terça-feira, 20 de novembro de 2012

CAPÍTULO SETENTA E TRÊS.


Desci pela escada, por ter esperanças de alcançar ele no hall do prédio. Desci o mais rápido que pudi, na esperança de poder explicar tudo para ele. Quando abri a porta, da escada já no hall, meu coração disparou mais acelerado ao vê-lo ali.

-Luan, pelo amor de Deus me escuta! Gritei.
-Me esquece! Ele saiu do hall indo em ao direção do táxi que havia parado pra ele.
-Não, vai, por favor! Me escuta, antes! Segurei no braço dele, o pedia desesperada.

Senti meus músculos ficarem rígidos e uma raiva me dominou por completo, fechei meus olhos respirando fundo e me afastei ela entrando no táxi fechando a porta. Pedi para que o motorista acelerasse e assim ele fez. Não olhei para trás, queria esquecer que um dia ela passou pela minha vida.

-Que inferno! Gritei, com raiva.

Respirava fundo, para tentar me acalmar e me ajudar a achar uma solução para aquilo tudo. Por várias vezes passou pela minha cabeça, uma vingança para o Gabriel, mas eu iria me ocupar com isso depois. Vi um táxi e quase me jogando na frente do carro, ele parou e eu o pedi para ir até o hotel, onde o Luan estava.

Cheguei ao hotel e vi Roberval parado me olhando curioso, passei por ele com raiva. Quando vi o Well me aproximei e pedi para que não deixasse ninguém além da produção ou da minha família me incomodar. Entrei no meu quarto fechando a porta com força e comecei a arrumar minhas coisas, queria ir em borá o mais rápido possível daquele lugar. Queria voltar para o Brasil estava sentindo falta dos meus fãs, e da minha casa.

Cheguei ao hotel, depois de milhões de coisas passarem por minha cabeça e com medo me dominando, eu queria que ficássemos bem, não queria que ele voltasse daquele jeito. Me arrependi de não ter aceito ficar em seu hotel, o esperando. Talvez eu e ele estivéssemos nos amando aquela hora, conversando, trocando declarações; longe de brigas. Vi o Roberval na porta e respirei aliviada.

-Rober me ajuda, por favor! O pedi com lágrimas nos olhos, desesperada.
-O que aconteceu Manu? –Ele me segurou pela mão. –Você tá tremendo!
-Eu preciso conversar com o Luan, eu preciso! Me ajuda, por favor! O implorei.
-Vocês brigaram? Ele passou aqui furioso, nem falou comigo!
-É que eu... Ele foi conversar comigo, lá no meu apartamento e o Gabriel... Eu juro que foi ele, juro por minha mãe, meu irmão... O Gabriel me beijou, na hora que ele viu o Luan, na porta! Me ajuda! Tremia.
-Calma, fica calma! Assim você vai ter um treco. Vem comigo!
-Brigada! Respirei fundo tentando me acalmar.

Segui com o Roberval, até o elevar, e meu coração parecia se acalmar. Eu estando com o Roberval seria mais fácil de falar com ele, eles eram melhores amigos e isso, de certa forma, me ajudava. Quando chegamos ao andar do quarto dele, vimos o Wellington na porta e o Roberval, sorrindo, tentou abrir a porta, mas o Well o impediu.

-Qual foi, cara?! O Rober o olhou sem entender e eu voltei a ficar desesperada.
-O Luan deu ordem de não deixar ninguém entrar!
-Cara nem eu? O Rober pareceu surpreso.
-Só a Dagmar, ou alguém da família dele. Desculpa Rober!
-Tenta falar com ele Well, por favor! Só diz que é o Rober, eu prometo não entrar! Pedi a ele desesperada.
-Que foi? A Bruna se aproximou com sua mãe e seu pai.
-Bruna! Por favor, tenta falar com o Luan pra mim? Me aproximei dela, tão rápido, que a assustou.
-Calma Manu, eu vou lá falar com ele, calma!
-Brigada! Abri um sorriso largo.

Bruna retribuiu o sorriso se afastando de mim e Well deu espaço pra que ela passasse, ela bateu na porta abrindo e meu coração acelerou quando ela a fechou.

Estava arrumando minhas coisas quando vi Bruna entrando no meu quarto a olhei e sem dizer nada continuei arrumando minhas coisas, não queria conversar, isso acabaria fazendo eu estourar.

-Lú, o Rober tá ai fora querendo falar com você! A Bruna o avisou.
-Não tô a fim de falar com ele, nem com você e nem com ninguém, agora dá pra sair, por favor?
-Calma! O que aconteceu, eu não sei, mas tudo tem uma explicação e dois lados, e sempre um anula o outro, sabe por quê? Por que um é a verdade! Só acho que você deveria se dá uma chance, pra não ir assim machucado! Vou sair tá?! Ela o olhou, esperando ele pensar nas palavras dela.

Larguei tudo que estava na minha mão me sentando na cama e me joguei de costas deitando, passando as mãos no rosto. Quando fechei meus olhos a cena dela beijando aquele cara tomou conta dos meus pensamentos, apertei com força o forro que estava na cama e mordi meus lábios, queria sumi dali o mais rápido que pudesse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário