segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CAPÍTULO DEZOITO.


Não acreditei quando ele me pediu aquilo, mas meu coração bateu mais forte esperançoso. Mesmo naquela situação ele estava demonstrando que a amava e que queria ela feliz ao lado de quem a amasse, de verdade. Eu sabia que teria uma missão difícil, eu tinha que fazê-la se apaixonar por mim, por que no fundo eu sabia que eu era apaixonado por ela. Eles tinham um amor muito grande um pelo outro e seria difícil fazer ela o esquecer, mas estava decidido a lutar por aquilo. Além de eu ter prometido ao Daniel, eu queria ficar com ela e lutaria para vê-la feliz. 

A encontrei conversando com um médico e parecia que o Dan estaria de alta pela manhã e a ouvi dizer que o levaria, logo, para a casa. Quando eu me aproximei ela se virou pra mim e veio em minha direção.

-Ele esta bem e me pediu que te levasse para o hotel!
-Mais eu queria ficar aqui. Eu tenho que dormir com ele!
-Ele vai dormi a noite toda Manu, e você precisa descasar pra voltar amanhã!
-Ele pediu isso, mesmo? É que... Eu queria ficar com ele mesmo assim. Ultimamente eu tenho preferido ficar ao lado dele pra tudo, sabe?!
-Eu sei, mais ele pediu que te levasse, vem comigo vai. Larga de ser teimosa!
-Tá, bom! Eu vou, eu preciso, mesmo, organizar nossas coisas... Ele tá melhor agora, então, eu vou com você! Sorri.
-Vou cuidar de você! Ele sorriu e passou braço em volta do meu ombro me acompanhado até o carro.

Fomos para o hotel e ele foi ao meu lado, todo o tempo. Enquanto o Rober dirigia, ele me fazia companhia no banco de trás e me fazia ri, algumas vezes, mas sempre segurando minha mão. Achei aquela atitude dele linda, de está ao meu lado se mostrando amigo; um amigo muito especial. Quando chegamos ao hotel, nos despedimos do Rober e ele me acompanhou até o quarto.


A ajudei a arrumar as coisas dela e as do Daniel. Esperei ela tomar banho, indo ao meu quarto para tomar o meu, e quando eu terminei fui fazer companhia a ela. Cantei, um pouco, e rimos quando brinquei com ela. Fiz ela comer, quando pedi o nosso jantar, acabamos assistindo um filme, de comédia, e rimos, mais um pouco. Como a noite estava bonita fomos para a varanda e ela acabou colocando a cabeça sobre meu colo, e conversamos, mais um pouco.

Alisava seu cabelo e a observava, com carinho, ela era linda e quando foi vencida pelo sono, fechando os olhos, vagarosamente, meu coração bateu forte ao ver tamanha beleza e senti vontade de cuidar dela por toda vida. Carreguei ela no colo e a coloquei, na cama, com cuidado, a cobrindo, logo em seguida. Fiquei ali a observando dormir e senti certeza que a queria pra mim. Mais eu sabia que ocupar o lugar do Daniel seria difícil e que ele significava muito para ela.

Dei um beijo em sua testa e saí do quarto, com cuidado, para que ela não acordasse. Fui para o meu e quando deitei senti uma alegria preencher meu coração; eu iria lutar por ela, eu queria conquistá-la, mesmo sabendo que teria que ser um passo de cada vez.

Acordei quando vi um pouco da luz do sol bater em meu rosto, abri os olhos com dificuldades e percebi um vazio enorme do meu lado, abaixei a cabeça e levantei logo em seguida, precisava tomar um banho e voltar para o hospital e buscar o Dan pra voltarmos pra casa. Vesti uma calça jeans, uma blusa soltinha, e uma sapatinha, fiz uma trança de lado e quando estava pra sair do quarto Luan já estava pronto pra bater. 


-Nossa! Bom dia! O olhei e sorri.
-Desculpa, não queria te assustar! –Sorri sem graça. –Bom dia!
-Estranhei,... Pelo que sei sobre meu ídolo ele não costuma acorda a uma hora dessas, é de madrugada ainda! Ri.
-É, verdade! Mais deveria saber, também, que ele faz tudo pelos fãs e principalmente pelos amigos! Por isso estou aqui, acordei de madrugada, para acompanhar você até o hospital para levar você e o Dan no bicuço comigo! Sorri.
-Luan... Não precisa! O Dan não gosta de dar trabalho a ninguém!
-Mais eu faço questão! Vamos tomar café e depois vamos ao hospital pegar ele! Vamos? Segurei na mão dela.
-Vamos sim! Sorri fechando a porta e fui logo a sua frente segurando minha bolsa.

Fomos tomar café e a fiz ri, algumas vezes, eu amava ver o sorriso dela. Depois de comermos fomos para o hospital e lá recebemos uma notícia boa, o Daniel havia acordado melhor e ele já estava pronto para ir para casa. A ajudei a ir buscar ele no quarto.

-E ai cara, bom dia! Entramos no quarto dele.
-Oi, gente! Ele nos olhou e sorriu, parecia ter gostado do que viu.
-Oi amor! Fui até ele e o beijei.
-A gente veio te buscar, cara! O Luan avisou.
-Oi Manu! –Ele pareceu frio. –Não precisava cara, não gosto de dar trabalho a ninguém!
-Tudo bem, eu faço questão! Luan sorriu.
-Eu falei a ele que você não gostava de dar trabalho, mas ele insistiu! O expliquei e fiquei triste por seu tratamento, mas resolvi deixar pra lá.
-Vamos então? To louco pra volta pra casa! Ele se levantou com a ajuda do Luan e seguimos para o carro após assinar alguns papeis.

No carro ele sorriu e parecia que ele havia se dado muito bem com o Luan. Ele me tratou diferente, de uma forma fria me fazendo ficar, um pouco triste, mas eu sabia que tinha uma explicação, então quando chegássemos a Salvador ele iria me explicar.


Durante a viagem, percebi a maneira do Daniel a tratar e vê-la com uma feição triste no rosto, me deixou triste. Sabia que pra ela seria doloroso terminar o relacionamento com o cara que ela amava tanto e que significou muito na vida dela, como ela havia me contado.

Entramos no bicuço e o Dan foi dormindo e eu fui calada brincando com minhas unhas, não conseguia esconder minha tristeza. Chegamos em Salvador e lá nos despedimos do Luan, o abracei forte e o agradeci por tudo que havia feito por mim e pelo Dan. Seguimos para sua casa e lá os pais do Dan o abraçaram forte, não choravam mais senti que eram o que queriam fazer, o ajudei a subir as escadas e a deitar devagar na sua cama.

-Dan o que você tem? Me tratou estranho!
-A gente precisa conversar!
-Você vai me falar o porquê desse seu comportamento? Sentei ao seu lado.
-Manu, a cada dia que passo a tendência é piorar e eu não quero me tornar um peso pra você, você é jovem, linda, tem que ser feliz e não merece um namorado que nem eu doente que a qualquer momento pode estar morto!
-Ah! Dan vai começar com esse papo de novo? Eu já disse que eu quero ficar com você! Falei firme.
-Não quero te ver sofrer depois que eu morrer Manu! Ele abaixou a cabeça.
-Eu vou sofrer de qualquer jeito, eu te amo demais e eu tenho muito medo de te perder, a cada segundo que passa. Mais parece que meu coração vem se confortando aos poucos, mas eu preciso ficar com você Dan, entende isso!
-Mais não quero te ver chorando a cada vez que passar mal, Manu eu quero terminar! Ele falava segurando o choro.
-Terminar? Mais amor... Não faz isso, por favor! Segurei firme sua mão.
-Vai ser melhor assim Manu, longe de mim você pode se apaixonar novamente e não sofrer tanto com minha perda!
-Não faz assim! Você significa muito pra mim e você sabe! Ninguém vai conseguir nunca tomar seu lugar amor! Lágrimas inundaram meus olhos.
-Não diz isso Manuela! –Ele enxugou minhas lágrimas. –Eu também te amo muito e tá doendo fazer isso, mais você merece ser feliz e comigo isso não ai ser possível!
-Vai sim amor...! Por que isso, em? Você disse que me queria ao seu lado, quando me contou o que você tinha!
-Manu, eu... Eu mudei de ideia, você pode ficar ao meu lado e eu quero isso, mais como amigos!
-Como amigos? Mais Dan... Isso vai ser ruim! –O olhei nos olhos. –Eu te amo!
-Eu também te amo, mais não quero te ver condenada ao meu lado, é perda de tempo Manuela, não vale a pena! Isso só vai fazer você sofrer mais ainda. Por favor, tenta me entender, só quero ver você feliz e bem!
-Mais... Quem eu colocaria em seu lugar? Dan você sabe que é muito importante, pra mim...! Sei que quer o meu bem mais pra mim vai doer essa separação. Você vai ficar feliz com isso?
-Tem certeza que não consegue pensar em ninguém? Eu vou ficar bem se você estiver!
-Não consigo... Só vem uma pessoa para me dá forças que eu sei que vai está ao meu lado, mesmo com a vida cheia de compromissos! Eu vou ficar feliz com você. Vendo você bem! Alisei seu rosto.
-Manu...! Ele abaixou a cabeça.
-Que foi? O olhei erguendo seu rosto, para que ele olhasse pra mim.
-Não quero ser um peso pra você, por favor, to me sentindo muito mal por isso!
-Se for pra te ver melhor, pra te ver feliz, eu... Eu aceito isso! Mais eu só vou fazer isso pra te ver bem, tá? O olhei enxugando minhas lágrimas.
-Não esquece... –Ele parou pra respirar forte e tentando parar de chorar. –Não esquece de nada que vivemos!
-Jamais! Está tudo gravado, eternamente em meu coração e minhas lembranças, em um lugar muito, mais muito especial! Sorri para confortá-lo.
-Obrigado! –Ele beijou minha testa e me abraçou. –Posso te fazer um último pedido como namorado? Ele sorriu alisando meu rosto.
-Claro que pode! Sorri.
-Quero poder te amar pela última vez! Ele sussurrou enquanto beijava meu pescoço.
-Sempre vou está pronta para fazer amor, com você! E eu vou guardar pra sempre em mim! Sussurrei em seu ouvido.
-Eu te amo e vou te amar até meu ultimo suspiro! Ele me beijou.

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