quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E UM.


Deixei ele fazer do jeito que ele gostava; ele me guiou e me dominou, por completa. Retribuía seus beijos e sussurrávamos coisas ao pé do ouvido que só nós sabíamos o sentido e o porque delas serem ditas. Sentia meu corpo arrepiar a cada segundo e isso me deixava com mais vontade de ser dele.

Não cansava de ter ela ali em meus braços entregue a esse amor aumentava a cada segundo mais, beijava sua boca macia a todo tempo com delicadeza. Nossos corpos estavam suados o que não nos impediu de querer mais e mais prazer naquele momento e era isso que queria senti e fazer ela sentir; prazer. Mordia sua orelha e dava sugadas em seu pescoço com sorriso nos lábios ao perceber seu corpo arrepiado.

Tudo estava tão intenso que esquecemos as horas passarem. Tudo que nós queríamos era satisfazer o desejo, intenso, dos nossos corpos, ao se quererem. O movimento do corpo dele, sobre mim, me fazia esquecer o mundo e a mim mesma.

-Você me faz o homem mais feliz desse mundo! Ele sussurrou baixinho no meu ouvido dando uma sugada, logo depois, da minha orelha. Sua respiração estava acelerada o que me fez arrepiar.
-E eu sou a mulher mais feliz do mundo, em saber que te faço feliz! Sussurrei em seu ouvido.

Nossos corpos se derem por satisfeito e Luan se deitou ao meu lado me puxando devagar pra pôr minha cabeça sobre seu peito, estávamos totalmente suados e ao pousar minha cabeça sobre aonde ele queria senti seu coração acelerado e sua respiração ofegante assim como a minha. Beijei seu peito nu e fiquei passando a ponta do dedo sobre sua barriga, enquanto sentia ele alisar meu cabelo.

-Acho que esqueceram de nós dois aqui! Sorri.
- É... Também quem chegasse da porta e ouvisse você dizendo "Isso amor, vai." –Luan imitou a voz de prazer. –Iria ficar constrangido! Ele gargalhou.
-Pára Lú! Pedi envergonhada.
-Tô brincando bobinha! –Ele riu beijando minha cabeça. –Ainda são seis horas, daqui a pouco descemos e nos encontramos com eles, liga pra sua mãe e manda ela vi com o Diego! Ele alisava meu cabelo com carinho e meu braço.
-Tá ligo! Vai tomar banho? Perguntei a ele procurando, com o olhar, meu celular.
-Vou, vem comigo? Ele beijou meu pescoço.
-Vou! Sorri.
-Então vem! Ele me pegou no colo com cuidado e me colocou no box do banheiro abrindo devagar o chuveiro.

Tomamos banho trocando carinhos e quando o Luan passou suas mãos, suavemente, pelo meu corpo, com o sabonete, eu me arrepiei, por completa. Saímos do banho, depois que nos secamos, um ajudou o outro, nos beijávamos e sorríamos sem perceber. 


Peguei o meu celular, depois que coloquei minha roupa, liguei para minha mãe e pedi que ela viesse com o Di e que me trouxesse uma roupa mais arrumada.

-Sabe o que o Di me falou? Olhei pra ele, que mudava o canal da TV.
-Não, o que?
-Que a "Bruninha", é linda! Ri da cara que ele fez.
-E onde fica a graça disso? Me diz por que também quero ri!
-Você fica lindo, assim; bravo e ciumento, sabia? Sorri dando selinhos nele.
-Se esse cara encostar em minha irmã, vou esquecer o que ele é seu e mostro o quanto to ficando forte!
-O que é isso amor, em? Desperdiçar sua força, por nada? –Me aproximei do seu ouvido. –Desperdiça comigo! Sussurrei e deu uma mordida, em seguida, sua orelha.
-Você tá muito safada! Ele riu.
-É que eu to defendendo o meu irmão! Ri e o beijei.

Depois de um longo beijo descemos de mãos dadas, o lado de fora tinha alguns fotógrafos, mas nada comparado a tarde. Cumprimentei mais uma vez seus pais e Bruna, Diego se aproximou com minha mãe e seguimos para o restaurante, depois que eu me troquei, com a roupa que minha mãe me trouxe. Sentamos em uma mesa enorme e fizemos os pedidos, que enquanto não chegava conversávamos sobre um pouco de tudo. Luan contava sua ida ao aeroporto e riamos demais das graças que ele fazia no meio da história. 


Quando fomos servidos Luan ficou encarando o Diego que não tirava os olhos de Bruna, por diversas vezes puxei seu rosto lhe dando um beijo no queixo e rindo da sua carinha de bravo, ficava nitidamente lindo. Comemos uma sobremesa maravilhosa e Marizete nos contou, um pouco, da infância do Luan e de como ele é ciumento com seus amigos e familiares. Luan ficou vermelho por diversas vezes com os comentários da mãe e todos nós na mesa riamos demais. 

Após o jantar minha mãe e o Diego foram embora e os pais do Luan junto a Bruna subiram, como o hall estava cheio de gente entrando e saindo eu e Luan decidimos subir também. Diego havia levado uma mochila com minhas roupas e Luan me levaria pra faculdade pela manhã o que me deixou feliz. 

Acordei cedo no dia seguinte e como não conseguia acordar o Luan de jeito nenhum liguei para o Diego que passou lá e seguimos pra faculdade. Ele me fez perguntas sobre Bruna e eu lhe disse sobre o ciúme do Luan relacionado a ela o fez ele ri durante todo caminho.

Depois das aulas na faculdade, sobre olhares curiosos de todos, sobre mim, fui para casa tomei banho e como não teria que ir trabalhar, por está de folga, iria acompanhar o Luan, os pais e a Bruna pelo passei por Salvador.


A tarde foi regada de muitos risos, dentro de um carro, maior, que o Amarildo alugou. Os levei para conhecer cada um dos pontos turísticos de Salvador. Descemos do carro para que a Bruna e a Dana Marizete comprassem algumas lembranças no Mercado Modelo e no Pelourinho. 

Os guiei até o Solar do Unhão, local do meu primeiro beijo com o Luan. Eu e o Luan ficamos à vontade e sentamos no mesmo lugar, enquanto seus pais e a Bruna conheciam o lugar. Depois de muitos elogios a beleza da cidade, voltamos para o hotel.

Tudo o que é bom acaba cedo. O Luan e os pais foram embora no dia seguinte, o que fez com que meu coração apertasse. Eu e ele estávamos com os olhares entristecidos, isso era visível. Nos despedimos no aeroporto, ao lado do bicuço, depois que ele atendeu algumas fãs. Ele iria levar os pais em casa, em seguida iria voltar a viajar para fazer os shows e eu iria continuar com minhas coisas em Salvador. Depois de um longo beijo e de muitos "eu te amo!", ele seguiu para a rotina dele. Voltei, também, a minha rotina de faculdade e trabalho. Já estava me acostumando com os olhares curiosos e cochichos das pessoas onde eu estivesse. 

Os dias passaram se arrastando Luan me ligava todos os dias na madrugada e quase sempre me acordava pra ficarmos conversando durante toda noite, comecei a chegar à faculdade cheia de olheiras e dormia nas aulas o que começou a chamar atenção dos professores, da Beatriz, Diego e minha mãe. 

Minha semana de prova havia começado, estudava que nem uma louca e ficava até altas horas estudando, não podia tirar uma nota baixa e muito menos ser reprovada em alguma. Eu tinha vacilado em algumas aulas e corria contra o tempo com a ajuda de Beatriz pra tentar recuperar e entender os assuntos. Luan diminuiu o ritmo das ligações por minha mãe ter conversado com ele sem eu saber e estranhei às vezes ele mandava apenas mensagem sem me ligar.

Conciliar minha vida a dele estava se tornando cansativo, para mim. Tínhamos horários diferentes, o Luan era noturno, trocava o dia pela noite e eu não podia perder minha noite, de sono, para que não me atrapalhasse nas aulas. Comecei a perceber o quanto era corrida as nossas vidas e como elas caminhavam para caminhos diferentes.


Passei uma noite inteira pensando em o que meu coração, realmente, queria. Coloquei na balança e constatei que as coisas tinham o mesmo peso. Por um lado pesava o que eu sentia pelo Luan e pelo outro o peso era do que eu havia prometido ao meu pai, que seria uma Advogada. Eu estava ficando sufocada com tudo isso e não aguentaria por muito tempo.

2 comentários:

  1. Eu ri demaais do "Isso amor, vai." kkkkkkkkkkkk imaginei o Lú falando isso...

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  2. Eu tb ri d++ "Isso amor, vai." Luan nem um pouco discreto!

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