segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CAPÍTULO QUARENTA E CINCO.


A beijei e no máximo que pude colei seu corpo ao meu, ela estava tão linda naquele vestido que, ao mesmo tempo, que tocava com força tinha cuidado pra não amarrotar sua roupa. Estava com saudade daquele gosto e queria matar cada milésimo de saudade que senti durante todo esse tempo longe dela. Respirei fundo durante o beijo e apertei a cintura dela a encostando mais no carro. Minha língua passeava por toda sua boca tentando guarda cada mínimo detalhe dela.

Quando ele me beijou eu tive a delicadeza de experimentar o seu gosto, novamente, de uma forma que eu nunca tinha feito. Passava uma de minhas mãos em sua nuca e com a outra alisava suas costas, mas quando ele me encostou mais no carro, segurei firme sua blusa. Eu queria ele, eu queria ser dele, eu queria me entregar por inteira a ele.

-Quero ser sua! Me leva daqui! Sussurrei em seu ouvido.
-Vem, vamos sair daqui! Ele deu a volta no carro destrancando e quando entramos ele acelerou, não sabia pra onde estávamos indo, mais pouco me importava, estava com ele ao meu lado.

Ele seguiu pelo caminho, concentrado, mais, vez ou outra, me olhava e sorria. Enquanto, ele alisava minha coxa eu fazia carinho em seu rosto, olhando para a cidade, pela janela. Percebi que estávamos, cada vez mais, nos afastando do centro e, uma vez fã, sabia que ele tinha um sítio em Londrina, imaginei que ele estivesse indo para lá. 


-É linda a cidade! Amor, você tá com uma mancha vermelha no pescoço! Olhei para ele.
-Sério? Ele alisou o pescoço.
-Sério! Foi fã ou outra que você pegou, enquanto estava soltinho no mundo?! Sorri, brincando.
-Acho que foi fã! Não fiquei com ninguém! Ele me olhou.
-Tá, eu vou confiar em você! –Sorri. –É para o sítio que a gente vai? Perguntei.
-Pode confiar meu amor! Sim! Ele mesmo!
-Finalmente o sítio mais falado do Brasil. Famoso por seus churrascos e pelo dono! Sorri.
-Vou te trazer com mais calma depois, um final de semana só nós dois e a natureza! Ele sorriu alisando minha coxa.
-Ok! Vou cobrar!

Chegamos ao sítio e após falar com o caseiro entramos, estacionei o carro e ela veio até mim. A encostei no carro abraçando-a pela cintura e lhe beijei, não queria perder tempo, a cada segundo com ela ao meu lado era valioso, entramos rindo, enquanto nos beijávamos e quase caímos em alguns degraus que continha ali mais nada que separasse meus lábios dos dela.
 Entramos na sala e fechei a porta que estava atrás de mim, segurei firme na sua cintura e levantei ela na minha cintura fazendo ela cruzar as pernas firmemente na minha cintura pra não cair. Derrubei algumas coisas que continha numa mesa ali e tirei minha blusa jogando no chão, ela sorriu e delicadamente, enquanto abria o zíper do seu vestido beijava seu ombro passando levemente minha língua e sugando cada mínimo detalhe do corpo dela.

O prendi entre as minhas penas, quando fiquei sentada na mesa. Comecei a beijar sua boca descendo, delicadamente, por seu pescoço. Dava leves mordidas em sua orelha, quando ele precisou de ajuda para tirar meu vestido, por inteiro. O ajudei e o olhei fixamente em seus olhos; eu estava somente de calcinha. Voltei a beijar ele, enquanto tirava o sinto da calça, que ele vestia.

A ajudei tirar minha calça e voltei a beija-la, o desejo a cada segundo aumentava mais e nossos corpos pareciam que iria pegar fogo de tão quentes. Alisei suas costas com carinho e a outra mão segurava firme seu cabelo, beijava seu pescoço e cheguei até a orelha dela dando uma mordida, enquanto soltava minha respiração acelerada. Beijei sua bochecha até novamente chegar sua boca e a tirei da mesa ainda presa na minha cintura e seguimos pra escada, durante o caminho a encostei na parede e colei mais o beijo, enquanto sorriamos.

Sorri, quando ele me encostou na parede, ele estava atrapalhado me carregando e eu estava com medo de nós cairmos, mas eu confiava nele, de olhos fechados. Ele continuou o caminho e entramos no quarto, dele. Ele me deitou na cama, colocando o corpo sobre o meu sem interromper o beijo, e eu ainda o prendia a mim, com minhas pernas. Ele aproveitava para apertar minha coxa, e com a mão alisava todo meu corpo. Senti o toque, suave, dele sobre mim me fazia arrepiar.

Beijei cada parte do seu corpo e suguei tentando guarda o gosto dela em mim. Tirei delicadamente sua calcinha, enquanto beijava sua barriga e deitei meu corpo sobre o dela. Me ajeitei entre suas pernas e beijei seu pescoço, enquanto lentamente meu corpo fazia movimentos que nos levou ao céu.

O movimento do corpo dele, sobre o meu, era perfeito me fazendo, nos fazendo, subir ao céu. Era delicado e ao mesmo tempo intenso, ele sabia o meu gosto, sabia me satisfazer. Ele fez do nosso jeito, do jeito que só nós dois sabíamos. Me entreguei, por completa, a ele; eu estava com muita saudade de ver nosso suor se misturar.

Com o tempo meu corpo já estava completamente suado assim como o dela o que me deixava ainda mais com vontade dela. A beijava a todo tempo e queria apagar qualquer lembrança da nossa separação, naquele momento só queria lembrar o presente e o futuro que teria ao lado dela enfrentando qualquer dificuldade por mais difícil que possa ser. Entrelacei sua mão a minha no travesseiro um pouco a cima da sua cabeça e apertei dando um chupão em seu pescoço.

Ele aumentou a intensidade do movimento do seu corpo me fazendo fechar os olhos, para sentir ele me desejando daquela forma, intensa. Tudo o que eu queria era que esse momento nunca acabasse. Afundei minhas unhas em suas costas, quando o prazer foi aumentando. A respiração foi ficando ofegante e meu coração batia acelerado. 


-Quero ser sua durante toda a noite! Mordi sua orelha.
-E eu seu! 


Alisei sua coxa até a cintura aonde apertei com força e mordi seu queixo, estávamos totalmente soados, o clima estava gostoso e o vento frio não nos incomodava, nos aquecíamos pelo calor do corpo um do outro.

Continuamos naquele clima, só nosso, durante um bom tempo. Tinham horas que eu o queria, ainda mais que aquilo, além. Só tinha certeza de uma coisa; eu queria ser dele. Quando nossos corpos estavam, completamente, cansados, ele me beijou devagar, na boca, ainda com a respiração ofegante, assim, como eu.

A beijei com carinho, mesmo com a respiração ofegante e com o corpo totalmente soado. Alisei sua mão que estava entrelaçada a minha e terminamos o beijo com três selinhos demorados. Sorri, enquanto respirava e beijei seu queixo fechando os olhos e abrindo rapidamente após me afastar. 

-Eu te amo!
-Eu, também, te amo, amor! Sorri.
-Você é insaciável sabia? Ele riu mordendo meus lábios.
-E você é meu encaixe perfeito! Devolvi a mordida.

Saí de cima dela me deitando ao seu lado, nos cobri e a puxei delicadamente para o meu peito, beijei sua cabeça ajeitando seu cabelo e respirei fundo, ainda sentia meu coração acelerado. Alisei seu braço completamente suado e parei na sua cintura aonde mantive minha mão.

Fiquei ouvindo o seu coração acalmar, aos poucos, e fazia carinho em seu peito. Deixei que as nossas lembranças, antigas e novas, me dominassem esquecendo, completamente, nossa separação, sorri lembrando tudo e pensando no que estava por vim.

-Sempre nos finais de semana você me acompanha nos shows, pode ser? Ele falava baixinho, enquanto acariciava meu cabelo.
-Pode, seu eu não tiver prova na segunda! Alisava sua outra mão.
-Quando tiver folga, de três ou quatro dias, me divido em mil. Fico um pouco com minha família e um pouco com você. Minha agenda tá ficando um pouco folgada!
-Ok! Mais ai eu posso vir pra Londrina, também, sem problemas!
-Haram, daí passamos os dias no sítio. E corrigindo... Você já esteve aqui viu esquecida? Ele riu.
-Ah! É, verdade! Ri.
-Como consegue esquecer da noite que pulamos no lago? Nossa!
-Verdade! Mais você esqueceu o lugar que a gente se beijou pela primeira vez!
-Esqueci nada, só estava de cabeça quente!
-Ah! Desculpa meu engano, senhor Luan Santana! Ri.
-Te corrigindo, novamente... Esse homem aqui que esta envolvendo você nos braços dele, não é o Luan Santana e sim o Luan Rafael!
-Desculpa, novamente, Senhor Luan Rafael Domingos Santana! –Sentei na cama e sorri. –Vou tomar banho Senhor Luan Rafael, sozinha!
-Sozinha? Ele fez bicão.
-Sozinha, sabe por quê?
-Por que você tá com medo de não resistir a mim de novo?
-Não! Por que o bebê fez mal criação quando me corrigiu, de forma grosseira! Ri.
-Poxa! Ele cruzou os braços fazendo bico.
-Que coisa mais linda, com esse bico! –Sorri e o dei um selinho. –Vai me fazer mudar de ideia?
-Lembra que a gente tá no meio do mato e... Amor olha, uma barata! Luan gritou.
-Que nojo! Tá onde? Me assustei, indo pra perto dele.
-Tá subindo para o seu pé!
-Ah! Pára Luan! Que saco! Fiz bico e cruzei os braços.
-Ela tá subindo... Ele passava o dedo sobre minha coxa até meu pescoço e me deu um selinho demorado.
-Pára chato! Bati nele.
- Tá bom! Ele levantou indo para o banheiro.
-Eu vou tomar banho primeiro, sai daí! Passei na frente dele.
-Não mesmo! Ele me pegou por trás colocando fora do banheiro e fechou a porta.
-Tá, chato! Vou embora! Bati na porta.
-Amor, pega toalha pra mim?! Luan gritou do banheiro.
-Não! To indo, beijo! Ri.
-Poxa amor! É sério!
-Mesmo? Apareci no banheiro.
- É sério ó, to todo molhado!
-Só serve a toalha? Sorri.
- Serve você, vem cá! Ele mordeu os lábios estendendo a mão.
-Mais eu não vou! Ri e joguei a toalha pra ele.

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