terça-feira, 11 de setembro de 2012

CAPÍTULO NOVE.


-Vai com cuidado e quando chegar lá me liga!
-Pode deixar amor, aviso sim! Obrigada, mais uma vez!
-Já disse que não precisa agradecer, aproveita!
-Pode deixar!
-Daqui a pouco ligo para o meu amigo e vejo se ele já esta com a pulseira do camarim!
-Eu te amo! Ele me olhou surpreso, nunca havia lhe dito aquelas palavras e ele me abraçou forte.
-Também te amo, muito! Se cuida!
-Tá bom! Lhe dei um selinho demorado e seguir.

Quando entrei no avião senti um frio enorme na barriga, estava indo ao encontro com meu ídolo, à pessoa que depois de tantos traumas havia me feito sorrir, já podia senti o abraço dele e o seu cheiro, respirei fundo com sorriso nos lábios e vi pela janela o avião pegar atitude.

Cheguei depois de três longas horas dentro do avião, desci e já percebi a mudança de clima, coloquei um casaco e peguei um táxi lhe passando o endereço do hotel aonde Dan havia reservado pra mim. Enquanto seguia para o hotel olhava um pouco da cidade pela janela do carro, era enorme e tinha muitos prédios espalhados por todo lugar. O transito era da forma que mostrava nas novelas e raramente vi paisagem verde.

Cheguei ao hotel e depois de combinar o horário com o mesmo taxista para o show subi para o quarto que o Dan havia reservado pra mim. Sentei na cama e liguei pra ele que estava feliz por mim, conversamos durante alguns minutos mais logo desliguei, tive que ir me arrumar. Coloquei um short jeans escuro, uma blusa soltinha, sapatilha e fiz uma trança de lado no meu cabelo, usei uma maquiagem leve, por suar e provavelmente a maquiagem sairia. Peguei dinheiro, o ingresso, meu celular e descei esperando o mesmo taxista veio me buscar.

Quando ele buzinou entrei no carro e seguimos para o local do show, estava nervosa e minhas mãos soavam. Um trânsito horrível se formou por conta do show e um medo bateu em mim, olhava por segundos para o relógio e respirei fundo tentando me acalmar.

Quando percebi que aquele engarrafamento não iria acabar tão cedo, desci do carro dando o dinheiro do rapaz e saí andando, sabia que seria mais rápido que ficar ali parada. Andava rápido e em meio aos carros, muitos buzinavam e até mesmo me xingavam. Mais não ligava, estava correndo atrás do meu sonho e isso em deixava orgulhosa de mim mesma ao lembrar as últimas palavras do meu pai. Quando estava próxima ao local do show senti alguém pegar bruscamente no meu ombro e me empurrar numa parede.

-Passa tudo patricinha, anda! Um homem branco usando capuz me parou e falava baixo olhando pros lados.
-Moço pelo amor de Deus, eu não sou daqui, não conheço quase nada, só vim no show do meu ídolo, não tenho nada de valor aqui!
-Não te perguntei, da onde você veio e o que estar fazendo aqui, me passa tudo que você tem, anda antes que atire!

Comecei a tirar minha pulseira, meus anéis, e lhe dei meu celular, ele pegou minha bolsa com força e pegou todo dinheiro que tinha dentro, alisou meu rosto com a arma e sorriu pra mim enquanto me empresava mais na parede me fazendo chorar. Um medo tomou conta de mim e meu corpo começou a tremer, minhas pernas estavam bambas e ali pedi a Deus que mandasse um anjo pra me salvar.

-Você até que é bonitinha...!
-Moço, por favor, me solta! Supliquei.

Ele viu algo se aproximando e saiu correndo com medo, peguei minha bolsa que apenas tinha minha identidade e me sentei ali mesmo no chão chorando, estava assustada, com medo e meu corpo todo tremia, ele havia levando com ele, mais uma vez, meu sonho de conhecer o Luan. Uma forte chuva começou a cair e me levantei rápido e segui pra entrada do camarim, talvez o amigo do Dan poderia me ajudar, fiquei ali durante alguns minutos em baixo da chuva mesmo. Quando vi uma van chegando, senti meu coração pulsar forte e segurei numa barra de ferro que tinha ali perto. A porta se abriu e então vi meu anjo do cabelo arrepiado, de blusa quadriculada e sapato colorido, um sorriso enorme se abriu em meus lábios e ele desceu acompanhado de seu segurança que segurava um guarda chuva.

-Luan! Gritei na esperança de que me ouvisse.

Descia da van e chovia muito, Wellington meu segurança segurava um guarda chuva pra me proteger e quando estava seguindo para o local do camarim ouvi alguém me gritar, me virei pra direção da voz e vi uma menina, estava completamente molhada e seus olhos brilhavam mesmo estando um pouco escuro, sorri lhe dando um tchau e soltei um beijo.

-Sai da chuva muié! Sorri pra ela e entrei no camarim acompanhado dos meus seguranças.

Ele me olhou, e falou comigo, mesmo que não tenha abraçado ele aquele olhar e fala fizeram valer a pena tudo que havia acontecido, olhei para o céu e sorri enquanto sentia meu coração pulsar forte a cada vez que ouvia a voz dele soar perfeitamente em meus ouvidos. Olhei pra minha bolsa e lembrei do que havia acontecido, o ladrão havia levado até meu ingresso e todo meu dinheiro, não sabia como iria voltar para o hotel. Cheguei em um orelhão próximo dali e liguei para o Dan que ficou assustado ao contar a história.
Ele me mandou ter calma e em alguns minutos seu amigo veio me buscar. Fui à delegacia dá queixa do assalto e de lá fui para o hotel, cheguei no hotel arrasada, liguei o chuveiro e lá fiquei durante minutos deixando aquela água me tirar toda essa “má” sorte.

Acordei cedo no dia seguinte cedo e a única coisa que queria era apenas lembrar o sorriso dele e das poucas palavras que me disse. Arrumei minhas coisas e o amigo do Dan novamente me ajudou. Ele fez questão de me colocar no avião e de lá segui viagem de volta pra Salvador, queria o abraço do meu namorado, era tudo que eu mais precisava. Assim que o avião aterrissou o vi a minha espera, larguei todas as minhas coisas no chão e lhe abracei forte.

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