quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CAPÍTULO DEZENOVE.


Quando ele deitou o corpo sobre o meu, senti ele me tocar de um jeito que nunca tinha feito antes. Tudo estava muito intenso e os dois estavam envolvidos de uma forma intensa, queríamos guardar aquele momento em nós.

Foi uma noite mágica, nos entregamos um ao outro de uma forma inacreditável, ele me beijava a todo momento e me falava palavras de carinhos. Não queria me separar dele, mais se ele queria assim atenderia seu pedido. Quando nos demos por satisfeito coloquei minha cabeça sobre seu peito e fechei meus olhos, o Dan era meu único homem, foi a ele que me entreguei e isso fez eu me apaixonar mais ainda por ele. Pela madrugada enquanto dormíamos senti meu celular chamar, levantei com cuidado pra não acordá-lo e fui pra varanda, atender.

-Oi! Atendi o celular.
-Manu? Tá chorando? Luan perguntou preocupado do outro lado da linha.
-Não se preocupa tá tudo bem. É que eu tava deitada... Mais aconteceu algo? Perguntei a ele.
-Manuzinha, me fala o que tá acontecendo, desabafa comigo?!
-É que o Dan terminou comigo... To me sentindo sem direção, queria que você estivesse aqui! Deixei lágrimas caírem.

Quando ouvi ela me falando aquilo senti meu coração apertar, não sabia o que falar, ela estava sofrendo e eu queria vê-la de qualquer maneira, sei que se ela descobrisse que já sabia que isso iria acontecer não me perdoaria de forma alguma e uma dor enorme tomou conta de mim. 


-Vou tentar ir te ver amanhã, pode ser?
-Não Lú, tudo bem! Você tem seus compromissos, não quero te atrapalhar. Eu vou ficar bem, não se preocupa! Enxuguei minhas lágrimas.
-Eu quero ir, me deixa vai?! Também preciso de você! Disse sem pensar.
-O que? Perguntei, só ouvi a sua última frase. Estranhei ele falar daquele jeito.
- Quis dizer, preciso conversar com você!
-Ah! Se não for te atrapalhar...tudo bem! 

Senti meu coração bater forte, ao ouvir ele falar daquele jeito, mas não entendi o por que, meu coração está se comportando daquele jeito.

- Tá bom então, amanhã chego em Salvador e te ligo, tá?
-Tá bom! Vai ser bom te ver e te abraçar, de novo! Sorri.
- Também vou adorar, você me faz bem!

Depois de ficar, um tempo, conversando com o Luan, me distrai com ele e voltei para a cama. Olhei o Dan dormindo e sorri, deitando ao seu lado. Deitei de frente para ele e alisei seu rosto com carinho. 

Fiquei o observando por um tempo e imaginei o quanto seríamos felizes se ele não tivesse essa doença. Eu tinha imaginado nosso futuro, e saber que nada daquilo iria acontecer meu coração parecia parar de bater. Afastei pensamentos ruins da minha cabeça, deitando sobre o peito dele e escutando seu coração, o pulsar do coração dele era como uma música suave que servia de calmante para mim, me embalando para um sono tranquilo.

Acordei primeiro que ele, tomei um banho, arrumei umas roupas dele que estavam desarrumadas e depois desci pra ajudar sua mãe a preparar seu café. Ele desceu logo em seguida apenas de short, o olhei e ele sorriu pra mim o que me deixou tranquila. Sentamos na mesa e começamos a tomar café em silencio. Quando terminamos ele me levou até a porta e eu o olhei segurando o máximo que podia minhas lágrimas.

- Não esquece de vim me visitar, tá? Ele colocando meu cabelo atrás da orelha.
-Não, mesmo! Sorri o dando um beijo carinhoso na bochecha.
- Se cuida! Ele beijou minha testa demoradamente.

Fui para casa com uma tristeza enorme no coração. Só pensava em como seria sem ele, sem ter ele ao meu lado seria como se ninguém no mundo pudesse ocupar o espaço que ele havia deixado.

Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto e lá me tranquei, não queria ver e nem falar com ninguém. Tomei banho e quando saí me deitei, encolhida na cama e abracei forte meu travesseiro. Chorei feito criança, era uma dor sem explicação que eu sentia, parecia que ali, naquele momento, a notícia da doença dele tivesse chegado como uma surpresa. Não pude evitar muitas lembranças e sonhos invadirem minha mente, e pareceu que minha cabeça se cansou me fazendo adormecer sem perceber e esse sono veio como um consolo.

Acordei com meu celular tocando, procurei ele ainda com meus olhos fechados e assim que peguei atendi sem olhar no visor. 

-Oi, Manu! Sou eu, Luan!
-Oi Lú! Falei com a voz fraca e falha, pelo sono e pelo choro.
-Tô em Salvador, no hotel Pestana, conhece? Quero te ver!
-Conheço, mas me dá um tempo...! Respirei fundo.
-Tudo bem...! Ele falou e pela sua voz parecia triste.
-Não me leva a mal... Mais é que eu to muito triste, desculpa! Mais me dá só um tempo pra eu me organizar aqui...!
-Eu te entendo, tudo bem! Quando puder me liga?!
-Não queria te fazer perder a viagem... Eu vou te ver, acho que vai me fazer bem!
-Se você não quiser eu entendo Manu, você esta triste pelo fim do seu namoro...
-Não tudo bem...! Me dá meia hora, pode ser?
-Tá bom, te espero!

Desliguei e fui me arrumar, decidi que se eu ficasse sozinha seria pior. Como minha mãe não estava em casa deixei um bilhete para ela a visando para não se preocupar que eu chegaria em casa antes do jantar. Fui para o hotel na esperança dele me fazer ri, um pouco, gostava de ficar conversando com ele e do seu abraço, sabia que ele não me deixaria sozinha. Quando cheguei eu liguei para ele e ele veio me receber na recepção, do hotel, com um forte abraço, no qual me senti bem, o apertando, ainda, mais forte.


-Tá melhor? Ele colocou cabelo atrás da minha orelha.
-Não muito, mas agora to melhorando! Sorri, um sorriso discreto.
-Que bom Manuzinha, você sabe que gosto de ver você sorrindo! Ele alisou meu rosto.
-Acho que com você e suas histórias eu consigo! Sorri.
- Vem, vamos para um lugar mais reservado! Ele me puxou pela mão e sentamos de frente um para o outro.
-Mais e ai, como você está? Só falamos de mim! Sorri ao sentar.
- Tô tranquilo, de folga esses dias! Ele sorriu brincando com meus dedos.
-Que bom! Pensei que estava te atrapalhando, mais acho que confundi os dias da agenda! Puxei minha mão, colocando em meu colo.
- Não, você nunca atrapalha. Mais e você... Como estar?
-To muito mal! Eu pensei que ele quisesse ficar comigo até o... até o fim, sabe? Meus olhos encheram de lágrimas.
- Ele quer te ver feliz com uma pessoa que possa lhe proporcionar um futuro! Ele colocou meu cabelo atrás da orelha.
-É... mais eu queria ficar com ele! Baixei a cabeça.
- Manu... –Ele ergueu meu rosto pelo queixo e me olhou nos olhos. –Se dá a chance de amar outra pessoa, por mais que pareça difícil não é impossível, talvez a pessoa possa estar o mais perto que pensa de você!
-Possa até ser...mais agora não tenho cabeça pra isso!
- Vou tá sempre do seu lado te apoiando! Ele sorriu.
-Brigada Lú! –O abracei forte. –Eu vou precisar de você!

Quando ela me abraçou senti meu coração disparar, a apertei pra mim e queria que naquele momento todo amor que ela estava sentindo fosse por mim. Beijei seu ombro com cuidado e logo depois o pescoço e aos poucos fui desfazendo o abraço fazendo ela olhar em meus olhos.

-Brigada pela força...! O olhei sem entender o que ele fez.
- Não precisa... Agradecer! Ele alisava minha bochecha olhando em meus olhos.
-Tudo bem...! Me afastei, devagar, dele quando percebi que estávamos perto demais.
- Manu... O que exatamente você sente por mim?
-Como assim? Perguntei sem entender, enxugando minhas lágrimas.
- Responde depois disso...! Ele se aproximou de mim e me deu um selinho demorado, se afastou e olhou em meus olhos.

Não tive reação ao que ele fez, fiquei parada. Quando ele me deu o selinho, eu fiquei o olhando sem acreditar na atitude ele. Quando ele se afastou me olhando, continuei parada e percebi meus pensamentos se misturarem, permaneci parada o olhando, do mesmo jeito.

Me aproximei dela ainda mais colocando a mão em sua nuca e a beijei carinhosamente, meu coração ao senti os lábios dela disparou e parecia que sairia de dentro de mim a qualquer momento. Ela não se movia mais se não tinha parado o beijo era um bom sinal.

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