segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAPÍTULO OITENTA E UM.


Revisava as minhas malas, enquanto flava com o Diego, que fazia brincadeiras ao me contar sobre o nervosismo do Luan. Conferi toda a minha bagagem, por que eu iria viajar pela manhã bem cedo, não via a hora de chegar em Salvador e comer um acarajé, uma moqueca; comer o tempero baiano e o da minha mãe.

Dormi, mas estranhei o Luan não ter me ligado aquela noite. Foi difícil dormir por minha ansiedade, junto a da Bia, nos juntamos no meu quarto e viramos a noite relembrando momentos e falando coisas que faríamos, assim que chegássemos em Salvador.

Finalmente, o dia nasceu e eu não demorei a me arrumar, assim como a Bia. Descemos rápido e o táxi já nos esperava para irmos. Depois que a Bia deu um longo beijo no Lucas, fomos para o aeroporto. Não demorou para pegarmos o voou, direto, para Salvador. Durante a viagem dormir e quando menos esperei a Bia me acordou sorrindo.

Ao chegar ao aeroporto e pegar nossas malas colocando-as no carrinho, vi o Diego e minha mãe a minha espera e meu coração bateu forte. Saí correndo e abracei o Diego forte.

-Maninho que saudade! Que saudade que eu tive do seu colo, dos seus conselhos, de suas brincadeiras... Do seu jeito chato! Te amo, tanto! Apertava ele.
-Meu Deus que saudades dessa chata! Ele me apertava ainda mais me sacudindo para os lados.
-Ai! Diego não faz isso que vai misturar seu sobrinho aqui dentro! –Sorri vendo a cara de surpresa dele e de minha mãe a abraçando. –Mãe que saudade! Te amo, tanto! Senti falta de tudo que vinha de você, que tinha o seu jeito, da sua fala, das suas broncas... De você! A abracei forte.
-Vamos pra casa que eu quero saber dessa história de sobrinho, direito! Diego pegou o carrinho com minhas malas.
-Ok! Sorri e me despedi da Bia, depois de falar com seus pais que choravam, junto a ela.

Fomos para casa e eu vim contando várias coisas que vi e que aprendi. Eu me confundia com algumas palavras em português, por ter falado, por muito tempo o Inglês, só não me atrapalhava tanto por manter contato direto com a Bia e uma turma que falava português, nas horas vagas.

Chegamos em casa e ao abrir a porta e sentir o cheiro da comida da minha mãe e olhar ao redor e poder lembrar de tudo o que aquela casa já havia presenciado, me fez derramar lágrimas de alegria; eu final mente podia falar que estava em casa.

-Ponto! O que vocês querem saber? Perguntei depois que eu comi.
-Que história é essa de sobrinho? Diego me perguntou comendo uma maçã.
-Vou contar...! –Me ajeitei na cadeira e contei tudo a eles que faziam cara de que iriam me dar uma bronca. –Foi isso! Mais antes de me falarem alguma coisa, eu ainda não contei ao Luan...!
-Mãe, dá um tempinho pra mim e a Manu? Diego olhou para minha mãe que saiu fechando a porta.
-Que bom te ouvir você chamando minha mãe de mãe, também! Sorri o olhando.
-A gente construiu uma relação muito boa de conviver, mas o assunto agora é outro. Vem cá mocinha... Você não acha que o Luan tem o direito de saber desse filho, não?
-Não quero atrapalhar a carreira dele com essa bomba, que a imprensa vai aproveitar para se deliciar...! Não quero que ele fique comigo, por causa disso! Falei, a última frase, baixo.
-Você só pode tá brincando comigo! –Ele riu. –Manuela pelo amor de Deus! O Luan é apaixonado por você, esse cara me ligava todos os dias pra ter a certeza de que o avisaria da sua chegada, e pára com essa loucura de atrapalhar carreira dele, isso é mais uma loucura, o Luan vai amar saber que vai ser pai de um filho seu! E você não vai criar essa criança sozinha! Ou você fala ou eu mesmo falo!
-Di não é loucura...! Cara aconteceu tanta coisa, que você não sabe, tantas coisas que me fizeram crescer que... Não conta a ele, por favor! Olhei pra ele.
-Eu não concordo com essa sua decisão, não mesmo! Mais vou te apoia, e ficar do seu lado!
-Brigada! Mais posso te falar uma coisa? Sorri.
-Claro, o que?
-Estava morrendo de saudades dessas nossas conversas e... Do seu colo maninho! Nossa! Perdi a conta do tanto que eu chorei lá procurando seu colo...! Sorri alisando o rosto dele.
-Eu também senti tanto sua falta, terminei com a Carol mês passado e quase pegava o primeiro voou pra ir receber seus carinhos. Que bom você voltou! Ele sorriu, mais percebi tristeza em seu olhar.
-Terminou com ela? Por quê? Segurei sua mão.
-Errei com ela maninha, fiz a maior cena em frente ao trabalho dela por ciúmes. Mais poxa! Um cara que trabalha com ela que ele diz ser amigo dela. Dava em cima na cara dura sabe? E eu... Acabei explodindo!
-Di se você ama ela, não vai ser um ciúme bobo que vai acabar com isso! Olha, se ela te ama, ela não liga pra nenhum outro cara. Pra ela nenhum outro cara vai fazer sentido ou completar, sabe? Vai atrás dela... É muito ruim ficar longe de quem a gente gosta, vai por mim! Sorri.
-Eu vou! Se importa em ficar, um pouco, sem meu colo? Ele riu, pareceu animado.
-Não! Vai ser por uma boa causa! –Sorri. –Mais volta, logo, e com um sorrisão nesse rosto! Vai atrás dela logo!
-Tô indo! Ele beijou minha testa pegando a chave do carro e saiu correndo.

Não liguei pra ela um dia antes dela vir, queria falar com ela pessoalmente, ainda não entendia por que ela estava escondendo de mim à gravidez, e não queria pensar na possibilidade de ser de outro homem. Arrumei minha mochila com tudo que precisava e após avisa meus pais sobre o que estava acontecendo eles me deram apoio de ir atrás dela e esclarecer essa história.

Pousei em Salvador pela tarde e graças ao meu disfarce não fui reconhecido. Well pegou o carro e seguimos para sua casa, apesar do nervosismo de reencontrá-la estava chateado sem entender, realmente, o que tinha acontecido. Quando estava em frente a sua casa vi o Diego saindo e me senti aliviado, de certa forma, por ele não estar lá. Saí do carro deixando minhas coisas lá dentro e toquei a campainha.

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