quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E TRINTA E SETE.

Após me arrumar seguimos para o local do show que estava lotado, atendi meus fãs e a impressa que me fez várias perguntas sobre a foto postada no dia anterior, no twitter, sobre o primeiro mês de vida do Daniel. Dagmar os interrompeu avisando que estava na hora do show. Subi ao palco elétrico, ver aquela galera ali me esperando e gritando me deixava animado demais. O show foi sucesso total e quando saí do palco sorrindo, enquanto conversava com o prefeito que me dava parabéns pelo espetáculo. 

Seguimos para o hotel e chegando lá tomei um banho depois de ajudar o Rober com os presentes dos meus fãs. Me ajeitei na cama e após comer algo liguei pra Manuela que chamou e não atendeu. Estranhei sentindo uma ponta de nervoso e tentei novamente.

O Dan não parou quieto e estava cheio de vontades, qualquer menção que eu fazia de o deixar, no quarto, ou na nossa cama ele já começava um choro. Com a ajuda da Marizete e da Bruna foi tudo mais fácil de fazer elas me ajudavam, enquanto o Dan não queria desgrudar de mim.



Pela noite a Marizete foi pra casa e a Bruna ficou para me fazer companhia, mas o Dan continuava na mesma inquietude. Dei mama a ele na sala, enquanto a Bruna tomava banho para dormir. Ninava ele com o CD do Luan, mas não adiantava ele não dormia.

Subi para o nosso quarto e comecei a embalar ele em meu colo, vi o meu celular tocar mais eu não queria parar de ninar o Dan que parecia querer dormir. O celular tocou mais uma vez e o Dan começou a chorar.

-Oi amor! Tá meio complicado aqui, desculpa não ter atendido antes! Falava com o Dan ainda inquieto e chorando.
-Tá tudo bem? Por que o Dan estar chorando assim?
-Não sei, ele ficou assim o dia todo! Ele não queria mais ninguém além de mim! Até pra eu comer, tive que ficar com ele no colo...! O Dan ficou me olhando falar mais continuava com o bico de choro.
-Coloca no viva- voz amor!
-Tá! Escuta é o papai! –Coloquei no viva-voz. –Pronto amor!
-Filho, tá ouvindo o papai?

Quando eu coloquei no viva-voz e o Dan ouviu a voz do Luan ele ficou quieto. O coloquei sobre a nossa cama com o celular ao lado e fiquei o olhando observar o celular, ele parecia entender de onde vinha a voz do pai. O Dan fez uns sons com a boca e eu fiquei o olhando babona.

-Pode falar, mô! Sorri.
-Olha filho papai volta pra casa amanhã viu? Cuida da mamãe e não fica dando trabalho pra ela, tá?
-Ele tá tentando pegar o celular mô! Você tinha que ver...! Sorri olhando para a carinha de curioso do Dan.
-Amanhã cedo tô ai, já to morrendo de saudade!
-A gente também, né filho? Fala pra o papai! –Olhei para o Dan e ele me olhou voltando o olhar para o celular e deu um dos seus gritinhos. –Viu? Ele tá com saudade! Sorri.
-Coisa linda do papai!
-Canta pra gente papai? Pedi para o Luan.
-Canto!

Sorri com pedido dela e comecei a cantar baixinho com meus olhos fechados na tentativa de me senti mais próximo a eles dois. Cantei a nossa música, a qual nos descrevia do inicio de tudo; "Te Vivo". Enquanto cantava ouvia uns gritinhos baixinhos do Dan fazendo minha vontade de estar com eles aumentar.

Deitei ao lado do Dan na cama, me enrolando e o enrolando com sua manta. Enquanto ele ouvia o pai cantar fazia alguns barulhinhos com a boca me arrancando sorrisos. Até que ele foi ficando, cada vez mais, calmo e começou a brigar com o sono. Respirei aliviada ao ver aquilo, o Dan dormiria, me fazendo descansar.

-Mô, ele dormiu? Luan perguntou baixinho.
-Tá quase dormindo, mô. Ele tá brigando com o sono!
-Mô alisa um pouco abaixo da sobrancelha dele com a pontinha do dedo mindinho bem devagarzinho!
-Tá, bom! 

Comecei a alisar abaixo da sobrancelha do Dan, como o Luan havia me dito e vi que ele fechou os olhinhos, respirando devagarzinho. O Dan se mexeu para ficar um pouco mais perto de mim, colocando uma das mãozinhas em minha barriga. Sorri olhando ele dormir feito anjo e fazendo biquinhos iguais aos do pai.

-Dormiu! Falei baixinho para o Luan.
-Toda vez que ele ficar assim agitadinho, faz isso!
-Tá! Como você descobriu isso? Sorri falando com ele baixo, já tinha desligado o viva-voz.
-Tinha essa mania quando pequeno. Desconfiei que ele tivesse, também!
-Sabia que tinha coisa sua nisso! Será que o papai pode dar atenção a mamãe, agora? Perguntei dengosa.
-Claro que pode, mas sua vozinha tá tão cansadinha!
-Claro seu filho ficou fazendo manha o dia todo... Esgotou todas as minhas energias! Mais e você, como tá? Comeu direitinho? E o show, foi massa?

Ficamos conversando durante um tempo, ambos estávamos cansados o que não nos fez prolongar a conversa. Ri de algumas coisas que ela me contou sobre o Dan, e ela ria das minhas histórias com meus fãs. Adorava quando ela fazia manha pelo celular, isso me deixava derretido por ela e sorria só de imaginar se eu estivesse ao lado dela podendo lhe dá carinho. Desligamos depois de nos despedi e assim que encostei minha cabeça no travesseiro dormi feito uma pedra. 


Dia seguinte acordei cedo, Roberval me ajudou a arrumar minhas coisas e seguimos para o aeroporto, só teria show dali a cinco dias, depois que a Manu ficou grávida decidi folgar mais minha agenda pra poder curti mais ela e o Dan. Ficaria assim durante os primeiros seis meses dele e depois voltaria com tudo. Fui para o aeroporto e assim que entrei no bicuço ele levantou voou. Estava louco pra chegar e casa e matar a saudade do meu pequeno e da minha mulher.

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