-Senhora,
esta se sentindo bem? Um enfermeiro se aproximou de mim.
-Tá tudo bem! Saí andando e fui até o encontro da minha mãe, ainda estava muito
tonta.
-Amor, vem cá senta aqui! Luan se aproximou de mim e parecia preocupado.
-Me deixa! Sentei na cadeira e coloquei a mão na barriga.
-Filha, toma essa água e fica calma!
-Alguma notícia dele? Tomei um pouco da água.
-Você acha que vai adianta ficar tratando o Luan assim? Ele só quer te ajudar!
Minha falava observando o Luan que estava em um canto calado de braços cruzados
com a cabeça baixa.
-Eu to cheia de coisa na cabeça! Foi por causa dele que o Di brigou comigo...
Eu sei que ele não tem culpa, mas é que eu to mais preocupada com o Di, agora!
Olhei para o Luan e baixei as vistas.
-Tudo bem, não falo mais nada. Agora fica calma por causa por causa do teu
filho! Um médico se aproximou nos fazendo levantar e olhou pra cada um.
-Família do paciente Diego Morais?
-Aqui, irmã dele! Fiquei à frente de todo mundo.
-Bom... O paciente se não corre mais risco de vida, a cirurgia foi um sucesso e
ele agora estar no quarto!
-Posso ver ele? Olhei para o Doutor, aliviada em saber aquela notícia.
-Claro! Me acompanhe!
Fui guiada pelo médico até o quarto que o Di estava. Eu estava com medo de ele, quando me visse, pedisse para que eu saísse. Meu coração batia disparado e eu estava pensando nas palavras que eu falaria para ele; eu queria mostrar o quanto ele era importante.
O doutor me indicou a porta e eu, depois de respirar fundo me preparando para o que eu iria enfrentar e ver; abri a porta. A porta me revelou um Di vulnerável precisando de cuidados e rodeado de aparelhos, cada um com sua função. Mais ele ainda sustentava aquele olhar forte, ele queria passar que ele estava bem e que ele era forte o suficiente para enfrentar e passar por aquilo.
-Di, você tá bem? Tá sentindo alguma coisa? Falei baixo perto dele, enquanto ele apenas me olhava.
Fui guiada pelo médico até o quarto que o Di estava. Eu estava com medo de ele, quando me visse, pedisse para que eu saísse. Meu coração batia disparado e eu estava pensando nas palavras que eu falaria para ele; eu queria mostrar o quanto ele era importante.
O doutor me indicou a porta e eu, depois de respirar fundo me preparando para o que eu iria enfrentar e ver; abri a porta. A porta me revelou um Di vulnerável precisando de cuidados e rodeado de aparelhos, cada um com sua função. Mais ele ainda sustentava aquele olhar forte, ele queria passar que ele estava bem e que ele era forte o suficiente para enfrentar e passar por aquilo.
-Di, você tá bem? Tá sentindo alguma coisa? Falei baixo perto dele, enquanto ele apenas me olhava.
-A Carol, a Carol ela... Ela tá bem? Ele perguntava baixo e com dificuldade de
falar.
-Tá, sim! Só quebrou o braço, calma! Quer alguma coisa? Alisava o cabelo dele.
-Por que tá aqui?
-Por que eu quis ficar do seu lado... Senti muito medo, de te perder! Não iria
aguentar!
-Eu tô bem, não precisa se preocupar. Pensa no teu filho!
-Mais
eu quero ficar com você...!
-Mais eu não quero, pensasse nisso antes. Agora sai e deixa eu dormi, tô com
dor pelo corpo todo!
-Diego, eu não quero te fazer ficar nervoso, mas eu preciso te falar umas
coisas. Eu sei que eu não estou te dando atenção, sei que eu errei e muito, mas
é que minha vida tá uma confusão, e você sabe disso! Talvez mais que eu mesma,
por que você esta vendo tudo de fora... Eu não tinha percebido que eu tinha me
fechado em um mundo onde só eu, o Luan e o nosso filho existiam, pra mim era o
suficiente te dar bom dia, de almoçar com vocês. Mais depois do que você me
disse eu percebi que conviver só não bastava que eu tinha, realmente, errado,
que eu tinha deixado vocês em segundo plano. –Respirei fundo olhando nos olhos.
–Minha mãe me entendeu, me compreendeu, a gente conversou ela me alertou para
algumas coisas, talvez ela não tenha sentido tanto quanto você por que temos
uma à outra... Di eu e você criamos uma relação muito forte, você apareceu do
nada e se tornou tudo pra mim! Você sentiu mais, você ficou perdido, você agiu
daquela maneira por que você só tem a mim! Eu te amo muito, eu nunca te
deixaria, nunca te esqueceria, jamais! Por isso eu estou aqui! Eu morri de medo
de te perder desde quando eu te vi sair pela porta lá de casa... Eu só falo em
você o dia inteiro! O Luan não ocupa o mesmo espaço que você sabe por quê? Por
que você é meu irmão!
-Eu perdi todas as pessoas que amo, só tenho você, agora! Ele me olhou e deixou
que as lágrimas o dominassem.
-Eu sei! Mais olha, eu vou está com você mesmo que a gente esteja longe, aqui!
–Apontei para o peito dele, para o lado onde ficava o coração. –E outra eu
quero que meu meninão aqui, brinque muito com o tio e aprenda muitas coisas com
ele também! Sorri alisando minha barriga.
-É um menino? Ele sorriu.
-É sim! Vai ensinar ele a jogar futebol e a dar em cima das meninas? Ri.
-Se tiver a beleza do tio então?! Ele riu.
-Ah! Você já tá bem! Tá se achando demais já! Espera que eu vou atrás do médico
pra te dar alta...! Ri.
-Era disso que sentia falta...
-Eu também! –Sorri. –Mais o médico disse pra eu falar baixinho e não fazer seu
coração disparar demais...! Médico chato, né? Falava baixinho brincando com
ele.
-Cadê o Luan?
-Tá lá fora...! Respirei fundo.
-Dona Manuela... –O médico entrou. –A senhora vai ter que sair agora para o paciente
poder descansar!
-Tudo bem! –Olhei para o médico e voltei para o Di. –Você vai ficar bem, né? Vê
se não apronta! E come tudo direitinho, viu mocinho?! Sorri beijando a mão
dele.
-Pode deixar! Se cuida também... E cuida do meu sobrinho e do Luan também!
-Cuido! –Sorri. –Eu vou pra casa descansar, agora que eu sei que você está bem,
mas amanhã eu venho te acordar! Pisquei pra ele.
-Tá bom, vai lá!
-Boa noite! Beijei a testa dele.Saí do quarto mais aliviada, por ter me entendido com ele. Estava mais tranquila. Ele estava bem e o médico disse que a recuperação dele iria demorar, um pouco, mas nada ele tinha para nos assustar ou preocupar. Fui até a sala de espera e sorri pra minha mãe a abraçando forte. No abraço dela senti um alívio muito grande, senti que tinha feito à coisa certa, quanto ao Di, conversar com ele eu deixei claro o quanto ele era importante.
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