sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CAPÍTULO TRINTA E OITO.


Em alguns minutos já estávamos sem nada que nos impedisse de nos amar, queria provar pra ela que a amava e que assim como ela estava com saudade de cada detalhe. Fazia movimentos lentos, porém que nos deixava perdidamente loucos de prazer. Beijava sua boca a todo o momento e passava minha mão das suas coxas até sua cintura aonde apertava com força ao mesmo tempo, que com delicadeza.

-Te amo muito! Queria ficar cada segundo do meu dia ao seu lado...! Sussurrei em seu ouvido dando uma, leve, mordida.
-Eu que amo você!
Ouvi aquelas palavras dela me fez arrepiar, coloquei minha mão por dentro do seu cabelo e inclinei um pouco da sua cabeça pra trás começando a passar a língua com delicadeza, queria guardar o gosto dela em mim onde ninguém poderia tirar.

Senti ele passar a língua em meu pescoço e eu me arrepiei, um arrepio que percorreu todo meu corpo. Apertei suas costas, com minhas unhas, e ele começou, novamente, o movimento delicado sobre mim, me fazendo fechar os olhos, para sentir aquele momento com mais intensidade.

Mordi sua orelha puxando pra mim e o nosso corpo parecia ter uma conexão perfeita naquele movimento, segurava firme seu cabelo e lhe dava selinhos e mordidas em seus lábios. Estávamos totalmente suados e isso só nos dava mais vontade um do outro. Sentei com ela em meu colo de frente pra mim e alisava suas costas, enquanto a beijava sem parar um minuto aquela conexão perfeita entre nossos corpos.

Quando ele me sentou seu colo, encaixada a ele, eu comecei a beijar seu pescoço e lamber arrancando dele arrepios. Nossas respirações estavam falhas e ofegantes. Nossos corações acelerados, mas nossos corpos pediam um ao outro. Comecei a fazer movimentos leves, mordendo seu lábio e sorrindo, em seguida. Eu queria matar a saudade, mas ela parecia não ter fim.

Nossas respirações estavam ofegantes e nossos corpos suavam o que não nos impedia de querer continuar aquele movimento maravilhoso do nosso corpo. Beijei sua boca alisando suas costas subindo até a nuca e segurei firme seu cabelo, enquanto tentava senti todos os gostos possíveis que ela poderia ter explorando cada canto da sua boca com minha língua. Após alguns minutos deitei novamente meu corpo sobre o dela e acelerei aquele movimento nos deixando totalmente fora de si.

Quando ele acelerou o movimento do corpo, sobre mim, eu simplesmente fechei os olhos e senti o prazer aumentar. Arranhei suas costas. Eu deixei que ele continuasse a me levar para o céu.

Quando finalmente nos demos por satisfeito a olhei com minha respiração totalmente falha e suado, sorri alisando seu rosto e lhe dei um beijo na testa indo pra boca logo em seguida, apertei sua cintura e lhe abracei.

-Ainda te quero muito! Sussurrei em seu ouvido, lhe abraçando.
-Então vem para o banho comigo!
-Vou! Sorri o olhando.

Fomos para o banheiro, abraçados e ele beijava meu pescoço. Ele e eu entramos debaixo do chuveiro e começamos a nos beijar, com a água escorrendo por nossos corpos, ainda abraçados. Ele me encostou à parede e aumentou a intensidade do beijo. Ele, com uma de suas mãos, alisou meu corpo da cintura até a minha coxa a levantando em seguida. Mordi seu lábio, macio e nossos corpos ainda se queriam.

Mais uma vez entramos em uma conexão perfeita, fizemos amor ali em baixo do chuveiro, enquanto a água caia sobre nossos corpos. O desejo aumentava cada vez mais e só de lembrar que em poucas horas teríamos que nos separar, novamente, a vontade crescia cada vez mais, não queríamos parar e sim eternizar cada toque, beijo e caricia que fazíamos um no outro.

O movimento do nosso corpo estava mais leve e delicado. Dessa vez, estávamos querendo sentir mais cada detalhe da pele um do outro. Estava pensando na hora que ele iria embora, e queria ficar nos braços dele o resto da noite. Ao final nos abraçamos e ambos beijavam o pescoço do outro, talvez já em uma despedida...

-Não queria te pedi isso, mais falta aula amanhã e passa o dia comigo... ?! Ele sussurrou em meu ouvido alisando minhas costas, enquanto ainda estávamos abraçados.
-Uma vez não vai matar ninguém! Sorri o olhando.
-Mais você vai ter que ir trabalhar! Ele fez bico.
-Posso pedir uma folga... Vou ligar pra minha gerente e ver o que eu consigo! Lhe dei um selinho.
-Quero passar o dia todo com você abraçadinho! –Ele me abraçou beijando meu pescoço. –Te amo tanto!
-Também quero e te amo muito mais!

Terminamos o banho e peguei toalha pra nós dois, fomos abraçados para o quarto, não queríamos nos soltar por nada nesse mundo. Colocamos as nossas roupas e deitamos, pousei minha cabeça sobre o peito do Luan e ele ficou fazendo carinho em minha cabeça o que me embalou para um sono profundo. 


Dia seguinte acordei com meu celular despertando avisando que era hora de ir pra faculdade, desliguei antes que acordasse o Luan e, novamente, dormir, estávamos de conchinha e quando percebi sorri fechando meus olhos, novamente. 

Quando acordei já era meio dia, abri meus olhos e o vi dormindo do meu lado de bruços parecendo um anjinho, fazia biquinhos fofos e falava coisas que não compreendia. Beijei sua bochecha indo para o ombro e ele não se mexeu, sorri mexendo em seu cabelo e lhe chamei. 

-Mô, to morto deixa eu dormi!
-Não to fazendo nada! Sorri.
-Faz carinho em seu neném pra ele dormi? Ele disse com voz dengosa e de olhos ainda fechados.
-E meu neném vai dormir o dia todo? Comecei a fazer carinho nele.
-Sim, por que seu neném vai ficar aqui até quinta-feira! E hoje ainda é terça! Ele abriu um longo sorriso permanecendo de olhos fechados.
-Até quinta? Ah! Chato! Fiquei em cima dele dando vários selinhos nele.
-Também te amo! Ele riu.
-Vai ficar mesmo, ou tá me enrolando de novo? Ri.
-Vou ficar! –Ele virou de barriga pra cima alisando minhas costas. –Teria mesmo que ir hoje, mas tive uma ideia melhor... Vou ficar aqui e minha família finalmente vai conhecer Salvador, o chato é que só vamos nos ver á noite! Ele fez bico.
-Vão vir pra cá? E você diz isso agora? O olhei assustada.
-Pensei nisso a noite, enquanto você dormia, vamos ficar no hotel de sempre!
-Ah! Ok! Vou ser guia turística de novo? E eu vou receber como pagamento o que? Sorri.
-Pensei que dessa vez fosse de graça... Mais tudo bem eu pago!
-Ah! É? Ok! Bom dia pra você também Luan Santana! E outra, no hotel tem guia! Sentei na cama.
-Espero que seja mulher e bem linda! Ele colocou braço em baixo da cabeça com uma de suas sobrancelhas levantadas.
-Tomara que eu lá no trabalho, encontre com um cliente do porte do Diego! Levantei da cama.
-Amor, vem cá vem! Ele tirou o lençol que cobria ele e levantou me abraçando por trás.
-Não! Vai ficar com sua guia! Sorri.
-Tô abraçado com ela! Ele beijou meu pescoço.
-Ah! É? –Virei pra ele. –E o pagamento é antes ou depois? Sorri.
-Agora! Ele me beijou.
-Amei! Sorri.
-Amor... Eu sei que toda vez que ligo te cobro isso e chega a ficar chato mais é que eu não aguento mais enrolar a impressa em relação ao nosso namoro!
-Cadê o note? Liga ai! As meninas vão amar você aparecer, assim, de cueca! Ri.
-Há alguns minutos atrás, estava sem nada! Ele riu mordendo meu lábio.
-Ai elas iam morrer! Ri.
-Vem, vamos tomar banho e depois fazemos isso!
-Ok! Sorri o acompanhando.

Tomamos banho em meio a brincadeiras do Luan, ria demais dele cantando no chuveiro vindo me abraçar. Assim que terminamos nos vestimos, Luan parecia tenso e não escondia o seu nervosismo, estava com medo da reação de suas fãs, mas tranquilo ao mesmo tempo em poder assumir seu relacionamento comigo. Peguei meu notebook e sentamos na cama encostados, ele ligou e postou. 


"Oi meus amores" 

Foi o suficiente para as meninas ficarem enlouquecida e começarem a mandar mil recados ao mesmo tempo, Luan avisou que faria uma twitcam o que foi motivo de mais gritaria ainda no twitter. 

-Pronta? Ele me olhou e era nítida sua tensão.
-Pronta, mais ou menos! Sorri.

Ele ligou a câmera e demorou um pouco pra que pegasse, ri do nervoso de Luan, mais no fundo estava mais nervosa que ele. Só iria aparecer depois que ele falasse qual assunto ele queria tratar com elas e assim que pegou ele começou a falar. 


CAPÍTULO TRINTA E SETE.


Eu sentia ele me fazendo carinho nas costas e segurando firme meu cabelo, e eu acariciava a sua nuca. Ele mordia meu lábio, entre o beijo, que nos tirava o ar. Beijá-lo novamente foi incrível.

Quando ela me beijou meu corpo inteiro estremeceu, um arrepio percorreu minha pele e nada mais me importava. Eu queria matar toda a minha saudade dela, do calor dela, do gosto dela... Eu só conseguia pensar em nós dois. A saudade me machucava, quando estávamos longe, e a envolver em meus braços era maravilhoso. Terminamos o beijo, que nos tirou o ar, e nos abraçamos. Cheirei o seu pescoço e o cheiro dela me fazia querer prolongar aquela noite.

-Estava morrendo de saudade de você! Sussurrei em seu ouvido e ele se arrepiou.
-Eu também e queria poder prolongar essa noite!
-É mais agora tem o encosto do meu irmão...! Ri.
-Poxa! Ele fez bico.
-Daqui a pouco ele entra aqui pra vigiar...!
-Tá, eu... Vou tomar um banho gelado, tô precisando! Ele desfez do abraço e pegou a roupa em cima da mochila.
-Eu prometo que eu tranco o Diego dentro da geladeira...! Ri.
-Seria melhor eu ficar dentro da geladeira! Ele beijou minha testa e seguiu para o banheiro.
-Ok! Não vamos entrar em detalhes! –Ri saindo do quarto. –Diego! Chamei ele.
-Tô aqui maninha! Ele respondeu da sala.
-Você pode sumir até amanhã? Desci as escadas rindo.
-Vem cá! –Ele me chamou rindo e eu sentei ao seu lado. -Tô fazendo isso pra ver a reação do cara, pra ver qual a dele sacou?
-Não! Você é doido! Sorri.
-Quero ver se ele vai ter coragem de invadi seu quarto na madrugada que nem fazia com minhas namoradinhas! Ele riu.
-E se for o contrário? Ri olhando pra ele.
-Rapaz... –Ele riu. –Não sei!
-Por que se depender da gente, é bem capaz de a gente se bater no corredor! Ri.

Fiquei conversando com o Diego e ele me fazia ri das brincadeiras dele, às vezes ele era um meninão muito sem noção, percebi a demora do Luan e estranhei, acho que ele tinha levado a brincadeira a sério de tomar um banho gelado e demorado, ri alto e Diego me olhou sem entender sendo contagiado. Subi depois de dá boa noite para o Diego e passei pela porta do quarto dele vendo Luan deitado mexendo no celular.

-Amor? Entrei no quarto.
-Oi amor! Ele parou de mexer no celular e me olhou.
-Ficou aqui quietinho por quê? Me aproximei.
-Pouquinho de dor de cabeça! Ele deu um sorriso tímido.
-Tá doendo ainda? Deve ser cansaço, por esses dias corridos, né?
-Deve ser, vem cá!
-Quer que eu cuide desse bebê? Sentei ao lado dele.
- Amor... Eu só vou poder ficar até amanhã à noite com você!
-Sério? Por quê? O olhei triste.
-Tenho 5 dias de folga, cheguei ontem e passei a tarde com minha família, dai vim pelo menos te ver, eles querem viajar para o Pantanal e como você trabalha e estuda nem adianta te chamar, né?
-É...! Então é melhor você descansar, né? Você nem parou em casa direito... E amanhã já vai viajar, de novo! Levantei.
-Amor, vem cá! Não faz assim!
-Não, Lú! Tudo bem, vai dormir! O olhei indo, de costas, para a porta.

Respirei fundo deitando com tudo na cama e pus meu braço sobre a testa, desde que cheguei em Salvador estava dando tudo errado, peguei meu celular olhando a hora e revirei os olhos, mal tinha ido embora e já estava com saudades dela, queria ir atrás mais sabia que era melhor não.

Entrei no quarto e fechei a porta, sentei na cama e o senti, mais uma vez longe. Fiquei olhando para a porta, na esperança de ele abrir com aquele sorriso encantador nos lábios, me fazendo derreter. Esperei por um tempo e nada da maçaneta girar, sem obter resposta, para o que eu imaginava. Deitei na cama, com tudo, e enfiei o travesseiro no meu rosto gritando, o travesseiro abafou o meu grito e depois eu fechei os olhos. Eu sabia que seria em vão tentar dormir.

Diego entrou no quarto minutos depois e falou algumas coisas que não escutava, tava em outro planeta pensando em outras coisas. Fechei meus olhos e o Diego se calou. Talvez por achar que já estivesse dormindo, ele desligou a luz e logo foi dormir também, fiquei ali no escuro pensando em tantas coisas que acabei me perdendo em meio a elas.

Tentei de todas as formas dormi mais não conseguia, saber que ela estava perto de mim e não poder estar ao seu lado era muito ruim. Levantei devagar pra não acordar o Diego e com a luz do meu celular clareado o local saí do quarto com cuidado, passei pelo corredor silencioso e torci pra que sua porta estivesse aberta. Girei a maçaneta e respirei aliviado ao abri a porta.

Estava na janela observando a lua cheia, que clareava meu quarto, não conseguia dormir. Depois que o Diego saiu, eu abri meus olhos e fui até a janela ver o céu, e tentar esquecer tudo o que estava acontecendo. Eu queria que eu e ele tivéssemos mais tempo mais não dava, tínhamos vidas, completamente, diferentes.

-Manu!

Ouvi alguém me chamar, mas não identifiquei a sua voz, estava com milhões de pensamentos em minha cabeça, que me deixava confusa.

-Oi! Respondi sem dá muita importância, sem olhar.

Senti um enorme vazio quando ela me respondeu sem olhar pra mim, coloquei as mãos no bolso da bermuda e me aproximei dela ficando ao seu lado olhando a paisagem que ela olhava.

-Amor? Não percebi que era você! Olhei pra ele.
-Escapei das garras do Diego!
-Percebi! Sorri.
-Não quero que fique esse clima entre nós dois, vim aqui curti você, nós dois e não ficar separados!
-Gostei dessa ideia, mas você vai embora amanhã...!
-Eu vou mais eu sempre vou voltar!
-É, eu sei! Voltei para o quarto e sentei na cama.
-Quer que eu volte para o outro quarto? Ele veio atrás de mim com as mãos no bolso da bermuda.
-Não, por favor! É que eu to meio... Cheia de coisa na cabeça, desculpa! Olhei pra ele.

Sentei ao seu lado alisando seu cabelo e lhe dei um beijo na testa, puxei ela colocando sua cabeça sobre meu peito e a apertei pra mim, era doloroso tanto pra mim quanto pra ela essa distância mais ambos sabia que seria assim desde começo. Fechei meus olhos no abraço e beijei sua cabeça, talvez pra tentar consolar ela, estava morrendo de saudades dela mesmo com ela ali nos meus braços naquele momento. Mais teria que ser forte por ela e assim faria.

-Dá beijo?! O olhei e sorri.
-Precisa nem pedi! Ele sorriu ajeitando meu cabelo e me beijou.
-Te amo! Mordi seu lábio.
-Eu não só te amo como vou te provar através de atitudes! Ele deitou meu corpo sobre a cama indo vagarosamente por cima.
-Prova! Sorri.
-Provo! Ele me beijou.

Comecei a beijar seu pescoço, enquanto alisava sua coxa e dava leves apertadas, queria matar aquela saudade que estava de senti seu calor, seu gosto. Queria fazer tudo devagar pra torna aquele momento inesquecível assim como da outras vezes. Abaixei a alça de sua camisola devagar, enquanto dava leves beijos pelo seu ombro e dei uma leve mordida sentindo ela se arrepiar. Tirei com toda delicadeza sua camisola e beijei cada detalhe do seu corpo macio e cheiroso. 


Senti os toques e beijos dele me fazia arrepiar por segundo, o Luan conhecia exatamente cada parte do meu corpo. Passava levemente minhas unhas sobre suas costas levantando sua blusa, enquanto sentia ele beijando meu pescoço e a tirei com sua ajuda. Ele me olhou com sorriso nos lábios e me beijou delicadamente. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CAPÍTULO TRINTA E SEIS.


Meu coração estava acelerado, não queria ter brigado com ele e estava me xingando por pensamento. Estava com medo do que poderia acontecer com ele. Ele estava em alta velocidade, quando saiu do restaurante. Eu olhava pelas ruas e esquinas a sua procura e não conseguia ver nada, nem pensar em nada.

Não queria ter brigado com ela, uma raiva dominava meu ser naquele momento por ter desconfiado dela, mas foi inevitável, vê-la rindo com outro cara e também por que não sabia quem era ele. Parei o carro aonde nos beijamos pela primeira vez e desci travando o carro, sentei onde ficamos sentados na última vez e fiquei olhando o mar, enquanto pensava em mil coisas na mesma hora.

 Nada passava na minha cabeça, nenhuma ideia da onde ele poderia ter ido. Pensei no hotel, mas quando ele vinha para Salvador, ele tinha passado a dormir em minha casa. Até que vi um outdoor com a imagem da baía de Todos os Santos, e eu lembrei nosso primeiro beijo.


-Que burra! Bati em minha testa, assustando o Diego.
-Que foi? Diego falou enquanto dirigia.
-Eu sei pra onde ele foi! Di vira, na próxima rua! Falei com meu coração acelerado, esperançoso.
-Tá! Ele acelerou e fez o que mandei.

Não demorou para chegarmos, no Solar do Unhão, e eu pedi para o Diego ir devagar. O Di me deixou lá, e o ver sentado vendo o mar, deixou meu coração aliviada. Me aproximei dele e fiquei ao seu lado.


-Posso sentar? O olhei.
-Pode! Ele disse ajeitando o boné sem olhar pra mim.
-Desculpa... Fui uma idiota lá! Sentei olhando pra ele.
-Não queria ter desconfiado de você, mas chegar ao restaurante e ver você rindo à toa com um cara que nunca vi foi estranho pra mim!
-É, eu também reagiria assim! Eu só pensei em mim na hora, desculpa! Mais tem um tempo que eu queria te contar...!
-Desculpa pela falta de tempo, essas semanas foram complicadas! Ele falava olhando para o mar.
-Tudo bem, eu entendo! Mais e ai? Vai deixar que esse lugar fique assim sem graça? Por que ele significa muito, pra mim!
-Como assim? Ele me olhou.
-Nem acredito! Esqueceu? Sorri.
-Esqueceu o que Manu? Ele me olhava sem entender.
-Deixa eu te lembrar, então! –Sorri chegando mais perto dele e o beijei. –Lembrou agora? Mordi o lábio dele, levemente.
-Agora eu lembrei! Ele sorriu e me beijou de uma forma quente, porém delicada.
-Te amo! É ruim demais brigar com você! Alisei seu rosto.
-Desculpa, não devia ter feito aquele show!
-Não foi show! Foi interpretação de uma cena muito conhecida em filmes e novelas, vida real também; ciúmes!
-Só um pouquinho de ciúmes! Ele sorriu me dando selinho.
-Só um pouco? Nem quero ver quando for um monte! Ri.
-Me conta como descobriu esse irmão!

Me ajeitei sentando entre suas pernas e lhe contei tudo, como o Diego apareceu, como pegamos amizade e como ele era um bom irmão e amigo. Luan me escutava atentamente e logo começou a me contar das suas semanas corridas. Ri de algumas loucuras dos fãs e assim que começou a fazer frio voltamos para o carro aonde ele acelerou de volta pra casa. 


Chegamos e ele estacionou o carro, descemos e ele pegou sua mochila, entramos de mãos dadas e Diego assistia TV quando nos viu entrando levantou rápido do sofá olhando para o Luan.

-Calma Di! Sorri olhando pra ele.
-Oi! Luan respondeu envergonhado. 
-Oi! Diego respondeu rápido.
-Cara queria me desculpar pelo show que fiz lá na frente do restaurante sei que não tinha necessidade mais é que... Você sabe!
-Sei sim, relaxa! Faria o mesmo que você!
-Pronto! Tá tudo resolvido? Então, apertem as mãos como duas crianças comportadas! Brinquei e ri.
-Prazer Luan, sou o Diego irmão da Manuela por parte de Pai! Diego estendeu a mão e Luan apertou. 
-Prazer Diego, sou Luan!
-Tá ligado que só pode namorar com minha permissão, né? Diego brincou e nós rimos.
-Então... Tô autorizado? 
-Não deveria, mais... Vou deixar! Eles riram.
-Já que tá autorizado... Amor vai dormir comigo né? Sorri.
-Autorizei o namoro não de dormir no mesmo quarto, Manuela! Diego nos olhou sério.
-Sério? Mais é que ele vai dormir aqui, assim, no sofá? É judiação maninho! Fiz voz manhosa.
-Ele dorme no meu quarto e eu aqui na sala, sem problemas! Diego deu um sorriso e Luan concertou o boné.
-Que chato! Bem que me disseram que ter irmão mais velho é chato! Continuei fazendo manha e virei às costas, sorrindo, fui pegar água na cozinha.
-Então cara, me conta ai como é essa rotina de mulheres gostosas atrás de você! Diego conduziu Luan até o sofá e começaram a conversar.
-Diego...! Virei pra ele.
-Oi! Ele me olhou junto com Luan.
-Não gostei desse seu assunto! Tem tantas outras coisas pra você conversar...! Luan Rafael, pra cozinha agora! Olhei séria para o Luan.
Diego gargalhou da cara de Manuela e eu levantei sorrindo, levantei lhe dando um selinho e a abracei, ainda não tinha feito isso e senti o calor de seu corpo me arrancou um arrepio que me fez a aperta mais fechando meus olhos.
-Não quero você conversando essas coisas com meu irmão! –Beijei o pescoço dele. –Quando ele dormir, eu posso fazer uma visita a alguém...! Sussurrei em seu ouvido.
-É melhor ir para o hotel amor, não quero incomodar!
-Ah! Não! E eu vou ficar aqui morrendo de saudade? Fiz bico.
-Vem comigo ué!
-E o chato do Diego vai deixar? Cruzei os braços.
-Até por que amanhã a senhora tem aula! Diego entrou na cozinha pegando uma maçã e rindo, enquanto jogava para o alto.
-O que me impede de acordar na hora da minha aula, mesmo? Olhei pra ele o enfrentando.
-O Diego tem razão, você não pode ficar faltando aula!
-Dorme aqui Luan, deixa de bobagem cara!
-Tudo bem eu fico!
-Meu quarto é grande, relaxa! Diego sorriu.
-Grande mesmo? Sorri.
-Tão grande que dá nós dois! Ele riu e Luan acabou sendo contagiado por estar tão sem graça.
-Certo vou dormir, com o quarto trancado, não quero ver ninguém, por que amanhã eu tenho aula! Sorri olhando para o Luan e saí da cozinha.
-Ela é estressada assim mesmo! –Diego olhou para o Luan rindo. –Quer comer alguma coisa?
-Não cara, to sem fome! Quero mesmo tomar banho, pra relaxar! 
-Cuidado viu Di, o Luan pode me encontrar no corredor! Quer ficar de vigia também não?! Falei alto pra ele ouvir e ri.
-Vai lá cara, você deve saber aonde fica as coisas, né? Qualquer coisa chama a mim ou a Manu!
-Me chamar? E pode? Tem certeza? Ri aparecendo na cozinha.
-Pode, claro! Acompanha ele lá e coloca as coisas no quarto!
-Evoluímos! –Ri. –Vem mô! Olhei pra o Luan sorrindo, o puxando pela mão.

Luan pegou a mochila que estava em cima do sofá e subimos as escadas devagar, entramos no quarto do Diego e ele colocou suas coisas por cima da cama abrindo a mochila pra pegar algo, tirou a blusa quadriculada que estava vestido e me olhou. 


-Que foi?
-Nada! Só to olhando! Sorri.
-Sua mãe, cadê?
-No quarto dormindo! Fechei a porta, do quarto.
-Nossa, ela dormi cedo, né? Ele falava de costas pra mim tirando uma roupa da mochila.
-É! –Me aproximei. –Vai colocar que roupa? Olhei para a mochila e ele me olhou desconfiado.
-Essa aqui...
-Legal! Mais sabe o que eu queria? Peguei a roupa da mão dele e coloquei na mochila, novamente.
-Amor seu irmão...
-Só um beijo! Sorri e me aproximei, mais ainda.
-Só um? Ele sorriu.
-Quantos você quiser! Sorri e o beijei.

Nos beijamos com intensidade, porém com delicadeza. Estávamos morrendo de saudades um do outro e tudo o que eu queria, que nós queríamos, era sentir o gosto do outro e relembrar o quanto o nosso beijo se encaixava perfeitamente.


CAPÍTULO TRINTA E CINCO.


Ele sorriu beijando minha bochecha, se despediu das meninas com um tchauzinho e entrou no carro dando a partida e buzinando. Ri da cara de boba das meninas e entramos na faculdade com elas me enchendo de perguntas, realmente meu irmão era lindo e chamava atenção. 

As aulas foram tranquilas, consegui entender o assunto que o professor tentava explicar desde começo da aula e dei graças a Deus, pois a prova seria na próxima semana e teria que tirar uma boa nota. Quando fui liberada liguei para o Diego e ele foi me buscar, seguimos para o restaurante que lhe guiei e entramos conversando. Fizemos o pedido e rimos ao perceber que tínhamos o mesmo gosto. 

Contei a ele toda história minha e do Luan, também falei sobre o Dan e ele pareceu emocionado com minha historia além de ri das minhas loucuras feitas pelo Luan. Ele me levou até meu trabalho e mais uma vez ele chamou atenção das minhas amigas de trabalho, falei com meu gerente se havia alguma vaga ali e por pura sorte havia pra vendedor de carro e o Diego se encaixava perfeitamente aos padrões exigidos. 

Como trabalhava no RH da empresa, eu mesma peguei seus documentos e fiz ele assinar o contrato, ele estava feliz e realizado. Lhe mostrei toda loja ao pedido do meu gerente que tinha amado o Diego. Assim que ele foi embora segui com meu trabalho e quando saí Diego fez questão de me buscar.

A semana passou devagar, parecia se arrastar. Eu estava doida para que ela passasse, logo, para que o Luan e eu pudéssemos nos ver, eu estava morrendo de tantas saudades. Ainda não tinha conseguido falar com ele sobre o Diego, ele sempre estava ocupado e nunca tinha um tempo longo para colocarmos a conversa em dia.


Eu e o Diego estávamos muito amigos e nos entendíamos muito bem, minha mãe estava adorando aquilo tudo. Estava um clima gostoso em casa e parecíamos uma família desde o começo.

Depois do trabalho o Diego me chamou para jantarmos e fomos para o meu restaurante preferido, fomos rimos, depois que eu avisei a minha mãe sobre a nossa saída. Chegamos de mãos dadas, o Diego gostava de brincar dizendo que as pessoas pensariam que eu tinha sorte por ter um "namorado" tão lindo feito ele, como as pessoas pensavam que éramos.


Sentamos e fizemos o pedido, e ficamos conversando e rindo das brincadeiras e piadas dele. Uma mulher se aproximou e ficou olhando para ele e eu ria, ele ficava sem graça com essas coisas.

Cheguei de viajem e estava morrendo de saudades da Manuela e da minha família, fui pra Londrina e fiquei com meus pais, comer a comida de minha mãe, senti seus carinhos e poder estar ao lado dela era maravilhoso. 


Quando Bruna chegou da escola passamos a tarde na piscina, enquanto o pai preparava o churrasco, riamos demais das coisas que contava sobre minhas fãs, Bruna adorava ouvi essas histórias. Pela noite dormi com os carinhos da minha mãe, depois de uma longa conversa decidi que na manhã seguinte iria ver a Manuela, estava morrendo de saudade dela e queria senti o gosto da sua boca e o calor do seu corpo. 

Acordei pela tarde e minha mãe me ajudou a arrumar minhas coisas, me despedi deles e meu pai me levou até ao aeroporto onde segui viajem em meu jatinho para Salvador. Cheguei lá já pela noite e liguei pra sua casa, chamou por umas cinco vezes até que sua mãe atendeu.

-Alô!
-Sogrinha, sou eu o Luan!
-Oi Lú! A Manu saiu!
-Ah! A senhora pode me informar pra onde? É que to em Salvador e quero fazer uma surpresa pra ela!
-Ah! Ela vai adorar! Sabe o restaurante que ela gosta?
-Sim, ela está lá?
-Está, sim! Vai lá!
-Vou sim, obrigado minha sogra!

Desliguei e entrei no carro que havia alugado, era preto com vidros escuro. Acelerei ligando o GPS, liguei o radio e sorria ao imaginar seu sorriso e sorria também, estava louco pra abraça-la, beija-la e senti um frio na barriga quando cheguei ao restaurante. Saí do carro colocando um boné e um óculos pra não ser reconhecido. Entrei no restaurante e me surpreendi com o que vi. Ela estava conversando com um cara boa pinta e ria de algo que conversavam, e ainda estavam de mãos dadas. Meu coração acelerou e parecia que sairia pela boca a qualquer momento. Fechei o punho da minha mão e me aproximei com meus olhos avermelhados. 


-Incomodo?
-Amor! Que saudade, vida! –Sorri e o abracei, mas ele não correspondeu. –Que foi?
-Não queria atrapalhar o jantar romântico do casal!
-Calma ai cara! Você tá entendendo tudo errado! Diego se levantou.
-Claro que tô, desculpa atrapalhar! Luan saiu andando rápido.
-Luan volta aqui! Ei! Amor, deixa eu te explicar! Fui atrás dele e o segurei pelo braço, quando chegamos perto do carro dele.
-Não tem o que explicar, se queria ficar com esse cara terminava comigo, não precisava me fazer de palhaço Manuela!
-Cara deixa ela falar! Diego veio logo atrás de mim.
-Sai daqui cara, na boa! Luan aumentou tom da voz indo pra cima de Diego.
-Luan pára! –Fiquei na frente dele. –Eu queria te contar sobre o Diego, mas você nunca tinha tempo...! Aumentei o tom da voz, também.
-O que? Por que não terminou logo comigo? Continuava me dizendo que me amava...! Ele destravou o carro.
-Você pode me ouvir, agora? –Peguei a chave da mão dele. –Por que você não vai a lugar algum! O olhei séria.
-Não tenho o que ouvi Manuela, ainda bem que não assumimos namoro nenhum, pelo menos não fui corno aos olhos do Brasil todo!
-Cara, pára com isso! Diego se meteu novamente.
-Não fala comigo porra! Luan aumentou ainda mais o tom da voz chamando atenção de curiosos.
-Luan Rafael pára com isso agora! –Puxei ele pra mim. –Me escuta! Esse que você está gritando e fazendo ceninha de ciúme, é meu irmão! Entendeu? Irmão!
-Irmão? –Luan riu alto. –Ok!
-É! Irmão! Se você não sabe meu pai tinha outra família e esse foi o motivo para que eles se separassem! Pronto ou você quer que eu fale a minha vida toda pra rua inteira ouvi? Falei séria.

A olhei sério e olhando melhor para o rapaz, realmente, eles tinham semelhanças no rosto. Olhei pra Manuela mais uma vez e me senti envergonhado por aquela cena, tirei o boné e olhei para o irmão dela.

-Isso é mesmo verdade?
-É cara, é verdade! Se quiser mostro minha identidade e você confere com a da Manu!
-Não Diego, você não vai fazer nada, não vou provar nada pra ninguém! Toma sua chave, pode ir agora! Entreguei a chave do carro a ele e virei às costas pra ele.
-Amor, espera! –Ele segurou meu braço. –Desculpa!
-Depois do mico que você me fez pagar? Depois dessa sua ceninha idiota? Depois de ter desconfiado de mim? Te desculpar, não vai adiantar nada! Olhei pra ele.
-Tenta me entender, cheguei aqui louco de saudade e te vi com um cara de mãos dadas, rindo a toa, fiquei com ciúmes!
-Que seja! Vem Diego! Segurei na mão do Diego e saí andando, puxando ele.
-Que droga! Ele chutou o pneu do carro.
-Manu, calma! Vai lá conversar com o cara! Diego falava, enquanto puxava ele.
-Ah! Di, sério, não to com saco...! Alias, perdi até a fome, que merda! Respirei fundo.
-Manu! –Diego se virou pra mim. –Você deveria ir conversar com ele, o cara saiu não sei onde pra vim te ver e dou razão a ele de senti ciúmes, você é linda e eu... Bom sou lindo também! –Ele riu. –Tá, parei! Então, vai lá conversar com ele... Quando Diego ia falar mais algo ouvimos um barulho de pneu cantando.
-Onde será que ele foi Di? Olhei o carro dele se afastar, com os olhos cheios de lágrima.
-Não sei, mais é melhor a gente ir atrás, ele não conhece nada aqui além de estar sozinho e ser famoso!
-Vamo, por favor! O olhei, desesperada.

Entramos no restaurante para pegar nossas coisas e pagar o que nós tínhamos consumido e fomos rapidamente para o carro. Assim como o Luan, o Diego saiu cantando o pneu e dirigia rápido. Seguimos por onde, tínhamos visto que o Luan foi, mas eu não tinha nenhuma ideia, para onde ele poderia ter ido. 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CAPÍTULO TRINTA E QUATRO.


-Você usa o mesmo perfume do Luan! Sorri.
-Que Luan? Ele me olhou tirando o casaco.
-Santana, meu namorado! Peguei o casaco dele e coloquei no sofá.
-Mentira que meu cunhado é o Luan Santana? Ele riu passando o braço em volta da minha mãe. 
-Pois é Dieguinho, a menina ai é poderosa!
-É! E eu to morrendo de saudade já! Ah! Vou contar a ele de você, quando ele me ligar depois do show! Sorri.
-Que honra, quero conhecê-lo pra ver se aprovo mesmo!
-Então, vamos jantar?
-Claro!

Fomos pra mesa e começamos a jantar, o Diego era mega divertido e em questão de segundo já parecíamos que fomos criados juntos. Riamos demais de suas piadas e do seu jeito menino. Ele iria começar uma faculdade em Salvador e enquanto não conseguisse onde ficar, ficaria lá em casa comigo e minha mãe. Senti naquele momento que seriamos grandes amigos e ele se mostrou um grande amigo. 


Quando terminamos de jantar ele fez questão de lavar os pratos e eu secava, ele me tirou risadas altas contando de cantadas das meninas em cima dele. Prometi que lhe ajudaria a conseguir um emprego, ele queria ajudar minha mãe nas despesas, enquanto estivesse conosco.

-Você sempre soube de mim? Desculpa te perguntar assim, mas eu preciso saber...! O olhei.

Depois que terminamos de lavar os pratos minha mãe lhe mostrou seu quarto e o resto da casa. Ela foi deitar e eu fui ajudá-lo desarrumar a mala. 

-Sempre! Ele me olhou.
-Sempre? E ele falava o que pra você? Nunca quis me ver, antes?
-Ele nunca comentou com minha mãe, ele me falava de você como uma menina que sempre iria gosta ao conhecer, só soube que era minha irmã meses atrás quando descobri que ele tinha outra família!
-Igual a mim... Mais ele nunca falou sobre você! E sua mãe?
-Faleceu mês passado! Ele se sentou na cama de cabeça baixa.
-Nossa! Desculpa... Não sabia! –Sentei ao seu lado. –Eu aqui só pensando em mim, te perguntando essas coisas... Di você pode, sempre contar com a gente tá?
-Tudo bem, obrigado Manu de verdade! Realmente você é tudo que o pai falou, mesmo não sabendo a quem ele se referia. Agora eu sei e dou toda razão a ele. Nos conhecemos essa noite mais parece que já tem anos, o sangue fala mais alto! –Ele sorriu passando braço em volta do meu ombro. –Quando minha mãe faleceu, decidi descobri mais um pouco sobre a outra família do pai e quando conheci sua mãe por ela já sabia que você era especial!
-E pode ter certeza que você também é muito especial...! –Sorri. –Agora é melhor, você dormir, descansar, um pouco!
-Amanhã vou precisar de você!
-Tudo bem! Mais pra que? Vá se acostumando, sua irmã é curiosa! Sorri.
-Percebi! –Ele riu. –Passei no vestibular na UNEB e amanhã vou levar meus documentos pra confirmar minha matricula!
-Ah! Que massa! Ajudo, sim! Parabéns, maninho! O abracei.
-Brigada maninha. Mais e você? Como tá na faculdade?
-Tudo as mil maravilhas! Ah! Diz ai, passou pra que curso?
-Medicina, foi o que meu pai sempre quis. Ter um médico e um advogado na família, como não curto direito escolhi medicina!
-Ele tem um Médico e uma Advogada, na família! Prazer Dr. Manuela! Sorri.
-Mentira, fala sério! Ele riu.
-Sério! Por que tá rindo? Coloquei a mão na cintura.
-Por nada! Achei engraçada a forma que você falou!
-Ah! –Sorri. –Agora é bom eu ir correndo pegar meu celular, pra tentar falar com o Luan, antes do show!
-Ainda não acredito que você namora o Luan Santana cara! Ele riu se jogando na cama.
-Não ri, dele! Pára Di! Você vai ver quando ele chegar aqui, em casa, quando terminar de fazer os shows! Joguei um travesseiro nele.
-Vou logo avisando que só namora se eu deixar! Ele pegou travesseiro jogando em mim de volta.
-Ah! É? Vou ter que tirar o anel? Mostrei o anel que o Luan tinha me dado.
-Mentira que ele te deu anel? Roubou o coração do cara mesmo! Ele riu.
-Sério! Essa história é longa... Amanhã a gente podia almoçar depois que a gente fosse na sua faculdade, ai eu contava. O que acha?
-Fechado! Ele sorriu.
-Pronto! Agora vai dormir, que eu vou atrás do meu Luan! –Ri. –Boa noite!
-Vai lá, senhora Santana! –Ele riu. –Boa noite!
-Ok! Vou mesmo! Ri.

Saí do quarto dele sorrindo e entrei no meu. Sentei na cama e peguei meu celular tentando ligar para o Luan sem sucesso. Fui tomar banho e quando terminei de me arrumar tentei ligar pra ele e, finalmente, ele atendeu.

Tinha acabado de sair do show e trocava de blusa sem perceber que meu celular tocava, falei algumas coisas com o contratante e entramos na van seguindo para o aeroporto, naquela hora mesmo iríamos pra próxima cidade, senti meu celular vibrar e sorri ao ver seu nome na tela. 


-Oi vida!
-Oi! Finalmente consegui falar! Tenho uma coisa pra te contar!
-É mesmo? Deve ser coisa boa por essa animação!
-É! To atrapalhando?
-Pode falar amor, to na van indo para o aeroporto!
-Ah! Como foi o show? Tá todo mundo bem?
-To sentindo muito frio, aqui vai congelar amor, sério! To com mais de quatro blusas, casaco, luva!
-Nossa! Cuidado pra não pegar uma gripe!
-Quanto a isso não se preocupe, tenho quem me esquentar!
-Ah! É? E quem é? Posso saber?
-Claro! O edredom! Ele riu.
-Engraçadinho! Ri.
- Amor, vou ter que desligar, cheguei no aeroporto e vou ter que atender umas fãs aqui pra seguir viajem, quando chegar te ligo, pode ser? Ele falou e percebi tristeza na sua voz.
-Tudo bem! Te amo! Mais não esquece de mim! Sorri.
-Te amo muito mais. Esquecer você? Impossível! Se cuida!

Ele desligou e eu senti que ele não ligaria tão cedo. Fiquei triste queria lhe contar ló, sobre meu dia e sobre o Diego. Deitei na cama e vi que estava passando um filme na TV e fiquei assistindo. Briguei com o sono, para ele não me vencer, mas foi em vão. Dormi com o celular na mão e a TV ligada.

Desliguei e desci da van pra atender meus fãs que me aguardavam naquele frio, tirei foto, dei autografo e abracei todas. Elas estavam ali por mim e queria realizar o sonho de todas elas. Seguir para o meu jatinho e acabei dormindo, já tinha alguns dias sem consegui dormir direito, a falta dela era constante e isso me tirava sono e fome. Chegamos em São Paulo e fomos direto para o hotel, peguei meu celular pra ligar pra ela mais estava tão cansado que assim que deitei na cama dormi. 

Acordei sentindo o sol bater fraco em meu rosto, minha mãe tinha aberto a cortina do meu quarto. Me espreguicei abrindo meus olhos e olhei meu celular vendo que não tinha chamada nenhuma perdida e nenhuma mensagem. Respirei fundo entrando no banheiro, escovei os dentes, tomei banho e desci arrumada. Diego ajudava minha mãe a pôr a mesa e logo sentamos começando a comer.

-Di vamo agora? Perguntei ao Diego.
-Vamos sim! –Ele sorriu beijando a testa da minha mãe e seguimos em seu carro. –Que carinha é essa? Ele me olhou rápido voltando sua atenção pra direção do carro.
-Nada! Respirei fundo.
-Conseguiu falar com o Luan ontem?
-Não!

Diego não disse e nem perguntou mais nada, talvez por ter percebido que não queria conversar. Chegamos cedo na faculdade aonde ele iria estudar e atualizou toda sua documentação. Seguimos pra minha e assim que ele parou o carro e desceu comigo os olhares femininos foram pra cima dele fazendo ele ficar sem graça.

-Amiga, quem é? Carol e Beatriz se aproximaram olhando fixamente para o Diego que passou braço em volta do meu ombro totalmente sem graça.
-Meu irmão! Bonitão né? Sorri.
-Irmão? Elas perguntaram juntas. 
-Irmãos sim, não percebeu a semelhança? Diego riu.
-É! Meu pai pulando a cerca...! Brinquei e ri.
-Nossa! Carol sorriu com Beatriz.
-Então maninha, vou sair por ai procurando trabalho, na hora que for liberada você vai pra casa ou direto para o trabalho?
-Não vamos almoçar? O olhei sorrindo.
-Ah é, verdade! –Ele riu. –Na hora me liga que venho te buscar!
-Tá!