terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CAPÍTULO NOVENTA.


-Diego...
- Sai porra! Diego gritou e Luan saiu.
-Diego, que merda! –Passei por ele e abri a porta. –Amor! Chamei o Luan.
-Oi! Ele se virou pra mim.
-Espera! Você vai pra onde?
-Vou para o hotel de sempre! Ele falava baixo.
-Ah! –Me aproximei dele. –E por que você está falando baixo, assim? Falei baixo, também, e sorri.
-Seu irmão passou dos limites!
-Tá! Mais olha o que você falou?! Se falassem isso pra Bruna como você reagiria? Olhei pra ele.
-Eu sei...! Ele respirou fundo abaixando a cabeça.
-Mais, enfim, vamo mudar de assunto... vai ficar aqui até quando?
-Tô de folga esses dias...
-Vai ficar, né? Fica, por favor! Sorri segurando a mão dele.
-Até amanhã eu vou, tenho que ficar com minha família também!
-É, eu sei! –Olhei pra frente e respirei fundo. –E você vai contar pra eles sozinho?
-Vem comigo?
-Sério? Estava doida pra ouvir isso! Ri.
-Vem comigo para o hotel hoje e amanhã vamos pra Londrina!
-Vou enfrentar a muralha chamada Diego! Brinquei.
-Eu vou indo, não quero que ele me encontre aqui!
-Tá! Mais olha...! Sorri.
-O que?
-Te amo e não foge! Sorri.
-Pode deixar! Ele beijou minha testa.

Saí pegando um táxi e enquanto ele acelerava sentia minha cabeça confusa. Respirei fundo colocando fone no ouvido e fechei meus olhos lembrando a cena aquele beijo. Não aguentava ver ela nos braços de outro. Assim que cheguei ao hotel pedi um quarto e não foi muito difícil, entrei no meu quarto me jogando na cama e respirei fundo.

Deixei ele ir e fui pra casa, respirando fundo me preparando para ouvir uma bronca do Diego, assim que eu entrasse em casa. Quando entrei vi o Diego sentado no sofá de braços cruzados, parecia me esperar.

-Oi Di, tchau Di! Passava por ele.
-Aonde você pensa que vai?
-Para o meu quarto?! Olhei pra ele sorrindo.
-Ah, sim! Ele ligou a TV.
-E depois... eu vou ali, em Londrina! Virei as costas e ri, indo pra escada.

Enquanto, esperava ela acabei pegando no sono, estava cansado demais e minha cabeça começou a doer por tudo aquilo que aconteceu em um único dia. Sonhei com nós dois em um jardim andando com nosso filho, ele andava devagar e nós dois sorriamos levantando ele de leve, enquanto ele ria. Sentávamos em uma toalha em baixo de uma árvore e brincávamos com ele, que mordia um do seus brinquedinhos.

Subi rápido para o meu quarto e arrumei minhas coisas em uma mala. Peguei tudo o que eu precisava, principalmente o remédio para enjoou. Estava empolgada, depois de ter passado por um dia turbulento e pensar que tudo iria terminar da pior forma possível. Desci com a mala, empolgada, e olhei para o Diego, sentando ao lado dele.

-Me leva lá, no hotel? Por favorzinho! Sorri.
-O cara diz que o filho não é dele e você vai atrás?
-Diego você não sabe o que ele viu, ok?!
-Eu não vou te levar, não pra ficar com ele!
-Tá! Então, eu pego um táxi! Beijos, pra quem fica! Levantei.
-Tchau! Ele mudou de canal.
-Di ele viu o Gabriel me beijando, lá no Solar do Unhão, tá?! Eu sei que não justifica o que ele disse, mas o que você iria fazer se visse a Carol desse jeito? –Parei na frente dele. –O que você pensaria, em? E justamente no lugar especial de vocês. E no meu caso não é a primeira vez que ele me pega assim com o Gabriel!
-Tá Manuela, vamos! Ele pegou a chave do carro.
-Sabia! Te amo, muito tá?! Sorri pegando minha mala.
-Vamos logo antes que eu desista!

Entramos no carro depois que ele colocou minha mala no carro. Entramos e ele seguiu com uma cara enfezada, fechada, parecia tentar entender tudo o que tinha acontecido, mas eu também estava na mesma; o dia tinha sido doido demais. O olhei e ele estava concentrado, não queria seguir viagem brigada com ele.

-Tenta entender, por favor! Olhei pra ele.
-Se você ama ele, não posso impedi de ir. Até por que você tá carregando o moleque dele ai dentro!
-Então, você entende né?!
-Entendo! Ele parou o carro em frente ao hotel.
-Brigada! Beijei a bochecha dele.
-Vai lá!

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