terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CAPÍTULO NOVENTA E UM.


Saí do carro pegando minha mala e segui para o hotel. Entrei e liguei para o Luan indo em direção à recepção ele não me atendeu, mas a mulher da recepção pareceu me reconhecer e me perguntou se eu estava procurando informação sobre o Luan e eu confirmei; eu tinha esquecido que eu tinha virado uma pessoa pública, também. Ela me disse o quarto e eu subi, até o andar do quarto dele. Quando cheguei à porta bati e esperei que ele atendesse.

Tava dormindo quando ouvi alguém batendo na porta, me espreguicei sentando na cama, e ajeitei meu cabelo, abri a porta devagar e a olhei com sorriso nos lábios. Peguei a mala dela com cuidado colocando dentro do quarto e assim que ela entrou fechei a porta.

-Tava dormindo? Desculpa! Olhei pra ele.
-Tudo bem, o Diego implicou com você?
-Um pouco, mas depois que eu expliquei a ele, tudo, ele acabou entendendo. Ele sabe que a gente se ama! Sorri.
-Senta aqui, quer comer alguma coisa?
-Comer? Nossa! Depois disso tudo, que aconteceu, eu não tenho cabeça pra isso... Por falar em cabeça, to tontinha, aqui!
-Senta aqui, vem cá! Ele me ajudou sentar devagar e pegou uma garrafinha de água me entregando.
-Brigada! Sorri e sentei bebendo, um pouco de água.
-Melhorou?
-Um pouquinho, mas daqui a pouco vou sair correndo! Ri.
-Melhor descansar Manu, deita aqui, te ajudo!
-Não! Espera! Saí correndo para o banheiro.

 Fiquei, por instantes lá, tentando conter o enjoou. O dia tinha sido cheio e agitado demais, eu sabia que isso iria ter uma consequência depois que a adrenalina acabasse. Saí do banheiro, meio tonta, depois de lavar a boca. Sentei na cama e tomei um pouco mais de água, enquanto o Luan me olhava preocupado. Respirei fundo, várias vezes tentando, conter minha tontura e o enjoou que estava muito forte.

-É melhor a gente ir pra um hospital!
-Calma! Fica tranquilo, tá tudo bem! Deitei na cama.
-Quer que eu chame alguém? Sua mãe? Você tá pálida!
-Relaxa! Só preciso descansar, um pouco! Foi o dia... Tudo muito agitado!
-Faz isso, vou ficar aqui quietinho! Ele se sentou ao meu lado.
-Te amo, tá? Sorri.

Fechei os olhos e deixei que meu corpo descansasse me senti melhor, mas eu ainda sentia tonturas e enjoou. Coloquei uma das mãos sobre minha barriga e acariciei.

A olhei de olhos fechados e senti um aperto no peito e uma vontade enorme de abraçá-la e dizer que também a amava. Ela alisou a barriga com carinho e fui vencido pelo amor, novamente, coloquei devagar minha mão sobre a dela e beijei sua barriga com cuidado, enquanto colocava minha cabeça tentando fazendo ela se senti melhor.

Senti ele colocando a cabeça sobre a minha barriga e eu sorri, quando ele beijou. Eu acabei dormindo, com o carinho que ele dava em minha barriga. Eu sonhei com nós três, ele brincava com o filho, suspendendo ele no ar, enquanto arrancava dele gostosas gargalhadas. Dormi tranquilamente e o sono me ajudou.

Quando ela pegou no sono liguei para os meus pais avisando sobre a nossa ida no dia seguinte e eles se mostraram curiosos sobre a novidade, que disse que teria que contar. Desliguei assim que falei com minha mãe e fiquei na varanda olhando as ondas quebrar nas pedras.

Com o descanso o enjoou diminuiu e as tonturas passaram. Eu me mexi na cama e percebi que ele não estava mais ao meu lado, abri os olhos preguiçosa e me espreguicei, devagar. Procurei ele pelo quarto e não o encontrei. Levantei e o vi na varanda.

Respirei fundo sentindo o cheiro do mar e os pensamentos tomaram conta da minha cabeça, não conseguia pensar em uma coisa de cada vez, tudo vinha de vez me deixando confuso. Fechei meus olhos abaixando a cabeça e imaginei se a Manuela me deixasse pra ficar com o Gabriel que além de tê-la só pra ele criaria meu filho.

O vi baixar a cabeça e senti um aperto no coração, eu sabia que ele estava tão confuso quanto eu, por tudo o que aconteceu; ele estava demonstrando preocupação. Me aproximei dele e o abracei por trás dando um beijo em suas costas, bem estalado, o assustando.

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