diferentes! Ele virou de costas entrando no carro.
-Luan eu não te falei isso...! –Entrei no carro, rapidamente. –Olha pra mim! Pedi.
-Quem ama não abre mão da pessoa na primeira dificuldade, quem ama de verdade fica ao lado da pessoa e segura a mão dela pra encarar juntos a situação! Ele falou firme segurando no volante do carro olhando reto.
-Me ajuda! Eu queria muito, mas eu prometi ao meu pai, entende! É muito importante pra mim! Você é um namorado maravilhoso, eu nunca te cobrei pra andar de mãos dadas, me levar na faculdade, me pegar no trabalho... Namorar não é só isso! Olha pra mim e pára de me ignorar, vai! Olhava pra ele fixamente.
-Vou te levar pra casa! Ele acelerou o carro calado.
-Luan, você consegue complicar tudo! Cruzei os braços e virei pra frente, sem colocar o cinto.

Liguei o som baixinho e fui calado, começou a tocar uma música internacional bonita que já conhecia, mesmo com coração partido batia de leve no volante no ritmo da música, queria esquecer que assim que a deixasse em casa tudo estaria terminado. Parei no sinal vermelho e respirei fundo inclinando minha cabeça pra trás fechando meus olhos.

O olhei e afundei no banco, uma lágrima caiu e eu olhei pela janela. Vi um casal no carro ao lado se beijando e pareciam felizes muito felizes. Olhei pra ele, novamente, e respirei fundo. 


-Me deixa em qualquer lugar... Por favor! Pedi, com uma lágrima escorrendo por meu rosto.

Não a respondi, quando chegamos em frente a sua casa o carro ainda estava trancado, a olhei e não me contive em secar suas lágrimas com um beijo delicado em sua face macia e angelical.

-Brigada... Pode destrancar o carro, por favor! Me afastei dele.
-Só quero que saiba que... Mesmo estando longe de você vou te carregar dentro de mim sempre!
-Eu também... Só queria que você me entendesse! Mais lágrimas escorreram dos meus olhos.
-Eu sei que você tem seus sonhos pra realizar e não tiro sua razão, só é complicado de entender mais com o tempo vou compreender e te dá razão!
-Tanto faz... Destranca o carro?!

Respirei fundo procurando forças pra que a deixasse ir e senti uma lágrima escorrer pelo meus olhos, nunca mulher nenhuma havia feito acontecer isso comigo, passei a mão surpreso e percebi que a dor que estava sentindo era tão grande que escoria pelos olhos.

-Olha pra mim! Segurei em sua mão.

Fiquei surpreso por mais uma lágrima cair e estava totalmente assustado com aquela situação, a olhei tentando ver se ela tinha alguma explicação e apertei sua mão.

-Te amo, não esquece tá? Alisei seu rosto.
-Eu...! Ele não conseguiu dizer nada e apenas me abraçou forte, tão forte que me fez senti falta de ar.
-Também estou me sentido assim, acredite! Retribuí o abraço.
-Vamos tentar mais uma vez, por favor, não vou consegui ficar longe de você!
-Vai acontecer o mesmo! Lágrimas caíram e meu coração pareceu parar de bater.
-A gente dá um jeito, eu mudo, prometo!
-Luan destranca o carro vai! Enxugava as lágrimas nervosamente, elas insistiam em cair.
-Tudo bem! Ele destrancou o carro e abaixou a cabeça.

Saí do carro, decidida a não olhar pra trás. Entrei em casa e passei pela sala feito um meteoro fazendo o Diego e minha mãe se assustarem. Entrei em meu quarto e deitei na minha cama, me encolhendo, chorando feito uma criança. A única pessoa que passou pela minha cabeça foi o Dan; eu queria o colo dele.

Diego chegou da janela sem entender nada e viu um carro preto parado, não dava pra ver quem estava dentro dele mais ele deduziu que poderia ser, abriu a porta devagar e se aproximou do carro, bateu de leve na janela e esperou que o Luan abaixasse.

CAPÍTULO QUARENTA E UM.


Deixei ele fazer do jeito que ele gostava; ele me guiou e me dominou, por completa. Retribuía seus beijos e sussurrávamos coisas ao pé do ouvido que só nós sabíamos o sentido e o porque delas serem ditas. Sentia meu corpo arrepiar a cada segundo e isso me deixava com mais vontade de ser dele.

Não cansava de ter ela ali em meus braços entregue a esse amor aumentava a cada segundo mais, beijava sua boca macia a todo tempo com delicadeza. Nossos corpos estavam suados o que não nos impediu de querer mais e mais prazer naquele momento e era isso que queria senti e fazer ela sentir; prazer. Mordia sua orelha e dava sugadas em seu pescoço com sorriso nos lábios ao perceber seu corpo arrepiado.

Tudo estava tão intenso que esquecemos as horas passarem. Tudo que nós queríamos era satisfazer o desejo, intenso, dos nossos corpos, ao se quererem. O movimento do corpo dele, sobre mim, me fazia esquecer o mundo e a mim mesma.

-Você me faz o homem mais feliz desse mundo! Ele sussurrou baixinho no meu ouvido dando uma sugada, logo depois, da minha orelha. Sua respiração estava acelerada o que me fez arrepiar.
-E eu sou a mulher mais feliz do mundo, em saber que te faço feliz! Sussurrei em seu ouvido.

Nossos corpos se derem por satisfeito e Luan se deitou ao meu lado me puxando devagar pra pôr minha cabeça sobre seu peito, estávamos totalmente suados e ao pousar minha cabeça sobre aonde ele queria senti seu coração acelerado e sua respiração ofegante assim como a minha. Beijei seu peito nu e fiquei passando a ponta do dedo sobre sua barriga, enquanto sentia ele alisar meu cabelo.

-Acho que esqueceram de nós dois aqui! Sorri.
- É... Também quem chegasse da porta e ouvisse você dizendo "Isso amor, vai." –Luan imitou a voz de prazer. –Iria ficar constrangido! Ele gargalhou.
-Pára Lú! Pedi envergonhada.
-Tô brincando bobinha! –Ele riu beijando minha cabeça. –Ainda são seis horas, daqui a pouco descemos e nos encontramos com eles, liga pra sua mãe e manda ela vi com o Diego! Ele alisava meu cabelo com carinho e meu braço.
-Tá ligo! Vai tomar banho? Perguntei a ele procurando, com o olhar, meu celular.
-Vou, vem comigo? Ele beijou meu pescoço.
-Vou! Sorri.
-Então vem! Ele me pegou no colo com cuidado e me colocou no box do banheiro abrindo devagar o chuveiro.

Tomamos banho trocando carinhos e quando o Luan passou suas mãos, suavemente, pelo meu corpo, com o sabonete, eu me arrepiei, por completa. Saímos do banho, depois que nos secamos, um ajudou o outro, nos beijávamos e sorríamos sem perceber. 


Peguei o meu celular, depois que coloquei minha roupa, liguei para minha mãe e pedi que ela viesse com o Di e que me trouxesse uma roupa mais arrumada.

-Sabe o que o Di me falou? Olhei pra ele, que mudava o canal da TV.
-Não, o que?
-Que a "Bruninha", é linda! Ri da cara que ele fez.
-E onde fica a graça disso? Me diz por que também quero ri!
-Você fica lindo, assim; bravo e ciumento, sabia? Sorri dando selinhos nele.
-Se esse cara encostar em minha irmã, vou esquecer o que ele é seu e mostro o quanto to ficando forte!
-O que é isso amor, em? Desperdiçar sua força, por nada? –Me aproximei do seu ouvido. –Desperdiça comigo! Sussurrei e deu uma mordida, em seguida, sua orelha.
-Você tá muito safada! Ele riu.
-É que eu to defendendo o meu irmão! Ri e o beijei.

Depois de um longo beijo descemos de mãos dadas, o lado de fora tinha alguns fotógrafos, mas nada comparado a tarde. Cumprimentei mais uma vez seus pais e Bruna, Diego se aproximou com minha mãe e seguimos para o restaurante, depois que eu me troquei, com a roupa que minha mãe me trouxe. Sentamos em uma mesa enorme e fizemos os pedidos, que enquanto não chegava conversávamos sobre um pouco de tudo. Luan contava sua ida ao aeroporto e riamos demais das graças que ele fazia no meio da história. 


Quando fomos servidos Luan ficou encarando o Diego que não tirava os olhos de Bruna, por diversas vezes puxei seu rosto lhe dando um beijo no queixo e rindo da sua carinha de bravo, ficava nitidamente lindo. Comemos uma sobremesa maravilhosa e Marizete nos contou, um pouco, da infância do Luan e de como ele é ciumento com seus amigos e familiares. Luan ficou vermelho por diversas vezes com os comentários da mãe e todos nós na mesa riamos demais. 

Após o jantar minha mãe e o Diego foram embora e os pais do Luan junto a Bruna subiram, como o hall estava cheio de gente entrando e saindo eu e Luan decidimos subir também. Diego havia levado uma mochila com minhas roupas e Luan me levaria pra faculdade pela manhã o que me deixou feliz. 

Acordei cedo no dia seguinte e como não conseguia acordar o Luan de jeito nenhum liguei para o Diego que passou lá e seguimos pra faculdade. Ele me fez perguntas sobre Bruna e eu lhe disse sobre o ciúme do Luan relacionado a ela o fez ele ri durante todo caminho.

Depois das aulas na faculdade, sobre olhares curiosos de todos, sobre mim, fui para casa tomei banho e como não teria que ir trabalhar, por está de folga, iria acompanhar o Luan, os pais e a Bruna pelo passei por Salvador.


A tarde foi regada de muitos risos, dentro de um carro, maior, que o Amarildo alugou. Os levei para conhecer cada um dos pontos turísticos de Salvador. Descemos do carro para que a Bruna e a Dana Marizete comprassem algumas lembranças no Mercado Modelo e no Pelourinho. 

Os guiei até o Solar do Unhão, local do meu primeiro beijo com o Luan. Eu e o Luan ficamos à vontade e sentamos no mesmo lugar, enquanto seus pais e a Bruna conheciam o lugar. Depois de muitos elogios a beleza da cidade, voltamos para o hotel.

Tudo o que é bom acaba cedo. O Luan e os pais foram embora no dia seguinte, o que fez com que meu coração apertasse. Eu e ele estávamos com os olhares entristecidos, isso era visível. Nos despedimos no aeroporto, ao lado do bicuço, depois que ele atendeu algumas fãs. Ele iria levar os pais em casa, em seguida iria voltar a viajar para fazer os shows e eu iria continuar com minhas coisas em Salvador. Depois de um longo beijo e de muitos "eu te amo!", ele seguiu para a rotina dele. Voltei, também, a minha rotina de faculdade e trabalho. Já estava me acostumando com os olhares curiosos e cochichos das pessoas onde eu estivesse. 

Os dias passaram se arrastando Luan me ligava todos os dias na madrugada e quase sempre me acordava pra ficarmos conversando durante toda noite, comecei a chegar à faculdade cheia de olheiras e dormia nas aulas o que começou a chamar atenção dos professores, da Beatriz, Diego e minha mãe. 

Minha semana de prova havia começado, estudava que nem uma louca e ficava até altas horas estudando, não podia tirar uma nota baixa e muito menos ser reprovada em alguma. Eu tinha vacilado em algumas aulas e corria contra o tempo com a ajuda de Beatriz pra tentar recuperar e entender os assuntos. Luan diminuiu o ritmo das ligações por minha mãe ter conversado com ele sem eu saber e estranhei às vezes ele mandava apenas mensagem sem me ligar.

Conciliar minha vida a dele estava se tornando cansativo, para mim. Tínhamos horários diferentes, o Luan era noturno, trocava o dia pela noite e eu não podia perder minha noite, de sono, para que não me atrapalhasse nas aulas. Comecei a perceber o quanto era corrida as nossas vidas e como elas caminhavam para caminhos diferentes.


Passei uma noite inteira pensando em o que meu coração, realmente, queria. Coloquei na balança e constatei que as coisas tinham o mesmo peso. Por um lado pesava o que eu sentia pelo Luan e pelo outro o peso era do que eu havia prometido ao meu pai, que seria uma Advogada. Eu estava ficando sufocada com tudo isso e não aguentaria por muito tempo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA.


-Oi Manu! Dona Marizete abriu a porta sorrindo.
-Oi! –A olhei assustada. –Pensei que ele estivesse sozinho...! Ele tá bem?
-Pediu que ficasse aqui com ele! –Ela sorriu abrindo espaço pra que entrasse e assim fiz. –Esta sim, só foi um susto!
-Brigada Dona Marizete! –Me aproximei dele. –Amor? O chamei.
-Hum... Ele disse de olhos fechados ainda.
-Você tá bem? E essa mordida foi de quem? –Baixei até seu ouvido. –Por que minha não foi! Sussurrei.
-Tô! –Ele sorriu permanecendo de olhos fechados. –Uma fã. Acho que ela queria guarda um pedaço meu pra ela! Ele riu.
-To vendo! –Ri. –Saí feito uma desesperada atrás de você, e você nem atendeu o celular!
-Descarregou, e não queria te preocupar à toa! Desculpa! Ele se sentou na cama coçando os olhinhos, seu rosto estava com a marca do travesseiro e sua carinha de sono era nítida.
-Tudo bem! Vai dormir, você está cansado! Sorri alisando o seu rosto.
-Mais e você, como tá? Ele beijou a palma da minha mão.
-Tava desesperada atrás de você, alguns minutos atrás, mas to legal agora! Sorri.
-Você não devia estar no trabalho?
-Pois é! Mais a "namorada do Luan Santana" tem certos privilégios! Ri.
-Hum... Isso é bom! –Ele riu. –Veio sozinha?
-É bom? Com um monte de repórter atrás de você? Acho que não! –Ri. –Não vim com o Di, mas ele tá lá em baixo com o Well, a Bruna e o Rober, que tinha acabado de chegar quando eu tava subindo!
-Mantém o Diego longe da Bruna, tá?
-Por quê? Ri.
-Ele tem um jeito de conquistar as mulheres fácil, e não quero minha irmã caindo nas garras dele! Luan fez bico.
-Que coisa linda, esse bebê, com ciúme da irmãzinha! Dava selinhos nele.

Sorri e a puxei fazendo sentar em meu colo, abracei ela forte e fechei meus olhos, alisei suas costas e beijei seu ombro até o pescoço. Lhe olhei nos olhos passando a ponta do meu dedo sobre seu rosto como se estivesse desenhado, cada milímetro da sua face. Ela era linda e Deus realmente colocou toda beleza do mundo nela, sorri passando o dedo da sua testa até seu nariz e lhe dei um beijo demoradamente na sua testa.

-Seria legal eles namorarem assim ele me deixava em paz, pra ficar mais assim com você! O abracei rindo.
-Prefiro ele me enchendo o saco!
-Um dia ela vai namorar, ok? Se prepare! Sorri.
-Não precisa me lembrar! Ele abaixou as vistas.
-Ah! Amor ela já é grande e é linda!
-É por que você é mulher, quero ver se fosse homem e tivesse uma irmã mais nova se você não teria medo dela se machucar em um relacionamento, ou que o cara não a ame e sim esteja com ela por você ser famosa e ele estar com sua irmã pra subir de status! Luan falou num tom preocupado e eu achei fofo aquilo.
-Ok! Te entendo bebê, mas meu irmão não é um desses caras! Ri.
-É eu sei, ele é um cara legal. Amor... Vamos jantar hoje toda família junta?
-Então tá aprovado? –Ri. –Vamo! Adorei a ideia! Onde?
- Não quis dizer que aprovo, só falei minha opinião sobre ele. Não sei, escolhe o lugar, confio em você!
-To brincando, amor! Não sei! Seria melhor aqui mesmo, por que tem um monte de jornalista atrás da gente...!
-É pode ser... Amanhã vou sair com meus pais durante a tarde pra conhecer alguns lugares, você vai estar na faculdade, né?
-De tarde não... Ah! Amanhã é minha folga do trabalho, posso ser a guia de vocês! Sorri.
-Sério amor? Que coisa boa! –Ele sorriu me dando um selinho. –No caminho do aeroporto percebi como essa cidade tem muié bonita. E...
-Não gostei disso...! E o que? Cruzei os braços.
-Eu tive sorte de ficar com a mais bela delas! Ele sorriu ajeitando meu cabelo.
-Tá! E eu vou fingi que acredito nessa sua resposta...! Sorri.
-Mais é sério mô! Ele beijou meu pescoço.
-Sei...! Mais enfim, to com fome! Sabe o que eu quero?
-Não, o que?
-To com fome, de você! Dá beijo? Sorri.
-Você anda bem safadinha, hein? Ele riu me dando selinhos que logo se transformou em um beijo.
-Eu safadinha?! Ri, enquanto mordia seu lábio.
-É! E eu to adorando isso! –Ele me jogou na cama vindo por cima de mim e começou beijar meu pescoço. –Já disse que você fica muito sexy com essa farda, né?
-E depois eu que sou que safadinha! Ri.
-Uma fã no camarim do último show que fiz me deu um presente...! Ele me olhou mordendo os lábios.
-Qual? Sorri imaginando o que viria pela frente.

Ele saiu de cima de mim enquanto me apoiava no cotovelo e ele abriu a mala pegando uma caixinha pequena, sentou de frente pra mim e tirou dois dados, me mostrando, quando abriu as mãos. Eram dois dados e neles continham palavras diferentes. Um deles tinha local do corpo e o outro o que fazer. Sorri olhando para o Luan e ele levantou uma de suas sobrancelhas sorrindo.

-Luan, Luan! Depois a safada sou eu! O que essa menina queria com isso?! Ri.
-Não sei, ela me deu e eu não abri na hora! –Ele riu. –Vamos brincar?
-Não sei! A brincadeira é muito pesada para esse horário! Ri.
-Vamos amor, que bobagem! Deve ser massa!
-Claro! Sorri.
-Tá, eu vou primeiro! Ele riu. 

Luan começou a sacudi o dado sobre a mão fechada e me olhava com um sorriso safado no rosto, ri prendendo o cabelo num coque alto e ele jogou na cama olhando com atenção. O primeiro dado caiu "Mordida" e o outro "Barriga".

-Quer que eu tire a blusa ou você tira? Sorri.
-Eu tiro!

Mordi meus lábios e tirei sua blusa com delicadeza, ela deitou na cama devagar e sua respiração estava um pouco acelerada assim como a minha. Me ajeitei na cama e segurei na sua cintura começando, de leve, a morder sua barriga sentindo ela se arrepiar inteira.

Quando ele mordeu minha barriga senti um arrepio percorrer, cada milímetro do meu corpo. Senti meu corpo queimar, ficar quente, pedido pelo dele.

-Agora é sua vez! Ele mordeu os lábios e me olhou.
-Certo! Falei com a respiração falha.

Peguei os dados e sacudi na minha mão, jogando-os sobre a cama. Os dois se completaram com: "Beijos" e "Orelha". Sorri pra ele e fiz com que ele deitasse na cama. Comecei beijando a sua orelha depois dei uma leves mordidas, senti ele arrepiar. Quis prolongar a brincadeira e beijei sua boca, mordendo, levemente, seu lábio.

-Cara isso.... Isso é sacanagem! Ele disse de olhos fechados e falava baixinho.
-Começou, aguenta! Sorri.
-Eu aguento, vamos nessa!

Me sentei na cama pegando os dados e sacudi devagar, enquanto respirava fundo, joguei sobre a cama e os dois completaram; "Lambida" e "Pescoço". Me aproximei dela segurando firme em sua nuca e comecei a beijar passando de leve minha língua e ao mesmo tempo dando mordidinhas. Uma de minhas mãos desceu até sua cintura aonde apertei com força, porém com carinho e dei, durante mais alguns segundos, algumas sugadas e lambidas em seu pescoço sentindo sua pele arrepiada.

-Esquece a dado! –Sussurrei em seu ouvi. –Quero ser sua por inteira e não por partes!
-Tem certeza que não quer brincar mais um pouquinho? Ele sorriu beijando meu ombro, enquanto abaixava a alça do meu sutiã.
-Tenho, toda a certeza! Arranhava, levemente, suas costas.
-Mesmo, mesmo? Ele tirou devagar o sutiã jogando no chão e beijava delicadamente meu seio.
-Mesmo! O puxei em cima de mim.

A beijei e alisava sua cintura, enquanto a sentia levantar minha blusa fazendo me arrepiar, parei com o beijo devagar e comecei a beijar seu pescoço e entrei entre suas pernas segurando firme sua cintura. 


Alguns minutos depois, já estávamos sem nada que nos impedisse de nos amar e matar aquele desejo que tomava conta de nós dois naquele quarto, nossos olhos queimava um ao outro e o os toques eram urgente. Entramos no mundo no qual só nós dois pertencíamos.

CAPÍTULO QUARENTA.


-Oi Manu! Dona Marizete abriu a porta sorrindo.
-Oi! –A olhei assustada. –Pensei que ele estivesse sozinho...! Ele tá bem?
-Pediu que ficasse aqui com ele! –Ela sorriu abrindo espaço pra que entrasse e assim fiz. –Esta sim, só foi um susto!
-Brigada Dona Marizete! –Me aproximei dele. –Amor? O chamei.
-Hum... Ele disse de olhos fechados ainda.
-Você tá bem? E essa mordida foi de quem? –Baixei até seu ouvido. –Por que minha não foi! Sussurrei.
-Tô! –Ele sorriu permanecendo de olhos fechados. –Uma fã. Acho que ela queria guarda um pedaço meu pra ela! Ele riu.
-To vendo! –Ri. –Saí feito uma desesperada atrás de você, e você nem atendeu o celular!
-Descarregou, e não queria te preocupar à toa! Desculpa! Ele se sentou na cama coçando os olhinhos, seu rosto estava com a marca do travesseiro e sua carinha de sono era nítida.
-Tudo bem! Vai dormir, você está cansado! Sorri alisando o seu rosto.
-Mais e você, como tá? Ele beijou a palma da minha mão.
-Tava desesperada atrás de você, alguns minutos atrás, mas to legal agora! Sorri.
-Você não devia estar no trabalho?
-Pois é! Mais a "namorada do Luan Santana" tem certos privilégios! Ri.
-Hum... Isso é bom! –Ele riu. –Veio sozinha?
-É bom? Com um monte de repórter atrás de você? Acho que não! –Ri. –Não vim com o Di, mas ele tá lá em baixo com o Well, a Bruna e o Rober, que tinha acabado de chegar quando eu tava subindo!
-Mantém o Diego longe da Bruna, tá?
-Por quê? Ri.
-Ele tem um jeito de conquistar as mulheres fácil, e não quero minha irmã caindo nas garras dele! Luan fez bico.
-Que coisa linda, esse bebê, com ciúme da irmãzinha! Dava selinhos nele.

Sorri e a puxei fazendo sentar em meu colo, abracei ela forte e fechei meus olhos, alisei suas costas e beijei seu ombro até o pescoço. Lhe olhei nos olhos passando a ponta do meu dedo sobre seu rosto como se estivesse desenhado, cada milímetro da sua face. Ela era linda e Deus realmente colocou toda beleza do mundo nela, sorri passando o dedo da sua testa até seu nariz e lhe dei um beijo demoradamente na sua testa.

-Seria legal eles namorarem assim ele me deixava em paz, pra ficar mais assim com você! O abracei rindo.
-Prefiro ele me enchendo o saco!
-Um dia ela vai namorar, ok? Se prepare! Sorri.
-Não precisa me lembrar! Ele abaixou as vistas.
-Ah! Amor ela já é grande e é linda!
-É por que você é mulher, quero ver se fosse homem e tivesse uma irmã mais nova se você não teria medo dela se machucar em um relacionamento, ou que o cara não a ame e sim esteja com ela por você ser famosa e ele estar com sua irmã pra subir de status! Luan falou num tom preocupado e eu achei fofo aquilo.
-Ok! Te entendo bebê, mas meu irmão não é um desses caras! Ri.
-É eu sei, ele é um cara legal. Amor... Vamos jantar hoje toda família junta?
-Então tá aprovado? –Ri. –Vamo! Adorei a ideia! Onde?
- Não quis dizer que aprovo, só falei minha opinião sobre ele. Não sei, escolhe o lugar, confio em você!
-To brincando, amor! Não sei! Seria melhor aqui mesmo, por que tem um monte de jornalista atrás da gente...!
-É pode ser... Amanhã vou sair com meus pais durante a tarde pra conhecer alguns lugares, você vai estar na faculdade, né?
-De tarde não... Ah! Amanhã é minha folga do trabalho, posso ser a guia de vocês! Sorri.
-Sério amor? Que coisa boa! –Ele sorriu me dando um selinho. –No caminho do aeroporto percebi como essa cidade tem muié bonita. E...
-Não gostei disso...! E o que? Cruzei os braços.
-Eu tive sorte de ficar com a mais bela delas! Ele sorriu ajeitando meu cabelo.
-Tá! E eu vou fingi que acredito nessa sua resposta...! Sorri.
-Mais é sério mô! Ele beijou meu pescoço.
-Sei...! Mais enfim, to com fome! Sabe o que eu quero?
-Não, o que?
-To com fome, de você! Dá beijo? Sorri.
-Você anda bem safadinha, hein? Ele riu me dando selinhos que logo se transformou em um beijo.
-Eu safadinha?! Ri, enquanto mordia seu lábio.
-É! E eu to adorando isso! –Ele me jogou na cama vindo por cima de mim e começou beijar meu pescoço. –Já disse que você fica muito sexy com essa farda, né?
-E depois eu que sou que safadinha! Ri.
-Uma fã no camarim do último show que fiz me deu um presente...! Ele me olhou mordendo os lábios.
-Qual? Sorri imaginando o que viria pela frente.

Ele saiu de cima de mim enquanto me apoiava no cotovelo e ele abriu a mala pegando uma caixinha pequena, sentou de frente pra mim e tirou dois dados, me mostrando, quando abriu as mãos. Eram dois dados e neles continham palavras diferentes. Um deles tinha local do corpo e o outro o que fazer. Sorri olhando para o Luan e ele levantou uma de suas sobrancelhas sorrindo.

-Luan, Luan! Depois a safada sou eu! O que essa menina queria com isso?! Ri.
-Não sei, ela me deu e eu não abri na hora! –Ele riu. –Vamos brincar?
-Não sei! A brincadeira é muito pesada para esse horário! Ri.
-Vamos amor, que bobagem! Deve ser massa!
-Claro! Sorri.
-Tá, eu vou primeiro! Ele riu. 

Luan começou a sacudi o dado sobre a mão fechada e me olhava com um sorriso safado no rosto, ri prendendo o cabelo num coque alto e ele jogou na cama olhando com atenção. O primeiro dado caiu "Mordida" e o outro "Barriga".

-Quer que eu tire a blusa ou você tira? Sorri.
-Eu tiro!

Mordi meus lábios e tirei sua blusa com delicadeza, ela deitou na cama devagar e sua respiração estava um pouco acelerada assim como a minha. Me ajeitei na cama e segurei na sua cintura começando, de leve, a morder sua barriga sentindo ela se arrepiar inteira.

Quando ele mordeu minha barriga senti um arrepio percorrer, cada milímetro do meu corpo. Senti meu corpo queimar, ficar quente, pedido pelo dele.

-Agora é sua vez! Ele mordeu os lábios e me olhou.
-Certo! Falei com a respiração falha.

Peguei os dados e sacudi na minha mão, jogando-os sobre a cama. Os dois se completaram com: "Beijos" e "Orelha". Sorri pra ele e fiz com que ele deitasse na cama. Comecei beijando a sua orelha depois dei uma leves mordidas, senti ele arrepiar. Quis prolongar a brincadeira e beijei sua boca, mordendo, levemente, seu lábio.

-Cara isso.... Isso é sacanagem! Ele disse de olhos fechados e falava baixinho.
-Começou, aguenta! Sorri.
-Eu aguento, vamos nessa!

Me sentei na cama pegando os dados e sacudi devagar, enquanto respirava fundo, joguei sobre a cama e os dois completaram; "Lambida" e "Pescoço". Me aproximei dela segurando firme em sua nuca e comecei a beijar passando de leve minha língua e ao mesmo tempo dando mordidinhas. Uma de minhas mãos desceu até sua cintura aonde apertei com força, porém com carinho e dei, durante mais alguns segundos, algumas sugadas e lambidas em seu pescoço sentindo sua pele arrepiada.

-Esquece a dado! –Sussurrei em seu ouvi. –Quero ser sua por inteira e não por partes!
-Tem certeza que não quer brincar mais um pouquinho? Ele sorriu beijando meu ombro, enquanto abaixava a alça do meu sutiã.
-Tenho, toda a certeza! Arranhava, levemente, suas costas.
-Mesmo, mesmo? Ele tirou devagar o sutiã jogando no chão e beijava delicadamente meu seio.
-Mesmo! O puxei em cima de mim.

A beijei e alisava sua cintura, enquanto a sentia levantar minha blusa fazendo me arrepiar, parei com o beijo devagar e comecei a beijar seu pescoço e entrei entre suas pernas segurando firme sua cintura. 


Alguns minutos depois, já estávamos sem nada que nos impedisse de nos amar e matar aquele desejo que tomava conta de nós dois naquele quarto, nossos olhos queimava um ao outro e o os toques eram urgente. Entramos no mundo no qual só nós dois pertencíamos.