segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E DOIS.


Assim que levantei e ajudei minha mãe a organizar a cozinha, com ela me dando conselhos e me falando o que tinha acontecido, da relação dela e do Diego, ouvi a campainha tocar e eu fui atender.

Quando abri a porta sorri ao vê-lo ali, em pé na minha frente. Meu coração disparou e eu o abracei com força, só faltava ele para completar aquele dia que estava sendo perfeito; tinha encontrado com todos que eu amava, mas faltava ele e naquele instante não faltava mais. Cheirei seu pescoço e senti o cheiro dele foi um alívio. Me afastei dele por senti ele frio e desfiz meu sorriso.

-Que foi? Olhei pra ele.
-A gente precisa conversar, pode ser?
-Pode! Entra! Acenei para o Well ele retribuiu com um aceno com a cabeça e quando o Luan entrou eu fechei a porta.
-Oi Dona Helena! Luan abraçou minha mãe.
 -Oi meu querido, quanto tempo!
-Verdade, correria danada! Ele sorriu.
 -Bom, vou deixa vocês a sós, licença! Minha mãe sorriu subindo pro seu quarto e Luan se virou me olhando.
-O que foi? Olhei pra ele.
-Vem cá! Ele se sentou me puxando pra sentar ao seu lado e me olhou nos olhos.
-Fala, Luan! Que coisa! Tá me deixando nervosa! Olhei pra ele séria.
-Eu vou ser pai, não vou? Ele me olhou e colocou a mão sobre minha barriga.
-Luan eu... –Levantei. –Você tá com muita vontade disso né?! Tá ficando até maluco! Forcei uma risada.
-Manu eu vi os exames! Não sei quem mandou mais eu vi! E por que insiste dizer que não? Aqui, olha! Ele estendeu o envelope pra mim.
-Gabriel...! Peguei o envelope da mão do Luan.
-Vai continuar mentindo pra mim? Luan me olhou sério.
-Ok! Foi o Gabriel que mandou pra você. Ele e o Lucas... pra ele se vingar de mim!
-Respirei fundo. –Só não te contei antes por que eu não queria que meu filho atrapalhasse sua carreira e fiquei com medo de você se sentir obrigado a ficar comigo por isso... E outra, vão dizer que eu só fiquei grávida por causa do seu dinheiro e outras coisas...!
-Eu tinha o direito de saber Manu, é meu filho e eu nunca pensaria uma coisa dessa sobre você! Você nunca vai prejudicar minha carreira, muito pelo contrário, e o que as pessoas vão dizer pouco me importa! A minha vida pessoal não diz respeito a ninguém além de mim! Eu te amo e você não precisava de uma gravidez pra eu ficar com você, eu queria você de volta a qualquer custo, sabe por quê? –Ele se aproximou de mim alisando meu cabelo. –Por que eu não sei mais viver sem você!
-Eu fui idiota, eu sei! É que eu fiquei insegura, só isso! Desculpa!
-Se esse envelope não chegasse em minha mão, você não iria me contar, né?
-O Diego iria acabar te contando ou me convencendo a isso...!
-Então... Tem algo que eu não sei e você queira me contar?
-Tem!
-Então fala!
-Te amo! Sorri.
-Eu também te amo muito! Ele sorriu e se ajoelhou diante de mim me abraçando pela cintura, enquanto colocava o ouvindo sobre minha barriga.
-Pára com isso Luan! Eu vou chorar, sério! Alisei o cabelo dele.
-Shiu! Quero escutar o coração dele!
-Besta, não ouvi assim! Ri.

Me levantei e ainda não acreditava no que estava acontecendo, estava com ela ali diante de mim, e esperando um filho meu. A abracei forte beijando seu pescoço e senti seu cheiro, novamente, me fez delirar e esquecer tudo que já havia acontecido entre nós dois que nos fez sofrer. Me afastei do abraço alisando seu rosto e sorri, um sorriso sincero no qual queria que ela enxergasse minha felicidade.

Ver ele daquele jeito bobo me fez ficar emocionada e me fez perceber o quanto ele estava feliz. Quando ele se ajoelhou todo bobo para tentar escutar o filho meus olhos encheram de lágrimas que no abraço, forte, que ele me deu as lágrimas escorreram. Está com ele daquele jeito, feliz, me contagiava. Pudi perceber em seu olhar e no sorriso que me deu, ao desfazer o abraço, que ele estava feliz e ele estando feliz eu também ficava. Ter um filho do homem que ama era uma sensação inexplicável.

Alisei seu rosto durante minutos, enquanto a olhava nos olhos, sentia falta de tudo nela, principalmente de poder olhar em seus olhos e mostrei, com meus olhos, que nunca mentem. Lhe dei um selinho demorado e a beijei, senti o gosto dela era a melhor sensação da minha vida após aquela notícia. Coloquei minha mão em sua cintura à puxando, um pouco, pra mim com cuidado e deixei o beijo mais carinhoso. Estava com tanta saudade da minha pequena que cada gesto pra mim era precioso.

Deixei que ele me falasse tudo o que ele estava sentindo e me permiti falar, também. Não precisávamos de palavras e sim decifrar tudo em nossos olhos. Ele me puxou mais pra perto dele me dando um beijo delicado, me fazendo querer ser dele, de novo. Eu queria matar a saudade dele, mas uma tontura veio e o enjoou, também, me fazendo ficar mole e eu me afastei dele.

Ela correspondeu o beijo com carinho, sorri enquanto a beijava e fiquei feliz de poder estar ali com ela, sentindo que novamente ela era minha sem nenhuma distância pra impedi. Senti ela estranha, meio mole em meus braços e do nada ela se afastou me deixando preocupado. 

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