segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E NOVE.


-Luan pára com isso...! Amor pára! Pedia ao Luan que parecia incontrolável.
-Luan, o que...? Rober entrou com Well e segurou o Luan que não parava de bater no Lucas.
-Você tá doido? –Olhei para o Luan e vi a boca dele machucada, e sangrava. –Olha o que você fez Luan! Vi o Lucas caído e parecia está com o nariz quebrado por que sangrava muito.
-Esse cara chegou pra mim e disse que o meu filho não era meu e sim do Gabriel e sabe mais o que ele me falou? Que você antes de termina comigo já tinha transado com o Gabriel e outros homens! Luan gritava e o Rober mais Well tinham dificuldades para segurá-lo.
-O que? –Olhava o Luan, assustada e confusa. –Por que você veio aqui em Lucas? Olhei para o Lucas que levantava com dificuldade.
-A Bia terminou comigo por causa dele!
-Por mim não, por sua própria culpa! Luan se soltou mais logo Well o segurou.
-Quer saber? Bem feito! Não foi culpa do Luan, foi sua culpa! Vem cá o que vocês ganham com isso? E sai da minha casa agora! –Empurrei ele com força e ele caiu. –É melhor você levantar antes que eu termine de quebrar o seu nariz! Olhei pra ele séria.
-Manu deixa, ele. Eu coloco ele pra fora, do condomínio! O Rober apareceu o ajudando a levantar e o puxando.
-Brigado Rober... Well! Os olhei.
-Não foi nada! Luan, mais tarde eu volto! 
-Tá! 

Subi com a mão na boca e fui direto para o banheiro, a dor estava insuportável e sangrava muito, me olhei no espelho e fechei os olhos com força sentindo uma raiva enorme daquele babaca. Peguei a maletinha que tinha na gaveta do banheiro de primeiros socorros e peguei algodão começando a passar devagar.

Me despedi do Well agradecendo e subi para o nosso quarto, antes passei no quarto do Dan para ver se estava tudo bem e expliquei a Bruna o que tinha acontecido. O vi no banheiro cuidando da boca e fui até ele. Não falei nada quando cheguei ao lado dele, apenas peguei o algodão que estava em sua mão, jogando fora pegando outro.

A vi entrando no banheiro calada, e tomou o algodão da minha mão pegando outro, respirei fundo calado, também, e a coloquei na pia pela cintura deixando ela cuidar melhor da minha boca. Fiquei encarando ela, enquanto cuidava da minha boca e toquei em sua mão de leve.

Respirei fundo, quando ele me colocou sobre a pia e comecei a cuidar da sua boca. Quando vi que o sangue estava quase estancando, troquei o algodão, novamente, colocando um remédio para cicatrizar mais rapidamente. 


-Vai arder, tá? O olhei quando ele colocou a mão sobre a minha.
-Tá! Ele colocou a mão sobre minha coxa.

Passei, levemente, o algodão, sobre o canto da sua boca e ele fez careta. Comecei a assoprar, suavemente, o ferimento, enquanto passava o algodão na boca dele.

Quando ela passou o algodão com remédio na minha boca senti uma ardência, fiz uma careta sentindo dor e apertei a coxa dela de leve. Quando ela assoprou fechei meus olhos fazendo biquinho e segurei o sorriso, era bom demais senti os carinhos dela, mesmo ela estando zangada comigo pela atitude que tomei à poucos minutos atrás.

-Pronto! Ainda vai arder um pouco... Mais já vai passar! Voltei minha atenção guardando as coisas dentro da caixinha de primeiros socorros.
-Tá chateada comigo? Mô não tive culpa, ele começou... Desculpa! Ele voltou meu olhar pra ele através do meu queixo.
-Não, só fiquei assustada, só isso! Mais você poderia ter evitado isso se controlasse sua raiva...!
-Desculpa, sei que poderia ter me controlado, mas todas as coisas que ele fez se juntou em uma só, e não aguentei! Ele falava olhando em meus olhos, enquanto colocava meu cabelo atrás da orelha com carinho.
-Tá, eu entendo...! Não sabia que ele tinha te dito aquilo... Eu e a Bia sabíamos que o Lucas ajudava o Gabriel, mas não tudo... Ela me falou que pensou que o Gabriel tinha parado, então continuou com o Lucas. Aliás, ele só é um idiota que o Gabriel controla. A Bia tem pulso firme, com isso ela vai consegue que o Lucas tome jeito...!-Eu não acreditei em nada que ele disse, nada!
-Fez bem... Não aconteceu nada daquilo! –Olhei pra ele e sorri, levemente. –Acho que tá na hora do Dan mamar! Desci da pia, mas ele não saiu da minha frente.
-Você sabe que o Dan tá dormindo, não foge de mim!
-Não to fugindo... Ele tem horário, e você sabe, e outra a Bruna tá presa lá com ele...! Tentei saí mais ele não deixou.
-Manu, eu tô falando sério! Ele me sentou na pia, novamente.
-Tá! O que você quer? Eu estava em casa com uns amigos, tudo bem que a única que importava era Bia... Daí você chega fica todo alterado te dou toda a razão, mas terminar o noivado de uma amiga minha. Até ai tudo bem, por que eu também não concordava muito, mas foi o meu primeiro susto! Depois do nada você quase mata o Lucas lá em baixo enchendo ele de murro ele merecia, mas... Eu to assustada! Luan, eu to estressada, também, ontem o Dan não me deixava nem ir ao banheiro! Juntou tudo, sei lá... To confusa! Olhava ele séria.
-Eu errei em ter feito isso, mas eu fiz o bem pra sua amiga. Quanto ao Dan você tem que ter calma amor, ele é novinho e vai ser assim, ele não entende nada, ainda é um bebê. Não fica assim minha menina, eu vou tá ao seu lado encarando esse momento, lembra? Nós dois prometemos ajudar um ao outro quando casamos e é isso que vou fazer. Vou te ajudar sempre!
-Eu sei que ele é pequeno e sei que você fez o bem pra Bia... É que juntou tudo! Amor desculpa, eu sei que você vai está comigo, mas eu acho que o problema sou eu! Eu ainda to tentando me habituar a essa vida... Mais é muita coisa, e o pior é ficar longe da minha mãe e do Di! Ontem eu só pensava neles...! Baixei minha cabeça.
-Amor, se quiser ir pra Salvador esses dias pode ir!
-Claro...! E o Dan fica com você? Não sabia que já amamentava! –Brinquei e em seguida ri. –Tudo bem! Eu sobrevivo, meu marido vai ficar comigo esses dias! Sorri.
-Eu e o Dan vamos contigo! Ele sorriu alisando meu rosto.
-Ele ainda tá muito novo amor... A pressão da altitude ainda é muito grande pra ele! Eu conversei com a médica e ela disse que não era legal. Mais quando ele estiver com cinco ou seis meses ele podia viajar!
-Chama sua mãe e o Diego pra cá, eles vão amar. Não consigo te ver assim tristinha, parte meu coração!
-Tudo bem! Minha mãe disse que por esses dias vai poder vir o Di ficou de me dar uma resposta. Ele tá enroladão com o casamento! Eu vou ficar bem, mô! Sorri alisando o rosto dele.
-Sei que sente falta da sua família, mas prometo que sempre vou mantê-los perto de você tá? Não fica assim tristinha!
-Eu sei que vai! Sorri o dando um selinho.
-Vem cá! Ele me abraçou forte alisando meu cabelo.
-Te amo! Falei, abraçando-o.
-Eu também te amo muito e ver você sorrindo é o que me faz feliz. Você sabe disso! 

Depois daquele dia eu e o Luan ficamos mais unidos, fomos juntos pro quarto do Dan e depois do Amarildo ter vindo buscar a Bruna ficamos brincando com nosso pequeno. Dan era tão lindo brincando com pai, tinha o mesmo jeitinho dele e era impossível não sorri vendo aquela cena dos dois. Naquele dia saímos os três pra almoçar em um restaurante, o Dan amou tudo e o Luan se divertia com o filho me arrancando sorrisos inesperados. Ele realmente era o homem da minha vida e bastava ele sorri pra me deixar isso claro. 


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