sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CAPÍTULO CENTO E SESSENTA E DOIS.


Assim que eles terminaram aplaudiram e riram das próprias caras, e eu ri os observando voltar. A música era boa e eu gravei ela fácil, ficava na cabeça e com certeza seria sucesso. Quando eles voltaram eu ri os olhando.

-Dançam bonitinho! Olhei para os três.

Quando terminamos de dançar ri sem graça e cumprimentei eles, mais uma vez, desejando sucesso. Subi com Rober e Guto rindo lembrando o mico que tínhamos pagado e encontrei com a Manu que ria das nossas caras. A puxei pra mim dando um selinho e sussurrei em seu ouvido baixinho colando seu corpo ao meu.

-É hoje que eu te pego e você não escapa não. Se eu te pego, hã! Se eu te beijo, hã! Se eu te pego, hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã...!
-Não iria escapar mesmo! Ri o olhando.
-Não mesmo! Ele sorriu me dando um selinho. 
-Vocês passaram cola nessa boca? –Rober nos separou. –Chega! O Dan não quer irmão por agora!
-Rober não quer mais um afilhado? Brinquei.
-Não agora, por favor! Ele riu.
 -Sai testa! Vai consegui uma pra você! Luan riu me puxando pra ele.
-Tem umas olhando pra cá! Ri.
- Já fui lá e elas perguntaram do Guto e do Luan!
.-Poxa! Quer que eu faça propaganda? Sorri.
-Estou bem sozinho! Rimos.

Depois de termos ido dançar, nosso clima melhorou bastante, foi maravilhoso curti aquela noite ao lado dela. A descontração estava gostosa e nos reuni com amigos para colocar conversa em dia me deixou bem e renovado. Ficamos até mais tarde, estávamos tranquilos pelo Dan, que estava em boas mãos. A Marla já tinha cinco filhos e saberia lidar caso o Dan precisasse de algo.

Quando a Manu decidiu querer ir embora, seguimos para o hotel e enquanto estávamos na van lembrávamos a noite e ríamos do mico que tínhamos pagado. Chegamos rápido ao hotel e seguimos para o quarto da Marla onde o Dan ainda dormia. Peguei ele no colo, enquanto a Manu pegava sua mochilinha e seguimos para o meu quarto.

-A noite foi boa! Sorri, ajeitando o Dan na cama.
-Demais! Ele sorriu tirando a blusa.
-O Dan vai ter que dormir entre a gente, mô! Olhei pra ele sentando na cama tirando o sapato.
-Tudo bem! Ele entrou no banheiro.

Quando ele entrou no banho terminei de tirar minha roupa, colocando o roupão. Depois que tirei a maquiagem, prendi o cabelo, em um coque, e o Dan se mexeu abrindo os olhos me olhando e olhando em volta fazendo um bico de choro. Pareceu não reconhecer onde estava. Me aproximei dele, deitando ao seu lado e ele se encostou em mim, sentindo meu calor. Alisava as costas dele, enquanto ele fechava os olhinhos devagar.

Tomei um banho demorado e quando sai do banheiro a vi fazendo carinho no Dan e sorri, parecia que ele dormia novamente. Coloquei uma bermuda e sentei ao lado dela alisando sua perna enquanto a olhava. Ela estava linda de roupão e um coque no cabelo. Ela me deu um selinho e seguiu para o banho. Deitei na cama respirando fundo e não consegui esperar ela pra dormir, o sono falou mais alto.

Tomei um banho, um pouco, demorado e quando terminei me vesti, saindo do banheiro. Quando olhei pra cama sorri, vi os dois dormirem do mesmo jeito. Eles estavam de bruços na mesma posição, os braços, pernas e a mesma carinha. Não resisti e peguei o celular para tirar foto e logo sentei ao lado do Dan.

Os dias se passaram rápido e tê-los ao meu lado foi reconfortante, me sentia melhor e mais aliviado ao saber que estavam ao meu lado a todo tempo. Quando tinha tarde livre passava com eles e chegamos a sair pra levar o nosso pequeno no parque onde ele se divertiu e pareceu gostar.

Depois de passar a semana toda viajando voltamos pra Londrina e meus pais e a Bruna não desgrudavam do Dan dizendo estar com saudade. Passamos o dia em família e nos divertimos muito, Dan adorava minhas primas e só se ouvia as gargalhadas gostadas dele quando estava no colo delas, principalmente no colo da Jenny.

Quando percebemos o Dan já estava próximo de fazer um ano. Manu e a Bruna, junto a minha mãe organizavam toda sua festinha que seria no tema do Ben 10, seu super-herói favorito.
O Dan já estava maior e mais forte, já andava tudo e corria toda a casa. Bagunçava a casa espalhando os brinquedos todos por todos os cantos. Começamos a viajar mais com o Luan, quando eu tinha mais tempo no escritório.

O Dan estava com as mesmas manias do pai e quando ele via o Luan ir para alguma viagem ele ficava na janela olhando e dizia que estava esperando o pai voltar, com a sua fala dengosa e embolada.

Eu e a Bruna, junto com a Marizete estávamos preparando sua festinha de um ano, não convidaríamos muitas pessoas só a família e os amigos mais próximos, queria que fosse bem tranquilo para que o Dan se sentisse mais à vontade; ele ficava envergonhado quando via muitas pessoas estranhas, mas com as fãs do pai, ele se divertia e eu não sabia como mais ele já sabia que quando viajávamos ele iria encontrá-las.

Vendo o Dan crescer daquele jeito meu coração ficava apertado cada vez mais, daqui a uns dias ele se tornaria independente e isso fazia minha imaginação voar alto. Continuei com meus shows e não pude ajudar muito a Manu com os preparativos da festa, mas acompanhava de longe cada detalhe e opinava sempre que podia.

Não chamamos muitas pessoas, seria uma coisa intima entre a família e amigos mais próximos, o Dan era bastante tímido e isso ele havia puxado de mim, assim como eu ele também não tinha vergonha com meus fãs e isso me alegrava.

Voltária no dia do seu aniversário e a Manu ficou nervosa em saber com medo de não comparecer no aniversário, a acalmei lhe dizendo que estaria lá e ela pareceu ter se acalmado. Estava trabalhando menos mais os dias que tinha shows sempre eram muito movimentados com muitos compromissos e eu nunca reclamava, amava aquela agitação e correria, já estava acostumado.

Quando chegou a semana do aniversário do Dan o Luan viajou e só voltaria no dia do aniversário. Eu fiquei com medo de ele não chegar há tempo, de ele não está presente mais ele me tranquilizou pelo telefone, enquanto o Dan pedia pra falar com ele, ao meu lado.

Tudo estava pronto, para o dia seguinte. Eu voltei pra casa tarde, por um processo que eu estava estudando e estava atolada de coisas para fazer no escritório. O Dan ficou com os avós e antes de eu ir pra casa passei para pegá-lo. Quando cheguei ele queria dormir comigo e eu deixei ele na cama. Tomei um banho e logo depois liguei para o Luan, que depois de muito chamar atendeu.

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