segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CAPÍTULO VINTE E NOVE.


-Minha pele está pedindo seu calor, seu corpo, seu cheiro... Eu quero você! Sussurrei em seu ouvido dando uma leve mordida.

A beijei novamente e dessa vez com mais fervor, a queria pra mim e sabia que ali em meus braços ela era somente minha. Me ajeitei por cima dela entrando entre suas penas e aumentei a intensidade do beijo. Tirei minha blusa jogando no chão e ela fez o mesmo ainda me olhando nos olhos, ambos queimava de desejo naquele momento e a única coisa que se escutava era a nossa forte respiração de desejo um pelo outro.

O deixei me guiar, queria que ele me fizesse ser só dele, queria sentir todo o desejo que ele sentia por mim. Nossos corpos se comunicavam perfeitamente, pareciam se conhecer e a nossa química estava perfeita. Ele beijava delicadamente meu corpo, parecia querer gravar cada milímetro dele, o que fazia meus arrepios ficarem constates e meu desejo de ter ele e de ser dele aumentar.


O movimento dos nossos corpos era intenso e ao mesmo tempo delicado, queríamos sentir, um ao outro, com mais detalhes para lembrarmos aquele dia para sempre. O Luan já tinha roubado meu coração, sem eu mesma perceber, meu coração que me controlava. Nosso suor parecia querer se misturar tornando tudo, ainda mais especial, mas com muito carinho e respeito entre nós.

-Eu te amo! Ele sussurrou no meu ouvido enquanto fazia movimentos que me faziam arrepiar.
-Também te amo! Falei com a voz falha e com a respiração ofegante.

Quando nossos corpos se deram por satisfeito coloquei a cabeça sobre seu peito, estava totalmente soado e assim como ela respirava rápido, beijei seu pescoço com meio sorriso nos lábios e novamente encostei minha cabeça sobre seu pescoço fechando os olhos.

-Queria isso... Queria me entregar a você, já tinha um tempo. Talvez fosse o primeiro indício de que eu estivesse te amando! Alisava seu cabelo.
-Se você tivesse ideia do quanto estou feliz e completo! Ele falava enquanto alisava minha coxa.
-Acho que to sentindo o mesmo! Sorri.
-Amor, eu quero te fazer um convite!
-Faz meu amor!
-Tenho ainda mais dois dias de folgas e minha família esta no meu sítio, vem comigo? Eles querem muito te conhecer1 Ele me olhou e alisava meus lábios com o dele.
-Não sei se tá na hora... Não sei mesmo! Acho que vou ficar sem graça! Olhei pra ele.
-Por favor, amor! Meus pais, já estão achando que essa história é inversão minha!
-Não fala assim...! –Sorri. –Pra gente ir amanhã?
-Mais é a verdade, o Max meu tio zoa de mim todos os dias dizendo que namoro uma pessoa invisível. É, amanhã bem cedinho!
-Namora? Essa parte eu não tava sabendo! Ri.
-Ah, pra eles a gente tá namorando! Ele riu me dando um selinho demorado.
-Pra eles? Então como eu vou chegar lá? Vai me apresentar como? O olhei séria.
-Como a mulher da minha vida e que amo!
-Bobo! –Sorri. –Então isso é um pedido de namoro ou o que?
-Assim... Meio informal pedi assim, nessas condições, apensar de ser maravilhoso! –Ele riu. – Mais... –Ele me olhou alisando minha bochecha. –Sim, é um pedido de namoro. Você... Aceita?
-É, nessas condições... Seria impossível não aceitar! Ri e o beijei.

Senti meu coração acelerar de uma forma que me assustou, estava nervoso e com medo de que ela não aceitasse, quando ouvi "aceito" meu corpo estava tremendo e minhas mãos soavam. Sorri durante o beijo e mordi de leve sua língua dando uma sugada logo em seguida, não queria sair dali. E enquanto nos beijávamos, mil ideias na minha cabeça se passava. Já estava tudo certo e sua mãe já havia sido informada da surpresa que estava planejando.

-Amor é melhor a gente se ajeitar, por que minha mãe pode chegar! Sorri.
-Jura? Ele fez bico.
-Juro, anda! Sorri.
-Vamos para o seu quarto vai...! Ele sussurrou em meu ouvido, enquanto beijava meu pescoço.
-Luan...! Pára! Sorri arrepiando.
-Tem certeza? Ele ainda beijava meu pescoço e sussurrava no meu ouvido.
-Acho que não! Ri.
-Vem comigo vem, quero você só pra mim! Ele mordeu minha orelha.

Quando ela falou aquilo sorri e levantei levando ela para o quarto, depois que catamos tudo que estava no chão. Abri a porta do quarto, enquanto ela me beijava, em meu colo, fechando a porta com meu pé. A coloquei, com carinho, sobre a cama deitando, delicadamente, o meu corpo sobre o dela. A beijei com intensidade, voltando a acariciar o seu corpo, com cuidado para não esquecer nenhum lugar.

A amei mais uma vez, não queria desgrudar dela um segundo e senti o amor dela por mim tão claro daquela forma me fazia delirar. Beijava todo seu corpo sentindo seu gosto, quando beijava sua barriga sentia sua pele arrepiar, e sorria. Ela era a mulher que amava e a cada toque e beijo queria que ela percebesse o quanto a amava e queria ela pra vida toda.

-Te amo! Sussurrei em seu ouvido, com voz falha e a respiração ofegante.
-Também te amo, muito! Ele beijou meu pescoço.
-Manuela!
Ouvi minha mãe me gritar, da sala, e nos assustou. Empurrei o Luan e levantei, rápido e comecei a me arrumar. O Luan estava atrapalhado e eu o empurrei com sua roupa para o banheiro, para que ele tomasse banho.
-Manuela! Minha mãe me gritou, novamente.

Desci as escadas rapidamente e a ajudei com as coisas que ela havia comprado no mercado, para casa.


-Desculpa a demora mãe! A olhei.
-Por que demorou de me responder? Ela me olhou tirando as coisas da sacola.
-Por que... Por que eu tava estudando! Desviei o olhar.
-Tem certeza? Não está mentindo pra mim Manuela? Ela me encarou.
-Tenho?! A olhei.
-Sua blusa esta pelo avesso, Manuela! Quem está ai em cima com você? Ela me olhou séria.
-Nossa! Nem reparei...to tão distraída! Olhei para a blusa, tentando desviar o assunto.
-Manuela...
-Que foi? Olhei pra ela.
-Quem está ai em cima com você? Me fale agora! Ela aumentou o tom da voz.
-O... Lú! Olhei pra ela com cara de culpada.
-Sou eu sogrinha! Luan desceu só de bermuda e beijou a bochecha de minha mãe a abraçando por atrás.
-Luan? Ela o olhou assustada.
-Olha, trouxe pra senhora! Luan lhe deu uma caixinha.
-Querido obrigado! Ela sorriu beijando a bochecha do Luan.
-Você sempre encantando todo mundo, né? Falei baixo para que só ele ouvisse.
-Sempre! –Ele sorriu. –Mais e o convite que fiz pra senhora ontem por telefone, estar de pé à resposta né? 
-Claro, vou adorar conhecer seus pais!
-Que bom sogrinha!
-Sogrinha? 
-Sua filha é a apressada sabe? –Ele riu. –Mais aquilo ainda está de pé! Ele piscou pra minha mãe e eu olhei.
-Vem cá, eu to boiando aqui! O que vocês dois estam tramando? Olhei para os dois me afastando do Luan, cruzando os braços.
-Querida, na hora certa você saberá!
-É amor, larga de ser apressada!
-Ok! Não vou mais! Ai não vai ter mais nada! –Olhei pra ele. –Vou tomar banho, agora a senhora tem ajuda do Luan Rafael Domingos Santana! Olhei pra minha mãe e fui saindo da cozinha.
-Amor... 
-Não Luan, deixa... Ela vai sim amanhã, isso é drama pra você contar! –Minha mãe o impediu de vim atrás de mim. –Vem, me ajuda aqui!
-Tá bom! Ele sorriu.
-Ok! Vamos ver quem vai pra algum lugar amanhã! Olhei para os dois e fui para o quarto, tomar banho.
-Como você pede ela em namoro hoje Luan? Não ia ser no almoço de amanhã? Minha mãe o olhou.

Não subi para o meu quarto, fiquei atrás da parede da cozinha escutando a conversa dos dois. Eu sempre conseguia saber as coisas que eu queria, com drama ou sem drama. Eu estava curiosa pra saber o que ele estava armando para mim.


Nenhum comentário:

Postar um comentário