sábado, 26 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E QUATRO.


Peguei em sua mão entrelaçando a minha e saímos da sala com o olhar de todos direcionado pra nós dois, não me importei com isso, a Manuela aquela tarde havia me dado mais um motivo de me orgulhar dela e fazer ter a certeza de que havia feito à escolha certa. Fomos até onde o Rober estava com o Dan e encontramos eles brincando na sala onde ficava os usos que ganhava de presente.

-Filhão, chegamos!
-Tetá! Dan falou enquanto batia na testa do Rober me fazendo ri.
-Não faz isso com o dindo, filho! Ri pegando o Dan.
-Rober, amanhã o mesmo horário, né? 
-Isso ai! Vou falar na frente da patroa mesmo, vamos numa boate depois? Nunca mais fomos juntos...
 -Ué, claro! Pode ser! Luan deu os ombros.
-Em uma boate? Como assim? Em casa a gente conversa! –Olhei para o Luan. –Pega as minhas coisas e anda! Bati na bunda do Luan brincando e o Dan riu.
-Ai! Luan reclamou e Rober riu.
 -Vai lá, a gente se fala!

Peguei as coisas dela e após me despedi de todos, que estavam lá, inclusive do meu pai, entramos no carro. O Dan deu, um pouco, de trabalho pra desgrudar do avó mais quando conseguimos seguimos para casa. Durante o caminho coloquei a música preferida do Dan "Eu quero Tchu eu quero Tcha" e ele gritava parecendo cantar e mexia o corpo dançando levantando os bracinhos e piscando os olhos.

-Amor, não incentiva! A galinha pintadinha pelo menos educa! Ri.
-Quando você viajou eu assisti aquele negócio o dia todo! Tive que mostrar algo bom pra ele! Dan bateu palma como se tivesse concordando com o pai.
-Tá! Mais ele gosta... Gostava, sei lá! Você mostrou essas coisas pra ele...! Ah! Quanto a sua boate, a gente vai conversar, viu?! Olhei pra ele.
-Nada demais, sair com a galera, amor! Ele alisou minha coxa.
-Hoje ou amanhã? Por que hoje estava pensando em algo muito melhor...! Olhei pra ele sorrindo.
-Vou amanhã depois do show que é cedo!
-Olha, lá, viu?!
-Relaxa, só tenho olhos pra você!
-É bom mesmo! Sorri.

Fomos para a casa ao som de "Eu quero tchu eu quero tcha" por causa do Dan e o Luan adorava aquilo. Eu ria das reações do Dan e dos comentários do Luan. Quando paramos em frente de casa, foi difícil tirar o Dan do carro, mas quando conseguimos ele foi no meu colo.

Assim que entramos, em casa, a Maria já tinha ido, mas tinha deixado a sopinha do Dan pronta. Eu tirei meus sapatos e fui trocar a frauda do Dan. Não tinha gostado muito da ideia do Luan ir a uma boate, mas não iria reclamar, confiava nele. Pensava enquanto trocava a frauda do Dan, que ficava me olhando.

O resto do dia foi tranquilo, a Manu preparou nosso jantar, enquanto eu brincava com o Dan na sala e quando ficou pronto jantamos juntos, enquanto conversávamos. Ela se mostrou um pouco calada e pensei que poderia ser pela minha viajem do dia seguinte. O Dan parecia sentir, também, e ficava dengoso no meu colo, me fazendo carinho, beijando minha bochecha e colocando a cabecinha no meu ombro o que me deixava mais bobo do que já era.

Ele acabou dormindo, enquanto o ninava no seu quarto cantando uma música baixinha pra ele, o coloquei no berço o cobrindo e segui para o meu quarto encontrando com a Manu arrumando minha mala. A abracei beijando seu pescoço e ela deu um leve sorriso continuando a arrumar minhas coisas.

Durante o jantar, fiquei um pouco mais calada, por ele ter que ir viajar e, também, pela saída dele a boate. O Dan parecia perceber que o pai iria viajar e não desgrudou, do Luan. Subi depois de lavar os pratos, para o nosso quarto, enquanto ele ninava o Dan no quarto dele. Entrei e comecei a separar as coisas dele, para a viagem. Separei as roupas que ele gostava e as outras, para o show, deixei penduradas em um cabide, cobertas por uma capa, para não amassar. Ele chegou me abraçando por trás e beijou meu pescoço, sorri, levemente, e voltei a arrumar as coisas dele.

-O Dan dormiu mô, tava todo dengosinho! Luan tirou a blusa deitando na cama.
-Parece que sabe que você vai viajar! Já estou vendo, ele não vai querer mais ninguém além de mim, nem a Maria, quando você for embora! Continuava a arrumar a mala dele.
-Carinha é essa?
-Nada não!
-Você fala como se eu não te conhecesse...
-Não gosto quando você vai e ainda me vem com essa de boate! Fechei a mala dele.
-Mais só vai a galera... Ele se sentou me olhando.
 -Tudo bem! Não quero brigar, mas saiba que eu confio em você o meu problema é as mulheres que vão está lá! Tirei minha blusa, pra tomar banho.
-Vem cá! Ele estendeu o braço.
 -Promete me ligar toda hora?! Fui até ele.
 -Vem comigo e trás o Dan! Ele alisou meu rosto.
-Você vai que horas? Por que eu tenho que ir ao escritório amanhã!
-Final da tarde, vem vai?! Ele me dava selinhos.
-Tá! Eu vou! –Sorri dando um selinho nele. –Tenho que arrumar as minhas coisas e as do Dan. Vai dá trabalho!
-Te ajudo minha pequena!
 -Então começa me dando um beijo, pra eu criar coragem por que as coisas do Dan, tem muito detalhe! Ri.
-Dou! Ele sorriu me beijando.

Após aquele beijo mesmo não querendo sair dos braços do Luan fomos arrumar as coisas do Dan. Ele como havia dito me ajudou, realmente, em tudo e fazíamos as coisas em meio à troca de carinhos e sorrisos. Quando terminamos fui arrumar minhas coisas e Luan me observava atento, com sorriso nos lábios. Terminei e fui tomar meu banho, depois daquele dia estava precisando.

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E TRÊS.


-O que importa aqui não é minha vida pessoal e nem a dele... São os assuntos do seu interesse! Podemos começar? Voltei minha atenção a todos.
-Não, não podemos! Você é mulher dele e não sabíamos disso!
-E o que isso impede? Minha vida pessoal não atrapalha a minha vida profissional, senão nem esse caso eu pegaria!
-Podemos começar! Luan falou firme olhando para o homem que o encarava de um jeito assustador.
-Ok! Vamos começar! O que o meu cliente quer é o reembolso de 250 mil reais, a metade do cachê cobrado para a realização do show do Luan Santana, com toda a sua estrutura. Pelos seguintes fatos; quebra de contrato pelo horário, danificação da estrutura do palco comprometendo a outras bandas contratadas, danificação de aparelhos da produção da organização do evento e por ter que fazer a devolução do dinheiro do ingresso, de 50 reais, para os pagantes que desistiram de esperar o cantor e sua equipe pelo atraso de uma hora e meia. Aqui está o balanço de todos os prejuízos causados ao meu cliente, de três empresas diferentes para não gerar nenhuma duvida a vocês. Está tudo ai, o valor de cada dando da quantidade de ingressos devolvidos! Entreguei uma pasta ao advogado deles.

A observava calado, ela realmente era muito boa como advogada, segurei o sorriso e fiquei apenas a observando, ela mostrava autoridade e era firme em suas falas. Os advogados que estavam ao meu lado pegaram os papeis e eu não fiz nada, apenas observava a conversa deles e rezando pra que tudo acabasse bem.

-Então, estou esperando a resposta de vocês. Estou aberta a acordos! Olhei pra eles encostando minhas costas na cadeira.
-Vamos pagar a quantia pedida! Anderson falou firme.
-Nossa! Tão fácil assim? –Olhei para os advogados que representavam o Luan e esperei eles retrucarem, algo. Tinha como o Luan pagar menos. –Ótimo! Nada para falar? Continuava olhando fixamente para eles.
-Vocês têm prova de que o Luan danificou algo? Um dos advogados se manifestou.
-Todos os aparelhos foram revisados, por pessoas da equipe da produção do evento! Ergui minha sobrancelha, era ai que eu queria que eles chegassem.
 -Eu quero provas, sobre isso!
-Horários da revisão aqui! Entreguei uma pasta a ele. Queria perder aquela, por que eles duvidaram do meu profissionalismo.
 -Isso não são provas fundamentais, qualquer um poderia modificar a qualquer hora pra querer prejudicar o meu cliente!
-Ok! Você tem razão, não são fundamentadas, nem um juiz iria aceitar isso...! –Olhei para o Luan e segurei um sorriso. –Mais quanto aos ingressos, tenho provas do próprio sistema que foram devolvidos mais de quatro mil e quinhentos ingressos e ainda temos a quebra de contrato, quando ao horário, do seu cliente!
-Ok, quanto vocês querem?
-Quanto acha que devemos pedir? Um dos meus clientes me perguntou.
-Metade, 125 mil é o suficiente!
-Ótimo, já que é o que podemos pedi, estar ótimo!
-Metade do valor pedido, 125 mil. É o que meus clientes pedem! Olhei para os advogados do Luan. Sabia que eu estava fazendo o justo, manipulei toda a conversa pra esse resultado.
-Ótimo! Negócio fechando!
-E encerrado! Anderson se levantou falando firme. 
-Ainda não, Anderson! Essa semana irão chegar alguns papeis para vocês assinarem! Olhei para o Anderson, falando firme.
-Ok! Mais deixo uma coisa clara; nunca mais o Luan Santana canta pra vocês!
 -Não queremos mais pessoas com falta de compromisso tocando, principalmente esse cantorzinho de merda!
-Já acabamos e não cabe aqui discussões indevidas! Agora, por favor me acompanhem! Olhei para os meus clientes os indicando a porta.

Fiquei durante todo tempo calado e quando eles saíram Anderson fechou a porta começando junto a Dagmar a me dá uma bronca como se toda culpa pelo atraso fosse minha. Permaneci calado e até meu pai falava algo parecendo que eu era unido e total culpado da história, escutava tudo calado e nada que falasse naquele momento serviria.

Saí os indicando à porta e avisando que eu os manteria informados sobre tudo e que enviaria os papeis do acordo para aprovação deles. Voltei para a sala de reunião e ouvi todos reclamarem com o Luan sobre o atraso dele, enquanto ele ouvia calado.

-Desculpa me meter, mas a culpa não é só do Luan, foi de toda a equipe por um imprevisto que tiveram na estrada e vocês com a neblina no aeroporto do Rio. Claro que isso não se aplica para uma quebra de contrato, por pouco interessa se alguém morreu a pessoa assinou ela se comprometeu a fazer! –Respirei fundo. –E outra não vou suportar o olhar de merda de vocês pra mim, eu conduzi essa reunião para o acordo que fizemos. Por que ao contrário de muitos aqui eu não misturo minhas coisas pessoais ao trabalho! Se dependesse da sua raiva e dos seus advogados, que me desculpe, foram um erro, vocês iriam pagar os 250 mil, Anderson! Falei firme encarando o Anderson.
-Não se mete Manuela, você é advogado deles não do Luan!
-Não fala assim com minha nora Anderson, respeite-a! Ela foi profissional e estar certa quanto aos nossos advogados! Amarildo o encarou.
-Me meto, por que aqui, agora, eu sou a mulher do Luan e não estou nenhum pouco satisfeita quanto a isso aqui! –Continuei a encará-lo. –Ah! Uma dica, que eu vou te dá, guarde isso com você o resto da vida: saiba separar as coisas, os momentos, por que há o momento certo pra tudo!
-Ok, licença! Ele saiu calado e Amarildo após beijar minha testa saiu da sala deixando eu e o Luan a sós.
-É impressionante como você fica calmo, com isso, mô! Olhei para o Luan, falando mais calmamente.
-Se brigar com Anderson é pior!
-Você que sabe! Não me meto mais em nada! Peguei minhas coisas.
-Amor... –Luan me abraçou por trás. –Você é boa... Em todos os sentidos! Ele beijou meu pescoço.
-Em todos os sentidos? Não entendi! Sorri.
-Boa esposa, boa mãe, boa advogada... –Ele mordeu meu pescoço. –E boa de cama!
-Ok! Esses detalhes a gente guarda, pra nós dois! –Sorri virando pra ele. –Vamo?
-Vamos sim, preciso arrumar minhas coisas, amanhã tenho show!
-Então, vamos! Tem que ver se o Dan vai querer largar do padrinho! Sorri.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E DOIS.


Continuei beijando seu pescoço, depois que ele tirou minha blusa. Ele me carregou até a cama e antes de deitar o corpo sobre o meu, tirou a blusa. Sentei na cama o olhando nos olhos e beijei da sua barriga até a sua boca, arrancando dele arrepios.

Quando senti seus beijos sobre minha barriga senti um frio na espinha me fazendo arrepiar dos pés a cabeça. Tirei seu short, enquanto passava a língua dando sugadas em sua barriga e joguei no chão quando consegui tirar. Voltei a beijar sua barriga e passei a língua subindo até seus seios onde tirei seu sutiã olhando seus olhos e abria um sorriso.

Ele me deitou na cama beijando minha barriga, me arrancando um arrepio que percorreu todo o meu corpo. Fechei meus olhos sentindo seus beijos percorrerem meu corpo e quando ele tirou meu short ele me olhou e sorriu. Ele voltou a beijar minha barriga e eu fechei, novamente, meus olhos quando ele passou a língua sobre a minha pele, que queimava de desejo. Ele tirou meu sutiã, enquanto eu beijava seu pescoço e mesclava mordidas.

-Gostosa! Luan sussurrou em meu ouvido mordendo minha orelha e apertou minha cintura.

Ao ouvir ele sussurrar aquilo, em meu ouvido, sorri mordendo, levemente, sua orelha. Beijei do seu pescoço até sua boca, mordendo seu lábio e o puxando pra mim, o olhando fixamente nos olhos.

-Sua gostosa! Sorri.

Sorri lhe dando um selinho e aos poucos fui tirando sua calcinha que em segundos já estava no chão, a beijei de uma forma provocante e encaixei meu corpo ao seu e ela mordeu meu queixo dando um beijo logo em seguida começando leves movimentos sobre o corpo dela, que fazia ambos fechar os olhos. Tudo estava intenso entre nós dois, nossos corpos pegavam fogo e aquele momento era nosso.
Quando ele começou a fazer movimentos intensos sobre mim, arranhei, suavemente, suas costas com minhas unhas. Fechamos os olhos sentindo nossos corpos conversarem, silenciosamente, só nossas respirações ofegantes que ouvíamos. Esqueci o mundo, novamente, nos braços dele, com ele me desejando daquela forma, nada mais importava. Me arrepiava a cada segundo, com os beijos dele e as caricias dele, que apertava minha cintura e coxa de uma forma que me dava ainda mais prazer.

Beijava seu pescoço, orelha, queixo, ombro, enquanto continuava nosso movimento preferido. Estava tudo gostoso, e pra melhorar nosso suor começou a se misturar formando apenas um assim como estava nosso corpo e alma naquele momento. Passei de leve minha língua sobre seus lábios e ela sugou de uma forma provocante fazendo com que eu aumentasse aquele movimento sobre nossos corpos.

Nossos corpos estavam em uma química perfeita, era impossível de controlar aquele desejo só aumentava. Nosso suor começou a se misturar, formando um só e isso me deixou com mais vontade de fazer aquele momento se prolongar. Ele passou a língua sobre meus lábios e eu a suguei a colocando dentro da minha boca, o olhando fixamente nos olhos. Ele aumentou o movimento sobre meu corpo me fazendo ficar, ainda mais mole e sentir ainda mais prazer. Apertei com força o lençol da cama e, enquanto ele beijava meu ombro gemia em seu ouvido.

Passei minha mão em sua cintura e desci até sua coxa onde apertei com força mordendo levemente seu pescoço, aquela vontade só aumentava e isso estava nos deixando loucos de prazer. Quando ela começou a gemer em meu ouvido senti meu coração acelerar de uma forma extraordinária. Aumentei ainda mais o movimento e o calor dos nossos corpos aumentava, cada vez mais, assim como o clima do quarto.

Ele aumentou a intensidade dos movimentos, ainda mais, me fazendo enlouquecer de prazer. Apertei ainda mais forte o lençol da cama e meus gemidos ficaram mais altos. O Luan não resistiu e me olhou, depois me beijou intensamente, me fazendo cravar minhas unhas na pele dele, nas costas.

Nosso quarto estava completamente tomado por aquele momento, nosso cheiro estava no ar e tudo estava espalhado pelo chão, do jeito que eu gostava de ver. Mais dessa vez era diferente. Tudo estava mais intenso que antes, tudo estava melhor do que das últimas vezes; esse momento superou o nosso encontro em Nova York.

A beijei intensamente, enquanto sentia suas unhas arranharem minhas costas me fazendo sorri enquanto a beijava. Alisava sua coxa e às vezes puxava com força fazendo o nosso movimento ficar mais profundo. Não parei aquele beijo e não queria que acabasse, quando ficávamos sem fôlego ficávamos dando selinhos até recomeçar, mais uma vez, aquele beijo quente e gostos que trocávamos. Aquele momento com certeza havia superado todos que tínhamos vivido desde então.

A tarde toda foi assim, nos amando, matando a saudade e tentando matar tudo aquilo que estava estragando e querendo acabar com nosso casamento. Aquela tarde serviu pra nos mostrar o quanto nós dois nos amávamos e quando estava vivo tudo aquilo. Quando finalmente nos damos por satisfeito tirei meu corpo de cima do dela e deitei ao seu lado totalmente suado e com a respiração ofegante e falha ao mesmo tempo.

Quando nossos corpos se deram por satisfeitos ele deitou ao meu lado. Eu tentava recuperar meu fôlego, por que minha respiração estava falha. Fechei meus olhos e sorri lembrando tudo aquilo, aquele momento serviu para confirmarmos que nada estava acabando entre a gente. Olhei pra ele sorrindo e alisei o seu rosto.

-Eu te amo! Ele disse com dificuldade em meio à respiração.
-Te vivo! Sorri, ainda respirando rapidamente.
-Foi maravilhoso! Ele me deu um selinho.
-E gostoso! Mordi meu lábio.
-Muito! Ele me beijou mais dessa forma mais delicada.
 -Mô que horas são? Olhei pra ele mordendo seu lábio.
-Não sei, por quê? Ele alisava minha bochecha.
-Reunião amor! Sorri.
-A reunião agora é entre eu, você o amor e o prazer! Ele mordeu meu lábio puxando pra ele.
-Opa! Gostei! Por mim não terminava nunca, essa reunião! Sorri.
-Vamos tomar um banho juntinhos? Tanto tempo não fazemos isso... Ele beijava meu pescoço.
-Vamos! Me carrega? Sorri.
-Ê muié! Ele me pegou sorrindo e entramos no banheiro.

Ele me carregou em seu colo e eu comecei a beijar ele, de novo, ele me colocou no chão quando já estávamos dentro do box. Abri o chuveiro e ele me puxou pra mais perto. Enquanto a água escorria por nossos corpos nos beijávamos. No banho foi tudo menos intenso e muito mais carinhoso. Nos tocávamos de uma forma suave e trocávamos declarações, baixinho, ao pé do ouvido. Eu já tinha esquecido o quanto era bom tomar banho daquele jeito, mas sempre lembrava aqueles momentos.

Sorríamos a todo instante, das brincadeiras do jeito atrapalhado dele, durante o banho. Quando terminamos, ele me ajudou a secar meu corpo, ele estava delicado e não desconectávamos nossos olhares. O ajudei a secar o cabelo e brinquei com ele, bagunçando o cabelo dele, que o irritava.

-Mô posso falar uma coisa? Sorri abraçada a ele por trás o olhando ajeitar o cabelo no espelho, do banheiro.
-Pode minha vida!
-Não quero estragar o clima, mas eu to sentindo falta do Dan...! Ele não chorou, não atrapalhou... Sei lá! Parece que falta algo! Sorri, com medo do que ele iria falar.
-Ele gosta da Maria, você sabe disso. Mais também senti! Ele se virou pra mim já com cabelo arrumado.
-Eu sei disso... Mais senti falta! Alisei o rosto dele.
-Quer descer?
-Não vai ficar chateado? Eu subo com ele!
-Não, não vou! Já tive minha tarde com você, agora é a vez dele. É isso que eu estava querendo te dizer, entendeu? Saber dividir as coisas amor!
-Então me ajuda fazer isso, me dá uns toques mô... Tá? Vou descer e trazer ele... –Ouvi ele chorar. –Ele deve tá com fome, vou aproveitar e dar a ele comida e eu subo com ele depois, por ele deve tá com saudade do pai! Sorri.
-Só não demora por que a saudade dói muito! Ele me deu um selinho demorado.
-Não demoro, não, prometo! Sorri.

Me arrumei, enquanto ele beijava meu pescoço e eu sorria. Saí do quarto descendo a escada vendo o Dan comer com a Maria no sofá. Quando ele me viu ficou me chamando e eu dei a ele as verduras, amassadas. O Dan se melou todo, por que ele colocou a mão na comida e melou todo o rostinho, tentando chupar os dedinhos melados da comida. Subi com ele no colo ainda chupando os dedos melando toda a roupa. Entrei no quarto dele com ele achando aquilo tudo divertido, rindo.

-Amor vem ver o que o seu filho aprontou! Chamei o Luan e o Dan sorriu.
-Que foi... ?! –Luan começou a ri. –Que isso filhão? Dan pulou no meu colo dando um grito.
-Ele meteu a mão na comida e se melou todo! –Coloquei o Dan no berço. –Pega os lencinhos dele?
-Pego! Luan pegou rindo e me entregou.

Tirei a roupa que o Dan vestia que estava toda suja. Ria das caretas que ele fazia quando eu tirava os dedinhos dele da sua boca, limpando-os com o lenço umedecido. Ele ria quando eu fazia cócegas nele e ficava nos olhando curioso, parecia querer saber o que havia acontecido, para o sumiço de nós dois.

-Filho, mostra a sua dança pra mamãe, aquela que te ensinei! Luan colocou a musica "Eu quero Tchu eu quero Tcha" no celular e Dan ficou em pé no berço começando a dançar.
-É isso que você ensina a seu filho é? Ri.
-A piscadinha filho! Dan dançava e piscava os dois olhos descendo e subindo, enquanto gritava parecendo que cantava a música.
-Luan Rafael... Olha isso! Olhei pra o Luan rindo e o empurrei, levemente.
-Ai, dança pra caramba! Luan gargalhou olhando ele que bateu as mãozinhas e colocou sobre a boca soltando beijos gritando logo em seguida.
-Pega uma roupa pra ele, vai! Sorri olhando para o Luan.
-Pego meu amor, pego tudo, inclusive você! Ele me deu juntada me dando um selinho.
-Gostei disso! Sorri mordendo o lábio dele e o Dan nos olhou sorrindo.
-Eu te amo! Ele colou sua testa na minha.
-Te amo, muito mais! Sorri passando meus braços por trás do pescoço dele.
-Mamã?! O Dan colocou um dos dedinhos na boca e olhou feio para o Luan.
-Sentiu o cheiro do ciúme? –Luan sorriu me olhando. –É meu amor, você tem dois homens ciumentos ao seu lado, não é filho?
-Senti o cheiro... Um dia os dois vão me deixar doida! Sorri olhando para o Dan que ainda olhava feio para o pai.
-Vem cá campeão! –Luan o pegou beijando sua bochecha e se aproximou de mim. –Não sei se você entende o que eu falo, mas quero que saiba que a única pessoa que divido sua mãe é com você, tá bom? Ela é nossa e de mais ninguém, beleza? Bate aqui na minha mão!
-Mamã! O Dan se jogou pra mim, e sorriu para o pai do meu colo.
-Mô acho que nem com você ele quer me dividir! Ri e o Dan colocou a cabecinha sobre meu ombro.
-Assim papai fica triste! Luan fez bico e voz de choro.
-Mais eu faço questão de me dividir com você! Me aproximei do Luan e o dei um selinho.

Depois que vestimos o Dan descemos pra sala, brincamos um pouco com o Dan e logo fomos nos arrumar, a reunião estava próxima e Dagmar odiava atraso. Enquanto me arrumava passava mil coisas na minha cabeça, mais não deixava nada me abater, depois daquela tarde não queria mais brigar e nem discutir com ela, a amava demais pra isso.

Ajudei ela a arrumar o Dan, Manu não queria deixar ele com a Maria, não por falta de confiança, mas por querer levar ele pra passear um pouco. Quando estávamos prontos, ajeitei a cadeirinha do Dan no carro e seguimos juntos. No carro foi silêncio, ela ia lendo uns papeis e eu prestava atenção no caminho pensando em como seria tensa essa reunião. Chegamos e o Dan foi no meu colo mordendo o mordedor dele quietinho.

Me vesti com uma roupa social e fiz uma maquiagem leve, colocando um salto. Preferi que fossemos com o Dan pra que ele saísse, um pouco, de casa. Durante o caminho fui concentrada em minhas anotações, enquanto o Luan prestava atenção no caminho. Assim que chegamos saí e o ajudei a tirar o Dan da cadeirinha. O Dan foi no colo do pai babando todo o mordedor.

Subimos e me preparei para enfrentar os olhares de todos do escritório. Assim que entramos no escritório cumprimentei todos e alguns me cumprimentaram de volta, achei que fosse por que o Luan vinha, logo, atrás de mim. O pior foi entrar na sala de reunião e encontrar com os olhares penetrantes da Dagmar e do Anderson, mas para o meu alívio o seu Amarildo me olhava com aquele olhar doce que ele tinha. O Luan deixou o Dan com o Roberval e a Patrícia e entrou, logo, em seguida.

-Boa tarde! Luan entrou cumprimentando todos que respondeu.
-Pensei que fosse se atrasar novamente! Um dos meus clientes o provocou.

-Sem provocações ok? Eu resolvo! –Olhei pra ele impaciente. –Então, podemos começar? Olhei para o Anderson.
 -É impressão minha ou vocês usam alianças iguais?

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E UM.


-Não, não está! Você tem noção do que aconteceu ontem? Eu sei que estava preocupada com o Dan pelo que tinha acontecido e eu mesmo te dei as opções, mas pensei que fosse pedi pra ficar!
-Desculpa! Eu só estava com medo do Dan... Lú desculpa, eu não queria de novo, olha você tem todos os motivos pra está chateado, me deixei levar por meu instinto de mãe, de novo!
-De verdade Manuela, de todo meu coração eu não quero dá um tempo novamente, eu não iria consegui tanto pelo Dan como por você. Mais, pensa bem no que anda acontecendo com nós dois, e lembra bastante como era antes, até mesmo quando você já estava grávida. No dia que você viajou naquela porta, enquanto nos despedíamos você só mandou instruções para o Dan, pra cuidar dele, pra ficar de olho nele, nos horários dele. E eu? Nada!
-Desculpa, mas eu pedi pra se cuidar, também. Depois que eu fui embora eu liguei perguntei do Dan e de você... Na hora que eu estava contando, toda feliz que eu tinha conseguido um jantar pra voltar pra casa mais cedo... Poxa! Eu fiz de tudo pra voltar pra casa o mais rápido possível e quando você ia saber de tudo, simplesmente bateu o telefone na minha cara! Falei firme.
-Eu fiquei com ciúmes, ao contrario de você que não sente nem um pingo de mim! Ele me olhou.
-Não sinto? Eu sinto sim! Quando sai por aquela porta pra viajar para fazer seus shows eu fico imaginando as mulheres que ficam ao seu redor, que vão tentar dar em cima de você... Mais eu, a idiota aqui, engulo tudo, sabe por quê? Por que eu confio em você e por que eu te amo, demais! E outra acho essas coisas pequenas demais pra nos ocupar com isso!
-Enfim... Eu quero melhoras no nosso casamento!
-Ok! Mais espero que você também me ajude! Levantei.
-Vai me deixar aqui sozinho? Eu to conversando com você!
-Pensei que já tinha parado de me cobrar às coisas! Olhei pra ele.
-Quer saber? Cansei! Ele saiu na minha frente.
-Cansou de quê? Não foi você que pediu para conversar? Termina! Puxei ele pelo braço.
-Fui eu sim, mas já disse o que queria, e você tem algo a dizer? Ele me olhou e falava furioso.
-Tenho! Que eu sozinha não consigo, que eu preciso de você sempre abrindo meu olho. Não preciso de você furioso comigo, depois de guardar tantas coisas... Eu preciso que me ajude para que possa ajudar a gente! Luan eu preciso que me fale quando eu te incomodei, quando e o que eu fiz você não gostou... Preciso que você me fale o que está sentindo independentemente da hora ou do lugar, pra eu ver meu erro e me concertar! Falei calma e o olhando nos olhos.
-Não adiantaria. Você só tem olhos para o Dan!
-Claro que adiantaria! Quando foi que eu deixei de te escutar? Olha eu aqui, novamente, quando você pede pra conversar comigo eu escuto...!
-Escuta e entender entende? Ele aumentou o tom de voz.
-Entendo... Quando você vem conversar comigo, não gritar comigo! A gente melhorou da última vez, não foi? Só por uma conversa!

A olhei impaciente, como ela conseguia manter a calma daquele jeito, isso me deixava extremamente boquiaberto. A olhei profundamente e respirei fundo tentando manter a calma. Olhei a sua boca que parecia chamar pela minha e não resistir em encostá-la à parede e a beijar de uma forma que nunca mais tínhamos feito.

Me mantive calma por que eu queria que ele percebesse o quanto ele estava grosso e sem paciência. Ele tinha ciúmes do filho, mesmo não assumindo, mas eu precisava dele ao meu lado pra me ajudar a enxergar no que eu estava errando. Quando ele me encostou à parede me beijando daquela forma, que nunca mais tínhamos nos beijado, meu corpo inteiro se arrepiou. Beijei ele intensamente e segurei sua nuca firme e nossas respirações falhavam. Explorava a boca dele, extraindo todos os gostos daquele beijo, que só ele tinha, com minha língua.

A beijei com vontade, apertava sua cintura colando o máximo que conseguia seu corpo contra o meu e brincava com sua língua sugando e dando leves mordidas. Coloquei minha outra mão em sua nuca e respirei fundo, enquanto ainda a beijava, não queria que aquele momento acabasse. Tinha muito tempo que não nos beijávamos assim, como antigamente. A boca quente dela estava me deixando completamente fora de mim e a vontade de tê-la aumentava a cada segundo mais.

O beijava e não me importava com o fôlego que eu tinha ou deixava de ter, o importante era não interromper aquele beijo. Um beijo cheio de saudade e desejo eu queria continuar aquilo, queria continuar sentindo ele me tocar, me beijar. Ele me imprensava, ainda mais, contra a parede e o corpo dele estava quente; o calor dele me fazia o querer, ainda mais.

A coloquei na altura da minha cintura ainda encostada à parede, aquele beijo estava gostoso e nele continha todos os nossos sentimentos guardados durante todo o tempo que não dedicávamos a nós dois. Mordi o lábio dela puxando pra mim dando uma leve sugada olhando em seus olhos e lhe dei um selinho demorado. Os nossos olhos queimavam um no outro e os lábios dela pareciam me hipnotizar me fazendo recomeçar um beijo ainda mais intenso.

Ele me colocou na altura da sua cintura e eu o prendi entre minhas pernas, ficando sentada no ar, apenas presa em sua cintura e encostada à parede. Ele mordeu meu lábio me olhando nos olhos, nossos olhos queimavam de desejo, ele voltou a me beijar com mais intensidade e meu corpo arrepiou, por inteiro.

Caprichei nesse beijo, mesclava mordidas, e sugadas em seus lábios. Brincava a todo tempo com sua língua e fazia com que a minha passeasse por toda sua boca extraindo dela todos os gostos possíveis. Nunca mais tínhamos dado um beijo daqueles e isso estava totalmente me tirado o ar, me trazendo todas as nossas lembranças à ativa.

Tanto eu quanto ele estávamos entregues aquele momento, que nos trouxe recordações do passado. Queria ser dele, novamente, queria fazer como antes, queria fazer melhor que antes. Estava completamente tomada por aquele desejo. Comecei a beijar o pescoço dele, sentindo o seu cheiro que me fazia enlouquecer.

-Quero ser sua...! Sussurrei, quase sem ar, em seu ouvido o mordendo, levemente, me seguida.
-Você é minha! Ele tirou minha blusa jogando no chão e me beijou me levando em sua cintura até o quarto onde trancou a porta e foi em direção da cama.

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA.


-Que foi? Aconteceu alguma coisa? Olhei pra ele.
-Ele quer você!
-Ah! –Me aproximei dele. –Vem meu amor! O Dan se jogou em meu colo.
-Tô lá no quarto de hospedes, qualquer coisa chama!
-Tá!

Coloquei o Dan na cama para tirar sua frauda e ele olhava curioso o Luan se afastar. Quando ele percebeu que o pai havia ido embora começou a chorar e a chamar com as mãozinhas o pai. Ele me olhou com um biquinho lindo de choro e pediu o pai ou o "papá" dele.

-Você quer os dois né?! Já tá fazendo manha? –Olhei pra ele sorrindo. –Luan, chega aqui! Chamei ele e o Dan desfez o bico.
-Oi! Ele entrou no quarto.
-O Dan quer nós dois! Olhei pra ele.
-Sério? Luan se aproximou e Dan olhou pra nós dois sorrindo e dando um gritinho.
-Esse sorriso dele te responde? Olhei pra ele e sorri.
-E como! Ele não olhava pra mim e sim para o filho.

Respirei fundo olhando para o Luan e comecei a tirar a frauda do Dan que nos olhava curioso, parecia esperar que fizéssemos algo. Peguei ele no colo pra levá-lo até a banheira e ele não ria das brincadeiras que o Luan fazia, apenas nos olhava.

-Que foi filhão? Tá chateado com papá? Luan alisou a cabecinha dele.
-Mamã! Ele pareceu se esconder do Luan colocando o rosto em meu pescoço e depois olhou pra mim. 
-Vamo tomar banho? Olhei pra ele e sorri.
-Papá! Ele chamava o Luan com a mãozinha.
-Não tô entendendo o que o Dan quer Manuela!
-Nem eu! Olhei para o Dan o colocando na banheira e ele continuava a nos olhar sério.
-Olha o brinquedo, toma! Luan o entregou seu mordedor.
-Nã, nã! Ele bateu no brinquedo e pareceu irritado e ainda nos olhava.
-Tá cheio de vontade hoje Daniel, não to gostando disso! Olhei pra ele séria. 
-Não fala assim com ele!
-Ele nunca foi assim...! 
-Mamã, papá! O Dan gritou.
-Que foi isso? Luan riu.
-Sei lá o que seu filho quer! Dava banho no Dan, que fazia cara emburrada.
-É isso filhão? Luan virou meu rosto me dando um selinho demorado.

Quando o Luan virou meu rosto, segurei firme o Dan para ele não cair. O Dan ficou olhando o Luan me dar o selinho e começou a bater palmas e sorriu. Depois do selinho eu e o Luan ficamos nos olhando, por alguns segundos e voltamos a olhar o Dan que comemorava.

-Acertei! Luan riu.
-Tá na hora de sair dessa água, né? Agora que você conseguiu o que queria! –Sorri para o Dan. –Mô pega a toalha dele? Olhei para o Luan.
-Pego! Ele sorriu pegando a toalha e quando tirei o Dan da banheira Luan o enrolou pegando ele em seus braços.
-Mamã!

O Dan me chamava, enquanto eu pegava a frauda, pomada, o talco e sua roupinha, na cômoda. Olhei pra ele sorrindo e fui até ele brincando, enquanto o Luan olhava ele rindo das coisas que eu fazia.

-Eu ou o papai pra colocar a frauda? Perguntei ao Dan.
-Mamã!

Sorri pra ele e cheirei a barriguinha dele o arrancando uma risada gostosa, enquanto eu colocava a frauda nele. Ele ficava olhando de mim para o Luan curioso e quando o Luan sentou ao lado dele e ficou olhando pra ele, como se não tivesse gostado que o pai saiu do meu lado.

-Lú segura ele, pra eu colocar a roupa nele?! Deixei o Dan em pé.
-Claro! Luan o segurou e Dan sorriu dando um gritinho balançando as perninhas.

Coloquei um macacão nele e ele ficou brincando com os botões, distraído. Depois me olho sentar ao lado do Luan pra colocar uma meia nele. Ele sentou de vez na cama tentando tirar à meia.
-Tira não filho, tá tão bonitinho assim! Ri quando ele caiu deitado, enquanto puxava a meia.
-Amor, essa meia tá feia! Luan riu.
 -Não tá nada! Ele fica fofinho! O Dan, finalmente, conseguiu tirar a meia e colocou o pé na boca nos olhando.
-Viu?!
-Tá! Mais é pra ele ficar em casa...! Mais eu acho que ele acha o pé dele mais interessante! Sorri olhando para o Dan.
-Eu quero conversar com você! Luan me olhou e colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
-Fala amor! O olhei.
-Pede pra Maria ficar com ele, é sério a nossa conversa...

Peguei o Dan que pareceu irritado por que eu tirei o pé dele, da sua boca. Saí do quarto e encontrei a Maria entrando pela porta da cozinha, com algumas sacolas. O Dan ainda tentava pegar o pé dele, se inclinando pra frente, me dando trabalho.

-Maria fica com o Dan, só um pouquinho? Você comprou as verduras que ele gosta? Olhei pra ela.
-Fico, claro! Comprei sim Senhora! Prioridade! Ela sorriu.
-Ok! Sorri dando o Dan a ela.

Me afastei e o Dan fez um bico de choro, mas logo a Maria o distraiu com um brinquedo. Subi e entrei em nosso quarto, onde ele me esperava na cama, ainda sentado.

-Pronto! Que foi? O olhei.
-Senta aqui! Ele me olhou sério.
-Que foi? Sentei o olhando assustada.
-Não sei se você percebeu, mas tudo que aconteceu à oito meses a trás estar se repetindo!
-O quê? Não to te entendendo amor!
-Manu, você tá esquecendo novamente que tem um marido! –Ele me olhava profundamente. –Deixando claro, novamente, que não tenho ciúmes do Dan, entendo sua preocupação com ele, sua dedicação e te admiro por isso, e sabia desde começo que você seria uma grande mãe...!
-Desculpa, achei que estava tudo bem entre a gente...!

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E NOVE.


Quando olhei para o meu lado e não o vi ali, eu saí preocupada da quarto. Ele engatinhava no corredor até o quarto de hóspedes, onde, se apoiando na porta, ficou em pé e começou a bater na porta. Ele parecia saber que o pai estava ali.

Assisti aquela cena inteira parada e boba, com um sorriso enorme nos lábios. Ver o Dan levantar sozinho, mesmo ficando por alguns segundos em pé, foi lindo. Ele continuava a bater na porta e eu me aproximei dele, com medo do Luan abrir a porta e não o ver ali.

Ouvi batidas leves na porta e decifrei ser a Manu, levantei devagar ajeitando o cabelo e bocejei durante o caminho, abri a porta devagar e vi o Dan em pé sendo segurado pela Manu, sorri pegando ele no colo e beijei sua bochecha demoradamente.

-Bom dia meu filhote! Sorri e o Dan me deu um beijo na bochecha.
-Você não sabe o que ele fez! Sorri olhando para o Dan.
-Ele que tava batendo na porta?
-Foi! Ele ficou em pé sozinho mô, e começou a bater na porta, como se soubesse que você estivesse ai ou ele sabia, sei lá! Foi lindo! Meus olhos brilhavam, enquanto eu contava ao Luan empolgada.
-Sério filhão? Que massa! Luan falou alisando a barriga dele que riu batendo as mãozinhas no rosto dele.
-Quer que eu fique com ele pra você comer?
-Não, tudo bem! Estou sem fome!
-Tá! Voltei para o quarto do Dan.

Fiquei no quarto do Dan organizando aquelas coisas tentando esquecer a frieza com que ele me tratou. Respirei fundo e tentei entender o porquê daquilo; foi por causa da noite que eu preferi dormir com o Dan. Eu não acreditei quando cheguei a essa conclusão, ele tinha que ter me entendido. Eu estava com medo de o Dan se machucar, novamente.

Depois que ela saiu do quarto coloquei Dan na cama e comecei a brincar com ele que ria das minhas palhaçadas. Amava aqueles momentos com ele, e me sentia mais pai do que nunca. Coloquei ele no chão e começamos a apostar corrida, enquanto engatinhávamos pelo quarto, Dan gargalhava quando eu caia no chão e ele subia em cima de mim.

Enquanto arrumava as coisas no quarto do Dan, ouvia suas gargalhadas e seus gritinhos, parecia se divertir com o pai e eu amava os vê juntos. Quando terminei entrei no nosso quarto e fui tomar banho, aproveitando que o Dan estava com o Luan. Tomei um banho demorado, enquanto pensava na reunião que teríamos no escritório; estava vendo os olhares de todos sobre mim.

Continuei brincando com o Dan até que ambos cansamos, desci com ele nos braços e sentamos no sofá liguei a TV onde passava sobre miss Brasil e ficamos hipnotizados olhando a beleza daquelas mulheres.

Depois do banho me vesti e desci para pegar meus papeis que estavam em cima da mesa. Passei por eles e estranhei o Dan está quieto, olhei para a TV e ri, o Dan estava concentrado nas misses de um concurso de beleza. Fui pegar água e percebi que o Luan ainda não tinha comido nada.

-Os homens da minha vida podem me dá um pouco de atenção? Lú você ainda não comeu nada! –Me apoiei atrás do sofá. –E você mocinho tem que tomar banho ainda! Peguei o Dan que ficou balançando as perninhas agitado.
-Mamã... Dan apontava pra TV e para o pai esticando os braços.
-Quer ficar vendo muié? Você ainda é muito pequeno, não acha? Ri.
-Nã, nã, nã... Ele balançava a cabeça negativamente.
-Vem tomar banho seu gaiato! Cheirei o pescoço dele o fazendo ri.
-Manu, deixa que dou banho nele!
-Ah! Mais você não vai comer? Você precisa comer amor! Olhei pra ele, enquanto o Dan nos olhava com a cabeça apoiada em meu ombro.
-Não tô com fome!
-Tudo bem! Vai com o papai tomar banho? O Dan me olhou.
 -Papá! O Dan se jogou para o Luan.
-Toma ele! Entreguei o Dan ao Luan.

Peguei o Dan sem mal olhar pra ela e subi para o quarto, tirei a roupa dele que me olhava curioso e o sentei tirando a blusa dele, enquanto ele formava um bico pra chorar e os olhos enchiam de lágrima.

-Que foi filho?
-Mamã, papá... mamã!
-Quer que sua mãe lhe der banho, é isso?
-Mamã! O Dan começou a chorar.
-Manuela! Cheguei da ponta da escada com o Dan em meus braços só de frauda.

Depois que eles subiram sentei à mesa pra terminar de ler algumas anotações minhas. Mais minha cabeça não saia do clima que estava entre nós, novamente. Enquanto juntava os papéis ouvi o Dan chorar e logo o Luan me chamou. Subi as escadas vendo o Dan com carinha de choro nos braços do Luan.