terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAPÍTULO SESSENTA E QUATRO.


Quando olhamos o horário os meninos nos levaram pra casa, após nos despedi deles subimos para o nosso apartamento, Bia falava animada sobre o Lucas e eu apenas sorria, era bom vê-la feliz daquele jeito, parecia que os dois estavam dando certo. Entramos e eu tomei um banho demorado, tirei minha maquiagem, e deitei na cama, olhei meu celular e tinham 6 chamadas perdidas do Luan, e logo depois uma mensagem dizendo que ele entraria no msn pra nos falar, peguei meu notebook e assim que entrei ele falou comigo, ligamos a web e me subiu um nervosos, lembrei do Gabriel e da noite na boate.

-Oi meu amor, que saudades! Luan disse animado tocando na tela como se pudesse alisar meu rosto.
-Oi! Sorri deitando na cama.
-Nossa! Tá tudo bem?
-Tá sim! Só tá frio aqui! E ai? Como você tá? Olhei para ele na tela do computador e meu coração pareceu despertar.
-Tirando o fato que penso em você 24 horas por dia, tô bem!
-Sabe o que eu lembrei agora? Ri olhando para a tela.
-O que? Ele sorriu se ajeitando na cama.
-Daquela vez que a gente tava se falando, assim, e você caiu da cama tentando pegar o celular! Gargalhei.
-Machucou viu? Ele riu.
-Tá! Desculpa...! Queria você aqui pra me esquentar...! Sorri.
-Também queria estar ai. Tá maquiada amor? Ele aproximou o rosto da câmera tentando ver melhor.
-É! Saí com a Bia...! Sorri sem graça.
-Ah, se divertiu?
-É! Dancei, um pouco... Mais nada demais! E você fez o que hoje? Sorri.
-Passei o dia no estúdio, tô focando no meu novo CD, amanhã tenho sessão de fotos aqui em Sampa pra capa! Ele falou animado e desenhou um sorriso lindo nos lábios.
-Que bom! –Sorri vendo o sorriso dele, tocando na tela. –Tem alguma música que você pede cantar pra mim?
-Deixa eu pensar... –Ele olhou pra cima e sorriu. –Espera! –Ele levantou colocando notebook na cama, e logo voltou com violão. –Ver se gosta meu amor, vou cantar só um pedacinho! Ele sorriu começando a tocar. 

"Por que se me perguntar quem eu respiro é você, você, você. Se for pra escolher o céu ou a terra respondo você. Se quiser saber minha alegria é te ver, te ver, te ver. Quem sabe eu te quero, tanto assim por que esqueci de te esquecer..."

Ou vê-lo cantar, com aquele jeitinho dele, novamente, nossas lembranças invadiram minha mente. Meu coração bateu mais forte e as lágrimas eu não pude conter. Eu queria abraçá-lo queria poder pegar o primeiro avião para ir até ele. O jeito dele de pegar e tocar no violão era hipnotizante. Tudo que eu queria era está do outro lado da tela, ao lado dele, o abraçando para, talvez, mais uma noite de amor. Mais eu tinha que me manter forte.


-É linda meu amor! Comentei quando ele terminou.
-Depois canto inteira pra você, ainda falta muito, quero compor mais minha inspiração tá tão longe!
-É? Mais eu pensei que ela estivesse aqui! Coloquei a mão no meu coração e sorri.
-E tá, mas as letras vinham com mais facilidade quando a olhava dormi feito um anjo na minha frente! Ele tocou a tela.
-Mais então vai ver, ai do lado, dormindo! –Sorri. –Espera eu tomar banho?
-Leva o notebook para o banheiro? Ele sorriu.
-Levo! Sorri.

Levantei, com o notebook no colo, e tranquei a porta. Fui para o banheiro e coloquei o notebook ao lado da pia. Olhei pra ele e sorri, comecei a tirar a roupa e brincava, com minha roupa, enquanto ele assistia tudo do outro lado da tela. Entrei no banheiro e comecei a tomar banho.

A olhei tomar banho e sorria alisando a tela, queria poder estar lá beijando-a, trocando carinhos e até poder amá-la ali, enquanto a água caia sobre nossos corpos. Ela era linda, e uma saudade bateu chegando a machucar, queria senti o calor da pele dela, senti os beijos, queria que o nosso suor se misturasse.

Eu terminei de tomar banho e coloquei um roupão, pegando, novamente, o notebook no colo e pondo ele sobre a cama. 

-Amor quer que eu coloque qual? Mostrava as duas camisolas que ele gosta.
-A rosa!
-Vou colocar! –Tirei o roupão, delicadamente, e coloquei a camisola, depois eu deitei na cama. –Gostou? Sorri.
-Muito! Acho que to indo para o aeroporto!
-Então vem! –Sorri. –Deita também amor! Vamo brincar de ver quem dorme primeiro! Ri.
 -Que saudades de você...
-Amiga, telefone pra você! Bia apareceu com telefone sem fio.
-Ah! Quem é amiga? Olhei pra ela.
-Gabriel! Ela sorriu.
-Espera só, um segundo amor! Levantei da cama e fui atender o celular.

Quando ouvi a Bia falando nome de um homem senti meus músculos ficarem rígidos, meu coração acelerou e mil pensamentos invadiram minha mente. Quem será esse cara? O que será dela? Por que ele estava ligando aquela hora pra ela? Queria saber quem era, um medo tomou conta de mim, eu não estava lá pra mostrar presença e isso me deixou morto de ciúmes.

-Gabi, oi a Manu! Olha, desculpa não vai dá pra eu falar com você agora... To conversando com meu namorado, tá?! Beijos! Peguei o telefone e não dei chances para o Gabriel falar e a Bia sorriu ao ver minha atitude.

Sorri ao ouvi a resposta dela, um alivio enorme tomou conta do meu coração e respirei fundo com mais facilidade. Mordi o canto da boca querendo ri mais alto e queria ver a cara do dele após receber um fora desse, ele devia ser um otário.

-Oi mô! Pronto! Deitei na cama, enquanto a Bia fechava a porta, indo embora.

Deitei com o computador ao meu lado e ficamos olhando um para o outro e alisávamos a tela do computador. Meu sono chegou primeiro que o dele e eu sabia que ele tinha ficado a me ver, por mais tempo. Quando acordei vi que a câmera do computador ainda estava ligada e que ele dormia feito um anjo, do outro lado o obsevei e mandei uma mensagem de bom dia, desligando a câmera; eu tinha que ir trabalhar, com uma vontade imensa de ficar o observando.

Um tempo se passou e eu e o Luan continuávamos a nos falar, mas com a dedicação dele ao CD, não sobrava muito tempo para mim. Eu e o Gabriel nos aproximamos, o Gabriel era extremamente atencioso e carinhoso. Tudo nele me hipnotizava e me fazia lembrar o Dan; o jeito de falar, de sorrir, de me tratar... Eu chegava a esquecer do Luan; o Dan ainda mexia comigo e muito.

-E nosso jantar hoje estar de pé mocinha? Ele sorriu bagunçando meu cabelo, o olhei e senti um arrepio quando ele me chamou de "mocinha" era como o Dan me chamava.
-Eu disse que ia, não disse?! Sorri o olhando, com esperança de ver o Daniel.
-Não esqueci a sua comida predileta, vou te levar a um restaurante que tem ela!
-Ah! É? Quero só ver! –Sorri. –Mais e o relatório, fez?
-Tá aqui! Ele me entregou. 

À noite me arrumei com um vestido lilás meio colado no corpo, um salto alto preto e seguimos para o restaurante, que por sinal era lindo. O Gabriel era muito educado e a cada gesto dele achava cada vez mais que ele era algo do Dan, cheguei a achar em meus pensamentos que eles poderiam ser irmãos. Jantamos em meio a conversa, ele era um fofo, engraçado e super respeitoso. Depois do dia da boate nunca mais ele tocou no assunto do Luan, não perguntava como estava meu namoro pelo contrário. 

De lá seguimos pra uma boate e nos divertimos muito, ele fez um gesto que me fez ficar parada diante dele feito uma pessoa hipnotizada, cheguei a vi o Dan na minha frente fazendo eu abraçá-lo como se o Dan estivesse ali diante de mim, o apertei tanto no abraço que pensei que fosse esmagá-lo. 

Ele me levou em casa e na despedida no seu carro ele quase me beijava, mais evitei e virei o rosto a tempo, eu não podia fazer aquilo com o Luan. Lhe dei um beijo no rosto e subi para o meu quarto, me joguei na cama e respirei fundo pensando em muitas coisas ao mesmo tempo. Eu estava confusa, tudo se misturou em minha mente. Levantei e tomei um banho, água escorria por meu corpo e a velocidade dela não coseguia acompanhar a dos meus pensamentos, que pareciam está na velocidade da luz.

Todas as lembranças do Dan e do Luan se misturavam, em minha cabeça, me esbarrei em várias coisas no quarto, até que consegui me vesti e deitar na cama, para fazer o que eu sempre fazia; me encolhi e comecei a chorar, desesperadamente, desejando o colo do Diego, só ele iria me entender naquele momento.

Dia seguinte segui para o escritório e não falei nenhuma palavra com Gabriel, ele apenas falou comigo sobre alguma duvida que teve e nada mais ao perceber que não estava nos meus melhores dias. Fiz tudo que tinha pra fazer e saí pra resolver alguns problemas com a Bia, logo voltamos pra casa e fiz nosso jantar, naquela noite não queria sair de casa, queria ficar sozinha, já que não tinha o Diego ao meu lado pra me ajudar.

Alguns meses se passaram e a presença do Luan se tornou rara e isso não me ajudava ou ajudava; ainda estava confusa. Era impressionante como quando eu precisava do Luan ele atendia e dizia que estava no estúdio e não ligava depois, como tinha prometido. Ele estava bastante dedicado ao novo trabalho, e eu estava ficando impaciente.


O Gabriel estava mais presente, sempre ao meu lado e era ele que me ouvia. Tive um trabalho imenso em superara a falta que o Diego estava fazendo e o Gabriel me ajudava me dando conselhos que eu, sinceramente, via o Daniel ao meu lado e chegava a tratá-lo de uma forma muito carinhosa; a forma que eu trataria o Daniel. E ele, eu estava achando, estava confundindo tudo, por minhas atitudes.

Em uma noite estava sozinha no apartamento a Bia havia saído com o Lucas, eles estavam ficando sério e fiquei muito feliz por ela estar gostando de alguém que possa retribuir ela. Liguei a TV colocando um dos meus filmes prediletos e me deitei no sofá comendo pipoca, era impressionante como poderia assistir aquele filme mil vezes e senti as mesmas sensações, lembrei o Dan, ele havia realizado meu sonho que continha naquele filme, deixei uma lágrima cair e fechei meus olhos respirando fundo. A campainha tocou e eu levantei de camisola mesmo pra atender, a Bia tinha o costume de esquecer a chave, abri a porta e dei de cara com o Gabriel e um vidro de vinho na mão com sorriso nos lábios. 


-Oi Manuzita!
-Gabriel?! Me escondi, atrás da porta, envergonhada.
-O Luquinhas me disse que você estava aqui sozinha, decidi vim te fazer companhia! Ele sorriu.
 -Ah! Mais espera dois minutos, ai fora? É rapidinho, prometo! Sorri sem jeito.
-Ah, claro! Ele deu os ombros.

Fechei a porta e saí correndo para o quarto, colocando um vestido e um casaquinho, por cima. Ajeitei meu cabelo e abri a porta.

-Pronto! Desculpa! Entra! Sorri.
-Tudo bem! –Ele entrou. –Trouxe um vidro daquele vinho que você gosta!
-Ah! Que bom, mas é que... Não me leva a mal, hoje não to no clima!
-Ah, que isso, só uma taça! Ele sorriu.
-Só uma! –Fui até a cozinha e trouxe as taças e o abridor. –Toma! Entreguei a ele o abridor.

Ele abriu com bastante facilidade e nos serviu, liguei o som baixinho e começamos a conversar, enquanto bebíamos, ele me contou um pouco da sua vida no Brasil e me tirou várias risadas, ele contava fazendo piada e era impossível não ri. Tomamos a segunda taça e desta vez fui eu que lhe contei um pouco da minha vida, menos do Luan e do Dan. Falei sobre minha faculdade, trabalho, sobre me pai o Di e de como parei aqui.

-Então, foi assim que eu vim parar aqui! –Sorri. –Vai querer mais por que eu não! O olhei apontando para o vinho.
-Manu... Eu não consigo mais esconder de você... –Ele se aproximou de mim colocando a taça na mesinha e segurou na minha nuca. –To apaixonado por você!
-Gabriel...! Me afastei dele.
-Manu, me dá uma chance, por favor! Ele alisava meu rosto.
-Não, Gabriel! –Levantei. –É melhor você ir embora!
-Tudo bem! Desculpa! –Ele levantou devagar indo na direção da porta. –Desculpa mesmo! Ele abriu a porta saindo.

Fiquei parada olhando a porta fechar, mil pensamentos passaram na minha cabeça e quando fui sentar no sofá ouvi meu celular tocar, corri para atendê-lo e vi quem era, queria que fosse o Diego. Respirei profundamente e, naquele momento, eu me confundi ainda mais.

-Oi! Atendi.
-Oi meu amor, desculpa não ter ligado! Tô quase terminando meu CD, tá ficando TOP, quero que seja a primeira a escutar! Ele disse animado.
-Ah! Legal! Sentei no sofá, de vez.
-Tá tudo bem?
-Não sei... Aqui comigo não! Mais que bom que ai está...! Falei, um pouco, grosseira.
-Amor eu sei que ultimamente não ando te ligando, nem te dando atenção, mai é que tá muita correria aqui, já estou há duas noite sem dormir me dedicando ao CD, to compondo muito! Me perdoa, não fica assim!
-Tudo bem, Luan! –Respirei fundo. –Desculpa, também, fui grossa!
-Tô no quarto de bobeira, quero te ver, será que rola Web?

Liguei a web no meu quarto e conversamos sobre muitas coisas, ele me contou com muita animação sobre o DVD e eu apenas escutava, o sorriso dele estava encantador e seus olhos brilhavam. Falei um pouco do meu estágio e logo desligamos, ambos estavam cansados e precisavam descansar.

Depois daquela noite, ele se fez presente durante toda a semana. Sempre me ligava e se dedicava e toda noite conversávamos pela web. Eu estava gostando, mas tudo parecia meio confuso, por que o Gabriel, também, tentava me agradar, de todas as formas, com o jeito que lembrava ao do Daniel, se desculpar pelo o que ele havia feito.

-Vamos pra uma boate hoje gente? Lucas nos propôs no horário do almoço.
-Não sei, não! Olhei pra ele.
-Vamos gente distrair um pouco, estamos precisando, essa semana foi péssima!
-Por mim tudo bem! O Gabriel sorriu.
-Não to em um clima bom... Queria ficar em casa deitada! Continuei a comer.
-Beleza chata! Bia fez bico.
 -Uma pena, vamos senti sua falta! Lucas voltou a comer.
-Sério gente! To sem clima! Olhei pra eles.
-Tudo bem amiga, a gente entende! Bia sorriu. 
O resto do dia foi tranquilo, mais permaneci calada durante todo tempo, estava pensativa, e meu coração acelerava com meus pensamentos misturados. Quando sair do trabalho fui em um mercado comprar algumas coisas e segui pra casa, entrei arrumando as coisas e fui tomar um banho, Bia saiu logo em seguida e como estava sem fome acabei cochilando em meio as lágrimas que insistiam em cair.

4 comentários:

  1. é.. to sentindo cheiro de briga vindo por ai! kkkkkkkkk posta maisss!!!

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  2. [AA] ela num pod da moral pr esse Gabriel e neim fik cm ele :/ mais amr

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  3. Não queria que esse Gabriel existisse só pra estragar o namoro! Queria MUITO que o Luan aparecesse de surpresa ! :)

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  4. Nossa esse Gabriel vai estragar tudo ;(

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