quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CAPÍTULO TRINTA E TRÊS.


Após ficarmos mais alguns minutos trocando beijos e carinhos dormimos de conchinha, estar nos braços do Luan era maravilhoso e saber que quando acordasse teria que me despedi dele era doloroso demais. Dormi tranquilamente sentindo seus carinhos e ouvindo sua voz baixinha cantarolando algo pra mim. 

Acordei com ele me enchendo de beijos pelo pescoço, sorri lhe dando um selinho e nos arrumamos pra descer. Tomamos café com sua família que já queria marcar algo assim que o Luan voltasse, a mãe dele já estava super amiga da minha o que me deixou aliviada. Curtimos mais um pouco o ar puro daquele lugar maravilhoso e voltamos pra Londrina, no condomínio de Luan. Lá Luan me mostrou um pouco de tudo e do seu lugar favorito; O lago. 

Voltamos pra casa e lá pegamos minhas coisas, me despedi da família dele lá, pra não chamar muita atenção no aeroporto, Luan iria comigo, ele fez questão. 

-Volte sempre viu? Amei conhecer você cunhadinha! Bruna me abraçava forte.
-Volto sim, pode deixa! Sorri.
-Tchau minha querida, quero que volte logo!
-Pode deixar! Sorri abraçando Marizete e logo Amarildo. 

Seguimos para o aeroporto, Luan estava calado e mexia no celular parecia não querer e nem aceitar aquilo. Tentei tocar nele e lhe fazer carinho mais ele parecia estar desligado, olhava pela janela e mexia no cabelo virando e tirando o boné mais de mil vezes.

-O que você tem amor?
-Nada! Ele falou olhando pela janela.
-Lú, olha pra mim! Peguei na mão dele.
-Ignorar minha filha não vai amenizar sua dor Luan! Minha mãe o chamou atenção e ele a olhou com expressão triste.
-Não fica assim vai... Só são alguns dias! Eu também não queria, mas tem que ser assim! Alisei seu rosto.
-Desculpa! Ele me abraçou e eu beijei seu ombro alisando suas costas.
-Chegamos Luan! Well avisou no banco do carona.
-Me dá um beijo, vai! Sorri.
-Vou descer pra deixar vocês dois mais à vontade! Minha mãe nos olhou.
-Tchau sogrinha! Luan a abraçou.
-Se cuida Luan! Ela sorriu beijando a testa dele e desceu do carro.

Depois que minha mãe e o segurança, dele, saíram do carro, eu o puxei pra mim e o dei uma beijo, delicado, mesclando leves mordidas em seu lábio. Juntei nossas testas e sorri.


-Te amo muito!
-Tem certeza que durante essas três semanas você não tem uma folga da faculdade e nem do trabalho? Ele alisava minha nuca olhando em meus olhos.
-Se eu tiver eu aviso, mas provavelmente não! Mais não fica assim vai... A gente se fala por telefone e quando a saudade apertar demais, a gente liga a web! Sorri lhe dando um selinho.
-Tá! Ele beijou minha testa demoradamente e logo minha boca.

Desci do carro, mesmo não querendo e peguei minha mala. Segui com minha mãe para o aeroporto e meu coração apertou, demais, de saudade. Passar aquele tempo ao lado dele foi incrível, mas eu tinha que seguir minha vida, enquanto a gente estivesse longe. 


Olhava para o anel que ele havia me dado e sorria, sem perceber. Olhei para o que o Dan, iria me dá, e percebi que os dois tinham um significado, completamente, diferente. Decidi guardar o que o Dan havia comprado pra mim, em um lugar especial, quando eu chegasse em casa. Não que o Dan tinha perdido a importância, mas eu estava cumprindo o que ele me pediu; ser feliz, e o que eu o havia prometido, ele teria, sempre, um espaço em meu coração.

Quando ela desceu do carro e seguiu para o aeroporto senti meu coração apertar, ficar aquele tempo sem ela seria complicado, mais o que me confortava era que iria ir realizar sonhos e fazer o que faz gostava; Shows. O carro seguiu pra minha casa e de lá arrumei minhas coisas com ajuda de minha mãe. Jantamos e logo subi para o quarto, estava cansado e precisava descansar para o dia seguinte ao qual começaria a correria.

Cheguei em casa e desfiz minha mala recordando tudo o que havia passado com ele. Liguei para a Carol e a Bia e as contei sobre meus dias, colocamos o papo em dia e rimos juntas no telefone.


A saudade dele já estava me matando, quando, finalmente, parei para comer algo. Peguei meu celular, enquanto assistia a TV, depois que minha mãe havia ido dormir, para ligar para ele. O celular dele chamava e ele não atendia, na segunda vez, que eu tentei, ele atendeu.

-Oi meu amor! Ele atendeu com voz de sono.
-Te acordei? Desculpa!
-Tudo bem, você pode! Ele sorriu.
-Não, amor! Vai dormir, você precisa descansar pra amanhã! Só queria dizer que eu to morrendo de saudade e que te amo! Sorri.
-Também já to morrendo de saudades, chega a machucar! Te amo muito mais!

Conversamos mais algumas coisas, mas não demoramos muito, ele precisava descansar. Dormi, depois de um tempo, eu tinha aula no dia seguinte.


A semana seguiu tranquila e regada de saudade. Continuei indo a faculdade e meu trabalho e, sempre, quando ele tinha um tempo ele me ligava e passávamos longos minutos, no telefone. Quando a saudade apertava, muito, ficávamos nos falando em frente ao computador com a web ligada, para nos vermos.

Em uma quarta feira cheguei em casa e percebi minha mãe agitada, falando com alguém no celular. Fiquei a observando e notei que ela estava nervosa, esperei ela desligar a ligação e quando ela percebeu minha presença pareceu se assustar. Me aproximei dela e a olhei nos olhos.

-Mãe o que houve? A perguntei preocupada.
-Ai Manuela, que susto!
-Que foi?
-Vem cá, senta aqui comigo!
-O que foi, canta! To nervosa, já! Sentei ao lado dela.
-Você lembra que... Eu e seu pai terminamos por ele ter outra família, não lembra?
-Lembro! E? Ai mãe fala! Estava ansiosa.
-Você tem um irmão!
-O que? Como assim? Arregalei os olhos, surpresa.
-É mais velho que você dois anos, e ele veio morar em Salvador há pouco tempo, ele quer muito te conhecer!
-E ele apareceu assim, do nada?
-Não, ele... Andou entrando em contato comigo esses últimos dias, só que preferi te contar por agora!
-Por que mãe? Deveria ter me falado, antes! Mais ele quer me conhecer quando? Ele vem aqui?
-Ele é um bom menino, vai ficar uns dias aqui na nossa casa!
-Tudo bem! Confio na senhora! Sorri.
-Ele chega hoje à noite, espero que você goste dele!
-Eu também espero... Dizem que irmão mais velho é chato! Ri.
-É o que dizem, vem me ajuda a fazer o jantar!

Fui ajudar minha mãe no jantar e fiquei pensando como seria ter um irmão e como ele seria. Queria perguntar muitas coisas a ele, e saber a história dele. Era estranho saber que você tinha um irmão mais velho, dois anos que você.

Quando terminamos de preparar o jantar subi e tomei um banho demorado, estava ansiosa pra chegada dele e queria saber de tudo, como meu pai se comportava com ele e de como era sua relação com ele. Desci as escadas vendo minha mãe arrumar a mesa e terminei de lhe ajudar. A campainha tocou e fui junto a ela atender. Ele era lindo, alto, pardo, olhos castanhos claros, cabelo castanho e liso, um sorriso perfeito e tinha uma tatuagem no braço esquerdo o que lhe dava um charme. 


-Oi Diego, entre querido!
-Licença Dona Helena! Ele entrou abraçando minha mãe e eu ficava lhe observando, era bastante parecido com meu pai e comigo.

Não percebi que me aproximei deles, o olhando fixamente. Eu enxergava nele meu pai e via nele traços meus, principalmente, em seu rosto. O sorriso dele era idêntico ao meu e ao do meu pai, ele era charmoso e com certeza ele chamava a atenção das mulheres por onde ele passava. Fiquei o olhando e ele sorriu pra mim.

-Oi, você deve ser a Manuela, né? Ele se aproximou sorridente.
-Oi, sou eu! E você? Sorri sem graça.
-Diego, seu irmão! Você é... Realmente muito linda!
-Brigada! Você também é muito lindo...! Fiquei vermelha.
-Vem cá dá um abraço maninha! Ele sorriu me abraçando.

O abracei e senti o cheiro dele, ele usava o mesmo perfume do Luan, me fazendo lembrar ele. Me afastei, sem graça e o olhei.


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