quinta-feira, 18 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E NOVE.


-Você tá bem? Machucou algo meu amor?
-Não sei... Eu escorreguei na porcaria do tapete! Bati a cabeça, aqui, tá sangrando? Esfreguei minha testa.
-Não, só ta vermelho, vou pegar gelo! Ele desceu e Diego apareceu da porta rindo.
-Que foi? Olhei pra o Diego, de cara feia, ainda, esfregando minha testa.
-O Luan quase derruba sua mãe no caminho, ele ficou desesperado!
-Nossa! –Olhei pra ele. –Foi você que colocou o tapete fora do lugar?
-Foi mal! –Ele riu. –Mais ó, ele até já esqueceu!
-Esqueceu o que? To com dor de cabeça por sua causa!
-Ele não tá mais chateado, faz manha daquela forma que só você sabe! Ele riu saindo e Luan entrou com gelo na mão.
-Não gosto do Diego! Foi ele quem desarrumou meu banheiro! Fiz bico.
-Não fica assim neném, vai passar! Ele passava o gelo devagar na minha testa e alisava meu cabelo.
-Mais tá doendo! Olhei pra ele fazendo manha.
-Vai passar, fica quietinha! Ele beijou minha testa devagar.
-Você vai cuidar de mim?
-Vou sim!
-Então vou ficar boa! Sorri.
-Vai sim! Ele deitou ao meu lado colocando minha cabeça sobre seu peito.
-Diz que me ama que passa mais rápido mô! Alisava seu peito.
-Te amo! –Ele beijou minha cabeça. –Te amo muito!
-Olha pra mim e diz que vai dormir agarradinho comigo?! Olhei pra ele.
-Eu durmo!
-Dá beijo?

Alisei seu rosto de leve e respirei fundo, ela tinha um jeitinho de me prender nela e não ficar chateado, a forma que ela me olhava e falava me derretia e era impossível negar algo a ela. Me aproximei dela devagar e quando estava pertinho de lhe beijar Diego apareceu batendo na porta nos chamando para o almoço.

-Diego, some! Joguei um travesseiro na porta, na direção dele.
-Foi mal, não queria atrapalhar, mas você sabe como é sua mãe! Ele riu fazendo careta e Luan inclinou a cabeça pra trás encostando na cabeceira da cama.
-Vaza daqui! Olhei pra ele.
-Tá eu vou, mais o que eu falo pra sua mãe?
-Vem, vamos descer! Luan levantou devagar.
-Não, amor! –Fui até a porta e fechei a porta na cara do Diego. –O pedágio é um beijo! Sorri olhando para o Luan.
-É falta de educação bater a porta na cara dos outros! Diego falava do outro lado da porta.
-Diego me esquece!
-O almoço vai esfriar e eu tenho que ir trabalhar! –Ele batia na porta e Luan respirou fundo mordendo os lábios. –Manu, Manu, Manu!

Respirei o mais fundo que pude e quando olhei pra Manuela ela reclamava com o Diego, abri a porta com tudo e por impulso dei soco na barriga dele que encolheu, senti minha mão doer e entrei dentro do quarto massageando o pulso.


-Tá maluco Luan? Diego o olhou com a mão na barriga.

Olhei para o Luan e para o Diego e voltei minha atenção ao Luan. Eu estava raciocinando o que tinha acontecido, eu não acreditei. Olhei para o Diego que massageava a barriga e comecei a ri da cara dele, ri que faltou o ar, caíram até lágrimas dos meus olhos.

-Vai encher o saco de outro agora! Ria da cara do Diego.
-Cara louco! Diego saiu e Luan se sentou alisando a mão.
-O que foi isso? –Ainda ria, quando olhei para o Luan e fechei a porta. –Machucou?
-Cara chato! Não, não machucou!
-É mais não precisava disso! –Ri sentando ao lado do Luan. –Nunca mais ri desse jeito! To até chorando! Deitei na cama.
-Gutão que me ensinou esse golpe! Ele se virou pra mim.
-Nossa! Pra quê isso? Olhei pra ele.
-Pra me defender quando estiver sozinho!
-Dá certo! Vem cá! –Puxei o braço dele e ele deitou sobre mim. –Tá me devendo um beijo!
-Não sei se você merece!
-Não? E o que eu faço pra merecer? Boxe? Ri.
-Não exatamente...
-E o que? Olhei pra ele.
-Tem certeza que não sabe? Ele se aproximou passando seus lábios no meu.
-Me dá uma dica...! Sorri mordendo o lábio dele.
-Esquece! Ele me beijou.
-Me fala amor! Sorri.
-Falar o que? Ele beijava meu pescoço.
-A dica!
-Dica de que?
-De como eu consigo que você fiquei comigo a tarde inteira e a noite, todinha! Sussurrei mordendo a sua orelha.
-Três palavrinhas mágicas...
-Quais?
-Você tem que descobri!
-Seria, eu te amo? Sussurrei.
-Acertou! Ele sorriu.
-Tá me devendo! Sorri.
-Vamos descer e depois pago! Ele mordeu meu pescoço e levantou me puxando.
-Até hoje eu não tomei banho! Ri.

Ele me deu a toalha e ficou me esperando tomar banho, enquanto ficava no twitter, com as fãs. Elas já haviam se acostumado comigo e não ligavam quando sabiam que ele estava em Salvador, mas não era sempre que ele falava que estava comigo. 


Saí do banho e descemos para almoçar, o Diego já tinha ido embora e minha mãe disse que ele saiu com raiva de algo, eu e o Luan rimos. Minha mãe iria sair durante toda à tarde, então eu e o Luan tínhamos a tarde inteira, sozinhos. 

-A gente tá sozinho! Olhei pra ele, melando a ponta do nariz dele, com o sabão que lava os pratos.
-É estamos! Ele sorriu e me levantou pela cintura me sentando em cima da pia.
-Então tem alguma sugestão pra fazermos? Sorri.
-A noite vamos ao cinema! Ele sorriu abaixando levemente a alça da minha blusa.
-Cinema? Que filme? Beijei o pescoço dele.
-Você escolhe! Ele começou beijar meu ombro.
-Eu prefiro fazermos um... Bem romântico e com cenas de muito amor e prazer! Mordi sua orelha.
-Acho bom! Ele sorriu tirando minha blusa.
-Você tá querendo o que, tirando a minha blusa? Sorri.
-Você vai entender ao decorrer do filme! Ele abriu meu sutiã, enquanto beijava meu pescoço.
-Então me mostra! Mordi, levemente, seu ouvido.
-Mostro! Ele me beijou segurando firme meu cabelo.

O beijei intensamente, alisando sua nuca, até que ele me carregou até o sofá. Nos curtimos durante toda a tarde, no sofá e no chão da sala. Foi tudo do mesmo jeito de sempre, muito intenso e nos amamos, para matarmos toda a saudade.

Enquanto, ela dormia sobre meu peito no chão da sala olhava para o teto, pensava nessa prova e um medo de perdê-la tomou conta de mim. Ela disse que não estava interessada mais uma vez me lembro dela ter dito que era a melhor da turma e tudo se encaixava perfeitamente. Ela era boa no que fazia e não seria difícil dela passar mesmo sem estudar. Fechei meus olhos apertando ela em mim e beijei sua cabeça, não sabia mais viver sem a Manu, já estávamos juntos a mais o menos 8 meses e a presença dela já era essencial pra mim. 


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