quinta-feira, 18 de outubro de 2012

CAPÍTULO CINQUENTA.


Fiquei ali admirando ela alisando seu rosto, era linda dormindo, na verdade ela era linda de qualquer jeito. Não conseguia dormir, não queria ficar chateado com ela mais também estava assustado com que poderia acontecer.

-Mô to com frio! Falei ainda de olhos fechados.
Alisei seu braço tentando esquentá-la e ajeitei o cobertor que cobria nosso corpo. Queria protegê-la do frio ou de qualquer coisa que a fizesse mal. Mais uma vez beijei sua cabeça e encostei meu queixo devagar, não queria demonstrar medo e nem chateação pra ela, iria fazer o que Diego havia me dito.

O abracei sentindo seus carinhos não mais dormia, apenas, fechei os olhos para sentir a sua presença e escutar as batidas do seu coração. Não queria sair dali, mas percebi que estava ficando tarde e o Diego poderia chegar.


-Que horas são? Perguntei.
-Vai dá seis horas! Ele disse baixinho.
-O Di vai chegar daqui a pouco! Sentei esfregando os olhos, sonolenta.
-Vem levanta! Ele levantou estendendo a mão pra mim.

Catamos as roupas espalhadas pela casa, arrumamos o sofá, e subimos para o meu quarto aonde tomamos banho e nos vestimos. Quando descemos Diego tava assistindo televisão deitado com a cabeça no colo da Carol que lhe fazia carinho, enquanto olhava a televisão.

-Vem cá! O que eu perdi nessa história ai?! –Olhei surpresa para os dois. –Diego, você não tava ficando com uma menina da sua faculdade?
-Não tem nada o que explicar! Ele falou olhando pra TV e Carol pareceu sem graça.
-Tá nervosinho por causa do murrinho, maninho? Ri indo para a cozinha com o Luan.
-Mão de moça ele tem viu? Será que dá conta? Diego provocou e Luan o olhou.
-Diego, pára! Carol pediu.
-Olha não sei quanto à briga, mas outra coisa eu tenho certeza que aguenta e muito! Que por sinal... à sala hoje testemunhou muita coisa! Provoquei e o Luan riu.
-Precisa bater com força Luan, quase não senti esse murro!
-Não curto violência Diego! Só bati por que você mereceu, mais não tenho mais o que aprender!
-Diego, erra a gente! Olhei pra ele séria comendo um morango.
-Amiga, vamos preparar um brigadeiro? Carol levantou vindo até mim.
-Tanto faz...! Vamos ver se adoça o Diego! Quer maninho? Olhei pra ele.
-Pode ser! Diego ajeitou a almofada em baixo da cabeça e Luan se sentou tirando o pé dele que riu.
-Vamos lá cunhada! Ela riu.
-Você vai me contar essa história...! Mais antes... –Fui até o Diego, no safá, sentei o colo dele e enchi ele de beijinhos pelo rosto. –Te amo chato! Sorri olhando pra ele.
-Também te amo sua chata! Ele riu beijando minha bochecha.
-Eu não sou mais chata que você, não conseguiria! –Sorri. –Pára de implicar com o Luan!
-Já parei, meu cunhado é o cara! –Ele riu batendo na mão do Luan. –Quanto ao murro tava brincando, foi forte e doeu!
-Eu sei, sou foda! Eles riram juntos.

A noite foi divertida, fizemos brigadeiro e, enquanto o Diego tomava banho adiantei o jantar pra minha mãe, fiz uma lasanha que era minha especialidade. Luan me atrapalhava a todo o momento me abraçando por trás e me dando beijo me arrancando risadas o tempo todo. Quando minha mãe chegou, ela me agradeceu pela ajuda e logo depois desceu já tomada banho. Ela ficou feliz pela Carol ter sido a escolhida do pelo Diego, ela era uma boa menina e iria cuidar dele. Minha mãe já o considerava um filho e ele já estava morando lá conosco, não iria mais embora. 


Quando Diego terminou de arrumar a cozinha comigo fomos nos arrumar, Luan queria ir ao cinema, ele usou um casaco do Diego maior que ele e eu ri demais. Saímos todos no carro do Di e por sorte ninguém nos reconheceu no cinema. Nos divertimos muito, comemos pipoca, tomamos milk shake e Luan parecia criança tomando sorvete. Ninguém ainda tinha parado pra falar com a gente e o sorriso do Luan ao se senti anônimo por um dia era perfeito. Saímos do shopping já pela madrugada, deixamos Carol em casa e seguimos pra nossa. Dia seguinte teria faculdade e trabalho, enquanto o Luan ficava em casa com minha mãe. 

Ele me acordou cedo me enchendo de beijos, sorri lhe abraçado e fui me arrumar. Ele me levou na faculdade e me buscar como prometido, me levou num restaurante lindo em frente à praia e de lá me levou para o estágio. Pelo fim da tarde, ele me levou no lugar onde nos beijamos pela primeira vez e ficamos namorando, um pouco, e assistindo o sol preguiçoso se por sobre o mar que estava numa beleza sem fim. 

Dia seguinte seria nossa despedida e a dor da saudade já me atormentava, fomos para o aeroporto abraçados, enquanto Diego dirigia, nos despedimos depois de um longo beijo e abraço e lá se foi meu menino novamente, levando com ele minha metade.

Passaram-se os dias, entre idas e vindas minhas ou dele para nos vermos. Na faculdade todos já estavam acostumados a me verem e alguns até me elogiavam, por eu não ter desistido da faculdade. Mesclava estágio, palestras e muitas aulas e estudos, na reta final da faculdade. Além de me preocupar com a entrega da minha monografia, que eu estava trabalhando nela desde o sétimo semestre. Eu tinha que tirar uma boa nota para consegui o meu tão sonhado diploma.


Finalmente a minha monografia, trabalho final da faculdade, estava pronto e eu estava muito nervosa para apresentá-la ao júri da faculdade de mestres e professores além de uns promotores e um juiz. Apresentei a monografia, junto com a Bia e mais quatro pessoas e arrancamos elogios de todos. Eu podia gritar, finalmente, que eu era uma aluna formada em Direito e já contava as horas para a minha formatura.

Cheguei em casa gritando de felicidade pelo meu desempenho na apresentação do meu trabalho e minha mãe e o Di ficaram emocionados. Eu fiz questão, depois de muito comemorar com o Luan por telefone, ir ao túmulo do meu pai, para contá-lo que eu tinha cumprido com o que eu tinha prometido. Passei também pelo o do Dan e deixei flores e o contei da novidade, o agradeci e voltei para casa feliz por tudo.

Já estávamos organizando a festa da tão sonhada formatura, estava apreensiva quanto ao Luan, não sabia se ele iria por estar fazendo shows, em todo Brasil. Quando ele me ligava sempre me prometia mais sabia que talvez ele não fosse mantendo meus pés no chão. Carol ajudou a mim e a Bia na escolha do vestido e o que escolhi havia ficado perfeito em mim, era longo e tomara que caia, desenhava minha cintura e deixou meu corpo extremamente lindo. 


Foquei a ajudar Bia nos estudos pra tal prova que iríamos fazer, não estava ansiosa, nem nervosa, na verdade às vezes até esquecia que tinha marcado essa prova. Diego, finalmente, assumiu a todos seu relacionamento com a Carol e fiquei feliz por eles, pareciam se gostar e ela saberia dá o valor que meu irmão tinha. Ele seria um grande homem e médico, o admirava e de certa forma agradeci meu pai por ter me dado ele de presente. 

Com mais um final de semana chegando arrumei minhas coisas, ansiosa. Já tinha uma semana e meia sem ver meu amor e isso já estava me maltratando. Diego me levou no aeroporto e depois de um longo abraço dele e da minha mãe segui para Goiás onde ele estava fazendo show. Durante a viajem pensei na possibilidade dele ir pra minha festa e sorri feito boba, era o que mais queria, todos estariam com seus familiares, namorados e eu queria ele lá comigo me acompanhado em uma das primeiras vitórias da minha vida. 

Cheguei na cidade e Junior da equipe mais um segurança me esperavam, entrei no carro acompanhado por eles e seguimos para o hotel onde Luan estava. Não demoramos pra chegar, o aeroporto era perto dali, entrei ansiosa e dei um longo abraço nas meninas e meninos da banda. Dagmar me avisou que Luan estava meio pra baixo e eu não a compreendi, segui para o quarto dele e quando entrei ele estava dormindo de bruços feito um anjo.

Coloquei minhas coisas em um canto do quarto e cheguei perto dele, o vendo dormir feito um anjo. Sentei ao lado dele e acariciei seu cabelo, ele parecia cansado. Vi o violão ao lado dele, ele deveria está fazendo alguma música nova ou, simplesmente, tocando para passar o tempo.


Levantei e ajeitei o quarto onde ele havia espalhado as suas coisas, quando arrumei tudo, o vi olhando pra mim, com a carinha amassada pelo travesseiro, que se formava um biquinho, perfeito. Sorri pra ele e me sentei ao seu lado, novamente.

-O que você tem bebê? Perguntei a ele.
-Por que não me acordou? Tô com tanta saudade!
-Por que você estava tão lindo dormindo e tá com uma carinha de cansado! Me perdoa? Sorri alisando seu cabelo.
-Tudo bem! –Ele sentou na cama coçando o olho. –Chegou tem muito tempo?
-Não muito! Só deu tempo para organizar seu quarto!
-Mô, senta aqui! Ele bateu na cama, devagar, ao seu lado.
-Que foi? Sentei onde ele indicou.
-Você me perdoa? Ele segurou minha mão.
-Do que você tá falando? Te perdoar, pelo o que? O olhei sem entender.
-Eu tentei, juro que tentei de todas as formas, para conseguir uma brecha na agenda mais não consegui. Não vou poder ir na sua formatura!
-Ah! Tudo bem! Eu já esperava! –Baixei as vistas e levantei. –Já comeu?
-Não faz assim, vem cá! Desculpa!
-Tudo, bem! Sério mesmo! Prefiro não falar sobre, só isso!
-Tudo bem!

Passamos o dia com o Luan tentando se desculpar sobre a sua ausência em minha formatura. Eu preferi curtir o dia ao lado dele e quando ele tocava no assunto da minha formatura eu dava um beijo nele, para desviar o assunto.

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