terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E QUARENTA E TRÊS.


Me sentei em frente a ele e meu coração ficou disparado ao ver o olhar dele sobre mim, sério. Eu não conseguia imaginar o que era e nem o que eu poderia ter feito de errado. Para receber aquela ligação. Olhei pra ele e preferi não falar nada, até por que eu iria me atrapalhar na fala por está muito nervosa. O olhei fixamente e fiquei atenta ao que ele iria começar a falar.

-Então, essa semana, pegamos um caso e eu quero que você a nossa melhor advogada fique com ele!
-Claro! Será um prazer! –Aceitei, prontamente e aliviada. –Posso saber o que se refere esse caso?
-Claro, mais olha... Preciso que você viaje pra São Paulo durante uns dois ou três dias!
-Pra São Paulo? Dois dias? Pensei no Dan.
-Isso! Creio que precise ser no máximo três!
-Tudo, bem! –Respirei fundo pensando em alguma saída para levar o Dan, então lembrei alguns shows do Luan. –Pra quando seria essa viagem?
-Amanhã à tarde!
-Ah! Ok! Só isso? Tive que conter minha tristeza, seria tarde de folga do Luan; ele ficaria em casa.
-Sim! Olha espero que seja muito profissional, esse caso vai precisar!
-Sempre sou senhor! Acho que não é novidade, para o senhor! –Me levantei. –Pego as informações com a secretária?
-Isso mesmo!
-Ok! Licença! Me retirei da sala.

Quando peguei tudo na mão da secretária, eu repirei fundo com o meu coração apertado; eu iria viajar em um período de folga do Luan, os deixando sozinhos durante um dia. Ficar longe deles, principalmente, do Dan seria torturante.
Passei o dia pensando sobre a viagem e quando deu meu horário, o Luan foi me buscar. Sentei no banco de trás do carro e fui calada, observando o Dan brincar na cadeirinha dele. O Luan, por algumas vezes olhou, pelo retrovisor interno, pra mim e eu fingia não ver. Quando chegamos em casa saí do carro, depois de o entregar o Dan e trancar o carro. Olhava para os dois e o Luan me olhava com o Dan no colo, também, me olhando curioso.

-Mô eu preciso conversar com você! Olhei pra ele.
-Estava esperando por isso! Maria, por favor, leva o Dan com você?
-Claro! Licença!
 -Fala! Ele me olhou.
-É que, eu vou ter que viajar! Um caso ai que o juiz me deu... Vou ter que viajar amanhã pela tarde, pra São Paulo! Olhei pra ele e baixei a cabeça.
-Sério isso? Poxa amor, minhas folgas...!
-Sério! Eu não queria... Não queria ficar longe de vocês, acho que nunca pensei isso, mas eu tenho que ir!
-Tudo bem, é seu trabalho. Não se preocupa com o Dan, eu cuido dele e Maria me ajuda!
-Até parece que eu vou ficar tranquila, né? Eu confio em você, mas é que eu nunca desgrudei dele!
-Vai ser difícil meu amor, eu sei, mas são poucos dias e assim como você sempre fez eu vou mantê-la presente entre nós dois!
-Tá! Confio em você! Sorri e o dei um selinho.
-Seus homens vão senti sua falta, promete não demorar? Ele sorriu me aproximando a ele pela cintura.
-E eu vou morrer de saudade dos meus homens, principalmente de cuidar deles. –Sorri encostando minha testa a dele. –Prometo fazer tudo rapidinho!
-Vai amanhã que horas? Ele alisava minha bochecha com carinho me olhando nos olhos.
-Vou depois do almoço! 
-Vou morrer de saudade! Ele sorriu e me beijou.

Jantamos juntos naquele dia, Luan não desgrudava de mim, enquanto o Dan dormia feito um anjo no cercadinho que colocamos na sala sobre nossos olhares. Assistimos a um filme de terror e a todo o momento agarrava o Luan com medo e ele parecia adorar aquilo me apertando pra ele e se aproveitando de mim. 

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