quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CAPÍTULO TRINTA E QUATRO.


-Você usa o mesmo perfume do Luan! Sorri.
-Que Luan? Ele me olhou tirando o casaco.
-Santana, meu namorado! Peguei o casaco dele e coloquei no sofá.
-Mentira que meu cunhado é o Luan Santana? Ele riu passando o braço em volta da minha mãe. 
-Pois é Dieguinho, a menina ai é poderosa!
-É! E eu to morrendo de saudade já! Ah! Vou contar a ele de você, quando ele me ligar depois do show! Sorri.
-Que honra, quero conhecê-lo pra ver se aprovo mesmo!
-Então, vamos jantar?
-Claro!

Fomos pra mesa e começamos a jantar, o Diego era mega divertido e em questão de segundo já parecíamos que fomos criados juntos. Riamos demais de suas piadas e do seu jeito menino. Ele iria começar uma faculdade em Salvador e enquanto não conseguisse onde ficar, ficaria lá em casa comigo e minha mãe. Senti naquele momento que seriamos grandes amigos e ele se mostrou um grande amigo. 


Quando terminamos de jantar ele fez questão de lavar os pratos e eu secava, ele me tirou risadas altas contando de cantadas das meninas em cima dele. Prometi que lhe ajudaria a conseguir um emprego, ele queria ajudar minha mãe nas despesas, enquanto estivesse conosco.

-Você sempre soube de mim? Desculpa te perguntar assim, mas eu preciso saber...! O olhei.

Depois que terminamos de lavar os pratos minha mãe lhe mostrou seu quarto e o resto da casa. Ela foi deitar e eu fui ajudá-lo desarrumar a mala. 

-Sempre! Ele me olhou.
-Sempre? E ele falava o que pra você? Nunca quis me ver, antes?
-Ele nunca comentou com minha mãe, ele me falava de você como uma menina que sempre iria gosta ao conhecer, só soube que era minha irmã meses atrás quando descobri que ele tinha outra família!
-Igual a mim... Mais ele nunca falou sobre você! E sua mãe?
-Faleceu mês passado! Ele se sentou na cama de cabeça baixa.
-Nossa! Desculpa... Não sabia! –Sentei ao seu lado. –Eu aqui só pensando em mim, te perguntando essas coisas... Di você pode, sempre contar com a gente tá?
-Tudo bem, obrigado Manu de verdade! Realmente você é tudo que o pai falou, mesmo não sabendo a quem ele se referia. Agora eu sei e dou toda razão a ele. Nos conhecemos essa noite mais parece que já tem anos, o sangue fala mais alto! –Ele sorriu passando braço em volta do meu ombro. –Quando minha mãe faleceu, decidi descobri mais um pouco sobre a outra família do pai e quando conheci sua mãe por ela já sabia que você era especial!
-E pode ter certeza que você também é muito especial...! –Sorri. –Agora é melhor, você dormir, descansar, um pouco!
-Amanhã vou precisar de você!
-Tudo bem! Mais pra que? Vá se acostumando, sua irmã é curiosa! Sorri.
-Percebi! –Ele riu. –Passei no vestibular na UNEB e amanhã vou levar meus documentos pra confirmar minha matricula!
-Ah! Que massa! Ajudo, sim! Parabéns, maninho! O abracei.
-Brigada maninha. Mais e você? Como tá na faculdade?
-Tudo as mil maravilhas! Ah! Diz ai, passou pra que curso?
-Medicina, foi o que meu pai sempre quis. Ter um médico e um advogado na família, como não curto direito escolhi medicina!
-Ele tem um Médico e uma Advogada, na família! Prazer Dr. Manuela! Sorri.
-Mentira, fala sério! Ele riu.
-Sério! Por que tá rindo? Coloquei a mão na cintura.
-Por nada! Achei engraçada a forma que você falou!
-Ah! –Sorri. –Agora é bom eu ir correndo pegar meu celular, pra tentar falar com o Luan, antes do show!
-Ainda não acredito que você namora o Luan Santana cara! Ele riu se jogando na cama.
-Não ri, dele! Pára Di! Você vai ver quando ele chegar aqui, em casa, quando terminar de fazer os shows! Joguei um travesseiro nele.
-Vou logo avisando que só namora se eu deixar! Ele pegou travesseiro jogando em mim de volta.
-Ah! É? Vou ter que tirar o anel? Mostrei o anel que o Luan tinha me dado.
-Mentira que ele te deu anel? Roubou o coração do cara mesmo! Ele riu.
-Sério! Essa história é longa... Amanhã a gente podia almoçar depois que a gente fosse na sua faculdade, ai eu contava. O que acha?
-Fechado! Ele sorriu.
-Pronto! Agora vai dormir, que eu vou atrás do meu Luan! –Ri. –Boa noite!
-Vai lá, senhora Santana! –Ele riu. –Boa noite!
-Ok! Vou mesmo! Ri.

Saí do quarto dele sorrindo e entrei no meu. Sentei na cama e peguei meu celular tentando ligar para o Luan sem sucesso. Fui tomar banho e quando terminei de me arrumar tentei ligar pra ele e, finalmente, ele atendeu.

Tinha acabado de sair do show e trocava de blusa sem perceber que meu celular tocava, falei algumas coisas com o contratante e entramos na van seguindo para o aeroporto, naquela hora mesmo iríamos pra próxima cidade, senti meu celular vibrar e sorri ao ver seu nome na tela. 


-Oi vida!
-Oi! Finalmente consegui falar! Tenho uma coisa pra te contar!
-É mesmo? Deve ser coisa boa por essa animação!
-É! To atrapalhando?
-Pode falar amor, to na van indo para o aeroporto!
-Ah! Como foi o show? Tá todo mundo bem?
-To sentindo muito frio, aqui vai congelar amor, sério! To com mais de quatro blusas, casaco, luva!
-Nossa! Cuidado pra não pegar uma gripe!
-Quanto a isso não se preocupe, tenho quem me esquentar!
-Ah! É? E quem é? Posso saber?
-Claro! O edredom! Ele riu.
-Engraçadinho! Ri.
- Amor, vou ter que desligar, cheguei no aeroporto e vou ter que atender umas fãs aqui pra seguir viajem, quando chegar te ligo, pode ser? Ele falou e percebi tristeza na sua voz.
-Tudo bem! Te amo! Mais não esquece de mim! Sorri.
-Te amo muito mais. Esquecer você? Impossível! Se cuida!

Ele desligou e eu senti que ele não ligaria tão cedo. Fiquei triste queria lhe contar ló, sobre meu dia e sobre o Diego. Deitei na cama e vi que estava passando um filme na TV e fiquei assistindo. Briguei com o sono, para ele não me vencer, mas foi em vão. Dormi com o celular na mão e a TV ligada.

Desliguei e desci da van pra atender meus fãs que me aguardavam naquele frio, tirei foto, dei autografo e abracei todas. Elas estavam ali por mim e queria realizar o sonho de todas elas. Seguir para o meu jatinho e acabei dormindo, já tinha alguns dias sem consegui dormir direito, a falta dela era constante e isso me tirava sono e fome. Chegamos em São Paulo e fomos direto para o hotel, peguei meu celular pra ligar pra ela mais estava tão cansado que assim que deitei na cama dormi. 

Acordei sentindo o sol bater fraco em meu rosto, minha mãe tinha aberto a cortina do meu quarto. Me espreguicei abrindo meus olhos e olhei meu celular vendo que não tinha chamada nenhuma perdida e nenhuma mensagem. Respirei fundo entrando no banheiro, escovei os dentes, tomei banho e desci arrumada. Diego ajudava minha mãe a pôr a mesa e logo sentamos começando a comer.

-Di vamo agora? Perguntei ao Diego.
-Vamos sim! –Ele sorriu beijando a testa da minha mãe e seguimos em seu carro. –Que carinha é essa? Ele me olhou rápido voltando sua atenção pra direção do carro.
-Nada! Respirei fundo.
-Conseguiu falar com o Luan ontem?
-Não!

Diego não disse e nem perguntou mais nada, talvez por ter percebido que não queria conversar. Chegamos cedo na faculdade aonde ele iria estudar e atualizou toda sua documentação. Seguimos pra minha e assim que ele parou o carro e desceu comigo os olhares femininos foram pra cima dele fazendo ele ficar sem graça.

-Amiga, quem é? Carol e Beatriz se aproximaram olhando fixamente para o Diego que passou braço em volta do meu ombro totalmente sem graça.
-Meu irmão! Bonitão né? Sorri.
-Irmão? Elas perguntaram juntas. 
-Irmãos sim, não percebeu a semelhança? Diego riu.
-É! Meu pai pulando a cerca...! Brinquei e ri.
-Nossa! Carol sorriu com Beatriz.
-Então maninha, vou sair por ai procurando trabalho, na hora que for liberada você vai pra casa ou direto para o trabalho?
-Não vamos almoçar? O olhei sorrindo.
-Ah é, verdade! –Ele riu. –Na hora me liga que venho te buscar!
-Tá!


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