sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E OITO.


-A banda você já conhece todinha, né?
-Já! Sorri.
-Então nem preciso mais apresentar! –Ele fez bico. –Ah, você vai querer dormi em um outro quarto ou não se importa de dormi aqui comigo?
-Não, tudo bem! –Sorri. –Sabe o que eu sonhei? Olhei pra ele.
-O que? Ele me olhou curioso e colocou meu cabelo atrás da orelha.
-Com o Dan, falando que não era pra eu desgrudar de você...! Sorri alisando o seu rosto.
-Sério... ?! Adorei! Ele me beijou.

Aquele dia eu cuidei dele como forma de agradecimento pelo o que ele vinha fazendo por mim. Cuidei dele dando carinho e dormindo abraçados, até a hora de irmos nos arrumar para o show.
Na hora do show nos arrumamos e fomos na mesma van, mas preferi não chamar atenção de ninguém saindo, depois dele, já perto do local dos camarins. Ele saiu antes para atender as fãs.

Ele atendeu as fãs e a imprensa, enquanto eu ficava de longe observando. Quando ele foi fazer o show fui para o lado do palco para assistir a mais uma das suas apresentações incríveis. Depois de atender mais alguns repórteres voltamos para o hotel no mesmo esquema, eu sempre saia depois dele, para não levantar suspeitas.

Dormimos do mesmo jeito que na minha casa. Ele sempre muito respeitoso comigo e me fazendo carinho. Mais nessa noite nos beijamos mais, eu quis sentir o gosto dele, eu estava começando a descobrir o quão bom era ficar com ele.

Foi um dos finais de semanas mais legais que tive desde que o Dan havia ficado pior da doença, o Luan me fazia esquecer todos meus medos, e frustrações. Ele era muito carinhoso, atencioso e um bobo, sempre que podia estava me fazendo ri e adorava fazer brincadeiras com a banda falando quem seria o padrinho do nosso casamento. 


Quando nos despedimos naquele aeroporto em Santa Catarina, senti um aperto enorme no peito e um medo de perdê-lo me dominou. O abracei como se a qualquer momento fosse esmaga-lo e nos beijamos por um bom tempo. Já havia ganhado a simpatia de todos da banda e me despedi deles depois daquele final de semana perfeito estava complicado ficar sem ele. 

Cheguei em Salvador e voltei a realidade, Beatriz e Carol me esperavam no aeroporto e de lá seguimos pra minha casa aonde contei com detalhes sobre meu final de semana, elas escutavam tudo com os olhinhos brilhando o me motivava a contar com detalhes. 

Após três semanas Luan pegou uma turnê pesada, mais fazia de tudo pra poder me ligar todas as noites nem que fosse pra me deseja "Boa Noite" aquilo só fazia aumenta o que estava sentindo por ele, que a cada dia ficava mais forte. Ele mandava presentes pelas meninas com algum bilhete e dizia que mesmo longe se fazia presente na minha vida todos os dias.

Com o passar do tempo, passei a viajar com ele, sempre quando podia. Não aguentava ficar mais um minuto sem a companhia dele, se ficássemos sem nos falar, nem que fosse para desejar "boa noite", era como se um vazio preenchesse meu coração.


Na faculdade estava tudo bem, mas o sentimento por ele já estava incontrolável. Eu sentia necessidade dele, a cada segundo. Eu tinha que ouvir sua voz, saber sobre o seu dia, trocar mensagens, escutar seu riso, me divertir com suas histórias e dividir com ele o meu dia, também. Ele sempre se fazia presente mesmo de longe, me mandava recados, presentes e sempre conseguia me surpreender quando viajávamos. Nossa relação era regrada a muito respeito e cumplicidade, o que me fazia o admirar ainda mais.

Em mais uma noite longe dele, já tinham se passado três meses depois da morte do Dan, que mesmo assim iria ser presente na minha vida sempre, liguei pra ele para saber o que ele tinha feito e como tinha sido o seu dia. Ele estava em casa descansando, ele preferiu ficar com a família, que, por sinal, toda ela já sabia de nós dois. 

-Lú como você tá? Perguntei, assim, que ele foi para o quarto, quando me pediu um tempo para ficar em um lugar mais reservado para falar comigo.
-Cansado, mais tô bem e você meu amor?
-To bem, também, apesar da prova de hoje, mas eu acho que fui bem! Então, aproveita e descansa, com sua família, tá?
-Meus pais querem tanto te conhecer...!
-É... Quem sabe um dia talvez! Ri.
-A Bruna está louca pra te ver, também. Mostrei a ela uma foto sua e ela te encheu de elogios!
-Amor depois à gente ver isso, calma!
-Você me chamou de quê? Repete!

Não tinha percebido que havia o chamado de "amor", era a primeira vez depois de três longos meses juntos, que o chamava assim, e pelo tom da sua voz ele gostou, parecia que era o que ele mais esperava. 

-De amor? Falei firme, eu queria o chamar assim, meu coração pedia.
-Esperei tanto e confesso que imaginei você falando isso olhando em meus olhos!
-É? Então escuta; amor, amor, amor, amor,...! Sorri.

Sorri enquanto a escutava falar aquela palavra que sempre desde que a vi esperei escutar. Fechei os olhos com sua voz ecoando perfeitamente em meu ouvido e senti meu coração acelerar, estava numa saudades louca dela e a vontade de ir pra Salvador se tornou maior depois daquilo.


-Te amo! Disse no impulso.
-Mô quero te dizer um segredo, mas tem que ser pessoalmente! Sorri ao ouvi ele falar "te amo", meu coração estava disparado.
-Poxa, vou ter que esperar até amanhã pra saber?
-É que pessoalmente seria melhor... Mais você quer saber agora, amor?
-Deixa pra quando a gente se encontra, eu aguento! Ele sorriu.
-Tá bom! Vai dormir direitinho e não esquece de sonhar comigo tá? Sorri.
-Como se não fizesse isso todas as noites, dorme bem tá? Te amo muito!
-Tá bom! Boa noite... Amor! Sussurrei a última palavra.
-Boa minha pequena! Ele desligou.

Dormi, feito criança, lembrando a voz dela, dengosa, me chamar de "amor". Estava doido para que o dia chegasse logo para eu ir ao encontro dela, para saber o que era esse segredo e a ouvir e ver me chamando de "amor".

No dia seguinte levantei, feito um meteoro da cama, me arrumei e quis ir logo para o aeroporto para ir direto a Salvador. Quando cheguei aluguei um carro e segui para a casa dela, bati na porta e ela atendeu com aquele sorriso lindo, que me deixava bobo. 

-Oi meu amor! Sorri ao ver ele parado à porta.
-Oi meu amor! A abracei forte.
-Quer saber o segredo agora? Perguntei sussurrando em seu ouvido.
-Quero! Ele me olhou alisando meu rosto.
-Te amo! Sorri.

A olhei sem reação, não conseguia sorri, nem demonstrar nada, havia esperado três longos meses a espera dessas palavras que significavam tanto para mim, sair de sua boca. Meus olhos brilhavam. A olhava sem acreditar e no meu ouvido sua voz ecoava perfeitamente as palavras que ela havia acabado de me dizer.

-Amor você tá bem? Quer que eu chame a ambulância? Ri.
-Repete pra mim, por favor!
-O que? Que te amo? Sorri o puxando para dentro de casa.
-Sim! Ri, ele parecia estar em transe.
-Te amo, te amo e te amo! Me aproximei dele e o beijei, intensamente.

Sorri entre o beijo e alisava as costas dela, estava com saudades de senti-la, de beija-la e lhe passar todo amor que sentia por ela em meus toques em sua pele e em meus beijos. A amava e isso a cada dia se tornava uma certeza em minha vida.


Beijei ele com todo o amor que já queria explodir dentro de mim. Alisava sua nuca e mordia, levemente, seu lábio. Dizia a ele que o amava, entre os beijos, nós estávamos morrendo de saudades.

Sentei no sofá com a cautela de não parar o beijo, coloquei ela sobre meu colo e alisava sua perna enquanto explorava cada canto de sua boca com minha língua. Sugava seus lábios e a cada vez que ela me falava "eu te amo" sentia minha pele se arrepiar me fazendo ficar rendido totalmente a ela.

-Estava morrendo de saudade de você! Terminei o beijo, mordendo seu lábio, levemente, deitando no sofá.
-Eu também! A cada dia fica mais complicado ficar longe de você!
-Nem fale! Vem cá! O puxei pra mim, deitando o corpo dele sobre o meu, o beijando.

Já sabia o que ela queria e naquele momento queria tanto quanto ela. A beijei com mais desejo e alisei sua coxa subindo até sua cintura aonde apertei com força, porém com carinho, parei o beijo mordendo seus lábios, beijei seu queixo e fui descendo para o seu pescoço, aonde comecei dá mordidas e leves sugadas sentindo sua pele arrepiar. Sorri olhando-a nos olhos e passei a ponta do meu dedo sobre seu braço que estava arrepiado.

Deixei que ele percebesse o que eu queria e sabia que ele queria tanto quanto eu. Ele me tocava de uma forma delicada e ao mesmo tempo me arrancava arrepios. Alisava suas costas com minhas unhas arrancando dele arrepios, suspendendo sua blusa. O olhei nos olhos e o vi alisando meu braço que estava arrepiado. 


CAPÍTULO VINTE E SETE.


-Tá bom? Perguntei a ele.
-Muito bom! Ele sorriu.
-Mesmo? Nossa! Peguei o que tinha! Ri.
-Eu gostei! –Ele sorriu e beijou minha mão. -Obrigado amor!
-De nada! Sorri e dei um selinho nele.
-Com esse beijinho no final ficou melhor ainda! Ele sorriu.
-Bobo! Sorri.
-Sério mô! Ele fez biquinho beijando minha bochecha.
-Quer assistir um filme? Olhei pra ele.
-Não, quero carinho!
-Quer carinho, é? Brinquei com seu nariz.
-Quero... Ele sorriu se aproximando.
-Então vem pra o sofá! Sorri indo para o sofá sentando.

Segui ela me sentando no sofá e logo deitei colocando minha cabeça sobre seu colo macio, fechei meus olhos e senti o carinho dela, era tão delicada, carinhosa e me dava beijinhos no rosto me fazendo delira e sair do ar.

-Pára de ser fofo vai! Sorri dando um selinho nele.
-Eu não fiz nada, só to sentindo seus carinhos! Ele falou com voz sonolenta.
-Tá com soninho? Perguntei fazendo carinho no cabelo dele.
-Pouquinho! Ele fez biquinho ainda de olhos fechados.
-Vou pegar os lençóis, pra você, antes que você durma! Sorri.
-Tá bom! Ele sorriu.

Subi e peguei os lençóis e um travesseiro para ele. Quando desci o vi me esperar, concentrado na TV assistia a um programa, onde uma menina falava sobre ele, ela era fã. Era uma reportagem, falando sobre ídolo e fã, ele sorria feito bobo enquanto a sua fã falava. Sentei ao seu lado e ele colocou a cabeça sobre o travesseiro, que estava em meu colo. Assistimos e logo depois mudamos para outro canal.


-Nossa! Só faltou babar na sua nega, agora! Sorri.
-Fico tão emocionado com o carinho delas!
-E é por isso que elas te amam tanto! Sorri.
-E você? Me ama? Ele me olhou profundamente.
-Lú eu... Não sei, não sei te falar! Não parei pra pensar... Você me faz bem, gosto de ficar com você, de conversar, gosto do seu jeito, de como me faz ri... Mais, não sei se já amor! O olhei meio sem jeito.
-Eu perguntei como ídolo! Ele me olhou confuso mais percebi uma tristeza em seu olhar.
-Ah! Como ídolo amo! –Respondi sem graça. –Desculpa... Não queria, enfim, acho que eu vou dormir!
-Boa noite!

Levantei e lhe dei um beijo na bochecha e fui para meu quarto, antes de subir o vi deitando no sofá e se cobrindo por completo, fiquei sem graça pelo o que aconteceu e quando deitei na cama, abracei o Rafa.
Não consegui dormir, direito, as lembranças do Dan e as coisas que ele me pediu, quanto ao Luan, invadiram a minha mente. Já era tarde quase duas horas, da manhã, e eu resolvi levantar para beber água, na verdade ver como ele estava.

Desci e o vi dormindo e como ele era lindo dormindo. A carinha amassada no travesseiro fez um biquinho se formar em sua boca. Sorri o olhando e cheguei perto beijei sua bochecha e o cobri direito.

Eu sabia que tinha mais uma vez me precipitando em pergunta aquilo pra ela, antes mesmo de ouvi sua resposta já sabia o que ela iria falar, mais ouvi da boca dela foi muito pior do que imaginei. Mudei de assunto para o clima não ficar tenso mais tanto eu como ela não conseguimos esconder que ficamos totalmente sem graça. 


Após ela me dar um beijo e subir, me enrolei por completo, queria fechar meus olhos e quando abrisse estivesse no colo da minha mãe pra poder senti os carinhos dela e poder conversar com a Bruna. Sabia que ela gostava de mim, mais saber que não era como eu gostava, doía muito. 

Não demorou muito pra ser embalado em um sono profundo, sonhei com o Dan me dando conselhos sobre e ela e riamos demais quando ele falava de alguma mania engraçada dela, o sonho parecia real e fazíamos careta um do outro com algo que conversávamos. Senti algo gelado beijar minha bochecha e devagar abri meus olhos vendo ela me olhando e me cobrindo direito.

O cobri, com cuidado, para não o acordar, não percebi que ele havia aberto os olhos e me virei colocando o controle, da TV, no lugar e me voltei para ir à cozinha, beber água, passando por ele no sofá.

-Manu... Ele falou baixinho com voz de sono.
-Oi! Te acordei? Olhei pra ele.
-Tá sem sono?
-To! E você? Quer água?
- Não brigado, é perdi um pouco do sono!
-Ah! –Fui até a cozinha e bebi água, voltei pra sala e ele havia sentado, no sofá, me observando. –A gente tem que acordar cedo né? Sentei ao lado dele. 
-É! Mais eu já tô acostumado a virar noite, você tem que descansar, pra aguentar!
-É, né?!... Lú, posso te pedir uma coisa? Virei pra ele, chegando, um pouco, mais perto.
-Pode! Ele me olhou.
-Dorme comigo? É que... Eu não vou consegui dormir, de jeito nenhum! Talvez com você, sei lá... Com você me sinto mais segura, sabe?! Mais se não... Se não quiser, tudo bem...! O pedi sem graça.
-Tudo bem! Ele sorriu.
-Sério? O olhei e senti meu rosto ficar quente, eu estava vermelha.
-Sim! Você tá vermelha! Ele riu apertando meu nariz.
-É... Senti meu rosto quente! –Sorri. –Vem comigo, então? Levantei e estendi minha mão par que ele segurasse.
-Vamos tomatinho! Ele riu pegando em minha mão.

O guiei até meu quarto e quando chegamos, ele, logo, deitou na cama. Fechei a porta e fui até a cama, quando deitei ao lado dele ele me cobriu e me abraçou, colocando o Rafa, com cuidado, ao meu lado. Achei aquela atitude dele, linda, e sorri.

-Vou ficar fazendo carinho em você até dormi, tá neném?
-Tá! Sorri.

Fiquei fazendo carinho nela e cantarolando minhas musicas no pé do seu ouvido, ela sorria de olhos fechados e aquela cena me fazia ir ao paraíso. A Manuela era linda e nos meus braços ainda mais, eu estava apaixonado e não tinha como negar, caso isso acontecesse meus olhos me denunciariam. Alguns minutos depois percebi que ela havia dormindo, apertei ela pra mim e fechei meus olhos desejando que aquele momento acontecesse por várias vezes. Beijei sua cabeça e fiquei ali acordado pensando em nós dois e de como seria daqui pra frente.

Dormir sentindo os carinhos dele foi maravilhoso. Ele cantarolava ao pé do meu ouvido, me ninando, fazendo me sentir mais segura e tranquila. Não demorou para que eu dormisse; com ele eu me sentia mais segura.


Pela manhã acordei com os beijos dele em meu pescoço, ele me chamava para me arrumar, para podermos viajar. Nos arrumamos e descemos. Tomamos café juntos e minha mãe me cobriu de recomendações, antes de se despedir de mim com um abraço apertado. O Roberval chegou em uma van, que nos levaria até o aeroporto, me dando um abraço desejando forças, quanto ao Dan, eu o agradeci e seguimos para o bicuço.

Durante o caminho rimos de algumas brincadeiras do Roberval, mas eu e o Luan estávamos em um clima de carinho. Sentei ao seu lado e, não sabia o porquê, não sentia vontade de desgrudar dele. Segurávamos a mão, um do outro, mesmo abraçados na van. Eu estava descobrindo o quanto era bom ficar em seus braços, todo o tempo.

Chegamos ao aeroporto e lá ele me apresentou empresário, a assessora e ao piloto e copiloto do jatinho. Entramos e eu me senti, um pouco sem graça com todos, no começo, mas, logo, a Dagmar me fez me sentir mais à vontade. Viajei ao lado dele e ouvindo o que a Dagmar lhe passava. Ele teria o dia livre, então, ela lhe recomendou que descansasse para o show que ele iria fazer pela noite.

Quando chegamos ao Rio de Janeiro, me surpreendi, era cedo então, não tinham fãs a espera dele, o que nos fez ficar à vontade sem precisar que eu saísse depois que ele do avião, já que nenhuma fã sabia sobre a nossa relação. Fomos para o hotel trocando carinhos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E SEIS.


Encontrei com muitos amigos dele e nossos em comum. Encontrei com a Carol e a Bia que me abraçaram forte e também choravam, elas eram muito amigas de nós dois. O Luan se aproximou e não me falou nada, apenas segurou em minha mão e me acompanhou, assim como minha mãe.

O padre começou a falar algumas palavras e logo os amigos também começaram a falar, minhas lágrimas insistiam em cair e ouvia tudo de cabeça baixa olhando a rosa que estava em minhas mãos. Seus pais falaram pouco, um de seus tios falou de alguns momentos ao seu lado e ao lembrar sorri levemente. 


Todos que estavam com as rosas nas mãos começaram a jogar e eu me aproximei do caixão beijando a minha rosa e logo em seguida jogando enquanto lágrimas inundava meu rosto.

-Vou sempre te amar! Falei baixo, olhando para o caixão dele, e segurei forte a mão da minha mãe.
-Amiga! Carol e Beatriz se aproximaram, ambas com os rostos vermelhos.
-Oi! Olhei pra elas.
-Sinto muito pelo Dan! Carol se lamentou. 
-Olha... Vamos estar sempre aqui, tá? Beatriz me abraçou e logo depois a Carol se afastando em seguida. 
-Filha, vou falar com a mãe do Dan, vai ficar bem?
-Vou!
-Já volto! Ela se afastou e Luan respirou fundo.
-Brigada por ter vindo! Olhei pra ele.
-Não podia deixar de vim, eu prometi ficar ao seu lado!
-Brigada, mesmo assim! Sorri, levemente, segurando em sua mão.
-Vem cá! Ele me puxou pra um abraço apertado.
-Precisava disso! O abracei forte.
-Ele vai permanecer vivo dentro de você por toda vida e vai tá sempre olhando por você! Ele beijou minha cabeça.
-Eu sei...ele vai ter sempre um ligar especial! Me afastei sorrindo.
-Tive uma ideia, mais não sei se você vai gostar e aceitar!
-O que? O olhei assustada.
-Eu sei que... –Ele se aproximou mais de mim colocando meu cabelo atrás da orelha. –Tá tudo recente e que você pode até querer ficar sozinha, mas você sabe que isso só aumenta sua dor e o Dan onde estiver não vai gostar de te ver assim, então como esse final de semana você não tem aula na faculdade, vem comigo? Vem viajar comigo?!
-Mais... Eu não sei! Tava querendo ficar quietinha! O olhei.
-Eu sei meu amor, mas você sabe que isso não vai te ajudar, eu quero ficar do seu lado, quero te ajudar e pra isso eu preciso que você me ajude!
-Tudo bem...! Mais eu só vou aceitar por que me chamou de 'meu amor'! Sorri, um pouco vermelha, envergonhada.
-Eu te amo sua boba! Ele beijou minha testa e me abraçou novamente.
-E eu quero te amar! Sussurrei em seu ouvido.
-Você vai conseguir, agora vem precisamos ir embora!
-Tem que chamar minha mãe!

Fomos para casa e ele fez companhia para mim e a minha mãe, me fez ri por algumas vezes. Ele pediu permissão para a minha mãe, para que eu fosse viajar com eles e minha mãe autorizou com um sorriso no rosto.


Quando chegamos minha mãe preparou um lanche para a gente e depois nos deixou à vontade. Assistimos a um filme e ele não deixou que a tristeza me dominasse. Rimos e conversamos. Ficar nos braços dele era bom, me fazia bem.

-Então... Amanhã viajamos cedo! Ele me apertou em seus braços beijando minha cabeça.
-Tá! Eu tenho que arrumar minhas coisas...!
-Bem que você podia já dormi no hotel comigo! Ele alisava meu braço e pelo tom de sua voz não percebi maldade.
-Não sei...!
-Mando pegar um quarto pra você lá, meu secretário faria isso em dois minutos!
-É que eu não queria deixar minha mãe sozinha, e eu iria me sentir mais à vontade aqui em casa... Você podia dormir aqui! Olhei pra ele.
- Tudo bem, só vou avisar a galera que tá no hotel. –Ele sorriu beijando minha testa e fez algumas ligações voltando sua atenção novamente a mim. –Pronto!
-Nossa! Rápido! –Sorri. –Vem arrumar a mala comigo? Não sei por onde começar!
-Claro!

Subimos para meu quarto e eu peguei minha mala e comecei a colocar várias roupas em cima da cama, além de separar alguns assessórios e sapatos. O Luan olhava tudo com uma cara de assustado, parecia que eu ia passar uma semana com ele, pela quantidade de roupa que eu separei.


-Que foi? Olhei pra ele que me olhava com uma cara assustada.
-Tá parecendo que vai se mudar! Ele riu.
-É... Tá muito exagerado? Olhei pra ele olhando pensativa para a mala.
-Um pouquinho... –Ele sorriu pegando um vestido preto meu. –Isso é um vestido? Jura?
-É! Tá?! Puxei o vestido da mão dele.
-Pensei que fosse um pedaço de pan... Que isso? Ele pegou uma saia minha.
-Luan deixa as minhas roupas... Sério! Vem cá, acha que eu vou usar roupa como em Salvador...? A cidade é quente! Sorri.
-Jura que você saia assim com essas roupas? Ele riu pegando uma blusa minha.
-Eu saio assim! Por quê?
-Minha muié só sai assim se for comigo, sozinha nem pensar!
-Ah! É? E quando eu estiver aqui, eu tenho que andar de burca? Salvador faz calor! Sorri.
-Sério amor, isso tá muito curto, olha o tamanho disso! Ele pegou meu short.
-Mais eu não vou deixar de usar... Luan eu gosto! Espera... Eu não tenho namorado, até onde eu saiba! Sorri, cruzando os braços e o olhando.
-Poxa! Ele se jogou na cama.
-Poxa o que? Ninguém me pediu em namoro, to certa? Sorri.
-Você aceitaria? Ele me olhou sorrindo.
-Não sei... Como eu vou saber se ninguém me pedir? Fingi não demonstrar interesse guardando as roupas na mala.
-Verdade! Ele se ajeitou na cama com sorriso nos lábios.
-O que você vai fazer? O olhei curiosa.
-Eu? Nada!
-Tá! Continuei organizando minha mala.
-Sua mãe não se importa se dormi aqui? Ele me olhou enquanto brincava com o urso.
-Não...! Lú, deixa esse ursinho no lugar, por favor! Olhei pra ele quando vi o Rafa, o urso que o Dan me deu, nas mãos dele.
-Tá, desculpa! Ele colocou no lugar.
-É que... foi o Dan que me deu! Fiquei séria e me concentrei na roupa que eu dobrava.
-Tudo bem, desculpa! –Ele deu um sorriso tímido. –Mais... E sua mãe? Não se incomoda de um homem dormi aqui?
-Não... não se preocupa! Fechei, finalmente, a mala.
-Ah, terminou?
-Terminei... E não reclama das minhas roupas! Sorri.
-Sim senhora! Ele se levantou me abraçando por trás beijando de leve meu pescoço.
-Quer comer, tomar banho...? Perguntei.
-Se não foi incomodo... Ele sorriu mexendo no cabelo.
-Não é incomodo nenhum! Vou pegar uma toalha! Sorri.
-Tá bom!
Fui até o guarda roupa e peguei uma toalha e os lençóis para que ele dormisse, depois. Lhe entreguei a toalha e ele entrou no banheiro. Aproveitei e desci para fazer um lanche para nós dois e me surpreendi ao perceber que minha mãe já dormia.

Tomei um banho enquanto pensava nessa viajem, acabei viajando nos meus pensamentos. Estava realmente muito calor, me sequei, e fiquei somente de bermuda, saí do banheiro e ela assistia TV. Fui pra frente do espelho e ajeitei meu cabelo.

-Quer comer? Tem um lanche lá na cozinha, que eu deixei pra você! Assistia TV.
-Sim! Ele sentou na cama beijando minha bochecha.
-Então vamo! Olhei pra ele lhe dando um selinho.
-Vamos!

Descemos abraçados e ela me serviu um lanche maravilhoso, só de saber que ela havia feito com carinho fez daquele lanche especial. A fiz comer um pouco e conversamos sobre minha rotina, aonde seria os shows e como minha agenda estava durante aquela semana. Mal ela sabia que uma grande surpresa a esperava quando ela menos esperasse.

CAPÍTULO VINTE E CINCO.


-Sua missão não só foi essa, foi ensinar a cada um que está ao seu lado às lições que essa doença nos dá. Ao seu lado a gente aprendeu a valorizar muito mais o que a gente não estava acostumado a valorizar e a não ficar reclamando de tudo e todos. Dan você é um anjo, uma pessoa muito especial, iluminada, que chegou em minha vida completando ela e me dando forças, me ensinando o que é cumplicidade e respeito, um amor tão puro... Agora eu quero que fique quietinho, que hoje você se cansou demais, tá?! Estava com os olhos cheios de lágrimas, o olhando.
-Você foi a única mulher que amei! Ele alisou meu rosto e com sorriso nos lábios Luan saiu de mansinho.
-E você foi o único que me ensinou o que é amar! Sorri alisando seu rosto.
-Obrigado... –Ele pegou minhas mãos com dificuldade enquanto lágrimas caíam do seu olhar. – Obrigado por ter ficado do meu lado até o fim!
-Amor, você tá bem? O olhei e parecia que eu sentia o que iria acontecer.
-Agradece ao Luan por tudo e... –Ele parou pra respirar devagar. –O ame, ame com todo seu coração, ame e nunca o abandone mesmo com as dificuldades que possam vir. Eu... Eu te amei de verdade Manu, desde primeira vez que te vi e é bom olhar pra você e saber que esta feliz ao lado de outra pessoa que a ama como merece!
-Amor, não faz isso! Olha pra mim, olha pra mim Dan... Você é forte, eu sei que é! Não me deixa aqui...! Lágrimas caíam, incontrolada mente, e eu alisava o seu rosto, desesperada.
-Eu te amo Manu, me perdoa se não pude te dá um futuro que prometi, me perdoa por não ter casado e te dado filhos, mais acredite eu tentei! Ele respirava devagar em meio às falas.
-Não é culpa sua... Mais não vai agora, por favor! Meu coração estava disparado e ao mesmo tempo parecia que uma parte dele estava morrendo, junto ao Dan.
-Meus pais... Chama os meus pais, por favor! Ele deixou mais lágrimas caírem.
-Tá bom... Fica ai quietinho! 

Saí do quarto, desesperada, chorando muito, quando cheguei até a sala e falei com os pais dele, o pai dele tinha acabado de chegar do trabalho. Eles me olharam e saíram andando, rápido, para o quarto do Dan. Olhei para o Luan e o abracei forte, deixando mais lágrimas caírem.

-O que aconteceu? Luan me olhou sem entender.
-Ele tá morrendo... Ele vai embora, pra sempre! O abracei mais forte.

Quando Luan ia dizer algo ouvimos o grito de sua mãe me fazendo aperta ainda mais o Luan fechando meus olhos, Luan beijou minha cabeça e assim como eu deixou a emoção falar mais alto.

Parecia que o meu coração tinha perdido uma parte muito importante, parecia que tinha perdido, um pouco da sua força por que um dos motivos para que ele batesse tinha partido. Tudo o que a gente viveu passou, por minha cabeça junto com todos os planos que fizemos juntos, de um futuro que tinha acabado de ir embora. Tudo pareceu vazio, tudo pareceu sem graça. Agora, uma parte da minha felicidade iria está longe de mim, bem longe.

-Meu filho, volta pelo amor de Deus! Ouvíamos os gritos da sua mãe do quarto e a cada minuto apertava mais o Luan em mim.
-Ele foi pra um bom lugar! Luan falava tentando ser forte e me consolar.
-Eu sabia que isso iria acontecer, mas... Mais a dor é insuportável! Chorava.
-Eu sei, eu sei! Olhamos na direção da escada e o pai dele desceu calado, os olhos estavam avermelhados e olhou pra mim.

Olhei pra ele e esperei que ele dissesse algo, por que eu não conseguia fazer nada a não ser chorar, ao perceber sua tristeza. Luan me soltou devagar e o pai dele veio em minha direção, ele me abraçou forte e chorou feito uma criança me fazendo chorar mais ainda, e o apertei pra mim apertando sua blusa com força.

-Obrigado por ter feito meu filho o homem mais feliz desse mundo! Ele falava em meio aos soluços.
-Ele que me fez feliz! Chorava.
-A... A última palavra dele foi seu nome! O pai dele falava em meio ao choro.

O abracei mais forte, após ter ouvido suas palavras e a imagem do Dan olhando pra mim, sorrindo, e me chamando; falando meu nome. Meu coração disparou e eu não podia controlar as lágrimas.

-Eu... Eu tenho que ir resolver o velório, cuida dela pra mim? Ele olhou pro Luan que acenou com a cabeça.

Sentei no sofá e quando o pai do Dan saiu o Luan sentou ao meu lado. Eu fiquei olhando para lugar algum fixamente, parecia que eu tinha sido pega de surpresa, tudo estava bem o dia tinha sido perfeito, ele estava sorrindo, alegre e de repente... Tudo perdeu o sentido.
-Manu... Você vai ter que ser forte! E eu vou esta aqui do seu lado!
-Eu quero ir pra casa... Quero ficar sozinha! Olhei pra ele, me assustei quando ele falou comigo.
-Tudo bem, eu te levo. Mais a mãe dele tá lá em cima sozinha...!
-Eu não vou conseguir olhar pra ele...! Balancei a cabeça negativamente.
-Vem vou te levar! Luan me ajudou levantar e me guiou até o carro.
-Se importa se eu for sozinha? Parei quando chegamos ao carro.
-Tudo bem...!

Saí andando e quando vi um táxi fiz sinal para que parasse, entrei sem olhar pra trás. A dor era grande demais, eu não queria ver e nem falar com ninguém, eu queria sumir. 


O Dan ocupava um espaço muito grande em minha vida, ele foi o protagonista da minha história, por diversas vezes. Ele representou papeis importantes, foi o primeiro que eu me entreguei, o primeiro que me fez sentir algo a mais do que imaginava, o primeiro que me amou. 

Cheguei em casa e abri a porta, me vi sozinha minha mãe não estava em casa, e achei melhor assim. Subi e tomei um banho demorado, parecia que eu estava em estado de choque, fazia tudo involuntariamente. Deitei na cama me encolhendo e quando abracei o travesseiro as lágrimas caíram, novamente.

A olhei ficar distante e me encostei ao carro passando a mão no rosto, o Dan não merecia esse fim, ele era uma boa pessoa e ainda não acreditava naquilo. Lembrei à tarde que passamos no hospital e o deixei ganhar por diversas vezes. Queria ficar ao lado da Manuela mais tinha que respeitar a dor dela naquele momento, sabia que nada amenizaria a não ser a volta do Daniel o que seria impossível. 


Senti um aperto enorme no peito, entrei no carro e deixei o vento bater de leve em meu rosto enquanto seguia para o hotel, queria ficar para o enterro dele, queria esta ao lado dela e a ajudar no que preciso fosse.

Quando minha mãe chegou ela subiu correndo para me ver, ela soube da morte do Dan pela mãe dele que ligou para ela perguntando como eu estava. Quando a vi entrar no quarto, a deixei me por em seu colo, e ela ficou a me embalar em seus braços por um bom tempo.


As lágrimas e a dor consumiram todas as minhas energias e eu acabei dormindo. Sonhei com o Dan, com tudo o que eu tinha sonhado em passar ao lado dele e no sonho ele parecia tão real, que senti seus carinhos em meu rosto; ele tinha o mesmo brilho no olhar. Ele me olhou alisando meu rosto e disse; "Eu te amo, muito, mas não se esqueça de ser feliz!" 

Acordei no outro dia, com minha mãe me chamando, com carinho, para que eu comesse algo, mas só um suco desceu. Eu não estava sentindo vontade de nada. Contei a ela sobre o sonho e ela disse que era para eu ser forte e ser feliz como o Dan queria que eu fosse. Ela me falou sobre o velório e disse que não sairia do meu lado.


Nos arrumamos para o enterro e eu fui calada no carro, não conseguia pensar e nem falar nada, a dor ainda insistia. Quando chegamos abracei a mãe dele forte e acabamos chorando juntas, por um tempo, ela me agradeceu por tudo o que eu tinha feito por ele e eu a agradeci por ter o dado a vida. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CAPÍTULO VINTE E QUATRO.


Ao beijar ele sentia vontade de nunca mais sair dos braços dele, vontade de nunca mais parar de sentir seu gosto. Eu estava começando a gostar dele, como o Dan havia me pedido e deduzido, seria bom ter ele, ainda mais, perto de mim, para me ajudar a enfrentar a dor de me ver sem o Dan. Tudo o que eu queria era esquecer meus problemas e minhas dores, e com ele era como se eu esquecesse de tudo. Quando o vi deitando ao meu lado o olhei e sorri, não estava acreditando que aquilo estava acontecendo.

-Eu quero ficar juntinho de você!
-Também quero! Sorri.
-Seu sorriso me desmonta! Ele sorriu me dando um selinho.

Depois que ficamos, ali, por um tempo, nos beijando e conversando, trocando carinhos, resolvemos ir para a casa do Dan, para ver ele e ver se ele tinha acordado bem. No caminho eu e o Luan nos olhávamos e sorríamos sem percebermos.


Quando chegamos na casa do Dan a mãe dele nos atendeu e falou que ele havia acordado e que era para a gente ficar à vontade para ir até o quarto dele para conversarmos. Entramos no quarto, sem percebermos segurávamos a mão, um do outro, e o olhar do Dan pousou sobre nossas mãos, me fazendo ficar sem graça indo até ele.

-Como você está amor? Perguntei a ele.
-Acordei mais disposto! Ele sorriu olhando para o Luan que retribuiu.
-Que bom! Sorri.
-Estão... Juntos? Ele olhou pra mim, depois pro Luan e novamente voltou seu olhar pra mim.
-O que? Me assustei.
-Chegaram de mãos dadas... Tão juntos?
-É... Eu acho que sim! Sorri sem jeito e olhei para o Luan.
-Que bom! –Ele deu um sorriso tímido. –Me sinto melhor depois dessa notícia!
-Vamos dá uma volta Dan? Dan olhou assustado pro Luan, havia um tempo que ele não saia do quarto.
-Luan tá doido? O olhei assustada.
-O dia tá lindo, não custa nada, te ajudo!
-Vamo nessa! Dan se animou. 

Luan o ajudou levantar e a mãe dele se assustou ao vê-lo de pé andando devagar se apoiando no Luan, desci reclamando mais os dois pareciam não me ouvi, Dan sorriu sentindo os pés no chão e parecia não acreditar.

-Lú cuidado com ele! Falei assustada indo atrás, para dar apoio.
-Relaxa, toma abre a porta do carro!

Peguei a chave e abri, Luan veio com Dan devagar e o colocou no banco de trás e eu fui ajudando-o. Luan entrou pela frente e ligou o carro junto com GPS dando a partida. Olhei pro Dan que estava com os olhos cheios de lágrimas olhando a paisagem, Luan abriu a janela e ele fechou os olhos sentindo o ventinho bater levemente em seu rosto. Luan parou numa praia meio deserta e abriu a porta pegando Dan com cuidado, fomos andando devagar, não conseguia esconder minha preocupação mais Luan estava tendo cuidado. Colocou o Dan na areia e foi devagarzinho até o mar, quando Dan sentiu a água batendo em seus pés ele apenas sorriu e deixou que uma lágrima caísse, pediu que sentasse e assim Luan fez. 


-Me deixa aqui um pouco sozinho! Dan o olhou.
-Tá bom! Luan se afastou e passou o braço em volta do meu ombro observando ele de longe.
-É tão bom ver ele assim, e o ruim é saber que ele está indo embora. Mais o melhor, ainda, é saber que ele pode contar com amigos, como você que proporciona a ele momentos assim. –Sorri olhando para o Dan. –Sabe o que mais? Você fazendo essas coisas só faz eu te admirar, ainda mais, e não me arrepender de fazer o que eu fiz hoje. Você é uma pessoa muito especial, eu sabia quando era fã, mas, agora, sendo sua amiga, adoro me surpreender descobrindo que você é muito mais. Brigada por tudo, mesmo! O olhei e lhe abracei.
-Não precisa agradecer, eu gosto de vê-lo sorrindo, ia fazer bem a ele ver o mar! Luan sorriu e beijou minha cabeça.
-É melhor a gente sentar... Acho que ele vai demorar, um pouquinho! Sentei na areia.

Me sentei na areia ao seu lado e beijei sua bochecha passando meu braço em volta dela, observava o Dan de longe e ele parecia se despedi daquilo tudo, senti um aperto grande e lembrei a minha avó, por um momento me coloquei no lugar dos pais dele e percebi a dor enorme que eles estavam sentindo sabendo que seu filho a qualquer momento morreria. Olhei pra Manu dando um sorriso canto de boca e beijei sua testa demoradamente fechando meus olhos.

Ver o Dan daquele jeito fez com que meu coração apertasse, parecia que ele estava vendo aquilo tudo pela última vez. Tudo o que eu queria era que tudo aquilo fosse um pesadelo, ele estava curtindo os seus últimos dias; era uma dor enorme pra todos nós. Quando o Luan beijou minha testa deixei lágrimas caírem, silenciosamente.

-Mesmo com tudo isso acontecendo, eu senti que ele esta feliz! Luan me olhou nos olhos e secou minhas lágrimas.
-É... Eu sei, mas isso dói demais! –O olhei. –Às vezes acho que é injusto, sabe, ele é uma pessoa tão especial...!
- Eu sei, o conheci há pouco tempo, mas percebi o cara legal que ele é! Mais se ele já aceitou seu destino temos que estar ao seu lado e apoia-lo!
-É difícil... Mais você está certo! Só queria que isso não passasse de um pesadelo!
-Vou tá sempre aqui! Ele sorriu e colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
-É o que me dá força... Saber que você vai está ao meu lado! Sorri.
-Sempre! Ele me deu um selinho demorado e colou sua testa a minha enquanto alisava levemente minha bochecha.
-Você me faz tão bem! O abracei forte.
-Você também me faz muito bem! Ele beijou meu ombro.
-Ele tá bem, mesmo! Olhei para o Dan sorrindo quando o vi deitar na areia, sorrindo.
-Posso te falar uma coisa? Ele me olhou nos olhos.
-Pode, claro! O olhei.
-Naquele dia no hospital o Dan me fez um pedido...
-Um pedido? O perguntei sem entender.
-Sim, e quero que saiba agora por mim do que por outra pessoa!
-Então, fala! Que pedido foi esse?
-Ele pediu pra que eu fizesse você se apaixonar por mim!
-Pediu? Mais... você está fazendo isso por que ele pediu? Me afastei, um pouco dele.
-Não, eu... Só não tentei nada antes por você estar com ele e o amar demais, mais quando ele me pediu isso só foi á certeza de que o caminho estava aberto pra poder te conquistar!
-Tem certeza?... Queria ficar comigo antes? Continuei, um pouco, afastada mais o olhava curiosa.
-Manu... –Ele segurou minhas mãos. –Desde aquele jantar eu percebi algo diferente em você, algo que em todas as mulheres que fiquei não percebi, você é especial e estar com você me faz me senti o cara de Campo Grande, o Luan Rafael! Desde a primeira vez queria você pra mim, eu to apaixonado por você e estar com você e te fazer se apaixonar por mim não vai ser sacrifício nenhum, muito pelo contrario!
O olhei atentamente e percebi que o que ele falava era verdade, pelo brilho em sue olhar. O Dan sabia disso e só nos fez nos aproximar, e eu não iria mais colocar barreiras nenhuma nessa história.

-Eu acredito em você! Sorri.
-Eu quero você pra mim e não vou desistir de ter seu amor, pode ter certeza!
-Eu sei disso e eu estou disposta a isso! Alisei seu rosto.
-Não quero te perder! Ele me beijou.
-Não vai perder! Mordi seu lábio, levemente.

Depois de algum tempo nos aproximamos de Dan e ficamos fazendo desenho na areia, ele ria com as brincadeiras bobas do Luan. Sorria vendo aquela cena, os dois pareceriam duas crianças e aquele mar parecia pequeno diante da minha alegria. Logo seguimos pra casa, estava ficando frio e o Dan não podia pegar resfriado, entramos no carro e Luan seguiu pra casa dele, o ajudou a subi e o colocou sobre a cama. 


-Obrigado Luan! Nossa cara quanto tempo não olhava o mar! Dan falava empolgado.
-Que bom gostou cara, depois fazemos isso mais vezes! 
-Fico feliz em ver vocês dois juntos, é uma sensação boa saber que posso ir em paz e lembrar que a mulher que amo esta com um cara maravilhoso feito você!
-Dan não fala assim...! Me aproximei dele.
-Mais é a verdade Manu, fico feliz por você meu amor, o Luan é um cara especial e merece você assim como você merece ele. Na verdade acho que já cumpri meu papel na terra!
- Como assim? Luan o olhou curioso. 
-Eu vim com a missão de juntar vocês dois e acho que cumpri perfeitamente à missão! Ele sorriu.

Eu e o Luan nos olhamos e, com os meus olhos cheios de lágrimas, sorri pra ele. Olhei para o Dan e fiquei ao seu lado, segurando sua mão. 


CAPÍTULO VINTE E TRÊS.


Chegamos ao restaurante e sentamos um ao lado do outro, fizemos os pedidos depois de brincar com ela e ficamos conversando enquanto não chegava, segurava a todo tempo sua mão, queria mostra a ela que estava ali do seu lado pra qualquer coisa.

-Nossa! Eu nem estava com fome, mas agora to morrendo, sente esse cheiro! Sorri, assim que a comida chegou.
-Vim direto do show ontem, a fome só bateu agora!
-Ontem? Por que não ligou, Lú? O olhei curiosa.
-Dormi até hoje pela manhã, tava cansadão. Mais queria dá uma volta por Salvador, nunca tenho tempo pra isso!
-Ah! Pra que melhor do que uma soteropolitana para ser guia turística? Sorri.
-Opa, sério? Adorei! Ele sorriu beijando minha mão.
-Sério! Sorri o olhando.
-Então vamos terminar de comer e quero ver se essa guia é boa mesmo!
-Ok...! Quero só ver o pagamento no final, do passeio! Ri.
-Hum, espero que goste de como vou pagar! Ele riu bebendo água.
-Nossa! Agora fiquei curiosa! Sorri começando a comer.

Almoçamos enquanto Luan ficava calado, parecia realmente estar com fome, ria de como ele era atrapalhado e se melava parecendo uma criança. O ajudei várias vezes a limpar a boca e ele ria sem graça. Quando terminamos pegamos uma sobremesa e fomos caminhando até o carro, ele estava dirigindo e eu fui guiando.

O levei em vários lugares, Salvador era um lugar lindo, e Luan estava amando tudo. Por ele ser quem era, conhecemos tudo dentro do carro mais mesmo assim Luan pareceu surpreso com cada detalhe e estava amando tudo. Decidi levar ele no meu lugar favorito, estava tranquilo, então ele desceu do carro e seguimos pra lhe mostrar como ali era lindo.

Descemos e quando saí respirei fundo olhando a vista da baía de todos os santos. O estacionamento era tipo um deck e o mar parecia que podia nos tocar a qualquer momento. 
O dia estava lindo e o Luan estava admirando a paisagem. O puxei para o museu que tinha, lá, e eu ri dos comentários que ele fazia das obras de arte. O levei para o estacionamento, novamente, e sentamos com os pés pra fora, quase tocando o mar.

-Ah! Olha aquele ali é o prédio da Ivete! Sorri apontando para o prédio.
-Aqui é muito lindo cara, nossa!
-É sim! O mais lindo é ver o por do sol... Pena que ainda é cedo! Mais e ai! Gostou da minha cidade? Sorri o olhando.
-É lindo, agora entendo por que a Vevetinha sempre me chamava pra passar as férias aqui! Ele riu.
-Tá vendo?! Nossa! Se eu fosse você eu topava na hora o convite... Veveta manda em Salvador! –Ri. –Ela é muito querida aqui, acho que qualquer um queria ter tido essa oportunidade! Ri.
-É, pode até ser! Mais se o convite viesse de você com certeza seria melhor!
-É? Nossa! To com mais moral que a Ivete! –Ri. –Então, sinta-se convidado! Quando quiser é só ligar e avisar! Sorri.
-Bom ouvi isso! –Ele sorriu deitando e colocando a cabeça no meu colo me olhando nos olhos.
-Gostei de ter te mostrado tudo, me distraí um pouco... Vou gostar de sair com você de novo, me sinto bem com você! Alisei o cabelo dele, o olhando.
-Hum... Isso é um convite? Ele sorriu me olhando.
-Pode ser...! Sorri.
- Aceito então! Ele sorriu.
-Mais não é assim não! Eu falei: "pode ser!" Vai depender do meu pagamento agora, eu falei que ia cobrar! Sorri o olhando e eu não entendi o porquê daquela minha atitude, mas me deixei levar por meu coração.
-Posso pagar agora? Ele se levantou me olhando.
-Pode! Mais eu tenho que gostar...! O olhei nos olhos e fiquei, um pouco, mais séria. Senti meu coração disparar.

Sorri olhando pra ela e me aproximei o máximo que pudi, beijei sua bochecha e comecei a fazer cócegas nela fazendo-a deitar enquanto ria, adorava ver ela sorrindo e aquele momento pra mim ao lado dela era muito especial.

-Pára Luan! Sério! Ria.

Pra mim aquela atitude dele só serviu para que meu coração pulsasse mais forte. Ele me fazia bem, na sua companhia eu tinha bons momentos. De repente a lembrança daquele beijo, que ele me deu, invadiu meus pensamentos; "será que eu teria a mesma atitude?", pensei.

-Não paro não! Ele ria.
-Vou morrer de ri desse jeito! Pára! Ria, sem parar.
-Tá bom! Parei! Ele riu deitando ao meu lado.
-Se você demorasse mais um pouco, eu ia morrer, de tanto ri, sério! O olhei.
-Adoro seu sorriso, você sabe disso! Ele me olhou sério.
-E eu o seu...! Sorri.

Alisei seu rosto e ao senti meu toque ela fechou os olhos, sorri me aproximando mais e alisei seu cabelo, ela abriu os olhos me olhando profundamente e mesmo sabendo que poderia estar errando novamente a beijei, a beijei de uma forma que sempre quis beijar, naquele beijo coloquei todos meus sentimentos por ela e queria que ela sentisse isso do fundo do seu coração. Coloquei a mão em sua nuca e a aproximei mais de mim fazendo com que o beijo ficasse mais gostoso.

Dessa vez foi diferente, o vi se aproximar e deixei, estava consciente daquilo e queria que acontecesse. Retribuí o beijo alisando sua nuca, o senti arrepiar. Senti meu coração bater forte, minha boca secar e um medo de ele não gostar do beijo, como se eu fosse uma menininha beijando pela primeira vez. Ele me fez sentir que ele queria, tanto quanto eu, aquele beijo. Eu senti o carinho dele por mim e deixei o beijo durar até quando ele quisesse.

Fui parando o beijo devagar, dei algumas mordidinhas em seus lábios dando selinhos e beijei sua bochecha, abri os olhos e a olhei, tinha medo dela sair correndo dali magoada comigo, mais parecia que dessa vez ela queria tanto quanto eu. Alisei seu cabelo e sorri.

-Fiquei em dúvida; as risadas foram o pagamento ou o beijo? Brinquei o olhando. 


Queria que ele soubesse que eu não sairia correndo, como da última vez. Eu havia gostado e me entregado ao beijo dele, eu queria aquilo, meu coração queria.

-O beijo! Espero ter pegado a altura!
-Pode ser...! Achei que eu tinha sido melhor como guia! Ri.
-Nossa...! Ele fez bico.
-To brincando besta!... Gostei, muito! Dei um selinho nele, rápido, estava sem graça, ainda.
-Então... A nossa amizade é colorida? Ele riu beijando meu queixo.
-Acho que sim! Sorri o olhando.
-Você tá vermelhinha sabia? Ele sorriu alisando minha boca com o dedo indicador.
-Imaginei! Sorri baixando as vistas.
- Não precisa ficar com vergonha de mim! Ele mordeu levemente meus lábios, parecia querer guarda meu gosto nele.
-É...! To sendo boba, né? O olhei e sorri por ver que ele estava querendo isso há muito mais tempo que eu.
-Nem muito, imagino o quanto de nervoso bate quando percebe que estar com um cara lindo assim ao seu lado! Ele riu.
-Ah! Tá! –Ri. –Eu já fiquei com mais bonitos que você, só pra você saber! Levantei sorrindo.
-Humilhou! Ele sentou fazendo bico.
-Mais nenhum me fazia ficar nervosa assim; coração disparado, boca seca, tremedeira...! Dei um selinho nele e mordi seu lábio, levemente.
-É...? Então vem cá! Ele sorriu me puxando pra mais perto dele e novamente me beijou, dessa vez um beijo mais calmo, no qual senti várias sensações ao mesmo tempo.
-Posso te pedir uma coisa? O olhei, séria.
-Quantas quiser!
-Me faz te amar? Alisei seu rosto.

A olhei e fiquei surpreso com pedido dela, as lembranças do pedido do Dan veio a tona e eu sorri olhando nos olhos, beijei sua mão e lhe dei um selinho demorado. 

-Faço, mais preciso que deixe a porta do seu coração aberta pra que eu possa entrar!
-Já estão, e elas se abriram sozinhas! Sorri.
-Então... Deixa o resto comigo! Ele colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
-Deixo! Beijei ele.

A cada beijo dela sentia a certeza de que a queria pra mim, não queria parar e nem sair dali. Queria a evolver em meus braços e fazer ela se senti a mulher mais feliz do mundo apesar dos que estava acontecendo com o Dan, sorri enquanto a beijava e lhe dei um selinho demorado enquanto deitava ao seu lado.