segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CAPÍTULO NOVENTA E NOVE.


No telefone eu contei ao Luan sobre o dia que iria marcar a ultrassom, estava tomando cuidado para marcar em um dia que ele não tivesse nenhum compromisso, para nós vermos o nosso filho juntos. Ele ficou empolgado e eu gostei de ver ele feliz.

Quando ela foi embora pra Salvador senti meu coração partir em vários pedaços, dessa vez ela não estava indo sozinha, lavava nosso filho junto com ela. Voltei para os meus shows mais sempre, em todos os momentos livres, ligava pra ela que me contava as novidades e adorava ouvi aquilo.

Minha semana foi corrida, mais em meio a essa correria tive uma notícia que me deixou animado; a ultrassom do nosso filho. Estava muito ansioso pra ouvi seu coraçãozinho bater e saber se realmente ele estava bem com saúde assim como a mãe. Passei a ligar mais para o Diego e para mãe dela pedindo que cuidasse dela e por diversas vezes Diego ria da minha cara por ter tanto medo de algo acontecer.

Os dias passaram rápidos e eu estava empolgada pela chegada da folga dele, por poder ficar com ele e pela ultrassom do nosso filho. Estava empolgada com aquilo e minha mãe cuidava de mim por está preocupada comigo; eu estava ficando ansiosa demais e isso, de certa forma, fazia mal ao bebê.

Saí cedo, com o carro do Diego, para me inscrever e saber mais sobre o concurso que eu ia fazer. Estava empolgada com aquilo e eu sabia que o Luan iria amar a surpresa. Eu estava tão empolgada por saber de tudo sobre a prova que acabei passando em uma livraria para ler alguns livros e comprar outros. No shopping algumas pessoas me reconheceram e eu atendi alguns pedidos de fotos e parei para conversar por algumas vezes. Não me incomodava, mas no dia eu estava com pressa pelo horário, por que o Luan estava pra chegar.

Cheguei em casa carregando alguns livros vendo o Diego deitado no sofá. Minha mãe tinha saído com algumas amigas e eu vi a cozinha bagunçada, me irritando.

-Diego me ajuda aqui! E por que tá tudo bagunçado? Tá de resaca de ontem, é? Não temos nada a ver com isso! –Parei na frente dele e ele me olhou. –Diego! Reage meu filho! Brigou com a Carol foi?
-Me deixa quieto! Ele não se mexia com o braço sobre os olhos.
-O que você tem? Coloquei os livros sobre a mesinha e o olhei preocupada.
-Nada, já pedi pra me deixar em paz!
-Ai! Grosso! –Sentei ao lado dele. –Maninho, to preocupada sério! Você ontem, aliás hoje, chegou tomou banho e deitou aqui e daqui não saiu! Brigou com a Carol? Ah! Viu ela te dando um corno? Brinquei e ri.
-Nossa! O circo tá perdendo uma grande palhaça!
-E um cavalo, pra ser domado! –Ri. –Brigou com ela né, cavalo? Tirei o braço dele do seu rosto.
-Briguei!
-Sabia! Por que dessa vez? Não é por mais uma besteira não, né? Levantei indo para a cozinha, para arrumar a bagunça que ele fez.
-Ela é três vezes pior que você no ciúme!
-Ah! Só por isso? Maninho você tem que entender que você é um cara bonito e causa ciúme, mesmo! –Olhei pra ele lavando os pratos. –E outra, tenho ciúme do Luan por que ele fica longe de mim com aquelas mulheres todas ao redor dele... E ele é bonito, rico, cheiroso e famoso! Ri.
-Mais você não proíbe o Luan de falar com as amigas mulheres dele!
-É! A gente tem que fazer um sacrifício, as vezes... Por falar nele, que horas são? Já era pra ele está aqui, por que de tarde a gente vai na médica pra eu fazer a ultrassom!
-Desde que você engravidou, mudou sabia? Só pensa no Luan! Ele subiu para o quarto.
-Diego! –Fui atrás dele. –Que ciúme é esse? Entrei no quarto dele.
-Ciúme? Ô Manuela, você percebeu como anda nossa relação de irmão? Você já parou pra ver como eu ando? Não, sabe por quê? Por que o Luan ocupa todo seu tempo, já faz duas semanas que quero conversar com você e toda vez que sento pra conversar contigo seu celular toca e quem é? O Luan! Dai você esquece o mundo e fica lá feito uma idiota, conversando com ele esquecendo que o otário aqui existe! Não tô com ciúmes Manuela, nem um pingo, por mim você casa logo e vai embora com ele, por que aqui nessa casa você é como se nem existisse! Atenção zero tanto pra mim quanto pra sua mãe!
-Di eu... Nossa! Eu não sabia... Desculpa! Olhei pra ele assustada com o que ele tinha acabado de falar.
-Você não anda reparando em nada ultimamente Manuela, seu mundo esta girando em torno do Luan, Luan, Luan e Luan... –A campainha começou a tocar e ele me olhou. –Ai, seu príncipe chegou, vai lá!
-Ele pode esperar, um pouquinho... Ontem eu conversei com minha mãe e ela não disse nada. Por que você não me disse antes? Eu só to pensando no meu filho... Eu acho! Olhei pra ele meio confusa.
-Seu filho tá ai dentro ainda Manuela! E o que estou me referindo é ao Luan, acho que esse um ano em Nova York te fez acostumar sem minha presença, por isso ontem eu tomei uma decisão junto com sua mãe...!
-O que foi? Olhei pra ele assustada e a campainha tocou mais uma vez.
-Eu tô indo embora daqui!
-O que? Não Di! Por favor! Olha eu... Eu senti sua falta lá esqueceu? A gente se falava sempre, por telefone! Diego, eu posso ter errado, mas eu não percebi! Eu e minha mãe precisamos de você, na verdade eu mais do que ela. Nossa! Você é como um pai pra mim; você me dá bronca, me dá colo, carinho, apoio... Di, por favor, não faz isso! Meus olhos encheram de lágrimas.
-Você vai casar daqui a alguns meses, vai dá no mesmo Manuela!
-Não, não dá no mesmo sabe por quê? Por que eu vou saber que você vai está aqui, quando eu precisar, eu vou saber que você está seguro aqui olhando minha mãe, também... Você vai entrar comigo na Igreja, vai me levar no altar! Diego eu preciso de você aqui! Cara, a nossa ligação é muito forte! Eu estou perdida e confusa esses dias e quando eu olho você e minha mãe isso me dá segurança! Eu posso está longe mais eu estava aqui de corpo e alma...
-Vai atender a porta pro seu noivo, ele não pode ficar na rua! Ele se virou arrumando umas coisas em seu quarto.
-Di, é sério! Eu sei que você tá chateado, mas fica aqui, desculpa!
-Vai atender a merda dessa campainha que não para de tocar!
-Que saco! –Olhei pra ele e desci a escada. Abri a porta e vi o Luan com uma cara impaciente. –Desculpa, foi mal a demora!
-Que aconteceu? Tava no banho?
-Não! Discutindo com o Diego...! Sentei de vez no sofá.

Fechei a porta que ela deixou aberta, coloquei minha mochila no chão e sentei ao seu lado, não entendia o que estava acontecendo mais sua expressão era triste. Beijei sua testa sem dizer nada e a abracei, sabia que ela estava precisando daquilo. Vi o Diego descer as escadas com uma mochila nas costas e parecia ter chorado, e foi pegar algo na cozinha sobre meu olhar e o da Manu.

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