quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CAPÍTULO CENTO E CINCO.


-Como assim Dan? –O olhei sem entender. –Não! Vocês são diferentes, cada um do seu jeito... Não é?
-Não Manu! O Luan e eu somos a mesma pessoa. Você vai entender com o tempo. Repare nas coisas que ele faz pra te agradar e a forma como ele te ama, perceba isso ais poucos e você vai ver o quanto somos parecidos!
-Dan, fica aqui! As lagrimas começaram a cair descontroladamente.
-Eu sempre estou, você só não me ver. Olha para o seu lado... Vou estar sempre por perto!
-Brigada, por tudo o que fez! –Me aproximei dele alisando o rosto dele. –Sinto muito a sua falta! Dei um beijo em sua bochecha.
-Também sinto a sua! Ele sorriu e como um passe de mágica ele sumiu.

Ver ele sumir parecia ter me dado um choque, para a realidade. Senti uma falta enorme de algo, faltava alguém. Meu coração parecia está vazio, tudo tinha perdido o sentido de novo. Mais eu me senti culpada, senti um peso enorme no meu coração; eu estava machucando quem eu amava e me machucava sem perceber. Eu estava sentindo falta, mas não era do Dan era do Luan, tudo o que eu queria era o abraço dele.

-Luan! Gritei e sentei rapidamente na cama, assustada.
-Que foi? –Ele se sentou assustado. –Tá sentindo algo meu amor?

O olhei e o abracei forte, como se fosse esmagá-lo. Fechei meus olhos e as lágrimas começaram a escorrer, eram incontroláveis. Fiquei nos braços dele chorando, em silêncio, enquanto ele parecia preocupado comigo. Fechava meus olhos apertados e o apertava, em meu abraço, cada vez mais.

A abracei e mesmo sem entender a apartei contra mim. Queria que independente do que estivesse acontecendo ela se sentisse protegida em meus braços, era bom tê-la ali depois dela ter me ignorado no hospital me fazendo ter uma tristeza enorme no meu coração.

-Te amo muito, tá?! Me perdoa meu amor, eu não queria ter feito nada que fosse te amachucar! Desfiz o abraço, olhei nos olhos dele e alisei seu rosto, enquanto minhas lágrimas insistiam em cair.
-Eu também te amo muito meu amor, tá tudo bem. Fica calminha! Ele beijou minha testa me abraçando novamente.
-É sério amor! Desculpa, eu preciso que me desculpe! Olhei pra ele, enxugando minhas lágrimas, com minha mão.
-Se isso vai te deixar mais aliviada: eu desculpo minha menina! Eu te amo muito e nada nesse mundo vai me afastar de você, eu movo céus e terras, se preciso for, pra te ver feliz. Nunca esqueça disso!

O olhei e ao ouvir aquelas palavras eu sorri, era o que o Dan me dizia. Meu coração bateu mais forte e eu o abracei, novamente, forte. Entendi pelas palavras dele e pelo jeito que ele me falou o que o Dan queria dizer; eles eram a mesma pessoa, eles tinham nascido pra mim, pra entrarem na minha vida e cuidarem de mim. Não sabia como agradecer a Deus pelos presentes que ele tinha colocado em minha vida. Fechei meus olhos e cheirei o pescoço dele.

-Tá mais calma? Ele alisava meu cabelo.
-To! Do seu lado e em seus braços, sempre estarei! Sorri e beijei o pescoço dele.
-E você e o Di? Fizeram as pazes?
-Fizemos! –Sorri olhando pra ele. –Ele ficou mais bobo que você, quando soube que o sobrinho era menino!
 -E meu campeão, tá bem? Ele sorriu colocando a mão sobre minha barriga.
-Tá! Ele segurou a barra legal! Sorri colocando minha mão sobre a dele.
-Mô queria te pedi desculpas também, por ter ficado te ligando toda hora o que causou essa sua briga com o Diego. Quero que saiba que não tive intenção de fazer isso... Desculpa!
-Não! Tudo bem! Você não tem que pedir desculpa de nada... Você estava preocupado comigo e com seu filho, tudo bem! Alisei seu rosto.
-Prometo me controlar! Ele sorriu beijando a palma da minha mão.
-E quem disse que eu quero que se controle? Sorri.
-Vai que você se enche de mim?!
 -Nunca, nunca, nunca...! Sorria e dava selinhos nele.
-Sua barriguinha tá tão linda meu amor, enquanto você dormia fiquei aqui babando! Ele sorriu.
-Tá grandinha, já! E to doida pra ficar maior! Sorri olhando pra minha barriga.
-Você é a mãe mais linda de todas!
 -Tá! Pára de me iludir! Sorri.
-É a verdade amor!
-Me dá um beijo?
-Um só? Ele sorriu me dando selinho.
-Vários e bem demorados! Sorri.
-Dou! Ele sorriu me beijando.
-Amor?! Olhei pra ele, enquanto, ainda, nos beijávamos.
-Hum...?
-Faz amor comigo? Perguntei dengosa, mordendo, levemente, o lábio dele.
-Mais... Ele me olhou e logo direcionou o olhar pra minha barriga.
-Vai me deixar no desejo? Não pode fazer isso com grávida! Sorri.
-Jamais, vem cá! Ele me puxou com carinho para o seu colo e me beijou.

Sentei no colo dele e sorrindo beijava ele. Sem interromper o beijo, me encaixei nele, o prendendo entre minhas pernas. Alisava a sua nuca, enquanto beijava o pescoço dele e lhe arrancava arrepios. Era muito bom está nos braços dele, de novo, sem me importar com nada; eu queria ser dele e esquecer o mundo em seus braços.


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