quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CAPÍTULO DOZE.


- Como assim? Perguntei curioso.

Contei a ele tudo o que eu havia passado, durante o tempo que eu era sua fã. Me empolguei contanto tudo e sorria sem perceber. Ele me observava atento, parecia interessado e, às vezes, fazia caras como se não estivesse acreditando no que eu havia passado.


-... Por isso que esse foi o único que deu certo, mas valeu muito a pena! Terminei de contar a ele e sorri.
-Caramba cara, quanta coisa que você passou. E o que seu namorado acha disso tudo?
-Ele me apoia, sabe meus motivos. A gente era muito amigo antes de sermos namorados, então ele entende! E isso é o mais legal! Sorri.
-Namoram há muito tempo?
-Há alguns meses, mas parecem anos! Nos conhecemos muito bem!
-Queria muito poder ter alguém do meu lado que gostasse realmente de quem eu sou. –Ele abaixou as vistas. –Às vezes me sinto muito só, sabe? Não tô reclamando da minha vida, eu amo o que faço e as pessoas que estão ao meu redor, graças a Deus tem mais pessoas boas ao meu lado que ruins. Mais é que às vezes a falta de uma pessoa sempre ao seu lado dói sabe? Queria uma mulher que pudesse namorar firme, que se dedicasse a mim, e me enchesse de carinho! Ele falava de vista baixa enquanto brincava com pedaço de guardanapo.
-Mais você vai encontrar... Vou te contar uma coisa; eu também esperava alguém pra ficar comigo, alguém legal que gostasse de mim. Me decepcionei várias vezes, com pessoas erradas, tinha até desistido. Até que no momento certo, na hora certa eu encontrei o Dan... Moral da história: esse alguém chega na hora certa, é só ter paciência! Nasceu de sete meses Luan? Brinquei e sorri.

A olhei e sorri, estava me sentindo a vontade conversando com ela e não precisava fazer muito esforço pra tirar um sorriso meu. Ela ama seu namorado e aquilo estava bem claro pra mim, não fiquei triste e sim feliz em saber que ainda existia pessoaa que se amam de verdade.

-É que a vida que levo fica complicado uma mulher aceitar certas coisas, e eu compreendo. Já fiquei e fico com várias mulheres mais nenhuma tampa o vazio que estar aqui dentro. É bom saber que ainda existe amor no mundo, seu namorado é um cara de sorte!
-Mais um dia uma menina vai completar esse vazio aceitando a sua vida corrida... Brigada! Sorri sem graça.
-Ainda não sei seu nome!
-Manuela, prazer! Estendi minha mão.
-Luan Rafael, prazer é todo meu! Ele sorriu e beijou minha mão.

Sorri sem graça, e pousei minha mão no meu colo, novamente. O olhei, ainda, sem graça e o garçom se aproximou com nossa comida. 

-Nossa! Parece está bom! Sorri olhando o prato.
-Parece mesmo! Ele sorriu.

Jantamos em meio a uma conversa descontraída, o Luan se mostrou uma pessoa de bom coração, daria um ótimo amigo além de ídolo, claro. Conversamos durante todo jantar e ele me arrancava boas risadas me contando de suas aventuras nas viagens em turnê.  Escolhemos uma sobremesa leve e continuamos a conversa, Luan tinha muita história pra contar, parecia uma criança contando como era ir pela primeira vez a um parque de diversões. Estava adorando ele me contar tudo aquilo, percebi que não sabia nada sobre ele, ou pelo menos sabia um pouco diante daquelas coisas.

-Tá gostando do jantar? Ele perguntou quebrando o silêncio.
-Está ótimo! Sorri.
-O Rober me passou seu numero, será... Que posso ligar quando puder? Gostei tanto de conversar com você!
-Pode... Pode ser! Eu também, adorei! Sorri, sem acreditar no que eu escutei.
- Será que seu namorado não vai ficar com ciúmes? Sei lá... Não quero ser motivo de brigas!
-Não, tudo bem! Ele me dá muita força, quanto a você, então eu acho que ele não vai se importar, fica tranquilo!
-Que bom... Quero te fazer um convite!
-Nossa! Qual?
-Quero que vá no show comigo amanhã!
-Amanhã? É que amanhã eu e as meninas vamos embora com a produção! Respondi, um pouco, sem graça.
-A produção trabalha pra mim esqueceu? Ele sorriu.
-É que eu pensei que seria, meio, injusto com as meninas sabe? Elas indo e eu ficando, com você, pra assistir mais um show...!

Sorri olhando-a, ela era uma menina especial, pensava em suas amigas e parecia preocupada com elas. Não havia conhecido uma pessoa desse tipo.

-Tudo bem então!
-Não quero que pense que eu não queira... Eu queria muito, mas é que eu acho que é injusto, mesmo, com elas. E eu odeio injustiça, iria me sentir mal!
-Faz faculdade de direito? Ele me olhou ainda com sorriso nos lábios.
-Faço... Não é difícil de perceber, né? Ri.
-Você fala que nem uma! Ele riu.
-É! Comecei tem pouco tempo!
-Oi, desculpa incomodar gente... –Junior se aproximou. –É que a Manuela tem que voltar pra dormir com as outras meninas!
-Ah... Você quer voltar agora Manuzinha? Luan me olhou.
-Então...é aquilo que eu falei da injustiça! –Pisquei pra ele. –Quero um abraço! Levantei.
-Tá bom! Ele sorriu mais parecia triste, se levantou e me abraçou apertado.
-Adorei tudo! Pode ficar tranquilo, não estou chateada! Fica com Deus e se cuida! –Beijei a bochecha dele. –Pode me ligar, quando quiser! Sorri.
-Não some! Ele disse com uma voz dengosa e colocou meu cabelo pra trás da orelha.
-Não vou! Sorri sem jeito.
-Brigado por todo carinho, tá? Ele sorriu e beijou minha testa.
-Vamos Manu? Junior me olhou.
-Não precisa agradecer! –Sorri e me virei para o Júnior. –Vamos!
-Vem! Junior me puxou e eu fui com ele.


2 comentários: