terça-feira, 23 de outubro de 2012

CAPÍTULO CINQUENTA E SEIS.


-Acorda Luan! Diego deu um tapa nas costas do Luan que chegou o corpo todo pra frente.
-Diego, que coisa, pára com isso! –Ri chegando perto deles. –Foi por isso que você levou um murro naquele dia! Ri olhando para o Diego.
-Que mão pesada! Luan tentava alisar as costas e Diego gargalhou quando levantou a blusa dele.
-Ficou minha mão certinha!
-Diego vaza daqui vai! Quem vai te dá um murro agora sou eu! Olha o que você fez! Olhava às costas do Luan.
-Foi mal! Diego riu.
-Vou descontar! Luan saiu correndo com Diego pela casa.
-Querem parar crianças?! Ria, enquanto descia as escadas e via os dois brincando de pega-pega.
-O Luan é fraco dema...! Quando Diego ia termina a frase Luan meteu a almofada no rosto dele com tudo e gargalhou.

Ria ao observar eles brincando. Ao ver eles sorrirem meu coração apertava, iria ficar longe deles e teria muito pouco tempo para passar com eles nas férias. Sentei na escada e deixei que eles se cansassem de tanto brincar, apenas observava e guardava cada detalhe, cada sorriso, cada gesto, cada mínimo detalhe que fosse, para levar comigo.

Diego me derrubou no chão rindo e começou a dar leves socos na minha barriga, o empurrei fazendo ele também cair no chão e meti a almofada no rosto dele correndo e me escondi atrás da Manuela rindo.

Quando ele veio para trás de mim, como se procurasse abrigo, eu sorri. Queria ser o conforto dele e o abrigo que ele procurasse em qualquer dificuldade que ele pudesse ter ao longo do tempo que estivéssemos longe, um do outro. Olhei o Diego se aproximando e levantei.


-Nele você não bate! Sorri.
-Ah! Qual foi Luan?! Vai se esconder atrás da mulherzinha?
-Mulherzinha não, mulherão! Ele riu.
-Sai dai e vem brigar que nem homem!
-Eu não! Ele correu e Diego foi atrás puxando ele pela camisa fazendo ele cair nos últimos degraus da escada.
-Diego, olha isso! Parou os dois! –Falei serio afastando o Diego do Luan. –Amor machucou?
-Só minha bunda! Ele riu.
-Foi mal! Diego gargalhava.
-Parou mesmo, sério! Parecem duas crianças! Daqui a pouco vão se machucar sério! Falava séria.
-Paramos, vou terminar de arruma minha mala!
-Vou te jogar para os tubarões em Cancun! Luan gargalhou e Diego subiu rindo.
-Vou pegar água, vai querer? Tem certeza que não machucou nada? Olhei pra ele.
-Machucou! Ele fez bico.
-O que? Olhei preocupada.
-Aqui! Ele apontou pra boca.
-Foi bebê? Sorri.
-Foi amor, aqui ó! Dá beijinho!
-Dou meu amor! –Dei selinhos nele. –Pronto? Passou?
-Não assim ó!

Sorri me aproximando dela e a beijei, enquanto andava para o sofá guiando-a. Deitei ela com cuidado indo por cima delicadamente e deixei o beijo mais intenso, alisava a cintura dela ao mesmo tempo que apertava e sorri entre o beijo dando uma mordidinha em sua nuca.


-Filha eu j...!
Saí de cima dela com tudo caindo no chão e cocei a garganta totalmente sem graça quando vi sua mãe em pé ali na porta nos olhando surpresa e espantada.

-Oi mãe! Sorri sem graça olhando pra ela.
-Eu... Bom... Licença! Ela saiu constrangida e subiu para o seu quarto totalmente sem graça.
-Olha o que você fez! Olhei pra ele.
-Eu não sabia!
-Tudo bem, levanta! Sorri.
-Agora me machuquei! Ele levantou sentando no sofá.
-Machucou o que? Alisei o rosto dele.
-Minhas costas! Olha aqui! Ele se virou de costas.
-Nossa, amor! Levantei a blusa dele e sorri.
-Que foi?
-Machucou mesmo! Mais quer ver curar? Sorri.
-Não passa aqueles remédios que arde não, eu odeio!
-Não vai arder não, eu juro! Confia em mim?
-Confio!

Sorri e comecei a beijar as costas dele. Mesclava beijos e carinho com a ponta do meu nariz, sentindo ele arrepiar. Fui beijando as costas dele até a nuca. Parei com uma leve mordida em sua orelha.


-Melhorou? Sussurrei em seu ouvido.
-Amor isso é sacanagem!
-É? Mais melhorou, não melhorou? Sorri baixando a blusa dele.
-Melhorou uma mais pioro a outra! Ele riu.
-Mais fique quieto ai! Quer que minha mãe veja coisa pior agora? Acho que não né?! Ri.
-Amor... Vamos para o seu quarto vai, tô com saudade! Ele se aproximou beijando meu pescoço.
-Pára! Tenho que falar com minha mãe antes! Sorri me arrepiando.
-Vem comigo, vem! Ele continuou beijando meu pescoço e colocou a mão em minha coxa apertando de leve.
-Amor não faz isso...! Mordi meu lábio fechando os olhos.
-Eu quero você, to com saudade do seu cheiro! –Ele passou o nariz em meu pescoço. –Do seu gosto... –Ele mordeu meus lábios. –Saudade da sua pele suada sobre a minha! –Ele apertou minha cintura e desceu pra coxa. –Saudade de você!
-Assim,...! –Respirei fundo, me afastando dele. –Acho que minha mãe não vai se importar né?! Sorri.
-Vai não! Ele sorriu.
-Então... Vamo que eu também, to louca de saudade de você! Sorri levantando, puxando ele pela mão.

Depois de me senti constrangida com os dois no sofá, subi para meu quarto para tomar um banho e me trocar. Durante o banho eu pensei; estava dando muitas liberdades para a Manuela e tinha que conversar com ela. Eu entendia que ela iria viajar que eles não iriam se ver mais, por muito tempo. Entendia que eles passavam muito tempo sem se ver, mas eu tinha que impor umas regras. Não me importava com o Luan e ela estarem dentro de casa, mas que fosse em um lugar mais discreto, como o quarto dela, não na sala, onde qualquer pessoa pudesse ver, ao abrir a porta.


Depois que coloquei uma roupa, saí do meu quarto decidida a conversar com a Manuela, sobre as coisas que eu pensei. Saí no corredor e quando ia em direção à escada vi os dois se beijando e pareciam muito ligados.

-Manuela! Minha mãe me chamou firme.
-Mãe! Afastei o Luan pelo peito olhando-a.
-Passa aqui agora! Minha mãe apontou para o quarto dela.
-Mãe o Luan...
-Vai amor, eu te espero na sala! Ele desceu.
-Já passou Manuela? Ela me olhava séria.

Olhei o Luan descer a escada e senti minhas bochechas queimando de vergonha, passei na sua frente entrando em seu quarto e fiquei esperando a bronca que ela iria me dá, sabia que ela não gostava disso até por que o Dan nunca foi assim, ele era mais discreto quando a isso. Já o Luan era mais fogoso o que de certa forma me contagiava.

-Aqui eu posso conversar com você, por que na sala não tem mais condições né?
-Mãe desculpa! A gente só tava se beijando...
-E se eu não chegasse ia parar onde? Manuela eu não proíbo isso, até por que, antes aqui do que por aí, onde eu não sei o lugar e fico preocupada! Mais minha filha, por favor! Eu chego em casa e vejo você e seu namorado naquele estado no sofá, da sala. Da sala, Manuela! E se eu viesse com uma amiga ou com uma vizinha? Imagine a vergonha que eu passaria, iam dizer que eu não tenho voz nessa casa!
-Desculpa mãe, não vai se repeti!
-Espero! Nem no sofá e piorou no corredor! Da próxima vez, sinto muito, mas eu vou ter que proibir o Luan de dormir aqui. Está me ouvindo?
-Tudo bem, te dou razão... Desculpa!
-E eu estou falando sério! Espero mesmo que tenha me entendido, por que se não melhorar se eu pensar em outra dessas, se eu pegar coisa pior, ai sim, o Luan não vem mais aqui em casa! Pode ir e pergunte ao Luan que horas nós vamos viajar. Eu e seu irmão já estamos com as malas prontas!
-Vamos pela noite pra São Paulo a família dele já estar lá e amanhã cedo partimos!
-Ok! Pode ir!

Fiquei totalmente constrangido com sua mãe, ela ter visto aquilo do sofá e do corredor me fez ter uma vontade enorme de ir embora dali, estava envergonhado e acabei prejudicando a Manu, com certeza ela havia levado a maior bronca por minha causa. Olhei pra escada e a vi descendo calada, voltei a brincar com meus dedos e respirei fundo.

3 comentários:

  1. Ahhhh continuaaaaaa!!!!! @lsbussolaqeguia

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  2. Iiihhh! A coisa ficou feia Manu e pra Luan. Ela levou a bronca sozinha pelos dois.
    A mãe dela tem razão. Acho que Luan, como homem, deveria ir conversar com a mãe da Manu e pedir desculpas pelo que ocorreu. A Manu não é a única culpada.

    Yana

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  3. Tb acho q a mãe da Manu tem razão, pra tudo tem seu lugar certo! kkkkkkkkkkkkkkk mas foi engraçado!

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