segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CAPÍTULO SESSENTA E UM.


Alisava seu corpo soado e queria senti que ela me pertencia, queria prendê-la em meus braços e lhe mostrar que eu era seu homem e que nada e nem ninguém poderia me afastar dela. Mesmo com o vento frio não sentíamos nada, o calor dos nossos corpos nos aquecia de uma forma tremenda nos fazendo querer ficar ali para o resto da vida.

Tudo que estava a nossa volta, por mim, foi esquecido, mas a luz do luar iluminando o corpo dele foi incrível. Nosso suor refletia a forte luz da lua e parecia ser o combustível para que eles se misturassem e que me fazia querer ser dele, a cada segundo. O movimento, sobre mim, do seu corpo era suave e me fazia arrepiar, me fazia ir há outro mundo; eu estava querendo guardar cada segundo, nosso, que nos amávamos, intensamente.

-Te vivo! Ele sussurrou no meu ouvido, no auge do prazer.

Enquanto, eu apertava forte às suas costas, fechando meus olhos para sentir aquele momento mais intensamente, ele sussurrou em meu ouvido fazendo meu coração disparar, ainda mais.

-Então me vive, ainda mais! Sussurrei e mordi a sua orelha.

Passamos a noite ali a luz da lua nos amando, aquela noite aconteceu o que eu estava pretendendo que acontecesse; se tornou inesquecível. Os movimentos do meu corpo aumentava devido a intensidade que ficava cada mais quente ao senti o corpo dela suando. Nossos sussurros se misturavam com nossa respiração ofegante.

Não víamos as horas passarem, a noite foi ficando mais intensa. Entre nós dois, também, estava tudo intenso. Eu e ele estávamos totalmente suados, apesar da brisa gélida, o nosso calor só fazia aumentar. Nossas respirações falhavam e tudo o que eu queria era aproveitar aquela noite.

A olhei pra ela depois que nossos corpos já estavam satisfeito e cansados e lhe dei um selinho demorado, coloquei minha cabeça sobre seu peito e fechei meus olhos, não queria que nada, naquele momento, atrapalhasse nossa noite, nem mesmo a lembrança de que ela estaria indo embora daqui a poucos meses.

-À noite, ficou mais perfeita! Sorri alisando seu cabelo.
 -Verdade! Ele sorriu beijando meu pescoço voltando a colocar a cabeça sobre meu peito.
-Amor, eu to com frio, agora! Sorri.
 -Vem cá, vamos deitar aqui! Ele me puxou devagar e deitamos em uma espécie de cama, ele nos enrolou e pôs a cabeça como estava antes, procurava carinho e eu o dei.

Ficamos ali abraçados, observando o céu e as estrelas, uma das testemunhas da nossa noite. Fiquei fazendo carinho nele e ele passava um dos dedos, levemente, por meu corpo que me fazia arrepiar. Ele cantarolou a música que ele havia feito para mim, novamente; aquela foi a nossa trilha sonora.

Ficamos ali até ver o sol nascer, foi uma das visões mais lindas que presenciamos. Saímos andando devagar de mãos dadas enquanto a água gelada do mar molhava nossos pés, a abracei por trás beijando seu pescoço ainda caminhado e sorriamos a todo tempo, mesmo com o que nos aguardava no futuro não queríamos lembrar, apenas queríamos aproveitar aqueles dias que nos restava. 

O motorista foi nos buscar e seguimos pro hotel, no carro durante o caminho fomos abraçados e não falamos nenhuma palavra, apenas brincávamos com nossas mãos, entrelaçamos elas e nos olhávamos sorrindo, apenas lendo o olhar do outro, depois daquela noite nossa conexão havia ficado mais forte e isso era uma certeza. 

Chegamos de hotel de mãos dadas e Diego mais Bruna e Max nos chamou, nos aproximamos deles com sorriso nos lábios e como se já soubessem de tudo apenas nos disse que iriam sair pra se diverti. Após eles irem embora subimos para o nosso quarto, tomamos um banho juntos trocando beijos e carinhos em meio a sorrisos e beijos, saímos abraçados e descemos pra almoçar, estávamos famintos depois daquela noite de prazer.

Passar aqueles dias com ele e as pessoas que eu mais amava foi maravilhoso. Minha relação com os pais dele estava cada vez melhor. Eu desisti de reclamar com O Luan, o Max e o Di, e acabava me juntando a eles nas brincadeiras.


Durante a viagem tivemos um momento mulheres. Eu a Bruna e as nossas mães fomos passar o dia entre compras e muitas conversas. Os pais dele já sabiam da minha viagem e a mãe dele aproveitou para conversar comigo, e ela me deu apoio, eu fiquei feliz ao saber que eles compreendiam.
Eu e o Luan sempre arranjávamos um tempo para ficarmos juntos, Quando estávamos juntos eu fazia de tudo para que eu guardasse cada detalhe. Às vezes me pegava o observando e sorria, sem perceber. Alisava seu rosto e me desligava, totalmente, de tudo o que estava ao nosso redor. Queria lembrar ele em cada detalhe.

Os dias se passaram tão rápidos que nem percebemos, mais foram os melhores dez dias da minha vida. Cada dia ao lado do Luan se tornava inesquecíveis e seriam esses dias junto com outros que tivemos que levaria comigo pra NY. Não queria lembrar as brigas, discussões ou separações, e sim dos nossos momentos felizes, de brincadeira, sorrisos e prazer. 


Arrumamos nossas malas e seguimos pro aeroporto, nosso voou acabou atrasando uns 40 minutos e paramos pra lanchar, Luan estava calado, enquanto Diego, eu e Max fazíamos alguma brincadeira que tiravam gargalhadas da Bruna e dos seus pais com minha mãe. 

Chegamos em São Paulo super perdidos com o fuso horário e seguimos para o hotel, estávamos muito cansados, Bruna e Luan ia dormindo um no ombro do outro, enquanto eu falava algo com o Diego. Entramos no hotel e seguimos cada um para o seu quarto, ainda não estava acreditando que aquelas férias maravilhosas em Cancún tinha acabado.

Quando entramos no quarto o Luan pôs as malas em um canto e foi direto tomar banho, tirando a roupa e a espalhando por todo o quarto. Enquanto, ele tomava banho eu pegava suas coisas espalhadas pelo chão e dobrava sua roupa. 


Parei em frente a sua mala e a blusa que eu estava na mão eu cheirei sentindo aquele cheiro, dele, que me tranquilizava. Pensei em todas as nossas lembranças das férias e anteriores a elas e sorri, sozinha. Não percebi quando ele saiu do banheiro e me olhou da porta sorrindo, me vendo ali cheirando sua blusa, com os olhos fechados, sorrindo sozinha.

-Não quer senti o cheiro do seu branquelo ao vivo não? Ele me abraçou beijando meu pescoço!
 -Quero senti, durante toda a minha vida! Sorri.
-Pode ficar com essa blusa pra você, leva pra guarda o meu cheiro e quando bater a saudade você a abraça como se fosse eu!
-Posso? Eu ia te pedir mesmo uma camisa, mas pra colocar o perfume que eu comprei igualzinho ao seu! Sorri, envergonhada, e o abracei.
-Claro que pode, na verdade queria que você me levasse, mais...
-Eu vou levar...aqui! Peguei sua mão e coloquei sobre meu peito, ao lado do coração.
-Só temos mais duas semanas! Ele abaixou a vista.
-É! Mais não pensa assim... Não pensa nisso agora! Quer que eu viaje com você nesses dias? Sorri alisando seu rosto.
-Mais e sua prova da AOB?
-Verdade! Mais eu vou faço e fico com você! Eu não quero desgrudar de você, um segundo! Alisei o rosto dele.
-Também não! Ele me abraçou forte.
 
Passamos àquela tarde, abraçadinhos descansando, Luan voltaria pra sua rotina do show e eu queria acompanhá-lo a qualquer custo. Dormimos o resto da noite e acordamos cedo onde me despedi dele provisoriamente pra ir fazer minha prova da AOB, Diego e minha mãe vieram comigo e os pais do Luan com a Bruna voltaram pra Londrina, me despedi deles ali mesmo, foi complicado, Bruna chegou a chorar e Luan saiu do aeroporto ao ver aquela cena, sabia que ele já estava prevendo como seria dali a duas semanas.

Vi ele se afastar, quando eu ainda abraçava a Bruna. Desfiz o abraço e deixei todos lá, sem olhar pra trás, e fui até ele. Andei rápido, me esbarrei em algumas pessoas, até que cheguei a ele e segurei seu braço. Ele se virou e me olhou e antes que ele dissesse algo eu o abracei forte.


-Não faz mais isso! Não me deixa sem seu abraço, por favor! Eu vou está com você daqui à três dias amor! Falava ainda abraçada a ele.
-Não vamos mais nos ver daqui a três dias!
-Por quê? Olhei pra ele sem entender.
-Não vou suportar me despedi de você, não vou ter coragem de deixar você ir!
-Amor...! Não faz isso, comigo, por favor! Meu coração apertou e meus olhos encheram de lágrimas.
- Não dá, eu não vou suportar. Desculpa! A gente se despede aqui.
-Luan...!

Olhei pra ele e não consegui falar mais nada. Me engasguei com minhas lágrimas e com o coração que parecia ter parado. Não esperava aquela reação dele, ele me surpreendeu, pra mim eu iria passar mais alguns dias ao lado dele, já estava imaginando como seriam esses últimos dias.

Lágrimas molhavam meu rosto e eu não conseguia fazer outra coisa a não ser chorar. Era incontrolável, parecia que uma parte de mim tinha morrido, nada tinha graça, nada me faria sair do meu estado de choque, naquele momento. Eu continuei o olhando, sem saber o que fazer e muito menos o que dizer; apenas pronunciei seu nome implorando para que não fizesse aquilo.

-Vou senti sua falta a cada vez que respirar! Ele secou minhas lágrimas.
-Não...não faz isso! Alisei o rosto dele, com mais lágrimas caindo.
-Não deixa de me ligar, não esquece de mim, por favor!
-Luan, por favor... Amor eu quero ficar com você, deixa, por favor! –Ele parecia decido no que ele me pedia. –Lú, por favor, olha pra mim! Deixa eu ficar com você!
-Promete pra mim que vai me levar com você aonde quer que você esteja? Ele alisou minha nuca.
-Luan... Eu prometo, mas não faz isso! O abracei forte, como se fosse esmagá-lo e cheirei seu pescoço.
-Não chora minha neném, tô fazendo isso pra poupar nos dois de um sofrimento adiante, vai ser melhor agora do que ter que passar três dias ao seu lado e depois não ter coragem de deixar você ir embora! Ele alisava minhas costas.
-Eu sinto muito mesmo, eu não queria isso, pra gente! Desculpa! Eu sei que é meu futuro mais eu queria ficar aqui te curtindo, queria ficar e curtir nós dois... Desculpa bebê! Eu sei que não vai ser fácil mais só de você está ao meu lado ajuda e muito! –Desfiz o abraço e o olhei nos olhos. –Não era, realmente, o momento certo, mas aconteceu...! Até ontem eu estava rezando para que fosse tudo um sonho, para que cancelassem tudo, para que voltassem atrás... Eu te vivo e nada, nem ninguém, vai tirar de mim o que eu sinto por você! Eu queria esses dias ao seu lado pra gravar cada mínimo detalhe seu sem me esquecer de nenhum, pra levar comigo, mas acho que você tem razão: vai doer mais depois! Alisei o rosto dele.
-Você precisa ir! Ele colocou o óculos escuro respirando fundo.
-Mais... Me dá um último beijo? Tirei o óculos do rosto dele, delicadamente, vendo os seus olhos cheios de lágrimas.

Tava tentando ser forte por nós dois, sabia que se desabasse ela não iria querer ir, e depois da conversa que tive com sua mãe sobre o pedido do seu pai teria que estar ao lado dela. Alisei seu rosto como se quisesse guarda os detalhes da sua face em mim e me aproximei devagar, a sua respiração, o seu hálito fresco, guardaria tudo dentro de mim no lugar aonde ninguém nunca pudesse tocar. A beijei devagar, enquanto mesmo depois de tanto segurar uma lágrima caiu deixando nosso beijo molhado.

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