quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E QUATRO.


-Bom eu vou pegar algo pra beber, me acompanha Diego? O Rober comentou.
-Claro, vamos nessa! 
-E você princesa? Rober sorriu.
-Haram! Ela foi para os braços do Rober e se afastaram.
-Então... Como você tá? Olhei pra ele, tentando esconder o que o meu coração gritava pra eu demonstrar.
-Tô... Tô levando e... Você? Percebi sua boca tremendo o que só fez meu nervosismo aumentar.
-Também...! Olhei pra ele e olhei em volta, tentando disfarçar meu nervosismo.
-Então... Quer beber alguma coisa?
-Pode ser...! Se não for incomodar, claro! Olhei pra ele.
-Vou... Pegar!
Saí mexendo no cabelo e respirei fundo fechando e abrindo os olhos rapidamente, entrei no banheiro molhando a nuca e saí indo no bar pra pegar a bebida que ela gostava, ainda lembrava esses detalhes. Me aproximei, novamente, da mesa e sentei ao seu lado colocando a bebida sobre a mesa. 
-Aqui esta!
-Obrigada! Sorri pra ele.

Quando bebi, percebi que ele havia pegado a minha bebida favorita. Sorri, discretamente. Ele lembrava, ainda, de detalhes meus, dos meus jeitos e do meu gosto.

-Não foi nada! Ele sorriu dando um gole na bebida dele.
-A Bruna está linda! Comentei, enquanto via a Bruna sorrindo com as primas.

Não a respondi, estava olhando fixamente pra ela, estava um pouco mais magra o que não a tornou menos bonita, seus cabelos estavam um pouco mais longos, sua pele um pouco mais morena e seu sorriso... Ah, o sorriso continuava o mais lindo de todo o planeta. 


-Você também, tá muito linda! A olhava fixamente.
-O que? Olhei pra ele, sem acreditar no que ele disse.
-Você... Tá linda!
-Brigada! Falei sem graça, bebendo um pouco da bebida.
-E ai... É... Tá namorando? Ele me olhou e seu olhar continua medo da minha resposta.
-To! Sorri.
-Ah, é... Ah, qu... Que le... Legal!
-Com os livros! Ri.
- Ah... Ele se jogou de vez na cadeira respirando fundo e deu um longo gole na cerveja.
-Se assustou por quê? Olhei fixamente pra ele.
-Por que ainda te amo e não aguentaria te ver nos braços de outro cara que não fosse eu! Ele falou sem olhar pra mim.

O olhei assustada, não esperava aquela resposta dele. Mesmo fazendo manha, não me olhando ouvir isso, sair da sua boca, fez com que meu coração quase saltasse pela boca. Cheguei um pouco, mais perto, a minha cadeira dele e sorri o olhando.


-Percebi pela bebida que você pegou, pra mim!
-Que bom que acertei! Ele sorriu me olhando.
-É! Acertou! Mais sabe de uma coisa?
-O que? Ele colocou a bebida sobre a mesa e me encarou.
-Eu gosto de outro sabor! Sabe qual é?
-Acho que lembro, será que posso arriscar? Ele se aproximou alisando meu cabelo.
-Pode! Sorri.

Sorri passando meu nariz no dela segurei em sua nuca e aproximei mais minha cadeira da dela, meu coração estava acelerado e ainda não acreditava que estava ali de frente pra ela e ela me amando assim como a amava. 


-Que ótimo ver vocês dois juntos, precisamos conversar sobre como vamos assumir o fim do relacionamento de vocês! –Dagmar se aproximou do nada com um papel nas mãos e eu respirei o mais fundo possível me afastando devagar da Manu. -É... Atrapalhei algo? Ela nos olhou sem graça.
-Não... Vou ter que sair? Olhei pra ela.
-Pelo contrario, precisamos combinar juntos sobre como vamos assumir essa bomba! Ela sentou à mesa conosco.
-Dag, será que eu posso te pedir um favor? Olhei pra ela.
-Claro, e qual é? Ela me olhou e Luan permanecia quieto de cabeça baixa passando a ponta do dedo na borda da lata da cerveja.
-Deixa a gente sozinhos cinco minutinhos? E outra, esse assunto é chato demais pra tratar em um aniversário, não acha? O Luan levantou a cabeça me olhando, pareceu gostar, e muito, do que ouviu.
-Tudo bem, desculpa! Ela se levantou saindo.
-Ela é chata! Ri olhando pra ele.
-Verdade! Ele riu assim como eu.
-Esse assunto é chato, também, né?!
-Manu... Você... Não vai se senti incomodada em... Na verdade a pergunta é... Você vai querer mesmo jogar na mídia o fim do nosso namoro? Ele me olhou.
-Vai ser estranho, por que eu nunca me senti separada de você! O olhei e senti o meu rosto queimar de vergonha.
-Mesmo longe eu podia te sentir todo o tempo comigo. Porque você é uma parte de mim, é a pessoa que me completa a mulher que amo!
-Interessante... Eu também me senti assim! A gente tem alguma ligação forte, né? Sorri, apertando seu nariz.
-Somos ligados por telepatia! Ele sorriu.
-Deve ser, mas eu prefiro dizer que é pelo amor, mesmo! Concorda amor? Sorri e vi os olhos dele brilharem ao me ouvir o chamar de "amor".
-Eu... –Ele beijou minha testa. –Amo... –Ele beijou cada lado da minha bochecha. –Você! Ele segurou firme minha nuca e me beijou.
Quando ele me beijou, senti um arrepio percorrer meu corpo, era como se meu corpo tivesse revivido. Meu corpo ficou mais quente, meu coração bateu mais forte, meus sentidos ficaram apurados... Eu não queria sair daquele momento nunca mais. Retribui o beijo, alisando sua nuca. 

-Te amo! Mordi o lábio dele, levemente.
-Você é minha e não vou deixar mais você sair assim da minha vida!
-Então me sequestra! Ri.
-Vem! Ele segurou pela minha mão e quando levantamos nos batemos de frente com Diego e os pais do Luan que olharam diretamente pra nossas mãos.
-Oi! Cumprimentei eles sem graça.
-Olha, eles tão ficando! Max chegou por trás rindo.
-Ficando ou... Namorando? Marizete perguntou olhando fixamente pra mim me fazendo ficar sem graça. 
-Namorando, a gente nunca deixou de se amar mãe, em momento nenhum deixamos de pensar um no outro, esse tempo só nos mostrou o quão sincero nosso sentimento é! E por uma parte foi bom por que dai quando sentimos que estamos perdendo a pessoa que amamos aprendemos a dar a valor as mínimas coisas!
-É bem assim! –Sorri olhando para o Luan. –É hora de nos arriscarmos mais!
-Pelo menos não assumiram o final do relacionamento pra mídia!
-E mesmo que assumisse ninguém teria nada a ver com minha vida pessoal Max!

Depois da resposta que ele deu no Max, ele me levou até o estacionamento da boate, onde estava sendo o aniversário da Bruna. Quando chegamos perto do carro dele, ele olhou todo o local, sorriu pra mim e mordeu os lábios. Ele me encostou ao carro e juntou nossos corpos.


-Eu estava morrendo de saudades de você! O olhei nos olhos.
-Por que não respondeu minhas mensagens? Só queria saber se você estava bem! Ele falava baixinho, enquanto passava o nariz de leve no meu pescoço.
-Por que eu tive medo de forçar algo, de me machucar, não sei ao certo! Alisava sua nuca.
-Senti saudade desse cheio! Ele continuava a passar o nariz com carinho, seu hálito fresco bateu no meu pescoço me fazendo arrepiar apertando a blusa dele.
-E eu do seu! Mordi, levemente, sua orelha.

Sorri ao senti ela morder minha orelha e segurei firme sua nuca esfregando meu rosto no dela, fechei meus olhos sentindo aquela pele macia na minha e imediatamente meu coração reconheceu aquele toque acelerando parecendo que pararia a qualquer momento. A olhei nos olhos alisando seus lábios com os meus e senti tanto eu como ela queimar de desejo. Minha respiração ficou acelerada e enquanto respirava senti também a sua respiração tão acelerada quanto a minha, colei minha testa na dela e na mesma hora abrimos os olhos nos encarando. 


-Amor é pouco diante do que sinto por você!
-Me dá um beijo, vai, seu bobo! Meu bobinho, lindo! Sorri e o dei um selinho.

2 comentários:

  1. Que LINDO! Que bom que eles estão bem. Agora tem que fechar a noite com chave de ouro.

    Yana

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  2. Q perfeitoooooooooooooo, eles não podem ficar separados,a química entre eles é linda!

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