sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CAPÍTULO QUINZE.


Eu o amava mais que tudo e achava incrível como esse sentimento crescia a cada segundo mais, tê-lo como amigo e namorado era tudo de melhor nessa vida. Amava estar com ele e não aguentava ficar muito tempo longe, me sentia protegida ao seu lado e apesar do pouco tempo de namoro parecia que namorávamos a mais de dez anos pelo grau da nossa intimidade. Como o amava daquela forma decidi me entregar a ele de corpo e alma fazendo ele ser meu primeiro homem e em momento nenhum me arrependi daquela decisão, a cada toque dele me fazia o amar mais e ter a certeza de que tinha sido feita pra ele e ele pra mim.
Naquela mesma noite do jantar, ele havia passado mal, fiquei preocupada, por que ele sempre teve uma saúde boa, o sentei no sofá com cuidado e lhe dei um copo com água, estava pálido e tremia um pouco.

Algum tempo se passou e eu continuei os meus estudos e meu namoro com o Dan estava, cada vez mais, forte e sério. O fã clube, cada vez mais, era reconhecido pelas fãs de Salvador e havia crescido, ficava fã dele a cada dia.

O Luan me ligava e conversávamos sobre o que estava acontecendo em nossas vidas, passávamos muito tempo ao celular, era bom saber dele sobre ele e ser sua amiga, a cada dia, ele confiava mais em mim. O que me preocupava era o Dan, não pelo seu ciúme, mas por sua saúde. Estava constante ver ele passar mal e eu estava preocupada. Ele era teimoso e não ia para o médico, como eu pedia e as meninas, a Bia e a Carol, também estavam preocupadas.


-Você precisa ir ao médico, amor! Ontem sua mãe falou que passou mal de novo! Reclamava, mais uma vez, com ele.
-É uma bobagem amor, deve ser uma gripe! Ele alisava minha perna com carinho.
-Não é bobagem! Isso tem um tempo já! Nossa! Como você é teimoso Daniel! Cruzei os braços.
-O Luan andou te ligando esses últimos dias, né? Ele mudou de assunto.
-Não muda de assunto! O Luan não é importante, agora!
-Prometo ir no médico amor, ainda essa semana. Pronto! Ele sorriu e beijou minha bochecha.
-Ótimo! Agora não enrola, e vai logo! O olhei.
-Prometo amorzinho, agora dá beijinho!

Sorri e o beijei, o amava demais pra não ficar preocupada e com medo do que poderia acontecer com ele. Ficamos boa parte da tarde juntos e aproveitamos pra estudar e passar a matéria da prova do dia seguinte. O observava estudando e sentia tanto medo de perdê-lo, não suportaria. De todos os namoros que tive com o Dan foi o mais intenso, o que mais amei e me envolvi. Ele parecia estar mais fraco, mais escondia isso de mim.

Pela noite ele foi embora depois de jantar comigo e minha mãe, entrei no meu quarto e abracei meu urso que ele me deu e batizamos de "Rafael". Senti meu celular vibrar e vi o nome do Luan no visor o que me deixou aliviada, estava precisando conversar com alguém, e ele, naquele momento era a melhor pessoa.

-Oi Manuzinha, que vozinha é essa?
-Oi Lú! Que bom que você ligou, tava precisando falar com alguém! Sentei na cama, ainda abraçada com o urso.
-Que aconteceu? Ele pareceu preocupado.
-É o Dan, eu to preocupada com ele. É que ele tá parecendo doente e fraco, eu estou preocupada!
-E ele já foi ao médico?
-Não sei, ele não me fala nada! Eu estou com medo, do que possa ser!
-Fica calma, não deve ser nada! Ficar angustiada desse jeito não vai ajudar nem a você e nem a ele!
-É! Você tem razão... E eu te enchendo com meus problemas, sou chata né? –Sorri enxugando minhas lágrimas, que caíram silenciosamente. –Como você está?
-Não me importo, eu amo te ajudar e você sabe disso! Amigos não só são pra momentos bons e sim os difíceis também. Pode desabafar Manuzinha. Eu tô bem, mais ficaria melhor vendo você bem também!
-E você, sempre, cavalheiro, né? Mais não se preocupa, deve ser coisa da minha cabeça, mesmo! Levantei indo até a janela, vendo a lua que estava linda, em meio as estrelas.
-Me preocupo com você... Tô com saudade e quero só ver quando vou te encontrar de novo?
-Também to! Estava lembrando com as meninas, do fã clube, do nosso primeiro abraço, da minha viagem sabe? Foi bom, a gente riu um pouco!... Eu gosto do seu abraço, me sinto bem! Sorri.
-Também gosto do seu abraço... Muito! Que tal você e o Dan vim para o show de depois da manhã? Vai ser ai pertinho, em Recife!
-Por mim, tudo bem! Vai ser massa! Vou falar com ele! Sorri.
-Fale com ele sim, dai nos encontramos!

Fiquei durante uns 40 minutos falando com o Luan, gostava disso. Ouvi a voz dele era confortante pra mim, suas palavras vinham na hora certa e da forma que precisava. Apesar de conversamos mais pelo celular, ele já parecia me conhecer bastante. Tinha noite que só riamos no telefone parecendo duas crianças e eu amava aquele jeito dengoso dele.

Dia seguinte fui cedo pra faculdade, o Dan estava estranho demais, distante e pensativo. Várias vezes que fui falar com ele parecia se assustar, então preferi deixar ele quieto e prestar atenção nas aulas. Na hora do intervalo ele disse que iria ao banheiro e demorou bastante pra voltar, se sentou ao meu lado e estava pálido.

-Você está bem? Você está pálido! Dan o que foi? O olhei preocupada.
-Tô bem amor! Ele respirou fundo e olhou pra cima fechando e abrindo os olhos rapidamente.
-Não está! Pára de mentir e me diz o que você tem! Não me esconde, por favor!
-Eu vou ao médico hoje, prometo! Ele beijou minha mão.
-Eu não acredito que não foi inda! Você sabe o que tem, não sabe?
-Não amor, não sei!
-E por que eu tenho certeza que está mentindo, pra mim?
-Vem cá! Ele me puxou para o lugar mais reservado sentando de frente pra mim e me olhou com os olhos cheios de lágrimas.
-O que é? É grave não é? Meus olhos encheram de lágrimas.
-Manu... –Ele respirou fundo e se aproximou de mim. –Eu descobri que tenho leucemia!
-O que? –O olhei e deixei lágrimas caírem. –Mais tem tratamento, pode até curar... Dan me diz que você vai se tratar, por favor amor! Me diz! Alisei seu rosto.
-Eu vou começar, não vou desistir, mais tá difícil!
-E por que não me falou? Eu vou com você, fico do seu lado! Eu te amo, muito! O abracei forte.

O amava demais para me ver sem ele. Eu estava com medo do que poderia ser, mas, agora, meu medo tinha aumentado. Perder ele seria uma dor insuportável; perder outra pessoa que eu amava levado pelo câncer, novamente, seria uma dor sem explicação.

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