quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E VINTE.


Fui com meu pai e Diego registrar o nosso pequeno, estava tão feliz que não cabia dentro de mim. Chegamos ao fórum e, pra minha sorte, só poucas pessoas me reconheceram arrancando delas olhares curiosos. Entrei com meu pai, o Diego preferiu nos aguardar dentro do carro. Levei todos meus documentos com os de Manuela e o registrei. Daniel Brandão Santana. O nosso anjo. 

Voltamos para o hospital e quando cheguei mostrei a todos a certidão de nascimento do Dan fazendo todos babarem, Bruna me avisou que meus amores estavam dormindo, mas, mesmo assim, decidi ir vê-los. Entrei em silêncio no quarto e fiquei observando nosso pequeno dormir, parecia um anjo e fazia biquinhos fofos que e davam vontade de passar a vida ali admirando.

Dormi por está casada na verdade, cochilava por que meus pensamentos estavam todos no Dan, mesmo ele estando ao meu lado eu queria protegê-lo. Senti alguém se aproximar e me assustei abrindo os olhos. Vi o Luan ao lado filho segurando com o dedo a mãozinha do Dan, e eu sorri.

-Já voltou mô? Já registrou o Dan?
-Oi meu amor! Já sim! Ele me olhou ainda segurando a mãozinha do filho.
-A médica falou alguma coisa sobre quando a gente vai pra casa?
-Amanhã pela tarde, ela disse que vocês dois estão ótimos! Ele se sentou na cama me olhando.
-Que bom! Não aguento mais ficar aqui, é muito chato! Cruzei os braços.
-Amor, eu tenho show hoje à noite...!
-Tem? Mais você volta né? Falei dengosa.
-Prometo que vou tentar, não queria deixar vocês aqui, mais a multa pelo cancelamento do show é altíssima! Ele arregalou os olhos.
-Tudo bem, eu entendo! As fãs estam lá te esperando. Vai e volta! Sorri.
-E tem elas ainda, já tem meninas acampando lá desde cedo, não posso fazer isso com elas. Eu volto! Ele sorriu.
-Eu vou ter ir me acostumando... A gente vai ter que se acostumar! Olhei para o Dan.
-Prometo voltar assim que terminar o show. Cuida dele e se cuida tá? Meus pais, a Bruna, sua mãe e o Di estão ai fora!
-Tá bom! Vou ficar com saudade... Ah! Avisa quando chegar e quando terminar, lá!
-Pode deixar! –Ele me deu um selinho demorado e se aproximou do filho. –Papai tá indo mais volta logo tá campeão? Cuida da mamãe, beleza? Papai te ama muito! Ele beijou a testa do Dan sorrindo e me olhou mais uma vez.

O vi saindo do quarto e me senti menos segura. Sabia que ele voltaria, mas era como se levasse com ele uma parte da minha coragem. Olhei para o Dan e me senti mais responsável ainda pela segurança dele, mesmo com tantas pessoas que eu podia confiar eu sentia certa insegurança de deixar o Dan nos braços de quem quer que fosse, a não ser o meu e o do Luan.

O Di entrou no quarto, logo, depois que o Luan tinha ido embora e me olhou com um sorriso nos lábios se aproximou e beijou minha testa. Ele ainda estava bobo com a chegada do sobrinho o fazendo ficar até um pouco atrapalhado.

Saí daquele quarto com meu coração na mão, não queria deixar eles ali sem minha proteção. Segui para sala de espera onde todos conversavam e respirei fundo me aproximando deles. Me despedi de cada um deles e pedi para que cuidassem deles dois mesmo sabendo que não seria a mesma coisa comigo ali. Abracei meus pais, a Bruna, minha sogra a apertei a mão do Diego saindo, logo em seguida, acompanhado do Roberval e Well. Entrei no carro e durante o caminho fui contanto detalhes de como era meu filho, Roberval aproveitava pra tirar sarro da minha cara e me fazia ri algumas vezes. 


Chegamos ao aeroporto e seguimos direto para o jatinho que já estava pronto pra decolar, me sentei na poltrona pegando meu celular e Rober entrou me desconcertando com algo que não havia entendido direito. Quando estávamos no ar sentimos uma forte turbulência e meu coração foi a mil. Por mim se pudesse escolher iria de ônibus para todos meus shows, mas por ser cada um em uma cidade e Estado diferente só me restava essa opção. Ouvi o piloto conversando com o outro e olhei para o Roberval desesperado.

O Di dormiu comigo, enquanto todos foram pra casa, minha mãe foi ajeitar tudo para a minha volta e a chegada do Dan. Ela queria tudo arrumado e queria deixar tudo do jeito mais confortável para nós dois. Acabei cochilando o Diego me passou segurança, mas logo o Dan começou a se mexer e meu corpo já dava sinais de que ele queria comer e foi exatamente o que aconteceu. A enfermeira logo veio e me ajudou a dar mama para o Dan. O Diego, assim como o Luan, observava tudo muito curioso. 


Depois que eu dei mama para o Dan ele adormeceu, novamente, e eu pudi dormir. Dessa vez não foi um sono leve, foi um sono pesado, estava muito cansada. Mais eu tive um sonho estranho; via um acidente de avião. 

-Luan! Acordei assustada, chamando pelo Luan e o Dan se assustou começando a chorar.
-Que foi? Diego se aproximou de mim rápido.
-Liga para o Luan, Diego! Liga pra ele! Olhei para o Di assustada.
-Calma Manuela, seu filho tá chorando! Diego olhava para o Dan que chorava parecendo que sentia algo assim como eu.
-Pega ele pra mim! Mais liga para o Luan, por favor! Olhei para o Dan.
-Tá! Mais fica calma! Diego pegou o Dan que não parava de chorar e me entregou o celular.
-Me dá o Dan, ele não vai parar de chorar com você! –Estendi meus braços para pegar o Dan. –Liga para o Luan, você Di!
-Tá, certo! Ele me entregou o Dan. E assim, que encostei ele sobre meu corpo, aliviou o choro e o olhei para o Diego que tentava ligar para o Luan.
-Pronto meu amor, passou! A mamãe tá aqui! –Olhava para o Dan e ele se acalmou, mas não dormiu. Parecia sentir o mesmo que eu. –E o Luan, Diego?
-Caixa postal Manu! Ele me olhou. 

Quando sentimos que uma das turbinas do avião parou senti meu coração gelar e fechei meus olhos com força apertando a poltrona como se naquele momento pudesse controlar o jato. Não conseguia me mover, apenas colocava toda minha força apertando a poltrona. Ouvi o Roberval falando algo baixinho que não compreendia e também naquele momento pouco me importava. Pedi a Deus que protegesse e que tudo acabasse bem, mas naquele momento o medo já havia dominado por completo. 

Assim que o Anderson soube o que estava ocorrendo, bateu um desespero terrível, ele pegou seu celular totalmente nervoso e ligou para o Amarildo, ninguém atendia, então ele tentou ligar pra casa que foi atendido pelo próprio na quarta chamada. 

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