terça-feira, 8 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E TRÊS.


Quando ele me jogou na cama sorri pra ele e, logo, ele estava sobre mim. Tirou a blusa da minha camisola e eu me arrepiei inteira, sentindo ele beijar meu pescoço e boca, mesclando mordidas e sugadas, leves. Quando ele estava beijando minha barriga ouvi o Dan começar a chora, respirei fundo desejando que fosse sonho. Meu corpo queria o dele, nossos corpos se queriam, mas o Dan já chorava muito alto.

-Mô deixa eu ir lá! Minha respiração já estava falha.
-Ele vai parar de chorar... Ele continuava a beijar meu pescoço alisando minha coxa com força.
-Mô ele tá com fome... Ele não vai parar! Eu vou e volto...! Falava baixo em seu ouvido.
-Eu vou pirar! Luan saiu de cima de mim com as mãos no rosto e voz de choro.
-Calma! Cinco minutos... Prometo! Eu também quero muito! Sorri vestindo a minha blusa, saindo do quarto.

Fui ao quarto do Dan e quando o peguei ele se acalmou. Sentei na poltrona e o coloquei para mamar. Olhava o Dan comer e não o culpei. “Mais por que ele não conseguia dormir uma noite, inteira?”, pensei. Eu queria muito ser do Luan, queria matar essa saudade que já estava enlouquecendo, nós dois.

Coloquei o Dan para arrotar, troquei sua frauda e comecei a niná-lo. Ele custou a pegar no sono, quando isso aconteceu voltei para o nosso quarto ouvindo a água do chuveiro cair. 

-Não vai querer mais? Abre a porta do banheiro.
-Esquece! Ele falava com a cabeça encostada sobre o braço que estava apoiado na parede.
-Sério? Que pena! Olha, isso tudo era pra você...! Deixei a minha camisola cair no chão.
-Toma! Ele jogou uma toalha pra me cobri.

Olhei pra ele respirei fundo, não acreditei no que ele tinha acabado de fazer. Me vesti e saí do quarto desci para a cozinha, fui beber água; eu não aguentava mais e eu sabia que ele também não. "Por que o Dan foi acordar?", me perguntei.

Saí do banheiro me secando e me vesti, me olhei no espelho bagunçando meu cabelo e respirei fundo, aquela situação tava insustentável. Olhei algumas coisas no celular e deitei na nossa cama. Estava com saudades dela, de dormir abraçado a ela e a cama tinha o cheirinho dela o que me fez sorri.

Subi depois de ajeitar algumas coisas na sala; estava procurando desculpas para conter minha vontade dele. Subia as escadas e não iria aguentar dormir com ele na mesma cama, sem sentir o calor dele, sem ser dele. Cheguei ao quarto e o vi deitado na cama, e respirei fundo e cruzei os braços me encostando na parede.

-O que você tá fazendo ai, posso saber?
-Esse seria o nosso quarto... A nossa cama? Ele me olhou.
-Me faz um favor, dorme lá no de hóspedes... Aliás fica ai que eu vou! Fui até a cama e peguei meu travesseiro.
-Não, tudo bem eu vou! Ele levantou e saiu fechando a porta.

Deitei na cama de vez, e coloquei meu travesseiro no rosto e comecei a morder o travesseiro. Estava ficando maluca, pensava nele e nas nossas loucuras o tempo todo. Lembrei as nossas noites de amor, do quanto era bom sentir o nosso cheiro na pele dele, nosso suor misturado, a mão dele passando por minha pele, os nossos beijos intensos. Liguei o ar condicionado na menor temperatura e me cobri inteira, pelo fio que sentia.

Entrei no quarto de hospede respirando fundo e me fechei a porta sem trancar, me joguei na cama colocando o braço sobre a testa e fechei os olhos, aquela vontade que estávamos sentindo estava se tornando incontrolável. Deitei de bruços tentando dormi e quando fechava os olhos os nossos momentos juntos vinham em mente me deixando fora de mim.

Enquanto tentava controlar meus pensamentos, que só iam aos nossos momentos. Começou a chover forte fiquei olhando as gotas da chuva, deslizarem sobre o vidro. A chuva foi ficando ainda mais forte e eu fiquei assustada, eu tinha medo de trovões e relâmpagos e ele não estava ao meu lado pra eu me sentir segura.

Começou a chover forte, olhei pela janela e percebi que estava forte e relampejava, olhei para o outro lado amassando meu rosto no travesseiro e respirei fundo, queria fugi dali, saí correndo mais aquela hora e nessa chuva não tinha condições. Deitei novamente de bruços e ajeitei o travesseiro fechando meus olhos.

Quando começou a trovejar e relampejar me cobri inteira, com o lençol, estava assustada. Não iria consegui dormir sem o abraço dele, eu tinha que tentar. Levantei e depois que olhei o Dan, abri a porta do quarto de hóspedes, com cuidado, sem fazer barulho. O vi deitado de bruços e ele estava mais forte, mais bonito, respirei fundo e sentei ao lado dele. Me segurei para não tocar nele, queria muito, mas apenas me aproximei dele.


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