terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E DOIS.


-Foi lindo o casamento!
-Foi sim! O Di estava tão feliz! Sorri terminando de tirar o vestido e pegando a toalha.
-Verdade!
-Nossa! To cansada! Vou tomar banho, tá? Olhei pra ele.
-Tá! Ele deitou na cama folgando a gravata.

Tomei um banho, não muito demorado, e logo saí. Escovei meus dentes e tirei minha maquiagem. Saí do banheiro o vendo, ainda deitado, sobre a cama de olhos fechados. Sorri, tirei a toalha, mordi meu lábio, levemente, e deitei sobre ele.

-Mô tá frio, me esquenta? Sorri beijando o pescoço dele. 
 -Nossa! Esquento sim! 

Aquela noite nós nos amamos de uma forma única e à vontade, estávamos com saudade daquilo. O Luan foi carinhoso tanto nos movimentos, como nos beijos e toques sobre meu corpo. Ele a cada dia que passava deixava seu amor por mim mais claro, o que me fazia à mulher mais feliz e completa do mundo. Aquela noite foi especial, pra nós dois. O Dan nos deixou a vontade, pois dormia feito um anjo e eu mais o Luan nos beijávamos a todo tempo, enquanto sentíamos nosso suor virar apenas um formando o nosso cheiro.

-Te amo, a cada segundo mais! Sussurrei em seu ouvido.
-Te vivo!

No dia seguinte acordei cedo e fui ver o Dan que já estava com os olhos bem abertos, mordendo a mãozinha, babando tudo. Peguei ele e desci pra preparar o café da manhã, pra gente, depois que dei mama ao Dan.

Deixei ele no chão, depois que coloquei um edredom em cima do tapete e uns brinquedinhos pra ele se distrair, enquanto eu o olhava do balcão da cozinha, preparando o café. Vi ele tentar pegar um dos brinquedos e quando fui o ajudar, ele começou a se arrastar com os bracinhos e, logo, engatinhou desengonçado.

Parei vendo aquela cena linda, ele ainda não tinha força o suficiente para se sustentar e acabava caindo batendo a barriguinha no chão, mas ria ao olhar pra mim. Peguei ele no colo, dando beijos em seu pescoço fazendo ele dar a gargalhada gostosa que ele tinha, e subi com um brinquedo na mão.

Cheguei ao quarto e o Luan ainda dormia, sentei na cama e coloquei o Dan, com a barriga pra baixo, sobre ela. Ele ficou observando o pai e engatinhou até o Luan apertando o nariz do pai, e eu ri vendo aquela cena.

-Mô olha quem veio te acordar, engatinhando!
-Oi! Luan abriu os olhos sorrindo e Dan gritou batendo as mãozinhas.
-Ele engatinhou até você! Sorri, com os olhos brilhando.
-Sério? Luan sentou na cama.
-Sério! Ele que apertou seu nariz! Ri.
-Faz para o papai ver filho?! Luan o colocou sentado no chão e Dan fez biquinho alarmando o choro.
-Mô não faz assim, com ele! Peguei o Dan no colo.
-Eu quero ver! O Luan fez bico e Dan estendeu os braços pra ele.
-Põe ele na cama e ver se ele faz! Entreguei o Dan a ele.
-Tá, bom! Luan o colocou ao meu lado e chamou ele que sorriu começando a ir até Luan engatinhando.
-Viu! –Olhei para o Luan. –O chão estava gelado!
-Coisa linda do papai! Luan levantou ele no ar beijando a barriga dele que gargalhava.
-Da mamãe também, tá?! Sorri.
-Claro! Né não filhão? Luan sorriu.
-Acho bom! Sorri para o Dan que mordia a mão, me olhando.

Pela tarde voltamos pra Londrina com seus pais e a Bruna que preferiram dormir no hotel, fomos todo no jatinho e o Dan dormiu a viajem toda no colo do avô que ele tanto amava. Luan assim como o Dan dormiu e ali pude perceber como os dois a cada dia estavam mais parecidos me arrancando um sorriso enorme. 


Chegamos em Londrina e Luan atendeu algumas fãs com o Dan no colo por querer ficar com ele, entrei na van que nos esperava e olhei pela janela o Dan rindo e batendo as mãozinhas com as fãs do Luan que babavam ele e faziam um coro de "Owwwwwn!". Luan voltou entrando na van com a gente e seguimos pra casa, estava muito cansada e precisava descansar. Assim que entramos em casa o Dan começou a chorar apontando pra mim e eu fui amamentá-lo.

Depois que ele amamentou subi com ele pra colocá-lo no berço, ele havia dormido, ou, pelo menos, foi isso que eu pensei. Quando o coloquei no berço ele abriu os olhos fazendo um biquinho de choro levantando os bracinhos para que eu o pegasse. O Luan, logo veio nos ver e o Dan dormiu quando o pai começou a cantar.

Os dias se passaram rápido e tanto eu como o Luan voltamos a trabalhar, ele pra suas turnês e eu para o escritório. O Dan já estava acostumado a ficar com avó e era o maior sacrifício tirá-lo dos braços dela quando ia buscá-lo pra irmos para casa. Dona Marizete fazia todas as vontades do neto e isso já estava me incomodando, cheguei a conversar com o Luan que conversou com sua mãe e ela diminuiu mais de fazer as vontades do Dan. 

Dan completou 8 meses e já falava algumas palavras o que fazia eu e Luan babar ainda mais. Assim que o Lú pegou uma folga maior fomos para o sítio, o Danzinho adorava aquele lugar e ficava quietinho prestando atenção quando o pai pescava, parecia querer aprender e ser um bom pescador que nem o pai futuramente.

Recebi uma ligação urgente do escritório e tivemos que voltar pra casa, Luan me levou lá e depois seguiu pra casa dos pais onde me esperaria ligar pra vir me buscar. Entrei procurando saber o que queriam, e me mandaram entrar na sala do juiz o que fez minhas pernas tremerem. Bati de leve na porta e ao sinal de mandar entrar pedi licença. 

-Sente-se!

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