terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E DOIS.


Entrei no quarto do Dan e vi se com ele estava tudo bem, ele dormia tranquilo e eu sorri. Me afastei do Dan e lembrei do Luan atrapalhado ao me ver, ri sozinha e saí do quarto. Vi que a porta do quarto de hóspedes estava fechada e por impulso abrir, vendo-o deitado de cabeça pra baixo, sorri.

-Se precisar de alguma coisa, to no quarto, tá? Sempre estarei lá! Encostei a porta saindo de lá sorrindo.

Aquela noite foi complicada pra dormir, rolei na cama durante muito tempo e meus pensamentos eram direcionados a ela. Respirei fundo diversas vezes tentando dormir e mesmo cansado não conseguia. Levantei da cama sem camisa mesmo e fui ao quarto do Dan, ele dormia tranquilamente e parecia um anjo de tão lindo, sorri alisando a mãozinha dele e lhe dei um beijo demorado na testa. Desci até a cozinha e peguei um copo d'água encostando na pia pra beber.

Entrei no quarto me deitei, na cama e meus pensamentos foram nele; estávamos tão perto, mas tão longe. Me enrolei e virei de lado, senti falta do calor dele, sempre dormíamos abraçados. Fechei meus olhos e fui embalada a um sono leve, porém me levou direto a um sonho, que me fez acordar assustada.

Desci pra beber água, minha boca tinha secado pelo susto. Quando cheguei ao final da escada o vi na cozinha, mas continuei do jeito que estava; de camisola, com uma das alças caindo do ombro e aparentava, ainda está assustada. O olhei e fui direto pegar um copo.

Estava bebendo água quando a vi descer e parecia assustada, com algo. A olhei curioso querendo desvendar o que havia acontecido e ela se aproximou pegando um copo sem falar uma palavra. Levantei a sobrancelha e não pude deixar de reparar na alça da sua camisola que deslizava pelo seu braço deixando seu ombro nu. Coloquei o copo na pia e fui pegar algo pra comer. 

-Tá tudo bem? Perguntei, enquanto pegava uma fruta.
 -Tudo! Só um sonho maluco... E você? Colocava água no copo.
-Tudo bem, também!
-Ah! Esqueci de falar, fui na médica esses dias e ela me liberou pra fazer tudo... –Bebi a água. –Achei que ia gostar de saber, já que você disse que se preocupa comigo! To lá no quarto...! Segui para a escada.
-Manu...!
-Oi! Olhei pra trás.
-Quero o divorcio! Decidi brincar pra mantê-la na cozinha.
-O que? Olhei pra ele sem entender e assustada.
-Eu quero me separar!
-Você veio até aqui, pra me dizer isso? Me irritei indo até ele.
-É que... Eu tô apaixonado por outra...! Me segurei para não ri, era bom vê-la com ciúmes.
-Ah! É? Que ótimo! Felicidade para os dois, depois me manda o convite do casamento... Agora só uma pergunta: por que não foi dormir com a... Com ela? Estava irritada e com medo ao mesmo tempo.
 -Por que há uns dias atrás a gente conversou e eu decidi dar um tempo na nossa relação, mas com três dias que passamos distante percebi que minha vida sem ela não faz sentido algum e que de todos os meus acertos na vida o melhor e maior foi ter conquistado ela! Ele me olhou profundamente.
-Ah! Enfim, se você quiser eu assino os papéis...! Ergui uma das sobrancelhas e virei às costas sorrindo.
-Ei! -Ele me abraçou por trás beijando meu pescoço e pôs a mão na minha barriga por dentro da camisola alisando-a. –Você, sabe a quem me refiro não sabe?
-Sei não... Que coisa feia Luan, traindo ela comigo? Me afastei dele, mesmo querendo muito ficar, e segui subindo as escadas. Se ele brincou eu também podia.
-Manu, na boa chega de brincar, não aguento mais!
-Sério? Coincidência...! –Parei no alto da escada. –Olha, mô! A alça da minha camisola tá caindo! Sorri pra ele e entrei no quarto.
 -Amor... Ele entrou no quarto com cara dengosa.
 -Que foi? Olhei fixamente pra ele.
-Vem cá! Ele se aproximou.
-Pra que? Sorri mordendo meu lábio.
-Pra gente fazer amor! Ele me deu uma juntada me puxando pela cintura e me beijou.

Me deixei ser conduzida, foi os lábios dele se encontrarem com os meus que meu corpo inteiro estremeceu. O beijei intensamente, segurando sua nuca, senti o gosto dele, novamente, foi tudo pra mim. Senti um desejo enorme por ele, quando ele me juntou ao corpo dele, segurando firme minha cintura.


-Eu sou sua! Faz de mim o que quiser...! Sussurrei em seu ouvido, mordendo, levemente, sua orelha.

Quando a beijei senti minha pele toda queimar de desejo por ela, apertei firme sua nuca beijando-a com todo desejo e amor que estava dentro de mim e que deixei escondido durante esses dias. Quando ela sussurrou em meu ouvido umas palavras senti minha pele arrepiar me fazendo desejá-la, ainda mais. A beijei novamente com toda vontade e extraia dela todos os gostos possíveis com minha língua, fui andando em direção à cama e tirei a blusa da camisola dela jogando no chão.

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