sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E OITO.


Continuei com o Dan no colo, enquanto outras pessoas entravam no camarim. Quando ele terminou trocou de blusa e foi aquecer a voz o Dan ficava olhando ele curioso, até que se inclinou tanto que o coloquei em pé no chão. O Dan segurou no sofá, enquanto segurava seu bracinho, ele ficava olhando o pai curioso. Ele deu um passinho e parecia querer ir para o Luan andando.

-Mô... Chama ele! Olhava para o Dan.
-Oi... –Luan o olhou e abriu um longo sorrindo se agachando. –Vem filho! Vem para o papai!

O Dan me olhou e sorriu, depois olhou para o pai que o chamava e deu mais um passo. Soltei o bracinho dele me agachando para proteger se ele caísse. Ele tirou a mão devagar do sofá e ficou em pé, sozinho, se desequilibrando um pouco, mas deu mais um passo. Olhava aquilo feito boba, ele estava dando os primeiros passos, sozinho.

-Vem campeão, vem! Luan o chamava e assim como eu parecia emocionado.

Ele foi dando passinho por passinho, tentando se equilibrar, parava por algumas vezes e eu o acompanhava para segurá-lo se ele caísse. Quando ele chegou ao meio do caminho, caiu sentado, mas sorriu se levantando sozinho, devagar, e voltou a andar até o pai. Parecia mais seguro e andou com mais firmeza, até, finalmente chegar aos braços do Luan me fazendo sorrir.

-Aê! Luan sorriu levantando e o levou no ar beijando a barriga dele que gargalhou.

Eu fiquei observando boba ao vê-lo dar os primeiros passos sem depender de mim ou do pai, fez meu coração ficar pequeno. Era como se ele dissesse "mãe eu estou crescendo e não vou ser pra sempre seu". Respirei fundo e segurei as lágrimas que inundaram meus olhos. Foi uma grande demonstração que eu e o Luan estávamos no caminho certo o incentivando a crescer, mesmo em meio aquele turbilhão de coisas acontecendo, mesmo com nossas vidas agitadas. Olhei para o Luan e sorri, levemente.

Quando o vi vindo em minha direção senti meu coração disparar, ele veio nos passos leves, e sorriso nos lábios o que me deixava ainda mais bobo. Quando ele caiu quase me aproximei para ajudá-lo e sorri quando ele levantou sozinho e continuo a andar. O peguei em meus braços sorrindo e o levantei no ar. Nosso pequeno havia dado seus primeiros passos e eu estava feliz por ter acompanhado até agora cada passo dele.

-Tá crescendo em meu príncipe?! Cheguei perto do Luan pegando na mãozinha do Dan.
-Meu maior medo era ter perdido esses momentos... Luan me olhou.
-Ele só faz as coisas quando eu e você estamos juntos! Sorri.
-Luan, vamos? Roberval entrou sorrindo. 
-O Dan andou testa!
-Sério? Ele se aproximou. 
-Foi, cara!
 -Eita! Cara, já tá andando! Rober sorriu segurando a mãozinha dele.
 -Tetá! Rimos.
-Vem meu amor, papai vai trabalhar! –Peguei o Dan. –Boa sorte, amor! Dei um selinho no Luan e o Dan ficou olhando.
-Papá! Dan estendeu os bracinhos.
 -Já volto tá? Vou ali cantar e daqui a pouco volto! Ele sorriu beijando a testa do Dan.
-Papá, mamã! Ele me olhou com uma carinha de choro.
-Papai já vem, filho, calma! Encostei a cabecinha dele em meu ombro.

O Luan saiu e eu fiquei com o Dan no camarim, o Dan ficou agitado e chamando o pai. Quando o Dan ouviu o pai cantar do palco ficou quietinho escutando e me olhava curioso, parecia não entender, ficava procurando da onde vinha a voz do Luan e eu fiquei rindo.

Levantei e peguei um casaco do Luan cobrindo o Dan e saí do camarim, na companhia de algumas pessoas da equipe. Queria mostrar ao Dan onde o pai estava, mas não iria demorar pelo som ser alto demais, ainda, para os ouvidinhos dele. No caminho para o palco, o Dan foi quietinho no meu colo e fomos surpreendidos por fotógrafos, mas não conseguiram nada, mais uma vez. Subi e fiquei ao lado do palco, ficando junto ao Rober, que tirava fotos do Luan.

Beijei a mãozinha do Dan que estava estendida me chamando e sai com o Roberval. Quando entrei no palco e vi aquele mar de gente sorri acenando para os meus fãs que estavam ali pra me ver e cantar junto comigo cada canção. Na parte acústica do show sentei em uma cadeira de frente pra galera e sorri quando ouvi todos cantando minha canção. Olhei para o lado vendo-a ali com o Dan nos braços e sorri me levantando indo até ela, queria que todos conhecessem o Dan e a mídia percebesse o quanto ele estava se parecendo cada vez mais comigo.

Manuela lutou um pouco não querendo deixar, mais o peguei no colo seguindo para o palco e a galera pareceu entrar em delírio quando viu que estava segurando meu filho nos braços. Sentei com ele e o Dan olhou pra frente assustado com tantas meninas chamando seu nome.

Quando cheguei o Luan estava na parte acústica do show sentado em um puff. O Dan ao ver o pai ficou se inclinando para frente, para ir até o pai. Segurei ele com mais firmeza e o Luan nos olhou, se levantando, vindo em nossa direção. Eu já sabia o que ele iria fazer e eu não iria deixar. O Luan chegou e o Dan se jogou pra ele, mas eu não o dei ao pai, não queria deixar o Luan expor o Dan daquela forma. O Luan me olhou e mexeu os lábios "confia em mim", respirei fundo e entreguei o Dan a ele.

Ele se afastou com o filho nos braços e quando o público viu que o Luan estava com o Dan foram ao delírio, gritando o nome do Dan. Os fotógrafos começaram a tirar fotos e meu coração só apertava, cada vez mais, o Dan estava exposto de um jeito que não dava para protegê-lo.

O Dan estava assustado com tantas pessoas gritando por ele. Ele olhou para o público e se voltou para o Luan, rapidamente, o abraçando. Ele estava sentado no colo do pai, inseguro e muito assustado. Ele me procurou e quando me viu me chamou com a mãozinha, enquanto estava com a cabeça encostada no peito do Luan. Minha vontade era entrar e pegar ele, mas eu deixei o Luan fazer o que queria, mas não tinha gostado daquilo.

Sentei o Dan no meu colo e comecei a cantar "Amar não é Pecado" todo o público me acompanhou em um coral lindo e o Dan olhou para todos que cantavam sem entender o que estava acontecendo. Olhei para os meus fãs que chamavam pelo Dan e segurei a mãozinha dele como se ele estivesse acenando.

-Pra quem não conhece esse menino lindo aqui é o Daniel, meu filho e ele ama muito essa música, toda vez que escuta ele acaba dormindo! –Quando terminei de falar a frase um coral formando "Owwwwn" se formou por meus fãs me fazendo sorri. –Então vamos cantar o refrão com vontade moçada? Se forem com vontade o Dan canta junto com vocês!

Comecei a cantar o refrão e a galera acompanhava, olhei para o Dan que agarrava meu pescoço assustado e alisei suas costinhas conversando com ele que pareceu mais tranquilo olhando para o público.

-Canta um pouco filhote! –Coloquei o microfone na boca dele que mexeu curioso e puxei o refrão pra que ele cantasse. –Amar não é pecado e se estiver errado que se dane o mundo eu só quero você... –Quando o Dan fez uma voz embolada no ritmo da música as fãs entraram, mais ainda, em delírio fazendo o Dan sorri soltando beijos levantando as mãozinhas.

Quando Luan começou a cantar "Amar não é pecado" eu sabia que o Dan iria ficar mais tranquilo. Ele olhou para as fãs que faziam um coral, na parte do refrão, e ele as olhou e sorriu, começando a mexer os bracinhos. Fiquei aliviada e olhei para o Rober sorrindo. Ele me mostrou as fotos que tirou, e tinham ficado lindas, do Luan com o Dan.

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