sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CAPÍTULO NOVENTA E OITO.


Quando ele abriu o sorriso vindo em minha direção, eu soube, na mesma hora, que ele e o pai tinham se entendido. Retribuí o abraço e sorri; a conversa que eu tive com o pai dele tinha dado o resultado que eu queria. Era bom saber que eu tinha ajudado eles a se entenderem.

-Vai me esmagar desse jeito amor! Ri.
-Brigado amor, brigado por ter conversado com meu pai!
-Eu me senti culpada, por isso! Eu não queria que vocês ficassem brigados, então eu criei coragem para ir falar com ele e expliquei tudo pra ele. E pelo visto deu certo! Sorri.
-Você é tudo pra mim Manuela, tudo! Ele me abraçou novamente.
-Nossa! Vou te agradar mais vezes! –Ri. –E você é tudo pra mim, eu te vivo!
-Não precisa me agradar pra ter que te falar o quanto eu te amo sua boba! Ele sorriu me dando um selinho demorado.
-Ok! Mais e ai? O que ele falou? Sorri.

Lhe contei tudo com muita empolgação e sorria ao lembrar as palavras do meu pai, saber que ele estava ao meu lado e iria me apoiar em minha nova fase me dava forças pra seguir em frente. Eu amava a Manuela e não iria desistir dela tão fácil ainda mais agora que ela carregava o fruto do nosso amor.

Saber que nós tínhamos o apoio dos pais dele e da minha mãe e dos nossos irmãos só fazia minha felicidade aumentar. Eu o amava demais e eu sabia que esse nosso amor e nosso filho só iriam nos ajudar a passar por essa nova face bem; só iríamos aprender um com o outro.

-Te amo, te amo, te amo...! Dava selinhos nele.
-Te amo muito mais!

Descemos pra almoçar com meus pais e a Bruna que estava animada com a chegada do sobrinho. Riamos demais das coisas que ela falava e era nítida a felicidade da minha mãe ao ver meu sorriso. Estava tão feliz que achava que a qualquer momento fosse explodir, estar ali com a mulher que amo e com minha família era tudo que sempre sonhava. Quando terminamos de almoçar peguei meu notebook e fomos conversar com as fãs, elas precisavam saber da mais nova novidade. Estávamos nervosos e pra ser sincero não sabia como iria começar a falar.

Manuela não quis aparecer e eu a entendi perfeitamente, liguei o notebook entrando no twitter e avisei a todas sobre a twitcam, assim que percebi que já estava funcionando comecei a falar o real motivo de estar ali. Fui falando devagar procurando palavras certas que não as machucassem, elas ainda não sabiam da minha volta com Manuela, por isso tive que ir passo a passo pra elas compreenderem o que aconteceu.

Quando falei da gravidez de Manuela não conseguia ler nada que elas escreviam, estava chegando muitos recados, por segundo, e isso me deixou mais assustado quando anunciei o casamento. Elas pareciam assustadas com as notícias, falei mais algumas palavras tentando confortar elas e logo saí encontrando com o olhar preocupado da Manu. Beijei sua testa com cuidado e a abracei.

-Elas ficaram assustadas com a notícia, era pra gente ir com calma! Acha que elas vão ficar bem? Olhei pra ele.
-Vão sim, fica tranquila! Ele sorriu me dando um selinho.

Passar aqueles dias ao lado dele foi maravilhoso, vi os pais dele empolgados com o nascimento do neto e isso me fazia ficar cada vez melhor. A Bruna e o Luan, no dia que eu ia para casa apareceram com um presente para o nosso filho; uma camisa do corinthians. Eu sorri mais disse que ia ter que torcer para um time de Salvador também.

Voltei para casa e a repercussão da minha gravidez e do nosso casamento fez com que todos soubessem, de vez, quem eu era. A imprensa pesquisou mais a fundo minha vida e as fãs, a grande maioria delas, estavam ao nosso lado o que contribuiu para que eu ficasse mais tranquila, estava com medo de elas não apoiarem o Luan; para ele o apoio delas era muito importante.

Quando cheguei em Salvador, deu tempo para eu ir a festinha que os pais da Bia prepararam para ela. A festa foi em uma boate e foi à despedida dela, para mais um ano e muitos dias, horas, meses, quilômetros distante dos pais, distante de tudo que ela gostava. Fui para a festa e me surpreendi com alguns fotógrafos na porta, mas estava me acostumando aos poucos.

Estava no meu quarto e via alguns concursos para fazer, não queria ficar parada. Eu conversava com o Luan sobre a ultrassom quando eu tive uma ideia muito boa, ao ver um concurso. Na verdade já queria fazer o que eu estava prestes a fazer; o Luan iria ter uma grande surpresa.

CAPÍTULO NOVENTA E SETE.


-Claro! Está precisando de algo?
-Não, tá tudo bem! Só queria que o senhor me escutasse, pode ser?
-Tudo bem!
-Olha, eu sei que foi um erro nosso e por isso aconteceu de eu ficar grávida. Também entendo o senhor ficar chateado com o Luan, mas entenda a gente terminou de uma maneira confusa, eu estava lá em Nova York e... Minha vida nunca foi um mar de rosas, por isso eu fiquei meio confusa e terminei com ele. A gente sofreu demais, separados, acho que o senhor percebeu como o Luan estava. Eu ficava sabendo por alto das coisas que aconteciam aqui. Enfim, quando a gente se reencontrou, lá, não deu pra segurar e nem pra pensar... Nosso amor falou mais alto e aconteceu isso... Não sei nem por que eu estou te falando isso, mas é minha obrigação tentar fazer com que o senhor não fique decepcionado com o Luan e nem duvide do amor que a gente sente. –Respirei fundo. –Por mim o Luan nunca iria saber do filho até por que eu sei a responsabilidade que ele tem quanto aos fãs. Ele é um exemplo! E também eu não queria atrapalhar em nada esse momento da carreira dele, mas eu voltei para o Brasil e foi, mais uma vez, impossível ficar longe dele, então seria muito rude de minha parte esconder isso dele. É importante tanto pra mim quanto pra ele que vocês estejam ao nosso lado. Não queria que isso fizesse vocês brigarem, longe de mim isso, mas eu queria... A gente só está pedindo apoio. Até por que a gente não tira a razão de vocês de ficarem chateados, por que cometemos um erro, mas a gente está disposto a assumir e aprender com ele!
-Eu fico preocupado Manuela, vocês são jovens demais e já vão assumir uma responsabilidade tão grande... Filho e casamento são coisas completamente sérias!
-Eu sei, a gente sabe! Por isso que a gente precisa de vocês, pra conseguir passar por isso bem. Mais não é só o apoio de vocês que vai nos ajudar, o amor que a gente sente, também! Sorri.
-Fico feliz que tenha sido você a escolhida por ele!
-E eu fico feliz, por ter sido aceita por vocês! Sorri.
-Tá de... Quantos meses?
-Três, mas logo, logo quatro. Vai dá pra saber o sexo e eu to muito curiosa! Alisei a barriga sorrindo.
-Que bom Manu, cadê o Luan?
-Não sei! Acho que tá lá em baixo, eu estava descansando no quarto!
-Vou lá conversar com ele! Amarildo beijou minha testa, logo depois minha barriga e desceu.

Sorri ao vê-lo descer e ir atrás do Luan, minha conversa com ele tinha dado certo. Depois que ele deu um beijo em minha barriga sabia que ele iria se desculpar com o Luan e que ele iria ficar ao nosso lado. A Dona Marizete estava certa ele só estava assustado com a notícia.
Eu estava sentado ao lado da Bruna no sofá e recebia os carinhos dela em meu braço, por estarmos abraçados. Estava tentando me distrair, com a TV, depois do que havia acontecido, enquanto a Manu descansava.

-Filho, podemos conversar?
-Claro pai! Me assustei, quando vi meu pai chegar, mas estava com medo do que ele teria ainda para me dizer.
-Conversei com a Manuela lá em cima e... Ela me disse umas coisas que me fez ver que vocês se amam!
-Ela falou? O olhei e sorri. A Manu conseguia tudo com aquele jeitinho dela.
-Falou e... Percebi que meu lugar é ao seu lado e ao dela, foi um acidente o que aconteceu mais foi com ela e o que importa é isso. Vocês se amam e se querem se casar eu vou apoia totalmente essa decisão!
-Brigada pai! Não sabe o quanto é importante ouvir isso do senhor! Sorri e o abracei forte.
-É bom ver que meu filho cresceu e estar construindo sua própria família!
-Sem o amor e a educação de vocês, eu não teria conseguido nada do que eu tenho! Eu amo vocês, muito! Sorri.
-Também te amo muito meu filho, e me orgulho cada dia mais de você! Ele bagunçou meu cabelo rindo.
-Mais pai desculpa por ter falhado, não era a minha intenção! O olhei.
-Tudo bem, só espero que não se repita e juízo meu filho, ver se não machuca essa menina, ela te ama de verdade!
-Não vai repetir, prometo! Machucar a Manu? Só se eu for doido! Sorri.
-Espero Luan, de coração que você não a machuque. Agora vai lá ficar com ela!
-Não se preocupa pai! Vou sim! Sorri e fui até a Manu.

Subi as escadas devagar em direção do meu quarto e abri a porta vendo-a deitada em minha cama, assistindo TV. Fechei a porta e fui até ela sorrindo, sentei ao seu lado e lhe abracei forte. A Manuela era tudo de mais lindo que Deus havia me dado, e enquanto a abraçava agradecia a Deus por ter ela em minha vida, a cada segundo que passava a amava mais e aquela atitude dela foi linda demais.

CAPÍTULO NOVENTA E SEIS.


Vi o pai dele entrar e o olhar dele, sobre mim, me fez decifrar o que ele estava sentindo. Não queria causar uma briga entre os dois, muito menos que o Luan ficasse triste, por conta disso. A Marizete levantou indo atrás do marido e eu fui ver como o Luan estava, enquanto a Bruna estava assistindo TV.

Saí para a área da piscina e o ver ali tristonho fez meu coração ficar pequeno. Me aproximei dele e o abracei por trás, enquanto ele permanecia sentado. Beijei o pescoço dele e fiquei calada, por instantes, agachei ao lado dele e o olhei.

-Desculpa, eu não queria que acontecesse isso! Não queria que você e seu pai brigassem... Era disso que eu estava com medo!
-Não é culpa sua!
-Eu deveria nem ter te contado... Iria ser menos complicado pra você!
-Não se sinta culpada, tá tudo bem! Ele me abraçou beijando minha testa.
-Não tá tudo bem! Eu vi o olhar do seu pai... Eu não queria provocar isso!
-Ele ficou decepcionado... Ele abaixou a cabeça.
-É! Mais eu tenho certeza que ele não vai deixar de te apoiar... Ele é seu pai! –Sentei na cadeira ao lado dele e o olhei. –É melhor eu ir, não acha?
-Não você fica! Marizete se aproximou.
-É melhor eu ir Dona Marizete, não quero provocar mais nada...! Levantei e a olhei.
-O Amarildo só esta assustado com a notícia, o que é normal querida. Não se preocupe!
-Mais vai ser melhor se eu... Se eu não estiver aqui é melhor para vocês, se entenderem!
-Vai ficar tudo bem, vem você precisa descansar, afinal de contas está carregado meu netinho! Marizete sorriu pra mim me ajudando a levantar.
-Tudo bem! Olhei para o Luan e segui com ela.

Ela me levou até o quarto do Luan, me fazendo lembrar que a primeira vez que fui vê-los ela não deixou que eu e o Luan dormíssemos no mesmo quarto. Ela me deu uma toalha e disse que eu poderia ficar à vontade sem me preocupar com nada, que tudo iria se resolver. Tomei um banho e, depois que me vesti deitei na cama do Luan. Eu estava sonolenta, então, junto ao cheiro dele no lençol, me fizeram dormir, levemente.

Fiquei lá na cadeira sentado, enquanto pensava em mil coisas, abaixei a cabeça respirando fundo e nunca pensei que meu pai teria uma atitude daquela, estava sem jeito diante da Manuela e de mim mesmo. Sei que tinha sido um acidente mais estava feliz e pensasse que ele fosse entender e perceber que com ela era tudo diferente.

Fechar os olhos e tentar dormir, foi um erro. Meus pensamentos estavam nele e em seu pai, deu para perceber nos olhos do Luan o quanto ele estava triste por está daquele jeito com o pai. Eu sabia que eu tinha que ir, mas ao mesmo tempo eu queria ficar para ajudar o Luan, de algum jeito.

Sentei na cama e fiquei perdida olhando seu quarto, tudo tinha o jeitinho dele e o cheiro, o que fazia daquele lugar ainda mais encantador. Quando eu era fã sempre sonhei em como seria o quarto dele, mas eu estava na cama dele, no quarto dele, na casa dele e a Bruna era a minha cunhada, de verdade. Sorri e lembrei as loucuras que eu tinha feito por ele, não sabia por que eu estava pensando aquilo, mas algo me dizia que era para eu provar ao pai dele o quanto eu e o Luan nos amávamos.

Levantei da cama indo até a porta, vi o pai dele fazer algo no corredor e eu respirei fundo, para tomar coragem para o que eu estava prestes a fazer. Saí do quarto do Luan e me aproximei dele.

-Seu Amarildo, eu posso falar com o senhor? Perguntei a ele.

CAPÍTULO NOVENTA E CINCO.


- A Manu, ela tá... Grávida!
-O que? Os três perguntaram na mesma hora.
-É! –Corei envergonhada. –Eu sei que a gente errou, que foi tudo muito de repente, mas... Não teve outro jeito e estamos felizes! Sorri, sem graça.
-Muito feliz mesmo! –Ele sorriu. –Eu amo a Manuela e ela me ama, pai!
 -Luan... Meu Deus! –Marizete falava respirando fundo. –Eu vou ser vovó?
 -Vai mamusca! Ele riu e Marizete levantou abraçando nós dois.
 -Parabéns maninho! Vou ter um sobrinho que tudo!
-Brigada, cunha! –Sorri para a Bruna. –Eu estava com medo de vocês não aprovarem! Olhei para a Marizete.
-Se meu filho estar feliz, também estou querida. Meus parabéns, um filho é uma benção!
-Luan, por favor! Seu Amarildo o chamou.

Sorri para a Marizete, mas quando vi o pai dele o chamar percebi que ele iria conversar muito sério com o Luan, o que me deixou nervosa; não sabia se ele tinha gostado ou não. Estava insegura, mas permaneci com a mãe dele e a Bruna. Observei eles se afastarem e a Bruna me distraiu com alguns planos dela como tia, o que me fez sorri.

Levantei acompanhando meu pai, fomos para a área da piscina e meu coração estava disparado, sabia que ele iria me dá uma bronca, já esperava por isso. Meus pais sempre me orientaram, principalmente, meu pai sobre prevenção no sexo, por eu está sempre viajando, ser homem e por ser famoso. Nos sentamos, um de frente para o outro, em umas cadeiras que tinham em volta da piscina.

-Fala pai! O olhei.
-Você tem noção do que é ter um filho Luan Rafael?
-Pai eu sei que não é fácil... Mais eu sei também que não posso fugir da minha responsabilidade!
-Não estou me referindo a sua responsabilidade sobre assumir a criança. Vem cá, e os meus conselhos e meus avisos sobre se preveni? Não serviram pra nada? Luan pelo amor de Deus! Olha sua idade, olha como sua carreira esta, como você vacila desse jeito? Foi com a Manuela, mas imagina se fosse uma das qualquer que você pega?
-Pai eu sei que o senhor e a mãe me falaram, sei de tudo isso, mas na hora, com a Manu... Eu sei que eu estou no melhor momento da minha carreira, eu pensei nisso e pensei também no pouco tempo que eu vou ter para o meu filho... A Manu também pensou isso, tanto é que ela não ia me contar ela estava com medo de atrapalhar minha carreira. Nunca tinha esquecido antes, não sei o que me deu, e sei que seria muito mais complicado se fosse com uma das mulheres que eu pegava só pra curtir... Eu pensei tanto sobre isso que eu cheguei a ficar confuso!
-Você tem noção da bomba que vai ser pra suas fãs Luan? Meu filho...! Amarildo respirou fundo passando as mãos no rosto.
-Eu sei que elas vão ficar ao meu lado e vão me entender... Como elas sempre estiveram!
-Não posso lhe impedi de nada Luan, você e de maior e dono do seu nariz, mas eu estou decepcionado com você!
-Pai eu sei que eu errei,... Mais eu preciso de vocês ao meu lado! Eu sei que decepcionei, não foi minha intenção, mas eu preciso que me entenda!
-Espero que tenha certeza desse amor pela menina, por que um filho é coisa séria!
-Eu tenho! Eu amo ela demais!
-Espero que não seja que nem suas ex-namoradas que você disse amar e passou rápido! Amarildo levantou indo pra sala.

Olhei meu pai se afastar e afundei na cadeira respirando fundo. Passei a mão no meu cabelo e vi que ele estava decepcionado comigo, eu não queria e nunca quis decepcionar meus pais, e isso me deixou triste. Eu sabia que eu levaria uma bronca, mas não pensei que essa seria a reação dele. Fiquei quieto, com meus pensamentos, olhando fixo para nada. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CAPÍTULO NOVENTA E QUATRO.


-O que? Olhei pra ele sorrindo.
-Eu ia fazer o pedido amanhã, mais me deu uma vontade de fazer agora, você aceitar?
-Aceito! Claro que aceito! Sorri e o cobri de selinhos.
-Amanhã temos duas novidades para os meus pais! Ele riu.
-Temos sim! Sorri.
-Quero casar antes do nosso filho nascer, amor. Vai ser lindo você de vestido com barrigão! Ele abriu um sorriso lindo me olhando.
 -Vai? Tá! Se você quer assim... O que esse sorriso lindo não me faz fazer, em? Sorri.
-Eu te amo muito e quero passar o resto dos meus dias com você!
-Quero ficar bem velhinha, com você!
-Bem velhinha! Ele me dava selinhos, enquanto falava me fazendo sorri.
-Muito velhinha! –Sorria. –Mais me promete uma coisa?
-O que?
-Que a gente vai continuar fazendo amor, assim, bem gostoso?! Mordi meu lábio sorrindo e olhei pra ele.
-Pode deixar, me garanto quanto a isso! Ele riu.
-Então, por mim tá tudo certo! Ri.
-Vamos... –Ele beijou meu pescoço. –Dormir... –Beijou meu ombro. –Agarradinho?
-Vamo meu amorzinho! Beijei a ponta do nariz dele e sorri.

Dormimos abraçadinhos, e estar com ela, ali em meus braços, podendo proteger e lhe fazer se senti segura era uma sensação maravilhosa. Não dormi durante toda noite, preferi ficar observando-a dormir feito um anjo.

Como ela é linda, eu devia fazer algo muito bom no mundo pra Deus me presentear com ela. Se nosso neném for uma menina e ter a beleza esplendida dela saberei que assim como eu o cara que for meu genro vai ter sorte mais terá azar por me ter como sogro. Ri sozinho imaginando a cena dele indo pedi minha filha em namoro. Iria ser um pai carinhoso, amável e o mais compreensivo possível, mas, sem sombra de duvidas, iria impor limites, e bastante ciumento.


Alisei sua barriga com carinho e fiquei imaginando nosso casamento, sorri por diversas vezes vendo-a entrar linda de branco com um vestido no qual mostrasse sua enorme barriga, vindo em minha direção com o seu lindo sorriso e sua beleza sem fim. Respirei fundo imaginando o nascimento do nosso pequeno e fiquei assim durante todo o resto da noite.

Dormi em seus braços sentindo seu carinho não era nenhum sacrifício, muito pelo contrário, era a melhor sensação do universo. Dormi tranquilamente, mas dessa vez não tive nenhum sonho, estava muito cansada pelo dia agitado.

Ouvir ele me pedindo em casamento fechou meu dia, que eu estava considerando o pior de todos, com chave de ouro. Foram muitas coisas turbulentas, mas logo depois a turbulência passou e o dia se tornou inesquecível.

Ele havia me enrolado, quando se mexeu na cama, não sabia pra que, mas logo senti o calor da mão dele sobre minha barriga e fiz brotar, em meus lábios, um sorriso discreto, no canto da boca.

Assim como ele eu também estava pensando em nosso filho; no nascimento, na educação, em como o acostumar a rotina do pai, a semelhança dele com nós dois, o nome. Eram tantas coisas na cabeça, que talvez esse tivesse sido o motivo para o afastamento dos meus sonhos.

Abri meu olho, bem discretamente, apenas uma pequena abertura e o observei sorrir, parecia perdido nos pensamentos. Ver ele todo bobo e feliz pelo filho e por nós dois era um presente, perfeito. Como ele ainda acariciava minha barriga coloquei minha mão sobre a dele e abri um sorriso.

-Tá acordada mocinha? Ele falou baixinho beijando minha bochecha.
-To! Não paro de pensar... Como faz pra parar? Sorri.
-Também quero saber! Ele sorriu.
 -Então estamos na mesma! Mais faz assim; deita do meu lado e me abraça, ai a gente fecha o olho e tenta ficar quieto! Ri.
-Vamos! Ele riu deitando ao meu lado e me abraçando.

Foi difícil mesmo com ele abraçado comigo, dormir aquela noite. Meus pensamentos estavam incontroláveis foi impossível não pensar em tudo o que tinha acontecido, naquele dia agitado. Eu e o Luan acabamos brincando de dizer o que estávamos pensando, e foram tantas coisas, que não percebemos o tempo passar; amanheceu e só nos demos conta quando vimos a luz do sol invadir o quarto.

Cochilamos, algumas vezes, mas nada tão profundamente. O Luan sugeriu que fossemos, então, para Londrina mais cedo e seguimos viagem. Eu estava nervosa por que iríamos dar duas notícias muito importantes para a família dele e depois aos fãs.

Seguimos para sua casa onde ela se despediu de sua mãe e do seu irmão, assim que entramos no carro fomos direto para o aeroporto. No caminho fui alisando sua barriga beijando seu pescoço, enquanto sorriamos. Wellington nos deu parabéns pela gravidez da Manu e agradecemos a ele. Chegando ao aeroporto seguimos diretamente para o hangar e entramos no jatinho, sentei olhando algo no meu celular e logo voltei minha atenção pra Manuela.

Fomos conversando durante toda viajem, riamos e brincávamos com algo que nos divertia. Chegamos em Londrina antes de meio dia e entramos no meu carro que já nos esperava, e acelerei após colocar nossas coisas.

-Como você acha que eles vão reagir com a notícia? Olhei pra ele, enquanto seguíamos para a casa dos pais dele.
-Vamos levar uma bronca, meu pai com certeza vai pergunta por que não nos prevenimos, minha mãe vai babar com a notícia e a Bruna nem se fala!
-E se... Sei lá, seus pais não gostarem?
-Relaxa! Eles vão gostar! Ele sorriu beijando minha mão.

Chegamos à entrada condomínio e atendi algumas fãs que olhavam curiosas para a Manuela, quando falei com todas entramos e estacionei o carro em frente a minha casa, descemos do carro e peguei nossas coisas entrando em casa. Minha mãe assim que nos viu juntos sorriu vindo em nossa direção nos dando um abraço forte, ela torcia demais por nós dois, assim como meu pai e a Bruna.

-Oi Dona Marizete! Sorri para a mãe dele, porém um pouco nervosa.
-Oi minha querida, que falta você fez!
 -Demais cunha, você nem faz ideia! Bruna sorriu.
-Nossa! Que bom! Sorri.

Ela se sentou na sala com minha mãe e a Bruna, enquanto subi com meu pai com nossas coisas, coloquei dentro de meu quarto e descemos comentando sobre o jogo que teria no dia seguinte. Me sentei ao seu lado passando meu braço em volta dela e olhei pra minha mãe que sorriu pra mim me fazendo retribuir.

-Mãe, pai, Bruna, temos novidades!
-Sério? Quais são? Bruna perguntou, enquanto fazia carinho em seu cachorro.
-É que... –Olhei para o Luan procurando coragem. –A primeira é que o Luan me pediu em casamento e eu aceitei! Sorri.
-Casamento? Dona Marizete e Bruna perguntaram na mesma hora surpresa.
-Filho, casamento é um passo muito importante, tem certeza? Vocês tão muito novos ainda, tem muito o que viver...!
 -Pai, não podemos esperar!
 -Como assim Luan Rafael? 

CAPÍTULO NOVENTA E TRÊS.


-Ah! Luan, que saco! Voltei para o quarto.
-Manuela... –Ele veio atrás de mim. –Vem cá!
-Não enche! É incrível como você consegue, sempre, estragar tudo! Olhei pra ele séria.
-Pára! Ele me abraçou.
-Não dá, sério!
-Vamos esquecer isso tudo, eu errei com você de novo, não te perguntei as coisas antes de explodir. Desculpas!
-Tá! Tanto faz! Agora não começa com esse papinho de novo! Pais separados... Só se você aprontar uma coisa muito séria! Cruzei os braços.
-E se você aprontar também! Ele sentou na cama.
-Tá! Direitos iguais. Sei bem como é isso!
-Já liguei para os meus pais avisando da nossa ida!
-Tá! –Sentei ao lado dele. –Ah! Eu odeio ficar assim! Sorri e fui pra cima dele com tudo, fazendo ele deitar, e o beijei arrancando uma de suas risadas gostosas, que me faziam ri, também.
-Amor, o nosso filho! Ele ria.
-Ele deve tá sacudidinho, aqui dentro! Ri.
-Quer comer alguma coisa? Não tá com fome?
-To com fome, sim! Sabe de quê? Sorri, deitando ao lado dele.
-De quê? Ele me olhou pegando em minha mão beijando de leve.
-Do seu beijo! Sorri.
-Acho que posso matar essa sua fome! Ele riu se aproximando e me beijou.
-Acho que minha vontade... É maior que o mundo! Sorri mordendo o lábio dele, levemente.
-É? Ele sorriu alisando minha nuca.
-É sim! Sorri.
-Então deixa eu matar nossa fome! Ele me beijou só que dessa vez mais intenso.

Eu segurei firme na nuca dele, assim como ele fez comigo, e deixamos o beijo mais quente. O gosto dele me fazia bem e eu queria, mais uma vez ser dele por inteira.

-Quero você pra sempre! Sussurrei em seu ouvido.
-Eu sou seu pra sempre! Ele mordeu minha orelha, em seguida deu uma lambida em meu pescoço.

Me arrepiei ou sentir ele morder minha orelha e senti meu corpo inteiro relaxar. Me entreguei a ele e senti que ele havia percebido e alisava meu corpo da mesma forma, de sempre, delicadamente. Tirei a blusa que ele vestia, enquanto aranhava as costas dele, suavemente, fazendo ele arrepiar.

Tirei sua blusa com carinho, enquanto beijava seu ombro e logo em seguida me livrei de seu sutiã, o corpo dela era incrivelmente lindo mesmo com a barriguinha já aparecendo. Beijei levemente seu ombro indo até a barriga onde abri seu short e tirei com delicadeza jogando no chão. Entrei entre suas pernas voltando a beijá-la na boca e alisei sua coxa que estava presa na minha cintura, enquanto levemente mordia seus lábios sorrindo.

Quando ele se encaixou em mim, prendi minhas pernas em sua cintura o prendendo a mim. Queria ser dele e dessa vez, mais uma vez, seria especial para nós dois. Nossos corpos se encaixaram perfeitamente e o movimento que ele fazia sobre mim me deixava com mais prazer a cada segundo. A respiração falha dele, juntamente com nosso suor me faziam gemer.

Fazia leve movimentos pra que aquele momento não terminasse tão cedo, alisava sua coxa apertando com vontade e beijava seu pescoço sorrindo de leve sentindo sua pele arrepiar, adorava quando isso acontecia, mostrava o quanto ela estava entregue aquele momento tanto quanto eu.

Tudo estava do jeito que nós gostávamos, tudo estava do nosso jeito; o quarto, totalmente, bagunçado e o nosso cheiro espalhado, por todo ele. Passava minhas unhas, suavemente, por suas costas, o fazendo arrepiar, mas por algumas vezes arranhei ele. Nossas respirações falhas não acompanhavam nosso desejo, que ficava, cada vez maior, com o passar do tempo.

Quando nossos corpos se deram por satisfeito a beijei delicadamente, adorava fazer isso após lhe amar como nunca fiz com qualquer outra mulher. Enquanto, a beijava alisava sua perna com cuidado indo até a cintura, sua pele estava suada e adorava isso. Sua pele era macia e minha mão deslizava com facilidade sobre ela. Mordi seus lábios levemente e sorri beijando seu queixo e testa.

Adorava, quando ele me beijava delicadamente, depois de fazermos amor. Nossos corpos estavam cansados, mas quentes e suados o que me fazia alisar sua pele, macia. Logo, quando nossos corpos se deram por satisfeitos, desprendi ele das minhas pernas, ele alisou minha coxa até minha cintura, me fazendo arrepiar. Ele me beijou e sorriu.

-Amo você! Sussurrei ainda com a respiração falha.
-Casa comigo?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Olá meus amores!

Oi minhas queridas leitoras?! :)

Vim aqui agradecer a paciência que vocês tem vindo a ter comigo e pelo carinho de se introrsar e viver essa historia junto comigo e minha amiga Beatriz. Tudo, a cada palavra, a cada capítulo... Tudo é por vocês! Pra que vocês possam junto conosco sonhar e imaginar um amor verdadeiro através do nosso ídolo, pelo qual queremos feliz, independentemente da historia. 

Vim também falar sobre o grupo no qual fiz para quem ler a historia, muitas não conseguiram abri o link, por isso vou passar meu facebook e twitter e vocês me seguem lá pra passar informações sobre capítulos e saber o que acham, até mesmo ouvi opiniões de vocês que são muito importante pra mim e a B. 

Meu twitter: @anacarolinass_
Meu facebook:
 http://www.facebook.com/profile.php?id=100001409123022

Quem for adicionar, deixa um aviso aqui em baixo com seu nome pra poder identificar,  e aceita tudo certinho. Caso já tenha em minha rede social, me puxa no bate-papo e me deixa um aviso pra entrar no grupo ok? 

Peço desculpas pelos dias que passei sem postar, culpem a minha internet, ao meus estudos e meu namorado que ocupa todo meu final de semana não deixando tempo livre pra postar na web. (Roubei a foto dele para que vocês imaginassem o Dan) PS: Segredo nosso. OAIEOIAOEIOAIEOAIOEI. 

Também, mais uma vez queria agradecer ao carinho e dizer que quando vejo, mais de um comentário no ultimo capítulo sinto tanto entusiasmo de postar mais, de discutir sobre a historia com vocês. Prometo ser pontual e sempre que puder vim aqui deixar recadinho pras leitoras, mais lindas e especiais. 

OBS: Vou em breve começar a postar uma nova historia pelo tumblr, uma linda historia de amor no qual começa por uma amizade pura em 2008. Quando tudo estava começando, ela permaneceu ao seu lado, permitindo sonhar com ele seus sonhos e assim realiza-los. Através de uma linda amizade, nasce um grande amor, capaz de ultrapassar toda e qualquer barreira possível pra ficarem juntos e viverem o que sentem, com proposito de prova que o "Felizes para sempre" existe, sim. 

Beijos, amo vocês! <3 

CAPÍTULO NOVENTA E DOIS.


-Sabia que criança ama esse barulho? Imagina ai, eu e você feito dois bobos soltando beijo, fazendo o barulho durar o tempo que a gente conseguir, só pra ver uma risada do nosso bebê? Sorri ficando ao lado dele.
-Não sabia disso! Ele olhava para o mar.
-O que você, tem? Olhei pra ele.
-Você... Me ama mesmo Manu? De verdade? Se o Dan aparecesse você voltaria com ele, não é?
-Como assim...? Por que você tá falando isso? Me assustei com a pergunta dele, principalmente quando ele falou do Dan.
-Responde, por favor!
-Eu te amo, de verdade! Olha, eu sei que eu fiquei com o Gabriel, lá por ele ter semelhanças com o Dan, eu não posso negar. Lá eu estava me sentindo muito sozinha e precisava de alguém para que eu me sentisse segura, e ele por ter uma semelhança com o Dan... Talvez me,... Sei lá! Eu me senti confusa com isso, por isso que terminei com você... Eu me senti confusa lá, muito mesmo! Mais eu te amo, muito! –O olhei. –Quando você voltou lembra o que aconteceu? Não te diz nada?
-Eu sei, mas vai que foi uma recaída da sua parte? Manuela você amou o Dan de uma forma tão linda, intensa. Dava pra ver isso em seus olhos e nos dele quando vocês se olhavam... Eu admirava tanto o amor de vocês, só que comigo é diferente, você na primeira vez que ficou sozinha se confundiu toda e terminou comigo pra ficar com o primeiro carinha que achou que era o Dan mesmo já sabendo que ele estava morto!
-Luan você sabe da minha história com o Dan de co! Mais parece que esquece! O Dan apareceu no momento mais difícil da minha vida, poxa ele esteve ao meu lado quando meu pai morreu, cara ele me ajudava de todas as formas a realizar meus sonhos... E um deles era você! Olha, o Dan e eu vivemos muitas coisas intensas, muitas coisas complicadas nossas vidas não foram um mar de rosas, nunca foram, por isso essa nossa ligação! Mais você também teve uma significação forte, você, sua voz me despertou pra vida quando eu estava quase em depressão, por causa da falta do meu pai e depois por causa do sofrimento do Dan, por que na perda dele você estava ao meu lado e vou te confessar você já mexia comigo! Olha pra mim, olha pra tudo o que a gente viveu, olha o que a gente vai viver... –Alisei minha barriga. –Eu te amo muito! Seu cheiro, seu calor, sua pele, sua voz e até seus defeitos me completam e me fazem feliz... Sem você eu fico sem direção!
-Eu tenho tanto medo de perder você...!
-E é esse seu medo que vai atrapalhar... Eu preciso de você, mas você ficar desse jeito... Cansa, um dia!
-E você tá cansando de mim, né?
-Não! O pior que não! Mais essa sua duvida... Me incomoda!
-Não foi fácil pra mim quando você terminou comigo por outro cara!
-Nem pra mim...! Quer saber? Eu sentia falta de você em tudo!
-Também sentia a sua, fiz de tudo pra te esquecer, tudo mesmo!
-Eu... Nem me atrevi a isso, por que sabia que eu não ia consegui e só ia me sentir mais confusa! Sorri.
-Eu pensei que tivesse conseguido, até que tive que ir pra Nova York!
-Quando eu soube que você iria pra lá meu coração disparou eu fiquei muito confusa, não sabia se te procurava ou não. Mais ai a Bia falou que o Lucas tinha como colocar a gente no camarim e eu fiquei empolgada, esqueci até do Gabriel, tanto é que a gente terminou lá! Ri.

A olhai sorri e senti meu coração disparar com sua beleza, ela era tão linda, especial, tão minha. Fechei meus olhos abrindo rapidamente pra ver se realmente ela estava li diante de mim e quando os abri sorri olhando em seus olhos, o vento batia de leve em seu rosto fazendo seu cabelo balançar de leve fazendo sua beleza ficar ainda mais inexplicável.

-Que cara de bobo é essa? Sorri o olhando.
-Como você consegue ficar mais linda a cada segundo?
-Você acha? Brigada! Joguei meu cabelo para o lado e ri.
-Acho sim, e com essa barriga crescendo tá ficando mais linda ainda! Ele alisou minha barriga.
-E o mais incrível é que... É nosso! Coloquei minha mão sobre a dele.
-Como seria se nosso filho tivesse os pais separados?

CAPÍTULO NOVENTA E UM.


Saí do carro pegando minha mala e segui para o hotel. Entrei e liguei para o Luan indo em direção à recepção ele não me atendeu, mas a mulher da recepção pareceu me reconhecer e me perguntou se eu estava procurando informação sobre o Luan e eu confirmei; eu tinha esquecido que eu tinha virado uma pessoa pública, também. Ela me disse o quarto e eu subi, até o andar do quarto dele. Quando cheguei à porta bati e esperei que ele atendesse.

Tava dormindo quando ouvi alguém batendo na porta, me espreguicei sentando na cama, e ajeitei meu cabelo, abri a porta devagar e a olhei com sorriso nos lábios. Peguei a mala dela com cuidado colocando dentro do quarto e assim que ela entrou fechei a porta.

-Tava dormindo? Desculpa! Olhei pra ele.
-Tudo bem, o Diego implicou com você?
-Um pouco, mas depois que eu expliquei a ele, tudo, ele acabou entendendo. Ele sabe que a gente se ama! Sorri.
-Senta aqui, quer comer alguma coisa?
-Comer? Nossa! Depois disso tudo, que aconteceu, eu não tenho cabeça pra isso... Por falar em cabeça, to tontinha, aqui!
-Senta aqui, vem cá! Ele me ajudou sentar devagar e pegou uma garrafinha de água me entregando.
-Brigada! Sorri e sentei bebendo, um pouco de água.
-Melhorou?
-Um pouquinho, mas daqui a pouco vou sair correndo! Ri.
-Melhor descansar Manu, deita aqui, te ajudo!
-Não! Espera! Saí correndo para o banheiro.

 Fiquei, por instantes lá, tentando conter o enjoou. O dia tinha sido cheio e agitado demais, eu sabia que isso iria ter uma consequência depois que a adrenalina acabasse. Saí do banheiro, meio tonta, depois de lavar a boca. Sentei na cama e tomei um pouco mais de água, enquanto o Luan me olhava preocupado. Respirei fundo, várias vezes tentando, conter minha tontura e o enjoou que estava muito forte.

-É melhor a gente ir pra um hospital!
-Calma! Fica tranquilo, tá tudo bem! Deitei na cama.
-Quer que eu chame alguém? Sua mãe? Você tá pálida!
-Relaxa! Só preciso descansar, um pouco! Foi o dia... Tudo muito agitado!
-Faz isso, vou ficar aqui quietinho! Ele se sentou ao meu lado.
-Te amo, tá? Sorri.

Fechei os olhos e deixei que meu corpo descansasse me senti melhor, mas eu ainda sentia tonturas e enjoou. Coloquei uma das mãos sobre minha barriga e acariciei.

A olhei de olhos fechados e senti um aperto no peito e uma vontade enorme de abraçá-la e dizer que também a amava. Ela alisou a barriga com carinho e fui vencido pelo amor, novamente, coloquei devagar minha mão sobre a dela e beijei sua barriga com cuidado, enquanto colocava minha cabeça tentando fazendo ela se senti melhor.

Senti ele colocando a cabeça sobre a minha barriga e eu sorri, quando ele beijou. Eu acabei dormindo, com o carinho que ele dava em minha barriga. Eu sonhei com nós três, ele brincava com o filho, suspendendo ele no ar, enquanto arrancava dele gostosas gargalhadas. Dormi tranquilamente e o sono me ajudou.

Quando ela pegou no sono liguei para os meus pais avisando sobre a nossa ida no dia seguinte e eles se mostraram curiosos sobre a novidade, que disse que teria que contar. Desliguei assim que falei com minha mãe e fiquei na varanda olhando as ondas quebrar nas pedras.

Com o descanso o enjoou diminuiu e as tonturas passaram. Eu me mexi na cama e percebi que ele não estava mais ao meu lado, abri os olhos preguiçosa e me espreguicei, devagar. Procurei ele pelo quarto e não o encontrei. Levantei e o vi na varanda.

Respirei fundo sentindo o cheiro do mar e os pensamentos tomaram conta da minha cabeça, não conseguia pensar em uma coisa de cada vez, tudo vinha de vez me deixando confuso. Fechei meus olhos abaixando a cabeça e imaginei se a Manuela me deixasse pra ficar com o Gabriel que além de tê-la só pra ele criaria meu filho.

O vi baixar a cabeça e senti um aperto no coração, eu sabia que ele estava tão confuso quanto eu, por tudo o que aconteceu; ele estava demonstrando preocupação. Me aproximei dele e o abracei por trás dando um beijo em suas costas, bem estalado, o assustando.

CAPÍTULO NOVENTA.


-Diego...
- Sai porra! Diego gritou e Luan saiu.
-Diego, que merda! –Passei por ele e abri a porta. –Amor! Chamei o Luan.
-Oi! Ele se virou pra mim.
-Espera! Você vai pra onde?
-Vou para o hotel de sempre! Ele falava baixo.
-Ah! –Me aproximei dele. –E por que você está falando baixo, assim? Falei baixo, também, e sorri.
-Seu irmão passou dos limites!
-Tá! Mais olha o que você falou?! Se falassem isso pra Bruna como você reagiria? Olhei pra ele.
-Eu sei...! Ele respirou fundo abaixando a cabeça.
-Mais, enfim, vamo mudar de assunto... vai ficar aqui até quando?
-Tô de folga esses dias...
-Vai ficar, né? Fica, por favor! Sorri segurando a mão dele.
-Até amanhã eu vou, tenho que ficar com minha família também!
-É, eu sei! –Olhei pra frente e respirei fundo. –E você vai contar pra eles sozinho?
-Vem comigo?
-Sério? Estava doida pra ouvir isso! Ri.
-Vem comigo para o hotel hoje e amanhã vamos pra Londrina!
-Vou enfrentar a muralha chamada Diego! Brinquei.
-Eu vou indo, não quero que ele me encontre aqui!
-Tá! Mais olha...! Sorri.
-O que?
-Te amo e não foge! Sorri.
-Pode deixar! Ele beijou minha testa.

Saí pegando um táxi e enquanto ele acelerava sentia minha cabeça confusa. Respirei fundo colocando fone no ouvido e fechei meus olhos lembrando a cena aquele beijo. Não aguentava ver ela nos braços de outro. Assim que cheguei ao hotel pedi um quarto e não foi muito difícil, entrei no meu quarto me jogando na cama e respirei fundo.

Deixei ele ir e fui pra casa, respirando fundo me preparando para ouvir uma bronca do Diego, assim que eu entrasse em casa. Quando entrei vi o Diego sentado no sofá de braços cruzados, parecia me esperar.

-Oi Di, tchau Di! Passava por ele.
-Aonde você pensa que vai?
-Para o meu quarto?! Olhei pra ele sorrindo.
-Ah, sim! Ele ligou a TV.
-E depois... eu vou ali, em Londrina! Virei as costas e ri, indo pra escada.

Enquanto, esperava ela acabei pegando no sono, estava cansado demais e minha cabeça começou a doer por tudo aquilo que aconteceu em um único dia. Sonhei com nós dois em um jardim andando com nosso filho, ele andava devagar e nós dois sorriamos levantando ele de leve, enquanto ele ria. Sentávamos em uma toalha em baixo de uma árvore e brincávamos com ele, que mordia um do seus brinquedinhos.

Subi rápido para o meu quarto e arrumei minhas coisas em uma mala. Peguei tudo o que eu precisava, principalmente o remédio para enjoou. Estava empolgada, depois de ter passado por um dia turbulento e pensar que tudo iria terminar da pior forma possível. Desci com a mala, empolgada, e olhei para o Diego, sentando ao lado dele.

-Me leva lá, no hotel? Por favorzinho! Sorri.
-O cara diz que o filho não é dele e você vai atrás?
-Diego você não sabe o que ele viu, ok?!
-Eu não vou te levar, não pra ficar com ele!
-Tá! Então, eu pego um táxi! Beijos, pra quem fica! Levantei.
-Tchau! Ele mudou de canal.
-Di ele viu o Gabriel me beijando, lá no Solar do Unhão, tá?! Eu sei que não justifica o que ele disse, mas o que você iria fazer se visse a Carol desse jeito? –Parei na frente dele. –O que você pensaria, em? E justamente no lugar especial de vocês. E no meu caso não é a primeira vez que ele me pega assim com o Gabriel!
-Tá Manuela, vamos! Ele pegou a chave do carro.
-Sabia! Te amo, muito tá?! Sorri pegando minha mala.
-Vamos logo antes que eu desista!

Entramos no carro depois que ele colocou minha mala no carro. Entramos e ele seguiu com uma cara enfezada, fechada, parecia tentar entender tudo o que tinha acontecido, mas eu também estava na mesma; o dia tinha sido doido demais. O olhei e ele estava concentrado, não queria seguir viagem brigada com ele.

-Tenta entender, por favor! Olhei pra ele.
-Se você ama ele, não posso impedi de ir. Até por que você tá carregando o moleque dele ai dentro!
-Então, você entende né?!
-Entendo! Ele parou o carro em frente ao hotel.
-Brigada! Beijei a bochecha dele.
-Vai lá!

CAPÍTULO OITENTA E NOVE.


-Diego o que...? –Olhei para o Luan caído no chão e fiquei na frente do Diego para que ele não fizesse mais nada. –Calma! Olhei pra ele.
-Eu vou te matar Luan, eu juro! Você não tem o direito de falar assim da minha irmã! Ele se afastou de mim indo pra cima do Luan que se rastejou se afastando dele.
-Diego! Pelo amor de Deus! Deixa ele, esquece! Fiquei na frente dele de novo.
-Idiota, vai embora, some! Diego subiu as escadas furioso.
-Luan olha pra mim! Deixa eu ver como você está! Agachei para ver como o Luan estava.
-Ta tudo bem! Ele passou a mão no canto da boca limpando o sangue.
-Não, tá! Tá sangrando! –Me aproximei dele para ver melhor. –Espera, eu vou pegar algo pra limpar isso! Tá? Olhava a boca dele.
-Tá!

Levantei e fui até o meu quarto, rápido. Estava assustada com o que tinha acontecido, mas eu não me dei chance de sentir nada, a não ser, o coração disparado. Entrei no quarto e saí procurando alguns remédios e gaze para fazer o curativo. Eu estava meio perdida e atordoada e quase tropecei em umas sacolas que estavam no chão, em um canto. Olhei curiosa, não lembrava de nenhuma roupa ou coisa parecida que eu havia comprado para ter sacolas no meu quarto.

Peguei uma das sacolas e quando abri e vi o que tinha eu fiquei parada, sem reação. Eu tinha acabado de descobri o porquê dele e de o Diego terem saído juntos. Eram roupinhas e sapatinhos de bebê. Sorri e lembrei que ele estava lá em baixo depois de um soco, muito caprichado, do Diego. Desci com um sapatinho na mão, junto com as coisas que eu iria usar para estancar o sangue dele.

-Pronto! –Sentei ao lado dele, no sofá. –Deixa eu ver como tá! Virei o rosto dele pra mim.
-Nem tá doendo!
-Ah! Não? –Sorri. –Então deixa eu limpar esse sangue, aqui! Passei a gaze umedecida, com água, no canto da boca, onde estava machucado.
-Au! Devagar!
-Tá doendo, agora? Ri.
-Agora tá! Ele fez careta.
-Desculpa, por isso! –O olhei nos olhos. –Tá ardendo?
-Não, valeu!
-Foi isso que você foi fazer lá no shopping? Mostrei o sapatinho a ele.
-Foi!
-Achei lindo! Sorri.
-Comprei dessa cor por não saber o sexo... Ele falava olhando para o sapatinho.
-É...! Mês que vem que a gente... pode descobri! Claro, se você quiser...! Olhei pra ele.
-Por que lá? Por quê?
-Não sei! Ele que armou isso... Não sei como ele descobriu! Falei baixo.
-No dia que você for ao médico, me liga? Eu quero acompanhar tudo!
-Você... vai embora mesmo?
-Você ama o Gabriel, não ama?
-Não! Eu amo você! –Segurei o rosto dele, com minhas mãos. –Olha pra mim, olha no fundo dos meus olhos, ver o quanto eles estam implorando pra você ficar e acreditar em mim! Eu te amo muito, eu te vivo! Meus olhos encheram de lágrimas.
-Ele... Te agarrou mesmo?
-Agarrou! Foi parecido com a última vez...! Foi horrível!
-Desculpa pelas coisas que lhe disse...
-Não precisa se desculpar meu amor! Sorri e lhe dei um selinho.
-Ainda não foi embora? Diego desceu as escadas e Luan se levantou rápido.
 -Diego, calma! Levantei olhando pra ele.
-Calma? Sai daqui Luan, agora! Ele alterou a voz.
-Diego é sério! Confia em mim! Olhei pra ele.
-Pára Manuela, vem! –Ele me puxou me colocando atrás dele e jogou a mochila do Luan nele, que pegou me olhando. –Some daqui, quando a criança nascer a gente faz questão de ter o exame de DNA, fica tranquilo!