terça-feira, 13 de novembro de 2012

CAPÍTULO SETENTA.


Meu corpo só fazia ficar mais quente a cada toque dele e beijo, sobre meu corpo. Ele me sentou em seu colo e eu comecei a beijar seu pescoço descendo até seu ombro. Me ajeitei sobre seu corpo, me encaixando nele e senti ele segurara firme minha cintura, apertando, com carinho. Eu estava pronta para ser completamente dele.

Fechei meus olhos apertando sua cintura e mordi levemente seu ombro beijando logo em seguida. A ajudei fazer o movimento com seu corpo e alisava suas costas subindo até a nuca onde segurava com firmeza e mesclava beijos com mordidinhas em seus lábios. Estar ali com ela ainda era inacreditável, o prazer era diferente, envolvia amor, carinho, ternura e em cada toque continha paixão, o que tornava tudo mais intenso. Sussurrava em seu ouvido e em questão de segundos nossos suor se misturou selando aquele amor que estava mais vivo que nunca dentro do coração de ambos.

O movimento do meu corpo estava um pouco intenso, assim como, o que estávamos vivendo. Ele me beijava e eu apenas fechava meus olhos sentindo. Não tinha palavras para descrever aquilo; eu, simplesmente, queria ser dele. Meu corpo estava molhado de suor, que escorria por meu corpo, misturando com o dele. Parecia que a cada segundo os nossos corpos se queriam, ainda mais.

A beijei na boca demoradamente, enquanto apertava seu cabelo e mordi sua língua de leve e sorria ao senti sua pele arrepiar, quando isso acontecia sabia que ela ainda sentia algo por mim. A deitei com delicadeza no sofá e fui por cima dela entrando entre suas pernas e me encaixei novamente nela, mordia sua orelha e pescoço entre mordidas, enquanto aumentava o movimento do meu corpo sobre o dela nos deixando loucos de prazer.

Quando ele tomou o controle, deitando o corpo sobre o meu se encaixando em mim, meu corpo arrepiou. Ele aumentou o movimento do seu corpo e eu arranhava suas costas, pelo desejo que aumentava. Nossos corpos ainda pegavam fogo de prazer. Eu gemia em seu ouvido e falava a ele que o amava, quando o ar não faltava; meu fôlego faltava. Eu queria que nada terminasse ali, senti vontade de voltar com ele para o Brasil e ter aquele momento com ele por várias vezes.

Naquele momento percebi que queria viver ao lado dela a cada segundo da minha vida e a fazê-la a mulher mais feliz desse mundo; a minha mulher. Nossos corpos estavam suados e isso só aumentava nossa vontade e desejo um do outro. O amor que sentíamos um pelo outro dominou aquele camarim e a única coisa que se escutava era nossos sussurros e respiração acelerada. Podia o mundo acabar naquele momento que não iria nos importar, aquele momento era muito importante pra nós dois e não queria deixar a minha menina sair dos meus braços. Apertei sua coxa com força, enquanto sussurrava em seu ouvido e meu corpo relaxou ao mesmo tempo que o dela. A olhei nos olhos alisando seu rosto suado com a respiração falha assim como a minha e lhe beijei.

-Eu te amo, muito! Falei sussurrando, com minha respiração, ainda, acelerada.
-Te amo muito mais! Ele beijou minha bochecha ainda com respiração acelerada.
-Eu sonhava com isso, todas as noites! Sorri.
-Ainda não acredito que to aqui com você!
 -Nem eu! Mordi seu lábio, puxando para mim.
-A gente estava tão animado que esqueceu uma coisinha! Ele fez careta.
-Sério? Olhei pra ele preocupada.
-Muito sério, não sentiu a diferença?
-Não! Mais eu tomo um remédio depois...! Olhei pra ele séria.
-Que foi? Que carinha é essa? Ele passou a ponta do dedo sobre meu rosto como se estivesse desenhado!
-Nada! Só fiquei preocupada...!
 -Eu... –Ele beijou minha testa. –Amo... –Ele beijou meu queixo. –Você! Ele sorriu e me beijou.
-Também amo! Sorri.
-Luan, precisamos ir! Alguém bateu na porta e Luan respirou fundo afundando o rosto no meu pescoço.
-É melhor a gente se arrumar! Sorri ao ver a reação dele.
-Logo agora? –Ele falou com voz dengosa e fez bico. –Poxa!
-Não faz dengo...! Estava com saudade desses seus biquinhos e da sua voz dengosa! Sorri.
-Tá bom!

Me levantei e mesmo não querendo comecei a me arrumar, peguei as peças de roupas dela lhe entregando em mãos e coloquei minha calça calado, um aperto tomou conta do meu coração e a realidade estaria a nossa espera ali depois daquela porta; eu voltaria pro Brasil e ela ficaria. Respirei fundo sentando no sofá colocando meu tênis e permaneci calado.

Depois que coloquei minha roupa sentei ao lado dele, no sofá, enquanto ele colocava o tênis. Beijava seu ombro e ia até seu pescoço, cheirei ele para guardar seu cheiro, em mim, para não esquecer. Mordi sua orelha e senti ele arrepiar.

-Te amo! Sussurrei.
-Como... Como vai ser daqui pra frente? –Ele me olhou. –Só vai ficar aqui? Acabou?
 -Não sei...! Mais promete que não vai me esquecer? É melhor deixar rolar...! Alisava seu cabelo.
-Mais e se... Você volta a namorar? Ele respirou fundo.
-Não vou...! Não mesmo! Achei que me ajudava, mas só me atrapalhava. Não sei explicar!
-Tá! Ele colocou a toca no cabelo.
-Me avisa quando chegar lá? Pedi a ele, contendo a tristeza que inundava meu coração.
-Vou amanhã pela tarde, tenho uma coletiva pela manhã!
-Ah! Pensei que ia hoje...! –Sorri. –Vou dormir sozinha, a Bia vai dormir com o Lucas, eles tão fazendo, acho, que sete meses juntos, vão comemorar!
-Isso é um... Convite? Ele sorriu me olhando.
-É! Então, você quer vir dormir comigo? Sorri.
-Quero! Ele sorriu.
-Então vem comigo?

Sorri olhando pra ela e lhe abracei após lhe dá um selinho. Terminamos de nos vesti, arrumamos o camarim, e saímos de mãos dadas. Dagmar quando nos viu abriu um largo sorriso, sempre conversava com ela e mesmo depois da minha mudança ela sabia que no fundo amava a Manuela como nunca amei qualquer outra mulher. Lhe avisei para onde iria e ela mandou ir no hotel pegar uma muda de roupa, concordei com ela e fui com Manuela até o hotel que estava, coloquei algumas coisas dentro da mochila e após ligar para os meus pais seguimos para o apartamento dela. Durante o caminho ela me mostrava os lugares que conheceu com a Bia.

Chegamos lá subimos juntos, o porteiro a olhou assustado o que nos arrancou gargalhadas no elevador. Quando ela abriu a porta olhei cada detalhe daquele apartamento, era lindo e a cara dela como a Bia. A sala era bastante aconchegante e ela me mostrou o resto da casa, o quarto dela era enorme e tinha uma foto linda no criado mudo, sorri sentando em sua cama e peguei o porta retrato passando de leve a ponta do meu dedo.

-Que foi? Sorri, sentando ao lado dele, depois de ter tomado banho.
-Posso ficar com ela? Ele me olhou e seus olhos brilhavam.
-Pode! –Sorri. –Quer tomar banho? Tem toalha lá dentro!
-Haram!

Ela me mostrou onde ficavam as coisas e fui tomar um banho, abri o chuveiro e ao senti a água cair sobre meu corpo fechei meus olhos, parecia que aquilo tudo era um sonho, estava complicado de acreditar que estava junto com ela, e que iria dormir com ela em meus braços. Sorri bagunçando meu cabelo e inclinei a cabeça pra trás molhando meu rosto. Peguei a toalha que ela havia colocado pra mim e após secar meu corpo, cabelo e enrolei em volta da cintura, sai do banheiro e a vi deitada na cama assistindo TV.

Estava assistindo TV, quando percebi que ele havia saído do banheiro. O olhei e gostei do que eu vi, já tinha sentido o seu corpo mais musculoso. Mordi meu lábio, olhando a barriga dele, malhada e seus braços grossos. As mudanças que ele tinha feito foram para muito melhor, fiquei o olhando, um bom tempo.

-Que foi? Ele sorriu se olhando e pôs a língua pra fora passando levemente pelo lábio.
-Nada...só queria fazer uma observação, posso? Sorri.
-Ué, pode! Ele deu os ombros, colocou a cueca box preta, bermuda e se sentou ao meu lado.
-Você tá... Muito bom! Sorri, mordendo meu lábio.
-Tô? Ele me olhou com sorriso nos lábios.
-Tá e muito! Me aproximei beijando o pescoço dele.
-Deixa te mostrar uma coisa melhor ainda! Ele sorriu me beijando.
-É? E o que seria? Mordi o lábio dele.
-Já dei uma amostra no camarim... Você curtiu? Ele sorriu passando a língua nos meus lábios.

Mordi seu lábio, levemente, e sorri. Levantei os meus braços, para que ele pudesse tirar a blusa que eu vestia, olhando fixamente para seus olhos.

Tirei sua blusa olhando em seus olhos e a beijei com vontade, a queria ter para o resto da vida se fosse possível mais como não era, aproveitava cada segundo ao lado dela, queria usufruir do seu corpo pra poder guardar cada detalhe dela dentro de mim. Dessa vez fomos com mais cuidado, e carinho, enquanto trocávamos palavra de amor ao pé do ouvido. Nossos corpos logo já estavam suados o que fazia nosso desejo aumentar cada vez mais.

Tudo estava em clima de saudade, entre nós. O movimento do corpo dele, sobre o meu, estava menos intenso e mais delicado. O amor tomou conta do desejo; nos beijávamos, enquanto nos olhávamos, para que não esquecermos de nenhum detalhe. Ele me fez arrepiar quando beijou meu corpo inteiro, enquanto eu apenas sentia com os olhos fechados. Alisei seu corpo, todo, com minhas mãos e beijava seu pescoço para ter mais oportunidade de cheirá-lo e senti o cheiro do nosso suor misturado; o nosso cheiro.

Quando nossos corpos deram por satisfeito a beijei mais uma vez pra guarda aquele gosto de seus lábios nos meus, era doloroso demais lembrar que no dia seguinte iria me separar dela novamente. Ela pousou a cabeça sobre meu peito e eu fiquei fazendo carinho no seu cabelo dando beijo em sua cabeça, de vez enquanto. Apertava ela pra mim alisando seu braço e respirei fundo olhando fixamente pra algum lugar deixando nossos momentos invadi minha cabeça.

CAPÍTULO SESSENTA E NOVE.


Olhava ele cantar e não acreditava no que estava acontecendo, no que estava para acontecer. Sorri levando meu dedo à boca e feito boba escondi o sorriso que se formou, em meus lábios, quando lembrei nossas noites de amor e meu corpo queimou pedindo o dele.

-Amiga, tava te procurando! Bia se aproximou de mim.
-Oi! Falei sem desgrudar os olhos do Luan.
-O que aconteceu? –Ela olhou na minha direção. –Voltou com o Luan?
-Não sei, mas to deixando rolar...! Mais que foi? Olhei pra ela.
-Vai ter um jantar depois daqui, você vai?
-Amiga não sei... Vou pra onde ele me levar! Apontei para o Luan e sorri.
-O que você tá fazendo com o Gabriel não é legal, você brincou com o sentimento dele!
-Amiga não me julga agora, por favor! Eu sei que não é certo mais, você mais do que ninguém sabe o quanto eu preciso disso... Depois eu resolvo, prometo!
-Só não vem chorar no ombro depois...! Ela saiu e eu respirei fundo.

Quando minha participação acabou, Tiaguinho encerrou o show e eu o ajudei, rimos muito enquanto cantávamos, ele era um cara super bacana e merecia tudo que estava acontecendo de bom na sua vida. Segui para o meu camarim e bebi um copo de água trocando de blusa novamente, já estava todo soado, sentei no sofá entrando no twitter e Roberval entrou acompanhado de meus pais, e a Bruna. Olhei ao redor deles pra ver se encontrava a Manuela e quando a vi entrar logo atrás com a Dagmar sorri respirando aliviado.

-Filho, você vai para o jantar?
 -Não sei pai, tô muito cansado!
-Tudo bem, então vai descansar, eu, sua mãe e Bruna vamos!
-Também, qualquer coisa me liga!
-Pode deixar! Tchau Manuela! Amarildo me olhou sorrindo assim como Marizete e Bruna.
-Tchau! Sorri sem graça, pra eles. 
-Luan, vai pro hotel agora?
-Não Dag, vou ficar mais um pouco, daqui a pouco te chamo!
-Tá certo! Ela saiu fechando a porta.
-E ai? Acho que...só sou eu e você! Sorri olhando pra ele.
-É, só nós dois! Ele sorriu se aproximando de mim.
-E o que a gente vai fazer, se a gente não vai jantar? Me aproximei dele, também.
-Escolhe...! Ele começou a beijar meu pescoço.
-Posso mesmo? Sussurrei no ouvido dele me arrepiando quando ele beijou meu pescoço.
-Pode! Ele abaixava a alça da minha blusa beijando meu ombro dando leves sugadas.
-Quero ser sua! Beijei o pescoço dele e meu corpo queimava, ainda mais.
-Você é minha, e eu sempre serei seu!

A beijei com delicadeza, queria amá-la devagar e matar aos poucos toda saudade que queimava dentro de mim, enquanto a beijava ia andando na direção do sofá que continha ali no meu camarim, tirei minha blusa jogando no chão e deitei ela com cuidado sobre o sofá pondo meu corpo por cima do dela. Beijava seu pescoço, enquanto alisava sua perna e sorria ao perceber que se arrepiava. Mordi sua orelha passando levemente minha língua em seu pescoço e tirei sua blusa com cuidado.

Eu só queria ele, só queria ser dele, não importava onde e nem quando, mas eu queria. Senti ele acariciar meu corpo e me desejar, novamente, me fazia arrepiar. Quando ele tirou minha blusa senti o desejo aumentar. Fechei os olhos para sentir tudo com mais intensidade. Beijava seu pescoço e passava, suavemente, minha unha em suas costas e sentia o corpo dele arrepiar.

Beijei seu ombro descendi pra barriga e com carinho tirei seu short, que saudade estava daquele corpo, daquele calor, daquele cheiro e gosto que só ela tinha. Tirei minha calça sem presa e novamente deitei meu corpo sobre o dela beijando-a na boca, naquele momento desejei que tudo fosse eternizado pra sempre. Enquanto, a beijava meu corpo ficava ainda mais quente de desejo, a queria pra sempre em meus braços. Tirei seu sutiã, enquanto a sentava no meu colo e acariciava suas costas, beijando seu ombro.