quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CAPÍTULO TREZE.


Fui para o quarto e, sem fazer barulho, para não acordar a menina que dividia o quarto comigo, entrei sorrindo. Tomei banho e deitei na cama, não foi difícil dormir, lembrei de todo aquele dia e as lembranças me embalaram para sonhos lindos, nos quais, eu e o Luan éramos muito amigos.
Acordei mais cedo que todas as meninas e, depois de tomar banho, arrumar minha mala, para ir embora, desci para o restaurante. Cheguei cumprimentando, todos os funcionários, e quando eu fui sentar em uma mesa, para comer, o vi quieto, com o olhar longe, levantei indo em sua direção.

-Bom dia! Sorri e o assustei.
-Oi Manu, bom dia! Ele sorriu.
-Por que você tá assim? Posso sentar? Sorri.
-Claro, senta! Desculpa! –Ele se ajeitou na cadeira. –Assim como?
-Tudo bem! –Sorri e sentei. –Assim, meio pra baixo!
-Saudades da minha família! Ele deu um sorriso amarelo e abaixou as vistas brincando com guardanapo.
-Deve ser ruim, por isso... Ficar longe de quem a gente ama é ruim! Mais você vai ter uma folga, logo, então você vai matar a saudade! –Sorri. –Pensa só nesse dia que você se alegrar! Peguei na mão dele e ele me olhou.
-Brigado pelas palavras! –Ele sorriu segurando firme na minha mão. –Passei a noite pensando nas coisas que você me disse ontem que já fez pra me ver. Admiro sua força!
-Ah! Brigada! Fiquei sem graça.
-Licença... –Roberval se aproximou. –Luan, aqui seu café!
-Valeu testinha! Ele riu com Roberval.
-Oi Rober! Sorri.
-Oi, Manuela né? Ele olhou desconfiado pro Luan que abaixou a cabeça.
-É, sim! Ah! Desculpa pela resposta que eu te dei naquele dia... Depois fiquei sem graça! O olhei.
-Ah, tudo bem! O fora foi no Luan mesmo! Ele riu e Luan se engasgou com a bebida.
-Ah! Foi mesmo esqueci! Ri e fiz a gargalhada do Rober aumentar.
-Gostei de você, sério! Adoro gente bem humorada! Ele riu batendo na testa do Luan que parecia sem graça.
-Também gostei de você... Aliás, de todos, são todos muito atenciosos com a gente! Sorri.
-Não vai tomar café?
-Vou! Agora que o Luan tem companhia, por que ele estava aqui pra baixo. Vou deixar vocês à vontade! Levantei.
-Manu... Antes de ir não esquece de vim se despedir! Luan me olhou.
-Pode deixar que não esqueço! Sorri piscando pra ele e me afastei para ir tomar café.

A olhei se afastar e respirei fundo, ela me fazia bem e ter ela ao meu lado como amiga seria maravilhoso. Ela me entendia e me dava forças, parecia me conhecer perfeitamente.

-Pegou cara? Rober sentou sorrindo.
-Não, que isso Testa?! Ela tem namorado e gosta dele demais, cara! O olhei sério.
-Pareciam íntimos conversando, de mãos dadas e tudo!
-É que ontem a gente veio jantar, como pedido de desculpas, e a gente se deu bem, mas como amigos! Amigos mesmo!
-Você amigo de uma mulher linda feito ela? Luan, pára! Rober riu.
-É de se estranhar... Mais ela é uma muié comprometida e eu não quero ser o culpado de nada! Eu acho que nem se eu quisesse ou tentasse algo eu conseguiria alguma coisa!
-Verdade, só iria afastar dela de você. Mais você ficou mexido por ela?!
-Ela me faz bem! Não sei o que é, mas ela me faz me sentir mais à vontade, sabe?
-Cara, você tá na dela? Rober me olhou sério.
-Não sei cara! Mais eu quero ela perto de mim! Falei pensativo.
- Luan... Sério pensa bem antes de qualquer coisa, ela é uma boa menina, e tem namorado que por sinal parece ama-lo bastante. Cuidado!
-Relaxa, cara! Eu sei disso, por isso, quero ela como amiga! Sorri.
-Ver se não se apaixonada!
-Ela é linda, inteligente, gente boa, engraçada...é difícil não apaixonar, mas tem um defeito; é de outro cara! Ri.
-Você esqueceu do fiel, por que cara... Ela te deu um fora bonito! Rober riu.
-Verdade! Mais ela tá mais pra apaixonada mesmo! E ela faz Direito... Ela é muito correta! Eu chamei pra ela vir ver o show de hoje, com a gente, ela disse que não viria, mas não por que não queria e, sim, por que não achava justo com as outras meninas!
-Ela é uma menina maravilhosa, você... Não tá gostando dela, tá? Rober o olhou curioso.
-Acho que não! Sei lá!
-Tá, Luan esquece isso, por favor!
-Esqueci! –Ergui os braços como se estivesse me rendendo. –To com fome! Esse trem tá bom demais cara! Comia o que o Rober trouxe.

Tomei café com as meninas enquanto lembrávamos da noite anterior e riamos demais das piadas que rolava pela mesa, todas já tinha se tornado amigas e já trocado contatos. Subimos juntas com o Junior responsável por nos e de lá seguimos para o hall do hotel aonde começamos a nos despedi.

Quando notei que todas estavam distraídas, eu o procurei e o vi rindo, com o Rober, no mesmo lugar. Me afastei, devagar, para que nenhuma notasse, e fui até ele sorrindo.


-Vim me despedir! Eu disse que não esqueceria! –Sorri. –Mais eu acho legal, você ir lá, falar com elas também! Apontei para as meninas no hall do hotel.
-E vou! Ele sorriu se levantando e tirou algo do bolso.
-Ah! Então, tudo bem! Sorri.

Peguei em sua mão com o olhar curioso do Roberval sobre nós dois e coloquei um pedaço de papel embrulhado, beijei com cuidado olhando em seus olhos e soltei fechando devagar sem tirar meu sorriso dos lábios. 

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